“Venda a angolanos”*
Vem o assunto agora à baila a propósito da possível entrada de angolanos no semanário “Sol”. Por mais que tal não seja dito directamente a verdade é que para os portugueses a expressão “venda a angolanos” não quer dizer o mesmo que venda a suecos. Na verdade está implícito que os angolanos, ao contrário dos suecos, deviam ficar na sua terra mas por uma desfeita qualquer eles teimam em aparecer aqui.
Hoje milhares de africanos entram de livre vontade em novos barcos de negreiros para sair dessa África à qual, para enfado dos europeus, nunca mais parecem querer regressar. O calvário burocrático-legal a que os países europeus obrigam os africanos para estes se legalizarem e saírem da clandestinidade é uma espécie de corrida de obstáculos e de constante recriminação por eles não terem ficado lá como lhes tínhamos dito, a viverem como lhes tínhamos dito e comandados por quem nós tínhamos dito.
No caso dos angolanos ainda há a particular circunstância de alguns deles, e muito particularmente algumas delas, surgirem não apenas como figuras passivas a quem nós damos ou não papéis, mas sim comprando de facto ou em lenda sem olhar para o preço roupa, herdades e quintas, empresas, universidades ou jornais. E tudo isso gera embaraço pois não era assim que as coisas deviam acontecer na tal narrativa da colonização-descolonização.
Os portugueses, tal como muitos outros europeus, viveram na candura de achar que trocavam África pelo projecto de construção europeia e que África não só consideraria isso uma libertação como ficaria entregue aos tambores, às missas e a Marx. Daí, desse algures coloridamente naif, África não mais incomodaria pois, garantiam as canções, África era para os africanos logo os africanos seriam para África.
A realidade é que não se compadece com estas versões reconfortantes da História. E no caso de Angola isso é duplamente verdade: o povo não se ajeitou no destino que lhe traçámos e os seus dirigentes parecem fazer questão não apenas de exibir despudoramente o poder e a riqueza mas também de irem deixando, por essa Europa fora, a incómoda marca da sua presença nos corredores do poder político e económico. Em nenhum outro caso, como nos investimentos de capitais angolanos, se ouvem, em Portugal, tantas histórias sobre corrupção, chantagem e tráfico de influências. Entre a lenda e a verdade existirá certamente uma assinalável diferença. Infelizmente é uma diferença que os portugueses têm dificuldade em avaliar porque as notícias sobre Angola oscilam entre o paternalismo pós-colonial e o mais subserviente dos silêncios.
*PÚBLICO 22 de Janeiro

O melhor aluno da minha turma era angolano.
GostarGostar
Piscoiso,
os melhores alunos de muitas turmas eram angolanos.
GostarGostar
1.
Ou vocês eram todos burros ou ele era um “outlier”. O QI médio dos angolanos é de 69 pontos:
http://en.wikipedia.org/wiki/IQ_and_Global_Inequality
GostarGostar
“a viverem como lhes tínhamos dito e comandados por quem nós tínhamos dito.” Se eles quisessem viver “como lhes tínhamos dito e comandados por quem nós tínhamos dito” não tinham feito a independencia. De qql maneira ´Africa não está entregue
aos “tambores, às missas e a Marx.”, mas sim à usura, á guerra civil, á fome, ás doenças, ao genocidio, ás elites que arrebanham toda a a riqueza e deixam o continente destruido.
GostarGostar
a viverem como lhes tínhamos dito e comandados por quem nós tínhamos dito.” Se eles quisessem viver “como lhes tínhamos dito e comandados por quem nós tínhamos dito” não tinham feito a independencia. – ?????????????????????
GostarGostar
Talvez fosse melhor, em vez de voltar ao tema recorrente dos “maus” angolanos sempre que há noticias deste genéro,pensar que numa altura em que TODOS desinvestem de Portugal, temos a excepção Angola que está a investir em Portugal.
