Maravilhas da deontologia
11 Fevereiro, 2009
9 de Fevereiro de 2009: Grande violação das regras deontológicas. Mário Crespo revelou pressões e identificou o Ministro Silva Pereira.
10 de Fevereiro de 2009:Grande violação das regras deontológicas. Director do sol revelou que foi pressionado, mas não disse por quem. Devia dizer.
71 comentários
leave one →

Custa-me muito perceber os aplausos à crónica do M. Crespo.
É um texto fraco e pretensioso. Não passa de um conjunto de banalidades mal alinhavadas, arvoradas em consciência da nação. O exemplo que refere da alegada pressão do ministro, é duma vacuidade tremenda: segundo crespo o ministro telefonou-lhe a perguntar-lhe por onde ia começar a entrevista (um constrangimento terrível) e pediu-lhe que o tratasse na qualidade de ministro. Tudo coisas inaceitáveis, é bom de ver.
A verdade é que quando crespo tinha a obrigação de fazer o seu trabalho, revelou uma incompetência atroz, ficando para a história com a pergunta mais idiota da história do jornalismo (desportivo incluído): o tio era tio?
A crónica do JN é uma tentativa de emendar a mão, após uma entrevista desastrosa, na qual tinha à partida tudo na mão e se deixou cilindrar pelo pereira.
Já o saraiva é useiro e viseiro neste tipo de acusações sem nome. parece que esta gente faz de propósito para dar consistência ao argumento da campanha negra.
O que me espanta é a reacção pavloviana, de quando aparece um caramelo destes com frases ou artigos bombásticos, muita gente espumar de solidariedade, como se os ditos fossem virtuosos porta-vozes do descontentamento nacional.
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LOL! País de esquizofrénicos, o nosso.
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Miguel Dias
O problema não está na qualidade do artigo, mas em algumas críticas que lhe fizeram.
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Miguel Dias,
Acho interessante que o conjunto de factos enumerados por Cresto tenham agora estatuto de banalidades. é interessante porque a crítica de Crespo se dirige às tentativas de menorizar esses factos, que ninguém ainda foi capaz de desmentir. Ora, os tais factos são tudo menos questões menores e mostram a podridão a que chegou o regime.
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Já agora, o que é grave na acusação de saraiva é que ninguém a acha implausível, antes pelo contrário.
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5
Porque é o PS. Fosse o PSD ou o CDS e a história seria outra.
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O Mário Crespo foi deselegante nalgumas matérias. Não se lhe tira o mérito, apenas o m.o.!
http://oblogdemarte.blogspot.com/
Aconselho a leitura do código deontológico!
http://www.jornalistas.online.pt/noticia.asp?id=24&idselect=369&idCanal=369&p=368
Cumps.
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João Miranda
Alguns dos factos que o crespo refere não são banalidades- mas são apresentados como tal, prefixados com o vamos fazer de conta. Outros não são factos são acusações e outros são de facto banalidades (como o telefonema do ministro). Crespo mistura tudo isto e de forma pretensiosa apresenta-se como a consciência da nação. Isto irrita-me, porque qualquer pessoa que se queira manter imparcial, ao ler aquilo, não deixa de ficar com a sensação de que há ali uma agenda secreta incompatível com o estatuto de jornalista, ainda para mais de referência. A conclusão final então é de bradar aos céus.
Quanto ao saraiva, caso bem mais grave, não se trata de plausibilidade ou não, trata-se de ir não se ir até ao fim, de deixar uma acusação no ar e não concretizar. Já imaginou o director do Washington Post a fazer uma acusação destas e não lhe dar nomes. Não passa portanto de uma insinuação. Ora para o cidadão comum, o homem da rua como eu, o que constato é que os media em portugal, funcionam de insinuações, meias-verdade e meias-mentiras, embrulhadas no mesmo pacote que os factos e dão crédito às teorias de conspiração, às teses de campanhas negras com que os políticos se defendem.
A qualidade da democracia depende e de que maneira, da comunicação social. E a nossa infelizmente é fraca e rege-se segundo os mesmos códigos dos partidos.
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Miguel Dias
Mas quer comparar Portugal à América? Aqui, meio país comporta-se como lacaio do governo. O governo tem sempre razão e a imprensa participa em campanhas negras.. Se o Saraiva concretizasse, no dia seguinte seria processado e mais tarde provavelmente condenado.
Mas o pior é um partido ter poder para estrangular economicamente um jornal. Também acontece isso na América?
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miguel dias disse
“Alguns dos factos que o crespo refere não são banalidades- mas são apresentados como tal, prefixados com o vamos fazer de conta.”
Se não fossem banalidades teriam tido consequências sérias num País que, obviamente, se levasse a sério. O que não é nem foi o caso, logo banalidades.
