Limpeza
28 Maio, 2009
Depois da demissão de políticos por suspeitas chega a penalização ético-legal do jornalismo opinativo. Este país está cada vez mais exigente. Já se respira outro ar.
PS – Reparei agora que hoje é dia 28 de Maio.
31 comentários
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Isto não se vai aguentar até Outubro.
Ou a pessoa desliga das noticias e passa a ver as séries ou telenovelas, ou então só tem 2 hipoteses: ou dá em mluquinho ou faz uma revolução
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O ideal é mesmo ser desempregado, porque todos os empregos estão sujeitos a regras, a contratos, a códigos… alguns até têm de usar de farda.
De que se queixam?
Ide para o desemprego.
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Impossível! A haver uma mudança genética isso levaria milhares de anos.
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Isto só se endireitava com o Louçã, o Jerónimo e o Manuel Alegre.De resto é tudo neoliberal…
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não recebi o convite. fica para o ano que vem.
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O jornalismo em pt é feito para causar mal estar.
É politico.
Só vai passar quando o partido do rei dos media estiver no poder. Nessa altura fecha o stress e o país é uma maravilha.
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Veriamos o desenvolvimento da agricultura com bananais e mandiocas no Alentejo.Tabancas , quimbos e favelas no “deserto” do Jamais,teriamos visitas frequentes do jovem irmão do Fidel, do chavez e com sorte do Kil Il sung II…
Claro figuras de grande destaque O bolivariano coimbrão Boaventura, o vital que regressaria ás origens operárias e camponesas…
Todos os neoliberais frequentariam centros de reeducação sem a presença da AI e outras ong´s nitidamente ao serviço do neoliberalismo.
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ps: e avisem a Helena Matos que o aquecimento global apareceu de novo. Para ela fazer um poste sobre o assunto.
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Lenine e estaline seriam devidamente reabilitados,os sindicatos nas polícias desapareceriam esses resquícios de neoliberaçlismo pois que o povo governava e o povo nãop precisava de interlocutores e intermediários.Voltaria a fase do POVO-MFA.Educação das massas e de forma convinceste rumo ao socialismo real.O Mário teria finalmente uma estátua…
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Pois apareceu, #8, mas foi só hoje.
Parece que DOmingo voltamos ao arrefecimento.
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Brilhante João. Nenhum dos tantos suspeitos nestes casos todos de corrupção levou qualquer pena que seja enquanto os “suspeitos” jornalistas são logo castigados.
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Pois é, 83 anos depois e tantos candidatos a Filhos da PIDE.
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E como sempre, lá vêm os fanáticos socialistas encher a caixa de comentários de lixo. Porque não tentam usar tácticas diferentes das do governo? Assim são muito óbvios.
E tal como este desleixado e incompetente governo, também vocês são uns analfabrutos, não conseguem escrever um comentário com mais de uma linha e que não contenha 10 erros ortográficos.
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“83 anos depois e tantos candidatos a Filhos da PIDE.2
ahahaha, KGB para ser mais preciso.
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O jornal sol ( de J Coimbra ) diz que o ps vai deixar cair Vitor Connstancio
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Suspeito que a referência do post scriptum tem que ver com o aniversário do Jardim Zoológico…
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#16:
Vai deixar cair para onde? Para o lugar de Cravinho?
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Em 28 de Maio de 1926 foi instaurada uma ditadura para acabar com rebaldaria maçónica e jacobina que durou dúzia e meia de anos e arruinara o país.
São peritos nisso, os jacobinos. Os seus herdeiros estão todos no PS.
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Para o lugar de Cravinho?
Esse é um dos maravilhosos accionistas do bpp
Não me parece
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Ainda se está no bpn
os do bpp andam todos caladinhos e ninguém fala deles
os clientes que se lixem
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9,5 em cada 10 portugueses não fazem a mínima ideia do que é que o senhor queria dizer com o p.s.
Valha a verdade que 9 em cada 10 também não sabem quem fez o 25 de Abril.
Nem eu.
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#17 – querias que fosse para o cadilhe, dava um jeitão a ambos, a ele e ao escavacado.
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começou a limpeza, bom vou a correr inscrever-me no PNR ou PRN, não sei bem para ver se faço parte dos que limpam e não dos que são alvos das limpezas, ou será PP, ou CDS-PP, ou PPD-PSD?
