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Dos africanistas aos europeístas

5 Junho, 2009

“Nós, europeus”, “Mais Europa”, “Europa connosco”, “O partido da Europa” etc… etc…, agora repetidos à exaustão como um mantra, não são mais do que a actualização de tantos outros slogans sobre Angola ou a Argélia. Basta tirar Europa e colocar uma qualquer ex-colónia e encontramo-nos diante dos slogans que mobilizaram, a favor e contra, as gerações passadas. Em Portugal o célebre “Do Minho a Timor” deu lugar a uma espécie “Do Algarve à Finlândia“.
Integrar Portugal num espaço que o liberte da sua circunstância geográfica tem sido uma constante da política portuguesa ao longo dos séculos e dos regimes. Assim o europeísta sucedeu naturalmente ao africanista no imaginário nacional como sinónimo de alguém adepto do progresso e com visão de futuro. O europeísta, tal como o africanista, acredita que nada poderá abalar o seu mundo, pois tanto num caso como noutro tudo é mais fascinante que a pequenez de Portugal. E o mundo dos europeístas, tal como o dos africanistas, parece não ter limites, pois se os primeiros concebiam África como imensa, os segundos não conseguem sequer definir as fronteiras da própria Europa.
Portugal é actualmente governado por uma geração que se independentizou de África e que transferiu para a Europa o “rapidamente e em força” salazarista. Não estamos de modo algum isolados nesse redireccionar. Os países fundadores da CEE, perante a evidência de que se arriscavam a perder a pouca influência que lhes restava no mundo pós-II Guerra, perceberam aquilo que os romanos já tinham constatado muito tempo antes: não se pode subestimar a potência que conseguir controlar os territórios que vão do Atlântico ao Bósforo, ou, quem sabe, até um pouco mais à frente. Mas para isso há que estar unido e devidamente autodesenvencilhado “dos fardos e das culpas do homem branco”. Neste regresso a casa dos países fundadores da CEE vemos transferir-se para a criação duma identidade europeia, dum povo europeu e duma História europeia o mesmo entusiasmo e o mesmo argumentário que num passado muito recente as elites desses mesmos países tinham usado para os seus expansionismos ou para justificar presenças em África ou na Ásia. Nessa narrativa legitimadora nem sequer lhes falta uma versão actualizada daquilo que foi para os Descobrimentos o reino do Prestes João. Assim, quem folhear os manuais pelos quais as crianças portuguesas (e não só) actualmente estudam o passado, constata que até a queda do império romano e as invasões bárbaras são mais ou menos apresentadas como uma cimeira do directório, só que em vez da Alemanha e da Itália quem compareceu nesse encontro amistável e premonitório da actual UE foram os germanos, os vândalos e os alanos que acordaram facilmente umas questões fronteiriças com os romanos.
Perturbantemente parece que, para lá da propaganda, não se aprendeu nada com o passado. Esta geração de europeístas, tal como a dos africanistas, está de tal forma inebriada com a vastidão do seu mundo, a sua arquitectura institucional e a dimensão do muito que podem fazer que esquecem que uma outra geração lhes pode fazer exactamente o mesmo que eles fizeram a quem os precedeu, ou seja, fazer desmoronar duma penada, como um castelo de areia, tudo aquilo até aí tido como inquestionável. Tão inquestionável que nunca aceitou discutir-se fora de rituais de legitimação devidamente encenados. As trapalhadas com o referendo ao Tratado de Lisboa e a sobranceria com que se trata o povo de cada vez que este não responde como os europeístas entendem estão ao nível dos dogmas que alimentavam, em Portugal, a retórica ultramarina.
As gerações mudam menos do que parece e certamente mudam mais facilmente de objectivos do que de hábitos. Apesar de a geração que agora está no poder em Portugal ter redefinido, como nenhuma outra o fizera anteriormente, as fronteiras do país e assistido ao fim da URSS, do Pacto de Varsóvia e do Comecon, a verdade é que, tal como aquela que a precedeu, age como se o mundo fosse imutável. E como se o povo não fosse mais do que um figurante nos seus desígnios. A construção europeia não é o fim da História como os europeístas parecem pensar, mas como ainda é do mais acertado que nos aconteceu enquanto país convirá que se trate da UE como aquilo que ela é: uma opção, não uma fatalidade. Infelizmente foi como uma fatalidade que se tratou nesta campanha e muito simbolicamente, para compensar a discussão que de facto não há sobre a Europa, transformam-se as eleições para o PE numa antecipação das legislativas onde os partidos somam vitórias e derrotas nacionais e a abstenção fica por conta da Europa.
*PÚBLICO

49 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Kolchak permalink
    5 Junho, 2009 18:59

    Pois bem: Entre Africanistas e Europeístas; prefiro mil vezes ser o que sou: PORTUGUÊS!

