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Portugal tem baixa produtividade

27 Março, 2009

Alguém (António Nogueira Leite) diz que os salários em Portugal têm que descer porque a produtividade não justifica os salários pagos. Fernanda Câncio responde:

Num país onde a diferença entre os rendimentos dos mais ricos e dos mais pobres é das maiores da Europa, onde o ordenado mínimo é metade do praticado em Espanha mas os salários dos gestores estão ao nível dos auferidos na Alemanha, e onde o preço dos bens de consumo é equiparado (quando não superior) ao que se pratica no resto da UE, haver quem ache que o caminho é baixar ainda mais os salários de todos custa um bocado a perceber.

Eu vou repetir, Fernanda: Os salários ganhos em Portugal estão acima da produtividade do país.

Os salários dos alemães não impedem que a nossa produtividade seja baixa.

O salário mínimo em Espanha não impede que a nossa produtividade seja baixa.

Os salários dos gestores portugueses não impedem que a nossa produtividade seja baixa. E se reduzirem os salários dos gestores portugueses a nossa produtividade não vai aumentar. O mais provável é que diminua e que eles emigrem para a Alemanha.

A desigualdade em Portugal não torna a nossa produtividade elevada. E tentativas de reduzir essa desigualdade por meios políticos apenas farão com que os ricos deixem de trabalhar e investir cá.

Os preços dos bens de consumo em Portugal não impedem que a nossa produtividade seja baixa. Aliás, se a nossa produtividade é baixa, é natural que os preços dos bens de consumo sejam elevados.

Ou seja, por mais voltas que a Fernanda dê, o problema fundamental não muda. Portugal tem baixa produtividade. Portugal tem baixa produtividade. Portugal tem baixa produtividade. Portugal tem baixa produtividade. O problema da baixa produtividade não se resolve com comparações invejosas com os espanhóis ou com os gestores portugueses nem com apelos contra a desigualdade ou queixas contra os preços dos bens de consumo em Portugal. Nada disso muda o facto de que Portugal tem baixa produtividade. Enquanto Portugal tiver baixa produtividade terá que ter salários baixos pelo simples facto que não se pode consumir sustentavelmente aquilo que não se produziu.

A razão pela qual alguns economistas defendem que os salários em Portugal deveriam ser mais baixos tem a ver com o facto de existirem sectores em Portugal com salários acima da sua produtividade, o que distorce incentivos e a alocação de recursos. Essa distorção de incentivos e de alocação de recursos é parcialmente responsável pelo facto de a produtividade não aumentar ao ritmo desejado. Manter a actual distorção da estrutura de salários, que se deve sobretudo à rigidez do mercado de trabalho para os trabalhadores mais velhos e à função pública, é perpetuar a pobreza.

110 comentários leave one →
  1. bloom's avatar
    27 Março, 2009 08:27

    “A razão pela qual alguns economistas defendem que os salários em Portugal deveriam ser mais baixos tem a ver com o facto de existirem sectores em Portugal com salários acima da sua produtividade”.
    Inteiramente de acordo: um desses sectores é a gestão de empresas. Logo, os salários dos gestores deveriam baixar drasticamente. Os gestores não emigrariam para a Alemanha, pois não conseguiriam competir com a qualidade dos gestores alemães.

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  2. fidel's avatar
    fidel permalink
    27 Março, 2009 08:32

    ó camarada joão o seu raciocínio “só” falha num pequeno pormenor. Os gestores portugueses ganham como os gestores alemães mas não produzem como os gestores alemães porque se o fizessem a produtividade em Portugal não seria assim tão baixa.
    Quanto ao facto de se ao baixar os seu salários os ditos cujos imigrarem para Alemanha (duvido muito que por lá tivessem lugar) penso que na maior parte dos casos não só não se perdia grande coisa como seria um oportunidade para se renovar o stock e quem sabe melhorar o desempenho das empresas portuguesas.

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  3. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    27 Março, 2009 08:36

    ««Inteiramente de acordo: um desses sectores é a gestão de empresas. Logo, os salários dos gestores deveriam baixar drasticamente. Os gestores não emigrariam para a Alemanha, pois não conseguiriam competir com a qualidade dos gestores alemães.»»

    É óbvio que a gestão de empresas não é um desses sectores. Havendo escassez de gestores qualificados, é natural que os que existam tenham salários elevados. É isso que atrai gestores estrangeiros a Portugal e que impede muitos de sair.

    Mas acho interessante que defenda ao mesmo tempo que há escassez de bons gestores em Portugal e que se lhes devem cortar os salários. Imagino que acredite que se os salários baixarem, isso funcionará como uma forma de atrair mais pessoas para a área da gestão.

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  4. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    27 Março, 2009 08:37

    ««Os gestores portugueses ganham como os gestores alemães mas não produzem como os gestores alemães»»

    Irrelevante. O que interessa é que havendo escassez de gestores, os salários são elevados. Qualquer tentativa de baixar artificialmente esses salários não vai atrair melhores gestores a Portugal. Muito pelo contrário.

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  5. Desconhecida's avatar
    Pitágoras permalink
    27 Março, 2009 08:38

    Se o problema é a produtividade, espanta-me que se fala tanto em baixar salários e tão pouco sobre como aumentar a produtividade. Será que é assim tão difícil?

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  6. Desconhecida's avatar
    Pitágoras permalink
    27 Março, 2009 08:40

    Em muitas áreas da economia, especialemte na indústria também há falta de trabalhadores qualificados. Se os salários baixarem acha que os poucos que existem vão ficar por cá?

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  7. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    27 Março, 2009 08:41

    ««Quanto ao facto de se ao baixar os seu salários os ditos cujos imigrarem para Alemanha (duvido muito que por lá tivessem lugar) penso que na maior parte dos casos não só não se perdia grande coisa como seria um oportunidade para se renovar o stock e quem sabe melhorar o desempenho das empresas portuguesas.»»

    Mas o que é que impede que o stock de gestores se renove? Os gestores das empresas privadas não são funcionários públicos. Qualquer gestor pode facilmente entrar para uma PME e mostrar o seu valor. O mercado da gestão é concorrencial. É até concorrencial a nível mundial. Os gestores portugueses concorrem com os gestores de todo o mundo.

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  8. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    27 Março, 2009 08:41

    ««Se o problema é a produtividade, espanta-me que se fala tanto em baixar salários e tão pouco sobre como aumentar a produtividade. Será que é assim tão difícil?»»

    Como eu explico no post, a distorção nos salários é uma das razões da baixa produtividade.

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  9. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    27 Março, 2009 08:43

    ««Em muitas áreas da economia, especialemte na indústria também há falta de trabalhadores qualificados. Se os salários baixarem acha que os poucos que existem vão ficar por cá?»»

    Se o mercado não for distorcido, os sectores onde há falta de trabalhadores não sofrerão qualquer baixa de salários. Isso só acontecerá nos sectores onde os salário hoje são artificialmente elevados.

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  10. Desconhecida's avatar
    Pitágoras permalink
    27 Março, 2009 08:43

    Mas näo será o único. Nem tanto será o mais grave. Mas parece que o único que dá que falar.

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  11. fidel's avatar
    fidel permalink
    27 Março, 2009 08:59

    ” Mas o que é que impede que o stock de gestores se renove? Os gestores das empresas privadas não são funcionários públicos. ”

    algo me diz que o camarada joão não trabalha no sector privado.

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  12. Luis Serpa's avatar
    Luis Serpa permalink
    27 Março, 2009 09:05

    O problema principal é que quando se fala de produtividade a maior parte das pessoas pensaque se fala de uma categorai moral. Não é – ou pelo menos não é só. Algumas das razões da baixa produtividade nacional são a legislação laboral, a burocracia, os “incentivos”, a calamitosa justiça. Não tem a ver com a preguiça, ou outras categorias do mesmo tipo – que inegavelmente existem e contribuem, mas quanto a mim são mais uma consequência de todo este ambiente.

