Observações de António Barreto
Hoje, no PÚBLICO, António Barreto leva-nos ao fantástico mundo dos observatórios. Começa por nos contar como o Tribunal de Contas dadas as derrapagens das obras estatais recomenda que seja criado um Observatório das Obras Públicas. Acontece que o mesmo, explica António Barreto, já existe desde 2004 mas nunca passou dos discursos à prática. Enfim derrapa como as próprias obras que se propõe monitorizar. Mas o maior contributo desta crónica de António Barreto foi o levantamento dos observatórios já existentes. A lista é fascinante:
«Os observatórios entraram em moda há alguns anos e multiplicaram-se. Entre úteis e inúteis, a lista telefónica revela-os às dezenas. O Observatório do QREN é uma estrutura de missão destinada a assegurar o exercício das actividades técnicas de coordenação e “monitorização” estratégica do Quadro de Referência Estratégico Nacional. Em Abril de 2009, a ministra da Educação, o secretário de Estado adjunto e da Administração Local e a Associação Nacional de Municípios Portuguesas acordaram em criar o Observatório das Políticas Locais de Educação. O Observatório da Emigração é uma instituição criada em 2008 pela Secretaria de Estado das Comunidades em “parceria” com o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. O Observatório da Imigração é uma unidade criada no âmbito do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, que pretende aprofundar o conhecimento sobre a realidade da imigração em Portugal. O Observatório Permanente da Justiça Portuguesa, criado no âmbito do Ministério da Justiça, está sedeado no Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, onde funciona desde 1996. O Observatório Português dos Sistemas de Saúde tem como finalidade proporcionar uma análise precisa, periódica e independente da evolução do sistema de saúde português. O Observatório do Turismo é o órgão responsável pelo acompanhamento, divulgação e análise da evolução da actividade turística. O Observatório dos Mercados Agrícolas e Importações Agro-Alimentares foi criado pela Assembleia da República. Este não é o catálogo. Ficaram muitos por enumerar, como o Observatório de Segurança de Estradas, o Observatório do Endividamento dos Consumidores, o Observatório das Desigualdades, o Observatório de Prospectiva na Engenharia e Tecnologia, o Observatório da Publicidade, o Observatório do Comércio, o Observatório da Ciência e do Ensino Superior, o Observatório das Actividades Culturais ou o Observatório do Emprego e Formação Profissional. Sem falar nos observatórios municipais, que os há, nos regionais, que também existem, e nos privados, que não faltam. Para quê criar observatórios dependentes do Governo? Para que servem as Inspecções e as Direcções-Gerais? Por que não contratar entidades independentes, exteriores à Administração Pública, privadas ou estrangeiras?

“Quando não se quer fazer nada, nomeia-se uma Comissão”. – Oliveira Salazar
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verdadeiros
observatórios astrómicos
só tachos
pró largo dos ratos
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Os mais interessantes são os “observatórios da EMIGRAÇÂO” e o da “IMIGRAÇÃO”.O 1º aconselha as medidas a tomar paraincentivar a actividade para que seja possível a existência do segundo…
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Quer-se dizer a malta cá do burgo tem que emigrar para “remeter” verbas que permitam pagar o 2º melhor acolhimento da “imigração” europeia,com os bairros sociais, o RSI e a animação do país em especial de polícias, tribunais e prisões…muitas “associações, SOS e outras ONG´s que só existem para fazer o bem…
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I Parte
O mundo dos observatórios
para mil e uma finalidades,
são públicos e predatórios
das mais fúteis imbecilidades.
Nascem por todo o lado
e por razões disparatadas,
é um sinal revelado
de políticas embotadas!
Tanta gente empoleirada
paga principescamente,
esta nação empoeirada
a definhar miseravelmente.
II Parte
De frente para o despenhadeiro
nesta penosa e rude caminhada,
a queda nesse esbarrondadeiro
deixará a economia definhada!
A situação é delicada
com tanto esbanjamento,
abeira-se a derrocada
do nosso parco orçamento.
Quem se lixa é o mexilhão
nesta e noutras histórias,
com tanto político brincalhão
e as suas políticas predatórias!
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1º – D.G., com insituições de suporte e tecnico ao Ministério
2º – Empresas Públicas – entidades juridicamente independentes, com tutelas atribuidas pelos Ministérios
3º Institutos – especie de entidade mista, que esteve em voga com claros objectivos de desorçamentar despesa
4ª Inspecções – IG Finanças e IG TRabalho – estas com fundamentos e principios virtuosos
5º Sociedades Anonimas – muitas empresas publicas passaram a S.A. entretanto.