E para os que poderão responder que não é investimento produtivo, que aposte na criação de novos podtos de trabalho, também aqui é bom lembrar que os Angolanos ao entrarem, investem dinheiro. Quem vende, (o accionista/socio) português recebe esse dinheiro. E o que faz com esse dinheiro? Cria postos de trabalho? Cria tecido produtivo? Ou põe o dinheiro a arejar. SE a resposta se inclinar para o último cenário é legítimo responsabilizar (uma vez mais) os “tugas” porque não investem, e se desfazem do que têm. É a lógica do leite matinal – ” Se eu não gostar de mim, quem gostará?”
Parece-me que essa sim é a questão que devemos colocar.
GostarGostar
6 – leu mesmo o que escrevi?
GostarGostar
Nos tais portugueses está à cabeça a Helena Matos. Bolas, uma pessoa fica farta de generaliuzarem como se tivessem o umbigo inchado. Que mania de falar pelos portugueses.
GostarGostar
Era bem melhor que falasse apenas pela sua familia, amigos e portugueses e angolanos que conhece e não por todos os portugueses e angolanos. Safa que deve ter mesmo o umbigo inchado.
GostarGostar
É que para muitos portugueses a venda a suecos não é a mesma coisa que a venda a angolanos, mas é porque os suecos deviam ficar na suécia. Não percebem é nada sobre os “portugueses”.
GostarGostar
os melhores alunos de muitas turmas eram angolanos.
especialmente se a escola for no Muxito.
GostarGostar
O ouro, a pimenta, os diamantes, o minério, as terras, o trabalho escravo, isso foi tudo comprado a preço de mercado? Negociação livre e justa entre portugueses e Angolanos/africanos? A história repete-se vezes sem conta, os intervenientes são outros, né!
GostarGostar
por contraponto para os angolanos comprar pedaços de Portugal , deve ser diferente que comprar pedaços da Suécia …
vistos, a carta do mantorras , … percebeu ?
GostarGostar
E Angola segue em frente. Deve ser o único país africano que não ficou amarrado a tambores, missas e Marx. Por isso é tão imcompreendido e odiado pelos papalvos deste pobre lugarejo da Europa que não consegue saír da cauda.
GostarGostar
Sim .Enquanto o povo sofre, a elite anda de Hunvee dourado.É o progresso.
GostarGostar
“Deve ser o único país africano que não ficou amarrado a tambores, missas e Marx. ”
Não. Ficou agarrado à fome, à guerra civil, às doenças, ao saque do petróleo e dos diamantes, ao nepotismo exacerbado, ao enriquecimento brutal de uma pequenissima oligarquia, á pobreza generalizada da população.
Mas felizmente que não ficou amarrado a tambores, missas e Marx. Isso é que era mau!
GostarGostar
“quem dá pão é pai”
“quem paga manda dançar”
GostarGostar
E, em pouco tempo, vão começar a aparecer os links da Telecinco de Coelho e Borges a Luanda. Vai uma aposta? E se calhar até é verdade. E então?
GostarGostar
Há uma rapaziada que ainda não percebeu que, em determinadas épocas históricas, alguns países e povos preferem(preferiram) uma bandeira e um hino a uma malga de sopa e o pão com salpicão. A merda, também para a mesma rapaziada, é que do hino e da bandeira, alguns, os angolanos, por exemplo, passaram por cima do pão e do salpicão, para a compra de bancos, jornais, tv´s em Portugal, a terra do pão e do salpicão.
GostarGostar
Rectificação.
Não são os angolanos. Esses fogem para cá ou morrem de fome, lá.
É o gangue desse facínora, a família do Eduardo dos Santos.
Vocês andam a baralhar muita coisa…
GostarGostar
RIBO disse
23 Janeiro, 2009 às 12:05 pm
Queira ler a resposta que se lhe seguiu.
GostarGostar
para ficar mal disposta para o dia inteiro, não há nada como a leitura dos esclarecidíssimos posts e artigos da Helena do introjan… os investimentos “angolanos” vêm sempre dos mesmos investidores que pouco têm a ver com os angolanos e seriam bem vindos se não cheirassem tanto a branqueamentos e a sangue suor e lágrimas do povo daquela terra, que não pode beneficiar das omas astronómicas com que a Isabelinha vai comprando mais uns pedacinhos lusos, para evitar que seja o papá a assinar os contratos de compra e venda.