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  13. tina's avatar
    tina permalink
    27 Março, 2009 09:06

    O que interessa comparar com o exterior é em primeiro lugar a produtividade. E de facto, a produtividade em Portugal é baixa. Aqui muitas vezes empregam-se duas pessoas para fazer o trabalho de uma. E depois, é impensável pedir a alguém que faça mais um bocadinho do que o habitual. Parece que estamos a cometer uma infracção aos direitos humanos!

    Por outro lado, acho que se o salário excessivo dos gestores (de cargos públicos, note-se) não se justifica. Muitos estão lá por cunhas, sem provas dadas e não oferecem nenhuma contribuição em especial. Se não se tivesse que gastar tanto dinheiro de impostos nos seus salários, haveria mais para as empresas privadas se desenvolverem, mais criação de emprego e competividade, resultando em aumentos de salário. Isso sim, seria a maneira mais natural e eficaz de resolver o problema de salários baixos. Tentar resolver as coisas à força, contra o mercado, nunca resulta.

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  14. Desconhecida's avatar
    chato permalink
    27 Março, 2009 09:14

    O Sr. Dr. João Miranda não deve ser um Trabalhador de qualquer fábrica ou empresa com baixa produtividade.
    O Sr. Dr. João Miranda deve ser um Gestor duma qualquer Empresa ou serviço ou Fábrica com alta produtividade.
    Perante o facto de que Portugal é um País de baixa produtividade, só há uma solução à vista: fornicar os mesmos do costume: baixando-lhes os salários!

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  15. Desconhecida's avatar
    chato permalink
    27 Março, 2009 09:16

    Na verdade, desde miúdo, sempre ouvi dizer que, na praia, quem se coisa é o mexilhão!

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  16. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    27 Março, 2009 09:16

    Pois está claro que a produtividade é baixa. O país é até u país de autenticos milagres. Nos ultimos anos assistimos a empresas a funcionar com baixa produtividade e altos salários e milagre dos milagres ainda tinham lucros astronomicos, ninguém sabe é como tal é possível. Devia ser o santo condestável.

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  17. DSC's avatar
    DSC permalink
    27 Março, 2009 09:17

    Um outro problema, que podemos comparar facilmente, e como a Tina refere e bem é o facto dos países usados para comparar Portugal se alicerçarem-se numa meritocracia. És bom, sim senhor. Não és, ala. Aqui premeia-se o amigalhaço, a cunha o imcompetente. Qualquer pessoa abaixo, hierarquicamente, não vai ter muita motivação para dar aquele bocadinho mais.

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  18. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    27 Março, 2009 09:17

    Deviam começar por descer os salários de “antóniuo nogueiras leites” para ver se funcionava. A ver se eles continuavam a produzir bastante com menos salarios.

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  19. tina's avatar
    tina permalink
    27 Março, 2009 09:22

    Concordo com o Luís Serpa. Há outros factores como a burocracia que contribuem para a baixa produtividade de Portugal. É uma coisa entranhada nos portugueses. É incrível como os actos burocráticos (actas, prazos, assinaturas, poderes, etc) fazem parte do conhecimento de qualquer cidadão português comum.

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  20. Miguel Madeira's avatar
    27 Março, 2009 09:24

    “Eu vou repetir, Fernanda: Os salários ganhos em Portugal estão acima da produtividade do país.”

    Duvido que seja assim, porque se assim fosse as empresa teriam prejuizo.

    O que provavelmente o JM quer dizer é que (como usual) os salários estão abaixo da produtividade, mas que o rácio salário/produtividade é mais alto que nos outros países.

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  21. Ricardo's avatar
    Ricardo permalink
    27 Março, 2009 09:26

    “Os salários dos gestores portugueses não impedem que a nossa produtividade seja baixa. E se reduzirem os salários dos gestores portugueses a nossa produtividade não vai aumentar. O mais provável é que diminua e que eles emigrem para a Alemanha.”

    Obviamente, a produtividade do país sobe se os salários dos gestores descer e eles continuarem em funções.

    Se os salários dos gestores descer e os que cá estão actualmente emigrarem para a Alemanha, então a produtividade do país aumenta ainda mais.

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  22. tina's avatar
    tina permalink
    27 Março, 2009 09:26

    “Na verdade, desde miúdo, sempre ouvi dizer que, na praia, quem se coisa é o mexilhão!”

    O que também incluirá as empresas que vão à falência por não conseguir acompanhar os custos de produção.

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  23. Miguel Madeira's avatar
    27 Março, 2009 09:27

    Já agora: há algum site em que se possa ver o valor do salário médio e da produtividade média para vários paises (incluindo Portugal)?

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  24. Miguel Madeira's avatar
    27 Março, 2009 09:39

    Vamos lá ver: o JM diz que o facto do salário dos gestores ser alto é porque isso reflecte a escassez de gestores.

    Mas, então, o mesmo não se aplicará a todos os grupos profissionais que têm salários (relativa ou absolutamente) altos (fazendo com que toda esta conversa de “temos que baixar os salários” não tenho sentido)?

    O JM pode dizer que tal não funciona para os funcionários públicos, mas do que se fala quando se fala em baixar os salários é da competitividade das empresas privadas.

    quanto ao argumento que são os altos salários no sector público que obrigam as empresas privadas a subir o seu salários, acho que já o refutei aqui.

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  25. RG Crespo's avatar
    27 Março, 2009 09:45

    Sugiro acordar primeiro a definicao de produtividade, por exemplo a incorporacao de valor acrescentando, por uma pessoa (operario, empresario,… todos contam), durante um periodo de tempo – por exemplo num ano.
    Ha’ produtos com elevada incorporacao de valor, por exemplo camaras fotograficas digitais ou avioes (e Portugal nao produz nada aqui*) e produtos de baixo valor acrescentado (texteis, produtos de consumo corrente,…).
    Para produzir produtos de elevado valor acrescentado e’ essencial um nivel educativo de topo, acompanhado pela permanente evolucao dos produtos (para alem de justica rapida para resolucao dos conflitos, remocao dos entraves legislativos,…). O Burgo dedica uma das percentagagens mais elevadas do PIB na educacao na UE (mais que a Espanha ou a Dinamarca), mas os resultados sao uma tragedia! Em todo o sistema impera o facilitismo, apoiado por teorias eduquesas promovidas por quem o esforco e’ bom apenas … para os outros!
    Falar sobre os salarios de uns e de outros nao ataca o problema de base, apenas alimenta as tipicas emotivas conversas de cafe’ que os portugueses sao tao especialistas 😦

    * nao vale a pena falar das fabricas de automoveis, porque em Portugal limitam-se a montar os componentes importados de alto valor (ex: motores) e o projecto e’ todo feito no estrangeiro.

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  26. JP Ribeiro's avatar
    JP Ribeiro permalink
    27 Março, 2009 09:45

    Neste pais não se pode dizer que o rei vai nu. Confrontados com a realidade os portugueses refugiam-se no mundo do sonho e revoltam-se contra o que chamam de “economicismo”. Como sempre a mesquinhez e a inveja imperam: não é importante que os pobres fiquem mais ricos, é fundamental que os ricos fiquem menos ricos.

    Obs. Faltou esclarecer que a nossa baixissima produtividade (na qual incluo os gestores), se deve essencialmente ao peso de um estatismo burocrático que há séculos nos consome, que sempre nos manteve noutro campeonato, numa prisão mental de onde pensamos que não podemos saír. Nós tornamo-nos pouco a pouco na faixa de gaza da Europa. Somos olhados no exterior como um povo miserável meio arabe, meio cigano, sempre de mão estendida, destinados a “servir”.

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  27. bastardo's avatar
    27 Março, 2009 09:53

    1º João Miranda, desça do seu pedestral. Só lhe ficaria bem.

    2º Se a nossa produtividade é baixa e os nossos gestores ganham muito, são maus profissionais, logo podem ir para Alemanha ou para onde quiserem.

