Saltar para o conteúdo

Eu gravo-te, tu gravas-me, ele grava-o… *

22 Maio, 2009

…e assim sucessivamente nos andamos a gravar uns aos outros.

– Se quiseres eu mostro-te as provas.

– Ai tem? E quer que lhe faça também um desenho?

Estas são algumas das frases trocadas entre a professora da escola de Espinho e uma das alunas que se ouve na gravação. Nada disto tem o mínimo de razoabilidade ou é sequer moralmente aceitável. Mas se virmos bem é assim que o país está, entre o demente e o acanalhado, com uns a dizerem “Se quiseres eu mostro-te as provas” e os visados a responderem “Ai tem? E quer que lhe faça também um desenho”.

 Já tínhamos tido as imagens captadas por um telemóvel que mostravam uma professora a ser agredida dentro da sala de aula. Já tivemos também as gravações de gangs a dispararem e agredirem quem lhes apeteceu. E claro temos o folhetim das gravações do senhor Smith. De cada vez que uma destas gravações é revelada supõe-se que já se viu tudo o que se tinha para ver. Umas semanas depois descobre-se que temos para visionar algo de muito pior e assim vamos embalados em ‘play’ nesta estranha forma de vida em que uns gravam, outros são gravados e o povo visiona.

Honestamente temos de admitir que as gravações clandestinas são o que de mais relevante a nossa memória guarda dos últimos anos em Portugal. Já não nos lembramos dos factos em si mesmos mas não esquecemos o momento em que aquelas imagens, captadas às escondidas, passaram pela primeira vez diante dos nossos olhos. Tal como os voyeurs que só obtêm prazer observando o sexo dos outros também os portugueses se satisfazem vendo imagens captadas clandestinamente e que na verdade não revelam nada que já não saibamos. Que existem professores que não têm condições para o ser é um dado incontornável. Que a indisciplina se instalou nas escolas é um facto. Que os gangs impõem as suas regras nuns bairros por ironia chamados sociais é óbvio. E quanto aos mecanismos para obter licenciamentos explicados ao vivo pelo senhor Smith também sabemos que pouco têm de original. Muito mais sofisticado e danoso para o país do que o Freeport foi o processo da Cova da Beira e dúvidas muito mais sérias se colocam nesse caso em relação ao procedimento de José Sócrates. Mas como não existem gravações clandestinas na Cova da Beira mas sim factos, o assunto não suscita interesse ao visionador a que está reduzido cada português. Digamos que não se perde grande coisa com o facto de não existirem gravações secretas do caso Cova da Beira. Ou seja, apenas se perde espectáculo, pois tal como os voyeurs não têm actividade sexual propriamente dita, satisfazendo-se em espreitar os outros, também os cidadãos-visionadores se esgotam na reacção de indignação aquando do visionamento. Em seguida, já satisfeitos, caem numa abúlia da qual só serão brevemente despertos por uma gravação ainda mais alarve.

O que é grave nestas gravações não é portanto o que elas mostram acerca dos desgraçados que nelas surgem mas sim o que elas mostram sobre nós. Sobre a nossa demissão em relação ao país. Por exemplo, o que é que já fizemos para flexibilizar a escolha das escolas pelas famílias? Recordo que as escolas têm tido de manter em funções professores não apenas perturbados como a senhora da gravação da escola de Espinho, mas também gente acusada de crimes graves, como a pedofilia, ou até condenada por eles. Se, no ensino público, os pais pudessem mudar os seus filhos de escola ou de turma os professores problemáticos não desapareciam mas certamente que não se arrastariam anos e anos pelas escolas até que resolvessem concorrer para outro lado. O estranhíssimo universo revelado pelas gravações efectuadas nas salas de aula é o resultado inevitável daquilo que não temos tido coragem nem paciência para mudar na educação.

Em 2009, o país vive sob a perversão do voyeur, aquele que trocou o fazer pelo ver: o povo tornou-se não na razão de ser do regime mas sim no seu visionador. Não por acaso vemos os movimentos radicais interrogando-se todos os dias sobre o momento em que também em Portugal se verão essas imagens de pneus a arder, gente de cara tapada apedrejando sedes de empresas e gestores sequestrados. Isso não resolve nada e contribui para uma mais acelerada deslocalização das empresas. Obviamente quem anseia por esses acontecimentos sabe-o muitíssimo bem. Mas sabe também que essas imagens refrescariam o imaginário do cidadão-visionador.

Infelizmente não é apenas a insolente gaiata da gravação que anda para aí a perguntar : “E quer que lhe faça também um desenho, s’tora?” Tanto quanto sei estão dez milhões à espera para ver.
PÚBLICO

110 comentários leave one →
  1. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    22 Maio, 2009 09:33

    Daqui não se conclui nada. A Helena Matos valia mais estar quieta quando escreveu isto.

    Gostar

  2. Paulo Nunes's avatar
    Paulo Nunes permalink
    22 Maio, 2009 09:41

    #1 (Sr. Pi-erre)

    Há artigos para informar, outros para tentarmos chegar a alguma conclusão e há ainda outros que servem para reflectirmos um pouco sobre determinado assunto.

    Goste-se ou não do conteúdo, este é um artigo para reflectir.

    Gostar

  3. Piscoiso's avatar
    22 Maio, 2009 09:45

    Eu costumo comprar os relectores na tabacaria.

    Gostar

  4. Piscoiso's avatar
    22 Maio, 2009 09:46

    ops reflectores.

    Gostar

  5. Luis Marques's avatar
    Luis Marques permalink
    22 Maio, 2009 09:53

    “o país está, entre o demente e o acanalhado…”

    Demência absoluta, não é necessário ir longe… basta olhar para os Tribunais de Família, ai sim a demência é total…

    Gostar

  6. Rosa de Abreu's avatar
    Rosa de Abreu permalink
    22 Maio, 2009 09:53

    Fracamente errou o alvo, pois o caso Cova da Beira, não merece a atenção do povão porque o mesmo já sabe de antemão que com o nosso sistema judicial (veja-se caso eurojust por exemplo),que esses tubarões políticos, boys e amigos ladrões, nunca serão condenados, e neste preciso caso se houvesse um vídeo estaria fundamentado para substituir os documentos que foram criminosamente destruídos.

    Gostar

  7. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    22 Maio, 2009 09:57

    6 – O caso Cova da Beira resultou num enorme prejuízo para o país. No caso do Freeport ambientalmente o que lá está é melhor do que aquilo que lá estava. Por outro lado as acusações em relação a quem decidiu em todo o processo apontam para cumplicidades, encobrimentos e conivências muitíssmo graves

    Gostar

  8. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    22 Maio, 2009 09:58

    “Goste-se ou não do conteúdo, este é um artigo para reflectir.”

    Exactamente, foi isso que eu fiz.

    Gostar

  9. C. Medina Ribeiro's avatar
    22 Maio, 2009 10:18

    No meio de toda a cena ‘chunga’, sobressai uma pérola de analfabetismo: a frase que a TV legendou assim:

    -É comigo que vais ter de te ver.

    Já se percebe que a pessoa em causa desconhece o verbo “avir” (que se conjuga como “vir”):

    -É comigo que vais ter de te avir.

    Mas há que reconhecer que, em assuntos de sexualidade, o ‘avir’ poderia ser mal interpretado… No entanto, é aceitável, em alternativa, o verbo ‘haver’:

    -É comigo que vais ter de te haver.

    Gostar

  10. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    22 Maio, 2009 10:21

    9.Absolutamente de acordo. O problema não é a senhora falar de sexo ou como pretendem alguns ser autoritária. A senhora podia falara de lagares de azeite e deixar os miúdos pular em cima das meses. O problema é que não tem condições para ser professora porque está meio maluca e porque fala um português macarrónico.

    Gostar

  11. Desconhecida's avatar
    Zé Tó permalink
    22 Maio, 2009 10:40

    “a insolente gaiata da gravação”
    Se não fosse ela ninguém sabia da arrepiante falta de profissionalismo e educação da professora.
    Se não fossem essas gravações ninguém sabia da corrupção que atravessa a sociedade portuguesa.
    Talvez seja preciso que haja mais insolentes, gaiatos ou não, a fazer tremer a impunidade dos que acham que tem mais “altura” do que os outros.