Ou melhor, bananalidades no tal “País de bananas governado por sacanas”
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não percebo o racíocino. um supostamente é jornalista e o outro é arquitecto. será que têm as mesmas “regras deontológicas”? um diz-se “jornalista mandatado para retratar” e o outro faz de conta que é patrão, director, opinador, etc. será que pertencem ao seu sindicato (do joão miranda).
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9
LOL! Grande Doe, J! 😀
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-Ó mãe bateram-me.
-Quem foi?
-Não digo, diz o Saraiva.
-Ó mãe o Xico anda a xatear-me.
-O que é que ele te fez?
-Apalpou-me o rabo, diz o Crespo.
Assim vai a referência.
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a politica do ps é o tacho das ratazanas vorazes
portugal que se foda
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João Miranda,
Está escrito no texto de Crespo que os telefonemas foram para a prima e para o primo. Explicitamente. Também beste caso ninguém comenta. Mas depois de ouvir Pires de Lima e Eanes já se percebeu o que está a contecer em Portugal. As pessoas começaram a falar e têm muito para dizer.
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Se o Saraiva concretizasse, no dia seguinte seria processado e mais tarde provavelmente condenado.
Mas porquê?
Alguém pode ser condenado por dizer uma verdade e prová-la?
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Em #14 quis dizer para sobrinha e sobrinho.
(“Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões…”)
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O que Mário Crespo agora tem que fazer é defender-se da acusão de plágio quanto á última linda frase que parece ser de um poeta.
Não foi bonito.
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O problema é que só as banalidades interessam a gente banal.
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Licenciaturas banais.
150 mil empregos banais
divida externa banal
centrais de comunicaçao banais
pós-graduaçoes banais
nacionalizações banais
computadores realmente banais portugueses
OCDE´s banais
freeports banais mas legais
casas da câmara banais
tudo só trocadinhos
alguem me arranja dois coelhos?
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O Costa está-se cagando para o segredo de justiça, o careca ex-presidente da RTP chibou-se do processo casa Pia, ministros fazem pressão nos meios de comunicação social, SIS anda a espiar Juises do caso Freeport, mas tudo isto são invenções de quem não tem mais que fazer.
Isto parece a IURD. Por mais provas que se apresentem ninguem vai acreditar que são malandros.
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A PJ começa agora a investigar a banalidade das casas de campo de um tal Sócrates.
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“A crónica do JN é uma tentativa de emendar a mão, após uma entrevista desastrosa, na qual tinha à partida tudo na mão e se deixou cilindrar pelo pereira.”
Terá havido duas entrevistas e só vi uma?!
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À execepção daqueles que andam a comer na gamela socialista, muito eu os percebo, não conseguem ou/e não querem ver a substância do artigo dado à estampa. Os outros e sérios, só podem ver que tudo aquilo que é aí escrito, pelo menos, deve ser escrutinado.
Sucede que, face à realidade das nossas instituições competentes para o efeito, tenho muitas dúvidas que tal seja feito de forma isenta e imparcial.
Resta pedir ajuda às autoridades estrangeiras: salvem-nos desta gente andrajosa!!!
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Oh João, pensa realmente que se deva desmentir o que o Crespo alvitra? E desmentir o Saraiva, quando é incapaz de meter nomes em cima da mesa?
Chamo a isso jornalismo de cordel! Lamçam-se umas bojardas e logo se vê!
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As pessoas andam irritadiças, descobrem-se as carecas, os grupos arregimentam-se, sente-se o acumular de frustações e a violência como único escape, a incerteza avoluma-se, o futuro é incerto e os governantes tentam fugas para a frente, afinal quando somos um martelo, todos os problemas parecem pregos.
Adoro o cheiro de um colapso civilizacional pela manhã!
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“Já imaginou o director do Washington Post a fazer uma acusação destas e não lhe dar nomes?”
Essa é boa. Basta lembrar as mentiras que a Sarah Palin teve de aturar durante toda a campanha, mentiras que foram desmentidas logo a seguir ao fim da eleições. A comunicação social americana acabava com um político português em menos de uma semana. Exemplo fraco o seu.
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oh miranda você confunde batatas podres com peidos. cheira tudo mal, mas é diferente. deve ser saturação do ar que respira.
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««- Nature must, in the not far distant future, institute bankruptcy proceedings against industrial civilization, and perhaps against the standing crop of human flesh, just as nature had done many times to other detritus-consuming species following their exuberant expansion in response to the savings deposits their ecosystems had accumulated before they got the opportunity to begin the drawdown.»»
-William Catton, Overshoot
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ontém à noite na sic-n o crespo entrevistou o novo embaixador dos judeus e vai de insinuar intimidades com homem e facilidades profissionais concedidas quando e tipo estava em espanha. se calhar o judeu não fez nada mais do que devia, mas o crespo tinha de por a boca no trombone para que constasse. se não é falta de deontologia é pelo menos falta de educação.
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eu ficaria crespo se tivesse de ser entrevistado por tamanha aventesma!