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  28. Nuspirit's avatar
    Nuspirit permalink
    27 Março, 2009 10:06

    “Eu vou repetir, Fernanda: Os salários ganhos em Portugal estão acima da produtividade do país.”

    Isto dito assim, ou seja, a sentimento, não vale nada. Vale tanto como se eu disser: Eu vou repetir João: Os salários ganhos em Portugal NÃO estão acima da produtividade do país.

    “Os salários dos alemães não impedem que a nossa produtividade seja baixa.”

    Ninguém disse o contrário.

    “O salário mínimo em Espanha não impede que a nossa produtividade seja baixa.”

    Ninguém disse o contrário.

    “Os salários dos gestores portugueses não impedem que a nossa produtividade seja baixa.”

    Errado. Se forem elevados, como na realidade são, obviamente que impedem.

    “E se reduzirem os salários dos gestores portugueses a nossa produtividade não vai aumentar. “

    È claro que vai. Basta saber fazer contas de dividir para ver que vai.

    “O mais provável é que diminua e que eles emigrem para a Alemanha.”

    Esta é muito boa. Parabéns.

    Ps: Sou gestor e ganho muito bem.

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  29. Antunes Liberato's avatar
    Antunes Liberato permalink
    27 Março, 2009 10:08

    “Na guerra, à primeira derrota culpa os soldados, nas seguintes, culpa os generais”

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  30. Desconhecida's avatar
    Pitágoras permalink
    27 Março, 2009 10:26

    “Se o mercado não for distorcido, os sectores onde há falta de trabalhadores não sofrerão qualquer baixa de salários. Isso só acontecerá nos sectores onde os salário hoje são artificialmente elevados.”

    Mas esses sectores também têm baixa produtividade. Se os salários não baixam, como é que resolve o problema?

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  31. José Fonseca's avatar
    José Fonseca permalink
    27 Março, 2009 10:26

    É espantoso que se não perceba que, num País que não cria produtos novos ou, sequer, desenvolve processos (e seria interessante discutir porquê), as suas empresas sejam predominantemente “price takers” em mercados de produtos maduros. Daqui decorre que os seus custos (designadamente os salariais) tenham que ser alinhados pelos dos produtores de produtos semelhantes. O drama é que foram criadas expectativas de podermos ter salários alemães a produzir bens que concorrem com os marroquinos, búlgaros, bengalis,malaios…

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  32. Desconhecida's avatar
    fernando permalink
    27 Março, 2009 10:32

    A Câncio é um bocado parva, não?

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  33. anómino's avatar
    anómino permalink
    27 Março, 2009 10:33

    A produtividade em Portugal é baixa não é por culpa dos trabalhadores nas sim dos empresários e gestores.
    Em toda a parte do mundo os portugueses são elogiados por serem bons trabalhadores. Em Portugal são uns malandros?
    O dinheiro ou é para investir em novos e modernos equipamentos e máquinas, ou para comprar ferraris e outras bombas bem como pagar salários aos avarentos dos empresários e gestores.

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  34. Desconhecida's avatar
    Pitágoras permalink
    27 Março, 2009 10:35

    #31,

    E quem é que definiu essa estratégia? Os trabalhadores que terão de sacrificar os seus salários? Ou os gestores que pelos vistos não precisam de o fazer?

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  35. PMS's avatar
    27 Março, 2009 10:38

    “E se reduzirem os salários dos gestores portugueses a nossa produtividade não vai aumentar. O mais provável é que diminua e que eles emigrem para a Alemanha.”

    Bem, o mesmo se poderia dizer quanto a baixar os salários dos trabalhadores portugueses.

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  36. Ricardo's avatar
    Ricardo permalink
    27 Março, 2009 10:38

    Numa indústria de meias…

    Um assalariado numa linha de montagem recebe 500 euros mensais, estando a linha de montagem a produzir a um ritmo de X meias por dia. A empresa limita-se a produzir as meias, não trata de embalagem, venda ou sequer do seu transporte. O único ganho feito é na linha, e o resultado por meia é Y. O gestor está contente com esse resultado. O modelo da empresa não muda há anos, e o gestor recebe 5000 euros mensais. Digamos que emprega N pessoas.

    Entretanto, a firma sueca que compra as meias, coloca-lhe uma marca em cima, envia para lojas em regime de franchising, e nesse negócio ganha 10Y por cada meia. Os assalariados são pagos em média 3000 euros mensais (desde designers a embaladores), e alguns gestores ganham os mesmos 5000 euros. Se a empresa sueca também empregar N pessoas só para a parte das meias, a produtividade é 10 vezes superior.

    O problema por trás desta diferença de produtividade? O desproporcionado vencimento dos assalariados portugueses, pois claro. Ah, e se se atreverem a por em causa o salário do gestor português, ele vai-se embora e arranja um emprego na Suécia…

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  37. PMS's avatar
    27 Março, 2009 10:42

    Em todo o caso o seu raciocínio geral está correcto. O que não está correcto é achar que é necessária intervenção para ajustar os salários ao mercado.

    António Nogueira Leite diz que os salários têm que baixar. A palavra correcta não é “têm”. É “vão”. Os salários portugueses vão baixar. Isso é um dado. E aqui há duas opções: ou somos proactivos e garantimos um ajustamos suave. Ou adiamos, esperamos pelo momento de rotura e mudamos à força.

    OU seja, a questão não é SE devemos baixar os salários, é QUANDO o vamos fazer.

    E perante isto, os comentários da Fernanda Câncio são simplesmente “denial”.

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  38. PMS's avatar
    27 Março, 2009 10:44

    “O mais provável é que diminua e que eles emigrem para a Alemanha.”

    Está muito enganado. Os portugueses gostam muito do seu cantinho. Os portugueses não emigram pelo salário externo elevado. Emigram quando não têm emprego ou o que têm não lhes permite pagar as contas. Os gestores portugueses não estão neste caso. Ainda ontem Belmiro de Azevedo falava sobre os gestores latinos que não gostam de sair do local onde nasceram.

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  39. PMS's avatar
    27 Março, 2009 10:47

    O que eu não consigo concordar é que algo que o JoaoMiranda acha válido para os trabalhadores, já não é válido para os gestores.

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  40. Desconhecida's avatar
    Ibn Erriq permalink
    27 Março, 2009 10:49

    Este João Miranda é de uma desonestidade tal que nem sei porque nos damos ao trabalho de ler os que ele escreve enfim!!!!!!!!!!!!

    Concluímos do seu, brilhante, raciocínio que a baixa produtividade se deve aos trabalhadores!

    Oh Homem quanto mais se sobe na hierarquia maior é a responsabilidade pela produtividade, por isso, conclua o que bem entender. Até nisso o seu desatino é total, ora veja lá, se os gestores devem ser bem pagos é porque reconhece a sua grande, enorme até, responsabilidade na produtividade. Logo, se em Portugal a produtividade é tão baixa de quem é a principal culpa.

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  41. Desconhecida's avatar
    anonymouse permalink
    27 Março, 2009 10:49

    os salários dos gestores são artificialmente altos (tendo em conta a sua produtivividade) porque na sua maioria são estipulados por eles próprios. Logo não levam em conta qualquer equação de produtividade a não ser os seus próprios e legitimos interesses pessoais.

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  42. Desconhecida's avatar
    anonymouse permalink
    27 Março, 2009 10:50

    Ora como é normal e previsível é do interesse dos gestores diminuír os custos e assim aumentar o rácio de produtividade da maneirá mais fácil e portuga possível, cortando nos salários do trabalhador comum, aumentando as horas de trabalho não remuneradas, cortando nos beneficios e direitos por conta da empresa. O constrangimento, que não teriam no sec XIX (ver liberalismo) é a própria lei que consagra, sob principio moral e que nos levou á semi-escravatura do referido sec XIX às convulsões socialistas do primeiro quartel do sec XX, e finalmente á sintese pós guerra da sociedade actual.