    Gostar

  12. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    22 Maio, 2009 10:45

    a. A Directora da Escola não tem capacidade para gerir pessoas. Numa situação que se adivinhava, devia logo ter chamado a professora e os pais. Teve 2-3 anos para o fazer.
    b. A professora pagou as favas com a cilada que lhe montaram. É evidente que as afirmações inapropriadas e fora de contexto mostram que ela está (ou é) pessoa perturbada.
    c. As instituições não podem permitir que os alunos usem áudio/vídeo nas escolas. O acto da aluna não pode ser elogiado de maneira nenhuma. Também tem que ser suspensa (e provavelmente mudar de escola para não ser estigmatizada com a bufaria…).

    Todos os envolvidos têm que ser suspensos!
    A ministra tem que se preocupar com a questão e aceitar em alterar substancialmente o “seu sistema de avaliação” que já se percebeu ser uma caca.
    Quanto às mães das miúdas, são fracas educadoras. Incentivar os filhotes a torpedear a instituição em vez de a melhorar???

    Gostar

  13. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    22 Maio, 2009 11:18

    “Tal como os voyeurs que só obtêm prazer observando o sexo dos outros”
    você tem uma lata (you have a can), depois de esgotar o material vídeo-cusquice, diz que estão verdes e vira-se para a clássico-calhandrice (fontes ligadas ao processo). a seguir os próximos capítulos, em jornal intermitente.

    Gostar

  14. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    22 Maio, 2009 11:21

    13- ó anónimo vá ao largo do rato e veja se lhe dão xanax

    Gostar

  15. g.fm's avatar
    g.fm permalink
    22 Maio, 2009 11:22

    Não li em lado nenhum, mas ainda não perdi a esperança de ler que, afinal, a culpa da professora se comportar assim, apesar de toda a formação que tem, é dos pais que não a souberam educar.

    Gostar

  16. saracristinaraposo's avatar
    22 Maio, 2009 11:49

    Existem profissionais incompetentes em todas as profissões.

    Estes,como seria de esperar num país onde existisse justiça, deveriam ser afastados, caso se provasse a sua incompetência. Isto implicaria a existência de um sistema de avaliação em que o mérito fosse reconhecido, com objectividade, e a incompetência fosse penalizada. E isto não deveria aplicar-se apenas aos professores mas a todas as classes profissionais, incluindo a dos políticos, que é suposto utilizarem os dinheiros públicos ao serviço do bem comum e não dos seus próprios interesses ou dos partidos que representam.

    Infelizmente, o que o alarido feito com este caso nos mostra é a disparidade na aplicação dos critérios: a incompetência e a gestão danosa feitas por vários políticos e gestores de bancos mereceu este alarido?
    É que as suas consequências são bem mais graves para o futuro do país e para as carteiras de todos nós.

    O absurdo é a relevância dada a um caso, notório de incompetência e da insanidade que grassa na política de ensino em Portugal, que permite a uma professora como esta leccionar e produz alunos que consideram ser a gravação um meio legítimo, do ponto de vista ético, para fazer valer as suas razões.

    Já agora um esclarecimento ao comentador 11: haveria outras formas de provar os factos ocorridos na sala de aula,por exemplo, os Encarregados de Educação apresentarem uma queixa escrita sobre os factos ocorridos nas aulas à Directora de Turma, aos orgãos directivos da escola ou à Associação de País; recolher o testemunho dos alunos que presenciaram os factos… Se considera legítima a utilização de gravações não autorizadas, pressuponho que desconhece que é ilegal e imoral proceder-se a gravações não autorizadas.

    Tal como já aconteceu no passado, há notícias, como esta, cuja divulgação e o grande alarido na comunicação social tem apenas como objectivo atirar areia para os olhos dos eleitores e distrai-los daquilo em que deveriam pensar: a corrupção e a incompetência dos governantes, em particular os casos mais recentes que continuam sem ser esclarecidos e que nos dão a certeza de existirem em Portugal duas classes distintas:

    os vivem a crise económica e os que falam, sublinho, falam da crise e a utilizam para disfarçar, em grande parte, a sua incompetência e a sua impunidade perante a lei, gastando os dinheiros públicos, descaradamente para se promoverem a si e ao seu partido. Olhem à volta, é fácil comprovar…

    Já agora, tudo isto é feito com o apoio da maior parte dos jornalistas, que em vez de estudarem os assuntos e colocarem questões aos políticos que evidenciem as suas contradições e mostrem a sua incompetência, limitam-se a colocar-lhes o microfone à frente e deixar suas Excelências falarem, como total impunidade, demagogicamente, sem dizerem nada que realmente interesse à vida dos tais cidadãos que vivem a crise…

    Talvez a maior parte dos jornalistas portugueses devessem ver mais vezes o programa de bom jornalismo americano – 60 minutos – para percebem o que significa a existência de contraditório e qual deverá ser o seu papel, a democracia portuguesa agradecia.
    Naturalmente, que estou a fazer uma generalização que não se aplica todos os casos, julgo que são poucas as excepções, considero que a Helena de Matos é uma delas.
    Sara Raposo.

    Gostar

  17. Anónimo II's avatar
    Anónimo II permalink
    22 Maio, 2009 11:56

    agora ver é crime. já não bastava quererem-nos mudos, agora também nos querem cegos.

    este artigo é areia para os olhos, uma tentativa mal engendrada do pôr tudo ao mesmo nível: vítimas e carrascos.

    GFY!

    Gostar

  18. Anónimo II's avatar
    Anónimo II permalink
    22 Maio, 2009 11:58

    “Tal como os voyeurs que só obtêm prazer observando o sexo dos outros”

    e qual é o mal? é bem bom , por sinal.

    além do mais é (sexo) seguro, já que não há contacto.

    a helena matos tem de ser mais criativa.

    Gostar

  19. OLP's avatar
    OLP permalink
    22 Maio, 2009 12:21

    Um dos problemas que leva as pessoas, como neste caso, a usar métodos menos próprios e mesmo ilegais para fazer prova daquilo que afirmam e que muita gente sabe, é o facto de além dos políticos haver em Portugal toda uma série de corporações profissionais que se blindaram em termos de direitos que se torna muito difícil senão impossível responsabiliza-los pelos desmandos e mesmo crimes que cometem.
    Se realmente é reprovável que se use este tipo de métodos e legalmente proibidos, os mesmos não devem de forma alguma servir de atenuante ou desviadora da focagem sobre o outro crime esse sim de muito maior gravidade.
    No caso em apreço pelo que é dado a perceber, este tipo de comportamento da professora já se arrastava há 2/3 anos (?), as queixas formais ao concelho directivo tinham já pelo menos duas semanas e….. nem sequer a DREN estava informada.
    Quer dizer… o desvio comportamental de uma professora, foi sistematicamente silenciado e por isso protegido pelos meios legais e ilegais á disposição (neste caso o CD e a prof).
    Não aprovando o método (ilegal)creio no entanto que, se deve pôr cada coisa no seu lugar em termos de gravidade.
    É precisamente este tipo de raciocínio que tem permitido a toda a classe política escapar ao escrutínio moral e legal estendendo-se para quase todas as outras profissões ou áreas de actividade.

    Gostar

  20. Anónimo II's avatar
    Anónimo II permalink
    22 Maio, 2009 13:08

    é miserável como esta gente se desvia da questão central. o que aquela professora fez tem um nome. chama-se BOLLYING!!!!!!!!!!!!

    até agora não vi ninguém discutir o abuso do poder daquela professora e a forma como os conteúdos são leccionados.

    cambada de gente sem noção.

    Gostar

  21. Desconhecida's avatar
    Zé Tó permalink
    22 Maio, 2009 13:10

    Para o comentador #16:
    Já agora um esclarecimento ao comentador 11: haveria outras formas de provar os factos ocorridos na sala de aula,por exemplo, os Encarregados de Educação apresentarem uma queixa escrita sobre os factos ocorridos nas aulas à Directora de Turma, aos orgãos directivos da escola ou à Associação de País; recolher o testemunho dos alunos que presenciaram os factos… Se considera legítima a utilização de gravações não autorizadas, pressuponho que desconhece que é ilegal e imoral proceder-se a gravações não autorizadas.

    Os pais já se tinham queixado, mas não havia evidências (provas).

    Enfim, o costume.

    Também pressuponho que desconhece que a corrupção e o insulto é ilegal e imoral

    Gostar

  22. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 13:24

    Aqui como noutras situações de processos mediáticos, a questão tem a ver com a importância que se dá aos testemunhos. Geralmente são desvalorizados, como aconteceu nesse caso da professora. A propósito, no fundo daquilo que se viu e ouviu na gravação ilegal, o que resulta de substancial?
    Uma conversa de uma professora de História com os alunos, sobre temas remotamente ligados à História e intimamente ligados à sexualidade.
    É isso que choca? Reveja-se novamente a gravação. Há frases e alusões que revelam um comportamento desadequado na sala de aula. O mais grave nem são as alusões sexuais à intimidade. Sâo as que revelam um modo de ensinar e orientar uma sala de aula.

