A Casa do Contribuinte.
As contas da Casa da Música do Contribuinte estão hoje no Público. São excelentes. A Casa deu lucro, em 2008. Os proveitos estão em alta. A saber:
Vendas de Mercadorias: 9 mil euros.
Prestação de Serviços: 914 mil euros.
Proveitos Suplementares: 1,7 milhões de euros.
Subsídios: 13,6 milhões de euros.
Parabéns à magnífica equipa gestora. Note-se que os lucros foram conseguidos apesar de estarem a amortizar loucamente 700 mil euros do edifício que custou 100 milhões, o que significa que ao fim de uns breves 150 anos, apenas, já está tudo amortizado.
No relatório, chamam aos clientes dos espectáculos ‘utentes’, o que é muito agradável. O esplendoroso espírito de repartição pública atinge numa só palavra o seu máximo glamour.
PS: Dizem lá que os subsídios representam 48,21 € por cada ‘utente’. Coisa pouca, para um país em que o problema do défice já é uma coisa do passado. A Casa é tal qual um hospital. O que o ‘utente’ paga pelos bilhetes para alguns espectáculos não é nada mais que uma simples taxa moderadora.

A casa da música e´stá a ser um sucesso no Porto. As pessoas gostam da casa da música.
Assim há que deitá-la abaixo.
Bota abaixo– bota-abaixo — bota-abaixo
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Anónimo disse
“Bota abaixo– bota-abaixo — bota-abaixo”
5 Minutos! A brigada está atenta. Muito bem. 20 valores para a organização.
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o jcd está completamente equivocado
eu anonimo não sou da organização
estou a ver que me vou ter de ficar calado, ou ainda me perseguem por vir aqui contrariar. Pensam logo que sou do partido do governo. Isto de ser livre é deficil neste país de perseguidores.
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Mas onde gastam eles 13,6 milhões de euros? A maior parte deve ser em salários. Como pode ser possível?
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5 Minutos!
Não se anunciem no twitter
Pensava que queriam ser lidos e comentados
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unfollow #blasfemias
que eles não querem comentários rápidos, nem querem ser lidos nem comentados
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eles querem ser besuntados, dispensam comentários.
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se não fosse a dita da música, onde é que pavoneavam os macondes e as zaras?
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e porque é que tudo tem que dar lucro? a cultura não pode ser um serviço publico? eu pago impostos e não estou preocupado com o relatorio de contas da casa da musica.
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Este post espelha, na sua plenitude, o negativismo absurdo que alguns se pautam e o tentar destruir do que se tem vindo a construir! Enfim…
Independentemente do passado, a verdade é que a Casa da Musica está a ter resultados positivos numa conjuntura negativa. Acho que é um exemplo a ter em conta, nunca esquecendo, porém, a sua fase menos boa!
Na minha opinião, e espero que esta postura pidesca não se sinta ofendida, não é com esta mesquinhez que vamos a algum lado.
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disparam a tudo o que mexe, não acertam uma e ainda se queixam da falta de cartuchos.
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bem visto, jcd
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É uma questão de levar a cultura a todos, independentemente do seu estrato social. Importantíssimo, nos dias que correm.
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O Inefável Jorge Coelho agora com funções de administrador de empresa – embora se tivesse defendido dizendo que estava a falar no papel, na qualidade de administrador da Mora-Engil – foi repescado como ideólogo.
Em recente entrevista a uma televisão afirmou que não construir o TGV – que nos porá em comunicação com a Europa – seria nada mais nada menos do que um “crime de Lesa-Pátria”.
Mais um exemplo de “newspeak” e “doublethink”. Sabendo-se que a sociedade de mega-empreitadas chamada Mota-engil, da qual o inefável Coelho (que louvou o presidente angolano) faz parte, terá um share mais do que substancial na construção da dita linha (que implica uma destruição substancial de território nacional, e de comprometimento financeiro no mínimo discutível) percebe-se que não construir o TGV seria um crime Lesa-Mota ou Lesa-Coelho.
Ou seja, o inefável Coelho, identificou os desígnios de uma empresa com os de uma Pátria. E chegou a uma dessas novas realidades do doublethink e do newspeak (em que o Labour Party e depois o New Labour e agora o PS são pródigos): as empresas é que são de facto a Pátria.
São elas os únicos vectores renacionalizantes.
Outro dos doublethink e newspeak do PS consiste em lançar a nova realidade que o PS é o Estado. Outro que só o PS pode conseguir levar Portugal por diante.