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  43. Votoembranco's avatar
    Votoembranco permalink
    27 Março, 2009 10:57

    Lá teremos de falar novamente do Luxemburgo em que metade dos trabalhadores são portugueses e é o país mais rico da Europa.
    Porquê?
    Diz-se que é dos bons gestores Luxemburgueses.
    Os gestores portugueses são bons e ganham o justo?
    Eu diria que os gestores portugueses são bons em empresas monopolistas ou quase monopolistas como por exemplo a EDP, Brisa, Via Verde, Galp, onde os preços que o utente/consumidor paga são feitos à vontade do gestor, etc.
    Repare-se por exemplo o caso da Brisa: o IVA desce 1% mas o preço das portagens mantem-se – ora aqui temos um acto de boa gestão que exigiu longos anos de universiade para ser aplicado com exito.
    Nas empresas onde a competição é feroz não vejo tão bons gestores assim.
    Veja-se o caso da banca apontada como um exemplo típico de boa gestão privada.
    Só um exemplo dessa boa gestão: BPN, 2.500 milhões de euros que o contribuinte vai pagar por essa boa gestão, BPP, andam os clientes atrás do Rendeiro e este vive folgadamente queixando-se do azar bolsista, o BCP, o banco hoje vale menos de metade daquilo que valia.
    Foram de facto bons gestores para si próprios porque recebiam num mês aquilo que um trabalhador bancário não ganhava durante toda a sua vida.
    Diga-me um nome, João Miranda, só um nome de um gestor de grande craveira que iria ganhar o mesmo na Alemanha do que ganha cá?

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  44. Rui Costa's avatar
    27 Março, 2009 10:59

    A solução para a baixa produtividade passa sobretudo por uma mudança radical da mentalidade portuguesa em relação ao trabalho. No fundo, é necessário que as pessoas entendam de uma vez por todas que se exige profissionalismo, mas profissionalismo ao nível do alemão, por exemplo!

    O trabalhador deve entender que, ao dar o máximo de si para enriquecer o negócio do seu patrão, está ele próprio a criar uma base sólida para o seu futuro. O patrão deve entender que, ao proporcionar melhores condições ao seu funcionário, está a investir na capacidade produtiva dos seus trabalhadores, o que leva a um crescimento do seu negócio.

    É estranho, mas é uma situação Win-Win. Então porque não vemos isso acontecer?

    Mais em Costa Rochosa – A solução passará por descer os salários?.

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  45. PALAVROSSAVRVS REX's avatar
    27 Março, 2009 11:00

    João Miranda é mais um daqueles teóricos do liberalismo que engoliu a cassete e a despeja: se os salários mínimos baixassem ainda mais, teríamos uma situação de miséria insustentável e também irremediável. Se os salários mínimos e médios baixassem fossem solução para o problema da produtividade, não teríamos tido duas décadas de regressão do produto e da mais clamorosa estagnação. Quero que os executivos emigrem todos, se necessário for: esse problema de irem para a Alemanha é falso. Nada mais desmobilizador que o Abismo Salarial Português, que não premeia a experiência, nem os mais laboriosos, mas somente os filhos de uma classe de privilegiados metidos por cunha nas principais e maiores empresas nacionais privadas ou do sector empresarial do Estado. O erro do miserando sistema salarial português é a má qualidade dos gestores, o seu desfasamento das realidades. O erro do sistema salarial miserando português é uma justiça politizada e paralítica. O erro do sistema produtivo português foi o desmantelamento generalizado do sistema produtivo português. Salários mínimos e médios mais altos ou pelo menos flexibilidade absoluta a partir de certo patamar. E termino lembrando que há indústria espanhola sediada em Portugal QUE PRATICA O SALÁRIO MÍNIMO E MÉDIO ESPANHOL. João Miranda podia ceder menos a essa falácia de décadas que condenou o país à avareza injustificada de muitos empresários.

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  46. Desconhecida's avatar
    gajo atento permalink
    27 Março, 2009 11:01

    A Fernanda Câncio tem de arranjar uma namorado. Esta situação não lhe faz bem nenhum, é desumano.

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  47. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    27 Março, 2009 11:09

    #36 “Numa indústria de meias…” os suecos faziam as meias em portugal e agora fazem-nas na china. o resto pode ser verdade mas não empregam tanta gente como supões.

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  48. tina's avatar
    tina permalink
    27 Março, 2009 11:10

    As leis laborais, como alguém acima referiu muito bem, impedindo os despedimentos, acabando por estar empregada gente a mais, e dando assim a impressão de baixa produtividade.

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  49. tina's avatar
    tina permalink
    27 Março, 2009 11:13

    “as suas empresas sejam predominantemente “price takers” em mercados de produtos maduros”

    O que quer isso dizer José Fonseca?

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  50. RG Crespo's avatar
    27 Março, 2009 11:16

    > Em toda a parte do mundo os portugueses são elogiados por serem bons trabalhadores.

    A grande maioria dos portugueses no estrangeiro trabalha nos niveis mais baixos da construcao civil (se discorda, diga-me a razao porque as TVs entrevistam sempre trolhas ou pedreiros, nunca engenheiros projectistas portugueses) ou em servicos basicos de limpeza / restauracao.
    Confirmo que sao extensivamente elogiados (trabalham muitas horas e sao bastante discretos), mas o valor acrescentado continua a ser baixo. A sua afirmacao e’, portanto, irrelevante para o problema que se esta’ a debater!
    Para o portugues medio, a unica diferenca esta’ no seu vencimento na Europa desenvolvida ou no Canada’ ser superior. Tal se deve ao simples facto do PIB per capita ser superior la’ fora e a diferenciacao salarial ser menor.*

    Respondendo ‘a questao base, a diferenciacao social na Europa avancada e’ menor, porque o nivel educativo e’ elevado. Na Suecia, qualquer trabalhador tem um curso de formacao profissional a serio (nao existem “novas vigarices”).
    Mesmo nos sectores mais basicos, como a construcao civil, na Europa desenvolvida e’ usada extensivamente maquinaria e baseada na producao em serie: por exemplo, nos edificios em Portugal a tubagem e’ metida dentro das paredes de tijolo envolvendo elevado numero de intervenientes (pedreiros,canalizadores,…). Na Escandinavia as seccoes de parede sao feitas em fabricas e os tubos metidos em calhas. Sim, a produtividade e’ muito superior nao so’ com a Saab e a Erikson, mas tambem na forma de organizacao na construcao civil.
    Para alem disso, a corrupcao e rigidez legislativas sao conhecidas por todos como muito menores nos paises desenvolvidos. Igualmente, a justica e’ muito mais rapida que no Burgo.

    * o nivel elevado de vencimento de alguns quadros intermedios, como tecnicos de manutencao, em paises africanos deve-se simplesmente ao facto de nesses paises haver grande falta de pessoas com qualificacao (por minima que seja).

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  51. Desconhecida's avatar
    chato permalink
    27 Março, 2009 11:18

    Solução para a crise:
    Baixar os salários dos trabalhadores, nunca dos gestores!
    Baixar as pensões dos idosos, nunca a dos grandes senhores!
    Acabar com a agricultura porque os grandes senhores mandam-na vir da estranja!
    Acabar com a frota pesqueira que os grandes senhores mandam vir beluga e lagosta da estranja!
    Fechar as PMEs e engordar os grandes grupos económicos com injecções de capital vivo!
    Fechar o SNS que os grandes senhores têm a privada para recorrerem a ela!
    Acabar com o Subsídio de Desemprego que os desempregados não trabalham, só os gestores o fazem!
    Esvaziar os bolsos e a boca dos sem abrigo porque os grandes senhores vivem em óptimas casas!
    Acabar com a ralé e ficar apenas a fina flor!
    Construir TGVs em vez de Hospitais!
    Ajudar a Banca falida e nem um cêntimo para os necessitados!
    e quantas mais medidas?
    tão simples.
    e anda tudo a dizer que a culpa é do Governo e que a crise veio dos States.
    Depois:
    deitem-se de barriga para o ar a gozar a única coisa que ainda vamos tendo: o sol.
    E…no fim…fiquem todos esturricados.
    Nessa altura, a crise acaba!