    E isso que nos diz? Que a professora é desequilibrada como tenho ouvido dizer? Não me parece que seja mais desequilibrada do que outros que andam por aí às centenas ou milhares. Com vastos anos de experiência.

    Para isto é que se precisava de uma avaliação. Mas nessa avaliação devia entrar a própria ministra que – essa sim!- me parece também bastante desequilibrada. Perigosamente desequilibrada psiquicamente. É o que me parece, claro.

    Gostar

  23. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 13:28

    Os professores deviam ter uma carga horária reduzida em relação aos restantes trabalhadores porque o esforço diário de várias horas, numa sala de aulas assim o exige.

    Porém,não me parece que esta ministra o reconheça, com o discurso de que os professores são malandros, faltavam muito e tinham pouco que fazer. Porque era esse o discurso que levou a estas medidas estúpidas do ministério em sobrecarregar com excesso de trabalho burocrático a classe dos professores.

    Esta atitude que se traduziu em medidas legislativas, deriva de um problema psíquico na equipa do ministério da Educação, a começar pela ministra.

    Gostar

  24. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 13:30

    Mas em relação a problemas psíquicos neste Governo mais haveria a dizer. COmo não sou psiquiatra, abstenho-me e só dou estes palpites avulsos, antes que chegue a brigada da sabujice. Que confirmam este diagnóstico, diga-se.

    Gostar

  25. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 13:41

    Alguém que diz que a mãe lhe rompeu o hímen à nascença, se não é maluca é o quê?

    Gostar

  26. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 13:43

    Ou que a mãe de miúda estava 1,70 abaixo dela. E mais que foi relatado. Que tinha por hábito contar as posições de sexo que fazia com o marido.

    Por favor…

    Gostar

  27. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 13:45

    E acho errado que se leve uma anormalidade destas para o campo de “direitos ou deveres dos professores”.

    Não tem absolutamente nada a ver com carga horária. Aquilo é loucura e bimbalhice à mistura.

    Se há mais que andam lá perto, também não digo que não. Mas também não andam lá perto à conta de horário de trabalho.

    Gostar

  28. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 13:53

    Aquela gravação é apenas um testemunho.
    Há quanto tempo é que as aulas eram assim?

    Há quanto tempo a sujeita fazia aquele circo na qualidade de professora?

    Isso é que interessa perguntar. Porque também não acredito que não se notasse no convívio com os restantes professores.

    O que acontece é outra coisa. Esta mania de inventarem pares a serem responsáveis uns pelos outros, em vez de uma única cabeça que devia ser a direcção da escola leva a isto.

    A “responsável por grupo” ou lá como chamam- é capaz de se ter melindrado para denunciar a colega.

    Porque isto agora passa tudo por uma série de níveis e burocracias inferiores até irem bater à porta ao lado, que é a dos burocratas-mor das direcções escolares.

    E essa- a tal que tinha cargo directo acima da louca, deve ter-se cortado. E as direcções são amorfas- estão lá para ganhar o seu, evitando dar aulas e o mais que querem é que não os chateiem.

    Ia jurar que foi assim- foram empurrando uns para os outros até que os pais da miúda decidiram que fosse gravada a aula.

    Ou os pais ou até com combinação entre esses pares burocratas que não querem tomar iniciativa de nada porque afinal, vendo bem, “são todos colegas”.

    E são, e alguns até mandam em quem nem deviam mandar, porque é tudo aleatório.

    Isto só se muda com direcções autónomas nas escolas e com hierarquias verticais.

    Gostar

  29. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 13:58

    E há mais motivos para se entender outros casos que “andam lá perto” e que muitos amigos meus que são profs já me contaram.

    Um deles é essa imbecilidade de tratar os alunos por tu e fazer da relação prof/aluno uma coisa íntima.

    E vai haver muito mais anormalidade com este “programa de educação sexual”.

    Tenho a certeza- é começarem a contratar os tais melros das ONGs muito coloridas que também já se elevaram à qualidade de “peritos de sexualidade e família alternativa” e vão ver.

    Isto é excesso de proximidade e intimidade com alunos, em questões que apenas deviam dizer respeito às famílias.

    O resto ensina-se de forma simples sem precisar de fulanizar nada ou indagar da virgindade e “linguados” de cada um.

    Gostar

  30. fado alexandrino's avatar
    22 Maio, 2009 13:59

    O caso Cova da Beira resultou num enorme prejuízo para o país.

    Não é bem assim.
    Os milhares ou milhões que se gastaram a mais o país não vai dar por isso.
    Entretanto entraram e sairam dos bolsos de muitos que com eles compararam coisas a pessoas que por sua vez vão comprar outras e assim sucessivamente.
    Isto nao é bom?

    Gostar

  31. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 14:03

    No entanto, para ressalva- também penso que o horário de aulas devia ser menor.

    Isto hoje em dia nada tem a ver com aqueles colégios britânicos que aparecem nos filmes, com toda a gente a viver lá dentro e tutor por aluno.

    Não é isso, mas querem fazer parecer que devia ser isso com horários de sol a sol e dezenas de disciplinas inúteis mais horas de apoio e não sei quantos.

    Fazem das escolas prisões para toda a gente. E é claro que numa prisão costuma haver desatino quer dos guardas quer dos prisioneiros.

    Gostar

  32. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 14:06

    Largam lá os filhos de madrugada e vão buscá-los à hora do jantar. Antes disso, os miúdos ainda têm de ser bombardeados com aulas de apoio e mais macacada que inventaram para substituir os ATL. É claro que tem de dar porcaria.

    Já me contaram histórias malucas nessas aulas de apoio. Autênticas anedotas que até levaram essas pessoas a deixar os miúdos em paz que só sabiam era dizer que não querem apoio, estão fartos de apoio e querem brincar.

    Gostar

  33. Anónimo II's avatar
    Anónimo II permalink
    22 Maio, 2009 14:10

    “Os professores deviam ter uma carga horária reduzida em relação aos restantes trabalhadores porque o esforço diário de várias horas, numa sala de aulas assim o exige.”

    até pode ser. mas aquela professora não estava apenas doente. ela não tinha a noção sequer dos conteúdos a ensinar.

    posso transcrever parte da conversa da professora. começa com a definição de orgia: “comiam, comiam, tinham uma bacia, vomitavam” (x3); “a diferença é que o prato não era prato – eram raparigas que serviam de suporte para pôr as frutas e a comida. isto é matéria! agora vocês podem optar… vocês não, eu é posso optar entre dar a matéria à parva ou dar a matéria com pormenores que vos provam que o mundo não era tão diferente há 3 mil anos ou há mil anos atrás.”

    ( podem confirmar aqui: http://dn.sapo.pt/galerias/audios/?content_id=1238723&seccao=Portugal )

    só gostaria de saber que tipo de perguntas ela iria fazer no teste sobre esta matéria.

    Gostar

  34. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 14:12

    Quanto a gravações e processos disciplinares comparados com terroristas e grandes corruptos já disse o que tinha a dizer.

    Ou bem que retiram toda essa malta especialista e lei para qualquer coisa, incluindo um espirro que se dá em casa, ou bem que estão a criar sociedades imbecilizadas em que já ninguém sabe o que se deve ou não deve fazer, sem perguntar ao jurista, ao técnico, ao psiquiatra e depois aos jornalistas.

    Gostar

  35. Juliana's avatar
    Juliana permalink
    22 Maio, 2009 14:15

    Não deixa de ter a sua graça que a grande preocupação de algumas boas consciências seja a falta de ética da atitude da aluna, e se passe ao lado da enorme irresponsabilidade que é permitir-se que uma pessoa daquelas esteja, supostamente, a “formar” crianças e adolescentes. Além disso, que outro recurso havia para denuncair a situação? O que fez a direcção da escola ao longo de dois anos, e nos ultimos 15 dias? Se não fosse a gravação, alguém se ia preocupar com o assunto? Estamos em Portugal, onde a justiça não se faz ou é tardia, onde tudo passa impune, onde o corporativismo reles ainda existe em muitas classes profissionais. É triste que assim seja, mas a verdade é que, quando, em circunstâncias idênticas, se faz “jogo limpo”, vence o compdrio e a conivência. Infelizmente, por vezes, só com o “jogo sujo” de obtêm alguns resultados… Infelizmente, repito!

    Gostar

  36. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 14:16

    Vs. são tão grunhos e burros quanto aquilo.

