Um sublime momento de indignação
«Quando se inscreveram, há dois anos, nos cursos de Educação e Formação (CEF), os cerca de 50 mil alunos afirmam que receberam a garantia de que teriam as mesmas condições que os estudantes dos cursos regulares para fazerem o exame nacional de acesso à universidade. O problema é que os alunos do CEF descobriram que as matérias que dão, nada têm nada a ver com o exame nacional» – a TSF teve aquele seu momento tremeluzente de indignação do dia: os alunos que seguiram cursos de formação, como hotelaria, descobriram que caso optem por seguir para a universidade terão de fazer exames em matérias que nunca estudaram. Logo, conclui a TSF, há aqui uma desigualdade. E desigualdade é algo que não pode existir no universo TSF. Desconheço o que disseram aos jovens quando optaram por estes cursos mas é óbvio que o conteúdo dos exames para a universidade não pode ser idêntico àquele que tiveram nos cursos de formação. E aí há logo uma desigualdade que a TSF não entreviu: os jovens dos cursos de formação têm um diploma profissional que em alguns cursos até lhes permite uma rápida entrada no mercado. Os outros não têm nada disso. Caso os alunos do ensino regular resolvam ser pasteleiros também não podem argumentar que nas suas aulas não aprenderam nada sobre pastelaria. Logo se os alunos dos cursos de educação e formação entendem candidatar-se à faculdade têm de estudar esse curriculum. Se eles acreditaram que tal não era necessário certamente que também precisam de frequentar umas aulas sobre bom senso.

Se a Universidade Independente ainda estivesse aberta, de certeza absoluta que o curso de pasteleiro daria equivalência, no mínimo, ao bacharelato em alguma coisa, tal como aconteceu ao Zézito e ao Vara. Mas já fechou, foi o ministro do Zézito, o das universidades que mandou fechar, mal soube que o chefe já tinha acabado a licenciatura.
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I Parte
A farsa na educação
roça quase a dramaturgia,
a política desta (des)governação
é feita de muita demagogia.
O espelho da realidade
de pobres valores encaixilhado,
reflecte esta imbecilidade
de um (des)Governo aparvalhado.
O mexilhão de crachá ao peito
contra a educação “socialista”,
justíssimo é o desrespeito
para com uma política miserabilista!
II Parte
O desastre na educação
da (des)governação “socialista”,
atinge um nível de aberração
de teor miserabilista!
De boas peças teatrais
o mexilhão é apreciador,
de bons princípios ancestrais
este “socialismo” é decapador!
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De qualquer forma, parece-me que se mentiu -muito mais do que o já costumado- a muitos alunos e a muitos pais e encarregados de educação. Ou não?
Cumprimentos,
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Israel usou rapaz palestiniano de onze anos como escudo humano
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Parecem umas virgens ofendidas. Toda a gente sabe para que servem os cursos CEF e afins.
Gostaria que me explicassem porque razão um aluno que prefere seguir este tipo de cursos, que têm um carácter dito “prático” (os professores são “convidados” a evitarem dar qualquer tipo de exposição mais teórica nas suas aulas, não vão os pequenitos sentirem-se oprimidos pela sociedade e desatarem a chorar ou rebentarem em histeria hormonal), depois fica muito chateado por não ter tido as mesmas matérias que os outros alunos, em cursos “normais”. Se tivessem tido aquelas matérias no seu curso, provavelmente nunca conseguiriam sequer acabar o 12º!
É típico do tuga quer o sol na eira e a chuva no nabal…
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Cara Helena, espere para dentro em pouco ver algo semelhantes aos cursos Novas Oportunidades para o Ensino Superior. Tipo “seja licenciado em técnico de assadura animal em 3 meses” (vulgo virar frangos…).
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Os CEF’s na universidade???
Não me façam rir. Só quem não sabe o que são os alunos dos CEF’s é que pode sugerir que vão para a universidade.