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  2. Caty Waves's avatar
    Caty Waves permalink
    5 Junho, 2009 19:06

    Este é dos textos mais idiotas que já alguma vez li aqui no Blasfémias.

    Só falta dizer que o melhor é por de pé as muralhas antigas e viver à Salazar: “orgulhosamente sós e analfabetos”

    Diz no final que não se discutiu a Europa…
    …eu ouvi discutir e dar ideias para a Europa…mas 1 só partido ouvi falar disso. Os outros só 1 coisa ouvi..dizer mal do único que quis discutir a Europa.

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  3. jorge ryder's avatar
    jorge ryder permalink
    5 Junho, 2009 19:10

    a analogia embora com potencial de ‘soundbite’ é totalmente ilegítima, inadequada e ignorante. A ideologia africanista era exclusiva, a europeísta é inclusiva (em vez de impérios alemão e francês, um eixo franco-alemão, se quiserem). O nacionalismo tem um soundtrack de botas cardadas, o europeísmo é lounge, pipe música de casa de banho de novotel à beira da estrada. Os africanistas eram e são saudosos, nostálgicos,e passadófilos; os europeístas são naìves, amnésicos e inocentemente crentes num futuro. Basta. Negativa. Volte para o ano. Next metaphor, please.

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  4. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    5 Junho, 2009 19:18

    Nunca o Povo Português foi chamado a pronunciar-se sobre os planos dos políticos.Nem na descolonização, nem nas independências, nem na “construção europeia”.Construção Europeia muito esquisita pois passa oa mesmo tempo por uma africanização acelerada… parece que querem reconstituir o antigo império cá dentro será o só “do Minho ao Allgab”(Madeira e Açores andam a decidir-se pela independência pois que o pai fundador na altura da “entrega” do império o fez pela cor da pele dos habitantes… e vá lá ele considerou que se tinha branco era nosso…

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  5. Piscoiso's avatar
    5 Junho, 2009 19:20

    E ela a dar-lhe com Salazar.
    Nem o gajo morre nem a gente almoça.

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  6. Desconhecida's avatar
    -pirata-vermelho- permalink
    5 Junho, 2009 19:22

    Pois, pelo contrário! Este escrito aparece como uma excelente proposta de reflexão sobre o Portugal-equívoco ou mesmo sobre a incapacidade de a pequenez se entender como tal; um mal de que não me excluo e de que ‘ninguém’ deveria excluir-se sob ameaça de o perpetuar.

    (O que seria um sound byte, em português?)

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  7. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    5 Junho, 2009 19:22

    Piscoiso
    O teu doutor está deputado europeu.É pena a Europa não ir até á coreia do Norte.Sempre ficava mais longe o gajo…

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  8. Desconhecida's avatar
    -pirata-vermelho- permalink
    5 Junho, 2009 19:23

    Ah, é ‘bite’…

    (também tá bem)

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  9. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    5 Junho, 2009 19:24

    Caty Waves você é que parecer ser brutalmente analfabeto(a) pois para si só existe Salazar ou então pertencer a uma União. Resumindo desistiu, pretende viver em eterna adolescência. Como muitos sonha ter um capataz brando que lhe diga o que fazer. Paradoxalmente quer um Salazar também, mais brando a quem entregar o poder.
    Porque a União é só o Alibí que veio substituir o Alibí Salazar.

    Singapura nasceu em 1965 lutando pela sua independência, Cidade Estado bem mais pequena do que Portugal e tornou-se no quinto pais mais rico do mundo. É um País “orgulhosamente sós e analfabetos” ?

    “mas como ainda é do mais acertado que nos aconteceu enquanto país convirá que se trate da UE”

    A União foi o maior desastre da política Portuguesa nos últimos 20 anos.
    Com a União o choque económico das estupidas decisões dos últimos 20 anos chegam mais diferidas no tempo.
    É por causa da Escudo da União que a qualidade dos políticos não cessou de descer.

    Por causa da União é que tivemos o Presidente Samapio a dizer que o défice não era muito importante sem ter risco que a moeda viesse por aí abaixo.

    A União tornou-nos no eterno adolescente. Provavelmente era isso que a maiora queria. Agora paga.

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  10. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    5 Junho, 2009 19:26

    Correcção: “É por causa da Escudo da União” deve ser = “É por causa do Escudo da União”

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  11. Piscoiso's avatar
    5 Junho, 2009 19:29

    #7.
    O meu doutor é o House.