    A parte das orgias é um mero detalhe caricato. Esse até nem teve nada de mal- podia passar por um momento de descontracção na aula, caso não se notasse que, mesmo a brincar, a mulher estava aos berros e histérica.

    Mas, nem vale a pena tentar explicar o que é grave e impensável de se dizer e fazer para quem também não o aprendeu em casa.

    E o que me pareceu muito mais inquietante foi a quantidade de pais a acharem natural aquilo.

    Isso sim- isso é preocupante. E não tem a ver com o “respeitinho pela senhora professora”.

    Tem a ver com outra coisa- com a mioleira frita pelos concursos televisivos e pela novela onde tudo vale e já ninguém sabe o que é direito à privacidade.

    Precisamente porque desaparece a esfera privada com toda esta maltosa de especialistas que acham que sem eles não se sabia viver.

    Gostar

  37. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 14:19

    Juliana:

    È isso, não fizeram nada. E não fazem nada precisamente por não haver mando nas escolas.

    É impensável algo funcionar sem uma cabeça autónoma que dirige.

    Entre pares não há autoridade. Ponto final.

    Pela minha parte seria incapaz de trabalhar com hierarquias de pares. Isso não é nada- isso é poltranice pegada ou trica, ou anomia para evitar mau-ambiente e o resto é deixa andar.

    Gostar

  38. Trinta e três's avatar
    22 Maio, 2009 14:20

    “No caso do Freeport ambientalmente o que lá está É MELHOR do que aquilo que lá estava” (sublinhados meus).

    Gostava de a ver justificar isto. No se esqueça que “o que lá está” tornou de difícil reversibilidade melhorar “o que lá estava”.

    Gostar

  39. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 14:21

    Quanto a outro recurso para se saber o que se passa numa sala de aula sempre existiu.

    Paredes com vidro e portas finas para se ouvir e ver.

    E com entradas da Direcção, sem aviso, a meio de qualquer aula.

    Era assim dantes; ainda é assim em muita escola particular e vai ter de ser assim na pública se não querem ter surpresas de qualquer dia, ao abrir-se a porta até haver cadáver lá dentro.

    Gostar

  40. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 14:26

    As portas só devem ser tapadas até certa altura, o resto é vidro- fosco ou semi-fosco e com grande parte transparente.

    Não pode haver aulas em salas à prova de som e com gente a fazer lá o que bem entende. Sem se saber.

    Mais, nos EUA, por exemplo e até em Inglaterra, existem câmaras instaladas nas aulas de aula e faz parte da avaliação dos professores o visionamento desses filmes, para aferirem a qualidade pedagógica.

    Por cá, em qualquer aula universitária existe video-conferência.

    Não percebo essa anormalidade do “direito à imagem” numa coisa que é ensino e que tem de ser aferido por outros.

    E nem sei qual é o problema de se ouvir ou ver o que faz um professor numa aula mais os alunos.

    Trabalha-se em open space a fazer coisas bem mais importantes e onde ninguém é impedido de ver o que faz cada um na sua secretária.

    Gostar

  41. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 14:29

    Falam das aulas como se fosse qualquer coisa feita na clandestinidade.

    Para proteger o “bom nome” dos intervenientes. Isto é outra loucura.

    Mas os jornalistas também fazem parte da tribo dos loucos que agora se julga imprescindível para ensinar tudo. Incluindo as pessoas a viverem.

    Gostar

  42. Kw6's avatar
    Kw6 permalink
    22 Maio, 2009 14:40

    É a sociedade de informação!!!

    Gostar

  43. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 14:41

    Por mim, ficaria satisfeito se me garantissem que aquele caso é isolado e revela apenas uma manifesta desadequação da professora para ensinar.

    Mas para tal, vai ser preciso entrar com detalhes objectivos: os tais projectos educativos, objectivos, planos, metodologia etc etc que o eduquês tão bem sabe enunciar.
    Aposto que nesse plano está tudo nos trinques. E no plano da avaliação concreta também estará. Ou seja quem é que avalia e como é que se avalia um caso destes?

    Não é certamente apenas com esta gravação.

    Gostar

  44. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 14:44

    É a sociedade do espectáculo.

    Tudo é circo e tudo é amestrador especializado. E tudo se vende e segue para a próxima novela.

    Dá ideia que muitos daqueles pais só se preocuparam em falar para a câmara.

    E depois, pensam para a câmara. Imitando os tiques que a câmara vende e mais os nomes técnicos que os experts garantem ser a solução mágica.

    Vive-se de palavras e há muita gente a fazer do bom do padre da vila que dantes ensinava a todos o que agora a tv deseduca aos mesmos.

    Gostar

  45. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 14:45

    À parte isto, uma gravação como aquela não tem valor jurídico para sustentar uma prova, por causa das considerações jurídicas que me parecem aplicáveis: artº 26 da Constituição que consagra um direito à imagem e palavra, no sentido de que apenas com a nossa aceitação expressa ou tácita podemos ser gravados e fichados, em espaços que não sejam públicos ou destinados ao público. E por outro lado, a proibição expressa, penalmente tutelada de gravações não autorizadas.

    Como vivemos num Estado de Direito não é possível dizer que isto não são direitos e que nada valem. Podemos dizer que pouco deveriam valer, mas não atirá-los às malvas, por muito que nos custe. E a mim custa.

    Gostar

  46. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 14:46

    José.

    Não é caso único e pode ter a certeza que há muitos outros com variantes até mais inquietantes.

    Conheço vários por ter amigos professores.

    E tudo isto vai ser pior em entrando Ilgas nas Escolas.

    Gostar

  47. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 14:48

    A sociedade do espectáculo ( Deleuze presente) vive destes fenómenos do efémero como sinais da realidade em mutação. Os jornais e tv´s apanham isto como um gato apanha um bofe. Alimenta-os.

    O caso da menida russa foi outro que tal: pareceu a quem noticiou a primeira vez ( já agora quem teria sido?) que a coisa era escandalosa porque os valores que animam estes novos jornalistas estão virtualmente invertidos, pelo politicamente correcto e a sociologia de pacotilha tipo ISCTE.

    Repito: fechem o sítio.

    Gostar

  48. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 14:49

    Mas esse detalhe de a imagem ou palavra só valer com consentimento sempre foi contornada com portas com vidro e Direcções a entrarem na aula sem avisarem.

    E deve ser assim. Deve haver paredes de material transparente e portas finas, de forma a saber-se o que se passa lá dentro.

    Para defesa de todas e por um outro motivo- até faz parte da avaliação saber-se como são dadas as aulas.

    E, isto vale para o oposto- que não tem nada a ver com este caso, mas que também existe- que é o vandalismo na sala de aula- com alunos a irem de cabeça aberta para o hospital e alunos agredidos e a acontecer-lhes o mesmo.

    Gostar

  49. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 14:51

    Nas escolas ( também já fui professor há mais de vinte anos) sempre houve excêntricos a ensinar. Alguns, foram dos professores que mais apreciei ( tenho um pendor para me embasbacar com a loucura controlada) e outros simplesmente execráveis. Sádicos, incompetentes, abusadores de autoridade, sempre houve. Nas faculdades então, nem se fala!

    E como é que se avaliam estas coisas?

    Pois…perguntem à ministra que ela deve saber.

    Gostar

  50. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 14:51

    professores, no lugar de alunos a acontecer-lhes o mesmo.

    Não faz sentido imaginar-se salas de aulas como locais clandestinos que ninguém pode abrir nem ver o que se passa e cuja autoridade depende da “chefe de agrupamento” que é a colega ao lado.

    Gostar

  51. Piscoiso's avatar
    22 Maio, 2009 14:52

    Concordo plenamente com a introdução de câmaras vídeo nas salas de aula.
    O problema é a gestão dessas gravações, que implica mais meios, mais pessoal, mais despesa. Depois essas gravações, como é lógico, não podem ser armazenadas indefinidamente, tendo de ser destruídas ao fim de um certo tempo.
    Ainda recentemente apresentei uma queixa num hipermercado, que teve de ser feita logo no dia seguinte, para poderem confirmar nas gravações dos registos vídeo, antes de serem apagados. A queixa foi imediatamente aceite e a situação corrigida.
    Mas se a gestão das gravações for entregue a alguém ligado aos profs, o corporativismo vai limpar as nódoas.

    Gostar

  52. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 14:56

    Pois é isso mesmo. Há de tudo e a excentricidade não tem de ser atentado à intimidade de cada um e muito menos prepotência.

    Sempre que existe chantagem, prepotência e humilhação pública é caso para processo.

    Seja lá onde for.

