“A ilusão angolana”
13 Março, 2009
«Explicaram-nos que Angola nos comprou muita coisa. O problema é que isso foi no ano passado. Angola, como a Líbia ou a Venezuela, é petróleo. Com o preço do barril a descer, comprará o mesmo?», por Rui Ramos no Correio da Manhã.
29 comentários
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Que análise mais vesga Oh CAA! Angola não é só petróleo. E os minerais? E a agricultura? E os transportes?
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O preço do petróleo está a descer (aliás: está estável), mas a economia angolana está a crescer. Prevê-se um crescimento de 8% neste ano.
É que a economia angolana não é só petróleo.
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Rui Ramos apenas mostra que não conhece Angola. Certamente que nunca lá viveu. Se calhar nunca lá esteve. Não sabe do que fala. Faria melhor figura se estivesse calado.
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Esse diálogo não é verdadeiro, a Carolina nunca diria “Amor”, diria “Jorge Nuno”!
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Faz lembrar o “ouro do Brasil” e “a pimenta da India”. Memórias de um Império reduzido a nada….
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85% das receitas fiscais de Angola têm origem no petróleo. Para efeitos orçamentais, o preço do petróleo foi fixado em 50 dólares o barril. Na alta do petróleo, a diferença foi a reservas, que servem agora para equilibrar a descida do petróleo para valores inferiores a 50USD. Para já, a economia angolana não se ressentirá, porque o Ministério das Finanças foi ortodoxo e conservador em termos orçamentais na fixação do preço do petróleo para efeitos orçamentais. Poderão ter de corrigir alguns investimentos, se o petróleo estabilizar a médio prazo abaixo dos 50USD.
A descida do petróleo pode ter um efeito positivo sobre a economia angolana, no sentido da diversificação e da exploração de outros potenciais, que não apenas o petróleo.
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o sr. Ramos fez um favor ao seu patrão, sr Cavaco Silva.
um favor digo eu, ou então, desconhecimento das riquezas de Angola, para um historidor, é mau essa lacuna.
Ninguem acredita, quem tenha lá vivido o que escreve esse tal historiador, conta historias.
Tambem , quem escreve no CM, sem til, não é grande espingarda.
Vê-se bem
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Zenobio, Luís Lavoura e Pi-Erre,
Vocês é que não conhecem Angola, nem os governantes Angolanos…;-) há e acho que para opinarem dessa forma, têm uma coluna muito “maleavel”…
Angola é rica, muito rica, mas necessita de verdadeiros estadistas e governantes.
Fazer negócios com os que lá estão, é o mesmo que negociar com cartéis e permitir lavagens…, há pois é bebé…
Mas tendo em conta o tempo em que vivemos “Afonso Henriques” boa só de um poeta (esta tudo louco), é normal…
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Há um governo que se lembra de fazer em plena baia de luanda (uma das maravilhas do mundo) uma ilha para lá colocar prédios, sem comentários…
acho que temos que ir para Angola e em força, até acho que os nossos governantes deviam ir para lá dar formação de como governar…. supimpa…
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E eu que pensava que havia uma questão ética no meio disto tudo. Que inocente da minha parte.
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Oh Pedro eu também, mas rapidamente cheguei a conclusão contrária!
Mas será que deveríamos impor sansões a estes países por terem governos n=ao democráticos. Até quando os governos deixaram de lado as questões de ética em troca da satisfação das necessidades das suas economias? Interessante o pensamento do tal historiador!
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questão ét(n)ica é mais para o arrastão e doliveira com tradução light em simultâneo no abruto do ppereira. os pretos são os mesmos, mas a catinga é diferente.
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JCP,
Penso que os governos já não estão a ditar as regras do jogo… pelo menos não de forma completa. A política foi sendo substituida pela economia e os interesses mais importantes substituem os seus investimentos aos valores cívicos. Dado que a maioria dos politicos acaba os dias no sector privado não é de estranhar não queiram lidar com as questões éticas… podiam irritar os seus empregadores.
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PF
de acordo! mas será que os governos não deverão, na parte que lhes diz respeito (acordos comerciais, culturais, etc) inverter essa situação!
que a vertente “económica” não veja razões para repudiar negócios com tais estados eu ainda posso compreender! que essa cultura se apodere do próprio poder é que me espanta! e mais ainda me espanta quando isso acontece em democracia! Não será essa opção representativa de uma clara falta de sentido de estado por parte dos dirigentes (sejam eles quais forem)?
quanto à questão da transferência dos governantes para classe dirigente do sector privado: eu compreendo! mas não tolero! isto é, admito que após uma vertente governativa alguém opte pelo sector privado! mas será que isso tbém não é eticamente reprovável, especialmente se o sector de actividade económica em que se insira seja o mesmo que anteriormente dirigia?
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Não, com o petróleo
a descer assim, não, não
compra e o que nos vale é o Rui Ramos.
