O torneio dos novos senhores
“Se o Ministério da Educação quiser guerra, vai ter guerra” – Pois é, esta é uma guerra muito especial. Quando Mário Nogueira se diz disposto a ir para a guerra com o Ministério da Educação deve estar a gozar connosco. Ele arrisca a o quê? Arrisca sequer o emprego? O vencimento? E os restantes guerreiros que o acompanham o que arriscam? O mesmo é válido para o outro lado da barricada. O que arrisca a senhora ministra? Só se for deixar de ser ministra e ler umas notícias que a irritam. Não é uma guerra de que se trata mas sim dum torneio: os vassalos – ou seja os contribuintes esses pagam a guerra, sustentam a casta dos guerreiros e colocam os filhos à disposição da casta dos guerreiros para eles mostrarem a sua força e fazerem as suas coreografias.

Moral Privada / Moral Pública
Alguns Professores olham para os Alunos com o sorriso fácil de uma arrogância muitas vezes de incompetentes. Mas algo aconteceu que os ouvidos nem queriam ouvir a verdade: iriam ser avaliados tal qual sempre fizeram, a maior parte das vezes sem isenção, aos Alunos, perdendo para sempre o seu regime de Passagens Administrativas. Caiu a Moral Privada, uma máscara de virtudes para um rosto sem elas, tendo sido substituída pela Moral Pública. A Escola sempre foi constituída por Alunos e Professores, mas uns eram os enteados e os outros os filhos. Acabou!
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O massa massa tarda em reconhecer que a escola pública bateu no fundo há muito. Apontar só um factor responsável é simples.
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E quanto mais guerras pior fica a educação aumentando os custos para o contribuinte, presentes ou futuros…
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Espero eu, como contribuinte, não estar a pagar à senhora, HelenaFMatos
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Passem as pipocas…agora a sério: alguém acredita que haverá guerra? O Ministério da Educação é a maior razão para a existência da Fenprof e a Fenprof é uma das grandes razões para a existência do Ministério na sua configuração Soviética. É uma relação simbiótica com os seus arrufos….
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Para quando a LIBERDADE de escolha para todas as famílias?
Só os ricos podem escolher a escola das suas crianças. O socialismo impede que os pobres escolham em liberdade a escola dos seus filhos.
O financiamente deve deixar de ser às escolas e passar a ser feito às famílias, que em liberdade escolheriam a escola dos seus filhos.
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A Helena Matos até parece o Sr. Albino, sempre a aparecer nas imagens, por detrás da Ministra,
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Esse discurso do MN é patético!
Uma nova ordem de políticas educativas precisa-se, a começar por uma forte autonomia (na gestão dos recursos humanos, financeiros, etc.) e, mais importante, responsabilização das escolas.
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“E quanto mais guerras pior fica a educação aumentando os custos para o contribuinte, presentes ou futuros…”
Não se preocupe com o pior, educação não é panaceia.
To repeat what others have said, requires education; to challenge it, requires brains.
Mary Pettibone Poole, A Glass Eye at a Keyhole, 1938
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A escola pública bateu no fundo…faz tempo.
Mas foi preciso tocar nas progressões automaticas das carreiras para se ver o fundo da fossa.
O cheiro tresandava e não faltava quem do meio reberverava que não que aquilo quase era a alice no país das maravilhas.
Todo o cheironão incomodava desde que a “tampa” estivesse lá posta.
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Esta Helene sabe lá bem o que é lutar por uma causa.Limita-se a opinar do alto da sua secretária e nada mais.
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Quando a direita ,mesmo disfarçada de esquerda , de PCP e de CGTP, diz que vai fazer guerra ao poder lrgítimo, levantam-se estas vozes do além que nos vêm explicar que a democracia é cara e difícil.
A alternativa já a Ferreira Leite explicou.
É escolher o que querem. Agora exigir ao governo democrático e legítimo que entregue o poder a sindicatos, isso nem na URSS…
Srª. Ministra não desista!!!! . Eles estão encostados à parede no fim da linha. O próximo passo que derem é o precipício…
MFerrer
MFerrer
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portugal em vez de país de brandos costumes é um vespeiro de guerreiros
na portuguesa gritam às armas
a maria da fonte tem uma espada à cintura para matar os cabrais
43 mulheres mortas
votaram maioria para o ps agora aguentem
por mim detesto o estado sobretudo esta coisa que me oprime com notícias fabricadas que nunca aceito
onde se diz mal da oposição e se elogia um governo “rasca” com o dinheiro dos contribuintes
será tarde quando se aperceberem qe isto é união soviética
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os cães ladram e a caravana passa
ninguém se dá conta que as sondagens mostram que é do maior interesse do PM ter esta guerra e que só se fosse maluco é que demitia a milu
quer lá saber dos alunos ou dos professores das escolas
quer é saber de votos; e os votos aparentemente gostam que ele bata nos professores
(e os professores estão a ser actores de uma tragédia que vai ser o seu próprio fim enquanto funcionários públicos…)
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Uma desmontagem das sondagens de propaganda ao pê èsse.
http://umjardimnodeserto.nireblog.com/post/2008/12/06/as-sondagens-podem-estar-a-enganar-os-portugueses
Et voilá!
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Isso é que era bom, minha cara senhora.
Se as minhas filhas ainda andaram à disposição desse pessoal ( belos tempos), as minhas netas, nem pensar. Não arriscamos.
Uma já anda numa privada e aoutra para lá caminha.
Não brinquemos!
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Se os professores quiserem colocar a sociedade no seu todo perante a realidade basta-lhes exigir condições para cumprirem as suas tarefas durante todo o horário de trabalho nas instalações das escolas. Uma secretária uma mesa, um computador e acesso a centros de documentação devidamente apetrechados. Nem mais um minuto fora do horário de trabalho. Nem um segundo de trabalho fora do local de trabalho. Se não o fizerem aceitam que a sociedade continue a demitir-se das suas responsabilidades em relação às crianças à custa da carolice dos profs.
Os sindicatos, as associações de professores e os conselhos executivos só têm de promover uma semana de escola aberta para confrontar a população com a verdade dos factos. E nessa altura, em vez de fazerem das tripas coração e disfarçarem os buracos na toalha aos convidados o que se deve fazer é mostrar aos encarregados de educação como são as coisas.
Para começar deveriam desde já preparar documentação a distribuir por toda a população explicando o desatino legislativo, a ilegalidade omnipresente e a insuficiência dos estudos (quando os há) que têm sustentado (?) as medidas que este governo tem tomado. Basta fazer um sumário do que tem sido a vida das escolas quando confrontadas com enxurradas de medidas durante a semana para verem uma nova enxurrada alterar as coisas no semana seguinte. Basta mostrar como os sistemas implementados são tantas vezes incoerentes, impraticáveis, inúteis, e como em larga medida são implementados de forma ad hoc pelas escolas que com paciência e boa vontade têm querido, mesmo assim, cumprir a lei.
As Donas Helenas deste país estão mal informadas. Não admira: a grande maioria das pessoas é alheia ao que se passa nas escolas. É muito complicado conseguir que os pais tenham disponibilidade para se deslocar às escolas e quanto mais problemáticos são os casos dos alunos mais difícil é a um director de turma conseguir chegar à fala com o respectivo encarregado de educação. Pude testemunhar isto pessoalmente.
