Do tempo de Salazar (II)
II A nova Moral e Religião. Falo naturalmente da Educação Sexual. A discussão sobre a imposição pelo Governo da frequência obrigatória de tempos lectivos para temáticas da esfera do comportamento e da privacidade não começou em Portugal com a disciplina de Educação Sexual. Nos anos 30, ou seja, no tempo de Salazar, tornou-se obrigatória a frequência da disciplina de Moral e Religião e a colocação do crucifixo nas salas de aula das então escolas do ensino primário. Nos anos 70, Marcelo Caetano deu por terminada a obrigatoriedade da frequência da disciplina de Moral e Religião. Como é óbvio, a medida foi mais teórica que prática, mas mesmo assim admitia-se a dispensa, possibilidade não considerada, em 2009, para a Educação Sexual. Não deixa de ser sintomático que, tal como no “tempo de Salazar”, se defenda como sinal de progresso que o governo pode transformar em matéria lectiva assuntos que cabem à esfera das famílias e à privacidade de cada um. Enfim, cada tempo tem os seus proselitismos e os países de vocação paternalista não mudam assim tão depressa. Para adiantarmos caminho e fazermos qualquer coisa de útil podemos aproveitar a ocasião recuperando os gabinetes médicos escolares do tempo da I República, do tempo de Salazar e do tempo de Marcelo e que estupidamente desapareceram algures na democracia e que tanta falta fazem. Para falar de sexo e do que for preciso.
(PÚBLICO)

E esses “gabinetes médicos” que diz fazerem muita falta, e onde até, imagine-se, se poderia falar de sexo, não seria a mesma coisa que instalar capelas nas escolas? Veja lá, Helena Matos….
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1- O argumentário está confuso. Nestes gabinetes podem acompanhar-se questões alimentares como a anorexia, problemas de audição que se prevêem graves nas novas gerações… Não percebo as suas sobservações
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Andam há anos a colar Salazar com este governo. A propaganda funciona, parabéns.
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Ai o meu argumentário é que está confuso…? Ó Helena, então não acha que essas cenas da anorexia e da surdez não são também “temáticas da esfera do comportamento e da privacidade”, onde o estado se deve manter longe? E o aconselhamento sobre questões de sexo, que a Helena também admite que se possa fazer nesses espaços, não será equivalente a uma aula de catequese? Depois eu é que estou confuso.
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Excelente post.
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helena tem má memória ou fala do que não conheceu. no tempo da outra senhora, aquilo começava por religião e supostamente acabava em moral, sendo do princípio ao fim conversa de padreco para receber uns trocados extra. o nome da disciplina era religião e moral e não versa-vice.
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