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JCP,
Como o compreendo! 100% de acordo com o que diz e é por isso que não me revejo numa óptica partidária! A trasnformação requer uma inversão de prioridades e nenhum partido (nem os mais radicais) estão dispostos a pagar o preço por reformas desse tipo. O parlamentarismo (com as regras que tivemos e temos hoje em dia) é uma experiência falhada.
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Tóino,
#8
Gostei particularmente da sua apreciação sobre o carácter de pessoas que não conhece. É um bom indicador e decididamente um bom argumento,
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Zenobio,
cada um é para o que nasce…;-) a Tonicha tinha uma muita gira, você deve conhece-la…
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O soba angolano é um malvado porque rouba o povo e protege o seu grupo. O soba bimbo da costa é um cavalheiro que auxilia a classe dos árbitros, ampara donzelas de baixo nível e pugna pela felicidade do grupo dos andrades.
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“cada um é para o que nasce…;-) ”
Imagino que a originalidade deva ser um dos seus pontos fortes.
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Pois é, mas estão em Angola 60 000 portugueses a trabalhar e há espaço para muitos mais.A economia, mesmo com o preço do petróleo a este nível, cresce a 8% .Devem ser as instâncias internacionais a colocar as questões democráticas
e dos direitos humanos aos governos.
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Zenobio,
estamos a particularizar esta caixa de comentários, por mim desde já as minhas desculpas, não era minha intenção faltar ao respeito a ninguém.
quanto ao tema, peço desculpa mas não são 60000, mais de 60% dos registos do CGP em Luanda estão mortos ou regressaram a sua terra.
a maior parte dos portugueses que estão em Angola privam nas grandes companhias e vivem em condomínios fechados fora de Luanda. não tem custos, pois se tivessem que pagar aos 1500usd de renda por mês em luanda por um misero ap sem condições se calhar não falavam assim.
bem seja como for quem quiser que vá…e quem conviver bem com a miséria, esteja a vontade.
tenho pena pois é uma terra que me diz muito e é triste ver a desfaçatez com que a tratam.
deixo-vos aqui um link (não sou saudosista, mas permitam-me imaginar o que seria Angola se não fossem os grandes revolucionários deste País) para poderem dar asso a vossa imaginação e à velocidade de 1974, projectarem 2009.
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=418274
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Cumpre-me informar o Sr. Rui Ramos que em Janeiro/Feveiro e até ao dia de hoje de Março, Angola está a comprar mais a Portugal do que nos mesmos meses do ano passado.
Cumprimentos
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O Durão também tinha prometido bons negócios no Iraque com a participação de Portugal na guerra. Onde estava o Rui Ramos naquela altura, ele esvreveu alguma coisa que eu não tenha reparado? Cadê dos negócios no Iraque?
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“(…) Cadê dos negócios no Iraque?”
Ele há coisas, comentários, que por si sós, vez por outra, já justificavam um blog, quanto mais um simples post!
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sabe-se q o clã marxista-leninista do MPLA vive no luxo, contas bancárias recheadas pelo mundo (não é só Fidel q tem milhões de dólares nos bancos capitalistas…), enquanto o povo vive na miséria, péssima mortalidade infantil, doenças do desprezo cínico do subdesenvolvimento (cólera…). E a vergonhosa e desprezível censura dos media. Tal como com Kadhafi. E a China (50 anos de genocídio no Tibete, massacre de Tiannamen…). Estes media e os gabados “defensores” dos dtos humanos, tipo Soares, são doentiamente sectários, obcecadamente censores, amigos da barbárie islâmica, enfim, asquerosamente arcaicos…
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Cumpre-me informar o Sr. Rui Ramos
O senhor Rui Ramos é historiador oficial do melhor pasquim europeu.
Ele não está aqui para informar.
Está aqui para divagar.
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É pena só agora terem acordado, por causa da crise. Costuma dizer-se que as dificuldades aguçam o engenho e é bem verdade…
Há muito que defendo que todo o espaço lusófono (e não só Angola) é um campo fértil em oportunidades nos mais variadíssimos ramos, sendo no entanto necessário que todos os agentes envolvidos estejam imbuídos de um são espírito de partilha, baseado no dar e no receber. Se assim for será bom para todos e este mundo certamente pulará e avançará, como dizia o grande Gedeão.
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Muito boa noite a todos.
Tenho 33 anos, sou filho de pais portugueses e nascido em Luanda.
Vivo em Portugal desde os 3 meses, e por aqui quero continuar, pois não creio que ir para Angola, vá resolver o problema dos
desempregados portugueses. Há muito trabalho em Portugal. Basta querer, e não viver de subsídios nem roubar o parceiro. Não estou disposto a ir para um país onde grande parte da população continua a ter sentimentos racistas contra os portugueses, onde faltam hospitais, centros de saúde, onde somos explorados por tudo e por todos. É só ver alguns sites angolanos, para ver o que a juventude angolana pensa dos portugueses. Prefiro ficar aqui. Pelo menos tenho água, luz, hospitais, escolas, trabalho, um custo de vida razoável. Imaginem o que significa viver num país como Angola, onde uma refeição custa 50 dólares !!! E ainda dizem que Angola +e terra de futuro… Que piada…
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