Bater no fundo

«O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), organismo público na tutela do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS) , abriu um concurso de promoção para o preenchimento de 26 vagas de técnico administrativo principal em que um dos métodos de selecção é uma prova escrita onde os candidatos devem estudar um texto do primeiro-ministro, José Sócrates, sobre a iniciativa governamental Novas Oportunidades.(…)
Confrontado pelo DN sobre a razão para incluir um texto político do primeiro-ministro como documento sugerido para estudo num concurso público, o presidente do IEFP, Francisco Madelino, diz que “poderia admitir que não estivesse lá esse texto porque os 20 documentos propostos são técnicos, não posso é aceitar que se pense que é evangelização política”. Questionado sobre quem terá sugerido o texto de Sócrates, Madelino afirma que foram “os serviços”, mas assume que “em última instância” a responsabilidade é sua. Mesmo não se tratando de matéria técnica, mas antes política, Madelino garante que “também não é um crime de lesa- pátria”.»
in DN, via O Insurgente e FJV.

Inacreditável! O espírito do salazarismo continua bem vivo no DNA.
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Os textos valem o que valem, seja lá quem for o autor.
Onde é que está o texto ?
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o nano dirigente considera-se o guia espiritual (führer) desta república socialista: kim III ou um novo hitler?
“bem-aventurados os pobres de espirito” neste caso um menino de ouro que com a crise ainda é assaltado
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Já só falta chamar-lhe “querido líder” ! Esta gente não tem noção do rídiculo!
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E Sócrates tem?
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Meu Deus, ao estado a que isto chegou!… 😦
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“Mostrar serviço”
MANUEL ANTONIO PINA IN JORNAL DE NOTICIAS
Nos idos da juventude apresentei–me a um concurso para “assistente de programas literários de 2.ª classe” da Emissora Nacional (EN). Acho que a expressão “2.ª classe” se referia a “assistente” e não a “programas literários”, mas nunca o pude confirmar pois, tendo sido aprovado, não apareci na tomada de posse. Uma das provas do concurso consistia em resumir um discurso de Salazar.
Na altura, não era coisa surpreendente. Além disso, Salazar (supondo que era ele quem escrevia os seus discursos), sem ser um mestre da língua como Manuel de Andrade, exprimia-se em honesto português, sem os “hádem” de políticos e juristas de hoje. Surpreendente (mas que sei eu?) é, meio século depois, o IEFP (organismo público como era então a EN) impor um discurso de Sócrates como material de estudo para um concurso para técnico principal.
Sócrates é naturalmente alheio ao caso, como Salazar o foi decerto quando do meu concurso para a EN. No tempo do fascismo, o culto da personalidade fazia parte das regras do jogo. Hoje faz parte das regras de outro jogo: o dos “boys” do PS ansiosos por “mostrar serviço” ao líder.
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina
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Não batemos no fundo porque para todos aqueles cuja vida gravita em volta do partido socialista não há fundo. A impunidade é absoluta e a falta de vergonha na cara não tem limites, sem esquecer que tratando-se de um texto sobre esse tema específico, a resposta dos candidatos está à partida condicionada. Isto é muito mais grave do que parece, mas como a fasquia subiu ao ponto de qualquer curso superior poder ser feito por fax ao domingo, a partir daí só pode dar nisto.
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É verdade que a autora do “Menino de Ouro” é a directora de informação da antena1?
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Nem mAIS..UM DIA DESTES AINDA CHEGA A DIRECTRA DO CXANAL 1
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DIRECTORA…cANAL..
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Somos um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de
misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas somos
capazes de sacudir as moscas …’ Guerra Junqueiro escrito em 1886
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Uma vergonha.
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Ah, grande Guerra Junqueiro! O maior português esquecido de sempre!
Deitado abaixo pelos cobardes que nos impuseram o espírito estrangeiro que nos mata. Todos os outros se aproveitaram. Os católicos não o defenderam. Os monárquicos não o defenderam. No entanto, era o papel de ambos terem-no feito. Mas é o destino dos verdadeiramente grandes no mundo das trevas.
Um dos maiores poetas… DO MUNDO! Chegará o dia dele.
Contra o assassínio da Língua propagado e defendido por gente exactamente como ele descreve, apesar de tudo a Luz vencerá um dia.
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De facto, a politização de um insituto público, principalmente o IEFP (já se começa a perceber as diferenças estatísticas da taxa de desemprego), além de lamenta´vel, é desprezivél por quem procura impor leis cada vez mais atabalhoadas e medidas de urgência de combate à crise. Não vamos lá com pensos rápidos, precisamos é de equipamento e planeamento adequado. Mas enfim, é o (des)governo que temos.
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Nesses textos, estará incluída a afirmação “o bacalhauqueralho !”?
É o que me apetece “comentar” nos tempos que correm.
Vidé manchete do “Público” de hoje. E as justificações da CGeral Depósitos.
A B S T E N Ç Ã O ! EM 2 0 0 9 ! — se não existirem alternativas a um partido corrupto, corruptor e…perigoso !
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12,
Óbviamente !
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Mais uma “Acção de Massas”!
A esquerda, a direita e o que mais vier, teriam que fazer uma trégua entre si para correrem com esta tralha que governa o país.
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E só há “boys” no PS não? Os outros serão “girls”?
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Espero que sejam botas insossas, pois ao que parece o sal faz mal à saúde.
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“A B S T E N Ç Ã O ! EM 2 0 0 9 ! — se não existirem alternativas a um partido corrupto, corruptor e…perigoso !”
MJRB @19: As eleições vencem-se até com um voto.