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Ao problema da justiça em particular e de potugal em geral está este tipo de mentalidade: Se não existirem problemas e atrasos na justiça, o que vamos fazer de todos os advogados, oficiais de justiça, juizes, …… que trabalham na justiça? Assim assiste-se a um desviar da iniciativa e criatividade para manter de atividade, do atrasa do confunde… é uma extorsão de quem vai produzindo alguma coisa em suposto benefício de todos. Este é o dilema. Aliás está bem corporizado numa anedota tradicional, de um certo carpinteiro que o único trabalho que tinha por ano era arranjar o telhado do homem rico da aldeia, melhor do único homem rico da aldeia. Este rendimento era suficiente para a familia sobreviver todo o ano. Um dia idoso e doente envia o filho fazer o arranjo do telhado. O filho consertou o telhado de vez. Contente gaba-se, diz que é melhor carpinteiro que o pai. O pai responde-lhe com uma pergunta: Então filho, para o próximo ano o que vais comer?
Esta é a mentalidade do português tipico.
Ir sobrevivendo…. mas claro na justiça a coisa é mais ir engordando…..
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Por alguma razão lhe chamavam o manholas !!
Salazar e os Monárquicos
Oliveira Salazar conseguiu alimentar durante muito tempo a lenda dos seus sentimentos monárquicos. O conhecimento que hoje temos dos seus “escritos de juventude” [2], a observação cuidada dos acontecimentos políticos da época e o conteúdo da correspondência entre Salazar e Caetano, revelam que o seu alegado “monarquismo” se inseriu num habilidoso jogo político através do qual Salazar conseguiu obter o apoio de alguns monárquicos para sustentar o seu “Estado Novo” [3] .
O seu antimonarquismo começou a revelar-se dentro do Centro Católico, quando, no seu Congresso de 1922, vinga a tese de Salazar de que o Centro deveria aceitar o regime republicano “sem pensamento reservado”. Monárquicos católicos, com destaque, entre outros, para Fernando de Sousa (Nemo), Alberto Pinheiro Torres, Pacheco de Amorim, abandonaram então o Centro Católico.
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Só por isto, deve estar a arder no Inferno e dentro de um micro-ondas!
A questão da indemnização da Igreja Católica pela nacionalização dos seus bens durante a 1ª República foi reivindicada e considerada. Salazar rejeita porém tal hipótese e adopta um regime de separação de poderes entre o Estado e a Igreja, que virá a ficar definido na Concordata entre a Santa Sé e Portugal, em 1940.
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Partido Socialista deixa cair Vítor Constâncio
por JOÃO PEDRO HENRIQUES
http://www.dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1246049
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Onde é que estavas quando do 28 de Maio ??
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Paulo Rangel: “O povo português não tem raízes democráticas profundas. Nem cultura liberal. Por isso, convém ter cuidado. As pessoas não têm predisposição para uma intervenção cívica, estão instaladas na sua vida”.
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Mentiras do Pinócrates (2)
«Governamos para a classe média…»
Na verdade, José Sócrates não fez mais que prosseguir a guerra contra as classes médias empreendida por Reagan e Thatcher e continuada por muitos outros, entre os quais Aznar, Barroso e Blair. Esta guerra tomou formas diferentes nos diversos países: nos EUA e no Reino Unido, passou por «quebrar a espinha» aos sindicatos de modo que os trabalhadores blue collar que tinham ascendido à classe média baixa descessem de novo à sua classe de origem. Passou também, nestes países e em todos os outros dominados pelas doutrinas neoliberais, pela precarização e flexibilização dos empregos – como se no contrato entre empregador e empregado as partes fossem iguais em poder. Como esta guerra tinha por objectivo restaurar o poder e a riqueza que as oligarquias tinham perdido devido à ascenção do Estado Social e ao policiamento dos Partidos Comunistas, o poder político apoiou-se nas grandes empresas para financiar as campanhas eleitorais, ao mesmo tempo que procurava os votos no lumpen, prometendo-lhe o que já se sabia que não era para cumprir.
