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O Futuro

25 Fevereiro, 2009

Não é fácil saber como vai ser o futuro, mas é fácil saber como o futuro não vai ser. Basta olhar para a lista de sectores candidatos aos apoios do Estado (bailouts e subsídios): indústria automóvel, sistema financeiro, energias renováveis, construção civil, componentes electrónicos, comunicação social. Estes são os sectores em que é necessário desinvestir (indústria automóvel, sistema financeiro, construção civil, componentes electrónicos, comunicação social) ou que não são viáveis nos modelos e com as tecnologias actuais (energias alternativas). Se o Estado tem que financiar é porque não tem futuro.

48 comentários leave one →
  1. give-me five's avatar
    give-me five permalink
    25 Fevereiro, 2009 18:12

    Pois é !!
    Esta vida é uma sodaa…!!
    Lá dizia o Fócrates !!

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  2. Desconhecida's avatar
    O puto novo no bairro permalink
    25 Fevereiro, 2009 18:15

    Ou : a velhice do socialismo eterno. De facto o que este governo que grita modernizar não tem é mesmo modernidade nenhuma.
    As suas propostas são de facto retrógradas: mais estradas, mais automóveis, mais crédito. Tem a face do mais velho e banal do passado século.

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  3. contribuinte albardado de falsa cidadania's avatar
    contribuinte albardado de falsa cidadania permalink
    25 Fevereiro, 2009 18:28

    Vejam lá se o Costa um anti-colonialista dos 4 costados não nos invadiu até com ex-guerrilheiros…

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  4. Desconhecida's avatar
    25 Fevereiro, 2009 18:41

    «««mais automóveis, mais crédito. Tem a face do mais velho e banal do passado século«««

    So contaram para você

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  5. fado alexandrino's avatar
    25 Fevereiro, 2009 18:41

    Pois é.
    Por exemplo uma coisa que não tem futuro nenhum são os caminhos de ferro.
    O Estado tem que construir as linhas e toda a infra estrutura, por vezes até tem que operar as mesmas, não se compreende que digam que são o transporte do futuro.
    Vamos lá inventar o ir a pé.

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  6. Desconhecida's avatar
    25 Fevereiro, 2009 18:46

    Toda a industria automovel esta numa recessão nunca visto, umas marcas desaparecem, caso da SAAB, outras, num mês, trabalham 15 dias, outras nem isso, e chega aqui um maduro que as vendas esta a bater record – será que ele vive num mundo igual ao meu?

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  7. Piscoiso's avatar
    25 Fevereiro, 2009 18:48

    João Miranda possuído por Cassandra.

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  8. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    25 Fevereiro, 2009 18:53

    ««Por exemplo uma coisa que não tem futuro nenhum são os caminhos de ferro.»»

    Exacto. Sobretudo se estivermos a falar do TGV. Será um elefante branco.

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  9. Desconhecida's avatar
    25 Fevereiro, 2009 19:00

    O futuro do TGV? tens de perguntar ao PSD, eles há meia duzia de anos diziam 6 linhas de TGV era aconselhavel . O PSD de Aveiro queria um TGV de Aveiro a Salamanca.

    esta assinado acordos pelo que me pirou para Bruxelas.

    Por mim, sou apologista que o melhor tranporte é o Burro (ou Burra, se forem espanholas ainda melhor).

    Bem sei, que crise do mundo é, exclusivamente, do Socrates, não é?

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  10. Desconhecida's avatar
    Zenóbio permalink
    25 Fevereiro, 2009 19:02

    Nada melhor para animar o ambiente, que o velho e bom petróleo. Afinal, o João Miranda sempre teve razão. É um visionário.

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  11. Desconhecida's avatar
    25 Fevereiro, 2009 19:09

    Do aeroporto de Barcelona sai, de em 15m em 15m, sai um avião para Madrid e vice versa – Porque um TGV para a Catalunhia e vice versa?

    Porque, um Auto estrada que Liga Malaga a Sevilha, por cima de uma cordilheira de Serras, se tem varios vias rapidas e auto estradas que fazem um mesmo efeito

    Pergunta ao Espanhol o porque, como eu perguntei, tens a resposta.

