Vasco Granja foi um grande divulgador e conhecedor de banda desenhada, em especial na actividade desenvolvida na revista Tintin, a qual marcou toda uma geração. Posteriormente na televisão dedicou-se ao cinema de animação dando a conhecer as principais escolas e correntes. Criou-se à sua volta uma certa «mitologia», como seja a de que insistiria muito no cinema de animação do leste da Europa, caricatura que lhe permanece colada ainda hoje mas que a meu ver é apenas fruto de uma certa geração (eu incluído) que na altura, compreensivelmente atendendo à idade, preferia o Tex Avery a Karel Zeman, num tempo em que não havia qualquer alternativa em termos de canais de divulgação.
Mas, sendo justo, e com a devida perspectiva, nomeadamente de que os seus programas não eram destinados exclusivamente a um público infantil mas visavam divulgar, explicar e enquadrar uma arte multifacetada (onde juntou com sucesso popularidade e experimentalismo), Vasco Granja foi um mestre de comunicação visual.

Também fiquei com boas memórias.
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Pois, eu nunca lhe perdoarei os tempos deprimentes e aborrecidos e a lavagem cerebral que me fez passar.
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a primeira parte desculpa a segunda. que fique em paz.
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Concordo perfeitamente, mas para um criança, ter de aguardar pelo fim da tele-escola, e depois ter de aturar os koniec, para eventualmente poder ver um episódio do Duffy Duck, foi traumatizante.
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#2 – a explicação que faltava, para a origem da caspa.
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O camarada Vasco marcou a geração dos meus filhos e até a minha
Era um educador, de voz pausada, presença simples
Cativava
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Contrariamente àquilo que (quase) todos pensam, acho que o homem era um submarino moscovita que durante o PREC procurou ideologizar as criancinhas (eu incluído). Era um chato tremendo!!! Acho que é o melhor que dele posso dizer.
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6, José Manuel Santos Ferreira:
“O camarada Vasco marcou a geração dos meus filhos e até a minha”.
Já tínhamos reparado…
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A Vasco Granja:
Morreu hoje um companheiro televisivo dos meus primeiros anos (como João Coutinho no Basquetebol; como Cordeiro do Vale no Rugby).
Um grande amigo que ensinou os da minha geração que os desenhos animados custavam muito a fazer a centenas de desenhadores que trabalhavam horas infindas, para produzir uns poucos minutos de fita.
As críticas políticas que muitos lhe fizeram nunca me pareceram justas! Havia, de facto, animação da Polónia e da Checoslováquia (interessante por sinal), mas, também passavam os míticos trabalhos de: Friz Freeling, William Hanna e Joseph Barbera Barbera na Warner, ou animação do Canadá. Foi muito bom conhecer as várias realidades deste maravilhoso mundo animado.
Obrigado velho amigo. Até sempre!
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Por uma infeliz coincidência, ainda hoje, sem saber da notícia, publiquei um artigo no meu blog onde falo do Vasco Granja e do seu Cinema de Animação.
A nossa sentida homenagem a um grande homem da televisão e de modo especial do cinema de animação, que ajudou a divertir milhares de crianças deste Portugal, onde eu me incluía.
Que descanse em paz!
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Gabriel Silva soube distinguir as opções políticas do trabalho realizado.
Subiu na minha consideração por este post cujo texto comungo.
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“O camarada Vasco marcou a geração dos meus filhos e até a minha”.
Já tínhamos reparado…
AHAHAHAHAHA!…
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É sempre assim, quando as pessoas morrem só se diz bem delas mesmo que tivessem sido as pessoas mais CHATAS do mundo inteiro!….
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Lá por ter sido chato para si não o foi para muitos outros. Mostrou-me coisas que nunca veria. Como Gabriel diz o programa não era só para crianças.
Hoje faz falta um programa semelhante, mesmo que a Tina o não queira ver. Não queira impor os seus gostos e memórias aos outros.
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Li agora que a RTP apagou os programas do vasco granja que estavam em arquivo.
ISTO É CRIMINOSO!!!!