Eles são CEF precisamente porque não conseguem e não querem acompanhar as matérias regulares. A maioria dos alunos mal comportados e que não quer trabalhar anda nisso. Os alunos que se estão a queixar são de uma lata sem tamanho: não estudam e têm raiva a quem estuda, mas agora querem aceder á universidade sem um exame. Duplamente beneficiados. O 3º beneficio a pedir, será depois de já estarem na universidade, pedirem matérias sobre futebol e pastelaria, porque foi isso que andaram alegadamente a fazer nos CEF.
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mais um excelente post da Helena. No tema, no conteúdo ideológico, na oportunidade…
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Como formador de CEF, afirmo que não é possível a estes alunos acederem ao ensino superior. Há alguns que não conseguem fazer resolver uma simples equação, ou uma simples multiplicação. Com matérias/módulos como “matemática da vida”, onde se aprende a ir as compras ou a interpretar um recibo de ordenado..nunca será possivel acederem ao ensino superior!
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Levy, O Silva, esperem pela próxima legislatura…Então não sabem que TODOS tem direito ao “sucesso”? Basta ver grande parte dos alunos do dito “Ensino Superior” para perceber o futuro que aí se avizinha. Se achavam que o Sócrates era medíocre na sua profissão…
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10 # RXC
Sei sei, então não sei. E em relação ao futuro, espere mais 15 anos, quando estes alunos actuais forem pais…
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Nem todos os CEFs são Cursos Especiais para Falhados; nem todos os alunos dos CEFs são falhados.
Em Portugal urge criar condições para dar satisfação aos jovens que não querem ‘estudar para ser doutores’. Esta necessidade de criar bons profissionais é também uma necessidade da sociedade portuguesa.
No pós 25 de Abril de 74 os democratas mandaram às urtigas as escolas profissionais -ditas industriais e comerciais-.
A demagogia levou a rapaziada que nos tem governado a criar os CEF e, há bem pouco tempo, ainda o Valter Lemos afirmava ufano a irreversibilidade de se criarem Cursos de Educação e de Formação que abrangessem 50% da massa estudantil portuguesa. Infelizmente, mal começada, esta pretensão nunca poderia ter viabilidade.
De qualquer forma, se um dia Portugal vier a ser dirigido por gente competente e se a educação passar a ser um assunto sério e não uma arena para os combates mais ou menos ideológicos dos politiqueiros que nos minam e corrompem, a instauração de um verdadeiro ensino profissional terá que ser uma realidade neste país.
Um abraço,
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Porque não reclamaram por ter que frequentar um curso de um ano em vez dos três dos alunos do ensino regular?
Ninguém lhes mentiu! Eles não perceberam a extensão da afirmação. Ao terem equivalência ao 12º ano podem candidatar-se à universidade em igualdade de circunstâncias com os alunos do ensino regular. Mas, a todos são exigidas provas de ingresso! Ninguém entra automaticamente. Estão em igualdade de circunstâncias no acesso, não na prestação das provas de ingresso. De qualquer forma todos têm que estudar para elas, a diferença é que no ensino regular os alunos ficam aptos para as prestar e nos CEF não. Esse problema já se punha no ensino recorrente em que, apesar dos programas serem os mesmos que os do ensino regular, a exigência era do dia para a noite!
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12 # Francisco Nunes
Isso que você escreveu está certissimo, só que não se vai concretizar tão cedo. Por um simples motivo: quem anda nesses CEF’s pura e simplesmente não quer fazer nenhum. Pode arranjar-lhes os cursos que quiser, que o resultado é o mesmo. Não se consegue ensinar nada a quem não quer aprender. O resto são detalhes…
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Caro Francisco Nunes, se eles não querem ser doutores (e têm todo o direito), porque razão querem concorrer ao Superior? Chico-espertismo, bem ao estilo tuga.
