Como matar um escândalo político II
Diz o João Miranda que a receita é alegar que tudo é legal e que, provavelmente, até foi. Pois eu até apostaria mesmo que, no caso do licenciamento Freeport, tudo foi rigorosamente legal….isto é, o tal licenciamento!
A questão será outra (e, estranhamente, ontem, no Expresso da Meia – Noite, Sic – N, parecia que todos – salvo J. M. Mestre – queriam ignorar a verdadeira questão!): o que é que motivou a referida alteração legislativa à zona de protecção do estuário do Tejo que proporcionou (at least) um licenciamente formalmente legal?
De facto, o problema (se é que existe) não será o da regularidade/legalidade do dito licenciamento, mas sim o da própria formação e motivação (política) do processo de decisão legislativa… digo eu!
(PS – Ainda não li as notícias dos semanários, por isso….)

Grão a grão
a verdade é destapada,
o mundo da ilusão
está a ser investigada.
A memória é escassa
quando a verdade não é conveniente,
o “jardim rosáceo” da nossa desgraça
cheira deliciosamente!
O Sol continua a brilhar
lá para as bandas de Alcochete,
muitos quiseram abafar
não colocando o caso em manchete!
(ameijoafresca.blogspot.com)
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primeiro fabrica-se a legislação para que tudo fique legal
para uns “um cara legal”
para outros “um cara de cu”
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Volto a escrever o que deixei lá em baixo:
“Esclarecimento: qualquer decisão administrativa pode estar eivada de vícios formais ou materiais. Ainda que todo o procedimento de licenciamento do Freeport tivesse/tenha observado todas as formalidades legais, isso não torna, automaticamente, a decisão legal. Aliás, qualquer decisão tomada, não em homenagem ao interesse público mas a interesses particulares, é necessariamente nula, por vício de desvio de poder.
Em suma, não venham com tretas do “foi tudo legal”. Se foram pagos para tomar uma decisão que, se não tivessem recebido o deles, não tomariam, tomaram uma decisão ilegal. Em todo o caso, supondo que a decisão sempre seria tomada (os contornos do caso, fazem-nos duvidar), a corrupção não deixa de ser crime.
Ou seja, uma coisa é o procedimento ter obedecido a todos os trâmites legais; outra é a decisão ser legal e o comportamento dos implicados não ser passível de procedimento criminal.”
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Somos um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas somos capazes de sacudir as moscas …’ Guerra Junqueiro escrito em 1886
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Essa pergunta já a fiz em alguns blogs.
Acontece que ela não pode ser respondida.
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Pérfida Albion ! Que falta de respeito ! Cá pela paróquia é tudo (ou quase) Sr. “engenheiro” práqui, Vossência sô “primeiro ministro” práculá , e estes aproveitadores do tratado de Methuen a tratar a criatura desta maneira…
Heréticos,já se vê – e invejosos : não aceitam que os espertalhecos ( o bacharel, o amigo vara, a fátinha e “tutti quanti) façam pela vidinha.
E, ainda, ignorantes : desconhecem que partidos, em inglês técnico, é sinónimo de quadrilhas…
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Fado Alexandrino (5)
Por acaso, para mim, acabou por ser respondida, agora (14h30m, mais coisa, menos coisa ), na sic motícias, em esclarecimentos que acompanharam o debate entre um jornalista do Expresso e o director da estação!
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À mulher de César, não basta ser séria.
A PJ não desmentiu a veracidade dos documentos apresentados pel’O Independente em 2005.
O MP também não, mas patrocinou um processo por quebra do segredo de justiça contra os jornalistas que publicaram aqueles documentos.
Os documentos não estariam em segredo de justiça caso fossem manifestamente falsos.
Logo, se existem dúvidas sobre a aprovação do projecto – dúvidas essas que as autoridades investigam – é porque ele poderá estar ferido de ilegalidade. Portanto, a premissa do seu texto está colocada ao contrário: de facto, o problema (que existe mesmo) será o da regularidade/legalidade do dito licenciamento, e não o da própria formação e motivação (sem ser política) do processo de decisão legislativa… digo eu!
Realmente, e pela inversa, é o processo de decisão legislativa, com a sua própria formação (apressada, urgentíssima) e com a sua motivação (altamente duvidosa), que torna suspeito em toda a linha o licenciamento do projecto.