    E devia sê-lo na faculdade mas aí todos metem o rabinho entre as pernas porque o canudo vale mais.

    E é nas faculdades que as grandes prepotências e assédios acontecem.

    Mas esta malta ficou toda infantilizada. No liceu comportam-se como crianças da primária e acham-se bebés ao colo de toda a gente.

    Na faculdade comportam-se como putos de liceu, que vão de popó para as aulas, porque já são uns doutores e amocham.

    Depois replicam o que entopem nas praxes universitárias.

    Agora denunciar um professor de faculdade é que é caso raro. Ninguém se atreve. Competem é pela graxa e pelo favorzinho ou pelo assédio, porque a vida está difícil.

    Gostar

  53. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    22 Maio, 2009 15:24

    .
    Declaração de interesses: sou do tempo das turmas com 48 a 55 alunos no Secundário.
    .
    -Gravação de som e imagem: se uma fotografia tirada sem conhecimento do próprio faz prova de infidelidade num divorcio, porque não serve um video num caso de corrupção ou incompetencia publicas ? Apenas questão geral de principios e igualitarismo funcional.
    .
    Avaliação no Funcionalismo Publico: é o modelo de avaliação inter-pares. Como no PREC, os exames eram feitos inter-pares, alunos faziam a avaliação (exame) dos outros alunos. Uma avaliação só funciona tendencialmente mais justa se feita pelos clientes, utilizadores dos serviços publicos ou privados, genericamente quem usa o serviço ou o produto. Quem é servido é que pode dizer se quem serve é excelente, muito bom, bom, sofrivel ou mau.
    .
    O resto são modelos de velhos corporativismos inter-pares, simultaneamente arrogante, prepotente e curiosamente medroso de se sujeitar à avaliação daqueles que é obrigado a servir bem, exigência maxima de qualquer profissão publica ou privada.
    .
    Apenas outra ‘ideologia prática’. Reformar, saír da crise, só INOVANDO COM ROTURA DE HABITOS-METODOS E PRATICAS PUBLICAS, SIMPLIFICANDO. A tarraxa planetária já escavacou o habitual, o corrente nas Admnistrações e Serviços Publicos. Velhos, napoleònicos. Se o Ocidente quer manter a vanguarda não tem outra alternativa. Resisitir compreende-se mas é suicida. Os players dum lado sabem bem jogar com as fraquezas e incapacidades do outro. E estão a fazê-lo habilmente.
    .

    Gostar

  54. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 15:28

    Prova de infidelidade num divórcio?

    ehehehe

    V. vive mesmo no século passado. Onde isso já vai. Já nem há fidelidade ou sexo ou género para haver casamento, como é que v.s queria que fosse preciso prova do que passou ao lugar de “uma coisa mental”.

    Gostar

  55. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 15:30

    Digamos que ainda resiste barreira etária e alguma separação entre espécies.

    Mas é temporária.

    Gostar

  56. e-ko's avatar
    22 Maio, 2009 15:33

    José,

    está enganado, a sociedade do espectáculo não tem nada a ver com Deleuze. “La Société du Spectacle” é da autoria de Guy Debord, também francês.

    Gostar

  57. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 15:38

    “Gravação de som e imagem: se uma fotografia tirada sem conhecimento do próprio faz prova de infidelidade num divorcio, porque não serve um video num caso de corrupção ou incompetencia publicas ? Apenas questão geral de principios e igualitarismo funcional.”

    Um divórcio é um procedimento de natureza cível onde são admitidas, em princípio, todas as provas, incluindo essa ( a consequência disso, derivada do uso, já será outra coisa). Por isso é que há tantos detectives particulares a cometer esse género de ilícitos. Sabem que o resultado compensa.

    Em Processo penal ou para-penal, como é o ilícito de natureza disciplinar, lida com os famosos direitos, liberdades e garantias de outra ordem. Como está em causa a liberdade das pessoas, as regras são outras e as restrições ainda mais.

    Gostar

  58. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 15:49

    Mas ainda existe prova de infidelidade para divórcio?

    Aqui há tempo também eu própria referi isso àquela moça dos “apêndices que vão para o útero e são indesejáveis” e ela desatou num berreiro a chamar-me ignorante e garantir que nada disso existe na lei.

    Que não é sequer preciso prova de infidelidade para divórcio. Já que também não existe obrigação de fidelidade.

    E garantiu-me que o mesmo se passa em relação à consumação do matrimónio.

    Ela é jurista e até foi um debate enorme, com mais gente, à conta da mudança de legislação para permitir casamento gay.

    Gostar

  59. Desconhecida's avatar
    O Aprendiz de Jurista permalink
    22 Maio, 2009 15:51

    «José disse
    22 Maio, 2009 às 2:45 pm
    À parte isto, uma gravação como aquela não tem valor jurídico para sustentar uma prova, por causa das considerações jurídicas que me parecem aplicáveis: artº 26 da Constituição que consagra um direito à imagem e palavra, no sentido de que apenas com a nossa aceitação expressa ou tácita podemos ser gravados e fichados, em espaços que não sejam públicos ou destinados ao público.», então, agora já concorda comigo?

    Gostar

  60. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 15:52

    E garantiu-me que já tinha desaparecido da lei há muitas décadas.

    Tem piada…

    Passei por ignorante à conta do crachá da dona Susana Bês da Lida Insana.

    “:O?

    Gostar

  61. Desconhecida's avatar
    O Aprendiz de Jurista permalink
    22 Maio, 2009 15:55

    «um direito à imagem e palavra»
    E, perante isto, acha que estamos apenas perante a ilícitude da prova ou considera, como muitos de nós, que há fundamento para, caso se demonstre, uma acção por responsabilidade civil?

    Gostar

  62. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 15:55

    Aprendiz:

    A questão que v.s confundem é outra- um processo disciplinar numa escola não é um caso de tribunal.

    E apenas pode dizer que a lei impede a gravação sem consentimento, logo, também não é válida como elemento de prova.

    Mas nada disso altera o processo disciplinar que não é nem deve ser um processo de Tribunal!

    Não se resolvem estas coisas nem em Tribunal nem na Praça Pública.

    Ponto final.

    E o erro é querer misturar tudo e andar meio mundo a julgar um caso, como se não tivessem mais nada para fazer.

    Como se fosse a novela do dia, e o resto é vazio, por ser um país onde só acontece novela.

    Gostar

  63. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 15:56

    # Concordo que isso assim é, mas discordo do que deveria ser.

    Por outras palavras entendíveis entre juristas: de jure constituto, concordo; de jure constituendo, não.

    Gostar

  64. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 15:57

    Diga-me lá- de forma simples e clara- quando fala em prova está a falar de quê e para ser apresentada e examinada por quem?

    Gostar

  65. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 15:59

    E mais, eu concordo com o José que nem devia ser assim.

    Mas não percebo se o José também acha que qualquer processo disciplinar, que existe às dezenas, sem vir para os jornais, tem de ser uma questão de Tribunal.

    Só é tribunal porque os media vendem estas coisas, escarrapacham com elas nos jornais, ainda lhes acrescentam imagem ao som, e depois dizem que a miúda de 12 anos é que foi ordinária por ter divulgado a gravação.

    Gostar

  66. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 16:01

    E vai para tribunal porque depois são os adultos que ficam em cheque que descobrem que usando da lei e dos media podem dar a volta ao prego e ainda passarem por vítimas da sociedade e sacarem indemnizações às vítimas.

    Os jornais publicaram; aqui o CAA publicou o filme. Mas ordinária é a miúda de 12 anos.

    Gostar

  67. Desconhecida's avatar
    O Aprendiz de Jurista permalink
    22 Maio, 2009 16:03

    José,

    Até que enfim.

    Melusine,

    Estamos perante dois problemas diversos, embora se toquem entre si.
    Uma coisa é o processo disciplinar que concordo deve seguir e apurar a verdade, respeitando as regras processuais, contra a docente, outra coisa é a divulgação da gravação por parte dos pais dos alunos.

    Para uma e outra há regras.
    Pode bem acontecer a Professora ser considerada culpada e, em sede judicial, considerada lesada pela divulgação das imagens.
    É apenas isto que tenho defendido.
    Bom seria que os diferendos entre individuos não tivessem de ser dirimidos em tribunal, mas essa é uma outra conversa porque afinal somos todos humanos.

    Gostar

  68. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 16:04

    Melusine:

    Não é confusão, porque as regras que se aplicam nos processos disciplinares, também são as do processo penal, nesse aspecto.

    E se a professora não se conformar com a decisão que todos lhe querem aplicar ( vide a reacção dos partidos), poderá sempre recorrer…para os tribunais administrativos.