Tem toda a razão quando afirma que Portugal precisa dum verdadeiro ensino profissional, para formar os técnicos e quadros intermédios que as empresas precisam. Mas para isso é preciso vontade e introduzir algo cada vez mais estranho ao nosso sistema de educação: a exigência, o rigor e o trabalho. Com estes iluminados das ciências(?!) da educação, que nunca saíram dos seus gabinetes ventilados para um dia de trabalho a sério, temo que a coisa vá de mal a pior.
Os politécnicos deveriam ter assumido essa função, mas preferiram armar-se em Universidades. Deste modo, perderam-se as escolas industriais/comerciais, e ganharam-se instituições pseudo-superiores, onde pululam avantesmas como o “doutor” Valter Lemos.
Levy, ora aí está o cerne do problema, que os sociólogos do ISCTE ainda não enxergaram. Parece que há gente, pasme-se!, que afinal simplesmente não gosta de estudar nem de trabalhar (e até tem desdém por quem gosta). Mas acham-se com direito a, no fim de contas, terem as mesmas coisas que estes últimos.
E o Pro&Contras é novamente sobre o futebol. Bravo Portugal.
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Caros Levy e Rxc, vamos esperar que as coisas se componham durante o nosso tempo de vida…
Um abraço,
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Este é mais um caso de xico-espertismo português que começa em tenra idade e muitas vezes com a conivência e encorajamento dos pais.
É que a estes xicos-espertos foi dito, ou ouviram dizer, que era mais fácil e poderiam, assim, subir a média do secundário e que, para além disso, a carga horária não era tão intensa.
Meteram a pata na poça! Então se queriam ir para o ensino superior, porque carga de água foram para um CEF? Pensavam que tinham descoberto a pólvora? Faz lembrar aqueles que vão para colégios manhosos para subirem as médias do secundário.
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Realmente, não percebo a indignação dos alunos. O objectivo destes cursos não é preparar os alunos para entrar na Universidade mas sim o de lhes fornecer competências técnicas e profissionais, e não acredito que os alunos não o soubessem quando se inscreveram…
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Aliás, basta olhar para isto:
Cursos de Educação e Formação
Despacho Conjunto N.º 279/2002
Os Cursos de Educação e Formação pretendem proporcionar aos jovens um conjunto de ofertas diferenciadas que permitam o cumprimento da escolaridade obrigatória e a obtenção de qualificações profissionais, devidamente certificadas – inserindo-se como itinerário no Art.º 11 do Decreto-lei n.º 6/2001.
DESTINATÁRIOS
Os cursos destinam-se a jovens:
– Com idade entre os 15 e os 18 anos;
– Sem o 1º ciclo, ou o 2º ciclo, ou o 3º ciclo do Ensino Básico;
– Que pretendam, para além da escolaridade, uma qualificação profissional.
NÍVEL DE QUALIFICAÇÃO
A conclusão de um curso de Educação e Formação permite obter níveis de qualificação profissional equiparados aos níveis da União Europeia:
Nível 1 – Corresponde a uma pré-qualificação para o exercício de uma actividade, que diz respeito a um trabalho simples, que envolve conhecimentos técnicos e capacidades limitadas.
Nível 2 – Corresponde a uma qualificação completa para o exercício de uma actividade, com capacidade de utilizar os instrumentos e técnicas com ela relacionadas. Esta actividade respeita principalmente a um trabalho de execução que pode ser autónomo no limite das técnicas que lhe dizem respeito.
Todos os cursos são acrescidos de uma formação prática em contexto de trabalho, a desenvolver numa empresa, com duração entre um e três meses, constituindo uma experiência na respectiva área de formação técnica, o que permite uma adequada inserção profissional.
Fonte: Ministério da Educação
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As alucinações … continuam!
