A solidariedade da classe trabalhadora….
18 Junho, 2009
….. da AUTOEUROPA.
E, já agora, porque não dizê-lo, a sua enorme visão estratégica e de futuro!
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….. da AUTOEUROPA.
E, já agora, porque não dizê-lo, a sua enorme visão estratégica e de futuro!
quantos mais conflitos laborais mais vantagens eleitorais para a oposição.
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Como aqui disse, mais uma vez, não há nenhum tipo de dedicação e sacrifício por parte dos trabalhadores para ajudar a salvar a empresa. Os sindicatos, mais uma vez, estão a conseguir fazer o que não queriam: levar aquela gente toda para o desemprego.
É preciso dizê-lo com frontalidade: muitos dos sindicatos são hoje um cancro para muitas empresas e, consequentemente, para os seus trabalhadores.
O trabalhador deve entender que, ao dar o máximo de si para enriquecer o negócio do seu patrão, está ele próprio a criar uma base sólida para o seu futuro. Isto da mesma forma que o patrão deve entender que, ao proporcionar melhores condições ao seu funcionário, está a investir na capacidade produtiva dos seus trabalhadores, o que leva a um crescimento do seu negócio.
É estranho, mas é uma situação Win-Win. Então porque não vemos isso acontecer? Porque é necessário que ambos os intervenientes tenham essa visão e tomem essa atitude em simultâneo. Caso contrário, se o trabalhador der o máximo de si e não for justamente recompensado, ou se o patrão der as melhores condições possíveis aos seus funcionários mas a produtividade não aumenta (ou até diminui), já todos nós sabemos para onde converge este processo…
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depois que não se queixem…. a Autoeuropa a este ritmo, encerra daqui a um ano!
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a este ritmo sim mas de cedências dos trabalhadores. a Autoeuropa encerra de qualquer maneira. a não ser que depos de fazerem como os da British airways e trabalharem 5 semanas sem receber aceitem trabalhar 5 anos sem receber.
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“2 – sindicatos aos serviço da agenda do(s) partido(s), que por acaso discordam da comissão de trabalhadores.
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#4 – ganda teoria, se não cederem vai mais depressa e o estado que os alimente.
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cheira a Opel/Azambuja
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#2 Rui Costa
Concordo com a maioria do que disse, mas há algumas frases que não podem ser tomadas como verdades universais sem se ver caso a caso (ex: empresas públicas ou semi-públicas VS empresas privadas) como:
“O trabalhador deve entender que, ao dar o máximo de si para enriquecer o negócio do seu patrão, está ele próprio a criar uma base sólida para o seu futuro.”
Parto sempre desse princípio, já pensei seriamente e de forma universal desta forma e agi de acordo numa empresa onde trabalhava (não era pública).
O que se verificou foi que enquanto havia meia dúzia de pessoas que realmente trabalhavam, que ficavam com os projectos mais complicados, que faziam noitadas e fins-de-semana, havia todo um grupo que entrou na empresa por amizades, com cargos confortáveis, que passavam a maior parte do dia na copa do café, chegavam às 10:30 ou 11:00, às 18:00 já estavam de saída e ficavam sempre com os projectos menos complexos. Sem referir que eram os que ganhavam mais.
Em 2003 a empresa foi vendida a um grupo estrangeiro. Antes da venda pressionaram as pessoas a sairem ou a aceitarem que os seus salários fossem revistos em baixa (em média menos 10%). Tudo para tornar a empresa mais vendável. E sempre com o discurso de que era melhor ganhar menos 10% do que ir para a rua.
Conclusão: concordo em teoria com tudo o que disse. Na prática há casos e há casos.
No caso Autoeuropa, tendencialmente acho que fizeram asneira em não aceitar o acordo. Mas não trabalho lá nem conheço a realidade de quem lá trabalha.
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Paulo,
Eu referi isso…
“É estranho, mas é uma situação Win-Win. Então porque não vemos isso acontecer? Porque é necessário que ambos os intervenientes tenham essa visão e tomem essa atitude em simultâneo.”
É lamentável que ainda se verifiquem situações como a que referiu…
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António Chora é que agora Chora.