A notícia está no site da RTP:
“A maioria destes programas, intitulados “Cinema de Animação, terá sido apagada dos arquivops da televisão pública.”
aqui fica o link:
http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Vasco-Granja-biografia.rtp&article=217616&visual=3&layout=10&tm=4&rss=0
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Pois eu gostava muito do Vasco Granja, dos Koniecs, dos National Film Board of Canada e dos Tex Averys com que acabava sempre o programa. Lavagem ao cérebro em quê? VG até educou muita gente na diferença entre a capacidade técnica do leste e do ocidente. Percebia-se que os Koniecs eram próprios da imaginação que aguça o engenho sem tecnologia para mais, e lembro-me de ter visto verdadeiras obras de arte de todo o mundo, animação com recortes, com sombras, com plasticinas, etc.
Nunca vi Vasco Granja como um educador político das massas. Se tentou, falhou redondamente. Merece claramente as homenagens que lhe estão a ser feitas.
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a RTP já tirou a notícia do ar.
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Eu também acho que ele fez um excelente trabalho e nas memórias fica tudo.
Incluindo isto:
http://www.youtube.com/watch?v=qcp7JEQl4gM
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quais memórias?????
a RTP limpou tudo dos arquivos. estava a seguir a conversa do JMF no twitter com outro jornalista. parece que não apagaram os programas. apagaram “SÓ” o próprio doo vasco granja.
isto deveria ser considerado crime!
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a notícia é da lusa e também está no sapo:
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9631256.html
pode ler-se:
Iniciando as emissões com um saudoso “Olá amiguinhos”, Vasco Granja gravou cerca de mil programas entre 1974 e 1990, onde apresentou personagens como Bugs Bunny e a Pantera Cor-de-Rosa, mas também a animação que havia para lá das portas do castelo de Walt Disney. A maioria destes programas, intitulados “Cinema de Animação, terá sido apagada dos arquivops da televisão pública.
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Vasco Granja merece todo o louvor pelo que fez pela banda desenhada e cinema de animação na tv.
Vou escrever um texto sobre isso. Sobre o Tintin, de 1972, altura em que Vasco Granja andava por lá.
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“Lavagem ao cérebro em quê? VG até educou muita gente na diferença entre a capacidade técnica do leste e do ocidente.”
Sim, passando mais filmes do leste do que do ocidente. Fazendo querer que aqueles eram melhores do que estes. O que não era verdade para o grande público alvo que eram as crianças. Ele tinha o poder de nos divertir mas não o usou, aborreceu-nos até à morte. (pelo menos, a grande maioria das crianças).
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#23 Aborreceu-te a ti que não és capaz de ver um palmo à frente do nariz.
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Se a Tina se aborrecia tanto porque via?
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“Se a Tina se aborrecia tanto porque via?”
porque ou via aquilo ou não via nada… na altura não havia opção. hehehehehe
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Portanto entre comer um prato de bosta de vaca e não comer deve comer-se a bosta. Fiquei esclarecido.
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Os programas do Vasco, não eram de facto só para o público infantil.
Alguns extraordinários autores de países de Leste, foram por ele divulgados “com pinças”…
O Vasco sabia de BD e de Cinema de Animação como poucos.
O Vasco foi um Homem Bom.
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CHAPEAU
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“Portanto entre comer um prato de bosta de vaca e não comer deve comer-se a bosta. Fiquei esclarecido.”
quem ficou esclarecido fui eu.
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Se ficou, bom apetite.
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Piscoiso,
Sempre com comentários imbecis
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“É sempre assim, quando as pessoas morrem só se diz bem delas mesmo que tivessem sido as pessoas mais CHATAS do mundo inteiro!….”
A TINA é mesmo CHATA!…
Safa!
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Bem, pelo menos não uso um nome parvo como você.
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sempre os mesmos/mesmas idiotas a “puxarem” a ideologia quando se discute arte; não são só CHATOS/AS, são também ATRSADOS/AS culturalmente; e fazem questão de mostrar essa ignorância.
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“Bem, pelo menos não uso um nome parvo como você.”
Já vi que não. Tina é nome de lava-colhos.
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Ele se queria criar comunistas não teve muito sucesso. O facto de apresentar trabalhos de Leste não tem nada de especial, grafismos e desenhos diferentes só enriquecem uma criança, um senão lembro-me das coisas insuportáveis que vinham do Canadá e o seu exagero, como consequência já não havia incentivo para ver um programa e era preferível ver as séries de animações que vinham antes ou depois(já não me lembro) do seu programa. Mas será sempre uma boa memória devido aqueles períodos em que houve boa animação.
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“O facto de apresentar trabalhos de Leste não tem nada de especial, grafismos e desenhos diferentes só enriquecem uma criança”
mas era só isso o que a televisão dava na altura Lucklucky!… Se houvesse um Vasco Granja hoje, ele nunca passaria os Simpsons, nem American Dad, nem nada disso. Era esse tipo de opressão que ele nos fazia passar.
