Deslocados
O «anúncio» do BE usa como exemplo um qualquer «patrão» que encerrou uma fábrica e a levou para a Eslováquia, provocando com isso desemprego de portugueses.
Ora, as críticas que o BE foi alvo, pelo que li, é o facto de uma qualquer deslocação de investimento de um país para outro, no caso a Eslováquia, não ter nada de mal em si: procurar melhores condições de produção é não apenas legítimo, como muitas vezes essencial para manter a produção. Cria-se emprego em países necessitados de investimento estrangeiro. Potencia-se a criação de quadros intermédios, a qualificação e formação profissional, aumenta-se o rendimento disponível.
Nada que Portugal desconheça, por ter sido durante muitos anos, e mesmo actualmente, país receptor de tais investimentos, de «deslocalizações» vindas de outros mercados. Daí não fazer sentido criticar uma deslocação para a Eslováquia. A não ser, e daí as críticas, que se entenda dever defender o emprego português ainda que à custa de dumping social/fiscal (prejudicando países mais pobres), e mediante a utilização de dinheiro dos contribuintes (vulgo subsídios), ou meramente a ineficiência de investimentos e sistemas de produção. A crítica ao BE incidiu, com razão a meu ver, no carácter nacionalista da mesma. E daí usar-se correctamente, a palavra xenófobo, como correspondente a pretender-se discriminar positivamente os «nossos» face a «outros». Um pouco na linha do recente british jobs for british workers ou toda a tralha retórica habitual dos sociais-fascistas. Compreendo que em termos de imagem tal custe um bocado ao BE e a tente repelir, com «cuspo». Mas a essência, sem surpresa, é a mesma.
Falas agora de que afinal a mensagem seria contra os «saltitantes», que se aproveitariam dos subsídios nacionais e europeus. Ora, não é certo que todos os críticos do BE sejam também eles defensores da atribuição dessas particulares formas de dumping, desvirtuamente de concorrência, fomento de pobreza e ineficiência. Pelo menos, não é certamente o meu caso. Aliás tais situações resolvem-se com facilidade de duas formas: ou pela sua supressão (absolutamente desejável), embora tal não me pareça ser a posição do BE, ou pelo cumprimento dos contratos, com o accionamento de mecanismos de sanção/devolução.
Por fim, as deslocações, sejam internas (numa dada região ou país) sejam externas, são factores essenciais para a concretização de condições para a continuação de criação de riqueza, e sobretudo para a criação de condições de desenvolvimento para milhões de trabalhadores e respectivas sociedades. Foi e é assim com Portugal, foi assim (ainda com mais sucesso), com o Japão, com a Coreia do Sul, Singapura, etc. Foi, e é, a concretização de investimento e consequentes deslocalizações que proporcionou e proporciona o aumento de condições de vida e bem-estar-social das populações e trabalhadores. E não o inverso.
Daniel
Se eu tivesse dinheiro e que me saia o euromilões, carago, abro aí umas tantas fábricas no interior do país, capazes de singrar, sobre indústrias ligadas à terra, à tradição, e gozarei de empregar o máximo de gente, a pagar-lhe o melhor que puder, sem cuidar de deslocar a engina lá para o leste ou que seja, no único interesse de enriquecer a terra e fazer bem à gente. Pois é o que fazem os nórdicos, lá para as noruegas e suécias, protestante, não como por cá, católicos, enquanto engordam mais se desunham a explorar a gente. E esse Gabriel Silva, liberal, capitalista ferrenho, nunca ouviu falar de moral nem leu Max Weber.
GostarGostar
Porque será que o Celestine embirra tanto com Portugal? Restos do “complexo angolano”?
GostarGostar
Gabriel, irei com tempo a este debate. Até lá, fica evidente que, podendo haver debate sobre a matéria, não faz qualquer sentido a acusação de xenofobia. De resto, sim, concordo com a ideia de contratos com “mecanismos de sanção/devolução.” O resto, tem a ver com os efeitos das empresas que saltam de país em país em busca de salários cada vez mais baixos, ditaduras, se possível (sem sindicatos) e nenhuns direitos laborais. E esse é o debate que me interessa. O da ética na economia. Não vejo, mais uma vez, onde raio pode isto acabar em acusações de xenofobia.
