Centralismo avaliativo
20 Novembro, 2008
Ministério da Educação nega ilegalidade do registo de objectivos individuais online
O Ministério da Educação (ME) nega qualquer ilegalidade no registo electrónico dos objectivos individuais dos professores, garantindo que os dados enviados serão apenas acessíveis a avaliador e avaliado.
Alguém no Ministério parece acreditar que a melhor forma de um avaliador e um avaliado (que trabalham na mesma escola) comunicarem é por uma aplicação informática residente nos computadores do ministério. Ou pelo menos parece acreditar que isso é para levar a sério. As suspeitas de que o Ministério pretende centralizar a avaliação são inevitáveis.
14 comentários
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Na verdade nem o registo electrónico é necessário. Ou qualquer outro tipo de registo.
Não tenha problemas e leve lá o presunto a casa.
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Já agora, a base de dados está registada na Comissão Nacional de Protecção de Dados?
E os objectivos individuais não são para ficar estritamente entre o avaliado e o avaliador?
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Como é que só podem ficar entre avaliado e avaliador se nós já estamos a falar disso ?
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A Milu resolveu fazer pressão directa nos professores e mandar os sindicatos às hortigas.
Mais um golpe de autoritarismo socialista, ou sei lá como se chama este novo regisme politico…
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Não se pode mandar um sindicato para um sítio desses, sem primeiro passar por um corrector ornitográfico.
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Não é necessário avaliar professores.
http://ocontradito.blogspot.com/2008/11/fim-avaliao-sim-seriao.html
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Não é necessário avaliar professores. Não acreditam? Leiam aqui como fazer:
http://ocontradito.blogspot.com/2008/11/fim-avaliao-sim-seriao.html
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Consta que isto é habitual com o Siadap, para os especialistas da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação os professores são funcionários públicos normais e as escolas repartições públicas.
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“Texto enviado por Teresa Soares:
(…)
Conheço bem os sistemas de ensino da Alemanha e da Suíça, os dois países em que trabalhei longos anos.
Por isso, envio-vos aqui várias informações sobre os docentes e o ensino nos dois países, informações estas que poderão usar do modo que vos for mais útil, e onde poderão ver que os professores mais explorados da Europa, são, sem sombra de dúvida, os docentes portugueses.
Alemanha
Avaliação dos docentes:
Têm, de 6 em 6 anos, uma aula ( 45 minutos) assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão.
Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as assistências e não existe mais nenhuma avaliação.
Não existe nada semelhante ao nosso professor titular. Sempre gostava de saber onde foi o ME buscar tal ideia. Existem, claro, quadros de escola.
Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.
As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal,nunca durante o período de férias. Sempre achei um pouco preverso os meninos irem de férias e os professores ficarem a fazer reuniões…
Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas! Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria! Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.
As escolas não são centros de recreio nem servem para “guardar” os alunos enquanto os pais estão a trabalhar.
Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas.
Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano,às 17.00.
Total de dias de férias por ano lectivo : cerca de 80 ( pode haver ligeiras diferenças de estado para estado)
Alunos
Claro que existem problemas de disciplina. Mas é inaudito os alunos , ou os pais dos mesmos, agredirem os professores. A agressão física de um professor por um aluno pode levar à expulsão do último.
Os trabalhos de casa existem e são para serem feitos. Absolutamente inconcebível que um encarregado de educação declare que o seu filho/filha não tem nada que fazer trabalhos de casa, como acontece, ao que sei, em Portugal.
É terminantemente proibido os alunos terem os telemóveis ligados e utilizarem-nos durante as aulas. As penas para tal são primeiro aviso aos pais, depois confiscação do telemóvel e por fim multa.
Suíça
Tal como na Alemanha, os professores só são assistidos durante o período de formação e para subida de escalão.
Durante os períodos de férias as escolas encontram-se, como na Alemanha, encerradas.
Os horários escolares são semelhantes aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, terminam cerca das 11.30.
No início das aulas os alunos cumprimentam o professor apertando-lhe a mão e despedem-se do mesmo modo. Claro que não há 28 ou 30 alunos numa classe, mas no máximo 22.
O telemóvel tem de estar desligado durante as aulas.
É dada grande importância aos trabalhos de casa. A não apresentação dos mesmos implica descida de nota final.
Total de dias de férias : cerca de 72 ( pode haver diferenças de cantão para cantão) .
Vencimentos
Só uma pequena comparação … na Suíça um professor do pré- primário no topo da carreira recebe 5.200 francos mensais líquidos ( cerca de 3.400 euros),mais ou menos o dobro do que vence um professor em Portugal no topo da carreira…..
Caras / Caros colegas:
Espero não ter abusado da vossa paciência com a minha exposição. Porém, acho que ficou claro que, se o ensino em Portugal se encontra em péssimo estado, a culpa não é dos professores, mas sim de um ME vendido aos empresários, que tem como objective actual a quase extinção da escola pública, para que a mesma produza analfabetos funcionais, que trabalharão sem caixa médica e sem subsídio de férias , porque nem sabem o que isso é, e se souberem, não poderão reclamar porque não saberão escrever uma carta em termos…. Isto para não mencionar as massas que se entregarão à criminalidade, prostituição, etc.
Um grande abraço para todas /todos da colega
Teresa Soares”
http://www.movimentodemocracia.blogspot.com/2008/03/texto-enviado-por-teresa-soares.html
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Tanto quanto me é dado a conhecer o sistema francês (grupo de inspectores – sistema de informação centralizado) utilisa o mesmo sistema e ainda ninguém pôs em causa tanto os níveis de acesso como as questões relativas à protecção de dados individuais.
Mas há um conjunto de questões que mereceriam talvez uma outra “approche”:
Porque deve o Estado lançar concursos públicos para colocação de professores? Não seria talvez preferível que cada uma das escolas seleccionasse o seu quadro educativo, de acordo com os objectivos estabelecidos e de acordo com o orçamento disponível? (isto não é privatizar)!!!
Porque devem os professores ter uma carga horária máxima (máximo de 20 horas semanais?) independentemente de serem capazes de cumprir com o plano/programa de estudos estabelecidos?
Porque podem os professores “ensinar” fora das escolas? (vulgo dar explicações)
Porque podem os professores usar e abusar do famoso art 69° (ex-artigo 4°)?
Porque ficam tão aborrecidos em dar aulas de substituição (inerentes à utilização pelos colegas do famoso artigo 69) só porque não são consideradas “horas extra”?
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JM
A sua primeira frase não faz sentido — do ponto de vista gramatical. Reveja-a.
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uma vergonha
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