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Jorge,
1 voto não chegará…
A minha ABSTENÇÃO será um legítimo direito dum cidadão (isolado, é certo) manifestar a esta classe política, sobretudo ao PS/governo, que não lhes reconheço competência nem estatuto e muito menos honorabilidade para continuarem ou serem alternativa.
Tenho direito à indignação — Mário Soares dixit, lembra-se ?
Os casos de tantas mentiras, oncontáveis desvarios, conhecidas corrupções, sentidos abusos de poder, etc, etc, são tantos, que consolidam o meu desejo para não lhes dar confiança.
E há esta´recente de Sócrates: eleições autárquicas e legislativas no mesmo dia, não ! Porquê ? Porque seria “complicado” aos portugueses discernirem entre uma e outra eleição…
Sócrates que passe atestado de estupidez a quem quiser, E A QUEM QUISER SER IDIOTA ÚTIL.
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Tem razão MJRB mas mesmo assim, reconheçamos ou não legitimidade, infelizmente um voto é quanto basta para se ganhar em democracia. Tenho para mim que aos partidos pouco importa se há muita ou pouca abstenção. Basta que se ganhe.
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Infelizmente, note-se, porque podem os políticos estar de costas voltadas para os eleitores.
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Viva à santa terrinha! Que bonitinhos continuamos a ser! Viva o Chefe! Viva!
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Temo que um voto em branco seja na prática um voto no Sócrates.
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Deveriam dar de interpretação um texto sobre vaselina ou margarina “vaqueiro”. Talvez venha a ajudar!
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Jorge,
Uma elevada abstenção É UM SIGNIFICATIVO SINAL E PUNIÇÃO para qualquer poder ou partido pretendente ao poder.
Os políticos nunca ficam indiferentes…
E como temos um regime semi-presidencialista…
Não ! Não merecem que em 2009 me desloque a uma mesa de voto ! Não mais passarei cheques em branco ! Não merecem a minha confiança !
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Não me escandalizo, se a intenção foi fazer uma prova de português. De facto um textinho escrito pelo engenheiro de vão-de-escada dá excelente material para avaliar os candidatos ‘em matéria’ – como diria um deputado socialista – de conhecimento da língua portuguesa e da boa lógica. É uma boa ideia. Rapaziada, no próximo exame é isso que vou fazer: encontre palavras e expressões escritas correctamente neste excerto do nosso enxertado. Dar-lhe, a esse Basílio Fernandes Enxertado, um valente par de galhetas era o que apetecia, mas à falta de melhor…
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Não se preocupem com o texto, visto o mesmo não ser do Sócrates. Ele não sabe Português o suficiente.
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O Madelino é o Chefe do IEFP.Quem é o Chefe do Madelino?O Vieira da Silva,Ministro do desemprego,ex-braço direito do Ferro e amigalhaço do Pedroso,ex-MES e agora lacaio do Sócretino.Não perde uma Nova Oportunidade para agradar ao Grande Timoneiro Bem Amado e em vez de agitar o pequeno livro vermelho agita o pote de graxa indispensável para ter emprego no regime do Socialismo Modernaço.
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CAA,
Excelente.
George Orwell será sempre o nosso Timoneiro, contra TODOS os Sócrates do mundo.
A luta continua.
PS Compete-lhe também contribuir para pôr o Zé Tretas na RUA, nem que seja votar no BE ou no Alegre.
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Huxley profetizou em Admirável Mundo Novo, uma civilização de excessiva ordem onde todos os homens eram controlados desde a geração por um sistema que aliava controle genético (predestinação) a condicionamento mental, o que os tornava dominados pelo sistema em prol de uma aparente harmonia na sociedade. Não havia espaço para questionamentos ou dúvidas, nem para os conflitos, pois até os desejos e ansiedades eram controlados quimicamente pelo “Soma”, sempre no sentido de preservar a ordem dominante. A liberdade de escolha estava restrita a poucas matérias da vida. As castas superiores eram decantadas em betas, alfas e alfas + e se originavam de óvulos biologicamente superiores, fertilizados por esperma biologicamente superior, recebendo o melhor tratamento pré-natal possível. Já as castas inferiores, bem mais numerosas, recebiam um tratamento diferenciado: provinham de óvulos inferiores, fertilizados por esperma inferior, passavam por um processo denominado Bokanovsky (noventa e seis gêmeos idênticos retirados de um só ovo) e eram “tratados prénatalmente, com álcool e outros venenos proteínicos”. (Huxley, 1957: 39)
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21. Nem mais.
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Peço desculpa por este comentário em que aliás não me relacionei com o tema – só reagi a um comentário…
Mas agora tenho que explicar…
Corrijo, porque não é bem assim que eu penso. Acredito na necessidade de nos unirmos e mudarmos de atitude uns para com os outros e de nos ajudarmos uns aos outros, a encontrar soluções criativas.
Não acredito absolutamente na necessidade de varrer com ninguém. Os outros que para lá venham estarão submetidos exactamente às mesmas forças, me parece. Farão o mesmo.
As acções têm que vir de nós. Nao me refiro a revoluções, mas sim simplesmente organização de trabalho e produção. De alentar felicidade e liberdade para o indivíduo no trabalho, e para o pequeno produtor. De estimular novas soluções e propostas. De mudarmos radicalmente de visão e atitude.
Sair da mentalidade de que o Governo é que vai resolver tudo, e é tudo culpa do governo.
É só a minha visão.
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Liberdade à Americana versus ordem Napoleónica.
E venham os lugares-comuns do Faroeste, o que é que vimos na Amadora, com caçadeiras?
Um duelo de flores?
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E o pior é que para alem de terem de saber os discursos, os oponentes ao concurso previligiados possuem antes da prova o enunciado da mesma
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