GostarGostar
Mais uma nota: é um prazer o debate sem insultos. Por isso, como é evidente, a acusação de “papagaio”(estas ondas que se criam onde 90% nem perde um segundo a pensar) não te incluia. É sempre um prazer debater contigo e quase nunca concordar. Voltarei à discussão.
GostarGostar
queria só deixar aqui a minha concordância com o seu post..como tentei fazer na caixa de comentários do post q deu origem a este debate, no blog do D.O…
só queria reforçar um ponto (q tb lá fiz) q é a dificuldade acrescida em discutir opinião q vai sempre mudando..”shooting a moving target”..
GostarGostar
“(…) Até lá, fica evidente que, podendo haver debate sobre a matéria, não faz qualquer sentido a acusação de xenofobia. (…)”
Não sabia esta!!
Deixa-me experimentar…
(For the sake of the argument) ‘Não gosto de pretos, acho que deveríamos discutir expulsá-los’. Não me acusem de racismo ou xenofobia; podendo haver debate sobre a matéria, não faz qualquer sentido a acusação de xenofobia.
(Ou então) ‘Não gosto de ciganos na mesma sala de alas que os meus filhos, acho que deveríamos discutir pô-los num contentor à parte’. Não me acusem de racismo ou xenofobia; podendo haver debate sobre a matéria, não faz qualquer sentido a acusação de xenofobia.
É genial! Parabéns Daniel….
GostarGostar
Não deixa de ser curioso que os posts no Arrastão aparecem classificados como “Sem Categoria”… 😉
GostarGostar
PMA, venha por favor um argumento. Sabe que a mim também não me agradam as empresas que saem da Alemanha e vêm para Portugal na condição de continuarmos com salários baixos e não fazermos greves e elas receberem apoio público e irem embora quando entenderem. Serei xenófobo em relação aos portugueses ou sou contra a competição por baixo à custa de direitos laborais?
Já não tenho nada contra empresas que procuram estar próximo de matérias primas, dos mercados ou da mão-de-obra especializada, dispostas a pagarem salários justos e a garantirem todos os direitos sociais. Estejam onde estiverem, vão para onde forem. Aí a competição entre países aconteceria da forma mais saudável: preparar bem os seus trabalhadores, apostar na educação e na formação, investir nas infraestruturas e no desenvolvimento económico. O que não quero é empresas que vivem do subdesenvovimento.
Por fim, não mudei de posição. O fenómeno das delocalizações está associado a apoios públicos e às empresas saltitonas. Não é uma coisa de hoje. Falar das deslocalizações sem falar disto é não falar de coisa nenhuma.
GostarGostar
tá a convocatória feita, hoje vão fazer a barba uns aos outros, o que ajuda a mitigar a dor. amén.
GostarGostar
Está respondido no Arrastão
GostarGostar
Caro Daniel,
Os meus argumentos foram sendo expostos na caixa de comentário do post q deu origem a esta discussão..
“claro q tem q haver regras!(daí o meu toque, na decisão judicial relativamente à saída da opel,num comentário anterior..) isso é óbvio..mas qd diz q se devem combater as delocalizações, assim,sem mais, n se está a falar de regras, mas de um principio de liberdade de investimento, hoje na eslováquia, ontem em portugal..esse é o ponto q separa os vários comentadores deste post. ir alterando a sua posição, ao longo da discussão, n é sério!
