Saltar para o conteúdo

Item obrigatório em qualquer visita a Israel

14 Maio, 2009

Criticar o muro. Bento XVI tal como João Paulo II cumpriram esse ritual da viagem. Não deixa de ser curiosa essa reiteração papal no muro israelita pois não recordo que João Paulo II tenha referido os sistemas de segurança montados pelo Brasil na chamada POnte da Amizade na Tríplice FRonteira – sendo certo que do Paraguai só lhes chega contrabando e não bombistas – ou sequer que nas viagens papais a Espanha ou aos EUA os papas tenham formulado com veemência o desejo de ver estes muros demolidos quanto mais irem dizer missa junto deles. É óbvio que seria óptimo que não existissem muros mas no caso israelita não só me parece justificadíssima a sua construção como esse mesmo muro tem salvo a vida a israelitas e palestinianos. Ainda a propósito  do muro feito por Israel já alguém desmentiu isto?

28 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    14 Maio, 2009 14:22

    “como esse mesmo muro tem salvo a vida a israelitas e palestinianos”

    Tendo em conta que nunca ouvi falar de nenhum palestiniao que defenda o muro, só se pode concluir que os tipos são uns ganda malucos que gostam de desportos radicais.

    Gostar

  2. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    14 Maio, 2009 14:24

    O muro tem evitado atentados

    Gostar

  3. Piscoiso's avatar
    14 Maio, 2009 14:36

    Dos muros e das muralhas muito haveria a dizer.
    Coisa de trolhas.

    Gostar

  4. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    14 Maio, 2009 14:37

    “… nunca ouvi falar de nenhum palestiniao que defenda o muro …”

    Pudera !… limpavam-lhe o sebo num piscar de olhos !!!….

    Gostar

  5. Desconhecida's avatar
    Arrebenta permalink
    14 Maio, 2009 14:48

    #2

    Os ditadores da Alemanha de Leste diziam o mesmo acerca do muro de Berlin.

    Gostar

  6. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    14 Maio, 2009 14:57

    Não não diziam. O Muro da Alemanha de Leste era para evitar fugas de civis do Paraíso Comunista, não era como o Castelo de São Jorge para defender contra inimigos. Muitos foram mortos pelos Guardas a tentarem fugir do Sol na Terra.

    Gostar

  7. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    14 Maio, 2009 14:57

    5 Se bem se lembra o Muro de Berlim destinava-se a impedir os cidadãos da RDA de saírem do seu proprio país. No argumentário de defesa do muro de Berlim não tenho ideia da questão dos atentados se ter colocado. Aliás os países comunistas sempre foram muito eficazes a combater o terrorismo dentro das suas fronteiras e a promovê-lo no restante mundo

    Gostar

  8. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    14 Maio, 2009 14:58

    “Os ditadores da Alemanha de Leste diziam o mesmo acerca do muro de Berlin.”

    O muro de Berlim foi feito para impedir a fuga dos habitantes da Alemanha de Leste.
    Quando acabou o regime totalitario na Alemanha de Leste foi possivel destruir o muro.

    O muro israelita foi feito para impedir a entrada de terroristas em Israel.
    No dia em que desaparecer a ameaça de atentados terroristas o muro deixara de se justificar e podera ser destruido.

    Descubra as diferenças !!…

    Gostar

  9. Baruq's avatar
    14 Maio, 2009 15:19

    … e é bo lembrar também, entre outros, o muro existente na fronteira entre Gaza e o Egipto. Deste muro, aqueles que falam, de cabelos em pé, do muro Israelita nada dizem. O costume.

    Gostar

  10. Desconhecida's avatar
    Arrebenta permalink
    14 Maio, 2009 15:42

    Portanto, o muro em Israel não foi feito para impedir a saída de pessoas da Palestina mas para impedir a entrada de pessoas em Israel… muito bem.

