Donde menos se espera sai a lebre.
Bom artigo. Retrata fielmente a situação de um partido que perdeu a alma e ora sobrevive apenas à custa dos tachos e prebendas que pode distribuir.
Não é mal vista a análise aos que tropeçaram.
Mas, importante mesmo é que não creio que já alguém tenha explicado o porque da vitória do PSD.
A má ou más políticas de Sócrates?
Não, porque, para isso, a crise mundial teria sido uma boa justificação!
O estilo de Sócrates?
Não, porque o homem até é giro e isso equilibra!
Uma fantástica pleiade de propostas políticas do PSD?
Não, porque já ninguém acredita em propostas oriundas da classe política!
Então, o quê?!
Tudo mais rasteiro nas explicações:
– O Sócrates é giro e isso compensa a sua arrogância. Mas o Santos Silva e o Canas são feios.
– Manuel Alegre(não é necessário explicar que se o poeta não provocou a hecatombe, lançou demasiados pontos de interrogação!)
-Ninguém gosta de ver um esguio e loiraço rapagão a fazer mal a uma senhora de uma forma tão ignóbil(até parece que Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho combinaram isto!)
-A malta não acredita muito naquele namoro da D. Câncio com o Engenheiro.
MAS O FACTOR DECISIVO É ESTE:
– O PSD conseguiu aquilo que pelo mundo fora todos os partidos ambicionam, até as ditaduras. Conseguir reproduzir a mais eficaz dupla do imaginário colectivo: o polícia bom e o polícia mau, com o pormenor muito luso de que nem o mau é assim tão mau nem o bom é um pateta alegre.
Manuela Ferreira Leite e Paulo Rangel são esta dupla. E, o pior dos pesadelos do PS é que esta dupla não se desmorone. E o melhor que pode acontecer a MFL é que Rangel não ganhe demasiados apetites e se sacrifique mantendo este papel no filme da política nacional. E depois, tanto um como outro, um por ser baixote, cara redonda, geradora de empatias, e outra, avó respeitável, encaixam nas fraquezas afectivas dos portugueses. Mau sinal para o PS. Até aqui só Alegre poderá bater-se com esta dupla do PSD.
Portanto, meus amigos, não há rigorosamente nada que possa impedir o PSD de ganhar tudo até ao fim do ciclo eleitoral, basta não desfazer a dupla MFL/Rangel. E Santana não fica nada mal na fotografia. Rio, Passos Coelho, Aguiar Branco e outros deste calibre devem estar o mais longe possível dos flashes.
Rita
A imagem mais marcante foram os ministros, especialmente aquele “amigo íntimo” de Sócrates, a caminhar soziznho, noite fria, na rua, em direcção a algures que a câmara não mostra… ao vazio, portanto. Metáfora poderosa!
Peguemos então na máquina de calcular e deitemos contas à democracia que temos. De mais de 9 milhões e meio de eleitores inscritos, 63% (mais de 6 milhões) entenderam, no passado domingo, que não valia a pena votar. Considerando que outros 4,63%, tendo votado, o fizeram em branco, negando a confiança a qualquer partido, e que houve 2% de votos nulos, os portugueses que confiam ainda nos partidos que temos são já menos de um terço (30%).
O que significa que o PSD – partido mais votado – tem a confiança de apenas 9,5% dos portugueses (31,68% de 30%), e o PS de menos ainda: nem de 8% (26,58% de 30%). E todos os restantes partidos, no seu conjunto, de menos de 9%. É esta a legitimidade democrática (o PSD representando 9,5% dos portugueses, o PS menos de 8% e os restantes partidos menos de 9%) do actual sistema partidário. O que levou a tal divórcio dos portugueses – que, no entanto, nas primeiras eleições após o 25 de Abril acorreram em massa, esperançada e entusiasticamente, às urnas – dos políticos e da política? Teremos que mudar de povo? De políticos? Ou devemos continuar a fazer de conta?
«QUANDO QUEREMOS parecer-nos de tal modo com os nossos adversários políticos que nos confundimos com eles, é certo e sabido que, mais cedo ou mais tarde, os eleitores que nos contemplam acabam por preferir os originais às imitações, ou, pura e simplesmente, repudiam os originais e as cópias, por indecente e má figura, optando pelos extremos. (…)»
É assim que começa uma pequena crónica de Alfredo Barroso (intitulada «Lições de uma derrota»), que se pode ler na íntegra [aqui]
Sucedeu fenómeno parecido ao PSD no fim do Cavaquismo. Com uma ligeira, mas apreciável, diferença. O PS é um Partido de votantes (tradicional em toda Europa); se faltam os votos, nasce o vazio. O PSD é um Partido de votantes (como o PS) mas, desde o dia da sua fundação, contra tudo e contra todos, é também um Partido de militantes (único em toda Europa). É a militância que, nos piores momentos das votações, segura o Partido. Isso o PS não tem e nunca terá.
