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Uma situação de disfunção

16 Março, 2009

em que os agentes não interagiram de modo adequado ou se se quiser como é previsível. A questão da previsibilidade a partir da qual se instituem padrões duma dita ‘normalidade’ de alguma forma leva a que situações como esta sejam vista como ‘não normais’. Ora tal não se pode adoptar como verdadeiro pois não só so padrões de verdadeiro e falso comportam em si mesmos  uma valoração, discriminatória como todas as valorações,  como muito menos se pode afirmar que esta não seja uma situação relacional. Logo e sendo a escola de hoje um espaço de relação e não um local onde se transmitem conhecimentos pode dizer-se que acontecimentos como este revelam e confirmam a vitalidade da escola relacional de ensinantes e aprendentes, de interacção.

32 comentários leave one →
  1. anonimo's avatar
    16 Março, 2009 14:01

    Não entendo de quem é a autoria do articulado deste post …

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  2. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    16 Março, 2009 14:10

    2 – é meu mas directamente inspirado nas palavras dos psicólogos, sociólogos, professores e ministros que t~em procurado justificar o injustificável nas escolas. Nomeadamente o desaparecimento da autoridade de professores e funcionários.

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  3. JCP's avatar
    JCP permalink
    16 Março, 2009 14:32

    perfeitamente de acordo… autoridade e respeito!
    enfim, coisas que se aprendem (ou deviam aprender-se) em casa, desde tenra idade!
    e não me venham com a desculpa que os paizinhos são pobres, têm que trabalhar dia e noite e não têm tempo para educar as crianças…

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  4. Desconhecida's avatar
    O puto novo no bairro permalink
    16 Março, 2009 14:51

    Os professores deviam aprender artes marciais e aí sim o factor relacional desabrochava em beleza.

    E não me parece que seja de desaparecer o factor de transmissão de conhecimento que tem a escola.

    E ressalvo que conhecimento não é informação técnica, apenas e maiormente.

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  5. anonimo's avatar
    16 Março, 2009 14:53

    Obrigada, Helena pelo esclarecimento (anónimo 1)

    Permita-me referir-lhe que qualquer psicólogo SABE que toda a inversão hierárquica nos sistemas familiares e escolares é disfuncional. É patológica. É grave.
    Se alguém diz o contrário disto, saquem-lhe a carteira profissional. Agora até já há uma Ordem Profissional.
    O crescimento da cria humana demora muitos anos – os tempos designados de infância e adolescência. Está em aprendizagem. Com os pais. Com os professores.
    Exige-se autoridade dos pais e dos professores. Ponto final.

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  6. anonimo's avatar
    16 Março, 2009 15:03

    É impossível não comunicarmos – Pragmática da relação humana.
    A comunicação humana envolve o verbal e o não verbal (mensagens).
    Todo o acto comunicativo envolve conteúdo e relação – indissociáveis.

    É impossível existir relação sem conteúdo e vice-versa.

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  7. anonimo's avatar
    16 Março, 2009 15:04

    Corrijo para:

    É impossível não comunicarmos – Pragmática da comunicação humana.

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  8. bulimundo's avatar
    16 Março, 2009 15:04

    Como esta..?
    Professora agredida a socos e pontapés

    Docente da EB 2/3 de Esgueira internada. Aluna de 13 ouvida pela PSP Escola Segura

    Uma professora da EB 2/3 de Esgueira, em Aveiro, foi esta manhã internada depois de ter sido agredida a socos e pontapés por uma aluna do 5º ano.

    A informação foi confirmada ao TVI24 online por fonte do Conselho Executivo da escola.

    Tudo aconteceu esta manhã, durante a aula de Educação Visual e Tecnológica, de uma turma do 5º ano.

    A jovem repetente desferiu vários socos e pontapés contra a docente, tendo esta ficado arranhada e necessitado de tratamento médico.