    Não há duvida penssamos em ponto pequeno

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  12. Desconhecida's avatar
    25 Fevereiro, 2009 19:11

    Bom, este argumento do post, exposto assim, pede pancada. Percebe-se a ideia de fundo: se há empresas pouco competitivas, então os investidores deviam levar o seu dinheiro para outras empresas, ou mesmo outras indústrias, e um bom indicador de quais serão esses casos pode ser o grau de pedinchice ao Estado. O que não quer dizer que não haja empresas muito boas dentro de indústrias em desgraça – a BMW e a Mercedes estão a sofrer, mas as empresas alemãs da indústria automóvel estão bem melhor que as congéneres americanas. Por outro lado, não podemos sofrer de “short-termism”. Se houver bolsos fundos, sobretudo de investidores que analisem os economics e não apenas os saltos bolsistas, há empresas que parecem falidas e vale a pena salvar. O Barclays ou Warren Buffet estão a investir no meio da crise.

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  13. Carlos Santos's avatar
    25 Fevereiro, 2009 19:23

    Caro João Miranda,

    O risco final de Bailout está na Europa. Pode implodir a UEM. Ou acabar com o Euro. Peço-lhe que me diga o que pensa. Convido-o a:
    http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/02/europa-de-leste-reforco-da-uniao-ou.html

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  14. fado alexandrino's avatar
    25 Fevereiro, 2009 19:36

    Porque um TGV para a Catalunhia e vice versa?

    Eu sei que o senhor sabe a resposta, mas dou aqui algumas pistas.
    Primeiro porque sai do centro de uma cidade para o centro de outra.
    Segundo porque é mais cómodo.
    Terceiro porque o acréscimo de tempo pode ser usado para trabalhar comodamente.
    Quarto porque tem clientes.
    Podíamos ir adiantando mas a melhor resposta é verificar a taxa de utilização.

    Nota: A ponte aérea Barcelona-Madrid é considerada estatisticamente como aquela com maior frequência no mundo.

    Nota: o TGV Lisboa-Madrid será rentável quando Lisboa for igual a duas Barcelonas.

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  15. -pirata-vermelho-'s avatar
    -pirata-vermelho- permalink
    25 Fevereiro, 2009 19:57

    Calma… trata-se apenas de transferência de valores do sector público para o sector privado. Riqueza é outra coisa e a viabilidade não é pr’aqui chamada.

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  16. contribuinte albardado de falsa cidadania's avatar
    contribuinte albardado de falsa cidadania permalink
    25 Fevereiro, 2009 19:57

    Já vi que apesar do futuro negro não se deve falar de africanização.Senão post apagado…
    Vá lá empenhem-se , trabalhem que qualquer dia quem ganhar mais de 3000 euros é rico e vai pagar de acordo com a sua intervenção cívica.Como o JM que se farta de filosofar mas não põe o dedo na ferida.Que para Portugal a globalização tipo bons alunos feita por internacionalistas é um desastre completo…

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  17. Luís Bonifácio's avatar
    25 Fevereiro, 2009 20:12

    Fantástico.

    Resumindo: O Estado apoia os Bancos então temos que eliminar todo o sector bancário. Acho bem pois todos nós temos colchão.

    Essa das energias alternativas é de rir. Como é que quer ter energia solar sem ter chips electrónicos???

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  18. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    25 Fevereiro, 2009 20:23

    Sobretudo se estivermos a falar do TGV.
    se os contratos forem assinados pelo ps não tem futuro.
    se forem assinados pelo psd será viável porque a conjuntura será outra.

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  19. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    25 Fevereiro, 2009 20:27

    o cardeal antecipou-se ao conselho de estado.

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  20. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    25 Fevereiro, 2009 20:35

    ««Resumindo: O Estado apoia os Bancos então temos que eliminar todo o sector bancário. Acho bem pois todos nós temos colchão.»»

    Ler o post por vezes ajuda. Em sítio nenhum se diz que vai ser necessário eliminar o sector bancário ou outro qualquer. O que se diz claramente é que é necessário desinvestir nesses sectores. Estão sobredimensionados, até porque a produtividade tem vindo a aumentar. Quando um sector está sobredimensionado, desinveste-se. Os recursos são alocados noutros sectores.

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  21. LR's avatar
    25 Fevereiro, 2009 21:24

    É mais ou menos como a energia nuclear e a Internet. Não tinham peva de futuro.

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  22. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    25 Fevereiro, 2009 21:29

    ««É mais ou menos como a energia nuclear e a Internet. Não tinham peva de futuro.»»

    “Survival bias”.

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  23. tina's avatar
    25 Fevereiro, 2009 21:33

    “É mais ou menos como a energia nuclear e a Internet. Não tinham peva de futuro.”

    Para os que não sabiam melhor. E que são os mesmos que continuam a apostar nas coisas erradas, eólicas, TGV…

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  24. Desconhecida's avatar
    25 Fevereiro, 2009 21:34

    “LR disse
    25 Fevereiro, 2009 às 9:24 pm
    É mais ou menos como a energia nuclear e a Internet. Não tinham peva de futuro.”