Depois de branquear o presidente angolano – cujo sistema de agir é de um nepotismo arquiclássico – revelou a linha de acção da Mota-engil, atravºes de várias empresas subsidiárias em África – preparam-se para ajudar a “industrializar” África.
Os tempos correm de feição à Mota-engil, e ao doublethink e ao newspeak! Ou seja com um Portugal africanizado, regulado por um sistema de sobas, e um nepotista no poder, agora redescobriram-se deliciosas semelhanças em Angola. Agora é só desembarcar e distribuir bandeirinhas de clubes aos nativos-
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Caro JCD,
Essa razão de 50:1 da casa da música anda muito próximo da do metro do porto…
Cumprimentos,
Paulo
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“Independentemente do passado, a verdade é que a Casa da Musica está a ter resultados positivos numa conjuntura negativa. Acho que é um exemplo a ter em conta, nunca esquecendo, porém, a sua fase menos boa!”
Uma sugestão: acho que devia ler novamente o post.
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“Júlio disse
É uma questão de levar a cultura a todos, independentemente do seu estrato social. Importantíssimo, nos dias que correm.”
Então não é? Todos nós sabemos que a Casa da Música está sempre cheia da malta do Bairro do Aleixo, que não perde um bom espectáculo de música contemporânea, especialmente se for recomendado pela Paula Moura Pinheiro.
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“Pedro K disse
e porque é que tudo tem que dar lucro? a cultura não pode ser um serviço publico? eu pago impostos e não estou preocupado com o relatorio de contas da casa da musica.”
Alguém tem que estar, não? Ou acha que pode continuar em roda livre?
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48 euros por utente?
Será que posso pedir ao conselho de administração para me darem uma partezinha — sei lá, 20 euros — se eu for lá muitas vezes, mesmo que não preste a mínima atenção, nem ligue pévia aos espetáculos?
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Pedro K,
“e porque é que tudo tem que dar lucro? a cultura não pode ser um serviço publico? eu pago impostos e não estou preocupado com o relatorio de contas da casa da musica.”
Você deve ser um mãos largas, não se preocupando que lhe prestem contas do seu dinheiro. Imagino que se a CM desse de facto lucro, você ficaria muito pesaroso por pagar menos impostos.
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Embora muitas vezes concordando com os blasfemos desta vez não me parece que seja este o caminho.
Diga-me preferia que a casa da musica fosse em Lisboa? fez a relação aos custos por utente em todas as casas do Porto versus os custos por utentes em todas as casas de Lisboa?
Que me diga que gastar 100 milhões de euros na sua construção é sem dúvida um valor ridiculamente alto principalmente se considerarmos a situação do país concordo, mas despesas para a máquina funcionar n me parece que possa criticar em virtude deste blog seguir uma linha em que as clivagens norte-sul são muito criticadas… já dizia a minha avozinha, “não se pode querer chuva no campo e sol na eira”
Mas pelo seu comentário #17 a sua critica é mais pela programação, nesse caso tb lhe digo que para espetaculos de Mickael Carreira já temos o Coliseu e o Rivoli. Percebo que é uma pessoa desatenta relativamente à programação pois a música contemporânea é apenas uma parte da sua programação. Se tivesse ido a concertos como Nekka, Vampire Weekend, National, etc. (todos pela primeira vez em Pt) veria que existem mais performances do que da Orquestra Nacional do Porto.
Saudações
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#18. JCD,
“Então não é? Todos nós sabemos que a Casa da Música está sempre cheia da malta do Bairro do Aleixo, que não perde um bom espectáculo de música contemporânea, especialmente se for recomendado pela Paula Moura Pinheiro”.
Caro Jcd, sem me querer meter na discussão (até porque não tenho, efectivamente dados sobre a respectiva gestão – ainda vou ler o Público), sempre direi, no entanto, que do Aleixo não tenho visto lá ninguém! Agora, de espectáculos infantis, aos domingos de manhã e ao preço módico de 5 Euros, tenho sido frequentador assíduo, com a minha filha….isto porque, infelizmente, tirando a Casa da música e o Rivoli (com a exploração do Laféria) são os únicos locais, com regularidade, que têm programação “aberta” para crianças….E já agora, para os “menos-crianças”, os sabados á noite, com as “rave” que lá organizam (e bem) também dão, de vez em quando, algum jeito!
