Especialização
27 Fevereiro, 2009
A economia está hoje muito mais especializada do que em 1930. Isto é válido quer para os trabalhadores quer para o capital. O aumento de especialização implica que as receitas usadas nos anos 30 para combater o desemprego funcionam muito pior em 2009. A criação de emprego através do estímulo artificial de determinados sectores obriga à transferência de capital e de trabalhadores de outros sectores. Mas como tanto o capital como o trabalho são especializados, a adaptação a novos sectores é mais lenta e a produção é mais ineficiente.
13 comentários
leave one →

Antes pelo contrário: a maior especialização actual poderá ser um argumento dos defensores dos estímulos.
A crise foi provocada por uma má alocação de recursos, nomeadamente pela excessiva alocação de recursos à produção de bens de capital: automóveis, casas, produtos financeiros,… A necessária correcção levaria à transferência de capital e trabalho destes sectores para outros. O objectivo dos estímulos e bailouts é basicamente o de manter o status quo antes da crise, ou seja, evitar a transferência de capital e trabalho para sectores que acrescentem mais valor à economia.
GostarGostar
.
A causa proxima da Crise foi a Economia Especulativa (tríade Bolsa / Finanças Privdas-Banca / Finanças Publicas-Impostos parasitárias da Economia Produtiva a única criadora da nova riqueza),
.
que provocou o “offshoring” de vários sectores manufactureiros, “velhas industrias tradicionais”, para o Oriente (brinquedos, têxteis, calçado etc) encerrando-os no Ocidente e substituindo-os (postos de trabalho e unidades de economia produtiva) por “novas industrias” dos Serviços (informática, comunicações, novas energias etc).
.
Esta solução surge desenhada para falhar, infelizmente para os autores que falharam também com ela.
.
A entrada da alta velocidade de informação da Internet neste “debt-based monetary system” eliminou também essa aposta nos Serviços que foram rapidamente absorvidos também pelo Oriente.
.
Resultado: 1º crise benéfica, a seguir o maligno dos “”D’s: Deflação-Depressão” com a desorientação política inconsequente de medidas emotivas de desperdício ditadas apenas pela ansiedade e pelo medo
.
pela razão, a frio, restam duas vias de estadismo,
ou
o Proteccionismo (praticado pelo Oriente usando o dumping cambial, fiscal e social) associado ao enriquecimento do poder de compra dos Cidadãos reduzindo a usura fiscal e baixando fortemente os impostos, criando um tecido forte e sustentado reacendendo o Desenvolvimento do Ocidente, em especial da Europa,
ou
o Oriente financia o Crédito ao Consumo do Ocidente assegurando por mais algum tempo este status quo transitório que apagará o Desenvolvimento do Ocidente, em especial da Europa.
.
É tudo por agora apostando, que no tão curtissimo espaço de tempo que resta, a Democracia ainda consiga encontrar novas energias para ultrapssar sem adiar e resolver de forma segura os destinos futuros.
.
GostarGostar
JM,
Excelente.
A História repete-se, até que um dia, deixa de se repetir.
E o pior argumento é o de Sócrates, “é preferível estar a fazer qualquer coisa, do que não fazer nada”.
Por exemplo, o Sócrates criou a Taxa Robin dos Bosques, sem consequência nenhuma. Apenas, ajudou as pessoas a distrairem-se de situações reais e concretas.
Por exemplo, Sócrates não acabou com o PEC (criado provisóriamente, por MFL), mas preferiu antes reduzi-lo de 1.250 euros anuais, para 1.000 euros. O Estado se ficasse sem os 100 milhões de euros do PEC, libertava um conjunto de burocracias a ele próprio e a terceiros, e dava um alento psicológico relevante.
GostarGostar
“A causa proxima da Crise foi a Economia Especulativa (tríade Bolsa / Finanças Privdas-Banca / Finanças Publicas-Impostos parasitárias da Economia Produtiva a única criadora da nova riqueza),”
Não é totalmente verdade. As pessoas dão muito valor ao serviço “turismo”, e este não pertence à “economia produtiva”.