Ainda gostava que me explicassem em que é que o sistema de avaliação dos professores vai fazer alguma coisa pela Educação. Nem pelo Ensino, quanto mais pela Educação. Parece-me que um simples exame de estado à francesa é muito melhor para controlar a qualidade da formação que as dezenas de faculdades das supostas ciências da educação regurgitam anualmente com o assentimento do mandarinato do ensino superior que se acoita nos sucessivos governos. Porque será?
A qualidade do ensino depende neste momento muito mais da qualidade das instalações que temos e da mentalidade dos encarregados de educação portugueses do que da competência dos professores. De momento nem sequer se consegue organizar harmoniosamente o espaço da aula de forma normal numa grande quantidade de turmas e a indisciplina e o abandono são enormes. O que responde o ME a isto? Pressiona para que se aumente a atribuição de diplomas nas novas oportunidades para níveis estratosféricos.
Quanto à divisão da carreira em duas fases há que debater o seguinte:
1) Queremos professores ligados a tarefas de coordenação e à gestão das escolas a tempo inteiro? Queremos a separação de uma gestão administrativa profissionalizada da gestão pedagógica eleita de 4 em 4 anos por exemplo? Ou queremos uma rotatividade que acabe por seleccionar em cada estabelecimento aqueles que têm mais vocação para depois então eventualmente eles exercerem o cargo durante períodos alargados devido à aceitação natural dos seus pares?
2) Queremos um modelo em que os seniores actuais entrem automaticamente com o risco de desvirtuar o novo sistema, ou queremos realmente implementar uma promoção por mérito desde a primeira hora? Neste último caso seria necessário que se tivessem aberto concursos com regras bem diferentes das que foram adoptadas para esta primeira vaga de professores titulares admitidos.
A Dona Helena Matos e a generalidade dos comentaristas dos órgãos de comunicação social têm falado das lutas dos professores teimando em ignorar dois factos:
1) Os sindicatos foram largamente ultrapassados pela classe que representam;
2) A verdadeira razão para o mal-estar que se vive nas escolas são os 3 anos de disparate que se tem vivido, a seguir a 30 de aberração ideológica, culminando 100 ou mais de atraso cultural. Não é a mera questão da avaliação.
Neste âmbito, o comentarismo profissional luso altamente remunerado que se arrasta por rádios e televisões, passou recentemente a introduzir no debate um novo argumento: o de que os professores não teriam direito a fazer o que fazem porque estão a colocar em causa o percurso educativo dos alunos. Esta ideia vai aliás ao encontro da extrema direita ultramontana que continua em larga medida a sobreviver na mente dos portugueses. Por este facto estão todos de parabéns.
Jacinto Pernetti de Sousa (empresário e ex-professor)
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“O que arrisca a senhora ministra?”
Pode ter que ir vender “magalhães” junto às portas dos infantários.
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“…os professores não desistem de ver suspenso e alterado o modelo de avaliação.”
Se for suspenso, o que é que vão alterar ?
Isto está cada vez mais folclórico !
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En Passant,
Essa empresa de sondagens é dirigida por um indivíduo militante do PS e membro da Comissão Política Nacional do PS.
Raramente acerta, porque manifestamente está a soldo de…
Exemplo caricato: desde que o Bloco de Esquerda existe, coloca-o sempre à frente do PC.
Outro exemplo: nas últimas presidenciais, Mário Soares surgia sempre à frente de Manuel Alegre, e assim foi até ao dia das eleições.
Ainda outro: na véspera das presidencias norte-americanas 2004, OCosta surgiu na SIC garantindo que Kerry venceria Bush com larga vantagem.
Etc, etc….
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Não sabia que em democracia era suposto perder-se alguma coisa na hora de travar um combate contra uma lei. A HM deve ter tirado o curso no Chile dos anos 80.
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“Quando a direita ,mesmo disfarçada de esquerda, de PCP e de CGTP”
O que faz a cegueira ideológica. O tempo esgota-se….
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Isto sim é uma guerra…
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Helena,
O Mário Nogueira defende os interesses da corporação que representa.
Não sei se a Helena sabe o que são “stakeholders”? Não é possível gerir uma organização ou uma sociedade sem ser em partilha com os diferentes stakeholders. Ou seja, não consegue fazer nenhuma mudança na saúde sem os médicos, na educação sem os professores ou na comunicação social sem os jornalistas.
Agora, o que estranho é que o Ministério da Educação, que deverioa defender os interesses dos pais e dos alunos (contribuintes), é que não o faz. Aliás, não faz Lourdes Rodrigues, como não fez Marçal Grillo, Manuela Ferreira Leite, Couto dos Santos ou Sargeta santos Silva!
Há muitos anos, que a qualidade na educção só existe no Ensino Superior público. O Ensino Secundário é de uma miséria absoluta, e a maior culpa é daqueles “ideólogos” da Av. 5 de Outubro, do Ministério da Educação.
No dia em que os “Serviços” do Ministério forem exitntos, resolvem-se muitos problemas.
Os professores continuarão a exercer a sua profissão, muito depois de Lourdes Rodrigues ser eleita Deputada ao Parlamento Europeu, em 2009!
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J, 25
De acordo.
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Essa da qualidade do ensino superior é para rir não é? Juízo.
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Rngraçada a sua provocação sem sentido. E, afinal, que propõe a dona Helena? Não quer vir trabalhar connosco, dar-nos uma luzinha, aqui no ministério?
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7
A Helena Matos até parece o Sr. Albino, sempre a aparecer nas imagens, por detrás da Ministra.
Olha, eu não diria melhor e então repito.
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“Essa da qualidade do ensino superior é para rir não é?”
Porquê? Não acha que o Inst. Sup. Técnico é uma boa Escola? E a Faculdade de Economia do Porto? E a Universidade Nova não é uma excelente Instituição?
É preciso ser construtivo. Evidentemente que há muita endogamia, ou amiguismo, mas ainda assim há bastante qualidade.
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Quando no ministério se juntam ninfomaniacas, castrati e eunucos o resultado está á vista…aliás ensinar o povo para quiê?
Já o saçlazar dizia que não vale apena ensinar um povo que não quer ser ensinado e que usa o cérebro unicamente para defecar…
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E aí, mestre Piscoiso, (19) qual filósofo, de capacete nas obras, não mais limpa esse creme?, quando acaba de fazer essa barba?
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quando um senhor politico nos anos oitenta,disse (nunca erro e raramente me engano)lembram-se,foi precisamente esse senhor que começou a afundar o ensino,tambem disse temos que meter professores primeiro em quantidade depois se verá a qualidade,foi nessa decada de oitenta que tudo foi para professor foi a tábua de salvação para muitos não importava se tinham ou não competencia ou gosto para exercer tal profissão,agora aí estão os resultados,será esse senhor nogueira dessa fornada,esse devia ser o primeiro a ser avaliado.
Esse politico responsavel por essas inresponsabilidades foi o senhor Cavaco lembram-se,ele deve estar lembrado.