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  52. bloom's avatar
    27 Março, 2009 11:20

    “obviamente” o meu comentário #1 era um exercício de estilo: tentar falar em joaomirandês para ver se o próprio percebia. “obviamente”, ele percebeu. “obviamente”, o problema é ninguém mais perceber as evidências “óbvias” que ele escreve. “obviamente”, do que este país precisa é de mais joãomirandas. como primeiro ministros dos presidentes medinascarreiras. o resto do pessoal, “obviamente”, manda-se para a alemanha. e teremos assim o portugal ideal, exclusivamente povoado por joãomirandas e medinascarreiras. e talvez possamoso enfim ganhar como gestores alemães. ou até como operários alemães, o que já não seria nada mau.

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  53. Desconhecida's avatar
    anonymouse permalink
    27 Março, 2009 11:21

    E se a epifania do baixo salário é assim tão evidente, porque é que africa não é resplandescente de crescimento?
    Custa-me ver liberais defenderam o modelo chines tão arreigadamente. Assim ficam sem credibilidade.

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  54. Desconhecida's avatar
    João Ferreira permalink
    27 Março, 2009 11:22

    “Os salários dos alemães não impedem que a nossa produtividade seja baixa.”

    Concordo.

    “O salário mínimo em Espanha não impede que a nossa produtividade seja baixa.”

    “Os salários dos gestores portugueses não impedem que a nossa produtividade seja baixa. E se reduzirem os salários dos gestores portugueses a nossa produtividade não vai aumentar. O mais provável é que diminua e que eles emigrem para a Alemanha.”

    Discordo totalmente.

    Era interessante verificar o peso do custo de “administração” que a nossa economia suporta. É comum a mais pequena “chafarica” suportar uma frota automóvel (sócios, mulher, amante e filhos) que só por si leva a empresa à glória.
    Quanto aos gestores emigrarem, não se preocupe com isso João Miranda. Infelizmente não vai acontecer. A esmagadora maioria “herdou” o lugar e nunca será capaz de conquistar mais nada sem o apoio decisivo da mãmã ou do partido.
    Os nossos salários são altos em relação ao que conseguimos produzir e quanto mais subimos na cadeia mais o diferencial se torna evidente. Em Portugal quanto mais bem pago o lugar mais provavel é o lugar ter sido atríbuido sem qualquer relação com as capacidades de trabalho. Este país não está como está por acaso.

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  55. Desconhecida's avatar
    fernando permalink
    27 Março, 2009 11:24

    Do absentismo é que ninguém fala, não é? Na óptica da “namoradinha carente” e na dos sindicatos, o absentismo até nem deve existir…
    É preciso é ter lata!

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  56. Desconhecida's avatar
    Pitágoras permalink
    27 Março, 2009 11:25

    Tirado de McConnell-Brue’s Principles of Microeconomics, 16e:

    Acerca da produtividade nos EUA:

    “There are several reasons for that high productivity:
    -Plentiful of capital[…]
    -Acess to abundant natural resouces[…]
    -Advanced technology[…]
    -Labour quality[…]
    -Other factors: (a) Efficiency and flexibility of management; (b)A business, social and political environment that emphasizes production and productivity;[…]”

    Mas agora vem Joao Miranda dizer que a baixa produtividade em Portugal é culpa dos salários demasiado altos.

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  57. Zé's avatar
    permalink
    27 Março, 2009 11:25

    João Miranda, vamos fingir que isto não é uma atoarda para aumentar o número de hits e comentários. Que isto não é uma posta típica de um troll que apenas quer celeuma e discussão brejeira.

    Assim pergunto antes de tentar argumentar: qual é a tua definição de “produtividade”?

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  58. Desconhecida's avatar
    João Ferreira permalink
    27 Março, 2009 11:26

    “Mas o que é que impede que o stock de gestores se renove? Os gestores das empresas privadas não são funcionários públicos. Qualquer gestor pode facilmente entrar para uma PME e mostrar o seu valor. O mercado da gestão é concorrencial. É até concorrencial a nível mundial. Os gestores portugueses concorrem com os gestores de todo o mundo.”

    Mas em que país é que o João Miranda vive?

    Não concorrem , não. No máximo concorrem com o(s) irmão(s) ou com os colegas de partido.

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  59. goodfeeling's avatar
    goodfeeling permalink
    27 Março, 2009 11:29

    Salários de trabalhadores baixos e salários de gestores muitos altos… hum….. ANGOLA o país com mais produtividade do mundo.Só pode ser o exemplo que o grande JM quer dar.

    Ah… afinal os países onde há menos desigualdade salarial é que são os mais produtivos…

    quando vários estudos apontam os gestores portugueses como os piores da Europa e dos mais bem pagos
    quando as teorias passam à prática….

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  60. AP's avatar
    27 Março, 2009 11:47

    Sobre gestão e liderança costuma-se dizer que gerir é fazer as coisas bem, liderar é fazer as coisas certas. Ora se os salários dos gestores estão acima da média e a produtividade está abaixo desta, então em Portugal não se gere nem se lidera como deve ser…

    PS: sou gestor e não estou em Portugal.

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  61. Desconhecida's avatar
    fernando permalink
    27 Março, 2009 12:01

    Gestor que está fora de Portugal:

    A sua opinião não conta, e só faz falta quem cá está.

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  62. PALAVROSSAVRVS REX's avatar
    27 Março, 2009 12:18

    fernando, bullshit!

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  63. Ricardo's avatar
    Ricardo permalink
    27 Março, 2009 12:18

    Fernando,

    Desaperte o cachecol da Selecção que isso já lhe está a cortar a circulação de sangue ao cérebro…

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  64. DSC's avatar
    DSC permalink
    27 Março, 2009 12:26

    63# ricardo

    lol

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  65. Alexandre Ferreira's avatar
    Alexandre Ferreira permalink
    27 Março, 2009 12:32

    Os baixos salários praticados em Portugal são um dos maiores cancros da sociedade e qualquer baixa desses salários irá contribuir para o afundamento da economia.

    Antes de mais abordando a parte dos trabalhadores.

    Poderemos falar de trabalhadores com poucas qualificações e trabalhadores qualificados.
    Ambos, enquadrados noutros contextos têm uma produtividade superior à que têm em Portugal e muitas vezes ( FALO COM CONHECIMENTO DE CAUSA) atingem patamares superiores do que os congéneres dos países onde estão inseridos.

    Grande parte da baixa produtividade relaciona-se com práticas de gestão de recursos humanos medievais, em que o trabalhador está próximo do estatuto de um servo que deve ser mal pago.
    A fraca remuneração, adicionada a um geral desrespeito e brindada com uma impossibilidade de ascensão profissional dentro da empresa, pois como já foi assinalado, tal depende de laços familiares e de amizade, leva a quadros de instabilidade e insatisfação no curto prazo, o que leva o trabalhador a desmotivar-se e a cumprir os serviços mínimos.
    Nestes casos estou a incluir milhares de licenciados com provas dadas no estrangeiro e que em Portugal deparam-se com este cenário.

    Gostaria de ver a produtividade desses fantásticos gestores ou professores universitários que debitam teorias económicas desactualizadas, se recebessem um baixo salário, que dificilmente suportasse o seu dia-a-dia e que oferecesse perspectivas de progressão nulas e um futuro incerto.

    No entanto, esta situação torna-se num verdadeiro catch22, pois neste país as condições concorrência justa não existem.

    Com grande parte dos negócios mais lucrativos monopolizados e a serem decididos nas esferas estatais e de redes de influência, deixa o grosso dos agentes económicos apenas com acesso ao mercado interno que é suportado por trabalhadores por conta de outrem.

    Esse acesso condicionado a negócios mais lucrativos, juntamente com um sistema fiscal penalizadores para as PME, e um ambiente absurdamente burocratizado e condicionado, leva a que tantas vezes os pequenos empresários tenham que ter um controlo apertado dos custos, reflectindo-se muitas vezes no salário dos seus trabalhadores.

