Afinal o que é um deputado?
11 Dezembro, 2008
Se a opinião pública considera que os deputados não têm capacidade para escolher as sessões parlamentares em que devem estar presentes (e por isso foi instituído um regime de faltas), não será melhor também retirar aos deputados o poder de fazer leis? Como é que alguém a quem não se reconhece responsabilidade para decidir os seus próprios horários pode ser suficientemente responsável para fazer leis que afectam milhões de pessoas?

Este postal, encerra um sofisma. Os deputados, não fazem leis. Aprovam as leis, o que é diferente. Segundo as regras que conhecemos, de disciplina e presença, anedótica como se vê.
QUem faz as leis, são: os escritórios de advogados bem cotados ( Sérvulo Correia, à frente, destacado); as Comissões ad hoc, tipo Unidades de Missão; os grupos de pessoas que podem ser deputados ou não, com interesse nisso, por delegação do Governo; os deputados do estrangeiro, na União Europeia ( dezenas de diplomas que temos como leis, por exemplo as fiscais, são todas importadas ipsis verbis, quase).
Portanto, num parlamento com uma percentagem elevada de advogados ( 30%), a tarefa de fazer leis, é outra coisa.
O que os deputados fazem, é simplesmente politiquice. Às vezes, com muito brio como foi o caso de Portas quanto aos bancos e ao pobre Constâncio que cilindrou e ele não se deu por achado.
Quem beneficia mais do Parlamento que temos são dois partidos anti-democráticos: o PCP e o BE.
Se estivessem no poder, não admitiriam tais veleidades aos outros…
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O João Miranda parece desconhecer que há excelentes trabalhadores mas que só o são porque têm rédea curta. Se não forem vigiados de perto rapidamente se transformam nuns calaceiros.
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Aquilo tem lá 230 deputdos.Que nem conseguem dormir bem com tanta responsabilidade.Acho que deveriam acrescentar mais 230.Assim haveria direito a deputado de substituição…
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Portanto 230 eleitos mais 230 “sombras”…
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Face ao que têm produzido agora só votarei em deputadas que me prometerem fazer uns bicos…
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“QUem faz as leis, são: os escritórios de advogados bem cotados ( Sérvulo Correia, à frente, destacado); as Comissões ad hoc, tipo Unidades de Missão; os grupos de pessoas que podem ser deputados ou não, com interesse nisso, por delegação do Governo; os deputados do estrangeiro, na União Europeia ( dezenas de diplomas que temos como leis, por exemplo as fiscais, são todas importadas ipsis verbis, quase)”.
José,
É verdade, o que refere. Mas, nos EUA, na França ou na Grã-Bretanha, não deve ser muito diferente.
O problema é que nos EUA, vemos membros do Senado e da Câmara dos Representantes, a discutirem FUNDAMENTADAMENTE as questões que se colocam, sobretudo porque têm a quem responder.
Isto é, os Representantes do Michigan defendem o bailout automóvel, porque os seus eleitores são do Estado com maior indústria automóvel. Mas, outros Representantes, de outros Estados, defendem os interesses dos seus eleitos, pois o bailout à indústria automóvel financia ou subsidia uma indústria decadente e ineficiente.
Por cá? Temos um Governo e respectivos Deputados, que numa semana dizem que não apoiam o BPP, porque não tem depositantes, e na semana seguinte, dizem que apoiam o BPP, pois se não a falência do banco teria um efeito sistémico!
A quem deve o poder esta gente? aos seus eleitores? Ou aos accionistas e credores do BPP?
Os Deputados devem os seus lugares ao Senhor Feudal do momento. Não devem os seus lugares aos eleitores. É triste, mas é a verdade.
Digam lá, quem é que elegeram no Parlamento? Eu, não sei, qual foi o Deputado que ajudei a eleger! Como o irei responsabilizar?
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São todos funcionarios publicos, salvo rarissimas excepções. Só se reformam quando atingir a 4 reformas vitalicias o que dá qualquer coisa, ora façam as contas 40 mil euros mes x 14 pagas (sub natal e ferias) +- 0,5 milhão de euros de reformas, acresce, os premios de vitoria, como o jogador de futebol, que eu não posso calcular~.
Veja-se o caso com Dias Loureiro – Quem não gostaria de estar no lugar dele, é preciso ter lata, mas ele politico, o que hoje vale, amanhã não vale nada – e atire a 1ª pedra
Há tanta gente interessada que o Estado não mete anuncios no Expresso.
Posto isto, estamos numa crise externa, mas sempre foi assim, resultado:
Vende-se mais uns Kilos do Ouro, sempre dá para mais 5 anos.
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Sá Carneiro também foi deputado e no entanto tem uma rua.
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Rua todos têm.Até ex-inimigos.Em bairros sociais para indígenas de outras paragens.Para se sentirem em casa.O presidente lá do sitio anda a ver se arranja uns macacos e umas bananeiras para que o ambiente seja mesmo caseiro…
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Uma praça, Piscoiso. A Vélasquez.