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Este não precisa de andar na escola para topar quase tudo:
“É preciso esperar e ver para crer.” Foi este o sentimento, em tom cauteloso Manuel Carrapiço, de 36 anos e que trabalha há 14 no sector da electricidade da mina das Pirites Alentejanas, em Aljustrel, após ter ouvido, juntamente com alguns colegas (também expectantes), ontem à noite, as explicações do ministro da Economia, Manuel Pinho, sobre o negócio com vista ao futuro da empresa
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Olhe Helena Matos
Aconselho a verificar como funciona o sistema de avaliação quer dos professores quer do SIADAP . Só assim compreenderá a iniquidade da coisa , a falta de rigor , a injustiça desses sistemas criados, não para aferir merito mas para “controlar” o Orçamento de Pessoal do Estado em tempos de PEC e controle do deficit .
e vai já uma pequena reflexão para a qual aconselho algum cuidado e atenção na leitura
( é bom que não se embarque na onda de propaganda que são todos uns malandros ,e que não querem é ser avaliados e não querem é trabalhar … voçê lá na sabado deve ter meios de investigar como funcionam os sistemas de avaliação … suponho )
O sistema de avaliação , ou os sistemas de avaliação que o Estado criou para a Administração Pública ( SIADAP) e para os Professores são em si sistemas adaptados e fraudulentos .
O sistema baseado no sistema Balanced Scored Card é um sistema ultrapassado , aplicado nos anos oitenta ás grandes empresas … e onde falhou redondamente , como no caso estudado das empresas farmaceuticas.
Acresce que o sistema foi criado na sua forma lusitana, com uma malformação deliberada … a aplicação compulsiva de quotas de 5 % para Excelentes e 25% para Muito Bons . Esta malformação pretendia de forma … administrativa … impedir a progressão de carreiras e … inventado pelas Finanças …assim conseguir controlar a massa salarial e o Orçamento de Pessoal dentro dos parâmetros gerais do PEC. Isto evitaria a enorme quantidade de progressões automáticas do anterior sistema…e carga Orçamental.
Ora o sistema de quotas é … pasme-se … que não se vê ninguém adjectivar a coisa … uma fraude. Como as quotas são distribuídas uniformemente por todos os serviços e cegamente, cria-se uma mediocracia e não uma meritocracia.
Pior.
Caso algum avaliador supere as quotas que lhe estavam atribuídas , as fichas são-lhe devolvidas até o mesmo degradar aqueles Muito Bons ou Excelentes a mais que inicialmente considerou .Ou seja não há avaliação em consciência , e existe uma completa manipulação para a injustiça , passando por considerar uma pessoa competente como incompetente .Já se viu na TV uma professora avaliadora admitir que isso lhe aconteceu.
Sobre o ponto de vista do bom senso , não será possível haver menos Excelentse e Muito Bons que os fixados 5% e 25% , ou mais que os 5% ou 25 % administrativamente fixados ????
É muito difícil de compreender ????
Ora reformas baseadas em fraude , injustiça , e mentira , por mais que necessárias , devem ser combatidas até a justiça prevalecer … e se isso não se vê no SIADAP é porque há um silencio comprometido na sua aplicação , e uma completa desunião dos trabalhadores , divididos entre milhares de categorias , de coveiro a assessor principal .Já os professores estão unidos e se com isso derem sentença de morte neste ímpio sistema absolutamente injusto … então assim seja .
Não se pode combater um problema , com a aplicação de soluções injustas e fraudulentas , atentatórias do respeito por quem avalia e por quem é avaliado.
Se isto não é evidente , então não sei que mais possa ser demais claro e transparente, coisa que estes sistemas de avaliação de modo algum o são.
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Nota reforçada : o problema é mesmo o Sistema de Avaliação … que não é tudo , menos isso.
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Caro 30
Nem esperou pelo Carnaval para começar! Olhe que a ironia não dado bons resultados nos dias que correm …
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Não é por acaso que a larga maioria dos portugueses reprova a luta do sindicatos dos professores e apoia a Ministra!
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J,
E a Escola Secundária do Restelo, José Gomes Ferreira, Filipa de Lencastre, Rainha dona Leonor, Vergilio Ferreira, não são boas escolas secundárias?
Deixe-se de chavões!!!
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E a Escola Secundária do Restelo, José Gomes Ferreira, Filipa de Lencastre, Rainha dona Leonor, Vergilio Ferreira, não são boas escolas secundárias?
Eu dei aulas nelas todas, antes desta ministra, e eram boas escolas. Hoje, devem ser o mesmo sítio em revolta e desespero.
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Alexis,
Fala-me de 5 Escolas Secundárias em 500 Escolas! 1% das Escolas são aceitáveis? 2%? 3%?
Olhe que o Orçamento da Educação é a principal fatia de gastos dos contribuintes. Para quê?
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Com o cheque-ensino acabava-se esta treta toda.
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Mas que ficavam a fazer os comissários políticos?
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Suspeito que os sindicatos assinaram aquele acordo para receber as horas extraordinárias a preparar a avaliação e para no final dizerem que não queriam afinal, Sempre uma vigarice.
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E o número vencedor é ………. 38!
Parabéns, a Ironia da noite é sua!
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Esse J é também conhecido por Ts, v e Rockwal…é apoiante do himmler e do Goobels…defende a eugenia de todos os que não sejam excelentes..para ele só os execelentes contam…queira deus que ele nunca tenha um filho mongo ou deficiente fisico..provavelmente fazia como em esparta…lixo com ele…
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Cada vez que se defende que o Estado devia dar às famílias um cheque-ensino, ou subsídio, ou chamem-lhe o que quizerem, para escolherem ensino público ou privado, interrogo-me sempre:
será que esta gente sabe que para além de Lisboa, Porto e Coimbra não há Colégios noutras zonas do país?
Qual a liberdade de escolha da esmagadora maioria dos pais?
Os alunos de Lisboa Porto, Coimbra estejam em colégios ou nas escolas públicas são uns privilegiados. Têm à mão “fontes de conhecimento” de que os outros não dispôem.
Se eu quizer levar os meus alunos a visitar uma exposição,visitar uma universidade nos seus dias abertos, um centro de ciência, um museu… perdemos um dia inteiro de aulas, os pais dos alunos dispendem mais uns euros e só o posso fazer uma vez por ano lectivo.
Isto também explica as assimetrias verificadas nos rankings das escolas.
Se não fosse o trabalho dedicado dos professores, que querem que os seus alunos também tenham o direito de entrar nas Universidades e nos cursos que querem haveria outras assimitrias ainda maiores.
Porquê tanto azedume em relação aos professores? São de “génios” incompreendidos? De pessoas zangadas com o mundo? De pais que acham que os professores têm a obrigação de resolver os seus deveres de pais?
Conhecem de perto algum professor? Sabem como é o seu dia de trabalho? Sabem o que significa ser Professor?
Quando se opina sobre o que não se conhece só pode sair disparate. Quem fez a estatística para saber que a maioria dos pais está contra os professores? Baseiam-se no número de comentários?
Para mim é claro que quem quer dizer mal não vai perder a oportunidade de opinar.
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O J também referiu 3 universidades em 100.
E há mais boas secundárias. Só referi as que conheço aqui em Lisboa.
Já agora o que é para J, uma boa escola secundária?
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JCB, 38
Boa !
Lena, 47
MUITO BEM !
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O problema de Miss Helena Matos,
é que continua com algum problema (Freud explicaria) com o ensino e com…os professores.
HMatos aceitaria almoçar com alguém do ministério ou com a ministra, na tasca da esquina; com a FRENPROF ou com Mário Nogueira exigiria o Gambrinus ou o Eleven.
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Caros
A sociedade está já em mudança mais rápida. As pessoas ainda não deram conta que emerge um novo tempo onde o homem tem de viver de uma forma mais orgânica. Ou seja, temos de procurar viver de uma forma mais complementar com as valências que cada um adquiriu em face dos talentos de que a cada um foi atribuído.
