Mas ainda existem sem-abrigo?
14 Março, 2009
Vieira da Silva considera prioritário acesso dos sem-abrigo às prestações sociais
Esta notícia é estranha. Como que é que, com tantos programas sociais, incluindo rendimento mínimo, salário mínimo, reforma mínima e habitação social, ainda existem sem-abrigo em Portugal? O Estado Social não devia começar por acabar com os sem-abrigo e só depois dedicar-se a outras actividades como as actuações do Quim Barreiros e as comemorações do centenário da República?

Neste país todos mamam excepto os jovens. O país é governado por uma geração de instalados, que compra o voto dos incautos, para distribuir privilégios pelos velhos instalados. Que país paga 2700 euros de reforma aos professores? 2700 euros a educadores de infância? 2700 euros de reforma aos professores de música, de ginástica ou trabalhos manuais?
Os jovens estão condenados aos 600 euros! Os jovens jamais terão as reformas dos seus pais! Os jovens, filhos de privilegiados poderão disfrutar os privilégios dos seus pais enquanto estes forem vivos (falo das elevados pensões que são pagas aos reformados da função pública).
Distribuem-se subsídios para enganar o povo e aparentar preocupações. E quem se preocupa com os jovems que não têm emprego?
NOTA: conheço uma licenciada em FARMACIA de 25 anos que o melhor emprego conseguido foi um part-time de 20 horas numa farmácia a arrumar embalagens. Ganha 250 euros. Não conta para o nº de desempregados.
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E terminar com os negócios finos…
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ó libertas
Só em tratamentos um SIDOSO custa 2000 euros por mês.Fora o resto do cardápio da SS
Qual o ordenado mínimo da Noruega?Ou do Luxemburgo?
Falam agora dos sem abrigo.E dos apanhados da mioleira?Que a democracia se encarregou de se livrar deles?Também andam por aí… e ninguém pode fazer nada.Nem autoridades nem família…
É a selva… por isso é que é cada um por si… como na Guiné…
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A minha dúvida é se ainda há, em Portugal, alguém abrigado?
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1 # Libertas
Uf, não incluiu os professores de ciências. Sinto-me mais aliviado.
Aconselho-o a ir espreitando o site da Caixa Geral das Aposentações. Para ir actualizando esse valor que indicou. Neste momento a reforma média (iliquida) dos professores anda pelos 2100 euros. Com tendencia para descer. Há pessoas que se fixam numa coisa e a repetem eternamente….
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Quim Barreiros por ajuste directo no site do governo? Porreiro pá!
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Um quadro Vieira da Silva, bem vendido, já dava abrigo a uma data de sem o dito.
Como que é que, com tantos programas sociais, ainda existem sem-abrigo em Portugal?
Agora imagine que, em vez de “programas sociais”, tínhamos “programas liberais”, ou seja abandonar cada um à sua sorte? Assim sim, acabaria a miséria em três tempos!…
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“Agora imagine que, em vez de “programas sociais”, tínhamos “programas liberais”, ou seja abandonar cada um à sua sorte?”
Muitos haveria que acabariam por perceber que sem o contribuinte a pagar-lhes, teriam de se fazer à vida. Há muitos programas sociais que apenas prolongam o estado de pobreza, porque desresponsabilziam as pessoas pelo seu futuro. Simultaneamente responsabilizam o Estado por tudo, passando a ideia que o Estado é que tem que resolver o problema de pobreza de toda a gente. Está a vista o resultado.
Na semana passada, os pré-marginais que tenho lá na escola gritavam e pulavam de contentamento por tinham o chegado os computadores. E andavam em pleno horario de aulas (a faltar, portanto) a passear o portatil (oferecido pelo Ministério da Educação) pela escola, a visualizar um filme de dvd. Uma colega minha chamou-os a razão, e foi ameaçada de porrada. Tirem as conclusões que quiserem desta história.
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Os programas sociais não existem principalmente para ajudar quem eventualmente precisa mas para ajudar a burocracia a ter empregos e a expandir-se.