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#22 (continuação):
E, acrescentando à lista das minhas utilizações como “utente” da dita cuja, também os concertos (tipo) promende que, infelzimente, estão sempre cheios e relativamente aos quais dificilmente conseguimos arranjar bilhete a não ser que se compre com uma ou duas semanas de antecedência.
Dito isto – e, repito, sem me meter na discussão sobre a respectiva gestão e custos de construção do próprio edifício e das frescurinhas do arquitecto e má negociação de tudo o que envolveu essa obra pública – o facto é que suponho ser a Casa da Música um dos equipamentos do género com mais utilização e mais sucesso público. No Porto, pelo menos, sê-lo-á comparativamente com as coisas tipo Teatro Nacional S. João ou Carlos Alberto…..
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PMF,
mas se recebessem 13 milhões dos contribuintes também não lhes seria dificil ser «um dos equipamentos do género com mais utilização e mais sucesso público». Aliás, devo dizer que também eu gostaria de ser candidato a fornecer tais serviços, nas mesmas condições de financiamento, obviamente (chamar-ser-ia «A minha casa»….). Desde já prometo que os espectáculos infantis passariam para 4 euros……
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Em 1973 com 10% do PIB o estado dava estradas, hospitais, exército, polícia, escolas, universidades, tribunais, etc. Na maior parte dos casos serviços eram fraquinhos. Agora o estado gasta mais de 50% do PIB, para serviços apenas um pouco melhores. Os 14 milhões da casa da música é apenas uma gota de água nesse imenso desperdício de dinheiro.
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JCD
“chamam aos clientes dos espectáculos ‘utentes’, o que é muito agradável”
Eu diria que mais agradável é chamar clientes aos parasitas dos partidos.
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Já agora, fica aqui parte da agenda actual. Destaco – na lógica dos comentários anteriores e da história do “serviço público”, os concertos abertos “Ao meio dia” (os tais em que seria de esperar ver as pessoas do Aleixo – e talvez, até lá estejam….) e o “Serviço Educativo”:
http://www.casadamusica.com/default.aspx
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Gabriel,
pois sim. Mas então que façam!
A questão é que muitos outros recebem o equivalente ou muito mais e de proveitoso, nada se vê!
Agora – se é muito ou pouco, melhor, se está ou não bem gerido, é outra questão. Se há que suportar esse tipo de despesas públicas (CCB, S. João, Carlos Alberto, Túnel do metro alagado, Edífício transparente, etc., etc.), então que tenham a utilidade que vai tendo a Casa da Música… Porque não cortar nos outros todos (apenas alguns dos que referi) que não servem para nada?
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#14
“Em recente entrevista a uma televisão afirmou que não construir o TGV – que nos porá em comunicação com a Europa – seria nada mais nada menos do que um “crime de Lesa-Pátria”.
O reputado economista Silva Lopes aquando da entrevista com MCrespo, afirmou por outras palavras: não para já, mas o TGV é importante para o desenvolvimento do país.
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Gabriel,
voltando atrás, a premissa “se recebessem 13 milhões dos contribuintes também não lhes seria dificil ser «um dos equipamentos do género com mais utilização e mais sucesso público”» está mal colocada.
Uma das eternas discussões liberais (pelo menos, de “café”) é exactamente essa: haveria alternativa equivalente, sem o subsídio público?
Provavelmente, nestes termos, discutiríamos mais rigorosamente o montante de tal subsídio e a respectiva afectação, em termos de modelos alternativos. Essa é que será a questão e não propriamente a respectiva utilização pelos habitantes do Aleixo, ou do Lagarteiro, etc., etc.
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PMF,
mas a questão base não é a da «existência de alternativa», mas, prévia a essa, se tal será necessário
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” JDC disse:
Então não é? Todos nós sabemos que a Casa da Música está sempre cheia da malta do Bairro do Aleixo, que não perde um bom espectáculo de música contemporânea, especialmente se for recomendado pela Paula Moura Pinheiro.”
Portugal deve ser um país periférico nos que respeita à cultura. Assim é que é dêem-lhe mais telenovelas para os entreterem. Nem tudo é negativo, não lêem os (dislates)disparates que alguns escrevem
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Se a música fosse coisa de contabilidade, as notas de música seriam de euros.
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Olá Tina
Não quer aproveitar o lugar vago na direcção da casa da música? Pagam bem!!!
Sempre tirava a limpo essa coisa dos 13,6 milhões de euros
Sempre considerando
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#12 “bem visto, jcd”
Quem é que falou em besuntas?
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poste comuna, querem tudo menos a conta.
