Ainda a propósito
do que acontece no centro de Lisboa, paredes meias com um patrocínio exibido duma forma tão grosseira que se arrisca a ser contraproducente, talvez seja este um bom pretexto para discutirmos muitas das iniciativas alegadamente feitas em prol dos sem abrigo e questionarmos quem são os sem-abrigo. Os sem-abrigo não são exclusivamente pessoas que não podem ter uma casa. Muitos não podem, outros não reúnem condições de saúde para as manter – daí que seja grave que não discutamos muitas das alterações na saúde mental, nomeadamente as consequências das alterações nas unidades de internamento e a ausência de estruturas de acolhimento. Pois, por mais politicamente correcta e mediaticamente abençoada que seja a defesa da integração dos doentes na família, muitas vezes essa integração traduz-se simplesmente em ficar a viver na rua. E outras pessoas existem que pura e simplesmente querem viver na rua. Existem limites a esse direito? Os franceses têm discutido o assunto muito seriamente. Por razões óbvias.

Não façam caso.
É o lançamento do “espuma”
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O anónimo espumoso deve estar a ver mal. Mas já que se interessa tanto por espuma clique aqui
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Como não sei se usa transportes públicos acrscento que essa espumosa instalação se encontra na estação intermodal do Campo Grande
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Os SDF (sans domicile fixe), como pomposamente Sarkozy lhes chama, são um problema para as sociedades livres.
Porque há pessoas livres que recusam centros de acolhimento, recusam trabalhar, recusam a família, recusam pátrias, recusam Deus.
São opções.
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Helena:
Como deve ter percebido ontem procuro fazer algum voluntariado. Sempre menos do que devia.
Não conheço a realidade francesa. Conheço a noite dos sem abrigo no Porto. Só.
Não consigo tirar leituras sobre tanto em que tropeço.
Sei que o dito Estado nada fez, faz, fará. Sei que, para alguns, se tornou uma opção, um facto consumado.
Sei dos problemas ” colaterais “.
Sei que o Estado somos nós. Em cada gesto ou disponibilidade demonstradas. Sei que haverá sempre alguém a tirar proveitos políticos e económicos desta situação.
Sei que aqui não há inocentes. Sei que o colapso começa ou começou na implosão da Família e a explosão egoísta do tal ” direito à diferença e à minha pessoal e indiscutível felicidade “.
Sei que quem mais fala mais lhe deve pesar a consciência. A esquerda chic caviar que da realidade da Rua pouco sabe. Um desprezo que comunga com a maioria do Povo, sempre bom e altruísta, pois.
Por muito que doa, exceptuando casos muito pontuais, ainda bem que a Igreja FAZ. E é muito.
O resto é paleio, as balelas habituais do Regime. Do Sistema. Nem sei se o debate será sequer importante por, o mais certo, é ficar por aí. No debate.
O que precisamos é de Acção. Intervenção. Apoio. Atenção. Uma outra forma de estar e de nos pensarmos enquanto nós-mesmos e sociedade. Por mim, sou céptico. E do Poder nunca esperei nada. Não será agora que esperarei algo.
Cumprimentos.
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( Uma coisa sei: não conheço nenhum sem abrigo, mesmo os drogados mais agarrados, que no fundo se sintam confortáveis nessa condição. Mesmo quando ” parece ” que não. )
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http://invisiblered.blogspot.com/2008/11/parasite.html
paraSITE
Projecto de Michael Rakowitz que propõem tirar partido dos sistemas exteriores de ventilação para dar abrigo temporário aos sem abrigo.
De Fevereiro de 1998 a Abril de 1998, o artista distribuiu 7 protótipos do abrigo paraSITE a diversos sem abrigos em Cambridge.