Um artigo interessante a ler:
http://umtaldeblog.blogspot.com/2009/05/agora-chora.html
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“O trabalhador deve entender que, ao dar o máximo de si para enriquecer o negócio do seu patrão, está ele próprio a criar uma base sólida para o seu futuro.”
O problema é que o trabalhador não é formado em Economia. Não conhece Adam Smith, nem Mises, nem Hayek… Essa é que é a questão!…
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ha que dar os parabens ao Carvalho da Silva e sus muchachos por esta vitória!
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Aliás, o que o trabalhador deve sempre compreender é que o patrão é que sabe o que é o melhor para o trabalhador, que é anuir e baixar a tola sempre que quiser manter o seu emprego, trabalhar como escravo e se puder ser, trabalhar sem receber nada. Isto tudo, claro, na perspectiva de um futuro melhor.
O único problema é que o trabalhador não percebe nada de Hayek, porque senão percebia que a melhor maneira de se enrabar é chular aos pés do patrão.
Seja como for também acho: acabem com os sindicatos. É muito mais fácil para mim enrabar os meus empregados sem essa corja mafiosa.
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Eu cá acho que o sokas podia tentar viabilizar o estado (à moda da Autoeuropa) começando por retirar uns 10% a todos os trabalhadores da função publica com ordenados acima dos 1000 euros (prof. universitários, juizes, juristas, fiscalistas, economistas, engenheiros, etc). Depois podia impôr que trabalhassem mais umas horitas por dia à borla (assim à moda da Autoeuropa) e finalmente (ainda à moda da autoeuropa), colocar umas clausulas de revisão anual dos contratos de trabalho que permitisse a sua dispensa caso não fossem precisos e os objectivos não fossem cumpridos (satizfação plena da população).
Ex. para que é que são precisos dois bibliotecários se um só pode perfeitamente tomas conta de duas bibliotecas? E ainda dar uma perninha à praia no verão e fazer de nadador-salvador. Só isso já tornava o Estado muito mais viável e perfeitamente capaz de concorrer sadiamente com outros estados por esse mundo fora.
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“Aliás, o que o trabalhador deve sempre compreender é que o patrão é que sabe o que é o melhor para o trabalhador, que é anuir e baixar a tola sempre que quiser manter o seu emprego, trabalhar como escravo e se puder ser, trabalhar sem receber nada. Isto tudo, claro, na perspectiva de um futuro melhor.”
Caro Luís, temo que esteja a interpretar de forma errada o meu ponto de vista. Eu apenas defendo que o paradigma na relação empregado-empregador tem de mudar, de ambos os lados. Aqui, neste país à beira-mar plantado, ainda se vive com base em ideais supostamente de Abril, muito próximos de extrema esquerda. Os tempos são outros!
Mas sim, essa mudança só faz sentido se ocorrer em ambos os lados, em simultâneo! Mas no caso da AutoEuropa, parece-me que a administração procura de facto uma solução para salvar a empresa e os postos de trabalho. E parece-me óbvio que a bola está nos trabalhadores, que parecem estar a tentar rematar para a bancada.
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Luis Dias dixit
“O único problema é que o trabalhador não percebe nada de Hayek, porque senão percebia que a melhor maneira de se enrabar é chular aos pés do patrão.”
O que é óbvio deste comentário é que o seu autor também não sabe nada de Hayek.
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e juizes?
Para que é que é preciso tanto juiz?
Assim não conseguem ser competitivos, até se atrapalham uns aos outros.
O que é preciso é uma boa meia duzia de juizes mas dos bons. Três ou quatro em Lisboa, dois no Porto e pouco mais. Cada um com um conjunto de carimbos e é sempre a aviar. Isto enquanto não houver visão para um investimento de futuro que é mecanizar a justiça, mas o mau exemplo dos empresários portugueses tem exercido pessima influencia sobre o estado e é bem capaz de ninguem se lembrar disso.