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Eu apenas pesno que alguns jornalistas deviam fazer um teste de QI.
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O problema de algum jornalistas não é terem opinião, dizerem aquilo que pensam, debater pontos de vista. Para mim o problema está é que além disso querem convencer toda a gente e impingir o que pensam a toda a gente e usarem os media onde são donos, como se fossem políticos em campanha.
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Gostava de perguntar ao sr. Miguel Dias qual é a sua cor política?
Gostava de saber se o sr. Miguel Dias teria um discurso igual se o artigo do Mário Crespo referisse factos sobtre militantes do PSD, do CDS ou do BE?
Será que os portugueses têm que ouvir e calar sobre todas as irregularidades que afectam o lider do governo, como se ele estivesse protegido contra tudo e todos?
De facto, estamos a precisar de um segundo 25 de Abril. Estamos a atingir o limite do suportável. Era suposto o exemplo ser dado por toda esta gente, sem escrúpulos nem vergonha, a quem tudo é permitido e desculpado como se nada se passasse.
Tenho vergonha destes governantes, deveriam ser responsabilizados e bem responsabilizados pela maneira como tratam do nosso património, do nosso património.
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«Grande violação das regras deontológicas. Director do sol revelou que foi pressionado, mas não disse por quem. Devia dizer»
A ideia é mesmo essa. É pôr os cidadãos a conjecturar por via dos vários meios de comunicação, incluindo a blogosfera.
Devia pensar-se se a política da conspiração é a melhor forma de fazer chegar alguém ao governo que não está minimamente preparado para o efeito e que, ainda por cima, está em contra ciclo com as directivas de “combate” à crise, europeias e transatlânticas, provenientes dos centros de decisão económicos em que se pretende estejamos inseridos ou em consonância.
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No pântano de odor nauseabundo, em que se tornou o país, Crespo é um bálsamo aromático.
Saraiva terá, decerto, razões de peso para não dizer nomes (?)
O “Sol” está a exercer o dever de informar (…)
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http://www.soucontraacorrente.blogspot.com/2009/02/casas-de-socrates-na-judiciaria.html
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7. Miguel Dias
«o que constato é que os media em portugal, funcionam de insinuações, meias-verdade e meias-mentiras, embrulhadas no mesmo pacote que os factos e dão crédito às teorias de conspiração, às teses de campanhas negras com que os políticos se defendem.
A qualidade da democracia depende e de que maneira, da comunicação social. E a nossa infelizmente é fraca e rege-se segundo os mesmos códigos dos partidos»
Ainda assim, há quem pense o contrário e faça correr rios de tinta com as visões redutoras de “máximas históricas” de quem defende teses do tipo “se o tio é tio”.
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#31
“Gostava de perguntar ao sr. Miguel Dias qual é a sua cor política?”
Laranja.
“Gostava de saber se o sr. Miguel Dias teria um discurso igual se o artigo do Mário Crespo referisse factos sobtre militantes do PSD, do CDS ou do BE?”
Sim.
“Será que os portugueses têm que ouvir e calar sobre todas as irregularidades que afectam o lider do governo, como se ele estivesse protegido contra tudo e todos?”
Não. Mas os portugueses como o mário crespo, jornalistas de referência, têm obrigação de ser objectivos se quiserem ser credíveis. E os como o saraiva, tem de ser consequentes.
Já basta a demagogia dos políticos.
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No primeiro caso temos uma tentativa de fazer passar por pressão aquilo que manifestamente não é uma pressão. No segundo caso estamos perante uma pressão real, mas por algum motivo a vítima entende dever proteger quem a pressionou (síndrome de Estocolomo?). Try again.
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2007-03-18 – 00:00:00
Entrevista: Marques Mendes
Jornalista : Jorge Paula
CM
Marques Mendes, líder do PSD, acusa o primeiro-ministro de ter um projecto de poder pessoal perigoso para a democracia. Irónico, diz que o País só está melhor do que o Burundi e afirma que o aeroporto da Ota pode ser o pântano de Sócrates.
Correio da Manhã – Gosta do estilo de José Sócrates?
Marques Mendes – Não vou comentar estilos. O que acho é que a atitude que o primeiro-ministro tem utilizado é errada. Essencialmente porque tem a preocupação de atirar portugueses contra portugueses. É uma atitude política errada. É um pretexto, a alegada existência de privilégios de todas estas classes, como se de repente se tivesse descoberto que o País é formado por privilegiados. E sobretudo tem um objectivo muito mau: explorar o sentimento da inveja nacional.
– Da inveja?
– Da inveja nacional. No momento em que ataca um sector está a colocar na prática portugueses contra portugueses. Um segundo aspecto negativo na sua atitude é a tentação que se nota de um controlo enorme do poder. Eu alertei em Dezembro para o facto de o primeiro-ministro parecer ter um projecto pessoal de controlo de poder, de acumulação de poder.
– O tempo deu-lhe razão?