5ºb) estas por sua vez, podem ir abrindo subsidiárias suas, que vao escapando ao controlo, e sempre originam mais uns quantos presidentes e administradores, e automoveis de empresa e cartões de credito
6º Autoridades (Metropolitana, Concorrencia, Comunicação Social) 7º Observatórios – em que se recolhe um apanhado de gente composta por ministérios, E.P’s, S.A’s e insitutos para “estudar” sobre um tema
Aproveito para ajudar O Gov nesta tentativa de criar mais entidades e quicá até ser uma forte arma para combate ao desemprego cor de rosa
Gabinetes Estudo para o de Sector […]
Comissão para o Estudo de […]
Comissões instaladoras (de Empresas, autoridades, observatórios, Gabinetes de Estudo
NOta: Não esquecer que isto poderá multiplicar, uma vez que poderão ser criado este tipo de entidades REGIONAIS e MUNICIPAIS
Uma vez esgotado, e não cumprido o objectivo de combate ao desemprego, eis a REGIONALIZAÇÃO, com toda uma série de entidades fresquinhas por criar
Depois, quando chegasrmos ao buraco, o ultimo a sair que feche a porta, por favor
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Puta que os pariu a todos, nação socialista que afunda mais a cada dia que passa. E tem a lata de falar em neoliberalismo. Mas que neoliberalismo existe em Portugal ? Existe sim um neoestatismo selvagem, que nos saca os tostões em milhões de impostos e taxas para alimentar o gordo estado, cada vez mais obeso, morbidamente obeso.
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Proponho desde já que se crie o Observatório das Entidades Reguladoras em dependência directa de um Alto Comissário para a Concorrência entre os Organismos Reguladores. Tudo isto com as devidas assessorias claro.
Para a maior glória do Mercado.
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Falta aí aquele observatório que de tempos a tempos vem dizer que vem aí o fim do mundo, a sedes
E há mais observatórios que não se chamam obsercatórios. Há a opus dei e a maçonaria. Sempre à coca.
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Há também as comissões de acompanhamento que a assembleia da republica inventa de vez enquando.
Sempre a inventar empregos.
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Proponho uma Comissão de Acompanhantes para o Parlamento. E um observatório anexo (com entrdas pagas).
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Parece-me que o António Barreto estava muito distraído. Então e o Observatório da Língua Portuguesa, o Observatório dos Tarifários da Anacon, o Observatório do Desenvolvimento do Alentejo, o Observatório do Algarve, o Observatório da Imprensa, o Observatório da Sociedade da Informação e do Conhecimento, o Observatório dos Recursos Educativos, o Observatório da Luta contra a Pobreza, o Observatório de Ambiente, Sociedade e Opinião Pública, o Observatório dos Poderes Locais, o Observatório da Educação, etc, etc. Esqueceu-se de muitos.
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«Por que não contratar entidades independentes, exteriores à Administração Pública, privadas ou estrangeiras?»
Haveria sempre o perigo dessas entidades serem pressionadas a concluir determinadas coisas sob pena de não verem renovados os contratos para observar!
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Neste blogue já existe um observatório para os artigos do António Barreto, do CAA, da HM, do JM, uma entidade reguladora para as caixas de comentários … enfim, não são assim tão diferentes entre si os portugueses!
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Não esquecer o Observatório Europeu das Drogas, em Lisboa, e que não faz absolutamente nada a não ser um relatório anual baseado no do UNODC.
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Osservatore Romano é o melhor deles todos.
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Eh, cum carago, tanto observatório, hi, tanta capela de dar tacho e roubalheira à camarilha central de usurpadores do PS, PSD, CDS e a beata ingreja.
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Gostava de ver um político que no seu programa tenha escrita a promessa de extinguir todos os “Observatórios”, mais as “Comissões”, e outras fontes de emprego de chulos.
Devia haver, e acabará por haver, uma cultura nacional de desprezo por pessoas que trabalham nessas e noutras organizações parasitárias do mesmo estilo. Já faltou mais.
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Lamentável… Será que não teremos meia dúzia de pessoas
competentes para governar este pequeno país?
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País? Qual país?
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Distraído não andará. Dis traído andamos nós.
Digo eu.
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errata: onde se lê distraído deve ler-se dis traídos.
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Como da Extrema Esquerda á Extrema Direita são todos Socialistas não é surpreeendente os tachos para os boys & girls.