Nunca se houve falar de bons resultados apesar do Social(ismo) ter sido o que mais cresceu no País. As medidas de sucesso de uma burocracia é pelos números de quantos são “ajudados” e quantos mais melhor, logo não convém deixar de haver “ajudados”.
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O meu momento de Cassandra: é melhor legislar no sentido de dar mais aos sem-abrigo porque em breve vão ser às dezenas de milhares. Por enquanto aindam meio dopados e cívico-passivos ornamentando entradas e lojas e degraus diante dos prédios. Mas amanhã?
E depois estar abrigado num T0 ou num T1 não se pode dizer que sedja grande coisa. Por isso aos número exponecialmnente crescente dos sem abrigo vão-se juntar os claustrofóbicos.
Haja vida na rua!
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O Estado é muito bom a ajudar-se a si mesmo. E a abrigar-se.
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Como é que se cortam as veias ao Estado?
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Mas ainda existem doentes?
Mas ainda morre gente?
Como é que, com tantos milhões gastos pelo estado social, ainda não acabaram com isso?
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O “estado social” é um porco , gordo , que se alimenta de corrupção , e dos impostos de quem trabalha e produz riqueza , parasitado pelas “moscas socialistas” .Estas preocupam-se sómente em gastar e em chamar a miseria , quando deveria ser trabalhar e produzir para incrementar a riqueza.É aquela estória do peixe ou da cana que estes miseraveis que nos governam , bebados de tamanha farra , não conseguem compreender.
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A “solidariedade” social deve ser um negócio muito lucrativo, porque a concorrência é feroz:
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“O presidente das Instituições Particulares de Solidariedade Social entende que o sector está a ser ignorado pelo Governo e acusou mesmo o Estado de estar a fazer «concorrência desleal» como o anúncio de que a educação pré-escolar será obrigatório para todas as crianças com cinco anos.
Ouvido pela TSF, Lino Maia explicou que se esta obrigatoriedade se verificar ignorando se já existe um jardim de infância de cariz social na localidade poder-se-ão estar a «comprometer as respostas sociais».
«O Ministério da Educação não tem bem em mente e em atenção as respostas sociais que existem», afirmou o presidente da associação que reúne as IPSS, que recebem, no seu conjunto, cerca de 70 mil crianças.
Contudo, para o secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, os receios de Lino Maia não fazem sentido, uma vez que os jardins-de-infância destas instituições continuarão a ser um parceiro importante para o Governo.”
(TSF / SAPO)
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Um sem-abrigo é quase sempre um liberal que não quer nada com o Estado nem com patrões.
Devia ser mais respeitado.
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Deve existir mais pessoas a trabalhar na segurança social que clientes. eheh
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“Portugal de Verdade e as IPS
Ontem, no Forum Portugal de Verdade, a que assisti na Fundação Cupertino de Mirando, o Padre Lino Maia explicou em números a importância das IPS – Instituições de Particulares de Solidariedade. Não duvido de nenhum dos números. Mais de 4000 activas (são cerca de 5.000 as registadas) e 600 mil utentes acompanhados. Certo! Mas o Padre Lino Maia deu-nos muitos outros números esquecendo-se de um: em Portugal, as IPS consomem ao Estado e sucedâneos 5,4 mil milhões de euros. Como escrevi aqui há uns tempos… como é que ainda há pessoas a dormir na rua? Ao post que então escrevi e com a ajuda que o Padre Lino Maia me deu ontem posso fazer a conta: são nove mil euros por cada utente apoiado… escapa-me qualquer coisa neste “negócio”.
Publicada por Nuno Nogueira Santos – A Outra Varinha Mágica blogspot”
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Tudo isto enquanto D. Afonso Henriques mastiga o passarinho na Luz.
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Sem-abrigo neste país cor de rosa?
Onde?
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Duas imagens recentes de “residências de cartão” em pleno coração da capital: no Martim Moniz [aqui] e nos Restauradores [aqui]
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De facto, não consigo perceber, então o Estado Neo-Socialista tem “sem abrigos”? Não. Está tudo doido, mesmo depois do Rendimento Mínimo e das resmas de casas sociais-camarárias, ainda há “sem abrigo”?