    O problema é que não é o muro que vai resolver o problema do terrorismo. Do mesmo modo que não é um muro à volta do Bairro da Bela Vista que vai resolver o problema do Car Jacking.

    Gostar

  11. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    14 Maio, 2009 16:00

    10 – O muro em Israel não resolve o problema do terrorismo mas tem minorado algumas das suas consequências. Não existe possibilidade de comparação com o bairro da Bela Vista que é território nacional.Estamos unicamente perante um caso de polícia e mesmo que fosse terrorismo um caso de polícia continuaria a ser porque a Bela Vista fica em Portugal

    Gostar

  12. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    14 Maio, 2009 16:52

    “O problema é que não é o muro que vai resolver o problema do terrorismo. Do mesmo modo que não é um muro à volta do Bairro da Bela Vista que vai resolver o problema do Car Jacking.”

    Claro que não resolve !… Se fosse assim tão simples !…

    Mas, como diz a Helena Matos, o muro israelita “tem minorado algumas das suas [do terrorismo] consequências.” O que não é propriamente de menosprezar !

    O que é certo é que não é o baixar da guarda perante os terroristas, sejam eles palestinianos, nem a condescendencia perante os criminosos e vandalos do bairro da Bela Vista, sejam eles menores e descendentes de imigrantes, “que vai resolver o problema” … Antes pelo contrario … vai agravar e perpetuar cada um destes problemas !!!

    Gostar

  13. Miguel Madeira's avatar
    14 Maio, 2009 17:35

    A Helena Matos está esquecendo a questão fundamental:

    – o hipotético muro entre o Brasil e o Paraguaia é suposto ficar no Brasil
    – os Muros de Ceuta e Melilla estão construidos em Ceuta e Melilla
    – o muro separando os EUA do México está nos EUA (embora atravesse algumas terras tribais)

    Pelo contrário, os muros* israelitas foram construídos… do lado palestiniano da fronteira.

    Todas a polémicas à volta dos muros têm a ver com isso (repare-se que normalmente são levantadas questões como aldeias que ficaram cercadas; pessoas que deixam de poder ir aos seus terrenos, etc.). Ninguém (bem, quase ninguém) está preocupado com o muro em si.

    *porque é que lhe chamam “o muro”? Ninguem chama a um livro “uma folha”.

    Gostar

  14. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    14 Maio, 2009 18:22

    O Papa ou è burro, ou desconhece o que è o Hamas ou o Hezbola!
    Devia ter juizo e dizer que os palestinos deviam correr com o Hamas e então o muro ia abaixo! assim è mais um aldrabão……

    Gostar

  15. JJ Pereira's avatar
    JJ Pereira permalink
    14 Maio, 2009 20:07

    A Igreja, na sua sabedoria milenária, a fazer vénia (táctica ou estratégica?)
    às modas do vento que passa…

    Gostar

  16. Euroliberal's avatar
    Euroliberal permalink
    14 Maio, 2009 21:20

    O Papa e a Igreja conhecem de gingeira os criminosos nazi-sionistas. Constroiem muros para impedirem aqueles que roubaram de recuparar as suas terras e de castigarem os ladrões: Terroristas só há uns, os racistas apartheidescos sionistas e mais nenhuns…

    Gostar

  17. Levy's avatar
    14 Maio, 2009 22:21

    O muro será provavelmente a futura fronteira dos 2 estados.
    Não sei porque se queixam tanto desse muro. Um dia queixam-se que Israel não os deixa ser independentes, no outro queixam-se que Israel se quer livrar deles….

    Gostar

  18. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    14 Maio, 2009 22:22

    A proposito do comentário 13., do Miguel Madeira.

    A “questão (ainda mais) fundamental”, que também convém não esquecer, é a de que Israel teve de construir “muros” (ou “muro” … não vejo o que é que muda … quanto ao “fundamental” !…) na fronteira com os territorios palestinianos para tentar conter as tentativas de incursão de terroristas vindos daqueles territorios !
    Se não existisse esta ameaça, bem real, não seria necessário construir muros … nem do lado palestiniano, nem do lado israelita, nem em cima da linha de fronteira.