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  12. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    5 Junho, 2009 19:34

    11.

    O que interessa é a indigenação das beiras.Uma espécie de limpeza étnica idológica.Exportar tudo o que não interessa para o mais longe possível.Até as suas tias vão gostar de certeza…

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  13. José Manuel Santos Ferreira's avatar
    José Manuel Santos Ferreira permalink
    5 Junho, 2009 19:42

    Salazar à europa, já

    Europa com e pequeno
    O mais longa que foi: Badajoz

    Mas, mesmo assim , Salazar gostava de ouvir o António Variações

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  14. Desconhecida's avatar
    5 Junho, 2009 19:50

    É só ver as filas no consulado e embaixada de Angola, é para rir….. Europeístas??!! É mais os Africanos na europa, com todo o sentido pejorativo que esses europeísta aplicam à espressão África.

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  15. kruzeskanhoto's avatar
    5 Junho, 2009 19:51

    Excelente leitura da coisa!

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  16. Não compareço à dose diária's avatar
    Não compareço à dose diária permalink
    5 Junho, 2009 20:07

    A europa pretendeu dividir o mundo ocidental.
    Mas está no fim. São os últimos estertores de uma realidade que ao integrar uns quantos países para além dos iniciais, tentava dissimular a enorme e injusta riqueza que eles acumulavam.
    Os tempos que aí vêm são outros. Os grandes espaços económicos cedem o passo a autarcias (regiões..Comunidades) que recusam o poder centralizado.
    É esta a grande luta da actualidade…a manutenção de um status quo anquilosado e velho de séculos…um liberalismo vetusto e ultrapassado, perdulário e ineficaz……face a uma racionalidade emergente determinado por uma infosfera omnipresente a exigir uma nova racionalidade e uma nova fé que a fundamente.
    A Europa…quis nascer no fim do seu percurso.
    Portugal tem de acabar a sua missão civilizacional em África por uma questão de coerência com o estatuto em que se constituiu ao ser uma matriz cultural perante comunidades que o acolheram…e nem mesmo o Brasil está fora dessa exigência…apesar do Graciliano Ramos e as sua Folhas Secas em que pretende a autonomia cultural….restará sempre a voz de Camões ou a emoção de Alvaro de Campos para nos agrupar no entendimento maior deste campo do absurdo em que
    vivemos.
    Ainda estamos a continuar o caminho e o devir da Historia permanece na nossa alma de protugueses…vi isso na alegria dos olhos de uma negra ao ouvir falar português
    Qual Erasmos?..Qual estultícia?…Qual loucura?..Tudo isso fomos pelo Oriente e pelas Américas…por isso devemos escutar essa humanidade e não inventar relações com a europa para legitimar tudo aquilo que sempre recusámos.
    Fomos os primeiros naturalistas por estarmos frente a um mar desafiador…fomos os primeiros a acreditar que o homem podia continuar a sua revolta perante os ditames da natureza mesmo aceitando o lugar transcendente de Deus onde apoiavamos a coragem do desafio.
    A Europa é apenas um lugar hansiático e mercantilista…mas que Europa?….A Europa sem sol …ortogonal e cinzenta das avaliações como o chicote moderno para os escravos sem o saberem…para além dos futebóis e festivais plásticos…homgeneizantes….tábua rasa para o comandamento dos gordos nos refegos das mais valias guardadas num remoto banco ….num vale achocolatado e verdejante no verão do nosso desconsolo….por artificial e sem alma.
    O que consola, é que estamos em mudança para um lugar mais eficaz…que norma do tratado constituinte mede o espaço do mar que é nosso?….Talvez haja uma…..ah! ….existe uma mas depois fui ver…..remete para uma outra regulamentar….e depois desta para outra, já mais remota….o melhor é entregarmos o mar salgado da nossa honra …da nossa nobreza…aos encarregados escribas de Bruxelas….que nunca viram surgir as formigas no horizonte de uma manhã….após uma moite mal dormida.
    A Europa….nunca foi nossa….aprendi na escola que somos uma mistura de sangues….de povos que aqui chegaram corridos desse centro que agora nos chama….só se for pelas mais valias que cada um produz e que os recolectores desses lugares, tão bem, sabem arrecadar e agiotar.
    Nunca mais acabava.

    cumps

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  17. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    5 Junho, 2009 20:37

    Isso mesmo helena, não lhe doam as mãos!

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  18. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    5 Junho, 2009 20:40

    Por falar em tretas de alguns “europeístas”:

    não há nenhum jornalista que se preze com a coragem de perguntar a MSoares, AGomes, BE,PCP e quejandos:

    por que se calam:

    com as lapidações de mulheres no Irão?