Sócrates garante 40 mil estágios profissionais este ano
«Se queremos competir nas áreas do futuro, a única via é a aposta na Educação», disse o primeiro ministro
http://www.tvi24.iol.pt/economia-alertas/portugal-governo-socrates-educacao-estagios/1051911-3219.html
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As NO e os CEF são a total palhaçada. Claro que, apesar dos esforços de alguns professores, de técnicos e profissionais NADA TÊM.
Servem unicamente para inglês ver e para gastar as verbas extra enviadas pela UE para o desenvolvimento do país. Quanto terminar este “programa”, fica tudo reduzido a pó e cinzas. E nada resta. Entretanto, não formou nada nem ninguém para qualquer ofício!!!
O problema, e muito grave, vai ser cativar/motivar os professores para algo de qualidade no pós este circo!
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– Senhor Primeiro Ministro, isto está de tal maneira que até as
raparigas licenciadas têm que se prostituir para sobreviver.
O Primeiro Ministro com o seu sorriso inteligente responde:
– Lá está o Senhor Deputado a inverter tudo…, o que se passa é que
o nosso sistema de ensino está tão bom, que até as prostitutas hoje
são licenciadas…
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Por coincidência ou não tropecei com estes comentários alguns que partilho outros nem por isso, mas respeito.
Na qualidade de Formador de alunos CEF (de pastelaria ) a vários anos, e de empresário empregador de mais de 25 trabalhadores a mais de uma década, e de ex aluno de RVCC em que conclui o secundário, e como actual trabalhador estudante num curso superior, penso que nem tudo pode ser metido no mesmo saco.
O programa “novas oportunidades” vem “dar” diplomas de certificação escolar a quem não precisa delas mas que sem duvida as merece, porque as estatísticas realmente tem o valor que tem, e o certificado escolar vem dar se não for mais motivação, a oportunidade conviver com outras realidades, de voltar a escola e conhecer o ambiente que os filhos vivem dia a dia, o como eu para ter “moral” de exiguir aos meus filhos que estudem, que tirem um curso superior.
Relativamente a estes jovens (alunos de CEF´s ) irem para a faculdade e realizar os exames , de facto não faz sentido eles fazerem estes exames, já que a matéria dada nas aulas não é mais que um referencial de formação que sofre ajustes de maneira a estes alunos seguirem em frente e não ficarem “encravados” por causa de uma disciplina, um alunos CEF que tem de aprender principalmente o “Saber estar” e o “Saber Ser” de maneira que os fundos europeus que pagam as matérias primas e as horas do formador externo” servirem para familiarizar estes jovens com a área em que irão trabalhar no futuro, e depois de entrarem no mercado de trabalho se mais tarde quiserem tentar o ensino superior como eu, através de “Maiores de 23” fazer um exame e entrar na faculdade.
No passado verão contratei 5 alunos para trabalhar num evento em que a minha pastelaria participou, eles foram grandes profissionais e me fizeram sentir que qualquer coisa fica da formação dada.
Nem tudo está bem , mas nem tudo esta tão mal… olhando para a realidade, a maioria dos alunos dos CEF´s não tem a mínima hipótese de concluir o ensino dito normal, por não terem capacidade para tal, a maioria tem gravíssimos problemas sociais, os encarregados de educação quando existem não os conseguem acompanhar tem carências afectivas e económicas brutais.
Agora pergunto eu como empresário, como formador, como aluno mas muito em especial como Pai…. Que seria de todos estes doutores, iluminados, entendidos e bem sucedidos se tivessem crescido sem o apoio familiar mínimo, se tivessem em instituições ou a viverem de rendimento mínimo em casa como acontece a maioria dos meus alunos.
Um abraço e parabéns pelo nível deste blogue
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Neste campo da atribuição de hablitações, o Pinto de Sousa é coerente com o seu percurso académico invulgar e informal. Ele próprio é a expressão do resultado desta política do facilitismo académico. O seu desempenho intelectual é algo que deprime. A suas fragilidades intelectuais perante elites é desconsertante.
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