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Eu se recebesse 13,6 milhões de subsidios também daria lucro. A propósito quanto foi o lucro?
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Se tivessem lido o PDF que Helena Matos publicou num dos seus últimos posts então é que iam ficar mesmo horrorizados com a facilidade com que se espatifam em cultura os nossos euros.
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Têm razão
À borla é a música que vocês nos dão
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A derrapagem da Casa da Música é um escândalo num país onde o cidadão é respeitado mas aqui para Portugal com a “gestão portuguesa” gerida pelos gestores aos quais o Miranda faz apologia está muito bem. Dar lucros com os subsídios é uma táctica no mínimo digna de Estaline, se bem que nestes casos o lucro poderá não ser bem em dinheiro.
O que eu não percebo é as gentes do Porto que passam o dia a chorar do bullying de Lisboa e quando esta cede vêm com queixinhas do dinheiro mal gasto. Querem a regionalização mas para eles pois ao não conseguirem ter projecção nacional ficam-se pelo bairro.
O Guggenheim de Bilbao é a marca da boa regionalização e claro que dá lucro, mas para isso é necessário que haja gente que saiba como fazer, uma elite que assenta na meritocracia e não no provincianismo parolo chorinhas sedento de meter a unha na guita. O Porto e o Norte em geral têm um défice de elite pois esta foi ocupada pela pseudo-elite que assenta no querer parecer e que vive numa psicose colectiva cíclica, o tal investidor do Boavista, Sérgio Silva e a maneira como trataram o Manuel de Oliveira no Clube Portuense são prova disso.
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Excelente empreendimento do Pedro Burmester !
A Casa da Música enobrece ainda mais o Porto e o país !
E educa muita gente, crianças incluídas.
Forma públicos.
Está aberta à comunidade, não é elitista.
Uma obra magnífica e marcante de Rem Koolhaas, que criou um ícone para e da cidade.
Quem não quer Cultura, que continue a chafurdar no tédio, na incultura, na ignorância.
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#41 boa, nem parece seu.
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42,
Vc. terá estado distraído sobre o que por vezes aqui opino.
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Quer dizer que o traste projectado por aquele indivíduo com nome de treinador de futebol custa esse balúrdio todos os anos? A somar ao que custa aquela mãe-de-água construída à beira dos Jerónimos? E não se podem implodir?
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#43 não
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JMG, 44
Claro que por exemplo vc., pode mandar implodir os edifícios e aniquilar de vez os objectivos dos mesmos.
Trate do assunto com o Estado e com as respectivas administrações.
Invista, ou arranje investidores para tal.
E o que é que vc. iria edificar nesses locais ?: modelares suiniculturas com vivendinha ao lado + jardinzinho + court de ténis + piscina + mini campo de futebol + garagem para três pópós e “caravana”.
Terá um esplendoroso futuro, e os seus também.
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“Invista, ou arranje investidores para tal.”
Se tiver acesso às mesmas fontes de financiamento, é fácil.
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O que não se percebe é que dizem que há fome em Portugal e depois esbanja-se milhões em “cultura”. É incrível que ainda haja escolas pré-fabricadas, e falta de lares de acolhimento, etc, mas depois gasta-se dinheiro a subsidiar eventos que ninguém atende. Vê-se que os políticos vivem lá nos seus ministérios e não fazem a mínima ideia da realidade. Se sabem, então são imorais. (devem querer ir para a cama com a actriz principal)
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O meu filho anda numa escola que não dá para acreditar. Parece um campo de concentração nazi com chão de cimento e paredes forradas a cortiça toda a cair de podre. No inverno faz muito frio e no verão sua-se em bica. Aquelas reuniões na bibiloteca são uma tortura física. Há trinta anos que aquela escola está assim, há trinta anos que não há dinheiro para construir uma escola decente. Mas gastam-se milhões e milhões na “cultura”.
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#49 tadinho do rapaz, tira-o da escola.
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Jcd, 47
Está completamente enganado na “porta” investidora/apoiante…
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Não sou eu que estou enganado. Com o dinheiro dos outros, toda a gente é capaz.
E no caso destas obras de regime, fui sempre investidor à força.
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“49 tadinho do rapaz, tira-o da escola.”
é só temporário para ele. Os outros, os do bairro social que nunca terão capacidade para ir para uma boa escola, ficarão lá ainda por uns bons anos. É assim que ainda funciona, os pobres não têm amigos no ministério.