Mais; axar q é só por salários q as empresas deslocalizam a sua produção é n querer ver a realidade como ela é..N perceber q uma economia de pequena dimensão apenas tem futuro sustentável na medida da sua abertura ao exterior, aumento das suas exportações, e na medida directa da sua capacidade de atração de investimento estrangeiro, é n querer ver a realidade como ela é..e basta olhar à sua volta..
criar demasiados constragimentos às decisões de investimento das empresas (n falo da existência de regras, como já deve ter reparado!) é assinar a nossa sentença de “morte” económica…”
seguindo o seu ponto, dizer q se é contra as deslocalizações, assim, sem mais, é “não falar de coisa nenhuma”..
e é isso q o video(devo lembrar q foi por aqui q isto td começou) e os seus iniciais comentários, como “(..)combater as deslocalizações”
ou “(..)Quem defende as deslocalizações são os ultra-liberais(..)” ou ainda “Acham que as empresas devem sair de Portugal (..)?”, diziam…
GostarGostar
PMA, confundi-o com PKS
GostarGostar
Daniel Oliveira: ” (…)não faz qualquer sentido a acusação de xenofobia. Não vejo, mais uma vez, onde raio pode isto acabar em acusações de xenofobia.”
Quando se defende “British jobs for British workers” e’ equivalente a defender que os postos de trabalho em causa sejam ocupados por Ingleses e nao por imigrantes Checos por exemplo. Quando se toma posicao contra a deslocalizacao de uma empresa para a Rep. checa, por exemplo, e’ equivalente a defender que esses postos de trabalho nao fiquem para os Checos. Os dois casos sao exactamente iguais, e pessoalmente nao vejo xenofobia em nenhum dos casos: Esta-se a lutar por algo que precisamos e nao contra alguem especificamente de uma dada nacionalidade.
Quem se saiu com a habitual demagogia agitando o espantalho da xenofobia foi precisamente o BE. Portanto, nada mais natural que identificar o BE como partido xenofobo pelos padroes que eles proprios definiram.
GostarGostar
“Porque será que o Celestine embirra tanto com Portugal? Restos do “complexo angolano”?”
#2, que diz que é Francesco e eu ia jurar que é Francesca
Ó meu, bem a contrário, cá a Celestine investiria em Portugal, lá no mais interior, se lhe saísse o euromilhões ou tivesse assim tanto dinheiro. Em Portugal, primeiro, não como o Garbiel, que logo ia à Eslováquia, mesmo passando a pobre China e Índia ao meio.
GostarGostar
Daniel
O que é para si um salário justo no Vietname, ou na China? E em Portugal? E no Luxemburgo?
GostarGostar
“O mestre em psicologia do Desporto Jorge Silvério foi designado pela Comissão Executiva da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) provedor do adepto , figura que pretende ser um interlocutor entre os adeptos e as várias entidades desportivas.”
Relvado.com
GostarGostar
A grande questão é: porque motivo o BE não apoia pura e simplesmente o fim de todos os subsídios à instalação de empresas?
É que se uma empresa precisa de subsídio para se instalar, então não vem por “estar próximo de matérias primas, dos mercados ou da mão-de-obra especializada”, nem estão dispostas a “pagarem salários justos e a garantirem todos os direitos sociais.” Os salários estão a ser pagos com os impostos pagos pelos próprios trabalhadores.
Caso contrário, a posição do BE revela ou incoerência ou inconsequência.
GostarGostar
“tem a ver com os efeitos das empresas que saltam de país em país em busca de salários cada vez mais baixos, ditaduras, se possível (sem sindicatos) e nenhuns direitos laborais.”
E quais são esses efeitos? Ao aumentar a procura de emprego desses países, não estão a contribuir para aumentar o nível geral de salários e de direitos laborais?
Sejamos claros. Esta posição resulta em manter os direitos dos países ricos à custa da pobreza dos países pobres.
GostarGostar
barbearia em funcionamento. autobiografias à venda dentro de momentos.
GostarGostar
.
As remunerações dos assalariados da Admnistração Publica em Portugal em percentagem do PIB (perto dos 13%) é mais que em 28 Paises Europeus e apenas menos que em 4:
.
Malta, França e Noruega (também acima dos 12%)
.
Belgica, Hungria, Italia, Grecia, Inglaterra, Eslovenia, Letonia (perto dos 10%)
.
Espanha, Lituania, Estonia, Polonia, Irlanda, Romenia, Holanda (perto dos 9%)
.