    Com os 50 anos da invasão e genocídio do povo simples e pacífico do Tibete?

    Estão à espera que os Tibetanos se façam explodir em Pequim como os palestinos?

    porque estiveram caladinhos e cínicos sempre que o stalinista Kim fazia uma experi~encia nuclear e dixava o povo morrer à fome ou nos campos de concentração?

    Porque não condenam o objectivo nazi iraniano, Hamas, Hezbollah de querer acabar de vez com os judeus?

    E os “crimes de honra” islâmicos: violações em grupo, chicotadas em público de inocentes, noivas à pressão assassinadas pela família, ácido nas caras das raparigas, etc., etc.,

    O Carrasco do SUDÃO/DARFUR passeia pela Liga Árabe impune, apesar de ter mandado de captura do TPI, e não gritam pelo respeito pelo Dt Internacional, como fizeram para defender o assassino Saddam

    Poque ficam histéricos(as) com Guantanamo, e caladinhos cobardes e cínicos, qdo ali ao lado há cubanos que lutam pela democracia e dtos humanos?

    pequenos exemplos da asquerosa coligação político-jornalística.

    A UE deve ser um exemplo, ou não? E fazer ver os Dtos Humanos, ou não?

    (isto sem falar nos tabús sobre o Rui Mateus e Macau…)

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  19. per caso's avatar
    per caso permalink
    5 Junho, 2009 20:54

    Estas próximas eleições não cumprem o seu dever, se, cedendo ao compadrio de interesses, instalado neste Portugal, pós-Salazar, não removem o PS e o PSD, “rapidamente e em força”, par o último e o penúltimo lugares.

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  20. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    5 Junho, 2009 21:48

    Estes é que não devem ser europeus.E ainda por cima a borrifarem-se para as dourinas do bloco de esquerda… porra… aquilo é tudo salazaristas…
    Aux Pays-Bas, le populiste Geert Wilders grand vainqueur du scrutin
    Le Parti de la liberté (PVV), qui se présentait pour la première fois aux élections européennes, récolte quelque 15 % des voix, soit 4 ou 5 sièges. Il devient la deuxième formation des Pays-Bas

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  21. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    5 Junho, 2009 21:53

    Aquilo em Bissau está mau.
    Mas na Guiné já se sabe como é.

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  22. portela menos 1's avatar
    portela menos 1 permalink
    5 Junho, 2009 22:24

    VPValente e ABarreto cada vez mais ameaçados com a comcorrência de helenafmatos!

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  23. portela menos 1's avatar
    portela menos 1 permalink
    5 Junho, 2009 22:24

    “concorrência”

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  24. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    5 Junho, 2009 22:33

    Os Jornais e as TVs Portuguesas nunca se preocuparam em investigar isto, um exemplo entre muitos. Não admira como os Políticos querem cada vez mais Europa. O Escrutínio não existe, estão mais protegidos.

    http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/1550150/MEPs-pension-scheme-inquiry.html

    EURO-MPs are on a collision course with open information watchdogs after voting to prevent scrutiny of pension perks worth £8 million every year.

    The European Parliament’s bureau, the body that oversees the assembly’s administration, has voted to prevent publication of a list naming the 475 MEPs who benefit from a pension scheme worth more than £1,400 a month to Euro-MPs with the taxpayer matching every euro personally contributed with two from the public purse.

    Payments are controversial because, for “administrative reasons”, the MEP’s personal contributions are taken automatically from office expenses.

    No one checks whether the politician actually pays anything into the fund from his own salary.Many in Brussels believe that a “large proportion” of Euro-MPs are using their office payments to get a free second pension on top of national schemes.

    The MEPs have sought to justify suppressing the list on the basis that publication would be “an intrusion into family or personal life”.

    But sources have told The Daily Telegraph that Nikiforos Diamandouros, the European Ombudsman, will make a finding of maladministration against Euro-MPs unless the names of beneficiaries are published.

    “The pension is publicly funded and only available as a result of holding public office as an MEP,” said the source.

    “The Parliament’s legal services say the list should be public and the European Data Protection Supervisor has no objection.”

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  25. José Manuel Santos Ferreira's avatar
    José Manuel Santos Ferreira permalink
    5 Junho, 2009 23:01

    O Algarve ainda é nosso ??

    Rei de Portugal e dos Algarves ………

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  26. Pinto's avatar
    Pinto permalink
    5 Junho, 2009 23:11

    Portugal é actualmente governado por uma geração que se independentizou de África e que transferiu para a Europa o “rapidamente e em força” salazarista.