A escola pública está a findar para dar lugar a uma outra forma de formação dos juvenis, que tem como base uma célula social onde, naturalmente, o homem de associa de uma forma integrada e estruturando-se por forma a ser complementar na sua especialidade.
Estamos no fim dessa escola estilo maternidade onde os nossos espiritos são formatados num esquema geral próprio para etrarmos numa sociedade onde os recolectores de mais valias nos impÕem os pricipios com que mascaram o seu exercício de poder.
Não mais jardins de infância ….não mais lares da 3ª idade….não mais escolas para formatar os filhos dos activos que têm de dar o melhor rendimento, para satisfazer a eficácia pretendida pelos adeptos do lucro.
A emergência das novas tecnologias vão permitir que os pais tb sejam professores, tb sejam educadores, também vivam os filhos….
A ministra e o governo ainda estão numa lógica já velha e vetusta. Ainda não perceberam que a organização politico-social está a mudar para outra forma de viver.
Se eu puder elaborar o meu trabalho local e descentralizadoramente….não terei de me deslocar todos os dias….os elementos deslocam-se até junto da minha célula de trabalho…onde os que comigo comungam a eficácia da cèlula produzemas necessdades organicas para uma vida plausível.
Todos terão lugar aí….desde os que fazem a segurança da cèlula, os que cuidam do sanitário, os que educam, os que ensinam, os que fazem a prática, os que especializam em função das necessidades orgânicas dessa célula.
É, enfim, outro modo de nos organizarmos. Não existirão escolas para masas….mas sim vivências orgânicas que educam e ensinam os filhos dentro desse ambiente, que não será patriarcal como anteriormente, mas sim, orgânico e sem perdas de eficácia e natural e humano.
O liberalismo está anquilosado de séculos.
O tempo não volta para o que resultou da revolução francesa. Outra coisa já emerge.Tudo o que se passa com os professores, desde ECD até à avaliação. são apenas métodos de uma época que está no fim. Agora o homem vale por aquilo que consegue para a eficácia dessa forma associativa de valências complementares que se constituem numa célula social dos tempos mais hodiernos.
De resto, já algures, no mundo existem pessoas que se aproximam dessa forma de viver.
Sabem….Caros….nesta sociedade que morre, existem pessoas que atravessam o tejo para fazer um papel ou dar uma aulas…..e podem fazer isso em casa junto dos filhos que educam…..e que não deviam ser deixados num jardim de infância onde todos aprender a reagir da mesma maneira aos mesmos istímulos…..ehehe….fica tudo formatado em escravo….entretanto os filos dos poderosos têm vários professores que vão a casa ensiná-los….começaaqui um handicap que lhes servirá para dominarem o zé pagode durante toda a sua vida.
Entretanto os velhos integrados nessa célula ensinam os juvenis a perpectiva da vida e sentem-se vivos…não mais lazaretos de tormes….nem empurrões dos funcinários…raio de velho!!!!
É o que eu vejo neste estertor final que os professores desintegrados e sós, pretendem dizer.
cumps
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51
Esse futuro ainda está muito distante e parece-me horroroso, espero que não se cumpra. O cheque-ensino também serve para formar as elites dos que julgam que têm direito a ser as elites e uma visão egoísta do tipo salve-se quem puder.
Concordo que a Escola de hoje, que não é muito diferente da de há 200 anos, está mais do que ultrapassada. Mas não é com a avaliação dos professores, embora concorde com ela, que a vamos melhorar. A propósito, se eu levar uma turma em visita de estudo e faltar a outras aulas ou actividades essa falta é contada na minha avaliação de desempenho.
O Minstério da Educação tem de prescindir do controlo da cada uma das escolas deste país.
É necessário discutir o que compete ao Ministério e dar autonomia às Escolas (eu não disse aos professores!)
Há 30 anos que sucessivos governos e ministros da Educação conduziram o ensino em Portugal ao estado em que ele está. Há 30 anos que andamos ao sabor dos caprichos dos governos e respectivos ministros da educação e da opinião dos “especialistas” na matéria.
Precisamos de uma Lei de Bases do Sistema Educativo feita com a colaboração de toda a sociedade mas “blindada” contra aprendizes de feiticeiros
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Muita Utopia, muito sonho, mas o sonho comanda a vida e a vida pode transformar-se em sonho; Cada época nos momentos de crise, regressará à Utopia de Thomas More para aí encontrar o seu próprio novo projecto.
A Utopia de More é por isso a matriz universal de todas as utopias.
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O 52 é meu, esqueci-me de me identificar.
Já agora acrescentava que os professores também são contribuintes e como todos os trabalhadores, acho que ninguém discorda, têm direito a receber um salário.
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Uma já anda numa privada e aoutra para lá caminha.
Também queria fazer o mesmo.
Não tenho dinheiro e o cheque-ensino não pode ser posto em prática, acabava o ensino público.
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55, o seu problema só se resolve se o governo decretar que todas as escolas públicas passarão a privadas. Basta vendê-las em hasta pública!
Neste momento, pode não lhe bastar o cheque ensino. É preciso que a escola privada aceite o(s) seu(s) filhos. Não sabe que são escolhidos a dedo?
Sugiro-lhe que vá mais vezes à Escola frequentada pelos seus filhos, se interesse pelo seu dia de escola, verifique se estudaram, acompanhe-os o melhor que souber e puder, colabore com os professores. Uma vez que não ospode colocar no privado é esta a melhor opção.
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Lena – 56, o privado é melhor que o público?
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Os senhores da guerra?
Os portugueses que trabalham e suportam (financeira e politicamente)este Estado irão tolerar isto até quando?
Há alguém neste pais que goste e se interesse verdadeiramente pelo futuro deste pais?
Sinceramente, essa seria uma pergunta a se colocar à Nação. Será que este projecto tem (ainda) futuro?
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Mi disculpem, todos ocês, mas a esta hora do jogo o melhor remate vai para o number 50.
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HM visto. Os profs só têm a perder, e muito, com Nogueira/Fenprof a assumir protagonismo, mediático e não só. Não haveria ninguém desligado dos lobbys esclerosados, para dar a cara?
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“os cães ladram e a caravana passa
ninguém se dá conta que as sondagens mostram que é do maior interesse do PM ter esta guerra e que só se fosse maluco é que demitia a milu
quer lá saber dos alunos ou dos professores das escolas
quer é saber de votos; e os votos aparentemente gostam que ele bata nos professores
(e os professores estão a ser actores de uma tragédia que vai ser o seu próprio fim enquanto funcionários públicos…)”
o pinócrates quer ganhar outra vez as eleições e de caminho acabar com a escola pública
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Mais uma fraude ressabiada, arrivista, oportunista. Disto se faz o Regime. Curioso, como tão notável classe, a docente, mais parece um rebanho. Mesmo sabendo que Salazar deixou o corporativismo bem instalado na cabeça do PCP.
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61
Está errado! O PM quer perder as eleições. E o pior é que a MFL também e os outros todos idem!
O pais estará ingovernável na próxima legislatura e ninguém que ficar com o nome na história por esse facto.
“Em casa que não há pão, todo mundo ralha e ninguém tem razão.”
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«Cada vez que se defende que o Estado devia dar às famílias um cheque-ensino, ou subsídio, ou chamem-lhe o que quizerem, para escolherem ensino público ou privado, interrogo-me sempre:
será que esta gente sabe que para além de Lisboa, Porto e Coimbra não há Colégios noutras zonas do país?»
E nunca se interrogou porque é assim?
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Alexis,57. Como deve ter compreendido, no início do post estava a ser irónica.