Austria, Rep Checa (perto dos 7%)
.
Luxemburgo, Alemanha, Eslovaquia (perto dos 6%)
Em 33 paises Europeus só 4 gastam mais que Portugal em percentagem do PIB
.
Finlandia (perto dos 13%)
.
Chipre e Suecia (perto dos 14%)
.
Dinamarca (perto dos 17%)
http://dechiffrages.blog.lemonde.fr/
–
THE CRIMINALIZATION OF EVERYDAY LIFE
http://www.citylimits.org/content/articles/viewarticle.cfm?article_id=3718
.
.
GostarGostar
daniel,
O PKS n diz q a sua posição vai “evoluindo”, a q se refere na sua resposta(“Por fim, não mudei de posição.”), isso sou eu q digo..
GostarGostar
Como disse, confundi os dois. Julgava que eram o mesmo em dois comentários.
GostarGostar
Oh Daniel, sabes essa de morrer o gado? então vai a Zona de Castelo Branco.
GostarGostar
Oh anonimo, muita me contas, muito embora, eu saiba, que este País é de FPublicos – agora, vão para governo quem mais de 2 reformas e, nunca ultrapassar mais de 4, é quantas tem o “chefe”
Sabem a que estou a referir-me?
GostarGostar
Daniel Oliveira:
Associo-me à pergunta que lhe fez o #15 Jcd e aguardo a resposta com mal disfarçada ansiedade. Digo isto porque os salários que eu pago andam à volta, no conjunto, de 20% do valor da produção, para um leque salarial (incluindo-me a mim) de 1 para 6. Ora, os trabalhadores queixam-se, a meu ver com razão, de que ganham pouco. Mas não podem ganhar mais porque senão a empresa entra em perda. E como concorre no mercado externo com Chineses, Italianos, Franceses, Turcos, muitos outros e o Diabo que os carregue a todos, não pode aumentar as suas margens. Sucede que eu não tenho competência nem imaginação para fazer melhor e/ou diferente. Mas, se deslocalizasse, por exemplo, para Marrocos ou a Roménia, as margens brutas subiriam significativamente e passava a ter a garantia, que neste momento não tenho, de sobreviver por muitos amos. Assim, além da resposta ao Jcd, pedia-lhe que me ajudasse a decidir se devo:
a)Suicidar-me;
b)Contratar um gestor indicado pelo BE;
c)Fazer um curso de formação em gestão numa Universidade (qual? Em que país?);
d)Deslocalizar.
GostarGostar
“Freeport aliciado a financiar partidos”
Vamos vêr, se isto de aliciar partidos, não toca á São Caetano, como foi do conclave do Covento do Beato – se calhar esta esquecido
GostarGostar
Ora,
“As críticas que o BE” produziu
OU
“As críticas” DE “que o BE foi alvo” ?
O panfleto está ilegível!
GostarGostar
»Digo isto porque os salários que eu pago andam à volta, no conjunto, de 20% do valor da produção»
Se tivermos em linha de conta que é trabalho intensivo.
50% a 60% é quanto calculo.
Dava uma sugestão, vendas as terras e goze dos rendimentos, o meu amigo não nasceu para a agricultura.
Dedique-se a internet
Cada um dedica-se o que sabe fazer melhor, o seu será a internet
GostarGostar
“Sucede que eu não tenho competência nem imaginação para fazer melhor e/ou diferente”
Entao contrate alguém que saiba. Ou entao vá para a reforma antecipada e venda a empresa a quem tenha competência para a melhorar.
GostarGostar
#25 aumentas o teu ordenado 10 vezes, ofereces a empresa aos funcionários e ficas como gestor enquanto der para receber o ordenado, depois já conheces os trâmites legais e sindicais.
GostarGostar
A imonda já foi.
GostarGostar
#31 o governo boicotou os esforços do cavaco e não seguiu as sugestões da mfleite.
GostarGostar
carísimos,
Em vez de profissionais da “boa ordem moral” que tal pensar um pouco no diferencial cultural dos diferentes contextos sociais?