    Vindo a ameaça … do lado palestiniano … não é ilógico e anormal que os muros estejam … do lado palestiniano !

    Dito isto, é verdade que alguns dos muros (nem todos) foram construidos claramente dentro do territorio palestiniano e que este facto perturba e prejudica a vida e os interesses de familias palestinianas com terras que ficaram do outro lado dos muros.
    Os israelitas invocam razões técnicas e de segurança ligadas às características fisicas do terreno e à localização de aglomerações e habitações do lado israelita. Não basta erguer um muro, é ainda necessario que exista uma zona tampão que aumente as possibilidades de defesa contra ataques vindos do outro lado (por exemplo, lançamento de roquetes, snipers, terroristas que consigam saltar o muro e se dirijam de imediato para as zonas habitadas, etc).

    Será apenas esta a razão ? Não estarão os israelitas a criar as condições para uma futura anexação daquelas terras ? Talvez. Provavelmente. Até pelas mesmas razões de segurança. Sobretudo por estas, porque não parece que o muro seja um instrumento da politica israelita de colonização e anexação de territorios palestinianos. Essa politica existe, com ambiguidades, contradições, avanços e recuos. Mas não tem a ver com o muro. As áreas em questão, que são certamente importantes para as familias palestinianas, não são globalmente assim tão significativas.

    De qualquer modo, é de lamentar que Israel, dentro do seu legítimo direito de se defender e de construir um muro, tenha optado pela modalidade mais radical, a de o fazer dentro do território palestiniano.
    De lamentar sobretudo pelas consequências e prejuízos sobre populações civis palestinianas.
    Não se pode dizer que esta opção israelita seja a mais generosa e humanista. As opiniões publicas ocidentais veriam certamente com melhores olhos um muro que seguisse à risca os limites das fronteiras tradicionais.
    De lamentar precisamente por razões de imagem e de oportunidade, na medida em que a opção israelita, por mais justificada e legítima que possa ser, fornece argumentos e lenha para a fogueira de todos os que, sem razão, atacam e criticam sectáriamente Israel.

    Mas como não compreender também que os israelitas, desde há décadas sujeitos em permanência a ameaças militares e terroristas, não facilitem e coloquem em primeiro plano imperativos de segurança da sua própria população ?!…
    O que fariam outros povos, por mais tolerantes e conciliadores que fossem à partida, se estivessem na mesma situação ?!…

    Gostar

  19. Euroliberal's avatar
    Euroliberal permalink
    15 Maio, 2009 00:50

    O muro não será nenhuma fronteira, porque a solução “dois estados” defendida pela Liga árabe é apenas uma etapa intermédia, pois inclui uma cláusula inegociável: o direito de retorno à Palestina histórica (do Jordão ao mar) de TODOS os palestinianos exilados pelo mundo (5 milhões). Logo, mesmo dentro de “Israel” a maioria será palestiniana (cristãos ou muçulmanos)e votarão de imediato na reunião da Pátria. Os judeus poderão ficar se aceitarem integrar-se na nova sociedade multicultural e democrática. Senão terão a porta aberta… O apartheid será aniquilado pela Nação árabo-islâmica e já não falta muito. E os criminosos sionistas enforcados. Não perdem pela demora.

    Gostar

  20. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    15 Maio, 2009 11:29

    Efectivamente, a chamada de atenção do Euroliberal não é inutil.

    O Hamas, que todos sabemos ser um defensor da tal “nova sociedade multicultural e democratica”, voltou a reafirmar que, muito embora o Hamas pudesse aceitar uma trégua de 10 anos em troca da criação de um Estado palestiniano, o objectivo final continuaria a ser a destruição total do Estado de Israel e que, por isso, a guerra contra Israel seria oportunamente retomada.