Em Portugal, esta guerra teve um desenvolvimento particular. Grande parte das classes médias era constituía por funcionários públicos, contra os quais não foi difícil convocar uma série de pogroms fundamentados em «privilégios» – uns reais, outros imaginários – «privilégios» estes que se tornavam tanto mais «evidentes» quanto mais aumentava a exploração dos trabalhadores do sector privado. Também não foi difícil, num país caracterizado pela inveja e pelo anti-intelectualismo, apelar ao ódio contra os letrados. O objectivo, prosseguido com determinação e minúcia, era desprofissionalizar, funcionarizar e proletarizar as chamadas «corporações», ou seja, todos aqueles – magistrados, médicos, professores – que pudessem articular e verbalizar a oposição das classes médias a estas políticas. Com os jornalistas, não foi necessário recorrer a estas tácticas, uma vez os grupos económicos que se apoderaram da Comunicação Social já os tinham subjugado ou estavam em vias de o fazer.
No início de 2004, na Europa e na América, a guerra dos oligarcas e dos políticos contra as classes médias parecia estar ganha. Todas as previsões apontavam para a sua progressiva e inexorável proletarização, resultando num mundo em que um pequeníssimo número de super-ricos, acolitados por uma classe política subserviente, exerceria um poder sem limites sobre uma multidão de servos.
Em 11 de Março de 2004 deu-se um daqueles acontecimentos que na altura parecem inconsequentes em termos históricos mas que se verifica mais tarde terem sido pontos de viragem. A seguir ao atentado bombista em Atoja, quando o PP, que liderava todas as sondagens, mentiu aos espanhóis sobre a autoria do crime, os cidadãos, munidos dos seus telemóveis e dos seus endereços de e-mail, conseguiram inverter o sentido do voto e fazer eleger o PSOE. Estava provado que era possível a um número suficiente de cidadãos, não organizados e não apoiaddos por nenhum partido, igreja, órgão de comunicação social ou grupo empresarial, influenciar o resultado dumas eleições.
Este facto terá passado despercebido a muita gente, na Espanha e no Mundo; mas também deve ter havido outros que tomaram dele devida nota, para memória futura.
Entretanto a América Latina tinha descoberto que podia desobedecer impunemente aos EUA; o Irão descobriu que nunca seria invadido nem as suas instalações nucleares destruídas; a Rússia redescobriu, e fez valer, o seu estatuto de grande potência; as classes médias americanas descobriram que podiam, graças às novas tecnologias, angariar o dobro do dinheiro para eleger Obama que os grandes grupos económicos estavam dispostos a dar para eleger um representante dos seus interesses.
As opiniões públicas europeia e americana descobriram que o segredo para enriquecer não estava afinal em produzir riqueza, mas em criar dinheiro virtual a partir do nada. Descobriram isto, não gostaram, e estão a exigir que rolem cabeças.
E até aqui, em Portugal, os professores descobriram que uma pequena organização com acesso à net pode pôr na rua dez vezes mais manifestantes que qualquer sindicato. E as outras classes profissionais estão a descobrir que ou vencem com os professores, ou caem com eles.
Coitado do Pinócrates. Apanhou o comboio neoliberal precisamente quando faltava pouco para ele descarrilar. Conseguirá saltar do comboio em andamento? Conseguirá escapar, se abandonar os seus actuais aliados, à sua retaliação? Conseguirá aliar-se às classes médias realmente, e não só na imagem? Mas como, se tudo o que ele é é imagem? E quem é que vai agora acreditar nele?
Até pode ser que consiga, com muita sorte, uma nova maioria absoluta. Mas não lhe servirá de nada: ao fim de trinta anos sempre a perder, as classes médias estão finalmente ao ataque, e não vai ser possível governar contra elas.
http://www.legoergosum.blogspot.com/2009/02/mentiras-do-pinocrates-2.html
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“Em Portugal, esta guerra teve um desenvolvimento particular. Grande parte das classes médias era constituía por funcionários públicos,”
Se estivesse a fazer guerra contra a classe média, porque então deu um bom aumento aos funcionários públicos? E aqueles computadores todos distribuídos pelos filhos da classe média? E o ataque aos professores que o faz tão popular entre os pais? E a isenção de IMI? Estas medidas todas, dirigidas exclusivamente à classe média, é que fazem com que ele possivelmente vá ganhar outra vez. No fundo, tornámo-nos um país dirigido pela classe média. Pelas suas pequenas necessidades e desejo de segurança e protecção.
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