Que tal pensarem um pouquinho que o Mundo não se explica pelo nosso padrão, não se explica com o típico egocentrismo ou se preferirem uma linguagem mais técnica do nosso etnocentrismo.
Mistura-se facilmente duas coisas, o exercicio político e a máquina estatal. depois acha-se que por passes de mágica as coisas se auto-regulam, que as pessoas são todas honestas e que todos estão dispostas a trabalhar para aquilo que vos faz tremer o BEM COMUM!
Como liberal que sou, falta-me entender como assegurem que os abutres, os mercenários e por demais agentes sociais se importaram com quem cresce em sitios diferentes, em escolas diferentes, com acesso a “coisas” menos boas digamos!
so se for pela “ordem moral ” que o CDS propaga! haja coragem para se poder correr riscos! mas haja tambem coregem que nem todos os queresmos correr, e nem todos os podemos correr! Sejamos honestas em Balizar um pouco este jogo, e o Estado terá de estar presente, de um forma ou de outra. Nao poderemos nos auto regular se não estaremos proximos dos nossos “queridos” hum, digamos anarco? baconine? parece-me bem bem ? ehehehehehe
Saudações Liberais.
GostarGostar
“O tribunal do Marco de Canaveses absolveu hoje o ex-presidente da câmara Avelino Ferreira Torres de todos os crimes de que estava acusado”
Toma que já almoçaste.
GostarGostar
Ok, Daniel..Confusão desfeita, portanto..
GostarGostar
Banks were warned on Wednesday to take security precautions to protect their staff after vandals attacked the Edinburgh home of Sir Fred Goodwin, former chief executive of Royal Bank of Scotland.
A group claiming responsibility for the attack later e-mailed the Edinburgh Evening News warning of further action. One of the messages read: “We are angry that rich people, like him, are paying themselves a huge amount of money, and living in luxury, while ordinary people are made unemployed, destitute and homeless. This is a crime. Bank bosses should be jailed. This is just the beginning.”
GostarGostar
O titanic (João Duque, S.E.)
As taxas de juro têm descido, dizem. No entanto, isso não é absolutamente verdade. Nos últimos 12 meses observámos um movimento a dois tempos. Depois de vários meses em que as taxas de juro da dívida pública para todos os prazos de vencimento subiram permanentemente em virtude de uma persistente actuação do Banco Central Europeu, a partir de Julho de 2008 assistiu-se ao início da sua descida. Essa descida foi acentuadamente marcada para as taxas de juro de curto prazo, mas também as de longo prazo observaram quedas sensíveis, apresentando a curva da estrutura temporal das taxas de juro um valor mínimo em Dezembro de 2008. No entanto, apesar do custo da dívida pública ter continuado a descer nos prazos curtos passando para 1,06% em meados de Março, começou a subir para prazos longos e num ápice subiu para 4,66% a 10 anos e 4,88% a 30 anos. Por contrapartida, em meados de Março, a Alemanha financiava-se a 3,11% para o prazo de 10 anos e a 3,98% a 30 anos. Isto é, o ‘spread’ entre o custo da dívida pública portuguesa e a alemã a 10 anos é de 1,55%. Mas para prazos mais curtos aquele ‘spread’ manteve-se elevado, apresentando-se a 1,42% para o prazo de 5 anos. Esta situação tem implicações importantes.
Primeiro, o nosso Orçamento do Estado é relativamente mais agravado do que seria se o nosso risco de crédito da república fosse menor. Gastamos mais receita para pagar mais juros para o mesmo financiamento, restando-nos menos para investimento ou despesa social.
Segundo, este efeito contamina o custo do capital das empresas e também elas passaram a pagar mais juros pelo mesmo financiamento. Assim, há menos lucros para reter em crescimento orgânico, ou para distribuição a accionistas.
