Eles não se surpreendem porque eles não pagam
Um edifício sofreu obras de restauro em 1994/1995.
Em 20o8 começam a cair pedaços do edifício.
Ou seja treze anos depois do restauro o edifício exige segundo os seus responsáveis restauro urgente e profundo.
Os mesmos responsáveis também falam da necessidade de estudos de estabilização.
O arquitecto responsável pelo restauro diz que o edifício já devia ter sido pintado outra vez o que dá uma média de pinturas para aquele edifício superior a tudo o que já se viu
Diz o mesmo arquitecto não ter ido contactado por ninguém sobre a degradação do São João
Informa também o mesmo arquitecto que a degradação não o surpreende pois segundo ele “Todos os elementos decorativos foram feitos, e refeitos, em cimento, e pintados, seguindo a técnica antiga, em pau de sebo de carneiro, que fossiliza facilmente.”
Como se percebe nós não dizemos nada. Ficamos mudos à espera da nova factura do novo restauro.

Somos um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de
misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas somos
capazes de sacudir as moscas …’ Guerra Junqueiro escrito em 1886
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Os restauros encerraram a pretexto de obras. Os restuaradores entraram em restauro depois da epoca dos saldos e da venda ao desbarato. Uns consta que irão para as Novas Oportunidades lá para os lados das Amazonias, outros parece que optarão pela Formação Profissional nas Africas.
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portugal precisa ser restaurado de ponta a ponta.
este locus horridus está entregue a muckrackers.
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«feitos, e refeitos, em cimento, e …, que fossiliza facilmente»
Assim está uma boa imagem deste país adiado.
Dirigido por uma elite política muito dada a construções, de leis, edifícios e obras públicas.
Que fossilizam a curto prazo. As obras e as elites.
Com elites fossilizadas, como esperar que a sociedade não vá acabar fossilizada?
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Precisamos de um apito dourado nas obras publicas, mas com a diferença que desta vez alguem tem que ir preso.
É preciso investigar a fundo as relações entre empreiteiros, camaras municipais e técnicos das mesmas.
Toda a gente conhece historias de técnicos de camaras municipais que recebem dinheiro para passarem alvarás, licenças e outras porras.
É preciso por esta malta atras de grades.
Chame-lhe a Betoneira Doirada, ou a Talocha Dourada
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No prédio de uma parente minha passou-se algo parecido, eu sendo o procurador fui o único que votei contra o orçamento e o tipo de obra escolhido. Simplesmente não consegui convencer a platéia de que tinha mais conhecimento e discernimento sobre obras do que os “entendidos” do assunto.
Detalhe: apesar de não ter formação acadêmica no assunto, meu pai teve uma firma de construção civil, meu sogro foi mestre de obras e já fui responsável de umas 20 pequenas e médias reformas (por procuração de parentes que moram no estrangeiro)
Anos depois o que eu havia previsto aconteceu.
Meu conselho: nunca acredite nos técnicos, procure um mestre de obras ou um pedreiro com muita experiência que lhe fornece melhores informações. E nunca, nunca leve em conta o que o pessoal ligado as empreiteiras dizem sobre as obras necessárias. Confronte sempre as opiniões distintas sobre a real necessidade de obras que a verdade virá ao de cima.
Outra coisa: há muito conluio entre as comissões de obras e os empreteiros.
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Estando eu na área e pertencendo à parte técnica concordo com o Cfe, a parte empírica é muito importante e o melhor seria a conjugação com o conhecimento mecânico ( académico ) do que se quer projectar.
O grande problema é que a maior parte dos arquitectos e engenheiros não percebem nada, rigorosamente nada do comportamento estrutural e funcional pois fizeram os cursos com recurso à fraude e falta-lhes o conhecimento empírico que por vezes não aprendem pois a arrogância e estupidez a ela associada é regra no meio. São estes que desgraçam as suas respectivas classes profissionais e ou arranjam um bom tacho e a merda está à vista ou vão ganhar pouco e continuam a merdar embora de uma maneira dissimulada. Escolham um bom pedreiro mas não lhe dêem confiança pois depois têm que o aturar. É este o conselho que dou.
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deviam todos constituir-se assistentes no caso freeport
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A minha Escola primária, mandada fazer pelo Salazar, ainda está em uso. Só mudaram as janelas. Até o soalho é o original. O projecto não sei se foi feito por arquitecto ou não: a verdade é que serviu para fazer muitas escolas iguais e as que tenho visto continuam firmes a servir as novas gerações.
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Helena Matos:
o seu artigo no Público de hoje, é…é…não leve a mal que o diga assim: é um chorrilho de disparates.
Só o escrevo aqui para me obrigar a comentá-lo no meu sítio. Mas vai levar pela medida grande, isso prometo-lhe. Com a elevação suficiente, claro.
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Ainda estou para conhecer um ser que seja ao mesmo tempo bom arquitecto e sério. Há muitos arquitectos sérios, mas bons conheço poucos. O que há mais é arquitectos medíocres que disfarçam a sua mediocridade parecendo ser sérios. Uma obra de arquitectura, seja ela qual for, que não dure para cima de 50 anos, é uma vergonha. Há, como todos sabemos, algumas que se mantêm de pé há milhares de anos. Eram outros tempos.
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