#9
É claro que não vou ler propaganda do Sr Sobrinho.
Nem vale a pena.
A derrota foi por culpa da Manuela Mora Guedes.
Estão a estragar a grande obra do Tio Mário.
Ao acabarem de ler os 19 comentarios antecedentes, Portugal aumentou a divida em mais 2.654.987,96 Euros.. Obra do PS!
Se se concretizarem as grandes obras planeadas, TGV, Ponte e Aeroporto,a mnha neta de 9 anos,quando fizer 34 anos , terá pago ao Estado :231.900 E… Obra d PS.
Meus irmaos, pensai no assunto… convertam-se ao Manuelismo…antes de colidirmos no iceberg…
Palavras de um crente
Amem
Quem ganhou as eleições foi o PS. Simplesmente porque o PSD as perdeu. Por isso mesmo o PS escolheu o Moreira como cabeça e o PSD o outro rapaz que fala bem e eu nunca me lembro o nome. O PS não pode ganhar as legislativas porque arrisca a desaparecer nos próximos 5 a 10 anos. O PSD mandou o rapaz para a Europa e vê-se obrigado a ganhar (MESMO COM A FERREIRA LEITE) azaradamente porque o PS tem feito tudo para perder. Os próximos anos vão ser dramáticos para a existência deste Pais. A força que estiver a governar vai ficar marcada ao ponto de eventualmente ter que desaparecer. É por isso que o PSD tem um lider idoso. Que pode ser sacrificado numa tentativa de não queimar mais nenhum outro. Etc..etc..etc..
Donde menos se espera sai a lebre.
Bom artigo. Retrata fielmente a situação de um partido que perdeu a alma e ora sobrevive apenas à custa dos tachos e prebendas que pode distribuir.
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não percebo a admiração, perderam e asumiram a derrota. quem tem motivos para comemorar é quem ganhou.
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“não percebo a admiração…”
Não percebes nada, pá!
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explica lá, que eu fiquei lóreiro com a derrota.
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Não é mal vista a análise aos que tropeçaram.
Mas, importante mesmo é que não creio que já alguém tenha explicado o porque da vitória do PSD.
A má ou más políticas de Sócrates?
Não, porque, para isso, a crise mundial teria sido uma boa justificação!
O estilo de Sócrates?
Não, porque o homem até é giro e isso equilibra!
Uma fantástica pleiade de propostas políticas do PSD?
Não, porque já ninguém acredita em propostas oriundas da classe política!
Então, o quê?!
Tudo mais rasteiro nas explicações:
– O Sócrates é giro e isso compensa a sua arrogância. Mas o Santos Silva e o Canas são feios.
– Manuel Alegre(não é necessário explicar que se o poeta não provocou a hecatombe, lançou demasiados pontos de interrogação!)
-Ninguém gosta de ver um esguio e loiraço rapagão a fazer mal a uma senhora de uma forma tão ignóbil(até parece que Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho combinaram isto!)
-A malta não acredita muito naquele namoro da D. Câncio com o Engenheiro.
MAS O FACTOR DECISIVO É ESTE:
– O PSD conseguiu aquilo que pelo mundo fora todos os partidos ambicionam, até as ditaduras. Conseguir reproduzir a mais eficaz dupla do imaginário colectivo: o polícia bom e o polícia mau, com o pormenor muito luso de que nem o mau é assim tão mau nem o bom é um pateta alegre.
Manuela Ferreira Leite e Paulo Rangel são esta dupla. E, o pior dos pesadelos do PS é que esta dupla não se desmorone. E o melhor que pode acontecer a MFL é que Rangel não ganhe demasiados apetites e se sacrifique mantendo este papel no filme da política nacional. E depois, tanto um como outro, um por ser baixote, cara redonda, geradora de empatias, e outra, avó respeitável, encaixam nas fraquezas afectivas dos portugueses. Mau sinal para o PS. Até aqui só Alegre poderá bater-se com esta dupla do PSD.
Portanto, meus amigos, não há rigorosamente nada que possa impedir o PSD de ganhar tudo até ao fim do ciclo eleitoral, basta não desfazer a dupla MFL/Rangel. E Santana não fica nada mal na fotografia. Rio, Passos Coelho, Aguiar Branco e outros deste calibre devem estar o mais longe possível dos flashes.