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e diz mto bem! O problema está nas razões k levaram a aprovar a alteração legislativa por TODO o governo Guterres!
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Foi penoso ver o Expresso da Meia Noite. Nenhum comentador – à excepção do jornalista do Sol – arriscava dizer o que quer que fosse. Assim continuaremos até haver mais fugas de informação. Sócrates continua a ter uma máquina de propaganda fortíssima e, para já, continuando no poder, ninguém se atreve a questioná-lo. O que seria se isto acontecesse com Santana?
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Já dizia o Pina Moura, numa das suas intervenções, que a sua ética era a ética da República, explicitando que tal ética era a ética da legalidade. Ou seja que a ética da lei, do formal era tudo o que interessava para fazer o político recto e correcto.. E a moral não prevista na lei? Onde mora? O inocente Eng. José Sócrates, com a sua máquina de anúncios e de contra-infomação mediática, só com paralelo em alguns regimes sul-americanos e europeus-de-leste, vem a público dizer que não se lembra de ter ocorrido tal conversa com o seu tio, mas que tal conversa poderia ter existido.. Não se lembra?!?Não é o mesmo José Sócrates da boa memória que está sempre a lembrar-se de tudo e mais alguma coisa no parlamento, a esbracejar com veemência e a propalar a sua verve, que alguém diz que é de bom parlamentar, bombardeando a oposição com factos e números, ganhando debate parlamentar atrás de debate parlamentar.. Mas enfim…No plano da ética,da minha e da de todos presumo, só este arranjo e este pedido do tio ao sobrinho, que não é padeiro ou médico, era Ministro do Ambiente responsável pela aprovação de um investimento de milhões, já é altamente reprovável. Para mim era suficiente.. Apesar de muitos acharem que o país precisa é deste PM, que veste Armani e Prada, e que fez um curso com a perna as costas sem estudar,e que nunca conseguiu muito bem explicar como sucedeu tudo isso,que assinou projectos de casa, que ele diz que eram dele, mas que os proprietários das próprias nunca viram pela frente, eu acho que é de gente séria que o país precisa. Este senhor, como muitos, pode ser muito sério agora, pode fazer jogging e ser saúdavel e ser um tipo às direitas, que faz muito pelo país. Mas para chegar aonde chegou fez muita coisa que não soube e não sabe explicar, mas que tem um nome: trampolinice. A somar a esse favor prestado (que já acresce a uma série de outras coisas mal explicadas) temos a negação inicial do Eng. JS. de qualquer envolvimento no caso Freeport, que se revela agora que era mentira.A gravidade, o peso da situação política aumenta. Para mim já era muito mais do que suficiente para se ir embora e deixar de aparecer durante uns tempos. Pela vergonha, é claro. Provando-se que o tal tio, ou sobrinho, tenham tirado algum benefício directo ou inderecto dessa reunião (reparem que não é necessário que tenha sido o Eng.JS), temos um escandalo a sério, temos crime!Mas para mim não é necessário o crime. Basta-me o restante. O favor e a mentira sobre a não interferência no caso Freeport.
Moral da História:Sócrates pode dizer que não sabia de nada, mas a inocência não pode ir tão longe quanto o bom senso.Ignoraria o Eng.JS. que o seu tio, era um promotor imobiliário em ascensão?Pensava, sabendo desse facto, que uma reunião de urgência arranjada por esse tio (e vamos assumir que foi só isso que se passou) ficaria de graça aos homens do freeport? Estamos diante não só da ética da república apregoada nos termos desse filósofo da troika socialista Pina Mouta, mas também, agora, diante da ética da inocência dos políticos. Legalidade + inocência = idoneidade.. Mas Sócrates mentiu (mais uma vez)e agora diz que não se lembra. Deve ser difícil lembrar-se de tanta coisa que terá feito ao longo da sua vida. Se não se lembra de uma coisa destas, recordar-se-á do quê?Não quero nem saber. Tudo isto basta-me..
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“O problema está nas razões k levaram a aprovar a alteração legislativa…” Meus caros, já pensaram que a alteração legislativa pode ter sido efectuada pelo simples motivo do Freeport ser um projecto gerenciador de muitos empregos?
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