    Parece-me é que Portugal é governado por uma esquerda utópica, que conseguiu impregnar um idealismo absurdo, irreal e impraticável em muitos jovens. Jovens que agora ocupam cargos de elevada responsabilidade e se comportam como se estivessem nos comícios das associações de estudantes lá do tempo das faculdades ou nas alegres conversas durante as noitadas académicas, a imaginarem a sociedade ideal. O resultado é isto:

    Um juiz do Tribunal do Barreiro decidiu ontem libertar ‘Banana Preto’, como é conhecido o suspeito de pertencer ao perigoso gang do multibanco. E o argumento para soltar este assaltante, anteontem apanhado em flagrante pela PSP depois de ter roubado os CTT do Barreiro, foi o da tenra idade, 21 anos, que lhe permite uma reintegração social, segundo o juiz. Escondia em casa notas com tinta, que terão sido obtidas ao serviço do gang da Bela Vista, em Setúbal – que, recorde-se, já roubou das caixas ATM mais de três milhões de euros
    (…)
    Anteontem, avançaram para os CTT e ameaçaram toda a gente – até um bebé de colo. Após três quilómetros de fuga, foram encurralados na Quinta da Lomba. As detenções da PSP foram feitas após tiros de intimidação. Além dos 180 euros roubados, tinham no carro um saco com as roupas usadas no assalto.
    A PSP fez buscas às casas dos assaltantes e, no caso de ‘Banana Preto’, a ligação ao gang do multibanco foi reforçada. Notas pintadas com tinta vermelha – do sistema de tintagem em caixas ATM – não deixaram dúvidas à polícia.

    21 anos é tenra idade????????

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  27. Pinto's avatar
  28. GBM's avatar
    GBM permalink
    5 Junho, 2009 23:29

    Esta foi, talvez, a campanha mais infeliz que conheci. O Parlamento Europeu é, sem dúvida, uma instituição de importância capital para todos os Europeus. A par da discussão dos problemas nacionais e das “tricas” partidárias, teria sido importante conhecer o que os vários candidatos pensam sobre a Europa e as suas políticas. Apesar dos milhões gastos nesta campanha tenho a convicção que passou completamente ao lado da maioria dos portugueses. As estruturas partidárias mal se mexeram, a não ser para os encontros da “carne assada”, os candidatos, apesar do esforço de alguns, e das asneiras de outros, pouco contribuíram para despertar o interesse nacional. Nada se discutiu e nada motivou o voto dos portugurses.

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  29. Piscoiso's avatar
    5 Junho, 2009 23:43

    Desde a economia doméstica às aulas de lavores, querem marcar passo orgulhosamente sós, de S no cinto.
    Fósseis.

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  30. portela menos 1's avatar
  31. Desconhecida's avatar
    Anti-Chulos permalink
    5 Junho, 2009 23:53

    Mais um Aviso:

    Socretinos, Chulos e Corruptos:

    O vosso reinado chegou ao fim.

    Entreguem e devolvem à população tudo o que gamaram.

    Apresentem-se voluntáriamente à justiça por terem posto o país na bancarrota e na maior crise social e financeira desde os tempos dos Filipes.

    Já só têm 48 horas!

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  32. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    5 Junho, 2009 23:59

    Africanizadores daqui a 24 estão feitos…

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  33. e-ko's avatar
    6 Junho, 2009 00:00

    Todos em casa com todosHome forever!


    Para ver o filme completo em versão francesa: aqui.

    Para ver o filme completo em versão inglesa: aqui.

    Saber mais sobre Home: aqui.

    Europa para aqui, África para acolá… e o Salazar já morreu! não há pachorra!
    Estamos todos neste planeta com o mesmo fim: viver!… HOME sweet HOME!

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  34. e-ko's avatar
    6 Junho, 2009 00:07

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  35. Desconhecida's avatar
    6 Junho, 2009 00:38

    E o preço da gasolina?Desceu a nível internacional e aqui de mansinho aumentam-na.É um fartote…Anarec nem pia.

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  36. Desconhecida's avatar
    mahoma permalink
    6 Junho, 2009 01:36

    Escravos negros de árabes islâmicos brancos:

    No SUDÃO, claro!