    Por outro lado, um portavoz da organização desmentiu categoricamente que o Hamas esteja ou pretenda “impedir” o lançamento de roquetes a partir da faixa de Gaza !…

    Esta-se mesmo a ver como seria a tal …. “trégua” !!!…

    Gostar

  21. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    15 Maio, 2009 14:14

    Não é só o Hamas, aqui está a “Moderada” OLP que a Europa e os EUA subsidia, só possível pelos delírios de uma classe diplomata Ocidental moralmente corrupta:

    Ambassador to Lebanon Abbas Zaki

    “The P.L.O. is the sole legitimate representative [of the Palestinian people], and it has not changed its platform even one iota. In light of the weakness of the Arab nation and the lack of values, and in light of the American control over the world, the P.L.O. proceeds through phases, without changing its strategy. Let me tell you, when the ideology of Israel collapses, and we take, at least, Jerusalem, the Israeli ideology will collapse in its entirety, and we will begin to progress with our own ideology, Allah willing, and drive them out of all of Palestine.”

    http://www.memri.org/bin/articles.cgi?Page=archives&Area=sd&ID=SP235809

    Gostar

  22. Euroliberal's avatar
    Euroliberal permalink
    15 Maio, 2009 18:47

    “o objectivo final continuaria a ser a destruição total do Estado de Israel ” Fernando S.

    Vê, vê como já começa a compreender ? Não a destruição da Palestina (“israel”) mas do regime nazi-sionista apartheidesco, que carece de legitimidade, e apenas nasceu da força e pela força será esmagado. A resistência palestiniana e árabe só terminará quando toda a Palestina for libertada, os islamicidas justiçados e posta em vigor a regra um homem, um voto. Quem tem medo da democracia verdadeira ?

    Gostar

  23. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    15 Maio, 2009 19:15

    “Vê, vê como já começa a compreender ?”

    Não é “começa” !… foi sempre claro que o objectivo das organizações palestinianas nunca foi verdadeiramente negociar a paz com Israel mas sim destrui-lo !…

    Pena é que o mundo esteja cheio de “idiotas uteis” (que o Euroliberal não é, obviamente) que não percebam isso !!

    Gostar

  24. Euroliberal's avatar
    Euroliberal permalink
    16 Maio, 2009 00:59

    Fernando, que ingenuidade…o fim do ocupado é naturalmente sempre o de expulsar o ocupante, o ladrão. Tanto mais que os sionistas fizeram o que os próprios nazis não fizeram nos territórios ocupados: a limpeza étnica dos autóctones. Os nazis limitaram-se a decretar que os alsacianos passavam a ser alemães, mas continuavam a ser cidadãos de pleno direito da sua terra e guardavam as suas terras e casas. Os nazi-sionistas são mais assassinos e racistas que os os seus modelos nazis. Por isso vão acabar mal…

    Gostar

  25. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    16 Maio, 2009 13:33

    Euroliberal, “ingenuidade” é acreditar (?!) que, depois da “destruição” do Estado de Israel, “… os judeus poderão ficar se aceitarem integrar-se na nova sociedade multicultural e democrática …” !!…
    Seria um “salve-se quem puder”, ficariam apenas, debaixo de “2 palmos de terra”, aqueles que não conseguissem escapar à furia “justicialista” da “resistencia palestiniana e arabe” !…
    Em matéria de “integração” e de “sociedade multicultural e democratica”, os unicos factos objectivos e indiscutiveis são que … (1) em Israel, por mais dificuldades e incompreensões que possam ainda existir, 20% da população é palestiniana, tem a nacionalidade israelita, vota e elege deputados para o Parlamento, etc, etc … (2) nos “territorios ocupados”, a população palestiniana não foi “limpa” e apenas uma pequena parte foi “colonizada” por judeus … (3) em contrapartida, nos territorios sob administração palestiniana efectiva, seja ela da OLP ou do Hamas, não vive um unico judeu … não é por acaso porque sabemos muito bem que os eventuais candidatos teriam uma esperança de vida baixissima !…

    O assunto do exodo de uma parte significativa da população palestiniana do actual territorio de Israel, antes e depois da independencia, é naturalmente complexo e sobre ele poderia ser dita muita coisa … Mas a comparação com o que os alemães fizeram na Alsacia durante a 2a guerra mundial não faz muito sentido … Os alsacianos eram, e são ainda maioritariamente, uma população de origem e lingua (dialetal) alemãs !