    A questão é que esse procedimento mimetizado a grande escala faz com que o mercado se reduza, pois o poder de compra é baixo, o que obriga a novos estrangulamentos de custos por parte dos empresários, que irão se reflectir num enfraquecimento do mercado constituído por pessoas que trabalham por conta de outrem.

    Perde o empresário, com um mercado de actuação reduzido e empobrecido, e o trabalhador com o seu posto de trabalho ameaçado e com poucas formas de sustentação e com poucas alternativas laborais, decorrentes desta espiral descendente.

    Depois, torna-se um pouco difícil investir em inovação e qualidade quando o mercado apenas tem capacidade para adquirir produtos chineses de baixo custo.

    Para evitar aqueles que virão com a alternativa do mercado externo, digo já que para essa aposta uma empresa tem de ganhar algum rendimento no mercado interno, para que depois se possa lançar no mercado externo e suportar todos os custos inicias inerentes a esse tipo de operação .

    Já agora, como pretendem que existam empreendedores se o mercado diminui a olhos vistos e o salto de empregado a empreendedor é tantas vezes impossibilitado pelo facto de quem se lança não ter juntado fundo de maneio suficiente, devido aos baixos salários, para aguentar os dois primeiros anos de actividade?

    Conhecem algum país ou período na história de Portugal que o aumento dos salários, mesmo que forçado não tenha levado a curto e médio prazo a um aumento da actividade económica?

    Baixar os salários seria a machadada final neste país, devolvendo-o a uma situação equivalente à de 1950, onde ocupávamos um lugar no grupo dos países terceiro-mundistas, em que apenas uma pequena elite, não sujeita à concorrência vivia faustosamente e a restante população debatia-se para sobreviver.

    Será que o JM e os seus acólitos fazem parte do grupo das pessoas imunes à concorrência, ou pura e simplesmente pretendem tornar-se em novos senhores feudais?

    Todos por Portugal ou alguns a servirem-se de Portugal?

    Onde está?

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  66. Desconhecida's avatar
    fernando permalink
    27 Março, 2009 12:32

    Caguei para a selecção, por acaso, mas a do futebol.

    Estou farto de ver merda escrita por pseudogestores que não fazem a ponta dum corno pelo país.

    E a única coisa que me aperta o pescoço são os irreais impostos e a bovinidade dos n/ gestores, os de topo, os das empresas que sem eles, até andam sózinhas.

    Para vocês os dois, nikles batatóides!

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  67. Desconhecida's avatar
    fernando permalink
    27 Março, 2009 12:34

    Assim como me estou a cagar para os corruptores que andam a chular os corruptos de Angola, esses então…

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  68. Levy's avatar
    27 Março, 2009 12:37

    4 # Miranda

    “Irrelevante. O que interessa é que havendo escassez de gestores, os salários são elevados.”

    Como explica que haja falta de gestores, com milhares de licenciados em gestão no desemprego? Escapa-me algo. É porque não têm qualidade? Ou é porque os gestores que estão instalados nas empresas sofrem do mesmo mal que a função pública? Ou seja, são séniores, bem pagos e impedem gestores mais novos de ascenderem?

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  69. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    27 Março, 2009 12:40

    “Os salários ganhos em Portugal estão acima da produtividade do país”

    É verdade. Os salários das operárias do calçado de felgueiras deviam descer dos actuais dois mil euros, mais despesas das entidades empregadoras (parece que é politicamente incorrecto e racista dizer patrões) com creches, etc. para, vamos lá, oitocentos euros.

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  70. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    27 Março, 2009 12:47

    ««Como explica que haja falta de gestores, com milhares de licenciados em gestão no desemprego?»»

    Licenciados em gestão não são gestores.

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  71. Desconhecida's avatar
    fernando permalink
    27 Março, 2009 12:55

    Muito bem, JM, essa é que é essa!

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  72. Zé Pires Silva's avatar
    Zé Pires Silva permalink
    27 Março, 2009 12:55

    Outro problema – de falta de produtividade – consiste em gastar tempo inutilmente: a Câncio não deve ter qualquer formação em economia, nem possibilidade de a ter, que a matemática exige rigor. Porquê responder-lhe? Como exemplo do que é um raciocínio pouco elaborado? Mesmo assim, é tempo perdido.

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  73. Desconhecida's avatar
    fernando permalink
    27 Março, 2009 12:57

    Licenciados, mas como? Como o Sócrates? Como o Vara? Este é, de facto, o país dos LICENCIADOS!! Conheço muitos que nem para porteiros serviam…

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  74. AP's avatar
    27 Março, 2009 13:20

    “Estou farto de ver merda escrita por pseudogestores que não fazem a ponta dum corno pelo país.”

    Esta pérola, com um poder argumentativo fantástico, foi das melhores criticas que li aos nossos gestores. Parabéns.

    “Licenciados em gestão não são gestores.” Eureka! Pois não, mas podiam ser, assim tivessem oportunidade…

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  75. Desconhecida's avatar
    La Muerte! permalink
    27 Março, 2009 14:16

    “Os salários dos gestores portugueses não impedem que a nossa produtividade seja baixa. E se reduzirem os salários dos gestores portugueses a nossa produtividade não vai aumentar. O mais provável é que diminua e que eles emigrem para a Alemanha.”

    Boa anedota!! eheheheheheheheheh 🙂

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  76. Desconhecida's avatar
    La Muerte! permalink
    27 Março, 2009 14:22

    este miranda não é o tal investigador que vive à custa dum salário pago por um organismo qualquer sustentado pelos impostos dos trabalhadores por conta d’outrem? que investiga ele?

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  77. Desconhecida's avatar
    Paulo Nuno Santos permalink
    27 Março, 2009 14:23

    A minha sogra que tem 72 anos e é analfabeta fez o mesmo raciocinio .

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  78. Levy's avatar
    27 Março, 2009 14:25

    70 # Miranda

    “Licenciados em gestão não são gestores.”

    Então o que são gestores?

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  79. Levy's avatar
    27 Março, 2009 14:26

    70 # Miranda

    E como explica que haja falta de gestores? Continuo sem perceber a sua argumentação neste ponto…

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  80. Minhoto's avatar
    Minhoto permalink
    27 Março, 2009 14:44

    # 45- Concordo consigo.

    O pensamento do João Miranda é típico de quem nunca geriu nada e conhece pouco do tecido empresarial, teoriza sobre sobre um certo deslumbramento típico de quem quer a toda a força subir uns degraus na sua condição social. Para isso torna-se num yupie do sofá bajulando o upstairs e cagando no downstairs do qual sente uma necessidade vital de se desprender.

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  81. bulimundo's avatar
    27 Março, 2009 14:52

    TALVEZ SEJA VERDADE MAS POR OUTRO LADO A QUALIDADE ABAIXO MDE CÃO DOS NOSSOS GESTORES FAZ COM QUE ELES GANHEM MAIS QUE OS AMERICANOS E ALEMÃES…OU SEJA OS GANHOS DELES NÃO JUSTIFICAM NEM DE LONGE NEM DE PERTO O QUE PRODUZEM..NO ENTANTO NINGUÉM FALA NISSO…PORQUE SERÁ QUE OS PORTUGUESES LÁ FORA SÃO BOINS TRABALHADORES E CÁ NÃO?
    RESPOSTA: QUEM OS LIDERA É UMA
    BOSTA.

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  82. bulimundo's avatar
    27 Março, 2009 14:53

    INVESTIGA O PAPEL DA MOSCA TSÉ TSÉ NA ACUTILÂNCIA DOS NOSSOS POLITICOS…se ganhasse por objectivos vivia de RSI..

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  83. pvl's avatar
    pvl permalink
    27 Março, 2009 15:03

    A Fernanda Câncio tem razão numa parte da questão. O problema da produtividade não se resolve a baixar os salários, até porque estamos num mercado aberto e com a actual diferença de salários muitos dos melhores já estão a trabalhar no norte da europa. E não é com sucata que se consegue produtividade.