    Não bastava o genocídio racista islâmico no DARFUR

    http://xinhuar.blogspot.com/2009/06/liberacion-de-232-esclavos-cristianos.html

    Não se esquecem: o GEERTS WILDERS é que é de extrema-direita!!!
    Esclavagistas, genocidas, assassinos são progressistas nos neurónios (poucos) dos “media” ocidentais!!!

    http://xinhuar.blogspot.com/2009/06/liberacion-de-232-esclavos-cristianos.html

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  37. José Manuel Santos Ferreira's avatar
    José Manuel Santos Ferreira permalink
    6 Junho, 2009 01:45

    É pá, não me digam nada
    Estou pior que fo…fo…fo.. lixado

    Não é que o Manuel José vai treinar a selecção de Angola ???

    Fosca-se, o Mantorras ????

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  38. Desconhecida's avatar
    mahoma permalink
    6 Junho, 2009 03:57

    importação da pedofilia islâmica pelo multiculturalismo europeu

    http://xinhuar.blogspot.com/2008/11/el-islam-y-la-pedofilia.html

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  39. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    6 Junho, 2009 04:02

    .
    Sobre as Europeias e sem ofensa (se toda a Europa vê porque é que a Comunicação Social Portuguesa “proibe” os Portugueses de verem ? Ainda não saimos dos tempos de ouvir escondidos a “BBC” etc para se saber qualquer coisita antes do 25ABR?)
    .
    http://www.elpais.com/fotogaleria/imagenes/censuradas/Berlusconi/6527-1/elpgal/
    .

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  40. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    6 Junho, 2009 10:56

    ««A ideologia africanista era exclusiva, a europeísta é inclusiva (em vez de impérios alemão e francês, um eixo franco-alemão, se quiserem).»»

    Inclusiva, desde que não se fale da Turquia, do eurocepticismo inglês, do Joerg Haider, Pim Fortuyn, Vaclav Klaus etc

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  41. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    6 Junho, 2009 11:10

    40 – Obviamente.

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  42. Pedro C.'s avatar
    6 Junho, 2009 11:58

    Quem imaginaria que – sem um paupérrimo sistema partidário aliado a uma dissolução de costumes e normas éticas – fosse possível que um vulgar cidadão beirão (no caso) chegasse à capital e, por artes do diabo e da sorte, chegasse a primeiro da governança e, deslumbrado, se imaginasse uma grande figura do mundo? Portugal, confinado ao rectângulo, com os olhos na Europa, em África ou em qualquer outro sítio; com fronteiras escancaradas a permitir todos os fluxos comunicantes, depende mais dos acasos que a pergunta propõe do que de qualquer outra coisa na definição do seu destino.. O facto é que isto não vai
    lá com pavões enfadiços, “formados” numa qualquer juventude partidária, carregando como herança o espólio dos vélhos políticos que pouco ou nada nos legaram.

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  43. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    6 Junho, 2009 15:30

    Aux Pays-Bas, le populiste Geert Wilders grand vainqueur du scrutin
    Le Parti de la liberté (PVV), qui se présentait pour la première fois aux élections européennes, récolte quelque 17 % des voix, soit 4 sièges. Il devient la deuxième formation des Pays-Bas.

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  44. José Manuel Santos Ferreira's avatar
    José Manuel Santos Ferreira permalink
    6 Junho, 2009 16:33

    21 anos é tenra idade????????

    Agora é
    No meu tempo com 22 estava na Guiné e como oficial miliciano

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  45. Desconhecida's avatar
    josua permalink
    6 Junho, 2009 17:00

    Vota
    Vota contra a corrrupção
    o oportunismo

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  46. Bernardo Sardinha's avatar
    Bernardo Sardinha permalink
    6 Junho, 2009 17:16

    Em Portugal o célebre “Do Minho a Timor” deu lugar a uma espécie “Do Algarve à Finlândia“.

    Não concordo consigo:
    – “Do Minho a Timor” era um sofisma imperialista/colonialista;
    – “Do Algarve à Finlândia” (eu diria aos Urales) é uma aspiração defensiva.

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  47. Desconhecida's avatar
    Xenofilia? permalink
    6 Junho, 2009 18:00

    40 – JoãoMiranda:

    Pode acrescentar Humberto Nuno Oliveira, antes do “etc”, ou por ser português faz-lhe comichão nos dedos?

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  48. Individualismo's avatar
    Individualismo permalink
    7 Junho, 2009 00:44

    Soberania,autodeterminação,soberania,autodeterminação
    soberania,autodeterminação,e soberania,autodeterminação!

    Este artigo deveria ter falado mais específicas história de Portugal

    por exemplo

    Desastroso reinado do rei D. João VI de Portugal que permitiu que todas soberania portuguesa para a Inglaterra.
    só para ter os cidadãos portugueses e empresas portugueses em nada mais do que subservients para o Ingleses “mestres”.

    mais:
    No século XV Portugal esteve em guerra com a Inglaterra por causa da pirataria.

