Tolice sem limites *

Henrique V deve ser o rei mais bem-amado da história da Inglaterra. Parente próximo dos infantes portugueses da ‘ínclita geração’, derrotou os franceses em Azincourt, em 1415 (dois meses depois dos seus primos D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique terem conquistado Ceuta). Os seus feitos foram imortalizados por Shakespeare e a oração de S. Crispim tornou–se no modelo do discurso para ‘levantar o moral’ prévio a todas as refregas.
Acabei de ler que alguns historiadores franceses pretendem reexaminar tudo o que se passou em Azincourt. Garantem que os factos foram distorcidos e, 593 anos depois, acusam Henrique V de crimes de guerra. Não sei se chegam a invocar a Declaração Universal dos Direitos do Homem mas trata-se do anacronismo no seu máximo esplendor.

Carnaval politicamente correcto…pode ser que o Bloco mande para lá alguns ajudar na imbecilidade.
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Oh !!!
Que giro .
Vamos reescrever a história.Suponho que dá direito a uns trabalhitos pagos pelo erário público e quiça um processo de indemnização á coroa britânica.
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Ainda acabamos todos sentados diante da Lucy a culpá-la por tudo aquilo que desde então aconteceu à humanidade.
Mas já que os franceses estão nesse estado de espírito era bom que não se esquecessem do Napoleão. Só nós temos três invasões. E se os russos começam a fazer as contas os franceses têm animação para anos.
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para distorcer a realidade temos a agências
que compõem a imagem da politica nacional-socialista
do manequim armani
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Uma coisa mais uma vez se confirma: os franceses tem um péssimo perder! Por um lado compreende-se; afinal, já são derrotados há muitos séculos e por quase toda a gente (até por vietnamitas!). O que se não deviam esquecer é das atrocidades que cometeram em quase todas as partes do mundo! Por exemplo em Portugal aquando das invasões que deixaram este país exangue por muitas décadas!
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Vamos que buscando na historia de Inglaterra e fácil encontrar antecendentes para posteriores sucesos.
Azincourt: uma victoria inútil. E presagio da victoria inutil do Iraque 600 anos mais tarde…
Un éxito inútil
Sin embargo, Enrique no pudo aprovechar la increíble victoria contra un enemigo que lo duplicaba en número. Enrique no poseía alimentos ni pertrechos para continuar la campaña inmediatamente, por lo que retrocedió hasta Calais para embarcarse a Inglaterra. Las tropas desembarcaron en Dover el 16 de noviembre. De haber podido continuar hasta París y auto coronarse rey, es probable que la Guerra de los Cien Años hubiese terminado antes del fin del invierno. Sin embargo, continuaría otros 38 años.
En 1420, el vencido Carlos VI se vio obligado a aceptar el Tratado de Troyes, que deshacía los términos del Tratado de París, casaba a Enrique V con la hija de Carlos y reconocía al monarca inglés como heredero al trono francés tras la muerte del rey.
http://es.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_los_Cien_A%C3%B1os
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A Helena toca aí num ponto curioso: é que de facto, as invasões napoleónicas ainda hoje são analisadas sobre a tal perspectiva “politicamente correcta” do que é ou não moral fazer-se em tempo de guerra. Algum “france bashing”, agora muito na moda, resulta do juizo que se faz sobre as malfeitorias do Napoleão por essa Europa fora, por exemplo. Eu aposto que o CAA e a Helena não estão isentos desse pecado… aliás, todos fazemos juizos morais “anacrónicos” sobre factos ocorridos há muito mais tempo do que o do Henrique V. A mim interessava-me conhecer os argumentos dos franceses em relação ao excelente Henrique V, mas o CAA despacha a coisa sem esclarecer nada.
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Talvez invoquem a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
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E, ainda mais perto de nós, não haverá melhor exemplo de revisionismo do que aquele levado a cabo por políticos e historiadores espanhóis, insistindo em “ganhar” a Guerra Civil Espanhola para o lado republicano 70 anos após o seu final, mesmo que no processo seja enlameado o status quo gizado durante a Transição?