“E tem a lata de falar em neoliberalismo. Mas que neoliberalismo existe em Portugal ? Existe sim um neoestatismo selvagem, que nos saca os tostões em milhões de impostos e taxas para alimentar o gordo estado, cada vez mais obeso, morbidamente obeso.”
Muito Bem! Mas quem domina a narrativa é a esquerda ou em menor grau as direitas socialistas, são eles que têm os jornais, a Escola “é do Estado é do PS” a RTP,RDP,LUSA. Por isso podem dizer isso e muito mais.
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Somos pois um País de Observadores. Em francês Voyeurs.
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Terminou o passatempo promovido no ‘Sorumbático’ (por sugestão de António Barreto), tendo sido referidos mais os seguintes observatórios (é possível que alguns estejam repetidos, mas aqui ficam tal como os leitores os indicaram):
… das actividades culturais
… da justiça
… português dos sistemas de saúde
… da imprensa
… Português dos Sistemas de Saúde
… Permanente da Justiça
… dos recursos educativos
… dos tarifários (ANACOM)
… das Políticas Locais de Educação
… dos jardins (Gulbenkian)
… da língua portuguesa
… do medicamento e produtos de saúde
… permanente sobre a produção, o comércio e a proliferação de armas ligeiras
… permanente da juventude
… nacional das doenças reumáticas
… da cidadania
… do comércio
… das Desigualdades
da Sociedade da Informação e do Conhecimento
Nacional de Saúde
de Óbitos (dentro do anterior)
dos Poderes Locais
dos Percursos dos Estudantes
da Cidadania e Intervenção Social
de Trajectos dos Estudantes do Ensino Secundário
da Literatura Infanto-Juvenil
… nacional dos recursos humanos
… biologia e sociedade
… da profissão de informação – documentação
… nacional de doenças respiratórias
… de segurança, criminalidade organizada e terrorismo
… para a emigração
… da avaliação de desempenho dos docentes
Observ da Sociedade da Informação e do Conhecimento
Observ do Algarve
OBERCOM Observ da Comunicação
OPSS Observ Português dos Sistemas de Saúde
OI Observ da Imigração Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo
OPJ Observ Permanente da Justiça Centro de Estudos Sociais
ONSA Observ Nacional de Saúde
OLP Observ da Língua Portuguesa Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
Observ sobre a Adopção de Crianças
Observ de Tarifários do Serviço Telefónico Móvel
Observ da Imprensa
OPJ Observ Permanente da Juventude
Observ do Turismo de Lisboa
ORE Observ dos Recursos Educativos
OPL Observ dos Poderes Locais
ONDOR Observ Nacional das Doenças Reumáticas
Observ Web 2.0 Portugal
Observ de Segurança das Estradas e Cidades
Observ de Prod., Comércio e Proliferação de Armas Ligeiras
OEDT Observ Europeu da Droga e Toxicodependência
OBERCID Observ da Cidadania
OLGBT Observ de Educação
Observ do Quadro Comunitário de Apoio III
Observ para Baguim do Monte
Observ da Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa
Observ da Segurança Escolar
Observ Europeu do Racismo e Xenofobia
OPET Observ de Prospectiva da Engenharia e da Tecnologia
Observ do Gabinete de Inserção na Vida Activa
FACTO Observ da Fundação para as Artes, Ciências e Tecnologias
Observ do Desenvolvimento do Alentejo
OPI-D Observ da Profissão de Informação – Documentação
Observ do e – Learning
Observ Permanente da Liberdade Religiosa
Observ da Sustentabilidade do Entre Douro e Vouga
Observ da Jihad
Observ de Timor – Leste
OC Observ da China
Observ Local da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
OBLIJ Observ da Literatura Infanto-Juvenil
Observ Europeu das PME
Observ Local da ADM Estrela
Observ da Competitividade da Região Centro
Observ de Emprego dos Diplomados do Ensino Superior
Observ para a Integração de Pessoas Portadoras de Deficiência
Observ de Segurança em Meio Escolar
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Olha que dois! António Barreto e Helena Matos! Só se estraga uma casa, entenda-se e neste caso um post! Alguém me faculta o mail destes dois meliantes? Li dois artigos dests pseudo-intelectuais (que já tive o trabalho de contestar e que gostaria de lhes fazer chegar) de ler e vomitar por mais!
Futebol – de AB
Um naco de prosa rençoso sobre Sintra e a proibição das touradas – de HM
Atenciosamente
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