Terceiro, os projectos ficam menos atractivos quando desenvolvidos por portugueses. Deixamos de lançar projectos em Portugal que podem ser lançados em países com menores taxas de juro. Por exemplo, um projecto público com vida de 10 anos e TIR de 4% deveria ser rejeitado em Portugal (com o custo do capital a 4,66%), mas poderia ser aceite na Alemanha (com o custo do capital a 3,98%). Só no curto prazo as taxas dos países estão próximas, mas à excepção das discotecas onde o ‘payback’ de segurança exigido é de 1 ano, os investimentos geradores de riqueza e emprego são de longo prazo.
Quarto, com esta desproporção entre o custo do capital na Europa, a recuperação da economia vai fazer-se a ritmos diferentes. O desenvolvimento pode tender a concentrar-se “lá” e a deixar de se fazer “cá”.
Quinto, quanto mais as empresas sofrerem este desfasamento entre o custo do capital em Portugal e o dos países mais fortes da União Europeia, menos riqueza gerarão e menos lucro e emprego conservarão. A base de tributação (impostos sobre o rendimento ou sobre lucros) reduzir-se-á.
Sexto, quanto mais a base de tributação se reduz mais o Estado português tenderá a endividar-se para manter o mesmo nível de actividade de investimento ou de actividade social (a qual tem tendência a agravar-se pelo preocupante envelhecimento da sociedade portuguesa), aumentando ainda mais o risco do país e o custo do capital.
Sétimo. Entraremos por esta via numa espiral de definhamento nacional. Os jovens irão partir porque é “lá” que haverá emprego e riqueza e os velhos ficarão por “cá” com menos para se sustentarem…
Remédio? Ou tomam juízo no destino a dar ao dinheiro público ou então, “Que toque a fanfarra, cambada!”
GostarGostar
.
e então,
.
confiando na verdade dos amalistas Situacionistas que Portugal est´s dentro da media de Funcionários Publicos por Habitante, é o penultimo mais pobre da Europa em PIB/habitante e o 5º que mais gasta em salários da Função Publica relativamente ao PIB,
.
conclui-se aritmeticamente que a media salarial da Função Publica está á frente dos mais ricos da Europa. Simultâneamente é o que tem vencimentos mais miseraveis da esmagadora maioria dos Funcionàrios Publicos, o grosso das manifestações da rua com alguns outros a cavalo nas mulas.
.
Intervenção de aritmética, tabuada da primária. Façam o que quizerem, têm tudo na mão para se safarem. O resto ainda é convosco se forem finos.
.
Isto não vai mudar. Já está a mudar. É o novo reajustamento planetário em curso. Liberalismo Avançado com Direitos Sociais (universalidade da Saúde, Educação e Reforma/Pensões). Sem isso a Europa morre muito rapidamente engulida pelos outros Continentes. Porque isso Bancos, politicas de crédito são tretas, ilusões no realismo mundial em curso.
.
Transmito a atitude de bom senso. Airosa e escorreita para a saída não ser à custa de vitimas à séria como já está no terreno.
.
No palco faltam os lideres que os “lideres” teimam em liderar. Não há crise …
.
.
GostarGostar
a verdade é simples: depois de se libertar da pata marxista soviética, a Eslováquia encetou um ciclo de desenvolvimento fantástico que já a levou a entrar no Euro. Isto deixa muitos marxistas desesperados.
GostarGostar
#39
E verdade, ha alguns que escolhem fazer bem a cama…
GostarGostar
#39 ainda não mas lá chegarão.
GostarGostar
.
Pois se por cá está yido bem … vamos lá aos ouros, os Checos:
.
Fears of unrest in eastern Europe grow as Czech government collapses
http://www.independent.co.uk/news/world/europe/fears-of-unrest-in-eastern-europe-grow-as-czech-government-collapses-1654293.html.
.
enquando o pau vai e vem, folgam as costas …..
GostarGostar
.
Pois se por cá está yido bem … vamos lá aos ouros, os Checos:
.
Fears of unrest in eastern Europe grow as Czech government collapses
http://www.independent.co.uk/news/world/europe/fears-of-unrest-in-eastern-europe-grow-as-czech-government-collapses-1654293.html.
.
enquando o pau vai e vem, folgam as costas …..
GostarGostar