– Três meses depois já perceberam que não era um ponto de vista partidário, mas sim a constatação de uma realidade.
– Está a referir-se ao recente anúncio de concentração de poderes policiais?
– É o último exemplo e dos mais perigosos, mas não é o único.
– Quais são os outros? A Comunicação Social?
– Há uma preocupação enorme de controlo na Comunicação Social, nos centros de decisão económica, na Justiça, na investigação criminal e mais recentemente nas polícias. Já não é uma questão partidária. Tem a ver com a qualidade da nossa democracia. Isto não é autoridade. É abuso de poder. É confundir maioria absoluta com poder absoluto.
– A Comunicação Social está a ser objecto de diversas medidas polémicas. O que é que vai fazer?
– Neste domínio da Comunicação Social há uma preocupação crescente de controlo, um controlo cada vez mais apertado. Nesta matéria todos os partidos têm pecados. Mas os Governos anteriores, de todos os partidos, em comparação com este, são uns meninos de coro.
– Também teve a tutela da Comunicação Social.
– Todos os Governos têm essa tentação. Estou a reconhecer isso. Agora, repito, em comparação com o que se está a passar, são todos meninos de coro.
– E Sócrates não é um menino de coro.
– Não. Acho que não é tanto um projecto partidário. É muito pessoal. É o poder em sectores nucleares na mão de uma pessoa só. E em democracia isto não pode acontecer. A democracia é o regime do equilíbrio de poderes.
– O que é que o PSD pode fazer para contrariar esse projecto pessoal?
– É o que temos feito. Denunciar a situação.
– Mas se a situação é tão grave não pensa alertar o Presidente da República?
– Cada coisa a seu tempo.
– Está a renascer o Estado policial? É perigoso para a democracia?
– É perigoso e afecta a qualidade da democracia. Eu alertei em Dezembro para esta situação e agora vastos sectores, que não têm nada a ver com o PSD, dão-me razão. Está em curso este projecto de poder pessoal. A denúncia que fizemos está a seguir o seu curso e acho que a força da opinião pública é o instrumento essencial para que o Governo recue em intenções que não são boas para a democracia.
(…)
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Obrigado, Miguel Dias. De vez em quando, mesmo o óbvio necessita de ser sublinhado.
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8. LPedro Machado
«Se o Saraiva concretizasse…»
O Saraiva não pode concretizar porque, pura e simplesmente essa pressão não existiu.
Ele poderia ter aberto um pouco mais o véu sobre a pessoa em causa, sem propriamente mencionar o seu nome. Mas não, generaliza. Salvo erro refere que é alguém ligado ao circulo de amizades do PM que, presumo, deva ser bastante vasto e até, de certo modo, indiferenciado, se tivermos em conta a posição que este último ocupa e os locais de eleição onde sempre poisam as moscas.
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Miranda, tens sérios problemas com o conceito de deontologia. No caso do Crespo, a violação será sempre referente a um conjunto de práticas tacitamente aceites, na falta de um documento passível de consulta pelos profissionais em causa e pelo público. Assim, não é habitual ver jornalistas a revelar informações relativas aos bastidores da sua actividade profissional, por razões que são óbvias. É por isso que não consegues sequer apontar onde esteja a suposta pressão no que Crespo revelou dos telefonemas do Ministro, os quais parecem conformes a uma prática normal, lícita, bondosa, onde a proximidade aos políticos é igualmente explorada pelos jornalistas pelas mais desvairadas razões e motivações. Mas o episódio fica como clara violação deontológica, e verdadeira obscenidade ética, porque Crespo utiliza o seu estatuto de jornalista (razão de ser do contacto do político) para emitir opinião caluniosa.
Quanto ao Saraiva, a tua posição é hilariante. Então, quando se é alvo de chantagem, para mais com a agravante da proximidade ao Primeiro-Ministro por parte do chantagista e por se tratar de uma questão de liberdade de expressão numa temática tão importante, ocorre a alguém falar em deontologia?! Esse é um caso de polícia, de ilegalidade, de justiça e de cidadania. Aproveitar o facto (se factual o for) para fazer mais uma insinuação, é marca d’água dos canalhas.
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Este texto foi publicado pelo jornalista Joaquim Vieira na «Grande Reportagem» entre 3 de
Setembro e 1 de Outubro de 2005. Curiosamente, duas semanas depois, o jornalista foi
demitido e, um mês depois, a histórica revista terminou a sua publicação. Até hoje.
O POLVO,
po Joaquim Vieira
«Além da brigada do reumático que é agora a sua comissão, outra faceta distingue esta
candidatura de Mário Soares a Belém das anteriores: surge após a edição de Contos
Proibidos – Memórias de Um PS Desconhecido, do seu ex-companheiro de partido Rui Mateus.