    A solução para o problema da produtividade passa por reduzir para metade o número de pessoas na função pública. Tudo o resto é cosmética.

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  84. PALAVROSSAVRVS REX's avatar
    27 Março, 2009 15:57

    Reduzir na Função Pública é despovoar Portugal e condenar ao desemprego toda a clientela do PS.

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  85. Miguel Vieira's avatar
    27 Março, 2009 16:38

    Ainda estou surpreso com tanta ignorância e pela opinião do João Miranda, mas como gosto do Blasfémias, tenho de concordar que este é mesmo o melhor sitio para se divulgar comentários destes…Uma verdadeira blasfémia…..

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  86. Ricardo Ferreira's avatar
    27 Março, 2009 16:52

    Em poucas palavras o Pensamento do João Miranda:

    Os gestores ganham o que ganham. Produzem? É irrelevante.

    Os trabalhadores ganham a mais do que a produtividade que têm. Devem ganhar menos. Aqui a produtividade já é irrelevante.

    Os gestores devem continuar com os seus ricos salários, porque são poucos e porque são incompetentes.

    Os trabalhadores, esses malvados, devem ganhar menos. São uma classe inferior.

    Já agora, João Miranda, ganha o suficiente para o que produz? Eu acho que não.

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  87. Desconhecida's avatar
    ... permalink
    27 Março, 2009 16:55

    “PORQUE SERÁ QUE OS PORTUGUESES LÁ FORA SÃO BOINS TRABALHADORES E CÁ NÃO?
    RESPOSTA: QUEM OS LIDERA É UMA
    BOSTA.”

    Então confirma-se: não passamos de gado bem ou mal mandado. Cabeça para pensar, nada. E incomoda-se o gado que alguns tenham mais cabeça do que eles?
    Quando os portugueses CÁ passarem a ter o comportamento que têm quando estão LÁ, talvez as coisas melhorem. LÁ, que ninguém vê, aceitam as condições todas. CÁ, se lhes cheira que têm de trabalhar a um fim de semana compensado por folgas, se lhes pede que fiquem mais uma hora ou duas, mesmo pagas, se lhes exigem responsabilidade no cargo que têm, toca a fugir que no desemprego ou no rendimento mínimo se está melhor. Já agora, continuem a falar dos gestores e esqueçam de propósito que metade daquilo que o país produz é comido pelo estado. Esse que nada produz, apenas caras mal dispostas e repartições com fartura cheias de papel essas sim com produtividade negativa.

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  88. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    27 Março, 2009 18:01

    A reforma minima em Espanha aumentou para 800 euros! aumento de 6%!
    Que dizes a isto, tonto socrates? pregunta a receita ao Zapatero……….

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  89. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    27 Março, 2009 18:12

    “E como explica que haja falta de gestores? Continuo sem perceber a sua argumentação neste ponto”

    Ou não ganham o suficiente ou as hipótesses de sucesso são diminutas num mercado não livre onde os contactos pessoais e políticos contam muito(demasiado) devido á desconfiança incentivada pelo estatismo.

    Há ainda outra ponto que não foi referido. Pode-se ter uma grande produtividade que se ninguém quiser o resultado dessa produtividade é o mesmo que nada. Uma fábrica muito produtiva que faça móveis que ninguém compre não interessa.

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  90. pvl's avatar
    pvl permalink
    27 Março, 2009 18:41

    Do comentário 38 do PMS,

    “Está muito enganado. Os portugueses gostam muito do seu cantinho. Os portugueses não emigram pelo salário externo elevado. Emigram quando não têm emprego ou o que têm não lhes permite pagar as contas. Os gestores portugueses não estão neste caso. Ainda ontem Belmiro de Azevedo falava sobre os gestores latinos que não gostam de sair do local onde nasceram.”

    Os gestores portugueses são fracos ao nível do mercado europeu, não porque sejam pouco inteligentes ou tenham pouca formação, mas porque a cultura do sul da europa tem uma quantidade de vícios que tornam muito difícil a um latino afirmar a liderança no norte da europa. Por isso é que os gestores de cá não gostam de sair de portugal ou da ibéria.

    Já os engenheiros portugueses estão como peixe na água em qualquer sítio. E esses estão em força em inglaterra, escandinavia, alemanha, etc.

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  91. pvl's avatar
    pvl permalink
    27 Março, 2009 18:52

    “É verdade. Os salários das operárias do calçado de felgueiras deviam descer dos actuais dois mil euros, mais despesas das entidades empregadoras (parece que é politicamente incorrecto e racista dizer patrões) com creches, etc. para, vamos lá, oitocentos euros.”

    😀

    Pois a operária que cá ganha 500 euros devia ganhar menos porque é pouco produtiva. Mas essa mesma operária vai para a Suiça ganhar 2000 euros e de repente passa a estar no top da produtividade do mundo.

    Será do ar dos alpes?

    Ou será que a operária em Portugal tem que trabalhar para suportar uma meia dúzia de funcionários públicos que não só não fazem nada de útil como atrapalham os que querem fazer?

    Eu ainda me espanto como existem pessoas novas que aceitam trabalhar cá por 500€ ou menos. Mas a médio prazo acredito que só vão ficar cá os funcionários públicos. Da mesma forma que o interior migrou para o litoral, o litoral vai migrar para norte.

    E quero ver como vão pagar os salários da função pública. Deve ser com os impostos que eles pagam 😀

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  92. Desconhecida's avatar
    João Queres Metello? permalink
    27 Março, 2009 19:00

    Enquanto houver Joões Miranda neste país, torna-se impossível sair da miséria:
    O barco anda devagar? -Os remadores que remem mais depressa, independentemente de o timoneiro o pôr às voltas, e da qualidade do barco!!!

    Ó João Miranda, eu julgava-o um pouquinho mais esperto… Assim até a Fernanda Câncio se ri de si… E com razão!

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  93. Desconhecida's avatar
    João Queres Metello? permalink
    27 Março, 2009 19:02

    E para já os remadores que comam menos, para ficarem levezinhos e cheios de vontade de remar!

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  94. kruzeskanhoto's avatar
    27 Março, 2009 19:37

    E os gestores portugueses vão fazer o quê para a Alemanha?! Lavar sanitas?

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  95. bulimundo's avatar
    27 Março, 2009 20:04

    Não limpar o cu aos excelentes gestores que por lá existem..esses ao menos ainda têem princípios…

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  96. Antonio Ferrao's avatar
    Antonio Ferrao permalink
    27 Março, 2009 20:38

    Sou estudante de Gestão de Empresas, e infelizmente não auguro grande futuro quer a mim quer aos meus colegas. Não estamos filiados numa Juventude, não nos conformamos com a ditadura envergonhada que se vive no nosso estabelecimento de Ensino (e que semelhante se vive noutros, devido às “cores”), e não temos amigos que depois nos dêem um tachinho, ou algo que se pareça com um lugar ao sol.

    Por isso, nós, futuros licenciados em Gestão de Empresas, e os nossos ex-colegas que já estão no mercado de trabalho, dificilmente algum dia seremos Gestores. Aí tem toda a razão Sr João Miranda. Se calhar um dia vamos atendê-lo num qualquer Drive-In dum franchsing que por aí ande.

    É assim que se apoia o empreendedorismo e as novas ideias, na óptica Socrática (que me perdoe o grande Filósofo):

    – Corta-se nos salários da classe trabalhadora;
    – Retira-se Direitos fundamentais e previstos na Constituição;
    – Fecha-se a porta aos novos gestores;
    – Os actuais gestores devem continuar premiados pela competente incompetência com que nos brindaram até chegarmos a este ponto.

    E no fim das contas, a culpa é dos trabalhadores.