Como em tudo, depende do privado e do público.
Há boas escolas públicas e boas escolas privadas. As privadas são frequentadas, na grande maioria por alunos que, devido ao estatuto cultural e sócio-económico das suas famílias, têm todas as condições para ter sucesso. Muitos frequentam-nas desde o pré-escolar e começam aí a interiorizar uma série de hábitos e comportamentos, como a auto-disciplina. Há quem ache óptimo, mas outros nem tanto é o caso dos pais mais “liberais” que embora com posses económicas para isso, preferem o público.
O privado também é óptimo para deixar as crianças na escola às 8h e ir buscá-las às 19h.
As regras no privado também são diferentes do público. Um aluno pode não ser aceite numa escola privada, se esta assim o entender, ou pode não o aceitar no ano lectivo seguinte. Uma pública aceita sempre um aluno, mesmo quando tem mais de uma expulsão de outras escolas. Pais e alunos sabem disto e a atitude em relação ao público e ao privado são diferentes. O que é dado de mão beijada não costuma ser valorizado.
Um pai aceita facilmente que o seu filho seja repreendido numa escola privada, é capaz de o repreender também, (está a pagar bem) mas numa escola pública, muito provavelmente, a sua atitude é diferente.
Uma pública é frequentada por todo o tipo de alunos, às privadas só acedem alguns. A frequência do ensino privado está associada a um certo status social, daí a apetência cada vez maior por ele, sobretudo por certos estratos sociais.
Uma escola privada goza de grande autonomia e pode estabelecer as suas regras, uma pública não.
Não sei se respondi á sua questão, mas uma certeza tenho (diz-mo a experiência): é mais fácil ser professor no privado do que no público; um bom aluno é sempre um bom aluno seja qual for a escola que frequente.
Tenho outras convicções, que mantenho, desde que comecei a leccionar há 30 anos:
1. Os pais têm o direito e o dever de participar na gestão das escolas públicas, através das Associações de Pais, que têm representação no Conselho Pedagógico e no Conselho Geral das escolas.
2. Os Pais têm o dever de constituir uma Associação de Pais activa, interventiva e interessada na participação na escola.
3. Os Pais têm o dever de participar, activamente, nas reuniões das Associações de Pais da escola dos seus filhos.
4. Os pais têm o direito e o dever de exigir, a quem de direito, as melhores condições de ensino e aprendizagem para os seus filhos.
5. Os pais têm o direito e o dever de colaborar com os professores e de os questionar sempre que necessário.
6. Os pais têm o dever de ouvir também os professores e de não os julgar com base apenas na “versão” dos seus filhos ou nas suas “impressões” dos acontecimentos.
7. Os pais têm o dever de incutir hábitos de auto-disciplina nos seus filhos e apoiar os professores nesta tarefa.
8. A escola pública pode melhorar muito se pais e alunos estiverem do mesmo lado e não em lados opostos da barricada.
9. Sózinhos os professores não podem resolver os “males” da escola.
10. Só se trabalha e aprende num ambiente calmo, daí a importância da auto-disciplina. Aprende-se no berço.
Aos pais que acham que não podem ou não têm o dever de acompanhar os seus filhos e acham que é a escola que tem todas as obrigações na sua educação, aconselho que os entreguem ao ensino privado logo a partir do pré-escolar.
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64, Porque é assim o quê? Não haver mais escolas privadas? Reivindicar-se o cheque ensino?
Acho que já dei a minha opinião nos 3 comentários que fiz, mas apesar de ter muitos testes e trabalhos para corrigir hoje e amanhã hei-de conseguir arranjar algum tempo para qualquer esclarecimento que julgue necessário.
a helenafmatos é a Helena Matos?
Apesar do tom provocatório, quando se refere aos professores, gosto de ler os artigos de opinião da Helena Matos.
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«E nunca se interrogou porque é assim?»
É uma pergunta retórica?
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Ironia por ironia é pensar que com 120.000 professores neste país mais uns 30.000 que se intitulam como tais se ache que pouca gente tenha contactos com eles, nao tenha ninguem da familia ou amigo, ou mesmo tenha sido.
Suprema diria mesmo
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Olá
Passei por aqui e não resisti … é só para postar o comentário 69! Penso que o post não merece mais.
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Atenção, que existem uma série de colégios fora de Lisboa e Porto, regra geral até são gratuitos, já que têm contrato de associação com o estado.
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Lena – esclarecido
Há diferenças, sobretudo, a nível de organização, mas isso é superável por bons conselhos executivos. A questão dos horários tb já não é problema em muitas escolas, as associações de pais/autarquias criaram espaços de tempos livres.
Acho que a reforma na gestão escolar foi muito conservadora, podia ter sido dado maior protagonismo aos pais no conselho geral, incluindo a presidência deste orgão, como esteve previsto na versão inicial.
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segundo os professores e admito que possa ser verdade, a patroa é má, o trabalho excessivo, por vezes de risco, muito burocrático e mal pago
pergunto eu…porque não mudam de emprego?
sinceramente não percebo tanta queixa contra o empregador e tanta vontade de ficar no emprego, aliás se abandonessem a carreira docente em numeros significativos o empregador faria contas à vida e começaria a pensar em como atrair e motivar colaboradores
os trabalhadores “normais”, leia-se os que não tem sálarios e ADSE’s pagos pelos nossos impostos normalmente tentam encontrar trabalho onde se sintam bem, quem tem menos capacidades sujeita-se e piores condições e quem tem mais aptidões por vezes atá corre o risco temerário de trabalhar por conta própria
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Obviamente que após a publicação do estudo da OCDE (http://www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf) algo teria de mudar.
Não era muito viável que um professor em Portugal com 15 anos de serviço ganhasse mais que um professor sueco, islandês, italiano, grego, israelita, etc. com o mesmo tempo de serviço (pág. 56 do estudo).
Se Tivermos em conta que o PIB per capita da Suécia é de 32525 US e o PIB per capita português de 20410 US, saber que um professor portugues aufere 31000 US enquanto um sueco com os mesmos 15 anos de serviço recebe somente 30000 US é escandaloso.
Não era muito viável, dada a condição económica do país, que os professores portugueses fossem os mais rápidos a chegar ao topo da carreira (26 anos) (pág. 57 do estudo)
Não era muito viável que 95% do orçamento para a educação fosse gasto em ordenados, sobrando 5% para outrso gastos como em instalações, equipamentos, projectos de investigação, etc. Sim 5%. Portugal é o país que absorve maior percentagem do bolo orçamental da educação em ordenados.
Mas os professores não percebem isto. Ou fazem que não percebem. Não convém perceber.
E mais estranho: a comunicação social não informa este estudo. A comunicação social procura espectáculo de entretenimento, procura show televisivo. Uma tristeza.
Era bom se a helenafmatos pudesse dedicar um post a este estudo da OCDE.
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Educação e futebol devem parecer coisas tão simples que toda a gente tem a audácia de comentar. Por exemplo, comentador 73, os professores portugueses têm despesas que os professores suecos não têm. Nas escolas suecas há tudo o que os professores necessitam para serem professores. Nas escolas portuguesas não há nada. Os professores têm de pagar o seu próprio escritório (sala, cadeira, mesa, armário, lápis, papel, livros, computador, impressora, internet, electricidade e tudo o resto que seria excessivo continuar a mencionar) – aos ignorantes que não sabem do que estou a falar, informo que nenhum professor português tem escritório na escola. As escolas não têm computadores, nem internet, que os professores possam utilizar. Por isso, o governo inventou o e-escola e convidou os professores a comprarem computador e ligação móvel à internet.