O livro, que noutra democracia europeia daria escândalo e inquérito judicial, veio a
público nos últimos meses do segundo mandato presidencial de Soares e foi ignorado pelos
poderes da República. Em síntese, que diz Mateus? Que, após ganhar as primeiras
presidenciais, em 1986, Soares fundou com alguns amigos políticos um grupo empresarial
destinado a usar os fundos financeiros remanescentes da campanha. Que a esse grupo
competia canalizar apoios monetários antes dirigidos ao PS, tanto mais que Soares
detestava quem lhe sucedeu no partido, Vítor Constâncio (um anti-soarista), e procurava
uma dócil alternativa a essa liderança. Que um dos objectivos da recolha de dinheiros era
financiar a reeleição de Soares. Que, não podendo presidir ao grupo por razões óbvias,
Soares colocou os amigos como testas-de-ferro, embora reunisse amiúde com eles para
orientar a estratégia das empresas, tanto em Belém como nas suas residências
particulares. Que, no exercício do seu «magistério de influência» (palavras suas, noutro
contexto), convocou alguns magnatas internacionais – Rupert Murdoch, Silvio Berlusconi,
Robert Maxwell e Stanley Ho – para o visitarem na Presidência da República e se
associarem ao grupo, a troco de avultadas quantias que pagariam para facilitação dos seus
investimentos em Portugal. Note-se que o «Presidente de todos os portugueses» não
convidou os empresários a investir na economia nacional, mas apenas no seu grupo, apesar
de os contribuintes suportarem despesas da estada. Que moral tem um país para criticar
Avelino Ferreira Torres, Isaltino Morais, Valentim Loureiro ou Fátima Felgueiras se acha
normal uma candidatura presidencial manchada por estas revelações? E que foi feito dos
negócios do Presidente Soares? Pela relevância do tema, ficará para próximo
desenvolvimento.
A rede de negócios que Soares dirigiu enquanto Presidente foi sedeada na empresa Emaudio,
agrupando um núcleo de próximos seus, dos quais António Almeida Santos, eterna ponte
entre política e vida económica, Carlos Melancia, seu ex-ministro, e o próprio filho,
João.
A figura central era Rui Mateus, que detinha 60 mil acções da Fundação de Relações
Internacionais (subtraída por Soares à influência do PS após abandonar a sua liderança),
as quais eram do Presidente mas de que fizera o outro fiel depositário na sua permanência
em Belém – relata Mateus em Contos Proibidos.
Soares controlaria assim a Emaudio pelo seu principal testa-de-ferro no grupo empresarial.
Diz Mateus que o Presidente queria investir nos média: daí o convite inicial para Sílvio
Berlusconi (o grande senhor da TV italiana, mas ainda longe de conquistar o governo)
visitar Belém.
Acordou-se a sua entrada com 40% numa empresa em que o grupo de Soares reteria o resto,
mas tudo se gorou por divergências no investimento.
Soares tentou então a sorte com Rupert Murdoch, que chegou a Lisboa munido de um
memorando interno sobre a associação a “amigos íntimos e apoiantes do Presidente Soares”,
com vista a “garantir o controlo de interesses nos média favoráveis ao Presidente Soares
e, assumimos, apoiar a sua reeleição”.
Interpôs-se porém outro magnata, Robert Maxwell, arqui-rival de Murdoch, que invocou em
Belém credenciais socialistas.
Soares daria ordem para se fazer o negócio com este.
O empresário inglês passou a enviar à Emaudio 30 mil euros mensais.
Apesar de os projectos tardarem, a equipa de Soares garantira o seu “mensalão”.
Só há quatro anos foi criminalizado o tráfico de influências em Portugal, com a adesão à
Convenção Penal Europeia contra a Corrupção.
Mas a ética política é um valor permanente, e as suas violações não prescrevem.
Daí a actualidade destes factos, com a recandidatura de Soares.
O então Presidente ficaria aliás nervoso com a entrada em cena das autoridades judiciais
– episódio a merecer análise própria.
A empresa Emaudio, dirigida na sombra pelo Presidente Soares, arrancou pouco após a sua
eleição e, segundo Rui Mateus em Contos Proibidos, contava “com muitas dezenas de
milhares de contos “oferecidos” por (Robert) Maxwell (…), consideráveis valores oriundos
do “ex-MASP” e uma importante contribuição de uma empresa próxima de Almeida Santos.”
Ao nomear governador de Macau um homem da Emaudio, Carlos Melancia, Soares permite juntar
no território administração pública e negócios privados.
Acena-se a Maxwell a entrega da estação pública de TV local, com a promessa de fabulosas
receitas publicitárias.
Mas, face a dificuldades técnicas, o inglês, tido por Mateus como “um dos grandes
vigaristas internacionais”, recua.
O esquema vem a público, e Soares acusa os gestores da Emaudio de lhe causarem perda de
popularidade, anuncia-lhes alterações ao projecto e exige a Mateus as acções de que é
depositário e permitem controlar a empresa.