Isto é desinformação, contra a governação neo-socialista.
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sem abrigo, sem responsabilidades e só direitos. acham mau?
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O Benfica perdeu.
Já me corre melhor o dia.
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Falta aí o JM com um gráfico representando o número dos sem-abrigo por metro quadrado nos diferentes países.
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nem parece do miranda. quer uma lei que obrigue os gajos a deixarem de ser s/ abrigo.
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4 ANOS DE INCOMPETÊNCIA, OUTROS TANTOS DE PREPOTÊNCIA
“… o terrorismo mais eficaz é sempre o do Estado: os grupos matam simbolicamente, o Estado estatisticamente” [Alberto Morávia, 1978]
O governo esquizofrénico do sr. Sócrates ladrou alto durante quatro anos. A sua governança, mais que a (urgente) exaltação dos cidadãos em prol do esforço colectivo e autonomia, tornou-se um modelo de ilusionismo político, de irracionalidade estatística e leviandade autoritária. Da pesada herança recebida, o sr. Sócrates (e amigos) acumulou outras mais, ao mesmo tempo que exercitou uma colossal mentira, em espectáculos absolutamente deprimentes.
Ao esforço e dedicação, perda de direitos sociais e restrições cívicas por que os cidadãos passaram todos estes anos, o sr. Sócrates lançou mão de um activismo fossilizado (acompanhe-se as intervenções autoritárias do inenarrável Santos Silva), dissimulado em putativas “reformas”, curiosamente da mesma natureza que as tentadas (e nunca permitidas pelo antigo partido socialista) por Durão & Santana. A alucinação do défice (outrora sebento, pelas mãos de Ferreira Leite), a natureza de classe (ou as corporações de interesses) que representa o seu governo e a compleição despótica do seu governo, são marcas espinhosas que perdurarão.
O sr. Sócrates mais que governar o país, “domesticou” (José Gil) a sociedade. E com ele pronunciou a transfiguração do outrora partido socialista, agora transformado em correia de transmissão do grupo de interesses do sr. Sócrates. O Sócrates way of life é um arrazoado ideológico saído do curral do Estado Novo corporativo e onde, reluzentemente, se integram alguns prosistas do anti-fascismo, de momento em trânsito para o “vil metal”. Note-se os vitupérios e o desprezo, da parte dos guardiães do templo do sr. Sócrates e sempre com a cumplicidades de conhecidos jornaleiros acofiados, contra a desobediência civil (”direito político fundamental” ou “condição de liberdade”) que a dado passo se instalou entre nós e a polémica que então emergiu. Leia-se. O espírito de quartel está todo ali!
Pouco dado ao uso (ou aborrecimento) de explicar qualquer tipo de pensamento político ou ideológico sobre as medidas tomadas, nestes infaustos quatro anos de terror, o sr. Sócrates caiu no modismo herdado via Giddens (conhecido traficante da 3ª via). Mas, sem a gentileza do sábio “mestre”, nunca aprendeu as suas regras, só os seus excessos. A questão do papel e peso do Estado, a reforma na Justiça, na Educação e na Saúde, nunca foram pensadas como parte integrante de um qualquer modelo desenvolvimentista, que se conheça. Apenas resultou num total fracasso, que a situação comatosa da justiça, da educação e da saúde confirma. A operacionalização das putativas reformas foram sempre erráticas, ou quanto muito à la carte. Ninguém as entendeu, mesmo se num primeiro momento obtiveram copiosos aplausos de todo o bloco central e um excelente apreço nos media. Por isso, ao fim destes quatro anos de decomposição do Estado Social, o país está exangue, de rastos e sem qualquer remédio. Mas não é o sr. Sócrates o derrotado. Somos todos nós. Vergonhosamente!
http://www.almocrevedaspetas.blogspot.com/search/label/Governo
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Sou sem-abrigo com muito orgulho.
