Viva o proibicionismo!
30 Julho, 2009
Para “qualificar a democracia”, o PS propõe-se limitar os mandatos do primeiro-ministro e dos presidentes dos governos regionais. Uma medida coerente com o estatismo mais retinto: os eleitores são estúpidos e ignorantes, por conseguinte há que prevenir reincidência de “escolhas erradas” proibindo (re)candidaturas.
A liberdade de escolha do eleitor e a possibilidade de um qualquer candidato se submeter a reeleição, devem portanto ser limitadas. Em nome da democracia, claro.
47 comentários
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os do presidente da republica e dos câmara men já são limitados. e o jardim diz que não se recandidata, so what?
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“os do presidente da republica e dos câmara men já são limitados. e o jardim diz que não se recandidata, so what?”
Não deveria haver limitação de mandatos para ninguém.
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“Não deveria haver limitação de mandatos para ninguém.”
é a tua opinião. a minha é diferente. arranja uma maioria e muda a lei.
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“é a tua opinião. a minha é diferente. arranja uma maioria e muda a lei.”
Diga-me então em que é que a limitação de mandatos qualifica a democracia.
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afinal o hugo chavez é que tem razão?
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#4
Distribui o produto do roubo por mais gente. Chama-se a isto democratização do roubo.
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“Diga-me então em que é que a limitação de mandatos qualifica a democracia.”
rotinas, enraízamento e captura, para não falar dos específicos dos cargos. ex: jardins, machados, lóreiros & outros desatinos morais.
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A rotina cria o ladrão
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Por motivos óbvios, os Grandes Líderes, os Queridos Lideres e os Supremos Líderes nunca devem ter limitação de mandatos, penso eu de que.
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“afinal o hugo chavez é que tem razão?”
Não só o Hugo Chavez, mas também todos os dirigentes africanos e muçulmanos e ainda os Castros, os Kim, o Zelaya, o Jardim, etc., etc.
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.
Os gajos são espertos: já sabem que os tugas fazem tudo o que está proibido…
Nuno
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“os eleitores são estúpidos e ignorantes”.
Há quem acredite na omnisciência e na infalibilidade dos eleitores. Enfim, são crenças como outras quaisquer. Só que os milagres não acontecem.
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LOL é cada tiro no pé…
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“Diga-me então em que é que a limitação de mandatos qualifica a democracia.”
rotinas, enraízamento e captura, para não falar dos específicos dos cargos. ex: jardins, machados, lóreiros & outros desatinos morais.”
Mas se os eleitores os preferem?
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Pi-Erre,
“Há quem acredite na omnisciência e na infalibilidade dos eleitores. Enfim, são crenças como outras quaisquer. Só que os milagres não acontecem.”
Quem falou em omnisciência e em infalibilidade? Mas mesmo que assim fosse, o que o leva a crer que o legislador é mais omnisciente e infalível que o conjunto dos eleitores?
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“Mas se os eleitores os preferem?”
se preferem, votam num partido que tenha um programa eleitoral que mude a lei de acordo com as suas preferencias. é assim que funciona a democracia, não é perfeito, mas é o melhor que se arranja. caso não goste, faça um golpe estado e altere a constituição.
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Concordo com as limitações de mandatos que em nada tolda a democracia que, por natureza,impõe restrições aos cidadãos.Devo ser impedido de fazer xi-xi na rua mesmo que isso me apeteça. Além do mais é um belo gesto em relação aos que não votaram no mandante.
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A justiça não funciona, caso contrário haveria para aí metade dos mandatados já limitados.
Ora , o PS só está a dar uma ajudinha , é símplex , não complique !
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Ontem eram o Isaltino, a Felgueiras, o Ruas, o……Mesquita Machado, o Jardim, etc etc etc etc etc etc etc
Os lapas, os dragões ou o caralho, falta-me o nome destes lorpas que se prolongam no tempo
So What
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Se não os conseguem tirar de lá (claro que esta lei destina-se à Madeira) através do voto (ou seja, através de um processo democrático em que os cidadãos escolhem), então arranja-se maneira de os tirar de lá à força.
E ainda têm os cinismo de dizer que é para “qualificar a democracia”
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Em vez da limitação dos mandatos, haverá outras maneiras mais subtis de evitar a manipulação que o dirigente utiliza para se eternizar no poder.
Em muitos casos, bastaria que a Justiça funcionasse.
Sem Josés.
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Ah ganda Botas, que tão fiel discípulo inspiras.
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Aix,
“Concordo com as limitações de mandatos que em nada tolda a democracia que, por natureza,impõe restrições aos cidadãos.Devo ser impedido de fazer xi-xi na rua mesmo que isso me apeteça. Além do mais é um belo gesto em relação aos que não votaram no mandante.”