    Conto rapidamente esta:

    O ministro Alberto Costa, enquanto político e quando era director geral em Macau, foi pressionar o juiz Celeiro ( está provado que assim foi, num processo disciplinar) por causa de uma prisão de um correligionário. A decisão da autoridade político-administrativa do território, na época o advogado José António Barreiros, foi no sentido de o demitir do lugar. Uma decisão político-administrativa, tomada no âmbito de um inquérito realizado pelo MP de Macau ( seria interessante saber quem foi o procurador, mas acho que sei quem foi) e que resultou da demissão como acto administrativo no âmbito de um processo disciplinar.

    O visado ter~se-á queixado à tutela máxima ( Melancia) que revogou o despacho do subordinado Barreiros ( Secretário dos assunto judiciários) e mantendo a demissão, tirou-lhe todos os fundamentos legais para a sustentar. O despacho que foi publicado no jornal oficial apenas tinha como fundamento a “conveniência de serviço”. FOi o bastante para o visado A.Costa ter recorrido para o tribunao administrativo e ganho a causa. Não porque lhe dessem razão de fundo, mas apenas porque o despacho era ilega por vício processual…

    Portanto, nestas coisas de procedimento disciplinar os tribunais também entram porque o Estado de Direito é isso mesmo: o respeito da legalidade insituida.

    Gostar

  69. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 16:07

    Eu nem perco mais tempo com isto.

    Dá ideia que se há um mundo de extraterrestres que nem sabe como as pessoas são despedidas, em todo o lado, às dezenas, por qualquer pretexto.

    Quanto mais por anormalidades destas.

    E insisto- isto só dá circo de tribunal por ser função pública.

    A quantidade de gente com trabalho exemplar que vai para o desemprego, apenas porque sim.

    E nem há tribunal de trabalho que saiba resolver ou ligue a meras questões de absoluta ilegalidade em dívidas e desemprego que não cumpre regras.

    Mas, mal toca em emprego vitalício é tudo aos ais- que não pode ser, que é preciso tribunal- que há regras e mais não sei quantos.

    Há é impunidade a mais. Se o outro da Casa Pia também tivesse sido exonerado, a quantidade de crianças que não tinham continuado a ser violadas.

    Mas era funcionário público- logo vitalício o trabalho. E o resto.

    Gostar

  70. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 16:10

    Melusine:

    Os tribunais estão em todo o lado. Metem o bedelho legal em tudo, até neste caso, porque os processos disciplinares são decididos, mas a decisão admite recurso para os tribunais administrativos.

    Logo, as regras tem de ser respeitadas segundo as leis que os tribunais também aplicam.

    Outra historieta:

    No futebol, havia gravações que vieram do processo crime para o processo administrativo, para análise da responsabilidade desportiva.

    No processo penal, as gravações foram consideradas nulas. Isso teve efeito imediato no processo administrativo, embora houvesse quem defendesse que não deveria ter sido assim ( Vital Moreira foi um deles e aplaudi isso na altura, mas reconheço que é difícil sustentar teoricamente tal coisa).

    Gostar

  71. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 16:12

    José:

    «E se a professora não se conformar com a decisão que todos lhe querem aplicar ( vide a reacção dos partidos), poderá sempre recorrer…para os tribunais administrativos.»

    Exacto. Está a repetir o que eu queria dizer.

    Só se ela não se conformar.

    Mas há dezenas de pessoas que se conformam com processos, apenas por estes não terem dado circo!

    É disto que eu falo.

    Se aquela escola funcionasse ela já tinha sido suspensa há muito.

    E nem era preciso expediente de gravação.

    Mas, como o caso deu novela, a professora aproveita a boleia, por ter ficado em cheque na praça pública e o caso vai para Tribunal.

    Mas não tinha ido; nem vão dezenas de outros, quando existe autoridade no local de trabalho.

    Isto é produto da bandalheira geral das direcções escolares.

    Porque eu conheço casos muito mais softs que deram direito a exoneração e ninguém recorreu de nada.

    Não tinha os megafones na arena, é o que é.

    Gostar

  72. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 16:13

    Os despedimentos em processo labora é outra coisa onde os tribunais metem bedelho.
    E a lei dos despedimentos está de tal modo blindada que dificilmente alguém pode ser despedido com toda a facilidade. Já assim era há uns anos e continua a ser.

    Então, pode perguntar como é que se despede tão facilmente e eu respondo:

    Há os períodos experimentais em que é possível e há os despedimentos feitos com justa causa que tem obrigatoriamente de ser processados com regras.
    Basta a um advogado conhecedor, ver se essas regras foram respeitadas e accionar em caso contrário. ´Lá vêm outra vez os tribunais.

    Gostar

  73. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 16:16

    «mas a decisão admite recurso para os tribunais administrativos.

    Logo, as regras tem de ser respeitadas segundo as leis que os tribunais também aplicam.»

    Volto à minha- só se lembram disso por ter havido assuada.

    Porque há casos bem graves em que os lesados são os trabalhadores, que não dão assuada, não vão para os jornais e, mesmo que de forma silenciosa as vítimas levem a tribunal- a burocracia da lei que dá para tudo, ao fim de não sei quantos anos, acaba por dizer que foi arquivado.

    Muito sinceramente eu acho um exagero esta mania de recorrer ao Tribunal por tudo e por nada.

    Se nem para o indispensável conseguem dar despacho, quanto mais fazer de cada cidadão um caso de tribunal.

    Vai ser como a falta de parques de estacionamento- arruma tudo o carro em cima do passeio.

    Gostar

  74. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 16:18

    Deviam ver como é em Inglaterra. Não há sequer diferença entre trabalho a termo do outro.

    A qualquer momento se está despedido e é no próprio dia em que recebe a notícia que vai para casa.

    E não é drama de vida como cá, porque, depois, daí a 2 ou 3 meses já está a trabalhar noutro lado.

    Gostar

  75. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 16:23

    Eu comparo isto com o que conheço de Inglaterra e o que vejo é sintomático.

    Lá, a entidade patronal nem se atreve a despedir com ilegalidades. Porque apanhava com tamanho processo que se quilhava.

    Mas, em contrapartida, quem é despedido também não precisa de fazer tourada em tribunal.

    Conferem as contas, no máximo têm advogado à borla (gente que cobra milhares à hora para não dizer nada, e até dizer disparate) e psicólogo à borla, caso fique deprimido com o despedimento.

    Mais nada.

    Todos cumprem porque fazer vigarice era uma vergonha pública. Uma empresa ficava queimada caso cometesse ilegalidades- incluindo despedimentos irregulares.

    Mas o que se exige como regra é muito menos. E daí que se evitem as touradas e as ilegalidades e recursos e toda a palhaçada que por cá tende a ser norma.

    Gostar

  76. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 16:24

    Ora bem. Os tribunais só intervêm se alguém os chamar a intervir. Mas depois vão ver se foram cumpridas as regras legais.

    E são essas regras legais que estamos aqui a falar. A lei dos despedimentos laborais, tem regras. O código de Trabalho é para isso mesmo. Dantes havia até uma lei específica para os despedimentos, de 1975. Era uma lei que praticamente impedia os despedimentos, porque exigia tantos requisitos que só um perito em direito laboral conseguiria fazer um processo disciplinar em forma e de modo a fazê-lo funcionar plenamente junto dos tribunais.

    Na função pública como é o caso, rege o Estatuto de cada fundionário, no caso o dos professores. E as regras a obervar estão lá todas escritas.

    Se alguma falhar, o visado pode sempre recorrer para a autoridade administrativa que são os tribunais administrativos. E é o que muitos fazem.

    Conheço vários casos de indivíduos que foram corridos nas Cãmaras municipais, sendo funcionários, até com processos disciplinares.

    Foram suspensos e deixaram de lhes pagar. Mas eles recorreram para os tribunais administrativos e vieram a ganhar a causa. Claro que vão receber o atrasado devido à nulidade da demissão…
    Conheço pelo menos dois casos recentes e cuja demissão ocorreu há mais de meia dúzia de anos.

    Nestes casos, a justiça administrativa está quase um caos. Por falta de juízes, de funcionários de excesso de trabalho etc etc.

    Gostar

  77. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 16:25

    Agora em relação a escolas nem vale a pena tentar-se comparar. Porque existe abismo entre estes mundos.

    Eu nem tenho grande pendor liberal mas nestas coisas de ensino sou bem defensora de autonomias e hierarquias verticais e menos impunidade vitalícia.