    Eu nunca ouvi isso no passado.
    Quem disse? O Algore, certamente!

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  25. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    25 Fevereiro, 2009 21:40

    Já vamos em 24 comentários e nenhum discute seriamente o post.
    O JM está cheio de razão, embora eu alterasse a última frase “Se o Estado tem que financiar é porque não tem futuro.” por “Se o Estado tem tido tendência a financiar é o que não tem futuro.”

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  26. Piscoiso's avatar
    25 Fevereiro, 2009 21:44

    Já que ninguém discute seriamente o post, avanço que o futuro do Sporting na Champions está traçado.

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  27. Man's avatar
    Man permalink
    25 Fevereiro, 2009 22:22

    Quando o João Miranda estiver doente, não deve receber apoio médico. Esse apoio deve ser reservado aos sãos para que não adoeçam.

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  28. Desconhecida's avatar
    25 Fevereiro, 2009 22:22

    “Bem sei, que crise do mundo é, exclusivamente, do Socrates, não é?”

    Ao contrário. O Sócrates (não o Grego) dizia há 2 meses: “nós (portugueses) nada temos que ver com a crise dos outros. Nós fizemos o nosso trabalho de casa, temos as contas publicas arrumadas”.

    A memória, nem 1.000.000 de Sócrates, nos tira.

    Vai de retro!

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  29. Desconhecida's avatar
    25 Fevereiro, 2009 22:26

    O JM tem razão em alguns aspectos. Noutros, não tem.

    Por exemplo, quem lançou a Brisa foi o Estado. Durante quase uma década, a Brisa deu largos prejuízos.

    Aliás, nos idos de 70 e 80, quando os TLP eram do Estado, davam prejuízo. Depois, após a privatização, passaram a dar lucros.

    Não há preto e branco. Ás vezes, há cinzento.

    É que, JM, nos EUA quem apoia muito as energias renováveis, são fundos de capital de risco, que em alguns casos já perdem dinheiro há anos. Por cá, os Belmiros, Amrorins e Berardos, gostam mais do comércio e do negócio financeiro, do que de capital de risco.

    Opções….

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  30. fado alexandrino's avatar
    25 Fevereiro, 2009 22:26

    “Se o Estado tem tido tendência a financiar é o que não tem futuro.”

    Tem muita razão.
    Comecemos por financiar cursos de português, sei lá, no Instituto Camões.
    Inscreva-se.

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  31. Cortes's avatar
    Cortes permalink
    25 Fevereiro, 2009 22:59

    Ideia 1 – “Quando um sector está sobredimensionado, desinveste-se. Os recursos são alocados noutros sectores.”

    Ideia 2 – “Se o Estado tem que financiar é porque não tem futuro.”

    Se se for “alocar” recursos noutro sector, esse sector está a ser financiado. Se está a ser financiado, não tem futuro. Então vamos alocar noutro sector. Ah, bolas, agora está a ser financiado, não tem futuro. Vamos passar ao próximo. Sou só eu ou há alguma contradição nas duas ideias?

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  32. Cortes's avatar
    Cortes permalink
    25 Fevereiro, 2009 23:04

    Ou de outra forma, porque é que o investimento do Estado é visto como “tem”, uma imposição, em vez de uma escolha estratégica? Na sua lógica, quando uma empresa investe, vai possivelmente obter dividendos. Se for o Estado, essa hipótese não existe. Jamais. O dinheiro é atirado pela janela e não tem qualquer retorno positivo. Aparentemente…

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  33. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    25 Fevereiro, 2009 23:09

    ««Se se for “alocar” recursos noutro sector, esse sector está a ser financiado. »»

    Está? Porquê?

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  34. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    25 Fevereiro, 2009 23:12

    ««Ou de outra forma, porque é que o investimento do Estado é visto como “tem”, uma imposição, em vez de uma escolha estratégica?»»

    Explique lá qual é a estratégia de subsidiar:

    – empresas de automóveis falidas (GM)
    – tecnologias que dão prejuízo (eólicas, solar, ondas etc)
    – Empresas de semi-condutores falidas num mercado com sobreprodução (Qimonda)
    – Bancos falidos num ambiente em que o sistema financeiro tem que reduzir de dimensão (vários)
    – Construção civil
    – Jornais e outros meios de comunicação num sector sobredimensionado.

    ?

    Gostava de perceber a estratégia.