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Até o Dr. Mário Soares tem rua….e é ao pé do Millennium BCP, no Taguspark!
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Então, devemos todos interrogarmo-nos sobre o raio de democracia que temos que permite os jorges lacões todos, durante anos a fio, a mandar em não sei o qué e que mais. E a afivelar aquele arzinho de esticadinho no ar, para reclamar prisão firme para os oliveiras e costas todos.
E para o Lacão, não vai nada, nada, nada?
Urra, urra, urra…irra!
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Para ser funcionarios publico de sucesso, como alguns que conheço (elas não sabem quem eu sou, tenho um “pano”), basta entrar, por exemplo para um Camara. Trabalho singelo. Depois metricula-se naqueles cursos po~r aí proliferam como por exemplo -Instituto Social Democrata- sai de la desenvolto da lingua . depois matricula-se em Coimbra dá mais jeito e como são muitos ninguem se conhece – apadrinhado sai de lá Prof Dr Escaramuças . Aqui, ele segue Pres. do Tal e Couves – ~Membro da Assem de Representantes dos Caldos de Galinha – depois é convidado para o Conselho Fiscal de Fungos e Gagá- e ganha embalagem edita o Livro, “A Bichesa”.
Ha Gajos e Gajas especialistas nisto, e quando não dá formem um Partido…isso é que dá dinheiro.
Por falar disso – e se nós formassemos um Partido Politico?
Temos Juritas, Economistas, Engenheiros, Assistentes Sociais…por aí fora.
Só não temos é dinheiro
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Os trabalhadores portugueses no Luxemburgo são do melhor que há no mundo. Os nossos deputados também o poderiam ser. Para tanto bastava que contratássemos luxemburgueses para supervisionar o nosso parlamento.
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Post 8
Praça Dr Sá Carneiro (antiga Praça do Arieiro)
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Juro que não estou a pensar do BE, apesar das coincidencias e ter as cebeças a premio, salvo seja,
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Bairro Amilcar Cabral, em Sines.
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“terrrrrrrrrr toda rrasão JM ”
“eu tamvem num confiarrr nos malandraaass dos deputadasss , preferiaa queimarrr osss Reichtag ”
Herr AHitler ( dqui do prisao do Bavaria )
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Portanto deputado é coisa importante e valiosa.Tudo o que é valioso é de se multiplicar.Que tal de cada deputado se fazerem dois?Como os republicanos espanhóis faziam aos padres?
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Rua Doutor Francisco Sá Carneiro
Carapelhos
3070-613 CARAPELHOS
Freguesia de Carapelhos
Concelho de Mira
Distrito de Coimbra
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Os deputados da República são uns paus mandados dos respectivos regimes. Exemplo: um deputado eleito por Braga vai aprovar uma lei que prejudica Braga no Orçamento? Claro, a mando dos chefes vai votar sob alçada da disciplina de voto contra os que o elegeram. Isso é democracia? Para isso ponham lá uns mendigos que levantem o braço quando mandam a troco de umas gramas de coca. Sempre ficava mais barato.
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Os Novos Deputados:
Porque é que nesta época,
não hão-de executar os seus trabalhos na AR a aprtir de casa?
Basta apurar mais um pouco o Plano Tecnológico e dotá-los de uma melhor versão do Magalhães.
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Assim está a Europa na mão de euro-burocratas que “mamam” aquilo que nós produzimos, que gastam o fruto do nosso suor sem lhe dar qualquer valor, que gastam o seu tempo na perversão como barões que o estatuto de deputados lhe garante, que vivem prevaricando ao abrigo das imunidades parlamentares.
A Grécia já deu sinal, brevemente se alastrará a toda a Europa, uma nova ordem virá brevemente, mas não pensem os euro- positivistas que poderão remendar uma cultura em decadência há séculos, os buracos são mais que muitos e este saco não tem remendo possível; não pensem também os governantes que poderão fazer a transição pacificamente, não meus caros se consultarem a história verão que nenhuma grande mudança foi pacífica, grandes civilizações já reinaram na terra e tiveram principio, meio e fins trágicos, infelizmente à nossa sucederá o mesmo com grande tristeza e preocupação minha; poderia ter sido evitado, mas a ganância dos bancos, a má fé dos políticos e a corrupção que passou a andar de mãos dadas com a política permitiu enganar a opinião publica durante alguns séculos principalmente nas ultimas décadas.
Agora querem endireitar aquilo que está moribundo há muito, e como se não bastasse continuam a mentir-nos a todos nós; vejam o exemplo dos avais bancários concedidos aos bancos, alguns deles continuam a cortar o crédito mesmo depois de já terem pedido o aval ao estado, e como se não bastasse sobem os spreeds para compensar as baixas das taxas de juro, para que serve o BCE baixar as taxas se depois a máfia bancária aumenta os spreeds, ficamos basicamente na mesma;
Revoltem-se Portugueses contra a banca, mandem para a Deco as queixas contra os vossos bancos , não tenham medo tá na hora de agir.