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“pedro k disse
3 Abril, 2009 às 11:25 am
e porque é que tudo tem que dar lucro? a cultura não pode ser um serviço publico? eu pago impostos e não estou preocupado com o relatorio de contas da casa da musica”
Olhe diga isso ao JoãoMiranda das garagens sociais (ao qual recomendo a leitura do “Le Monde Diplomatique” deste mês (pag 7)), que ele logo bota uma posta sobre o assunto!
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#
Oh EinsTina! E quem é que lhe disse que escola=cultura em Portugal…
Bons sonhos!
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Jcd, 52
Vc. não reivindica o direito a eventos culturais na área (e no país) em que vive ?
Não precisa deles ?
Vc. pensa que o Porto, o Norte, o país, não merecem a Casa da Música ?
Sines não merece o Centro Cultural ?
Chaves não merece o futuro Museu Nadir Afonso ?
Etc, etc ?
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#40 Minhoto,
Não sou do Porto e muito menos do Norte, mas penso que, na generalidade, as pessoas do Norte e as do Porto em particular não merecem os comentários que sobre eles teceu!
Francamente!
E são de facto atitudes como a sua que conduzem a radicalizar posições!
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Oh JCD,
não era você que trabalha ou trabalhou numa empresa lisboeta que faz muitas das parcerias públicos-privadas que são apelidadas de ruinosas pelo tribunal de contas ?!?!
Diga lá a verdade, meu caro !
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Tina
“é só temporário para ele. Os outros, os do bairro social que nunca terão capacidade para ir para uma boa escola, ficarão lá ainda por uns bons anos. É assim que ainda funciona, os pobres não têm amigos no ministério”
Se bem percebi a escola do menino não é da responsabilidade do ministério, é da sua autarquia.
Há sempre a alternativa entre o local de trabalho dos pais e o de residência, não é muito mas é o que se pode arranjar. Por outro lado vêm aí as eleições, quem sabe…
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Não tenham tanta vaidade na casa da musica, o gago que construiu essa, fez outra igual na novazelandia!
Agora, quem mama os acyuais subsidios?
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Minhoto, 40
José M. Dias da Fonseca, antigo administrador e actual presidente da Casa da Música, é um competente gestor.
Vc. não sabe que um empreendimento com aquela envergadura global (custo e objectivos) não pode dar lucros substanciais passados tão poucos anos da sua abertura !?
Vc. não conhece social e culturalmente as populações do Porto e do Norte. Leia a História contemporânea do Porto e do Norte.
Acha que a Casa da Música, o FITEI, o Teatro Nacional S.João, o Museu e a Fundação de Serralves, a Fundação Cupertino de Miranda, entre outras instituições culturais) são “projecções de bairro” e só da cidade ?
O Guggenheim em Bilbao é um investimento privado com apoio público do governo regional. O Guggenheim de NYC também tem outro espaço em Veneza. Ambos investimentos público-privados.
O Museu em Bilbao é uma obra icónica da arquitectura.
A Casa da Música é outra obra icónica da arquitectura — que prestigiam Bilbao e o Porto e (também) por tal atraem públicos.
A cidade do Porto não é vivificada culturalmente por pseudo-élites.
Vc. tem razão nisto: o desprezo a que votaram a Casa Manoel de Oliveira. Muito lamentável.
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“Diga lá a verdade, meu caro !”
A verdade é que está confundido. Se não estivesse, era apenas um comentário de mau gosto.
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Tribunus, 60
Frank Gehry tem outros espaços idênticos ao Museo de Bilbao. Este, não fica arquitectonicamente “desvalorizado” nem “banalizado”, pelo contrário !
A Casa da Núsica é uma obra-prima e icónica da arquitectura !
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MRJB dixit:
“Etc, etc ?”
Meu caro: todos merecemos tudo. Saúde, educação, apoio na nascença, na infância, na puberdade, no casamento, nos partos, nos abortos, no divórcio, na reforma e na velhice. Merecemos energias limpas a metade do preço, carros eléctricos, bancos que nunca vão à falência e empregos garantidos para toda a vida. Merecemos viver num mundo limpo, sem fábricas mas com muitos jardins. Sem refinarias, sem poluição e em que ninguém tenha frio no Inverno. Merecemos ter comida saudável, sem corantes nem conservantes, sem OGMs, muito baratos e acessíveis a todos. Merecemos que os agricultores e os pescadores sejam ajudados para nos servirem a baixo preço. Merecemos reformas generosas, desde muito cedo. Merecemos um mundo simples, sem hedge funds, sem offshores, sem produtos financeiros complexos, sem short sellings, sem desemprego e sem crises. Merecemos euribors baixas para os empréstimos e altas para os depósitos. E, principalmente, todos merecemos casas da música com fartura, a dobrar as que já existem, a triplicar, até. Tem toda a razão. Merecemos que a vida seja bela.