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Só mais uma coisa: “anacrónico” será analisar os acontecimentos passados à luz dos valores presentes. O que eu pretendo saber do CAA é se os franceses fazem isso, ou simplesmente analisam os factos à luz do “direito” então vigente. É que são coisas muito diferentes, como toda a gente sabe.
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O que eu pretendo saber do CAA é se os franceses fazem isso, ou simplesmente analisam os factos à luz do “direito” então vigente. É que são coisas muito diferentes, como toda a gente sabe.
Caramelo
Acho que sem ler o livro dos historiadores franceses em causa, mais o que o CAA (bem manhoso ele) somentes despacha com um inexistente “crimes de guerra” deve ser simplemte um episodio que lí no link que deixei acima e paresce ser e bastante discutivel pelos historiadores.
E bem claro que massacrar prisioneiros poderia ser um acto normal da época, andamos a falar de 1415…mais que daría para diferenciar em nomear a Henrique V de “O Terrivel”, ou Henrique V “O generosso”.
Que a historia sempre dá para ser olhada desde varios pontos de vista…E sobre tudo desde o ponto de vista do ganhador.Pois claro!
Neste episodio fica claro que finalmente (ao seu pesar) os franceses perdendo desta vez, foram ganhadores e os ingleses tiveram que recluirse finalmente no seu territorio depois de finaliçada a guerra dos 100 anos(que durara 116). E voltar para as suas ilhas…
Mais se o Enrique houvesse chegado finalmente a París (a cidade que bem vale uma missa)…Dá para um romance de ciencia-fiçao. Os ingleses tomando Paris.
A primera hora de la tarde, sin embargo, Enrique toma una decisión que ha sido cuestionada por todos los historiadores posteriores. Al recibir noticias de que su campamento había sido atacado, ordena la matanza de todos los prisioneros, que son atacados con hachas por sus guardianes y asesinados en escasos minutos. Esta batalla, inicio la decadencia de las grandes formaciones de caballería. Marcando un antes y un después en las guerras europeas. Y es a partir de esta batalla, cuando los ejércitos medievales, comienzan a dar mayor peso a las infantería ligera, reduciendo la infantería pesada.
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O habitual reescrever da história por parte da “prostituta das nações”.
Recordemos que um povo essencialmenre colaboracionista conseguiu criar a ficção da “Resistência” a seguir à Segunda Guerra Mundial (produção cénica a cargo de Estaline Y sus muchachos…)
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Que me recorde da História de Portugal que estudei, nunca perdemos nenhuma batalha, excepto talvez aquela coisa no norte de África com o D. Sebastião. Mesmo assim, adoçaram a pastilha dizendo que fugiu com uma moira.
Para a minha tia Deolinda, D. Sebastião está preso em Guantamo.
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ops
Guantanamo.
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O assunto do artigo/post é mesmo o que mais preocupa os portugueses neste momento.
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Crimes de guerra cometeu a padeira de aljubarrota. Essa sim, deveria para nós ser um episódio a esquecer e a esconder bem fundo dentro do forno do pão. E no entanto passamos a vida a elogiá-la. Ainda se fosse bonita!!!…
E a Maria da Fonte, representando o mais reaccionário que há no reaccionarismo típico português, é vê-la cantada como amante de liberdades pela esquerda pop!
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O que Henrique V fez não se compara nada ao que os franceses fizeram no seu próprio país nesse período. Leiam as crónicas do Froissart a descrever camponeses a queimar nobres, e nobres a enforcar camponeses às catadupas.
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Sem duvida que os factos históricos devem ser apurados e renovados na suas concepções, mas não é necessário exagerar, porque senão teriam que contabilizar os biliões de mortos que a humanidade causou a si própria.
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Já agora, esses senhores historiadores podem (re)estudar o percursso de Estaline e verficar sem duvida que afinal ele matou mais alguns milhões do que a ultima estatistica.
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