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O João Miranda sabe o que é uma sessão plenária?
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João Miranda. Eu começo a ter sérias desconfianças que estas opiniões, no mínimo, controversas são mais cata-debate que propriamente opinião própria. Deixo-lhe a questão: imagine que todos os duzentos e tal deputados decidiam de repente que nenhuma sessão parlamentar lhes interessava, seria legítimo que faltassem? Mesmo sabendo que essas sessões parlamentares poderiam alterar, e muito, a vida de milhões de pessoas.
As pessoas que fazem leis devem reger-se pela lei do bom-senso e essa, parece-me, não lhes é muito favorável neste momento.
E vamos por outra linha. O cargo de deputado tem “regras” estabelecidas antes de qualquer um se candidatar a assumi-lo, e uma delas é a participação nas sessões. Ora se se supõe que um deputado deve estar presente nas reuniões, um indivíduo que não esteja disposto a fazer o “trabalho” de deputado não se deve, portanto, candidatar.
E sobre a proletarização. Poder-se-ia fazer uma comparação entre o deputado e o voluntário: ambos se candidatam voluntariamente para desempenhar uma função e, quando começam a assumi-la, esta passa a ser um compromisso sério (a seriedade aumenta no caso dos deputados por: a) receberem ordenados pagos pelo erário público e b) por da qualidade do seu trabalho dependerem milhões de pessoas.
Cumprimentos,
TMR
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25. Trinta E Três,
O João Miranda, que não é nenhum miúdo, sabe bem o que é uma sessão plenária, quais são as responsabilidades e compromissos dos deputados, quais são as responsabilidades dos líderes partidários e que os deputados não são inimputáveis até ao fim do mandato.
Mas o João Miranda, não sendo um miúdo, por vezes gosta de se portar como tal. Nessas alturas dá-lhe para descrever disparates e nem se lembra que este é um blogue com grande afluência e que está a assinar com o seu nome, não a fazer rabiscos nas paredes às escondidas.
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escrever em vez de descrever, naturalmente 😀
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João Miranda:
Tem aqui uns quantos leitores pouco entusiastas com a democracia ocidental.
O que não acho aceitável é falar em geral de deputados, o que acaba por descredibilizar a propria instituição AR.
Neste caso são deputados do PSD, e se fossem doutros partidos devia-se dizer quais. Como eleitores temos direito de saber se os deputados em quem votámos: votam, em que votam, que causas apoiam, etc.
Depois se não concordamos com a sua actuação, ou falta dela, não votamos, ou votamos noutros.
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não será melhor também retirar aos deputados o poder de fazer leis?
Como é que se faz isso ?
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Mas como é que os deputados podem escolher os seus próprios horários individualmente se a assembleia tem trabalhos marcados. Meia duzia de deputados não podem escolher ir por exemplo votar de madrugada se a votação for às 4 da tarde. Como é que os deputados podem fazer leis se faltarem às votações e com isso chumbarem ou passarem leis apenas por terem lhes apetecido ir passear? Os deputados não podem escolher o seu horário se com isso deixarem trabalho por fazer. É estupido.
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Esperto é gato que come peixe sem ir à praia!
Deputado é ilusionista que recebe salário pago pelo povo e pica o ponto e dá no pé! Esperto!
(não tarda que a mama não acabe)
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We need som guys like Fitzy around here….
Attending a Jesuit school and growing up in a strict but loving working class household also gave him a strong sense of right and wrong, friends say, that he has carried into his professional life and has made him genuinely indignant at wrongdoing.
http://www.telegraph.co.uk/news/newstopics/profiles/3710309/Profile-Patrick-Fitzgerald-a-modern-day-Eliot-Ness.html
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Em Inglaterra os deputados não têm lugar marcado e se não se apressam, quando é anunciada um votação, podem nem ter lugar no parlamento. Há mais deputados que lugares.
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so tenho a dizer que ja que existem limete de faltas para alunos de escolas profissionais e estes perdem o abono a que têm direito porque nao os depotados passarem a ficar sem salario…sabia bem ver como lidariam eles com essa situçãohttps://blasfemias.net/2008/12/11/afinal-o-que-e-um-deputado/
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Estabelecer horários a deputados, fiscalizar o dinheiro que gastam em viagens, obrigá-los a justificarem as ausências, é subalternizá-los. Eles deviam ser a “nata” da nação em termos de seriedade e responsabilidade. Não deviam ter “leaders” ou melhor, não deviam obedecer-lhes. Só assim teriam dignidade e o respeito das populações.
Mas o que é facto é que o não são e por isso merecem que os repreendam!
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