    O INEM foi chamado ao local, às 10:18, tendo a professora sido transportada para o Hospital de Aveiro.

    No local encontra-se igualmente uma equipa da PSP Escola Segura, a interrogar a aluna, uma jovem repetente já referenciada como problemática, embora não houvesse registo até agora de agressões

    NUMA SOCIEDADE ONDE SE INCUTE O SUCESSO ACIMA DE TUDO …VALE TUDO…É A LEI DO MAIS FORTE…DARWIN ESTÁ A FAZER ANOS…

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  9. Tacci's avatar
    16 Março, 2009 15:52

    Privatizem-se as escolas.
    Problema resolvido.

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  10. José Manuel Santos Ferreira's avatar
    José Manuel Santos Ferreira permalink
    16 Março, 2009 15:57

    Xiiii!!! Tão complicado
    Não era mais fácil assim ??

    “Adepto iraquiano mata jogador adversário que poderia empatar o jogo” (Lusa)

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  11. helderega's avatar
    helderega permalink
    16 Março, 2009 16:00

    Que belo naco de prosa no mais puro eduquês!

    Mas não misture alhos com bugalhos: o eduquês é produto das Ciências da Educação e não da Psicologia que é uma ciência séria. É muito comum atribuir à Psicologia, por ignorância,ideias, teorias, prescrições educativas a que esta ciência é completamente alheia. Quem o faz deve ter por referência a “psicologia” lida na revista Maria e noutras que tal.
    Escrever, levianamente, que os psicólogos advogam a dissolução da autoridade na educação é completamente desonesto e idiota.

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  12. olhão's avatar
    olhão permalink
    16 Março, 2009 16:02

    É verdade que a disfunção existe, é real. Também é verdade que a seguir ao 25/ABR os professores foram coniventes com a perda de autoridade. Todos sabemos quanto é difícil hoje um pai dizer NÃO a um filho. Na sociedade actual perdeu-se o RESPEITO pelo outro, já não há a referência do pai, do professor. A referência é muitas vezes o cromo do futebol, que até tem um ordenado que envergonha quem trabalha,uns carros bacanos, umas vivendas de sonho, roupas personalizadas, etc.

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  13. Desconhecida's avatar
    Alberto Costa Andrade permalink
    16 Março, 2009 16:19

    <Post 4

    Os professores deviam dar-se ao respeito, que não dão, e merecer aquilo que ganham.

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  14. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    16 Março, 2009 16:56

    ainda não vi a fenprof exigir subsídio de risco

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  15. monárquico's avatar
    monárquico permalink
    16 Março, 2009 17:00

    Dona Helena a coisa ainda se faz sem armas ,até quando? Depois choram todos….e põem muitas flores!

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  16. Elsa Castafiore's avatar
    16 Março, 2009 17:06

    Um país de cócoras ante um aldrabão de feira, eis ao que Portugal está reduzido.

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  17. JB's avatar
    16 Março, 2009 17:14

    A) «a vitalidade da escola relacional de ensinantes e aprendentes»
    Um dos paradoxos da modernidade portuguesa: ensinantes e aprendentes!!!
    O resultado das luminarias reformadoras do português técnico, instaladas nos gabinetes do ministério. Em vez de professores e alunos, ensinantes e idiotas.
    Descobri esta terminologia há alguns anos nos manuais de Sociologia…

    B) «No local encontra-se igualmente uma equipa da PSP Escola Segura, a interrogar a aluna, uma jovem repetente já referenciada como problemática, embora não houvesse registo até agora de agressões»
    Ao que há-de seguir-se um relatório para uma Alta Sumidade, quem sabe se não um julgamento num douto Tribunal Superior.

    X) Entretanto, a irresponsabilidade continua.
    E a ‘ilegalidade’ de um professor em dar um tabefe bem dado na altura própria.

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  18. olhão's avatar
    olhão permalink
    16 Março, 2009 19:20

    #16 “Um país de cócoras ante um aldrabão de feira, eis ao que Portugal está reduzido.”