O testa-de-ferro, fiel soarista, será cilindrado – tal como há semanas sucedeu noutro
contexto a Manuel Alegre.
Mas antes resiste, recusando devolver as acções e esperando a reformulação do negócio.
E, quando uma empresa reclama por não ter contrapartida dos 50 mil contos (250 mil euros)
pagos para obter um contrato na construção do novo aeroporto de Macau, Mateus propõe o
envio do fax a Melancia exigindo a devolução da verba.
O Governador cala-se.
Almeida Santos leva a mensagem a Soares, que também se cala.
Então Mateus dá o documento a ‘O Independente’, daqui nascendo o “escândalo do fax de
Macau”.
Em plena visita de Estado a Marrocos, ao saber que o Ministério Público está a revistar a
sede da Emaudio, o Presidente envia de urgência a Lisboa Almeida Santos (membro da sua
comitiva) para minimizar os estragos.
Mas o processo é inevitável.
Se Melancia acaba absolvido, Mateus e colegas são condenados como corruptores.
Uma das revelações mais curiosas do seu livro é que o suborno (sob o eufemismo de “dádiva
pública”) não se destinou de facto a Melancia mas “à Emaudio ou a quem o Presidente da
República decidisse”.
Quem afinal devia ser réu?
Os factos nem parecem muito difíceis de confirmar, ou desmentir, e no entanto é mais
fácil – mais confortável – ignorá-los, não se confia na justiça ou porque não se acredita
que funcione em tempo útil, ou por que se tem medo que funcione, em vida, e as dúvidas,
os boatos, os rumores, a ‘fama’ persistem.
E é assim, passo a passo, que lentamente se vai destruíndo de vez a confiança dos
portugueses nas instituições.
Por incúria, por medo, por desleixo, até por arrogância, porventura de fantasmas e até…
da própria sombra.
Ao investigar o caso de corrupção na base do “fax de Macau”, o Ministério Público
entreviu a dimensão da rede dos negócios então dirigidos pelo Presidente Soares desde
Belém. A investigação foi encabeçada por António Rodrigues Maximiano, Procurador-geral
adjunto da República, que a dada altura se confrontou com a eventualidade de inquirir o
próprio Soares.
Questão demasiado sensível, que Maximiano colocou ao então Procurador-geral da República,
Narciso da Cunha Rodrigues. Dar esse passo era abrir a Caixa de Pandora, implicando uma
investigação ao financiamento dos partidos políticos, não só do PS mas também do PSD – há
quase uma década repartindo os governos entre si. A previsão era catastrófica: operação
“mãos limpas” à italiana, colapso do regime, república dos Juízes.
Cunha Rodrigues, envolvido em conciliábulos com Soares em Belém, optou pela versão
mínima: deixar de fora o Presidente e limitar o caso a apurar se o Governador de Macau,
Carlos Melancia, recebera um suborno de 250 mil euros.
Entretanto, já Robert Maxwel abandonara a parceria com o grupo empresarial de Soares,
explicando a decisão em carta ao próprio Presidente. Mas logo a seguir surge Stanley Ho a
querer associar-se ao grupo soarista, intenção que segundo relata Rui Mateus em Contos
Proibidos, o magnata dos casinos de Macau lhe comunica “após consulta ao Presidente da
República, que ele sintomaticamente apelida de boss.
Só que Mateus cai em desgraça, e Ho negociará o seu apoio com o próprio Soares, durante
uma “presidência aberta” que este efectua na Guarda. Acrescenta Mateus no livro que o
grupo de Soares queria ligar-se a Ho e à Interfina (uma empresa portuguesa arregimentada
por Almeida Santos) no gigantesco projecto de assoreamento e desenvolvimento urbanístico
da baía da Praia Grande, em Macau, lançado ainda por Melancia, e onde estavam “previstos
lucros de milhões de contos”.
Com estas operações, esclarece ainda Mateus, o Presidente fortalecia uma nova
instituição: a Fundação Mário Soares. Inverosímil? Nada foi desmentido pelos envolvidos,
nem nunca será.
As revelações de Rui Mateus sobre os negócios do Presidente Soares, em Contos Proibidos,
tiveram impacto político nulo e nenhuns efeitos. Em vez de investigar práticas porventura
ilícitas de um Chefe de Estado, os jornalistas preferiram crucificar o autor pela
“traição” a Soares (uma tese académica elaborada por Estrela Serrano, ex-assessora de
imprensa em Belém, revelou as estratégias de sedução do Presidente sobre uma comunicação
social que sempre o tratou com indulgência.)
Da parte dos soaristas, imperou a lei do silêncio: comentar o tema era dar o flanco a uma
fragilidade imprevisível. Quando o livro saiu, a RTP procurou um dos visados para um
frente-a-frente com Mateus – todos recusaram. A omertá mantém-se: o desejo dos apoiantes
de Soares é varrer para debaixo do tapete esta história (i)moral da III República, e o
próprio, se interrogado sobre o assunto, dirá que não fala sobre minudências, mas sobre
os grandes problemas da Nação.