    Gostar

  26. Euroliberal's avatar
    Euroliberal permalink
    16 Maio, 2009 22:51

    Fernando,
    Errado. Lembre-se do que aconteceu aos brancos da Africa do Sul cujo apartheid serviu de modelo aos sionistas. Também diziam que iam ser massacrados findo o apartheid e por lá continuam felizes, ricos e integrados…

    Os sionistas expulsaram 80% dos palestinianos em 1948 e desde então. Isso é um facto histórico consensual e indesmentível (leia Shlomo Sand e Illan Pappe, dois historiadores israelitas). Negar a Nakba é revisionismo e negacionismo histórico nazi-sionista. O direito de retornmo total é inegociável. Não se branqueiam crimes contra a humanidade…

    E os nazis fizeram o mesmo que na Alsácia no Luxemburgo, na Lorena, na Austria…Não houve limpezas étnicas como na Nakba. Os discipulos sairam mais FDP que os mestres…

    Gostar

  27. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    17 Maio, 2009 10:57

    Euroliberal,

    “Revisionismo” e “branqueamento de crimes contra a humanidade” é subestimar os crimes do nazismo e a natureza racista do apartheid sulafricano colocando-os ao mesmo nivel dos problemas do conflito israelo-palestiniano.
    Uma coisa é criticar a politica de Israel e simpatizar com a causa palestiniana. Outra é, como faz certa extrema-direita e o fundamentalismo islamico, banalizar o racismo e o nazismo diabolizando Israel !
    De resto é surpreendente a sua obcessão em associar Israel ao nazismo sabendo-se o que se sabe da historia e dabendo-se que uma parte importante das opiniões e dos representantes muçulmanos e palestinianos, com quem o EuroLiberal parece identificar-se, desde sempre manifestou uma indisfarçada aprovação e simpatia pelo modo como os nazis “trataram” os judeus (mesmo banalizando este “tratamento” através da negação da existência da própria Shoa) !!…

    “Negacionismo historico” é “esquecer” …
    … que os judeus habitaram aqueles territorios antes dos palestinianos, …
    … que os judeus foram sendo expulsos em varias fases (as conhecidas “diásporas”), …
    … que os antepassados dos actuais palestinianos chegaram depois, …
    … que, apesar de minoritarios e ostracizados, sempre houve judeus naquelas paragens, …
    … que as diferentes autoridades “ocupantes”, não palestinianas, otomanos e muçulmanos durante muito tempo, sempre se opuseram ao regresso e á instalação dos judeus da diáspora nas terras de onde foram expulsos os seus antepassados (“o regresso à terra prometida” …. o “sionismo” é precisamente esse projecto), …
    … que, mais recentemente, nomeadamente na fase de tutela e administração inglesa, os palestinianos (ou pelo menos, os seus dirigentes mais influentes e militantes mais activos), procuraram opor-se pela violência à instalação e ao natural desenvolvimento de uma comunidade judaica (por exemplo, proibindo a população palestiniana de vender terras a judeus, chegando ao ponto de assassinar aqueles que o faziam), …
    … que, perante a impotência e a incapacidade das autoridades de tutela e das instituições internacionais para garantir a coexistência pacífica das duas comunidades, a criação de um Estado judaico independente foi a única possibilidade que os judeus tiveram de permanecer naquelas terras, …
    … que o exôdo de grande parte da população palestiniana, muito embora seja uma consequência directa dos confrontos violentos daquela altura, foi em boa medida encorajado e até provocado pelos dirigentes palestinianos com o objectivo de manter e organizar no exterior o contrôle político sobre a população e de radicalizar ainda mais o conflito, … (como tem acontecido sempre ao longo deste conflito, os dirigentes palestinianos nunca tiveram pruridos em sacrificar o bem estar, e até as vidas, das populações civis palestinianas, colocando sempre os objectivos políticos e militares em primeiro plano), …
    … que os dirigentes palestinianos e os países árabes nunca aceitaram a possibilidade de um acordo de paz que incluisse a existência de um Estado de Israel e desde sempre adoptaram uma política permanente de agressão militar e de atentados terroristas, …
    … que Israel teve de se defender e que foi na sequência de tentativas de invasão militar que ocupou territórios de povoamento palestiniano, a Cisjordânia e a faixa de Gaza (por sinal, na altura administrados por países árabes, a Jordânia e o Egipto, e não pelos próprios palestinianos), …
    … que a possibilidade de uma solução pacífica e durável para o conflito isrelo-palestiniano, que tem necessáriamente de resultar de negociações e de um compromisso que permita a existência lado a lado de 2 Estados nacionais independentes, tem sido dificultada pelo extremismo e pelo terrorismo palestiniano e fundamentalista islâmico, …