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  35. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    25 Fevereiro, 2009 23:13

    ««Na sua lógica, quando uma empresa investe, vai possivelmente obter dividendos. Se for o Estado, essa hipótese não existe. »»

    Mas o Estado está investir em alguma coisa? Está a despejar dinheiro nesses sectores sem ter qualquer esperança de recuperar o dinheiro.

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  36. Cortes's avatar
    Cortes permalink
    26 Fevereiro, 2009 09:46

    Respostas:

    32: v t financiar [finɐ̃si’ar] dar dinheiro para algo ou alguém

    33: Se virmos por momentos o Estado como uma empresa (que não é nem nunca deve ser, mas sejamos por momentos financeiristas), esta empresa obtém dividendos através de empresas públicas ou impostos. Pensemos apenas nos impostos. Só existem duas formas de aumentar as receitas por esta via, aumentar os mesmos, ou que a economia cresça. Se o Estado decidir investir fundos num sector, o cálculo poderá ser feito de forma a estimular a economia, e eventualmente receber de volta o investimento na forma de impostos. O JM pode discordar dos investimentos em causa, mas tem de aceitar que uma estratégia de financiamento não tem de ser, por definição, atirar dinheiro pela janela, como a sua frase sentencia: “Se o Estado tem que financiar é porque não tem futuro.”. Quanto aos pontos que refere, não tenho capacidade para responder, não conheço o suficiente das empresas para responder. O meu ponto tem a ver com a estratégia, não com os casos pontuais.

    33: mesma resposta. Se um sector morrer, não paga impostos.

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  37. JCP's avatar
    JCP permalink
    26 Fevereiro, 2009 09:54

    Oh João dê lá alguns exemplos de sectores que precisem de aumentar a sua liquidez e que sejam solváveis (em Portugal, é claro)…
    é só pra ver se restam alguns!

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  38. Desconhecida's avatar
    Anonimo permalink
    26 Fevereiro, 2009 10:15

    .
    Com o dinheiro, ou fiança, dos Impostos a Governança mantém à força de biliões a Produção. Para vender a quem ? Naturalmente seria aos Contribuintes.
    .
    Mas se os Impostos lhes tira à força da carteira cerca de 70% (21% IVA +34% S Social + 5% IRS +10%/15% de Impostos pagos pelo circuito do produtor até ao consumidor incorporados no preço final +Taxas, emolumentos, multas, juros) etc,
    .
    Se não há compradores só restam bailouts continuos, subsidios permanentes, linhas de crédito perenes.
    .
    Fica a pergunta: os “bailouts”, subsidios à Produção, as linhas de crédito etc são a “Grande Politica” para o Estado abrir falência ?
    .
    É o resultado final da responsabilidade pessoal dos FUNDAMENTALISTAS DE IMPOSTOS e pelos FANATISMOS FISCAIS. Interessa a quem ? A ninguém.
    .
    Verdade de La Palisse.
    .

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  39. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    26 Fevereiro, 2009 11:09

    ««Se o Estado decidir investir fundos num sector, o cálculo poderá ser feito de forma a estimular a economia,»»

    Quem paga o dinheiro que o Estado “investe” no sector X? De que sector é que vem? O que acontece aos sectores de onde o dinheiro vem? O que acontece à receita fiscal?

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  40. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    26 Fevereiro, 2009 11:14

    ««Oh João dê lá alguns exemplos de sectores que precisem de aumentar a sua liquidez e que sejam solváveis (em Portugal, é claro)…»»

    Esse é o problema básico do empreendedorismo. Os empreendedores é que descobrem quais são os sectores em que vale a pena investir. Se eu soubesse quais são os sectores em que vale a pena investir, não diria a ninguém. Investia eu. A questão é que ninguém sabe ao certo qual é a solução para o problema básico do empreendedorismo, excepto aqueles empresários que não vão dizer a ninguém. O governo é quem menos sabe. Eles não são empresários, são políticos.

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  41. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    26 Fevereiro, 2009 11:18

    ««Se um sector morrer, não paga impostos.»»

    Se o sector X é salvo apenas porque o Estado lá mete dinheiro então o Estado tem as perdas seguintes:

    1. perde no sector X, que demorará mais tempo a ser lucrativo e a pagar impostos;

    2. Perde no restantes sectores, que sofrem por causa da carga fiscal necessária para subsidiar o sector X.

    O seu erro, caro Cortes, é acreditar que os subsídios do Estado só têm efeitos de incentivo. Acontece que o Estado só pode dar subsídios se cobrar impostos. Se os subsídios funcionam como incentivo, os impostos funcionam como desincentivo e têm um efeito simétrico ao dos incentivos.

