Falta de vergonha *
O melhor modo de defender a Democracia não é omitir ou perdoar as falhas graves do Parlamento. Pelo contrário.
Os deputados sempre faltaram em excesso. Mas esta semana vimos mais do que isso. Pior do que as faltas e do que os truques típicos de irresponsabilidade infantil – como assinarem a presença e ‘pirarem-se’ logo de seguida –, mais crítico do que a iletracia genérica que exibem, são as justificações de alguns parlamentares.
Guilherme Silva culpou o sistema que força os deputados a trabalharem às segundas e sextas-feiras. Almeida Santos apoiou-o e evocou os ordenados baixos, entendendo que um deputado-advogado “é obrigado” a fazer um julgamento em vez de estar na Assembleia. Outros políticos profissionais inocentaram os deputados com razões afins.
O perigo para a Democracia existe e vem da separação entre a vida real e o mundo falacioso dos políticos. Quando se tem o despudor de agredir o homem comum com declarações que pressupõem que um deputado está (muito) acima do resto dos mortais está-se a colocar o Parlamento no nível mais baixo da consideração social. Porque isso é falso e sem ética. E será a Democracia a pagar o preço.

Um deputado tem que ser DEPUTADO. E mais nada!!!
Por 3000 e tal euros mês…
As faltas são para serem marcadas! É assim nas outras profissões.
Culpem os Professores!!! Os Professores tem falta marcada ao fim de 5 minutos. E ninguém lhas tira.
Que país…
http://democraciaemportugal.blogspot.com
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Eis uma resposta ao post anterior.
Ainda.
Sou dos que com o Estado, pudesse, não queria nada.
Nem o abono de família peço.
Mas pago impostos. Na fonte, na origem.
Formei-me no Privado, paguei. E, apesar de não precisar, saí de casa com 16 e trabalhei para pagar o Curso.
Ninguém deve esperar empregos e muito menos do Estado que, quanto menos, melhor.
Mas deve-se ter trabalho e um mínimo de rendimento = salário.
A cobrar como cobra, o Estado tem ou devia ter obrigações. Na Saúde, no Ensino, outro que não este, na Justiça, inacessível ao comum dos mortais e comprometida, no apoio aos Idosos, por exemplo.
O problema é o desemprego. E a crescente desigualdade e a podridão dos Regimes na Europa. África já não conta.
Na Grécia, mais do que a malta do Che, é essa frustação e raiva da Rua que está na Rua.
Lá como cá, a Nação vai morta, o Sistema implodiu e é esta classe política que manda, põe e dispõe.
Acreditem ou não, a Rua, os jovens que andam na Rua, ou muitos deles, nem são todos tadinhos mal integrados da tadinha da Imigração, nem bloquistas e quejandos, residuais vindos de uma burguesia essencialmente universitária, classe média alta.
Sem perceberem isso vai ser difícil perceberem a abstenção cescente, de que sou feroz militante, e o ” vandalismo ” dos molotov’s. Ou o a raiva ao ” consumismo ” de que afinal só esses usufruem.
É preciso outro modelo. Mas duvido que isto se auto-regenere.
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Na Saúde também uso Seguro e privados. Para que fique claro.
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Para esta “falta de vergonha” acabe o parlamento que implemente e cumpra também ele as leis que produzem aprova, mormente o “Código do Trabalho”, se recebem salário, são assalariados e têm que ter um empregador que lhes paga. Haja avaliação para todos. Senhores deputados dêem o exemplo, e vivam a “crise” como cidadãos que dizem ser, “não baixem os braços” trabalhem.
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Fazem as leis de manhã e à tarde aplicam-nas nos seus empregos,assessorias de grandes empresas.Onde está a independencia dos deputados? Como querem ser considerados? Como podem ser assessores de grupos económicos que fazem negócios com o Estado?
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A Democracia portuguesa está motibunda. Só não está já morta, porque existe a União Europeia. Infelizmente, a chamada classe dirigente está recostada nesse pressuposto, mas vão-se enganar, pois os povos do Norte da Europa, não sustentam eternamente as castas incompetentes e ineficientes.
E seria bom, que os Deputados que aprovaram o novo Código de Trabalho dessem o exemplo que o Sr. Van Zeller quer para os “outros” portugueses:
Já o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, Francisco Van Zeller, concorda com a semana de trabalho até 65 horas.
“Grande parte da população portuguesa já faz mais de 48 horas. Se formos ver, há taxistas que fazem facilmente 60 horas, ou motoristas, lojistas, médicos, enfermeiros, ou qualquer uma dessas profissões de atendimento directo ultrapassam as 48 horas por semana”, afirma Van Zeller.
http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&ContentId=270226
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Quantas pessoas são do norte, sul ou interior do país e trabalham em Lisboa?
Quantas dessas ganham 1000 a 1500 € e têm de pagar casa + alimentação + transportes?
Quantas dessas trabalham todos os dias das 9 ás 19, incluindo 6ª feira?
Querem saber quantas? Muitas, muitas, muitas !!
A maioria dos deputados é do norte, sul ou interior e trabalha em Lisboa.
A maioria dos deputados ganha cerca de 4000 € e tem subsidio transporte, alojamento, etc.
A maioria dos deputados trabalha de 3ª a 5ª das 10 ás 17.
Coitadinhos dos deputados…
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1.000 euros? Quem me dera…
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A culpa é da ARTV, qual canal Benfica a omitir as jogadas comprometedoras do clube dos favorecidos.
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Excelente post CAA.
Agora arranje forma de o afixar na madeirinha, onde os deputados pousam o cuzinho cansado.
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Como é essa coisa de “deputado”… eles, quando assinam o contracto, não sabem das condições inerentes a tão “perigoso, esgotante e mal retribuído emprego”?!
Não lhes são lidas, ou dadas a ler, todas as cláusulas do dito cujo…?!
Sendo, na sua maioria, advogados de profissão, como é possível terem-se deixado enganar…?! Então, só e já depois de “comprometidos” com algo com que não concordam é que lhes dizem (mas não obrigam) da obrigação no cumprir de algumas e elásticas regras…
Paupérrima elite esta que não consegue, sequer, exigir e em devido tempo, contractos redigidos a seu contento… eheheheh!
Como poderemos, algum dia, ir a algum lado com gente desta e, ainda por cima, “licenciados da coisa”…
Isto, já nem “bananas” dá! Isto é uma república de indigentes e pobres de espírito (estes últimos, ainda assim, ricos de carteira)!
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Para qeum não viu
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