    Gostar

  78. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 16:26

    Não se pode comparar Portugal com a Inglaterra. Basta ver o que aconteceu com estas descobertas das fraudes com dinheiros no Parlamento. Por cá, o presidente do Parlamento foi acusado de coisas gravíssimas, accionou os acusadores que foram ilibados da difamação e o dito ficou na mesma, como se nada fosse com ele…anda de BMW 730 à nossa custa, ainda. E viaja para todo o lado.

    É isto, Portugal.

    Gostar

  79. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 16:29

    Os maiores defensores destes direitos laborais, incluindo na função pública, são os comunistas. Os sindicatos existem por causa disso mesmo.

    E é esse o último reduto dos mesmos, porque o contrário é o liberalismo.

    Gostar

  80. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 16:37

    È verdade, José. Na volta é sempre isto. A famigerada herança do PREC.

    E nem oito nem oitenta. Bastava ser uma social democracia.

    Mas não, ainda é comunismo- incluindo nisto.

    ahaahhaha

    Gostar

  81. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 16:39

    E o que é tremendo é que eu tenho a noção que o meio-termo não existe.

    Porque depois é a ciganice; é o grunho de vão-de-escada é o compadrio da cunha, é tudo o resto.

    Por isso é que ninguém leva nada a sério. É tudo para não ser cumprido e andar depois a reivindicar indemnizações.

    Gostar

  82. e-ko's avatar
    22 Maio, 2009 17:07

    não vale a pena estarmos a preocupar-nos muito com o caso desta professora… o mais que poderia acontecer-lhe, depois de um processo disciplinar desenrolando-se ou não dentro de toda a legalidade, seria uma reforma compulsiva sem privação de remuneração, como para a maioria de quem trabalha para o estado, como os magistrados, o que quer dizer que nem está em risco a sua sobrevivência…

    agora é desconhecer o que se passa na realidade da selva do mundo do trabalho das empresas privadas, dizer que os sindicatos nem têm razão de existir e que só servem para chatear as entidades empregadoras e defender o indefensável por parte de quem trabalha, por vezes, em condições contratuais pouco claras, mas não é esta questão que se levanta por agora… os sindicatos não se deveriam era justificar, talvez, dentro de certas corporações que já tantas regalias e garantias tem… mas isso ainda é outra questão e não menos pacífica!…

    que a gravação seja ou não ilegal, só ela veio sacudir a cobardia daquele conselho directivo que andou a tentar adiar o que se deveria impor para também evitar toda esta perniciosa mediatização do caso… foi a cobardia que trouxe isto para a praça pública, mas é assim com tudo e por todo o lado… a senhora doutora professora, para além de já ter demonstrado que não domina o espaço da sua aula, manifesta distúrbios mentais ou de personalidade e já pude observar casos semelhantes em que nem a família pôde obrigar nem fazer qualquer coisa para que a interessada viesse a admitir que necessitava de tratamento, só um processo disciplinar e uma reforma compulsiva!…

    Gostar

  83. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    22 Maio, 2009 17:07

    Não se pode gerir uma escola tarnsformando em casos de tribunal situações do dai a dia. Um professor maluco e alunos que se gardidem smpre existiram. O que não pode acontecer é fazrr de cada coisas destas um caso de polícia para escamotear a falta de poder ou a desresponsabilização de quem está `a frente da escola

    Gostar

  84. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 17:11

    Estes casos não devem ser de tribunal, mas são-no fatalmente porque as instâncias de controlo intermédias, não funcionam.

    E depois vêm dizer que os tribunais e a Justiça é que não funciona…

    Gostar

  85. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 17:13

    Na legislação actual, como é que as escolas lidam com “professores malucos”? Assim, à vista desarmada de quem vê um vídeo ou ouve uma gravação?

    Não pode ser assim, se bem que o senso comum, a isso aconselhasse.

    Portanto, se reduzimos tudo a leis e regulamentos e a “ética republicana é a lei”, temos o que merecemos.

    Repito mais uma vez: fechem por favor o ISCTE.

    Gostar

  86. Desconhecida's avatar
    José permalink
    22 Maio, 2009 17:14

    Não deixem que os seus professores e a sua nefasta ideologia chegue ao Governo como chegou. Invadiu tudo e temos o panorama que vemos.

    Gostar

  87. Anónimo II's avatar
    Anónimo II permalink
    22 Maio, 2009 17:27

    “Não se pode gerir uma escola tarnsformando em casos de tribunal situações do dai a dia.”

    pois com certeza que não. nem me parece que este seja o caso, porque os regulamentos existentes devem dar para expulsar esta professora. penso eu de que…

    o que aconteceu foi que, após várias queixas contra a professora, ninguém fez nada por falta de provas.

    confrontada com isto, uma das mães decidiu pedir à filha – e ainda bem que o fez – para gravar uma aula.

    sim, gravar aulas sem autorização é ilegal. mas foi a única forma de desmascarar a professora. pois se isso não tivesse acontecido, a senhora continuaria a aterrorizar os alunos com fez até então.

    e não vejo a necessidade de gravar as aulas e instalar o big btrother nas escolas. se as aulas passarem a ser públicas e abertas a qualquer pessoa que queira assistir, parece-me suficiente.

    Gostar

  88. Desconhecida's avatar
    Tolstoi permalink
    22 Maio, 2009 18:37

    Mantenho a pergunta então as gravações valem ou não valem,
    ou servem para todos os casos ou não servem para nenhum. Devo recordar que existem meios para aferir e averiguar a autenticidade das gravações vídeo. È evidente que entre a verdade e o que se prova na justiça existe um buraco que deveríamos estreitar, o que acontece é que tem aumentado tanto que existe o risco de lá cairmos todos.

    Gostar

  89. tino's avatar
    22 Maio, 2009 18:41

    A SUPER-ESCOLA ou o retrato da Escola portuguesa
    Onde estão as melhores escolas do mundo?
    Claro! Está certo! Em… Portugal
    Ora vejamos com atenção o exemplo de uma vulgar turma do 7º ano de escolaridade, ou seja, ensino básico.
    Ah, é verdade, ensino básico é para toda a gente, melhor dizendo, para os filhos de toda a gente!

    DISCIPLINAS / ÁREAS CURRICULARES NÃO DISCIPLINARES:
    1. Língua Portuguesa
    2. História
    3. Língua Estrangeira I – Inglês
    4. Língua Estrangeira II – Francês
    5. Matemática
    6. Ciências Naturais
    7. Físico-Químicas
    8. Geografia
    9. Educação Física
    10. Educação Visual
    11. Educação Tecnológica
    12. Educação Moral R.C.
    13. Estudo Acompanhado
    14. Área Projecto
    15. Formação Cívica
    É ISSO – CONTARAM BEM – SÃO 15

    Carga horária = 36 tempos lectivos
    Não é o máximo ensinar isto tudo aos filhos de toda esta gente? De todo o Portugal?
    Somos demais, mesmo bons!
    MAS NÃO FICAMOS POR AQUI!!!!

    A Escola ainda:
    Integra alunos com diferentes tipologias e graus de deficiência, apesar dos professores não terem formação para isso;
    Integra alunos com Necessidades Educativas de Carácter Prolongado de toda a espécie e feitio, apesar dos professores não terem formação para isso;
    Não pode esquecer os outros alunos,’atestado-médico-excluídos’ que também têm enormes dificuldades de aprendizagem;
    Integra alunos oriundos de outros países que, por as mais das vezes não falam um cu de Português, ou melhor, nem sequer sabem o que quer dizer cu;

    Tem o dever de criar outras opções para superar dificuldades dos alunos, como:
    * Currículos Alternativos
    * Percursos Escolares Próprios
    * Percursos Curriculares Alternativos
    * Cursos de Educação e Formação

    MAS AINDA HÁ MAIS…
    A Escola ainda tem o dever de sensibilizar ou formar os alunos nos mais variados domínios:
    * Educação sexual
    * Prevenção rodoviária
    * Promoção da saúde, higiene, boas práticas alimentares, etc.
    * Preservação do meio ambiente
    * Prevenção da toxicodependência
    * Etc, etc…

    ‘peço desculpa por interromper, mas… em Portugal são todos órfãos?’ (possível interpolação do Ministro da Educação da Finlândia)

    Gostar

  90. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 18:45

    Tolstoi:

    1- Não há gravação video- A imagem é uma fotografia que foi colocada nos jornais a fazer de filme de uma gravação audio.

    2- Já toda a gente explicou que é ilegal para o que quer que seja.

    3- Faltava explicar que um processo a um professor não precisa de provas iguais às que são usadas em processo de tribunal porque existem regulamentos internos das Escolas e tutela do Ministério da Educação.