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#35 – não ligues, é uma tara, cada vez que consegue ser insultada tem um orgasmo.
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Anónimo, essa sua obsessão por mim é doentia, devia ir ao médico.
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#22- quem escreve “Fazendo querer” tem, de facto, défice de estudo por excesso de tv.
Só que o Vasco Granja não tem culpa.
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O mundo da animação
que o Granja apresentava,
prendia a nossa atenção
que tanto nos encantava.
Na infância do mexilhão recordada
em histórias fantásticas,
esta personagem ficará guardada
repleta de lembranças entusiásticas!
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#39 – não é obsessão, é um absesso.
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«Fazendo querer que aqueles eram melhores do que estes»
Portanto, por fezada, ideológica, há quem faz crer que tem critério artístico, quando o que precisava era de fazer cópias.
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#22- quem escreve “Fazendo querer” tem, de facto, défice de estudo por excesso de tv.
São sempre as mulheres que vêm apontar os erros ortográficos dos outros. Deve ser porque são todas formadas em letras e são umas grandes chatas. Não admira que gostem tanto de Vasco Granja.
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Portanto, quem não é formado em letras, pode escrever com os pés.
Curiosa perspectiva essa. Não dá para saber escrever a língua pátria mas dá para tecer considerações idiotas acerca de ilustração e animação. E com os pés, para que se veja que não é de letras e que parece muito solta.
A mim pareceu-me foi um grande chata com pancadas ideológicas idênticas às dos comunas.
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Pois a mim parece-me uma sopeira. Como não é de letras e sopeira deve ser engenheira química.
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Este seria o tipo de cartoons que os nossos filhos teriam de assistir hoje com Vasco Granja.
http://www.youtube.com/watch?v=r96aywTo4Ic#
Divirtam-se
KONEC
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#22
“Ele tinha o poder de nos divertir mas não o usou, aborreceu-nos até à morte. (pelo menos, a grande maioria das crianças).”
1. Como é que sabe, que o VG tinha o poder de divertir as crianças, se ele não o usou!!!
2. Aborreceu-nos até à morte (pelo menos, a grande maioria das crianças). É uma das muitas mortas-vivas, que por aí andam!!!
Paz à sua alma, estou a falar do VG, é claro.
Coitados do Cocas e do Homer Jay Simpson, ficariam aborrecidos até à morte, se soubessem qual é a sua fã política.
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“…mas era só isso o que a televisão dava na altura Lucklucky!… Se houvesse um Vasco Granja hoje, ele nunca passaria os Simpsons, nem American Dad, nem nada disso. Era esse tipo de opressão que ele nos fazia passar….”
Eu vi muitas coisas Americanas passadas por Vasco Granja. Aliás, se ele mostrou alguma coisa foi a superioridade da animação americana por comparação com muitas coisas inarreanávelmente chatas que vinham do Totalitarismo Comunista.
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Vasco Granja foi um grande divulgador de BD e cinema de animação. Discutir se pasava mais filmes de leste ou ocidentais é introduzir preconceitos ideológicos e mostrar que não se gosta nem de BD nem de cinema de animação.
Quem se lembra dos seus programas sabe bem que os seus favoritos eram o experimentalismo de Norman McLaren e o Droopy do Tex Avery
http://www.youtube.com/watch?v=BYJ_xSM_Pb8
Só faltava agora vir um apologista dos regimes de leste vir dizer que o Tintin que Granja divulgou era um reaccionário. Ou que a BD que Granja divulgou era essencialmente francófona.
Obrigado Vasco Granja por me teres apresentado Hugo Pratt e Corto Maltese. Obrigado por me teres apresentado o Jonhatan e o Buddy Longway. O Blake e o Mortimer. Que me levaram À Suivre a conhecer Bilal, o Manara, o Tardi, o Servais, o Munoz y Sampaio.
Obrigado Vasco. Parabéns Gabriel.
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Vasco Granja, que era comunista, soube separar a política da divulgação da Animação. É verdade que dava grandes charopadas da produção de Leste, mas, como diz o Lucklucky, para mim serviu sobretudo para demonstrar a superioridade da criatividade americana sobre a mecanização soviética. Mas Vasco Granja não se ficou pela Animação. Na Banda Desenhada, expressão introduzida por ele, do francês, esteve à frente das revistas Spirou e Tintin. Foi ele que nos trouxe o Corto Maltese, hoje criação incontestada, mas na altura muito criticada, que ele defendeu com unhas e dentes.