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Mr. Jcd,
Tudo isso se merece, sem dúvida, mas este seu comentário (64) vem “distrair-nos” do fundamental do seu post e doutros comentários por si assinados.
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Não vem não. É o mesmo tema, embora possa não parecer.
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Mr. e caro Jcd,
Os habitantes do Porto, da Aárea Metropolitana do Porto, do Norte, do país(*) não mereciam a extraordinária Casa da Música ?
O Pedro foi “utópico” quando começou a pensá-le e sobretudo quando fez impôr a sua necessidade, utilidade ?
Alguém quer que um investimento daquela natureza se autosustente em tão poucos anos ?
(*) Muitas pessoas têm ido também de Lisboa para assistirem a eventos….
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Correcção:
segundo parágrafo, O Pedro Burmester
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JCP
As gentes do Norte e do Porto são quem mais produz neste país só que estão reféns do caciquismo que delapida qualquer iniciativa, atitude e vontade de quem quer fazer algo pela sua terra, o mal é geral em Portugal só que no Norte já se perdeu o pudor há muito tempo, veja o caso do Névoa e da braval.
Esta pseudo-elite que conseguiu através do desgaste, da ameaça e da chantagem expulsar quem poderia ser uma mais valia nos lugares de decisão divide-se em quem já roubou e quem tem uma sede de roubar imitando em tudo os que já roubaram. Transmitindo para as gerações seguintes este ciclo que gera medíocres, que da maneira como a Educação em Portugal anda vai degenerar, não esquecendo que vai ser com menos dinheiro e vai ter como resultado mortes por trocos e uma situação como em Itália nos anos 70.
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MJRB,
Eu não estou contra a Casa da Música bem pelo contrário, o que não pode acontecer é o roubo sistemático e da praxe a que estão associadas qualquer obra pública desde a rotunda na merdaleija até o ” prove!” das obras de relevo.
Quantos administradores teve a Casa da Música nestes poucos anos de existência? Pois…
Quantos anos de atraso teve a sua conclusão? Pois…
Eu acredito que a Casa da Música para estar hoje feita teve que ter tido um desgaste brutal e sentido patriótico de muita boa gente pois o resto já se sabe para o que vai e o que quer.
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MRJB,
Em relação ao Porto e ao Norte conheço muito bem e por isso é que falo!
Lido no diariamente com a pseudo-elite e bem me tentam enganar. Pobres coitados… cheios de cagância a sair dos A5 3.0 TDI ( coupé gasóleo? só mesmo broeiro!) a tentarem burlarem-me e depois de ver que nada sacam fazem o choradinho, folclore nacional no seu melhor!
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Minhoto,
Obviamente acredito que Vc. trabalha e vive o Norte muito melhor do que eu. Por certo que sim.
No entanto, eu não confundo o Porto, o Norte e respectivas populações com pseudo-elites e com burlões — que também os há !
O Porto e o Norte têm elites extraordinárias ! Uma História notável !
E….uma Casa da Música fora-de-série !
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Tão giro… vê-se bem como aqueles que estão sempre a dizer que os impostos são para ajudar os desfavorecidos, devemos ser solidários, bla, bla b, bla de repente quando lhes querem tirar os seus brinquedos pagos por todos saltam logo a terreiro.
“e porque é que tudo tem que dar lucro? a cultura não pode ser um serviço publico?”
Não não pode nem deve. Para começar Corrompe.
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#71 – “A5 3.0 TDI” o que é isso?
eu quando vou ao porto levo blocos a3 para impressionar.
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# 72 – já chega! acertou uma, nunca mais se cala.
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75,
Amordace os seus !
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#76 tenho pena do seu marido
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Cultura? Qual cultura?
Do que estamos a falar é de “Artes & Espectáculos”.
Por que razão os meus impostos têm de subsidiar artistas?
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#36
Mas onde raio é que o post exprime uma ideia comunista?
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Já agora porque não comparar com a Fundação de Serralves?
Ou será que por ser pretensamente uma instituição “privada” os subsídios faroónicos já não ferem estas alminhas “liberais”?
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#79 não é uma ideia, é um hábito dos comunas, querem tudo e de borla.
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