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  42. Cortes's avatar
    Cortes permalink
    26 Fevereiro, 2009 14:03

    Os impostos afectam essencialmente os lucros. Uma empresa que invista o que ganha para expandir a sua actividade, pouco será afectada pelos mesmos. Uma empresa que use esses ganhos somente para distribuir dividendos pelos seus accionistas, essa sim, será penalizada. Não vejo mal em prejudicar atitudes rendistas. Nesta perspectiva os impostos, mesmo quando são cobrados, servem de incentivo.

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  43. jcd's avatar
    26 Fevereiro, 2009 14:59

    “Não vejo mal em prejudicar atitudes rendistas. Nesta perspectiva os impostos, mesmo quando são cobrados, servem de incentivo.”

    Sobretaxar rendimentos é um excelente incentivo para quem investe se por a andar para outro lado. A expectativa de renda é o grande incentivo ao investimento.

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  44. Cortes's avatar
    Cortes permalink
    26 Fevereiro, 2009 15:28

    Ninguém falou em sobretaxar. Ir contra um argumento simplesmente exagerando-o não ajuda a discussão.

    A confiança numa renda é o primeiro passo para a perder.

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  45. jcd's avatar
    26 Fevereiro, 2009 16:31

    O que é que entende por ‘prejudicar atitudes rendistas’? Prejudicar não é aumentar impostos? Parece-me que o grande incentivo que os estados podem dar à economia é mesmo “não prejudicar atitudes rendistas”.

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  46. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    26 Fevereiro, 2009 16:46

    ««Os impostos afectam essencialmente os lucros. Uma empresa que invista o que ganha para expandir a sua actividade, pouco será afectada pelos mesmos.»»

    Em primeiro lugar, os impostos não afectam apenas os lucros. Afectam também as vendas e os custos de pessoal. Até porque o Estado actualmente não pode ir buscar muito mais impostos aos impostos sobre os lucros. Tem que o ir buscar aos importos sobre o rendimento e o consumo. Em segundo lugar, a razão pela qual os capitalistas investem é o lucro. Taxe mais o lucro e eles não investirão.

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  47. Cortes's avatar
    Cortes permalink
    26 Fevereiro, 2009 22:41

    1 (jcd) – Prejudicar atitudes rendistas é simplesmente aplicar impostos sobre o lucro. Ponto. Não significa aumentar. O facto de existirem chega.

    2 (jcd e jm) – Pensar em investir com base apenas no lucro dá no que dá. No caso actual, na crise que se verifica, abuso do leverage. Mas já sei que aí vamos discordar.

    3 (jm) – Mesmo com impostos, vale a pena investir para aumentar o lucro, visto ser apenas taxado percentualmente (não vamos agora discutir escalões).

    4 (jm) – Tem toda a razão, misteriosamente a maior parte das empresas em Portugal não tem lucros, e mesmo assim continuam a existir há anos assim. É de elogiar o altruísmo dos nossos empresários, que todos os anos perdem dinheiro para manter o país a produzir.

    5 (jm) – “Em primeiro lugar, os impostos não afectam apenas os lucros.” Para isso é que estava lá o “essencialmente”. O IVA afecta quase todas as transacções, há as deduções, voltamos ao ponto 4, enfim. Quanto às despesas com o pessoal, só um liberal poderá ver como não-responsabilidade do empregador garantir o pagamento dos serviços de protecção social ao seu empregado.

    Mas vamos ser simpáticos. Se preferir, veja as coisas como normalmente gosta de ver. Os patrões não pagavam a segurança social. Os trabalhadores, não tendo segurança no emprego, e tendo de pagar caro do seu bolso tratamento médico, não poderiam viver com um simples ordenado de 700 euros (ou a falta de saúde e de dinheiro no bolso reflectia-se na falta de consumo, etc…). De que forma fosse, os salários teriam de aumentar de forma a manter a força de trabalho e/ou padrões de consumo (relembrando Ford, se os próprios trabalhadores não puderem comprar um carro, isto não sai da cepa torta), e provavelmente chegávamos ao mesmo valor. Isto claro, com a diferença que quem estaria no desemprego estaria mesmo na m$% e quem não pudesse trabalhar idem aspas aspas, e eramos basicamente o novo Chile da Europa. Final feliz.

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  48. anti-liberal's avatar
    anti-liberal permalink
    27 Fevereiro, 2009 04:07

    Cortes,

    Tenho um vago palpite que agora ninguém o vai contestar.

    Também tenho o palpite de que o conheço.

    Cumprimentos,

    Nuno

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