Pessoalmente considero-o como um grande educador.
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O Granja era um broche insuportável e semi-analfabeto,sem capacidade de comunicação,que foi metido na RTP a pedido de uma embaixada de leste,como alguns da televisão sabem.E outros(poucos)tambem sabem que era subsidiado por quem lhe fornecia aquelas estopadas de alem-cortina de ferro.Essa é que é essa.
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Paz à alma do Vasco Granja.
Como muita gente, cresci com o insuportável Granja, a lavar sorridentemente o cérebro de toda uma geração.
Nós queriamos Walt Disney, e o desgraçado a matar-nos com filmecos de leste.
A salvação chegaria com Julio Isidro, e o clube amigos Disney.
Experimentem hoje passar um programa completo do Granja, e vejam o sucesso da coisa…
Como disse o Arsénio era um grande educador. Fujam de todos os grandes educadores.
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#2 e #53
Plenamente de acordo.
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Parabéns, Gabriel e muito bem, jcd. Eu acho incrível como é que ainda subsistam certos mitos acerca do Vasco Granja, como esse de que o seu programa só passava filmes do leste e que estes eram opressivos, comunistas, totalitários, etc. Para começar, foi o Vasco Granja que nos deu a conhecer os desenhos animados americanos para além da Disney: o Tex Avery e Chuck Jones, a Pantera Cor de Rosa, o Mister Magoo, etc. E depois, eu, sinceramente, gsotava de muitos dos bonecos de leste, os konieks, aqueles que ainda muita gente agora recorda com horror. Ó meus amigos, o que têm esses desenhos animados a ver com o comunismo, alguém me pode explicar? Muitos eram experimentais, era uma animação diferente, que achávamos chata (eu achava), mas muitos outros, a maioria, eram coisas girissimas como o Professor Balthazar e bonecos de plasticina que eu achava engracado. E lembrem-se que o programa era de divulgação de animação, tanto para crianças, como para adolescentes e adultos, tinha necessariamente de ir buscar correntes diversas.
Vão-se lixar, mas todos gostávamos de ver o programa do Vasco Granja, viamos porque gostávamos, desde o Tex Avery à Pantera, até muitos konieks. E o Tintim e o Hugo Pratt e tantas outras coisas. Eu tenho pena que a única recordação que muitos agora tenham do Vasco Granja é que ele era comunista. É a educação que temos, que se há-de fazer?
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Eu gostava sinceramente que alguém me explicasse o que havia de totalitário, opressivo, comunista, estalinista, etc (já li de tudo), nos desenhos animados de Leste que o Vasco Granja passava. Tina, explica lá.
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#56 – têm menos actos de violência, explosões e outros kááábongs, o que os torna nemos apetecíveis à educação tugalhesa.
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“Eu gostava sinceramente que alguém me explicasse o que havia de totalitário, opressivo, comunista, estalinista, etc (já li de tudo), nos desenhos animados de Leste que o Vasco Granja passava. Tina, explica lá.”
Eram filmes sem enredo, sem interesse, estávamos sempre à espera que acontecesse alguma coisa mas nunca nada acontecia e acabavam quando menos se esperava. Eram filmes maus ou que pelo menos não mereciam toda a atenção que Vasco Granja lhes dava. Se nós aguentávamos aquilo tudo era porque estávamos à espera do eventual filme americano.
Para provar como são maus é que enquanto aqueles mesmos filmes de Walt Disney ainda têm muito sucesso, não haveria nenhuma criança hoje em dia que perdesse dois minutos a ver os filmes de leste. E a banda desenhada americana continuou a evoluir de uma forma extraordinária enquanto a banda desenhada da europa do leste continuam a demonstrar o mesmo grau de naiveté. Por isso, continua a ser só o gosto de apenas alguns e é também por isso que o Vasco Granja não tinha o direito de nos fazer passar aquilo tudo para eventualmente mostrar o que queriamos. Ele sabia que se não pusesse filmes americanos ninguém veria o seu programa e era assim que nos manipulava.
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tina, a manipulada – koniec 69
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O Vasco Granja divulgava o cinema de animação que se fazia. Não só os Merrie Melodies, mas sobretudo os que tendo qualidade não eram tão divulgados. Como os do Norman McLaren, que se enquadram perfeitamente na descrição da Tina. Só que não eram de leste, eram do Canadá.