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Por exemplo, os médicos deviam compreender que é preciso salvar a saúde, dar consultas de graça a partir das sete da tarde e ao fim de semana. Por o que pode acontecer é a doença ir embora para outro país e depois, olha, não há nada para ninguem. Deviam compreender que a bola está do lado deles em vez de se porem a chutar para a bancada. Porque genuinamente, a doença não está para tretas, ou querem ou ela vai infectar gente para a china onde há muito mais que infectar. Ponham-se finos…
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concordo com todos, mesmo com aqueles que desconversam, mas acho que a autoeuropa esta a aproveitar os tempos que correm para colocar alguma pressão na parte laboral para depois sair bem no filme. é só uma impressão.
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Caro Fortuna,
Gosto do seu discurso, claramente adequado para o estado actual da politica no nosso país. Demagogia e dramatismo não lhe faltam. É um começo.
Eu compreendo: do seu ponto de vista, é preferível todos aqueles trabalhadores virem parar ao desemprego. Ceder o vencimento extra (entenda-se, é pago na mesma, mas como se fosse um dia da semana) em seis sábados por ano para permitir à empresa sobreviver, isso é que não!
Haja bom senso…
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até o pinho diz “estar com o coração nas mãos”,,,,,,, :-))))))))))))))))))))
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Uma área tambem boa para o Zé poupar e tornar o estado mais competitivo era nas finanças. Privatizava a cobrança de impostos. com objectivos bem definidos. meritocracia à percentagem. Quem mais cobra mais recebe. Por exemplo, o homem do fraque inscreve-se na DGFinanças e depois passa a cobrar impostos por ai. Conta-se com a solidadriedade dos actuais trabalhadores das finanças para perderem o emprego e deixarem de receber ou então montarem a sua propria empresa tipo homem do fraque. Tudo a vasculhar. De certeza que tinhamos um estado muito mais competitivo.
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O que é óbvio deste comentário é que o seu autor também não sabe nada de Hayek.
Saber é algo diferente de engolir o dogma.
Eu compreendo: do seu ponto de vista, é preferível todos aqueles trabalhadores virem parar ao desemprego. Ceder o vencimento extra (entenda-se, é pago na mesma, mas como se fosse um dia da semana) em seis sábados por ano para permitir à empresa sobreviver, isso é que não!
Também acho um pouco ridículo por si, mas foi essa a decisão deles. A liberdade tem o preço de estarmos expostos à idiotice. Repare que era necessário que todos os trabalhadores tivessem essa diminuição para que a medida tivesse efeito. Não vejo senão um processo democrático como a melhor forma de resolver a situação. Um processo individual esbarrava no primeiro idiota que recusasse os termos, mesmo que 99% concordasse. Mas isto são subtilezas que escapam aos simplistas aqui do bairro hayekiano.
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“Também acho um pouco ridículo por si, mas foi essa a decisão deles. A liberdade tem o preço de estarmos expostos à idiotice.”
Certo, Luís. Espero que defenda o mesmo quando um patrão decidir despedir 1000 trabalhadores por… uma idiotice.
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Claramente quem votou contra esta proposta foram os trabalhadores mais antigos, com maiores previlégios e que esperam não serem contemplados quando houver uma redução de 250 postos de trabalho, pois os primeiros 250 postos de trabalho a serem suprimidos serão aqueles que estão a prazo.
Vejamos se alguns não se vão arrepender desta decisão…
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Certo, Luís. Espero que defenda o mesmo quando um patrão decidir despedir 1000 trabalhadores por… uma idiotice.
Não me passa pela cabeça impedi-lo, por quem me toma? Agora se for uma idiotice, não espere de mim senão cobras e lagartos. Verbais pelo menos.
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Agora se for uma idiotice, não espere de mim senão cobras e lagartos. Verbais pelo menos.
Entendo. Só não entendo porque não o faz neste caso também.
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“O que é óbvio deste comentário é que o seu autor também não sabe nada de Hayek.”
Saber é algo diferente de engolir o dogma.
Isto é, não engole um dogma porque não faz a mínima ideia sobre que dogma é esse. Pronto, está bem. Eu também não engulo os pensamentos do Takeshi Mitusko, principalmente porque nunca ouvi falar de tal personagem.
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Deve querer dizer Takeshy Mitsuko.