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E muito ódio.
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Abomino os reformados da CGD e da Galp e da EDP e os legisladores que lhes prepararam a cama. Vai chegar a hora de haver mais sem-abrigo como eu.
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Em Tóquio há verdadeiras aldeias de cartão à saída do metro no centro da cidade. Estamos a pensar importar o modelo para Portugal. Contamos ter muitos clientes. O problema é encontrar o tamanho de caixote gigante que lá usam. Se for preciso mandaremos fazê-lo expressamente para o efeito.
“Empacote a sua família com Open Space, o modelo de habitação que lhe permite viver ao ar livre.”
Por cada 50 caixotes instalaremos uma WC totalmente automática cuja taxa de utilização será de 0.5 euro. Os habitantes destas comunidades livres envergarão vestuário sintético com tratamento especial anti parasitas e de secagem rápida feito de materiais reciclados que custará em média 5 euro.
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Bem , vi uma reportagem há uns tempos na Holanda sobre sem abrigo e…os tipos curtiam ser sem abrigo. não queriam casa para nada , a cama e a comidinha lá nos abrigos eram bem bons e não percebiam a vantagem de se integrar no sistema. Não me digam que querem proibir formas de vida voluntárias fora do sistema? só faltava mais essa.
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agora é que o VS se lembrou dos sem abrigo! E há confusão entre estado social e deitar dinheiro ao lixo: empresas públicas falidas há dezenas de anos, casa da música, metros do porto e sul do tejo, falcon para ministros, helicópteros para Sócrates, negociatas da cgd (berardo…), ordenados milionários dos amiguinhos (fgomes, RDP, RTP…) avenças de milhões para fazer leis (então os adjuntos dos ministros?),etc. Isto não é estado social!!
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Pois, absoluatmente de acordo… estou farto de escrever sobre isso. Sabia por exemplo que o estado gasta 5,4 mil milhões de euros por ano com as iPSS? Leia isto e outros posts que tenho escrito sobre isso
http://aoutravarinhamagica.blogspot.com/2009/03/portugal-de-verdade-e-as-ips.html
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Quem acredita no “Estado Social” desta camarilha sucialista?
Com o pretexto de ajudarem os “pobrezinhos” este regimen sucialista tem enriquecido uma minoria e empobreceu a maioria da nação!
É o sucialismo socretino, estúpido!
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Grande parte dois sem-abrigo de hoje, juntam à pobreza a doença mental. A estes, não há estado-social que os possa ajudar por inteiro. Mas vamos começar a ver outra estirpe de desalojados recentes nas nossas ruas.
Gostava de saber é o que preconiza o JM para ajudar essa malta. A eutanásia?
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1. “Os jovens estão condenados aos 600 euros!”
mentira. há muitos jovens a trabalhar onde eu trabalho e ganham o triplo disso. e os que ganham 600 não têm competência para ganhar mais.
deve ser esse o seu caso.
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O estado pagou 11 mil euros ao Quim Barreiros ????? Só
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««Grande parte dois sem-abrigo de hoje, juntam à pobreza a doença mental. A estes, não há estado-social que os possa ajudar por inteiro.»»
Então não há? Para que é que o estado tem serviços de saúde mental? Para sustentar uma classe de médicos e enfermeiros com um nível de vida acima da média ou para ajudar os mais desfavorecidos?
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“O “estado social” é um porco , gordo , que se alimenta de corrupção , e dos impostos de quem trabalha e produz riqueza , parasitado pelas “moscas socialistas” .Estas preocupam-se sómente em gastar e em chamar a miseria , quando deveria ser trabalhar e produzir para incrementar a riqueza.É aquela estória do peixe ou da cana que estes miseraveis que nos governam , bebados de tamanha farra , não conseguem compreender”
Achei engraçado! Está bem.. concordo em parte, apesar de eu receber uns subsidios bem bons:)
Paguem os impostos, não se esqueçam!
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Na Noruega nao há salário mínimo.