Com a questão esquecida, Soares terminou em glória uma histórica carreira política, mas o
anúncio da sua recandidatura veio acordar velhos fantasmas. O mandatário, Vasco Vieira de
Almeida, foi o autor do acordo entre a Emaudio e Robert Maxwell. Na cerimónia do Altis,
viram-se figuras centrais dos negócios soaristas, como Almeida Santos ou Ílidio Pinho,
que o Presidente fizera aliar a Maxwell. Dos notáveis próximos da candidatura do “pai da
pátria”, há também homens da administração de Macau sob a tutela de Soares, como António
Vitorino e Jorge Coelho, actuais eminências pardas do PS, ou Carlos Monjardino,
conselheiro para a gestão dos fundos soaristas e presidente de uma fundação formada com
os dinheiros de Stanley Ho.
Outros ex-“macaenses” influentes são o ministro da Justiça Alberto Costa, que, como
director do Gabinete da Justiça do território, interveio para minorar os estragos entre o
soarismo e a Emaudio, ou o presidente da CGD por nomeação de Sócrates, que o Governador
Melancia pôs à frente das obras do aeroporto de Macau.
Será o Polvo apenas uma teoria de conspiração?
E depois, Macau, sempre Macau.»
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27. Anónimo
Exemplo de jornalismo de excelência.
O convidado, amigo do correspondente da Sic no Médio Oriente, traz para o écran a parcialidade da informação em estado puro sobre as eleições em Israel.
Hoje, a Sic vai presentear-nos com um documentário sobre o Hamas, assinado por já se sabe quem.
Estou curiosa…
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Caro Anónimo 42:
Minudências, pá!!!
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http://www.vaderetro-hurtiga.blogspot.com/2009/02/cheira-esgoto.html
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Desculpe-me corrigi-lo João Dias…
Banalidades…..pá!!!!
isto quando a CS insiste na denúncia dos “gajos de direita” nas centrais de comunicação, herdades e sobreiros,Siresp etc etc…estão a prestar serviço publico de moralização da sociedade portuguesa.
Caso se trate de macaus, faxes freeports e pressões além de banalidades são quebra de regras deontológicas.
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João Miranda,
Eles matam-se:
http://oinsurgente.org/2009/02/09/socrates-em-juizo-de-auto-critica/
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“Ora, os tais factos são tudo menos questões menores e mostram a podridão a que chegou o regime.”
Não há dúvida alguma que em relação a padrões de transparência e brio, este governo deixa muito a desejar e vai habituando assim o povo a estes níveis baixos de democracia e profissionalismo.
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Caro OLP,
inté arrepia…
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http://www.profblog.org/2009/02/oferta-do-livro-verdadeira-historia-do.html
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Mas o senhor elimina os meus comentários porquê?
Não lhe fica bem, nem prestigia o blog.
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Adoro o cheiro de um colapso civilizacional pela manhã!
LOL
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42. Anónimo
Eu nunca “alinhei” com o Dr. Mário Soares porque sempre achei que ele apresentava todas as características que apontavam para um certo espírito doutrinário conotado com o nacional-socialismo.
Aquela sua faceta de bom samaritano, homem ligado às artes, às questões humanitárias etc., só engana os que dele já receberam favores quer directa ou indirectamente. Recordo-me da sua inexistente preocupação perante factos concretos ligados à vivência precária de cidadãos portugueses, à sua linha de pensamento económico quando tece considerações como as que “há vida para além do défice” que acaba por justificar as presidências despesistas que protagonizou.
Agora parece-me que perante os factos aqui relatados, JS não passa de um menino de coro…
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É incrível como é que as pessoas acreditam em tudo. Lá vem outra vez o livro de Mateus antes das eleições. Impressionante.
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E o mais impressionante é que alguns se intitulam professores e a falar da teoria de conspiração dos bildemberg. É algo que desafia a minha capacidade de entender o mundo… lol
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38. Anónima
«Está em curso este projecto de poder pessoal. A denúncia que fizemos está a seguir o seu curso e acho que a força da opinião pública é o instrumento essencial para que o Governo recue em intenções que não são boas para a democracia»
Mas afinal, o PSD que sempre ansiou pela eleição de um presidente da sua cor política, agora que conseguiu, é caso para perguntar o que é que o actual Presidente da República lá está a fazer?! Será que se divorciou de MM, dos habitualmente designados de «cavaquistas» e se “juntou” à mais ignara manifestação de poder alternativo, através de um segundo “casamento”?!
O que eu penso é que por mais que MM se coloque em bicos de pés, nunca vai conseguir chamar a atenção de Cavaco Silva, pelas fragilidades que ele próprio deixou transparecer enquanto líder do PSD.