Rita
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A imagem mais marcante foram os ministros, especialmente aquele “amigo íntimo” de Sócrates, a caminhar soziznho, noite fria, na rua, em direcção a algures que a câmara não mostra… ao vazio, portanto. Metáfora poderosa!
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When do they get married after all?
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Tempo de fazer contas
Peguemos então na máquina de calcular e deitemos contas à democracia que temos. De mais de 9 milhões e meio de eleitores inscritos, 63% (mais de 6 milhões) entenderam, no passado domingo, que não valia a pena votar. Considerando que outros 4,63%, tendo votado, o fizeram em branco, negando a confiança a qualquer partido, e que houve 2% de votos nulos, os portugueses que confiam ainda nos partidos que temos são já menos de um terço (30%).
O que significa que o PSD – partido mais votado – tem a confiança de apenas 9,5% dos portugueses (31,68% de 30%), e o PS de menos ainda: nem de 8% (26,58% de 30%). E todos os restantes partidos, no seu conjunto, de menos de 9%. É esta a legitimidade democrática (o PSD representando 9,5% dos portugueses, o PS menos de 8% e os restantes partidos menos de 9%) do actual sistema partidário. O que levou a tal divórcio dos portugueses – que, no entanto, nas primeiras eleições após o 25 de Abril acorreram em massa, esperançada e entusiasticamente, às urnas – dos políticos e da política? Teremos que mudar de povo? De políticos? Ou devemos continuar a fazer de conta?
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina
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«QUANDO QUEREMOS parecer-nos de tal modo com os nossos adversários políticos que nos confundimos com eles, é certo e sabido que, mais cedo ou mais tarde, os eleitores que nos contemplam acabam por preferir os originais às imitações, ou, pura e simplesmente, repudiam os originais e as cópias, por indecente e má figura, optando pelos extremos. (…)»
É assim que começa uma pequena crónica de Alfredo Barroso (intitulada «Lições de uma derrota»), que se pode ler na íntegra [aqui]
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Sucedeu fenómeno parecido ao PSD no fim do Cavaquismo. Com uma ligeira, mas apreciável, diferença. O PS é um Partido de votantes (tradicional em toda Europa); se faltam os votos, nasce o vazio. O PSD é um Partido de votantes (como o PS) mas, desde o dia da sua fundação, contra tudo e contra todos, é também um Partido de militantes (único em toda Europa). É a militância que, nos piores momentos das votações, segura o Partido. Isso o PS não tem e nunca terá.
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#9
É claro que não vou ler propaganda do Sr Sobrinho.
Nem vale a pena.
A derrota foi por culpa da Manuela Mora Guedes.
Estão a estragar a grande obra do Tio Mário.
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Mas o senhor agora tem medo de um pobre diabo como eu de tal maneira que censura o meu IP.
Por favor cresça e deixe de ser criança.
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Veja se cresce e consegue ser um democrata.
Agora vou colocar o mesmo post em todos os posts que aqui aparecerem até o senhor ter vergonha na cara.
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Ao acabarem de ler os 19 comentarios antecedentes, Portugal aumentou a divida em mais 2.654.987,96 Euros.. Obra do PS!
Se se concretizarem as grandes obras planeadas, TGV, Ponte e Aeroporto,a mnha neta de 9 anos,quando fizer 34 anos , terá pago ao Estado :231.900 E… Obra d PS.
Meus irmaos, pensai no assunto… convertam-se ao Manuelismo…antes de colidirmos no iceberg…
Palavras de um crente
Amem
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Quem ganhou as eleições foi o PS. Simplesmente porque o PSD as perdeu. Por isso mesmo o PS escolheu o Moreira como cabeça e o PSD o outro rapaz que fala bem e eu nunca me lembro o nome. O PS não pode ganhar as legislativas porque arrisca a desaparecer nos próximos 5 a 10 anos. O PSD mandou o rapaz para a Europa e vê-se obrigado a ganhar (MESMO COM A FERREIRA LEITE) azaradamente porque o PS tem feito tudo para perder. Os próximos anos vão ser dramáticos para a existência deste Pais. A força que estiver a governar vai ficar marcada ao ponto de eventualmente ter que desaparecer. É por isso que o PSD tem um lider idoso. Que pode ser sacrificado numa tentativa de não queimar mais nenhum outro. Etc..etc..etc..
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O artigo justifica, aquilo que nunca consegui, porque deixei de votar no PS!
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