Helena dos introjões, dedique-se a outra coisa, porque o jornalismo é coisa séria e não um debitar de ideias vagas e opiniões de mesa de café. Sei lá, uma carreira num partido político, o PSD não quer até o G.Amaral para Olhão? a si, davam-lhe uma outra camarilha qualquer!
GostarGostar
o problema não é o sol ser vendido a angolanos. o problema é o sol ser vendido a um grupo de cleptomaníacos que, por acaso, são angolanos. alguns deles são citados com link no artigo da helena.
se pensarmos nas pressões que houve sobre a imprensa e sobre o BES quando o Bob Geldof veio cá dizer umas verdade, é mesmo para ter medo e para não os querer cá.
o problema não está na cor da pele. está no carácter desta gente.
GostarGostar
Bom post. Corroboro.
GostarGostar
Eu gostava de saber onde é que a senhora Isabel dos Santos arranjou tanto dinheiro. Com o suor do rosto, com boas ideias? Foi sempre legalmente?
Bom, é lá com a justiça do país dela (alguns retorquirão que eu não pergunto como é os suecos ficaram ricos), mas no caso dela o país dela é do pai dela. O dinheiro do Mobutu era roubado; o da senhora Isabel dos Santos é todo cristalino, limpo e impoluto?
Uma vez mais: Bom, é lá com a justiça do país dela. Mas não há por aí uns direitos de ingerência quando alguém anda a tratar mal o seu próprio povo; ou melhor o povo do seu próprio pai.
Uma vez mais: Bom, é lá com a justiça do país dela. Mas espera-se é que, se o dinheiro é limpo, venha ela com esses bond hábitos e que continue com esses bons hábitos; se o dinheiro é sujo, venha o dinheiro e fique lá ela, mas telefonem-lhe para lhe recordar que aqui o pai dela não manda nada.
Será que não manda mesmo nada?
GostarGostar
Os angolanos vao ser muito solidários conosco quanto mais poder e posses tiverem em Portugal, tanto quanto quem tem dinheiro e posses em Angola trata o resto do povo por lá.
Não acordem para a realidade não, fiquem pelo “ah e tal o melhor aluno da minha turma era angolano…”
Patéticos.
GostarGostar
Helena
De vez em quando, muito de vez em quando, você acerta.
Na mouche.
GostarGostar
O investidor típico angolano, que mora no Mossulo, está neste momento a preparar uma série de OPAs às empresas nacionais. A soberania nacional irá ficar gravemente afectada!
Confundir a família do Eduardo dos Santos com os angolanos é sem dúvida curioso.
Mais ainda é arrogar-se no direito de falar por todos os portugueses. O que vale é que as costas são largas e falar mal dos tugas é a maior tique nacional desde o final dos descobrimentos.
GostarGostar
Ter um patrão angolano ou um patrao de uma corticeira, que os convida a suspenderem do trabalho! qual a diferença?
Talvez sejam melhor o angolano!
GostarGostar
Luanda devia ter sido capital de Portugal…
GostarGostar
Muito boa noite.
É fantástico ler tantos disparates…
Meus amigos, é preciso que quer angolanos, quer portugueses,
comecem a trabalhar juntos. Não só na teoria, mas na
prática. Quer lá, quer cá, temos políticos corruptos e
incompetentes. Sou português, nascido em Angola, sou
filho de pais portugueses, e gostaria de ver os dois países
a trabalhar de forma inteligente, para podermos enfrentar
o futuro com mais positivismo.
Penso que se os angolanos e os portugueses se consideram
irmãos,deverão enterrar os erros do passado, e lembrar apenas
as coisas boas.
Penso que é tempo do povo angolano entender de uma vez por
todas que não são os chineses que irão levar a prosperidade e
a paz a Angola. Serão apenas e só os portugueses. Mal ou bem.
Um abraço forte a Angola.
GostarGostar