    4- Pela minha parte já percebi que o problema só acontece quando o processo pode levar a exoneração- o que significa despedimento.

    5- Entendo perfeitamente que o uso de gravadores e video não deve ser feito sem consentimento. Mas entendo, do mesmo modo, que se as únicas provas válidas chegam a esse extremo (de quem mente e nega a palavra dos outros) então, nesses casos, deviam valer como tira teimas. Para serem apensos a processo. Em particular nos casos à Freeport e “fruta” e estou-me a cagar para o segredo de justiça e “alertas amarelos” e coisas no género.

    Que tendem todas a transformar os culpados em vítimas (por falta das ditas provas que são proibidas) e a pedirem indemnizações sem vergonha na cara.

    Gostar

  91. Nimo's avatar
    22 Maio, 2009 18:48

    APOSTO E GANHO. A professora de História de Espinho possui um mestrado ou pró graduação em Saúde – Educação Sexual.

    Como vai o Ensino Superior? …

    Perguntei ao Gagooooo!

    Gostar

  92. Tino's avatar
    22 Maio, 2009 18:52

    Os jovens em Portugal são todos órfãos?

    Gostar

  93. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 18:54

    Mas o grande problema é outro. A partir do momento em que as sociedades confundem moral com lei não há nada a fazer.

    E tenderão tanto mais a confundir quanto mais almofadas de protecção lhes derem.

    Entre a barbárie e a anomia pode haver o código da lei a “inventar a malícia”.

    Gostar

  94. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 18:55

    Se os adultos já se infantilizaram, é natural que a maioria acabe órfão.

    Gostar

  95. Tino's avatar
    22 Maio, 2009 19:01

    A ME frequentou um orfanato da Casa Pia.

    Gostar

  96. Tino's avatar
    22 Maio, 2009 19:05

    … desde há 4 anos MLR pretende que cada escola vire orfanato.

    Gostar

  97. Desconhecida's avatar
    Tolstoi permalink
    22 Maio, 2009 19:28

    Melusine (90)

    A minha questão foi colocada de forma provocatória e gostei da forma como argumentou,especialmente no final. Devem-se questionar as barreiras que são colocadas em Portugal à obtenção da verdade, veja-se como em Inglaterra as gravações podem fazer prova. È claro que existem formas de forjar provas mas os casos têm de ser analisados globalmente com o conjunto contextual. Estamos todos fartos de que nos atirem areia para a cara com as questões da forma de modo a esbater o conteúdo.

    Gostar

  98. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 19:35

    Essa é a posição do José, com a qual concordo integralmente.

    O resto tem sido confusão porque as pessoas falam em “provas para processo” ou inquérito escolar como se fosse para levar directamente todo e qualquer caso escolar a tribunal.

    O erro foi esse- Não podem existir gravações por serem proibidas por lei- mas nada disso significa que todas as formas de inquérito que não violem estas obrigações legais, não pudessem e devessem ficar-se por autonomias escolares.

    O facto de poderem vir a ser alvo de recurso em tribunal por quem for penalizado é outra coisa. E posterior.

    Mas, se as comunidades não sabem fazer valer uma ética onde os comportamento imorais são alvo de ostracismo, então deixa de haver vergonha na cara e a lei passa a servir para a legitimar a falta de vergonha na cara.

    Gostar

  99. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 19:36

    Esta palavra ostracismo é outra que o politicamente correcto proibiu.

    Daí não haver diferença entre vergonha ou luxo na falta dela. Entre condenação a culpado ou pedido de indemnização a vítima.

    Gostar

  100. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 19:45

    O que divide o bom senso dos pedagogos à ISCTE é precisamente a ideia que é mais importante dar-se protecção e garantias a culpados que defesa a vítimas.

    É a tal anedota do psico que ia na estrada e encontra um sujeito todo feito num oito na estrada. Pergunta-lhe o que sucedeu e, o desgraçado, a esvair-se em sangue, lá consegue balbuciar que foi espancado por um indivíduo.

    O psico, preocupadíssimo, vira-se para o que está caído e pergunta-lhe em que direcção é que esse que o espancou fugiu, pois é urgente tratá-lo.

    Gostar

  101. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    22 Maio, 2009 21:15

    isto hoje esteve bom, papageno/a pelo dueto merceeiro e sopeira.

    Gostar

  102. Bandarra's avatar
    Bandarra permalink
    22 Maio, 2009 21:53

    Queria perguntar…Desculpem se acharem idiota a questão!
    As aulas, no Ensino Público, são públicas?

    Gostar

  103. per caso's avatar
    per caso permalink
    22 Maio, 2009 23:46

    A miúda do vídeo, intriguista, bufa, minha conhecida, é tal a mãe dela, daqui a quinze anos.

    Gostar

  104. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 23:56

    Tu, por exemplo- já deves ser tal qual a tua quando andava na “calle”

    Gostar

  105. melusine's avatar
    melusine permalink
    22 Maio, 2009 23:56

    Ou o pai, quando a punha a render.

    Gostar

  106. Anti-Liberal's avatar
    Anti-Liberal permalink
    23 Maio, 2009 06:22

    MELUSINE

    Creio que é advogada. Gostava de chegar à fala consigo por que vivo um caso que não posso levar a Tribunal e me parece que deveria suscitar um grande debate – talvez começando no Blasfémias.
    A coisa é bem mais grave que o desta escola e envolve já Ilgas & Cia e também lobbies relacionados, de que fazem parte psicólogos, psiquiatras, endocrinologistas, numa rede entre Porto, Lisboa, Coimbra, entre outros.
    Se estiver interessada, poderei pensar numa maneira de lhe dar o meu contacto.
    Como deve calcular, fico em grande expectativa.

    Nuno

    Gostar

  107. Juliana's avatar
    Juliana permalink
    23 Maio, 2009 12:25

    Ainda há pouco, uma professora (aliás, minha irmã…) me dizia – “Eu fecho a porta da sala e ninguém tem nada que controlar o meu trabalho!” Pois acontece que… tem! E tem porque é paga, entre outros, por mim. Porque não as câmaras de video na sala? Mais – com os videos acessíveis aos alunos, para poderem rever a aula, esclarecer, tirar dúvidas sobre a matéria que não entenderam…
    Ou há alguma coisa a esconder? Se eu fosse professora, teria vergonha de ser colega duma pessoa daquelas, que nem sequer sabe falar Português.E tenho a certeza que os milhares de professores competentes partilham essa opinião comigo. Direito à imagem, com certeza – em casa, naquilo que são as opções de cada um. Não naquilo que é, e deve ser, transparente. E defendo esta regra para toda a Administração Pública, da qual faço parte.

    Gostar

  108. melusine's avatar
    melusine permalink
    23 Maio, 2009 14:13

    Anti-liberal,

    Não sou nada advogada. Não pesco nada de leis. Eu cá sou mais é bolos artísticos.

    Estou aqui com outro nick por causa de certos bloqueios e, se colocar o nick conhecido com a ligação ao blogue, esta porcaria bloqueia-me logo o computador.

    Há-de ter sido brincadeira de uma das lontras da casa…

    …………….

    Juliana- ainda ontem à noite estiveram cá em casa uns amigos e junto vinha uma senhora que é professora. A primeira coisa que ela disse, acerca do assunto, foi- “coitada da professora”.

    E depois desbobinou a indisciplina e mais não sei o quê, e pronto. Agora imagine isto a ser vigiado por uma outra prof que até é vizinha lá na terra.

    Não dá. Ninguém faz nada e são capazes de achar tudo normal até lhes tocar, caso tenham filhos.

    Passou a haver um abismo indescritível entre uma pessoa que tem filhos e outra que não os tem. Como não famílias alargadas, deixam de sentir essa protecção em relação crianças.

    Gostar

  109. melusine's avatar
    melusine permalink
    23 Maio, 2009 14:16

    Anti-Liberal,

    Não faço ideia do seu problema, mas se v. diz que envolve ONGs conhecidas e que é grave, tem de ser possível levar a tribunal.

    E pode criar um blogue contar o que é.

    Eu não sei, não. Mas passo-me instintivamente com essa escória das ongs do sexo alternativo.

    Gostar

  110. Luso's avatar
    Luso permalink
    25 Maio, 2009 12:07

    Só gostava de saber como andam a ouvir tão mal, ou será problema de entender a pronúncia, para dizerem que a aluna respondeu com “E quer que lhe faça também um desenho, s’tora?”, quando o que ela disse foi «Ai tem? Quer que vá fazer um exame, também?»

    Gostar

Deixe uma resposta para melusine Cancelar resposta