    Entre 1580 e 1640, os ingleses, holandeses e franceses aproveitaram-se das fragilidades de Portugal (ocupado pela Espanha), para se apoderarem de muitas das suas possessões. Tratou-se de uma acção na qual participaram muitos portugueses, pois desta forma combatiam a Espanha (consultar). No Oriente, os ingleses chegaram a aliarar-se com os muçulmanos para explusar os portugueses e os católicos da região. Uma estratégia igualmente seguida pelos holandeses.

    Depois de 1640 o saque destes piratas ingleses aos navios e colónias portuguesas abrandou, mas não terminou. Os ingleses a continuavam a tirar partido das fragilidades do país. Estes factos mostravam-lhes que, embora precisassem dos ingleses, não podiam confiar nos mesmos.

    Durante as invasões franco-espanholas (1801-1814), os ingleses procuraram apoderar-se de Macau, mas foram repelidos por forças portuguesas ajudadas por chineses. Uma acção idêntica tentaram fazer em Goa (India) mais do que uma vez, mas com idênticos resultados.

    Ao longo de todo o século XIX, sucedem-se os conflitos entre Portugal e Inglaterra por causa da partilha de África. Alguns desses conflitos:

    – Ilha de Bolama, na Guiné-Bissau. Os ingleses procuram apossar-se desta ilha e da costa adjacente no continente africano.As tropas portuguesas, em 1830, ocupam-na. Em 1860, o ingleses ordenam que a ilha fosse anexada à sua colónia da Serra Leoa. Portugal recusa e a questão é decidia por uma comissão arbitral internacional presidida pelos EUA (Grant). A sentença, em 1870, foi favorável a Portugal.

    – Baia de Maputo, em Moçambique. Aproveitando-se do facto de Portugal estar mergulhado numa convulsão interna entre liberais e absolutistas, em 1832, a marinha britânica procura apossar-se na baía de Lourenço Marques (Delagoa Bay). As disputas prolongaram-se até 1875, quando uma comissão arbitral presidida pela França, deu razão a Portugal.

    – Zambia e Zimbabué. O mais importante destes conflitos ocorreu no século XIX, em torno da questão da partilha de África (1891), envolvendo a disputa dos territórios entre Angola e Moçambique, o célebre “Mapa Cor de Rosa”. Depois deste acontecimento a amizade luso-britânica nunca mais foi a mesma.

    Nos anos 30 do século XX, o governo inglês chefiado por Neville Chamberlain e o Adolf Hitler (Alemanha), negociavam em segredo a partilha entre si de Angola e Moçambique. O evoluir dos acontecimentos na Europa e a substituição de Chamberlain por Winston Churchill (Setembro de 1939), deitou por terra mais esta traição britânica.

    Na fase final da guerras coloniais e no pós-independência das colónias, os ingleses assumiram posições de defesa intransigente dos seus interesses sem qualquer consideração pelos seus aliados.

    http://lusotopia.no.sapo.pt/indexOP03RUnido01.html

    A razão que me colocou a artigo Não estou a defender para o regresso dos coloniais….

    Outro exemplo de perda de soberania, a queda da monarquia Portuguesa
    Dos ingleses e brasileiros

    Família real inglesa e Maçonaria na instauração da República em Portugal.
    http://www.jornalalenquer.com/noticia.asp?idEdicao=51&id=3545&idSeccao=562&Action=noticia

    Artigo de propaganda republicana (se nada só mostra como os portugueses permitem-lhe o direito à auto-determinação de ser influenciado pelo exterior estrangeiros)

    http://www.museu-emigrantes.org/ComlIdeaRepNov03.pdf.

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  49. Renato's avatar
    3 Agosto, 2009 03:17

    http://principado-da-pontinha.blogspot.com
    Excelencia Sr. Embajador de España
    Don. Alberto Navarro

    Nossa referencia 356/2009
    Asunto; Visita de su Majestades Reyes de España
    C/c: Jefe de la casa real española
    Presidente de la Comunidad Europea
    Primer Ministro de Portugal
    Primer Ministro de España
    Presidente de la Republica Portuguesa
    Ministro de los Negocios Extranjeros Portugueses
    Presidente de la NATO
    Embajador de Portugal en España
    Servicios Secretos Portugueses
    Representante de la Republica Portuguesas en la R.A.M.
    Asociación Internacional de las Casas Reales de Europa
    Delegación de la Real Asociación en Madeira