    Quanto ao que fizeram os alemães na Alsacia, no Luxemburgo, na Lorena, na Austria …
    … como já referi anteriormente, não houve técnicamente “limpeza étnica” das populações autóctones porque pura e simplesmente eram “étnicamente” populações “arianas” e maioritáriamente de origem (“raça”) germânica e língua alemã (dialetal) …
    Mas houve efectivamente uma “limpeza étnica” total das importantes comunidades judaicas ali existentes (em particular na Alsácia e na Austria) !…
    Sintomático, mas cada vez menos surpreendente, mais este seu “esquecimento histórico” !!!!…..

    Gostar

  28. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    17 Maio, 2009 16:22

    Ainda a propósito de hipotéticas afinidades com o nazismo ….

    Mohammad Amin al-Husayni, foi o Grande Mufti palestiniano de Jerusalém entre 1921 e 1948 e um influente dirigente do movimento palestiniano anti-judaico. Foi ainda um admirador e um aliado de Hitler, com quem se encontrou. Em 1941, e até ao fim da guerra, refugiou-se e viveu na Alemanha Nazi. Durante o conflito promoveu a criação de uma brigada nazi de combatentes muçulmanos. Depois da guerra foi acusado de crimes de guerra. Mas conseguiu fugir e refugiar-se no Cairo. Benificiou do apoio de Nasser e foi um próximo e inspirador dos “Irmãos Muçulmanos”. Até à sua morte, em 1974, manteve um papel activo e influente nos ambientes nacionalistas e fundamentalistas árabes e palestinianos.

    Nas suas memórias, al-Husayni refere-se longamente ao encontro com Hitler em 1941 e diz que …
    “… a condição fundamental que pusémos aos alemães para a nossa cooperação era a de termos as mãos livres na irradicação de todos os judeus, até ao último, na Palestina e no Mundo Árabe. Pedi a Hitler que me desse explícitamente o seu acordo para podermos resolver o problema judeu de um modo conforme às nossas aspirações nacionais e raciais e segundo os métodos ciêntificos inventados pela Alemanha no tratamento dos judeus. Tive a seguinte resposta : “os judeus são vossos” … ”.

    Yasser Arafat, seu sobrinho, referiu-se a ele em 2002 como sendo um “… nosso heroi …” e recordou que “… houve muitas tentativas [dos ocidentais] para se desembaraçarem dele por o considerarem um aliado dos nazis mas o facto é que viveu no Cairo e participou na guerra de 1948 com um exército a que eu próprio pertenci …”

    Gostar

Deixe uma resposta para Baruq Cancelar resposta