Enquanbto os abrigos estavam a ser utilizados, funcionavam também como um protesto à situação dos sem-abrigos na cidade.
http://invisiblered.blogspot.com/2008/11/parasite.html
😉
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Piscoiso: pode recusar-se TUDO isso. Eu próprio o entendo. Percebo perfeitamente Outra coisa é não ter onde me medicar, dormir, comer comida quente. Por impossibilidade concreta. ( E entramos no campo da escolha livre, impossível de fazer quando o jogo está viciado ). O Estado pouco tem a ver com isso. Aliás, por mim, o dito que desande. Mas a sociedade tem obrigações. Como disse atrás, a sociedade, nós. A começar na Família e no problema do abandono dos idosos. Muitas vezes não haverá capacidade da Família poder apoiar. No limite, pode-se sempre. O problema é terem-se perdido referências fundamentais. Até um certo espírito comunitário solidário. Que também não precisa do Estado para nada. Precisa de outro ” estar “. Nosso. Duas paredes, um espaço, todos merecem. Nem que seja para recuperar forças para andar por aí mais umas semanas. Mas eu sendo céptico e pessimista não sou cínico.
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P.S.- Para ser livre, eu, no meu caso, preciso dos meus comprimidos. Por exemplo. De não apanhar frio. Tenho o direito, a tal opção, de o ser. Se tiver a mínima chance de o ser. Eu não quero, por exemplo, trabalhar. Solução: ou morro ou arranjo os ditos comprimidos. Opção?…não gosto. É curta. Cheira-me a uma eliminação mais soft dos indesejáveis, ( os não colaborantes, os que não produzem, os que custam dinheiro, os que são um peso e um incómodo a todos os níveis ), ou dos que insistem e teimam em ser livres, com base na recusa de jogar um jogo pré estabelecido, pelo totalitarismo normalizador e igualitário das sociedades ditas democráticas. Ou estalinistas. Ou…
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o Angelo Correia chamou-o Sr. Lopes de “espuma” não sou eu.
É a Lena, e o sr. Lopes, que me vem dar lições sobre Lisboa?
Pos 2 post sobre a cagadeira que esta transformada Lisboa – quer tacho? diga -quer pertencer a lista de assessores, diga – não fica mal.
Agora, de vez em quando, faz a promoçao do Sr.Lopes, fica-lhe mal, para quem defender os Olissiponenses.
Não se escame, porque nós não somos parvos, digo nós, os olissiponenses
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10 – posso concluir das suas palavras que além de chamar que tudo isto é uma conspiração para promover alguém que o senhor chama espuma ainda acredita que os sem-abrigo estarem ali é da responsabilidade dos presidentes da CML? Há gente com muita fé!!
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http://downloads.officeshare.pt/expressoonline/pdf/CamLisboa_assessores.pdf.
= No dia, em que acabar a pandilha de assessores vem beneficiar quem vive.
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quaisquer k sejam as razões que levam à degradação de viver na rua (mto agradável nos dias de chuva e frio intenso…), trata-se de seres humanos. Uma vez encontrei um jovem guineense a ler um livro! Ainda não tinha dinheiro (das obras) para arrendar 1 quarto. E volto ao mesmo: quem TODOS OS DIAS (com chuva e frio), abandona o cómodo sofá, tv, pc, e vai distribuir alimentos? Organizações CRISTÃS.
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Deixem as politiquices e vamos então ao concreto.
Facto: um grupo de cidadãos pede a uma Câmara um prédio devoluto. Autorização para o ocupar por tempo e condições a estabelecer.
Não pede dinheiro nenhum.
Pretende fazer do espaço com donativos PRIVADOS um Centro Comunitário Social. Na ideia inicial, creche, cozinha, refeições gratuitas, zona de lazer e um espaço dedicado a dormida e acolhimento de sem abrigos. Entre outras coisas.
Continua só a pedir-se o ESPAÇO. Não quer dinheiro.
Pretende apenas apoio médico do SNS.
Está disponível a todo e qualquer controle permanente das entidades responsáveis e oficiais.
Facto: o prédio está cada vez mais degradado. A cedência do espaço não se efectua mesmo com estudos, projectos e garantias apresentadas.
Continua sem se pedir UM CHAVO. E a não intervenção do Estado. Só a fiscalização da coisa. A qualquer altura.
Percebem?
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Dá o sentido que quiser dar, eu faço o meu.
A unica obra que CML fes foi a renovação
do Convento das Bernardas e mesmo assim mal, para os antigos moradores
Este e um blog de caracter nacional, penso eu.