    Sustentado en el Derecho Internacional Público vengo de este modo, como legitimo representante del pueblo del Principado del Isleño de la Pontinha, Don. Renato I informar a Vuestra Excelencia de la siguiente:
    Es del conocimiento internacional que el Isleño de la Pontinha fue vendo por el Rey de Portugal porque no tenía dinero para hacer el puerto de la ciudad al lado de este, quedando así desde esa época respectivo isleño con la prorrogativa de en el (territorio) hacer lo que bien entienda. Entretanto el Isleño de la Pontinha fue poseído y dominio de las familias inglesas nunca el Estado Portugués coloco en causa la soberanía de este isleño habiendo antes por lo contrario una buena relación de buena vecindad.
    En el año de 2000 adquirimos la pose y el dominio por derecho propio y reconocido internacionalmente, entretanto hay un fenómeno extraño, o sea, comenzamos a ser amenazados por las autoridades portuguesas, repito por las autoridades portuguesas, inclusivamente con amenaza de muerte, lo que nunca había sucedido con los antiguos detentores del Isleño.
    Nuestra respuesta a las amenazas y tentativas de ocupación salvaje fue exprimir nuestra VOLUNTAD, conforme lo que esta también previsto en el Derecho Internacional Publico.
    En un gesto natural y pacifico, hicimos entender de forma clara y objetiva al Gobierno Portugués, nuestra voluntad o de dejar de tener la supuesta protección que a final no era. Antes por lo contrario…
    El modo utilizado para demostrar nuestra voluntad fue el dialogo. Dialogo ese que a final y al contrario de la que se dijo en voz alta el Ministro de los Negocios Extranjeros Portugués: “La alternativa al dialogo es la guerra” nunca existió tal pertinaz ocupación.
    No haría la España lo mismo al gobierno Portugués, caso viniera ahora decir que la carta regia que cedió a las Islas Canarias a España, no tenia valor y por lo tanto las Islas Canarias son portuguesas?
    ¿Los documentos que firmados por el Rey de su nación, no tiene real valor?. Entonces como es posible que la carta regia que detenemos firmada por un Rey de poderes iguales a los suyos estén a ser desrespetados… ¿La Palabra y la firma de un Rey no tiene ya valor?
    ¿Rey es Rey o no es?
    ¿Un Rey actual no tiene por obligación moral hacer valer la determinación de otro igual Rey de 1903?
    Si es necesario divulgar nuestra fuerza (armamento) infórmenos por favor.
    Lamentamos estar a ser engañado relativamente a una de las Islas de Portugal compro en 1971, (Las Salvajes) cuando nuestro Isleño, fue vendido por el Rey de Portugal, perdiendo aso toda pose y dominio en 1903, habiendo el Rey trocado honrarías con sus familiares Reyes de España.
    Compare Vuestra Excelencia de que el Rey Don Carlos de Portugal y respóndanos si sabe, como es que esta Carta Regia no tiene el pleno valor en ella implícito y apenas sirve para hacer reír aquellos que todavía creen en la palabra de un Rey.
    Mejor que nadie conoce Vuestra Excelencia la efectiva experiencia, que adviene de la condición de “exilado”.
    ¿Los portugueses consideran la firma e la palabra de un Rey una payasada?
    ¿O soy yo el payaso?
    ¡Por querer que sean honradas la determinación de un Rey que fue de verdad!
    Como Rey que es, tiene que presionar al Gobierno Portugués para respetar la determinación del Rey de aquel entonces.
    No tiene retorno la decisión de un Rey
    Lo decidido, esta decidido
    O que España tome para si el territorio de Portugal, que fue robado a la fuerza.

    Forte de São José, dia 10 do Ano da Graça de 2009
    Anno a Christo Natto, MMVIII
    _________________________
    Majestad Rey de España

    Asunto: Gibraltar y Fuerte de San José

    Teniendo conocimiento que el gobierno español reunió en Gibraltar, discutiendo los acuerdos que la noble nación española cedió através del tratado de Ultrecht al Reino Unido en 1713, vengo, por este medio, y en el mismo ámbito del Derecho Internacional Publico, invitar V. Ex. A visitar el Isleño de la Pontinha que el Rey de Portugal alieno en venda regia alienando toda la pose del dominio de esta Isla el Fuerte de San José, a fin de explicar públicamente a todos los órganos de la comunicación social la diferencia y vivencia en buena vecindad entre Madeira y el Fuerte de San José una vez que no tiene sido entendido, llevando a la perseguido por los grupos políticos y entidades estatales.
    Ruego a Su Majestad que intervenga y sea mediador.

    Forte de São José, dia 29 Julio do Ano da Graça de 2009
    Anno a Christo Natto, MMVIII

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