Quanto aos desenhos animados que as crianças vêm hoje, aconselho-o a ver o Panda entre as 21 e as 22, para ver a violência que por lá passa.
Quanto aos filmes,para alguns, serem chatos,é natural. Serão os mesmos para quem um filme do Kurosawa, do Fellini ou do Godard são ininteligiveis. E que rejeitarão Tarkovsky porque era russo, E par quem um bom livro é o Da Vinci ou o Codex, e James Joyce é impossível de ler, e o Philip Roth é muito depressivo.
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“Serão os mesmos para quem um filme do Kurosawa, do Fellini ou do Godard são ininteligiveis”
Que ridículo comparar Fellini com Godard. Não admira assim que também goste dos filmes da eurpoa de leste, é tudo a mesma coisa para si. Desconfio que os intelectuais da arte nunca chegam a amar a arte. Quanto a Philip Roth adivinhou, para mim é tão depressivo como a série Sex and the City.
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O Vasco Granja manipulava? Ó tina, o programa era de divulgação de animação, de leste, do oeste, do canadá, dos estados unidos, etc, Deu-nos a conhecer o tex avery, o chuck jones, a pantera cor de rosa, etc. Do leste, para além do cinema de animação experimental, viamos o professor Baltazar, que não havia nenhuma criança que não gostasse, para além de outros do mesmo género, nada experimentais. Para além disso, o Vasco Granja deu-nos a conhecer a melhor banda desenhada que se fazia lá fora, no TimTim; devemos-lhe muito. Não se compreende que fale tanto mal dele. Que mal lhe fez o homem, afinal, para estar tão traumatizada?
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A sua perspectiva é um bocado forçada Caramelo. O Vasco Granja acima de tudo está associado à palavra Konec. E tem razão, aquele aborrecimento foi traumatizante, talvez eu tenha um limiar muito baixo para a capacidade de aborrecimento, não sei. E esta conversa também já me está a aborrecer, devo confessar.
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Vasco Granja, agradeço-te por teres feito parte da minha formação. Por me teres apresentado diferentes escolas de animação e de com isso teres ajudado na formação do meu espírito critico. Agradeço-te pela felicidade que sentia sempre que apresentavas mais uma curta do Lápis Mágico. Enfim, obrigado Vasco.
E obrigado ao Gabriel pela homenagem que permite a todos nós juntarmo-nos a ela.
Dizem que era comunista, lavador de cabeças isto e aquilo. Para mim era apenas o Vasco que me mostrava desenhos animados.
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“O Vasco Granja acima de tudo está associado à palavra Konec”
É verdade, Tina, e próprio Vasco Granja brincava com isso. Como sabe a palavra konec quer dizer fim (em russo, acho eu) e aparecia no fim de muitos desenhos animados de paises de leste. Qual é o problema disso? Quanto ao baixo limiar de aborrecimento ou de trauma, é você que o diz… o que eu sei é que a maior parte dos putos da minha geração não ficaram nada traumatizados com os desenhos animados do Vasco Granja. A maior parte de nós queria estar em casa para ver o programa. Muitos dos desenhos eram de facto chatos (os mais experimentais, que não eram exactamente destinados ao público infantil), mas a maioria, mesmo os de leste, eram engraçados e divertiam. Eu dei-lhe um exemplo, mas poderia dar muito mais. E havia todos os outros. Chateia-me sinceramente que o Vasco Granja esteja agora a ser transformado numa espécie de vampiro manipulador, quando o facto é que quase todos o viamos como um Senhor carinhoso com as crianças e que nos divertia. O “Olá amiguinhos” dele faz parte das minhas boas memórias da televisão. Respeitem a memória dele.
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#64 – òh einstina!
“O Vasco Granja acima de tudo está associado à palavra Konec.”
se calhar querias dizer konectado.
“talvez eu tenha um limiar muito baixo para a capacidade de aborrecimento, não sei.”
é o patamar da inteligência.
“E esta conversa também já me está a aborrecer, devo confessar.”
pudera? agora queixa-te de violência doméstica e agressões verbais.
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“o Vasco Granja deu-nos a conhecer a melhor banda desenhada que se fazia lá fora, no TimTim”
vocês eram mesmo atrasados aqui. Em Moçambique nós sempre lemos o Tintin. Não admira que ficassem contentes com tão pouco.