70% dos sem abrigo são devidos a droga e ao roubo, por natureza.
Em frança, há 3 milhões, por ca, fala-se em 300 mil.
Não vai em facilidades, esqueça, todas tem esse problema.
Ja falou da Amadora, do Porto, de Sintra ,etç etç.
Porque só Lisbos? interesses pessoais? não almoços gratis?, não é o que dizem?.
Eu faço a minha analise, que espero, vá ao encontro de muito Olissiponenses
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Parece haver quem confunda conforto com liberdade.Mas a finalidade do post continua obscura.
Propaganda ao blogue “LISBOA S.O.S.” ?
Candidatura a qualquer coisa relacionada ?
Porque o fenómeno “sem-abrigo” é agarrado pela rama.
A minha tia Lucinda dá sempre esmola a quem está à porta da Igreja.
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16 – Finalidade obscurantíssima!!! O melhor é perguntar à ERC se está dentro da lei fazer um post assim. Quem sabe ainda acbamos como a RTP a pesar e medir os textso para ver que atenção damos a Lisboa, ao Porto… a PS, ao PSD… Aliá reparo agora que tanto quanto me recode nunca escrevemos sobre a Graciosa. Deve existir aí uma intenão reservada. Só pode
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16 – Finalidade obscurantíssima!!! O melhor é perguntar à ERC se está dentro da lei fazer um post assim. Quem sabe ainda acabamos como a RTP a pesar e medir os textos para ver que atenção damos a Lisboa, ao Porto… a PS, ao PSD… Aliá reparo agora que tanto quanto me recorde nunca escrevemos sobre a Graciosa. Deve existir aí uma intenção reservada. Só pode
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Outra vez ?
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O post tinha vários erros
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14. Rantanplan Diz:
8 Dezembro, 2008 às 1:00 pm
Não pedem UM CHAVO?
Então o prédio devoluto não vale UM CHAVO?
Espertinhos, hein!!!
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14. Rantanplan Diz:
8 Dezembro, 2008 às 1:00 pm
E já agora, não querem uma sopa de pedra também?
Espertinhos, hein!!!
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14. Rantanplan Diz:
8 Dezembro, 2008 às 1:00 pm
E se fossem trabalhar para as obras, não era melhor?
Espertinhos, hein?
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Cara HM, não tenho a mínima intenção censória em relação ao que escreve, do mesmo modo que me permito a liberdade de expressão em contraditório.
Sem isso, só teria comentários de bajuladores.
É isso que quer ?
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24 – Então critique o post. Não se ponha com astrologias sobre “a finalidade do post continua obscura.
Propaganda ao blogue “LISBOA S.O.S.” ?
Candidatura a qualquer coisa relacionada ?”
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Quanto custa tratar um SIDOSO que se infectou por vontade própria?Se droga por vontade própria?Não trabalha por vontade própria?Que escarna dos bem comportadinhos que acabarão sempre por os alimentar mais aos seus vícios?E sofrer os incómodos da sua nefasta acção?
Internamento obrigatório, aulas de socialização, avaliação do que podem fazer em favor da sociedade e marcha!Isso é o que se espera dum Estado digno!Agora andarem a desperdiçar dinheiro em caridades que se atropelam…
No fundo a crime compensa em Portugal…
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Vai valer, provávelmente. Para os do costume. Para o da especulação imobiliária e os negócios autárquicos. Burro não és tu. Sopa de pedra, nem isso por lá, muitas vezes. Aliás basta visitares ou perguntares em muitas escolas. Espertos? Não. Isso fica para ti. Tens emprego nas obras? Com legais, contratos e ordenados decentes? Avisa. O desemprego aqui cresce e de que maneira. Espertos? Não. Inteligentes que querem fazer qualquer coisa. Concreta. Até divulgar quem paga as obras. Mecenato. O trabalho, lá? Voluntariado. Mas o senhorio que é a Câmara, por acaso, prefere deixar cair aquilo. E vender. Paga mais uma campanha, uns políticos e outros oportunistas ” burros ” do género. O que tu sabes já conhecemos. Passe-se adiante. E não precisas de insistir. O teu tipo argumentativo já mostrou com quem lidamos. Lapidar, rapazola. Tens ideias? Argumentos? Opiniões? Contraditório? Força. Umas bocas, esquece.