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Estes gajos nunca passam à noite pelo Martim Moniz, nem pelo Rossio, vivem em Cascais em vivendas luxuosas, com o suor do seu trabalho. Se pudessem já tinham mandado os sem abrigo e os funcionários públicos para as câmaras de gás. Os belmirinhos que para aí andam xulam os empregados com ordenados miseráveis e ainda mandam bocas políticas quando os governos não lhes aparam os golpes. Estes “pequenos” empresários da treta aqui no blogue, travestis do trabalho, são a enxórdia da sociedade, porque os verdadeiros pequenos empresários não têm tempo para vir ao blogue falar dos sem-abrigo.^
Com a volta que o país vai levar vão todos para a Madeira trabalhar com o Alberto João.
Pelintras, vão aprender como é que na Dinamarca os empresários tratam os trabalhadores e não os há sem-abrigo.
Outro país, outra mentalidade. Com gajos destes nunca lá chegaremos.
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Passou a ser obrigatorio nos contratos publicos.
É iniciativa deste governo, o OBRIGATORIO
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O Americo Tomaz, desculpem, Sua Excelencia,o Prof Dr. Cavaco Silva, foi a apresentação do Botelho e a sua partner, com pompa e circunstancia.
Fez-me lembrar o Almirante, quando ía á opera, para retemperar as forças, com uma valente soneca.
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…Na sua declaração, que durou breves cinco minutos, sem direito a perguntas por parte dos jornalistas, José Eduardo dos Santos procurou sublinhar a ideia de que tem boas relações pessoais com o primeiro-ministro português…..
Então e o jantar oferecido pelo PR Sr Cavaco Silva, não conta para a “parceria”
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O CAA foi, ou vai ser, convidado para proferir 3 palestras, cujo o tema é ” O liberalismos e o Petroleo”
Bom, vai agitar a sociedade Angola, dado os dotes do orador
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Hugo Chaves, apropriou-se dos temas do discurso da Madeira
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Legalmente, não imagina como é complicado ajudar quem não o deseja. a não ser que postule um Estado mais musculado e interventivo…
Mass a ideia era mesmo só mandar um petardo para o ar, não era?
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Caro Libertas (comentário 1)
Diga à sua amiga licenciada em farmácia, que deve enviar um CV actualizado para a RH Management (www.rhmportugal.pt), mais concretamente para o seguinte e-mail: rhm@rhmportugal.pt . Tenho a certeza que, num curto espaço de tempo, encontrará posição condizente com sua formação.
De resto, concordo em absoluto com o post!
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A problemática dos Sem-Abrigo não se prende apenas com uma questão de falta de habitação, ou de ter um “tecto para dormir”… mesmo que se desse casa a cada um destes sujeitos “sem-abrigo” eles iriam provavelmente continuar a dormir na rua! A verdade é que este tipo de população tem um estilo de vida muito próprio e que não se enquadra com o cumprir de regras, essencial para viver integrado numa comunidade. Esta população vive marginalizada e auto-marginaliza-se, excluindo-se das regras de uma sociedade. è notório também que a grande maioria é também consumidora de alcool ou droga, o que agrava ainda mais a sua condição marginalizada. É por este motivo que se vêm Sem-Abrigos em todas as cidades do mundo (pelo menos nas ocidentais, nos países onde imperam regimes autoritários não sei como se passa) ou seja, mesmo em países onde o estado-social funciona (melhor, pelo menos) a problemática é observada. De facto esta não é uma questão que se consiga trabalhar apenas com dinheiro… é um trabalho de anos a reabilitar seres-humanos… que também são “livres” de escolherem não se reabilitar nem reinserir na sociedade “normal”…
A.R., Técnica numa IPSS… a trabalhar com beneficiários do Rendimento Social de Inserção…
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“são “livres” de escolherem não se reabilitar nem reinserir na sociedade “normal”…”
então se não quiserem integrar-se na sociedade e cumpriir deveres porque razão devem ter direitos como os outros?
porque razão tenho que pagar inpostos para eles comerem?
porque razão têm que criticar o estado e pedir subsidios e ajudas?
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