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quem não se lembra da retornada dos tintins.
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Quando comecei a ver os programas do Vasco Granja, nem sabia que era comunista, nem isso me interessava. Interessava-me sim, ver algo de alternativo às grandes produtoras que invadiam o mercado.
Assim como degustar o chouriço artesanal, em vez do chouriço de fábrica.
Com ele descobri uns canadianos verdadeiramente espantosos.
Quero lá saber se ele era comunista ou católico.
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67.
Ó Tina, o Tintim de que eu falava, é a revista, a revista de banda desenhada, que começou a ser publicada cá nos anos 60. Os albuns das aventuras do Tintin começaram a ser publicados em Portugal no final dos anos 30. De que tintin é que falas tu?
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#70 – do tintinas, óbviamente.
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#52&53
Infelizmente a estupidez não é doença… senão tinha cura!
#67
em francês, é claro! tocando piano também!
#70
Oh Caramelo, não te esforces que nos anos 60 a einsTina nem sequer andava de cueiros…
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Tina, rápido, encontra uma janela, abre-a e voa. Voa mulher!
Ou então não. Faz um chá de tília agarra-te ao gato e lê saramago. Ai espera, esse não que também é comuna e também te deve oprimir e traumatizar. Lê antes a Margarida Rebelo Pinto que assim não esforças a cabecinha.
Agora a sério, meter na mesma frase o Vasco Granja e a palavra “opressão” devia dar-te uma pista sobre o estado dessa cabeça.
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Óh Tina, nome parvo, o meu? Ao menos assumo-o e não sou como a própria Tina que tem vergonha de se chamar Clementina e usa um diminuitivo parolo.
Mas não desista de postar, Tina. É que eu estou a gostar tanto das suas iluminadas ideias como: o enredo chato; as pessoas chatas por serem formadas em letras; os atrasados de Portugal face aos avançados de Moçambique; os intelectuais da arte que não chegam a amar a arte; a opressão que a Vasco Granja nos submetia, enfim. A Tina é um manancial de psico-antropo-sociologia e solta a sua verborreia com tanta grande facilidade que eu já a imagino a publicar dissertações sobre assuntos de tanto relevo. O problema é que a Tina perde tanto tempo a julgar os gostos e preferências dos outros que não lhe sobra tempo nenhum para si própria… para pensar, por exemplo.
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Que bocas tão parvas, tão sem graça nenhuma. A culpa não é vossa coitados, foi a lavagem cerebral que resultou.
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Não Puto Estúpido, o Pi-erre é que tem um nome parvo. Você é só parvo.
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Ainda bem, Tina. Fico mais tranquilo. Isso vindo da sua parte será inquestionável como tudo aquilo que a Tina diz. Já não terei que ir ao psicanalista resolver o problema que a Tina me tinha acabado de descobrir e sobra-me mais tempo para poder ver animações “opressivas” e com o “enredo chato”.
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Não tem de quê, sempre às ordens.
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tintina, pede ao gerente para apagar os comentários, que o teu filho pode ler isto e confrontado com as evidências atira-se do 10º andar.
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A maioria dos comentadores aqui são chatos ou parvos. Chatos como o Vasco Granja e parvos como os filmes Konec que ele punha.
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bom, depois de tanto verniz saltar é o tempo do insulto;
e ainda acusam o pessoal do pc de usar K7’s !
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“filmes Konec que ele punha”…
do ponto de vista do português também ninguém esperaria melhor!
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Não digo que o VG nos oprimisse, mas na minha perspectiva era, volto a dizê-lo, um gajo chatíssimo, tão entusiasmante como um bocejo e, de facto, à míngua de melhor, só víamos e aturávamos aquelas experimentalices pseudo-intelectuais porque depois viriam os “cartoons”. Não me lixem: um gajo morre e perdoa-se-lhe tudo. Não vou dizer que era um Pol Pot ou um Estaline, mas que se calhar era um subtil e inenarrável comissário político, lá isso era.
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Eu não achava nada chato, gostava imenso do programa dele e só soube que era comunista num sketch do Herman (onde ele gozou com a própria imagem).
Quanto à comentadora que se assina “Tina”, com esse comentário do “parvos e chatos”, mostrou-nos o que é um ser maníaco-obsessivo. Só lhe falta dizer que os programas eram um estratagema do Vasco Granja para comer criancinhas ao pequeno almoço.
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Perfeitamente resumido Cretino Só.
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