Então e os centros de decisão nacionais?
Segundo o DN:
Um grupo de accionistas do Banco Comercial Português (BCP) está a tentar convencer o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) a comprar o conjunto das suas participações no banco, que perfaz actualmente cerca de 25% do capital.
Segundo o DN apurou, estes accionistas – onde se inclui a Teixeira Duarte, Joe Berardo, Manuel Fino, o Banco Privado Português (BPP), a Moniz da Maia, a Logoplaste, a Têxtil Manuel Gonçalves e João Pereira Coutinho – terão contraído empréstimos junto da banca portuguesa para comprar acções do BCP, nomeadamente durante a “guerra” para o controlo do banco em 2007.
Algumas das entidades acima referidas serão as mesmas que, em tempos, apelaram ao proteccionismo governamental em defesa dos sacrossantos centros de decisão nacionais.
Mudam-se os tempos, muda-se o fervor patriótico…

Somos um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas somos capazes de sacudir as moscas …’ Guerra Junqueiro escrito em 1886
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temos
“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonha, feixes de miséria, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia de um coice, pois que já nem com as orelhas é capaz de sacudir as moscas. […]”;
“Um clero português, desmoralizado e materialista, liberal e ateu, cujo Vaticano é o ministério do reino, e cujos bispos e abades não são mais que a tradução em eclesiástico do fura-vidas que governa o distrito ou do fura-vidas que administra o concelho […]”;
“Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavra, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo […]”;
“Um exército que importa em 6.000 contos, não valendo 60 réis […]”;
“Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo […]”;
“A Justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara a ponto de fazer dela um saca-rolhas”;
“Dois partidos monárquicos, sem ideias, sem planos, sem convicções […]”;
“Um partido republicano, quase circunscrito a Lisboa, avolumando ou diminuindo segundo os erros da monarquia, hoje aparentemente forte e numeroso, amanhã exaurido e letárgico […]”;
“Instrução miserável, marinha mercante nula, indústria infantil, agricultura rudimentar”,
“Um regime económico baseado na inscrição e no Brasil, perda de gente e de capital, autofagia colectiva, organismo vivendo e morrendo do parasitismo de si próprio”;
“Liberdade absoluta, neutralizada por uma desigualdade revoltante, o direito garantido virtualmente na lei, posto, de facto, à mercê dum compadrio de batoteiros, sendo vedado, ainda aos mais orgulhosos e mais fortes, abrir caminho nesta porcaria, sem recorrer à influência tirânica e degradante de qualquer dos bandos partidários”;
“Uma literatura iconoclasta, – meia dúzia de homens que, no verso e no romance, no panfleto e na história, haviam desmoronado a cambaleante cenografia azul e branca da burguesia de 52 […]”;
“E se a isto juntarmos um pessimismo canceroso e corrosivo, minando as almas, cristalizado já em fórmulas banais e populares […] teremos em sintético esboço a fisionomia da nacionalidade portuguesa no tempo da morte de D. Luís, cujo reinado de paz podre vem dia a dia supurando em gangrenamentos terciários.”
guerra junqueiro 1886
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os ex-ricos de portugal a pedir esmola
seria bom colocarem o nib para receberem depósitos acima de um centimo
PQP
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«entidades acima referidas»
Liberais puros.
Patriotas de ginjeira, que é isso de Pátria?
Guerra Junqueiro,ontem
agora Joaquim Aguiar: «já não há padres nem militares», no tempo de Sampaio.
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Ehhhhh!!!
Está tudo tótó
Pois
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Bom, nem tudo está perdido.
O Canadá afecta parte do seu PIB para ajudar outros povos.
Pessoalmente não me queixo,…, existe sempre lugar para mais um (que queira trabalhar), mesmo após a “guerra da palmeta”.
Mas aqui o ex. do BCP, BPP, BPN e Feeeport vai(ão) ter de ficar de fora pois as Comissões Gommeri nunca lhes irão dar descanso publicamente.
Mais 20 anos de socialismos vos espera. Por aqui, a malta vai cortando nas “remessas”, pois os mais novos serão aqui (o que quiserem seu) no seu futuro.
A
Rui
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Os centros de decisão nacionais já foram há muito tempo.Champalimaud.A seguir um “construtor” que depois de ir na procissão a Belém aproveitou a 1ª oportunidade e vendeu-se.
O que anda por aí de capital espanhol…
Para haver política “nacional” tem que haver quem a defenda.E com os meios adequados.Será que o SIS tem estofo para essa tarefa?E será de confiança?É que é tudo internacionalista…
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A leitura dos comentários – estes e a maioria que se lêem no “blog” – é difícil e revela uma tremenda confusão, senão ignorânca profunda.
É evidente que o PM, seja ele Sócrates, Pinócrates ou aldrabão, qualquer que seja o bando político a que pertença, deve estar acima da mais leve suspeita de corrupção.
Deveria demitir-se ou pôr o cargo à disposição do PR.
Espanta que o PR não actue. No entanto, haverá talvez uma razão para isso que é a de não ser este o momento oportuno para eleições pois o que interessa é aproveitar a situação para correr com os socialistas e a sua vigarice.
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As palavras de Sócrates a propósito da OPA do BCP sobre o BPI, a luta pelo poder no BCP e outras trapalhadas dos nossos “capitalistas” sem capital, de que era o mercado a funcionar, ficarão para o anedotário nacional. Agora estes “capitalistas” até chamam os espanhóis para virem cá comprar o BCP, porque não conseguem cumprir com a banca. Já se estava mesmo a ver que a consequência da luta pelo poder no BCP era o banco passar para os espanhóis. Uma cambada de endividados a brincar ao mercado só podia dar nisto. Num país a sério, estes cretinos íam à falência e havia uma vassourada neste pseudo elite financeira e económica. O pior é que não vem aí nenhum sangue novo. É um 1580 na “alta” finança…
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