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Ninguém quer o prédio. O prédio era cedido. Continuava propriedade da Câmara. Era cedido por tempo e prazo a estipular. Obras pagas por nós. Espertos? Vê lá como és pouco inteligente. Claro que vai valendo mais enquanto apodrece, inútil, abandonado. Conhecemos o género. Entre a hiena e o chacal.
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Mete o P no R e vai julgar os outros por ti.
O processo está na Câmara.
A mesma onde um inteligente que era o 2 do Rio queria a PGR por causa das negociatas imobiliárias dos ” burros “.
Esse não era esperto.
Era sério.
A coisa ficou por ali. Até uma miúda como eu sabe que é mais fácil teorizar e botar sentenças.
Mas a esperta sou eu P-R.
Precisamente.
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Helenafmatos Diz:
8 Dezembro, 2008 às 2:50 pm
24 – Então critique o post.
O post contém 8 links 8, que são criticados nesses mesmos links.
Ou quer uma crítica ao que os outros escrevem ou fotografam ?
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Só em assessorias, o sr Carmona, só
ele é, um (1) milhão de euros, é o que esta no papel…fora os ameaços.
Click to access CamLisboa_assessores.pdf
Agora vejam os restantes vereadores
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Cara Helena Matos e comentadores,
Isso dos clochards, dos misantropos e doentes é um caso relevante. Mas face às imagens anteriores é também o nosso olhar em fuga, para o umbigo. Saindo de casa e dos modelos mentais convido-vos a reparar quem dorme nas ruas-numa proporção muito superior a qualquer epidemia clochard:
Vi, na estação do oriente, numa noite fria de regresso de um expectáculo cerca de 20/30 pessoas novas, razoavelmente vestidas e sossegadas que dormiam ao abrigo da estação. Vi, noutro dia, ao Largo do Saldanha uma dezena de homens novos com ar de leste e de trabalhadores, surgirem sabe-se lá de onde, para receber uma sopa gratuita aí distribuida. Vejo aqui, e em tanto lado, a tentativa de sobrevivencia de uma emigração recem chegada, abundante e (!?) invisivel. Este Sábado, na bicha para pagar assisto ao diálogo esforçado de uma chinesa com uma eslava…em português. Atrás as vozes mulheres em cerrado acento brasileiro /sertanejo. Parece que estou a fazer estilo? acreditem se quiserem, mas seria talvez a unica “portuguesa” lá. Estas pessoas sucedem, e ainda bem, mesmo se passam pela rua. Agora não podemos é fingir não ver. Os pobres clochards e drogados esses são sempre os mesmos, identificaveis.
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Pois. Mas esses serão da responsabilidade dos países deles. E, já agora, quem lhes deu e como, o visto de entrada? Claro que será terrível. Mas, brasileiras na rua só as vejo no ataque. Noite dentro até elas e eles. O resto é o que dá brincar aos ricos e a imigração ser um outro rico negócio.
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Ahhh o narcisismo da sociedade que quer acabar com quem a recusa mesmo á força. Somos muito bons ninguém nos pode recusar…!
Se um pessoa não quer pertencer á sociedade tem esse direito. Simples. Se como diz na notícia francesa os centros de acolhimento têm lugares mas pessoas preferem estar na rua então não há nada a fazer. Exceptuando casos de doença mental.
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Em abstracto subscrevo #34.
Mas tem sempre de haver, algures, sem critérios de imposição, alguma rede de apoio disponível. Sem exigências, normas, ou qualquer tipo de controle. Essa rede é sempre, por isto ou aquilo, pelo que sei, vejo, pratico, necessária. Apenas e simplesmente, estar. Estar lá.
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Pois
Isto por aqui azedou
E se falássemos do Benfica que já vai em 1º lugar ??
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Consta que 25% ou mais dos “clochards” são pais separados….
Pais que tudo perderam… absolutamente tudo….
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4. todos temos direito às nossas opções, a minha é fazer tudo para que não vá dinheiro dos meus bolsos para os que recusam trabalhar.
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