Quase todos os comentários, em defesa dos professores ou psicoticamente contra os professores, são chuva no molhado. Destaca-se positivamente o comentário 17.
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Como é possível alguém ainda acreditar no que a Dona Lurdes e os seu “mercenários” dizem.
Alguém acredita no que o Sócrates diz?
Acho piada quando ouso pessoas dizerem que os Americanos são o povo mais ignorante do planeta por terem aturado o Bush…
E então nós?
O Sócrates é melhor? Vejam isto:
http://democraciaemportugal.blogspot.com/2008/12/o-pas-que-gosta-de-ser-governado-por-um.html
Como é que alguém votará PS e diz que não há alternativa?
Qualquer alternativa é melhor (ou menos má!!!)
Abraço
TC
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Cara helena,
perfeitamente de acordo.
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Um dos argumentos mais usados contra os professores é que o Governo deve governar (sim, esta é a linha de raciocínio dos neos-conformistas da nossa praça como Fernanda Câncio, Vital Moreira e outros mais espaventosos, mas ainda menos credíveis), porque ele é que foi eleito e os professores não, são meros executores de medidas e não legisladores.
Este é um argumento falacioso, pois quem elegemos são os deputados, não tendo Maria de Lurdes Rodrigues ido a votos em nenhum momento. Apenas foi escolhida para testa de ferro do ME por alguém que lidera o partido ganhador mas que, se querem ser mesmo formalistas, foi eleito para deputado e não para primeiro-ministro, decorrendo apenas isso de um mandado do Parlamento.
Parlamento esse composto de deputados que, como assistimos com regularidade, dão um exemplo do rigor e mérito quase sempre extraordinário.
Veja-se o caso gritante da assiduidade: faltam, mas nem o maravilhoso sistema da «casa da democracia» detecta isso. Claro que sabemos cá fora como isto se faz. Claro que sabemos que os professores não podem mandar assinar o livro de ponto a outro colega, porque os alunos, famílias, funcionários, toda a gente, saberiam que a aula não tinha sido dada. E não dando essa aula, deixam de poder ser Excelentes.
Já os deputados…
Podem ir de fim de semana prolongado que nem a falta que deram é falta verdadeira. A falta que deram, não foram eles, foi o Espírito Santo. Ou foi o Espírito Santo qu fez com que a falta desaparecesse das estatísticas.
Mas podem continuar a ser excelentes.
Basta que mexam uns cordelinhos no aparelho concelhio e depois no distrital para aparecerem num lugar elegível, mesmo se discreto, nas listas de candidatos a eleitos.
E ninguém, ao votar, está a votar especificamente neles. Eles estão numa lista e vão ao monte. Ninguém vota no 5º candidato por Aveiro ou no 4º por Setúbal.
Estão lá. Ficam por lá. Legislatura após legislatura. Votam em rebanho na sessões às ordens dos cabecilhas ou, pior, nem lá estão para votar mas também ninguém dá pela falta deles.
Agora tentem lá faltar uma hora a uma turma de 25 miúdos e passar despercebidos.
E eles é que são os verdadeirosa eleitos, os legisladores supremos, os bastiões da democracia e da lei, que os Vitais, Vitalinos, Fernandas e Augustos da nossa praça não se cansam de exaltar. Quando lhes convém.
Neste caso, a vergonha maior caiu sobre o PSD, pondo a nu a prevalência dos arranjinhos pessoais sobre o interesse público. Outro dia serão outros.
Avaliação?
Não me façam rir…
http://www.educar.wordpress.com/2008/12/07/os-eleitos-a-que-temos-direito/
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Os professores portugueses vão continuar a defender a Escola e a Educação, a Democracia em Portugal.
Apesar, de helenafmatos e Cª não gostarem …
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Ai que pena não termos um Estado Novo em folha para acabar com estas coisas perversas da democracia…
AS saudades que certa gente tem do fascismo…ai que saudades…
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é triste … que morram todos na guerra!! A começar pelo Nogueira!! Com afirmações destas só se enterra…
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Estudo recente da OCDE sobre 29 países europeus e 21 americanos
2.2. Evaluación del desempeño docente
En los últimos años se está extendiendo el desarrollo del sistema de
evaluación del desempeño docente, fundamentalmente en América
Latina, como instrumento para impulsar una mejora de la calidad de
la docencia. Este estudio ha mostrado, sin embargo, que esa
34
OREALC/UNESCO
tendencia no es común en todos los países, muchos de ellos optan
por sistemas de autoevaluación, ligados frecuentemente a procesos
de evaluación interna en cada escuela, siendo ésta la estrategia más
eficaz de lograr mejorar el desempeño docente.
Sea como fuere, es importante señalar algunos riesgos de la evaluación:
– Es altamente costosa si se hace con criterios mínimos de
calidad.
– Determina la forma de actuar de los docentes, para bien y para
mal, de tal forma que el docente puede caer en la tentación
no de desarrollar bien su trabajo, sino de cumplir con los
elementos que son reconocidos en la evaluación.
– Si no es consensuada puede derivar en problemas en su
aplicación.
– Si no es transparente y técnicamente impecable, puede generar
problemas de falta de credibilidad.
– Es necesario contar con un número muy importante de
evaluadores bien preparados. La experiencia está plagada de
buenos modelos de evaluación que después, al ser mal aplicados,
constituyen un fracaso.
Con ellos, se puede establecer algunas propuestas a modo de ideas
para el debate:
En primer lugar, es necesario crear una imagen constructiva de la
evaluación, difundiendo el planteamiento de que ella está a favor
del profesor y de su actuación profesional. Ello implica pasar de un
enfoque burocrático a otro más profesional. La puesta en marcha de
un sistema de evaluación del desempeño docente debería siempre
estar precedida de un profundo debate y sólo ser implementado
cuando haya una general aceptación por parte de la comunidad
educativa, fundamentalmente de los docentes. Sin duda alguna, los
sistemas de evaluación impuestos no logran alcanzar el objetivo de
mejorar la calidad de la enseñanza.
35
EVALUACIÓN DEL DESEMPEÑO Y CARRERA PROFESIONAL DOCENTE
Un elemento crítico a tener muy en cuenta es el de la calidad del
sistema de evaluación. Calidad que no sólo incluye la adecuación de
características técnicas tales como validez o fiabilidad, sino también
las de credibilidad y utilidad, así como las de transparencia y equidad.
Y para que una propuesta de evaluación sea de calidad ha de tener
explicitado el modelo de docente ideal que defiende.
También parece necesario relacionar la evaluación del docente con
la del centro en su conjunto. El docente desarrolla su tarea en una
organización, no es posible evaluar al profesorado sin tener en cuenta
los valores del centro, su cultura, su contexto, etc.
Otro elemento clave es la implicación del docente. Se evalúa el
desempeño docente con el profesor, no contra él. Así, es necesario
incorporar procedimientos de autoevaluación y permitirle estar
implicado en el proceso y en sus resultados.
Pero, por encima de todo, el gran reto de los sistemas de evaluación
del desempeño es cómo hacer que la evaluación se convierta en
mejora. Es, relativamente fácil evaluar, poner una puntuación o
incluso detectar las dificultades y aspectos a ser mejorados; sin
embargo, es mucho más difícil que se produzca un cambio real en el
docente, que desemboque en un cambio en su desempeño. Es más
difícil utilizar los resultados con fines de desarrollo profesional,
acompañamiento y asistencia técnica a las escuelas.