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  97. Miucha's avatar
    Miucha permalink
    28 Março, 2009 08:24

    Assim sendo, se o nível dos salários se mede pela produtividade(concordo em pleno), os primeiros a quem se deve baixar os salários são aqueles que nada produzem – os funcionários públicos. Além de nada produzirem são também os únicos em Portugal que fazem greves, que têm as maiores garantias de manter o seu emprego e tal…

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  98. Daniel Marques's avatar
    Daniel Marques permalink
    28 Março, 2009 09:32

    Há uma série de gestores que repetem este chavao (produtividade baixa logo baixar salarios) que nao é mais que um ataque ao salário minimo (que é que eu saiba o unico salário estabelecido por decreto no secto privado) e à funcao publica. Relativamente ao sector privado a questao é simples para quem sabe um minimo de economia portuguesa. Baixos salarios significam mais emprego,é obvio mas significam também emigracao dos mais capazes. O que leverá a seu prazo a menor procura de trabalho a maiores salários e a uma nova perda de competitividade. O problema deste país é claro há muito tempo: os actuais detentores do capital nao conseguem pensar além deste modelinho de salarios baixos e exploracao. Cabe aos portugueses resolver esta questao: emigrar, ganhar dinheiro, voltar e fazer melhor. Ao governo cabe captar financiamento estrangeiro que aposte em modelos de qualificacao e sobretudo criar condicoes de transparencia na gestao e aplicacao de fundos publicos para que ganhem os mais eficientes (mesmo sendo estrangeiros) para que o capital nao se eternize nas maos dos mesmos.
    Quanto ao sector publico à que reformar mas como nao sei do tema nao comento.

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  99. fartinho's avatar
    fartinho permalink
    28 Março, 2009 11:48

    António Nogueira Leite tem, evidentemente razão; João Miranda não tem evidentemente razão!

    Nem sequer me vou dar ao trabalho de explicar a um investigador na área das ciências porque não tem razão em TODOS os seus artigos de opinião relativos a questões de Gestão e de Economia e não me vou dar a esse trabalho pela simples razão de não reconhecer qualquer competência ao João Miranda nestas matérias, como é óbvio!

    Tenho pena de um investigador mostrar as razões do nosso atraso, ou seja em Portugal qualquer um faz qualquer coisa e o João Miranda demonstra isso mesmo escrevendo sobre tudo e mais alguma, revelando como é natural uma enorme e absoluta ignorância em relação às matérias que não domina…! Deixo aqui apenas um exemplo da cultura lusa, quantos portugueses não contrataram um amigo para fazer um jeito nas paredes lá de casa em vez de contratarem um pintor, apenas porque fica mais barato no curto prazo? O João Miranda parece querer transformar-se num amigo jeitoso para questões de management…

    Um conselho, fale e escreva daquilo que sabe e deixe as outras matérias para quem as conhece e domina. Se assim fizer dentro de 10 ou 15 anos verá que quase tudo aquilo que escreveu sobre temas que não conhece nem domina o farão corar de vergonha pela ignorância revelada.

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  100. Desconhecida's avatar
    Já Volto permalink
    28 Março, 2009 12:23

    Ó João Miranda!!!!!!!!!!!!!!!

    Eu às vezes fico (literalmente) de boca aberta com os conteúdos de alguns dos seus posts!

    Se a produtividade do país é baixa (e isso é facto) isso deve-se aos trabalhadores?
    Para esclarecer aviso já que sou dono de uma empresa.
    Para esclarecer aviso já que sou ideologicamente de direita (social).

    Em conjunto com as burocracias, sistema político/dependências políticas, falta de justiça, falta de educação e sindicatos é-me, claro no trabalho do dia a dia e na iteração com as outras empresas, que a culpa disso é em grande medida (na medida maior) dos empresários/gestores Portugueses.

    Por toda a experiência de vida posso dizer sem qualquer dúvida que a culpa não é dos trabalhadores.
    Além disso diminuir os salários só fará com que, por exemplo, empresas como a minha passem a facturar muito menos obrigando-me a despedir pessoas ou a diminuir salários. Devo dizer que nenhum dos meus colaboradores, todos excelentes, merecem tal coisa.

    O problema não são os salários, o problema são precisamente os gestores em conjunto com os factores que descriminei acima. E é nestes temas que o País precisa de se concentrar. Não em soluções fast food que na verdade só ajudarão a perpetuar o problema.

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  101. Desconhecida's avatar
    Já Volto permalink
    28 Março, 2009 12:26

    Aliás deixe-me acrescentar que quem lança essa solução para cima da mesa são dois tipos de pessoas.
    1. Quem nunca geriu uma empresa.
    2. Quem é mau gestor de empresa.

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  102. Desconhecida's avatar
    Já Volto permalink
    28 Março, 2009 12:44

    Já agora leia a resposta do jcd ao seu post “Sócrates, o empreendedor I”.

    Os pontos que ele lança são o resumo quase perfeito do que leva Portugal a ter baixa produtividade. Preto no branco.
    Junte-lhe a falta de justiça, educação, sindicatos, etc e verá que não precisa de chamar os “altos” salários dos trabalhadores para nada.
    A baixa-los teríamos também de resolver todos os outros pontos sob pena daqui a 5, 10, 15 anos estarmos sempre a baixar os salários, logo baixar a facturação das empresas, logo a baixar os salários, logo a baixar a facturação das empresas, logo…

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  103. manuel gouveia's avatar
    28 Março, 2009 13:41

    Hilariante, essa dos gestores emigrarem para a Alemanha! Só se for para limpar casas de banho, é que lá o MBA (muito bem aparentado) e o cartão do partido não funcionam!

    Os trabalhadores portugueses, quando dirigidos por gestores estrangeiros (Qimonda, Auto-europa) têm das mais altas produtividades! Curioso…

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  104. PALAVROSSAVRVS REX's avatar
    28 Março, 2009 14:12

    Simplismo e desonestidade intelectual é negar que sob excelente gestão alcança-se máxima produtividade que deve ser bem paga: Qimonda/Autoeuropa eram (são) bons exemplos. Refer/RTP/Governo de Portugal – os mais horrorosos.

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  105. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    28 Março, 2009 18:24

    Os trabalhadores portugueses tem baixa produtividade, porque vai para 30 anos de abrilada deixou de haver merito, para subir-se na vida, mas as cunhas de toda a especie!
    A ambição faz-se no consumo, não no trabalho!
    Escusam de fazer mais estudos, uma educação e instrução debaixo nive, com uma constituição que estrupiou as leis do país, ai temos o Portugal de hoje, conduzido, pelo incompetente socrates depois de 4 anos, em que todos os indece pioraram………..

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  106. electronico na inglaterra's avatar
    electronico na inglaterra permalink
    7 Setembro, 2009 22:37

    O facto de haver baixa produtividade em portugal é ecencialente a meu ver o baixo ordenado nao só dos empregados nao qualificados mas tambem dos tecnicos. Eu emigrei para inglaterra mesmo por esse motivo pois quando ai trabalhei o maximo que consegui ganhar foi 750 euros que vejo hoje que é baixissimo para um tecnico que trabalha numa industria que é a base de tudo hoje em dia, se aumentassem um pouco mais o salario as pessoas e tambem lhes fosse exijido mais rigor e profissionalismo pois ai conseguiamos competir com os outros paises europeus…

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  107. electronico na inglaterra's avatar
    electronico na inglaterra permalink
    7 Setembro, 2009 22:44

    Outra razao de haver uma produtividade baixa é haver demasiados efectivos, aqui em inglaterra a maioria das pessoas trabalha com algum receio de ser despedida, mas tambem teem boas condicoes o que ai via era quando ia trabalhar para uma empresa eu é que trabalhava o efectivo tentava escapar ao trabalho isto porque porque sabia que nao podia ser despedido, e isso acaba por fazer em todos os sectores da economia que jovens talentos por vezes pessoas extremamentes competentes e que presisam de uma opurtunidade para mostrar que sao uma mais valia para o pais, nao a conseguirem porque o lugar esta ocupado por um efectivo que como ja conseguiu chegar a esse “estatuto” tornou-se preguiçoso…

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  108. HsvsRsvsesv's avatar
    24 Março, 2010 12:23

    propecia online

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