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“É incrível como é que as pessoas acreditam em tudo. Lá vem outra vez o livro de Mateus antes das eleições.”
O conteúdo do livro é totalmente falso, concordo.
Verdade é a cabala.
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A propósito de cabalas, urdiduras, conspirações e campanhas negras, ofereço um exemplar do livro «O Polvo Negro» a quem adivinhar a resposta a uma questão muito simples que se pode ver [aqui].
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Mário Crespo foi feliz ao conseguir agregar num único texto um sem fim de questões que, por variadíssimas razões, não foram ainda devidamente esclarecidas para o comum dos mortais, seja pela sua natureza, complexidade ou mesmo porque simplesmente não tem resposta porque partem de falsas premissas. Contudo, há uma delas que me desperta especial interesse, a pretensa conversa telefónica do ministro (cargo referido minusculamente pelo autor) da Presidência Pedro Silva Pereira. Ora vejamos, assumindo que os factos são fiáveis, vou ser atrevidote e pedir emprestado o estilo de Mário Crespo para dizer o seguinte:
Façamos de conta que Silva Pereira foi sempre um entrevistado fácil e complacente com Mário Crespo e que a entrevista sobre o Freeport lhe correu de feição. Façamos de conta que o teor das conversas no âmbito do exercício do jornalismo não são tendencialmente confidenciais e que não é normal que um Ministro queira ser tratado sem confianças pessoais. Façamos de conta que Mário Crespo divulgou o teor do telefonema com Ministro logo no inicio da entrevista, enfim, façamos de conta que Mário Crespo acredita em tudo aquilo que escreve nesta peça e façamos de conta de que ele não desejaria que todas as “suspeitas” que pairam sobre este Governo fossem confirmadas, de preferência num qualquer canal da concorrência pelas 9:00PM.
http://planetaspolitik.blogspot.com/2009/02/mario-de-nostradamus-crespo.html
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Brincar ao “faz de conta” é no Jardim-Escola.
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Estranho que ninguem comente o artigo de Pedro Santana Lopes no último SOL. Há a denuncia de um comportamento reprovável de um jornalista de uma televisão. Será que ninguem lê PSL?
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Para quem não leu o artigo (julgo que a maioria) transcrevo-o do blog de PSL no SOL:
Um sonho
Numa noite destas tive um sonho. Sonhei que um responsável de uma estação de televisão convidara, na época de Natal, colegas de outros órgãos de comunicação social para falar do ano eleitoral que se aproximava. E naquilo que parecia ser um repasto ligeiro e folgazão, eis que, de repente, esse jornalista põe à reflexão geral o que a imprensa devia fazer para evitar a chocante possibilidade de vitória de um candidato sobre quem – dizia – «todos» tinham realçado durante anos os evidentes defeitos.
Alertava, então, para a necessidade de todos trabalharem no sentido de se tornar evidente que seria ilógico seria essa vitória acontecer. Até porque poderia deixar «a todos» mal vistos, dadas as opiniões que antes tinham manifestado. O sonho continuou – e percebeu-se que a proposta não teve aceitação unânime e que a oposição veio de sectores importantes. O repasto prosseguiu. E, como diz o fado, perante a admiração geral descobriu-se o embuçado. Não era, nem pouco mais ou menos, El-Rei de Portugal.
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Profundo, Jorge.
Já deve ter percebido porque é que muitos o ouvem e ninguém o lê!…
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ora porra. era o D. Duarte.
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João Miranda:
Há uns 3 ou 4 anos, o JAS escreveu um bom artigo no Expresso, sob o título “O Fim do Regime”, tecendo os necessários considerandos e comparando a 3ª república com o que se passa em Espanha. Quando no fim do dito artigo de opinião se previa a conclusão lógica, deixou tudo em aberto. parece que já é habitual. Não espere por notícias bombásticas…
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Já agora, para o anónimo das 6.25 pm.
Hoje a RTP África passou uma excelente entrevista de D. Duarte, onde com desenvoltura, falou daquilo que verdadeiramente interessa, no que respeita ao relacionamento de Portugal com os PALOP. É uma pena não poder passar na RTP1. Existe uma tal propaganda e má vontade que se torna quase ridículo acreditar na imparcialidade dos órgãos de comunicação social.
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É impressão minha, ou isto
«Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas.» [Mário Crespo, Jornal de Notícias.]
está a pedir aspas? Caso contrário, torna-se um plágio disto:
«[…]
Mas dancemos; dancemos
Já que temos
A valsa começada
E o Nada
Deve acabar-se também,
Como todas as coisas.
[…]»
Reinaldo Ferreira 1922-1959 / Eu, Rosie, eu se falasse, eu dir-te-ia
Não resisti “roubar” isto ao Da Literatura
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Mas o seminarista Silva Perreira tentou pressionar um jornalista? ai o cara de santo faz dessas malandrices fascistas? Como pode a consciencia de Soctrates fazer tal
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