    E se não for este que outro vai pôr?

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  19. olhão's avatar
    olhão permalink
    16 Março, 2009 19:25

    #14 “ainda não vi a fenprof exigir subsídio de risco”
    Se fosse professor nalgumas turmas, de certeza que já tinha feito um seguro de vida.
    Na pior das hipóteses pedia a presença de um agente da Escola Segura na sala de aula”
    Falar é fácil. Vão conhecer o terreno. Nalguns sítios é pior que o inferno de Dante

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  20. anónimo's avatar
    16 Março, 2009 19:39

    Disciplina
    Professora agredida por aluna em Aveiro.

    Se violência de alunos para com os professores é muito grave, a agressão física, que é a violência levada ao extremo, é inqualificável. Diz-nos a notícia que a professora se encontra no hospital, mas deveria dizer, também, que a aluna se encontra na esquadra, para onde deveria ter sido levada. Por não sabermos mais pormenores pouco podemos adiantar, por ora. Contudo é-nos claríssimo que um aluno que agrida fisicamente um professor deveria ser expulso e enviado para um reformatório, devendo averiguar-se qual o grau de culpabilidade do encarregado de educação e, se se verificasse incúria grave na educação do menor, a sua custódia ser-lhe-ia retirada, temporária ou definitivamente. Os alunos, e os seus paizinhos, têm que ficar a saber que bater num professor acarreta expulsão e reformatório.
    Sem este tipo de medidas civilizadas, corremos o risco de estar a criar uma geração de criminosos sem temor ou respeito por nada.
    Desenvolvimento:
    Como eu temia a aluna foi ouvida pela psicóloga e pela PSP, quando deveria ter sido levada para a esquadra, sovada e ficado a aguardar que o encarregado de educação a lá fosse buscar, depois de convenientemente identificado e, se necessário, igualmente sovado.
    A professora regressou à escola… Depois de agredida a soco e pontapé. Vejam bem, não fosse faltar a alguma aula…
    Miséria de País que assim procede…

    http://www.ordemdostitulares.blogspot.com/2009/03/disciplina.html

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  21. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    16 Março, 2009 20:32

    bom, mas mesmo bom, era ser professor sem alunos. havemos de lá chegar, tenhamos fé no nogueira.

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  22. olhão's avatar
    olhão permalink
    16 Março, 2009 21:38

    Ponham a foto da bruxa nas salas de aula e teremos escolas sem alunos. Acabam-se os problemas na educação

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  23. toino's avatar
    16 Março, 2009 22:04

    *P….que os pariu…

    O estatuto de aluno concede-lhe o direito de não reprovar por faltas. Se
    faltar, o problema não é dele.. A escola é que terá que resolver o problema.
    Tendo singrado na vida e atingido o fim da escolaridade sem saber ler nem
    escrever e mesmo sem ter posto os pés nas aulas, o estatuto de cidadão
    concede-lhe o direito de ter um emprego. Se faltar ao emprego como faltava
    às aulas, o problema não é dele. O patrão é que terá que resolver o
    problema.
    Se, por um impensável absurdo, for despedido, o problema não é dele. O
    estatuto de desempregado concede-lhe o direito de ter um subsídio de
    desemprego e o problema é do Estado.
    Se, na vigência do subsídio, faltar às entrevistas ou recusar novo emprego,
    o problema não é dele. As suas habilitações arduamente conquistadas
    concedem-lhe o direito de escolher emprego compatível e o problema é do
    Instituto do Emprego, obrigado a arranjar-lhe ocupação, para não aumentar as
    listas de desempregados.
    Se, por um novo improvável absurdo, ficar fora do esquema, o problema não é
    dele, que o estatuto de cidadão com todos os direitos concede-lhe o direito
    ao rendimento social de inserção.
    Que constituirá uma renda perpétua, pois o cidadão tem direito à
    existência!…
    Renda paga pelos portugueses e não, como devia ser, pelos autores desta
    celerada lei, fautora da indisciplina, do laxismo, do não te rales, da
    irresponsabilidade mais absoluta, fomentadora da exclusão social!…
    Por uma vez, tenho direito à indignação, com todas as letras: *P…. que os
    pariu!…