Finalmente, se trata no sólo de ver la evaluación y la carrera por sí
mismas, aisladas de los otros elementos que inciden en el trabajo
docente, sino, integradas en el conjunto de factores que hacen el
buen desempeño profesional, en el marco de políticas y estrategias
articuladas y de largo alcance.
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E não é que eles pegaram nisso, tresleram, e fizeram tudo ao contrário! Não há condições!
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Am,
“Educação e futebol devem parecer coisas tão simples que toda a gente tem a audácia de comentar. Por exemplo, comentador 73 (…)”
Mas quem comentou a educação? Alguém me viu fazer análises ao desempenho dos professores; à forma como os professores leccionam as aulas? NÃO.
Se eu disser que o jogador A aufere um ordenado de X e o jogador B um ordenado de Y estou a discutir futebol?
Ó Am, os professores não estão envoltos numa redoma de vidro nem são matéria sagrada.
“(…) os professores portugueses têm despesas que os professores suecos não têm (…)”
Esta é boa para justificar o injustificável.
Acho que na Suécia também compram as meias e as cuecas aos professores para eles não gastarem do seu próprio ordenado.
“(…) Os professores têm de pagar o seu próprio escritório (sala, cadeira, mesa, armário, lápis, papel, livros, computador, impressora, internet, electricidade e tudo o resto que seria excessivo continuar a mencionar) (…)”
ISSO É FALSO. Todas as escolas que conheço têm sala de professores. Se as condições não são as melhores é outro assunto. Mas se um professor ganhasse o mesmo que um sueco (e já por si era escandaloso) a percentagem do bolo orçamental em ordenados desceria e a percentagem para outras despesas aumentaria, podendo assim ser melhoradas as instalações e equipamentos.
Não se esqueça que em mais nenhum país (dos estudados pela OCDE), repito, NENHUM, se gasta tão elevada percentagem do orçamento da educação em ordenados: 95%! E em contrapartida os ordenados dos professores portugueses são mais elevados que em muitos desses países, nomeadamente Suécia, Islândia, Itália, Grécia, Israel, etc.
“(…) nenhum professor português tem escritório na escola (…)”
Mais faltaria. Vivi muitos anos na Alemanha e nunca vi escolas com escritórios particulares para professores. Tinahm salas de professres, tal como cá.
“(…) As escolas não têm computadores, nem internet, que os professores possam utilizar (…)”
Mais uma nota falsa. Se me disser que a escola A ou a Escola b não têm internet e computadores é uma coisa (cola sempre porque ninguém conhece as escolas todas do país).
Dizer que nenhuma escola tem computadores e internet é redondamente falso.
“Segundo o Eurostst, uma percentagem muito elevada dos estudantes com mais de 15 anos em Portugal usam computadores (99%) e a Internet (97%). Portugal ocupa nestes indicadores, respectivamente, o 4.º e o 8.º lugar na UE27, ex-aequo com Alemanha, Áustria, Luxemburgo e Suécia na utilização de computadores e com a Áustria, Dinamarca e Letónia na utilização da Internet.
Estes dados são sinais de uma eficaz introdução de computadores da Internet nas escolas. Na verdade, Portugal foi em 2001 pioneiro na Europa na ligação de todas as escolas à Internet, assim como no início de 2006 foi pioneiro na Europa na ligação de todas as escolas públicas em banda larga.(…)”
(http://www.portugal.gov.pt/Portal/Print.aspx?guid=%7B1D9F7DCD-B879-4223-BAEC-47414013F481%7D)
Para finalizar caro(a) Am, não comento nem comentarei o desempenho dos professores. Não dou indicações de como devem ser dadas aulas ou de que forma os professores se devem comportar dentro delas. Apenas comento o ordenados dos professores porque se trata de dinheiro da fazenda pública.
E o que se passa em Portugal é escandaloso. Um professor, em Portugal, receber mais que um professor na Suécia ou Islândia é escandaloso, por muito que os professores defendam (legitimamente) a sua causa.
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O que eu disse sobre AS ESCOLAS, A INTERNET, OS COMPUTADORES, OS GABINETES DE TRABALHO DOS PROFESSORES, É TUDO VERDADE. Lá porque haja uma ligação à internet numa escola não significa que os alunos e os professores tenham acesso. Por exemplo, na sala de professores da escola onde sou professor (e é uma das melhores escolas do Grande Porto, em equipamentos e em resultados dos alunos) há dois computadores. Somos 240 professores. Há cadeiras para sentar 20 professores. Na Biblioteca há 2 computadores para uso de professores e 6 de alunos (temos 2400 alunos). Qual é o significado de “a escola está ligada à internet” e “99% dos alunos utilizam computadores”? Para 60 salas de aulas há 1 quadro interactivo (só para a Matemática), 9 portáteis e 6 projectores. Isto é o normal. Mas dirá que 100% dos professores usam portátil nas aulas. Faça as contas e veja quantas vezes por ano podem utilizar, tal como quantas vezes por ano cada aluno pode utilizar um computador.
Não tenho qualquer esperança que acredite nesta fotografia DAS ESCOLAS, mas fazia-lhe bem visitar um número significativo de escolas aleatoriamente para perceber a realidade.
Os salários ficam para mais tarde.
Cumprimentos.
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1. Em termos médios os rendimentos dos trabalhadores estão relacionados com a sua formação académica. O rendimento médio dos trabalhadores licenciados (índice 178) é superior ao dos que têm o secundário (índice 100), por sua vez superior aos que têm o básico e por aí abaixo (índice 62). Se alguém quiser dados que o comprovem, eu dou-lhos.
2. Na Suécia mais de 80% dos trabalhadores adquiriram a educação secundária completa ou superior. Os professores são, pelo menos, licenciados. Os professores têm uma formação académica próxima da média. Superior, mas próxima.
3. Em Portugal mais de 70% dos trabalhadores não têm formação secundária ou superior. Os professores têm uma formação académica muito superior à média.
4. Era só o que faltava que os rendimentos dos professores em Portugal, indexados ao PIB per capita, não fossem superiores aos dos suecos. Pelo mesmo motivo, os salários dos professores coreanos, turcos ou mexicanos são ainda maiores relativamente ao respecivo PIB per capita.
5. No estudo da OCDE refere-se que os salários mencionados são salários base. Quem algum dia tiver tido a curiosidade de saber como se fazem os salários dos professores sabe que os professores portugueses só têm salários base enquanto os outros professores europeus têm adicionais aos salários que frequentemente ultrapassam os 30%.
Chega ou é preciso mais?
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Ó Am, isso colava há 20 ou 30 anos. Hoje há milhares de licenciados no desemprego, ansiosos por dar aulas.
Mas bem sei que ainda há muita presunção do canudo em Portugal. E o seu comentário espelha bem isso mesmo (principalmente o ponto 4).
Se não houvesse licenciados suficientes para preencher o número de vagas ainda vá que não vá.
Por muitas razões que tente inventar (e faz o seu papel, pois cada um olha pela sua carteirinha) não há justificação plausível para esta situação. O Governo já percebeu isso. Ainda bem.
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“(…)Quem algum dia tiver tido a curiosidade de saber como se fazem os salários dos professores sabe que os professores portugueses só têm salários base (…)”
E eu a pensra que também recebiam o subsídio de alimentação.
Às vezes o silêncio era ouro.