O que falhou foi o controlo da ganância. Se os gananciosos (que sempre existiram e existirão) não forem de quando em vez, colocados na cadeia, a ganancia toma conta de tudo. O que faltaram foram auditorias SÉRIAS. O que faltaram foram Entidades Públicas de controlo de vigarices. O que faltaram foram Tribunais para julgar vigaristas. Só por cá, lembro-me de mais do que um (parace que o Oliveira e Costa foi o único)….
GostarGostar
Off topic:
The implications are obvious. Berlin is not going to rescue Ireland, Spain, Greece and Portugal as the collapse of their credit bubbles leads to rising defaults, or rescue Italy by accepting plans for EU “union bonds” should the debt markets take fright at the rocketing trajectory of Italy’s public debt (hitting 112pc of GDP next year, just revised up from 101pc — big change), or rescue Austria from its Habsburg adventurism. So we watch and wait as the lethal brush fires move closer. If one spark jumps across the eurozone line, we will have global systemic crisis within days. Are the firemen ready?”
http://finance.yahoo.com/tech-ticker/article/195065/Europe's-Crisis-Much-Bigger-Than-Subprime-Worse-Than-U.S.?tickers=ubs,cs,db,hbc
GostarGostar
J você parece que pensa que a crise é por causa do BPP, Madoff & Co…
A crise existe porque o preço do dinheiro foi demasiado baixo e assim demasiada gente que não pode pagar sequestrou recursos e porque houve a mãe de todas as bolhas: o consenso. O consenso que as casas nunca baixam de preço.
O facilitismo dá sempre excesso de confiança.
GostarGostar
.
#6,
ou apenas a ganância – Economia Especulativa – do tal “debt-based monetary system” que para se tentar salvar do que indica não hesitou em avançar para as “Piramides de Ponzi”, “Toxicos”, Donas Brancas etc ….
.
GostarGostar
“as receitas usadas nos anos 30 para combater o desemprego”
Faltou acrescentar: “e que não funcionaram na altura”
GostarGostar
Somos, evidentemente, uma pequena e já célebre empresa sediada no Norte e estamos a oferecer um tipo de serviço prestado exclusivamente por voluntários.
A custo zero poderão os nossos estimados clientes adquirir a possibilidade de se sentirem úteis e simutâneamente aliviar o peso da alma. Basta para tal levantarem na nossa sede os cupões que lhes garantirão o direito de conceder uma esmola de 100 euros aos nossos colaboradores presentes nas carruagens do Metro.
Informamos que um décimo dos lucros serão destinados a obras de solidariedade social, nomeadamente a compra de uma nova viatura de serviço para o sócio gerente e suas concubinas.
GostarGostar
O Sr. Engenheiro está orgulhoso e discursa manifestando a sua vontade indómita de servir a Pátria. Abençoado. Com ele o nosso negócio irá por certo expandir-se. Com qualquer outro aliás seria o mesmo.
GostarGostar
Uma coisa que me intriga a mim, que pouco sei de Economia Política, é a estranha hesitação que parece estar a tolher os mais acérrimos discípulos de Keynes num momento que se justificaria a sua intervenção. Sinceramente, pergunto: que se passa? Porque não avançam as receitas keynesianas? Alguém teria a bondade de me explicar?
GostarGostar
Sempre é bom ver um “liberal” admitir que o New Deal funcionou em 1929, porque o que a blogosfera está cheia é de “liberais” que negam que isso tenha acontecido.
GostarGostar
O New Deal não foi em 1929, mas em 1933 (a não ser que se considere as medidas de Hoover dentro do mesmo espírito intervencionista, o que até seria correcto).
E em termos de emprego o New Deal foi um falhanço, apenas a II Guerra resolveu o problema.
GostarGostar