    UMA PROFESSORA*

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  24. Desconhecida's avatar
    Gabriel Mithá Ribeiro permalink
    16 Março, 2009 22:21

    Espero que um dia se entenda que a violência escolar, em especial a que no dia-a-dia se manifesta na intimidade da sala de aula e que tem no geral as mulheres como vítimas – sendo que a violência psicológica é bem mais recorrente e perversa do que a física -, comporta aspectos equiparáveis à violência doméstica. No dia em que o senso comum perceber essa realidade tão elementar deixaremos de ler/ouvir análises/comentários absurdos, levianos ou jocosos sobre o tema. Até porque, nesse caso, o «sociologês» e o «eduquês» seriam mais facilmente varridos do discurso oficial, normalmente assente em supostas cientificidades. Até lá vamos aguardando e aturando as teorias da «escola inclusiva».

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  25. Tamy's avatar
  26. Levy's avatar
    17 Março, 2009 00:59

    Ah ah ah, teve piada Helena, meter uma posta em “eduquês” do pior que há.

    A Helena não sabe da missa a metade. Daqui a 3 meses esses poliglotas vão começar com as coacções do costume: mesmo dando murros e pontapés, e mesmo não tendo feito rigorosamente nada durante o ano (apesar das avalanches de planos de recuperação e de estratégias de remediação a que foram sujeitos, consumindo 90% do tempo de trabalho dos professores) estes alunos vão ter de passar de ano, ao abrigo do eduquês. No ano ano passado a pérola mais usada foi: “se repetir o ano, desmotiva-se e então depois é que não faz nada”.

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  27. Levy's avatar
    17 Março, 2009 03:57

    23 #

    “A escola é que terá que resolver o problema.”

    Tocou na ferida. A ideologia vigente desresponsabiliza constantemente alunos e pais e ao mesmo tempo responsabiliza os professores por tudo e mais alguma coisa.

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  28. Desconhecida's avatar
    O puto novo no bairro permalink
    17 Março, 2009 12:09

    A escolaridade obrigatória é um logro.
    As oportunidades iguais para todos não existem.
    Os homens nascem profundamente desiguais.
    A igualdade a martelo provoca a maior desigualdade.

    E porque há-de ser o Estado a gerir a educação? Porque hão-de ser os incultos a determinar a cultura?

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  29. OLP's avatar
    OLP permalink
    17 Março, 2009 12:35

    Desonesto e idiota é fazer crer que as ditas ciências da educação não estão impregnadas de “psicologuês”

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  30. Helderega's avatar
    Helderega permalink
    17 Março, 2009 16:46

    30. Desonesto e idiota é fazer crer que as ditas ciências da educação não estão impregnadas de “psicologuês”

    OLP, dê-me um exemplo ou serei levado a concluir que nunca leu nenhum texto de Ciencias de Educação ou Psicologia e está a falar de cor.
    Aliás, demagogia e populismo é o dia-a-dia deste blog. Por isso é que os comentadores do Correio da Manhã enchem as caixas de comentários do Blasfémias com a velha história do “antigamente é que era” ou de “um Salazar em cada esquina”.

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  31. Tamy's avatar
    17 Março, 2009 17:15

    Raul Iturra escreveu uma carta pública, e publicada, a MLR na qualidade de seu ex-professor do curso de Sociologia que frequentava na qualidade de trabalhadora estudante – exercia a profissão de professora primária.

    http://www.scribd.com/doc/2497642/Minha-querida-Maria-de-Lurdes-Rodrigues

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