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Eu tenho paciência e vou explicar-lhe, porque não tem culpa de não saber o que diz. O subsídio de refeição não é para aqui chamado. É normal nos outros países europeus os professores receberem adicionais do vencimento por exercerem funções nas escolas, ou por terem turmas mais difíceis ou por acompanharem individualmente alunos mais problemáticos. Em Portugal não. Percebeu?
Quanto ao outro ponto que foca no último comentário. A experiência acrescenta muita sabedoria a qualquer pessoa. Qualquer profissional com muita experiência tem um valor que os outros não têm. Mas, mesmo que não tivesse, não haverá 10% de portugueses que aceitem baixar salários porque há quem esteja disposto a trabalhar e ser explorado por menos dinheiro. A nossa civilização é outra, sabe?
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Pinto,
Os licenciados desempregados que podem concorrer ao ensino são os que tiraram cursos que os habilitam para a docência e há muitos, é verdade, mas as regras mudaram:
Têm de fazer uma prova e ter um mínimo de 14 valores para poderem concorrer;
Só um terço pode aceder a professor titular, ou seja aos 3 últimos escalões da carreira;
Vão ter, durante toda a carreira, um salário entre 25 a 50% inferior aos salários actuais, conforme cheguem a titulares ou não.
Como vê, a profissão não está assim tão aliciante e quem for inteligente e deligente procura outras opções.
Daqui a uns anos, estamos a discutir a falta de professores em Portugal e a importá-los do estrangeiro embora não saiba muito bem de onde. Os Países Baixos e a Inglaterra já estão a recrutá-los noutros países, nomeadamente em Portugal. Porque será?
Afinal, em Portugal, está em causa a qualidade do ensino ou a diminuição do déficit à custa da qualidade do ensino?
O Sr aceitava pacificamente que lhe dissessem: “vai passar a trabalhar mais mas, tenha paciência, vai ganhar bastante menos?”
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Escola Pública ou Escola Republicana?
Foi com enorme satisfação que vi, nas manifestações e nas greves dos professores, a profusão de cartazes reivindicando a defesa da Escola Pública. E foi com igual satisfação que vi alguns analistas políticos mais perspicazes começarem a aperceber-se que o conflito entre os professores e o Ministério é cada vez menos de ordem laboral e cada vez mais de ordem política.
Nos próximos meses assistiremos a negociações entre o Ministério e os Sindicatos. O que vai estar em cima da mesa vai ser o Estatuto da Carreira Docente, o Modelo de Avaliação e mais um ou outro afloramento do iceberg que calhe estar na ordem do dia. Sobre estes assuntos, cada uma das partes fará muitas cedências, poucas cedências ou nenhumas cedências conforme o poder negocial que tenha na altura. Nada disto é importante.
O que não estará em cima da mesa é a parte submersa do iceberg. E os professores sabem disso. E porque os professores sabem disso, tanto o Ministério, como os sindicatos estão em pânico. Sentados à volta da mesa, não se ouvirão uns aos outros: terão os ouvidos apurados só para os primeiros sinais de que o Comendador de Pedra se prepara para entrar na sala.
Os gatos saíram do saco e ninguém os vai conseguir meter lá outra vez. Os professores portugueses politizaram-se e ninguém os vai despolitizar. Perceberam que estão frente a frente duas concepções de escolas incompatíveis nos seus pressupostos, na sua concepção do humano e acima de tudo nos interesses que servem. De um lado, aquilo que apareceu referido nos cartazes como a Escola Pública e a que os nossos colegas franceses chamam, talvez com mais propriedade, a Escola Republicana, que se define pelo acesso de todos ao melhor que a nossa civilização oferece. Do outro lado, o inimigo: a escola tecno-burocrata, para a qual não há «civilizações», mas sim «economias», e cujo projecto consiste em ensinar uma pequena elite económica, ficando reservado a todos os outros aquilo a que Maria de Lurdes Rodrigues chama «qualificação».
A luta entre os professores o Ministério da Educação é um conflito de culturas e civilizações. Se permitirmos que o Ministério vença, os nossos netos serão selvagens.
http://www.legoergosum.blogspot.com/2008/12/escola-pblica-ou-escola-republicana.html
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Não negando razão, estou convencido que o mais importante nesta “guerra”, do lado da maioria dos professores, é uma reacção a qualquer mudança que introduza diferenciação profissional ou hierarquia funcional nas escolas. E gostava de estar enganado a este respeito.
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Am, os estudos da OCDE não são feitos pelo merceeiro ali da esquina. Certamente que tiveram esses rendimentos em conta aquando da comparação de vencimentos.
Lena, mas não são os professores que estão a passar por isso. É toda a função pública. E gaeranto-lhe que há sectores da FP mais afectados. Dou como exemplo o caso dos enfermeiros e dos polícias.
Se a medida foi a mais acertada não sei. Uma coisa sei: se este Governo nada tivesse feito o défice público estava, a esta altura, em mais de 10%. E isso seria impensável.
A conversa de todos os sectores é a mesma: os médicos e enfermeiros dizem que não se pode combater o défice à custa da saúde, os polícias dizem que não se pode combater o défice à custa da segurança, os juízes (outra classe bem penalizada) dizem que não se pode combater o défice à custa da justiça. Mas a verdade é que o Estado gastava, na máquina da Administração Pública, mais que aquilo que recebia (impostos).
“(…) O Sr aceitava pacificamente que lhe dissessem: “vai passar a trabalhar mais mas, tenha paciência, vai ganhar bastante menos?” (…)”
Não. Claro que não. Por isso é que defendo que os professores têm o direito de se manifestar LEGALMENTE (excluo portanto essa ameaça estúpida de não lançar as notas no final do período) mas cumpre ao Governo traçar as linhas gerais da política nacional, mesmo que isso contrarie a vontade de uma ou outra classe profissional.
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Education at a Glance 2007 Tabela X2.6a Página 436
Teachers’ salaries in national currency (2005)
Upper secondary education, general programmes
Starting salary / minimum training
Portugal 13905 EUR Sweden 261000 SEK = 24657 EUR Spain 27784 EUR
Salary after 15 years of experience / …
Portugal 22775 EUR Sweden 313600 SEK = 29637 EUR Spain 32293 EUR
Salary at top of scale / …
Portugal 35731 EUR Sweden 356600 SEK = 33679 EUR Spain 40313 EUR
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# 93
As pessoas desconhecem o que é uma escola, a sua organização e funcionamento, porque a prestação do serviço “Educação” não é feita a adultos. Nas escolas existem funcionários administrativos com uma chefia. Auxiliares de educação com uma chefia. Professores com chefias directas (na escola) nos orgãos de gestão que respondem directamente às chefias regionais. Os professores trabalham todos com alunos e reunem-se em grupos de trabalho para reflectir, planificar e tomar decisões.
O que estes doidos do ME queriam era transformar as unidades operacionais do ME (as escolas) em serviços totalmente burocratizados. Já bastam as direcções regionais, os serviços centrais e a 5 de Outubro.
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Nenhuma direcção consegue chefiar 240 professores.
Que grupos de trabalho? Para reflectir, planificar e tomar decisões? Conselhos de turma – 1 por período mais o da avaliação; professores da mesma disciplina – 1 por período; Departamento – 2 por período. Avaliação das reuniões: 0. Em todas as escolas onde já estive – para cima de 10.
É ridículo rotular toda e qualquer organização de burocracia. Além de não ser verdade, revela que gosta de andar de rédea solta.
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