É o guarda-costas da minha tia Sugawara.
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Não é admissível, que de cada vez que haja crise ou alguma alteração de modelo na fábrica, que os trabalhadores sejam chantageados de verem perdidos os seus postos de trabalho, quer seja por concorrência de países onde a mão-de-obra é mais barata ou para garantir a produção e os postos de trabalho na Alemanha.
Não nos podemos esquecer que a VW é uma empresa Alemã e por muito que nos possa custar a compreender, como Portugueses, não será difícil para qualquer Administração da VW justificar o encerramento de uma unidade em Portugal (mesmo sendo uma das melhores que o grupo detém) para manter postos de trabalho e produção na Alemanha. Esta é a realidade! Esta é a razão da importância de haver empresas de capital nacional. Não podemos esperar benevolência, esmolas ou mesmo compreensão. Se a deslocalização for resolver um problema na Alemanha… temos um problema grande em mãos. Infelizmente, para nós, a realidade é esta!
Os capitais são estrangeiros e se houver necessidade de reduzir capacidade, as unidades que estão fora do país de origem serão as que serão descartadas em primeiro lugar. Convém referir que a VW é detida (cerca de 20%) pelo governo da Baixa-Saxónia, área de onde é originária, e onde tem várias unidades fabris, Hannover, Emden, Braunschweig e a sede Wolfsburg.
Dada a importância da AutoEuropa para o país e para o distrito de Setúbal esta situação tem de ser acompanhada ao mais alto nível governamental, mas não cedendo a chantagens!
A relação entre trabalhador/empregador tem de ser uma relação de ganho mútuo. O empresário não pode esperar o mesmo rendimento e a mesma atitude de um trabalhador que trabalha sem folgas, que deixa a família sem se sentir devidamente retribuído.
Deslocalizar a produção total ou parcial da AutoEuropa para a Alemanha não baixa o custo dos veículos, apenas garante o emprego aos alemães e permite utilizar a capacidade já aí instalada.
Espero que Governo, Comissão de Trabalhadores e todas as entidades envolvidas consigam manter a produção em Portugal. A AutoEuropa é muito importante e estes sinais e ameaças devem ser encarados de forma muito séria e responsável!
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“Uma vez mais, a Autoeuropa apresenta a chantagem dos despedimentos e a deslocalização da produção como forma de aumentar a exploração. Conseguiram-no uma vez mas falharam a segunda. Mais de 1300 operários rejeitaram pagar a crise uma vez mais. Também foi a falência de uma forma de negociação muito acarinhada por António Chora (coordenador da CT e dirigente do Bloco de Esquerda).”
A ler aqui:
http://radiomoscovo.blogspot.com/2009/06/autoeuropa-solidariedade-com-os.html
E concordo com este post: trata-se de uma chantagem à qual ste líder do Bloco de Esquerda se juntou. Lamentável.
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O mais extraordinário deste evento é que, a Comissão de Trabalhadores TINHA um pré-acordo com a Administração da Empresa e NÃO CONSEGUIU que os trabalhadores que REPRESENTA e que a elegeram, o aprovassem.
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Entendo. Só não entendo porque não o faz neste caso também.
Chamei a decisão idiota, não chamei? É um pouco diferente serem os próprios empregados a quererem o despedimento num processo democrático a ser um patrão por razões “estúpidas” despedir 1000 trabalhadores. Por exemplo.
Ao menos houve um processo, houve uma votação e haverá consequências. Triste e porventura idiota (não sei os pormenores) mas legítimo. Mais legítimo do que simplesmente ter vindo o boss dizer, assim não dá, 250 já para a rua.
Isto é, não engole um dogma porque não faz a mínima ideia sobre que dogma é esse.
Se é um dogma, nem vale a pena saber.
O mais extraordinário deste evento é que, a Comissão de Trabalhadores TINHA um pré-acordo com a Administração da Empresa e NÃO CONSEGUIU que os trabalhadores que REPRESENTA e que a elegeram, o aprovassem.
A democracia é lixada… era bem melhor que houvessem 6 meses de suspensão democrática… e talvez não só no governo…
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