A candidatura a um cargo não é um acto ilícito; mijar na rua é.
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Mr. Hyde,
“Ah ganda Botas, que tão fiel discípulo inspiras.”
O “Botas” alguma vez foi eleito em sufrágio aberto?
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Piscoiso,
“Em vez da limitação dos mandatos, haverá outras maneiras mais subtis de evitar a manipulação que o dirigente utiliza para se eternizar no poder.
Em muitos casos, bastaria que a Justiça funcionasse.”
A ineficácia da justiça não é razão para limitar mandatos. E um indivíduo que seja sucessivamente reeleito é necessariamente um manipulador? Os eleitores votam nele sob coacção? Para si é inconcebível que alguém seja reeleito por fazer o que deve, defender os interesses de quem o elege?
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“E um indivíduo que seja sucessivamente reeleito é necessariamente um manipulador?”
com toda a certeza, não há eleições sem manipulação.
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LR, desde há muito que os nossos políticos entendem a alternância como um valor que supera o valor da democracia.
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LOL
Mil gargalhadas!
Não foi precisamente esse argumento que atacaram quando se tratou de Hugo Chavez?
Às vezes a direita faz-me rir às gargalhadas!
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Dazulpintado,
“LR, desde há muito que os nossos políticos entendem a alternância como um valor que supera o valor da democracia.”
Se entendem isso, estão errados. A democracia implica a possibilidade de escolhas e impedir alguém de se candidatar vai reduzi-las. Os eleitores têm de ser confrontados com alternativas para então optarem ou não pela alternância.
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Quando J. Jardim se reformar, vem fazer um “bico” aos Açores.
Eu abro a coleta, aliás, já o fiz.
O pior, é que ele não tem preço que o pague.
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O limite de mandatos era lei para ter saído ora…Em 1976, tinha evitado muita dor de cabeça…
Mas ainda acredito que vai a tempo, de limpar alguns covis de ratazanas…
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Alternativas como as legislativas… ou MFL, velha, ex ministra das finanças e educação, com o verdadeiro dom da ubiquidade, contra Socas “o aldrubias”, ou Portas a “prostituta política”, ou o Bloco “trotskysta”, ou o “acabado cassete gasta” jerónimo…
Sim, de facto a política em Portugal não precisa de caras novas… Caras de pau já lá tem que chegue!
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Tiago Mouta,
“Sim, de facto a política em Portugal não precisa de caras novas… Caras de pau já lá tem que chegue!”
Isso não justifica o proibicionismo às suas recandidaturas. Mas se não gosta destes, porque não faz um partido novo e com caras novas?
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“A candidatura a um cargo não é um acto ilícito; mijar na rua é.” Caralho, quem te disse essa merda, ó meu parvalhão?? Em Amsterdão, mijas na rua, tens umas guaritas porreiras e podes lá ir mijar…Ele há cada um…rais parta…foda-se…
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Estranho que para um liberal, como o Luís Ramos, pareça ser mais importante, numa democracia, as eleições do que a limitação de poderes. Estranho ainda um tão grande apego a uma ideia abstracta de não limitação da escolha em prejuízo da reforma, passo a passo do sistema, com bae no que vamos vendo da sua aplicação prática.
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Luís Ramos, liberal?! Humm… não deve ter lido muito de Mises, de Hayek, de Kirzner, de Schumpeter. Se calhar ficou-se só pelos clássicos…
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Os Austríacos ainda não estão na moda…
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Porque é que mijar na rua é ilicito?
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E se varias pessoas (ai uns vinte amigos) me pedirem para o fazer?
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João Ferreira,
“Estranho que para um liberal, como o Luís Ramos, pareça ser mais importante, numa democracia, as eleições do que a limitação de poderes. Estranho ainda um tão grande apego a uma ideia abstracta de não limitação da escolha em prejuízo da reforma, passo a passo do sistema, com bae no que vamos vendo da sua aplicação prática.”
A limitação de poderes não se faz com limitação de mandatos e ela pode coexistir perfeitamente com a total liberdade de candidaturas (salvaguardando naturalmente as inibições do foro judicial). A limitação de poderes faz-se através dos contrapesos entre diferentes órgãos de soberania.
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Acho que sim… que os mandatos deveriam ser limitados a 5 anos.
Afirmo-o pelo facto de constactar que o 1º mandato apenas serve para promoção para um 2º mandato.
Portanto, deviamos saltar logo para um 2º mandato, para ver se na realidade os politicos começam desde logo a tomar medidas (inadiáveis)e a não pensar na reeleição.
RB
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#33 Caro LR
É bem verdade que posso formar um partido, visto estarmos em Democracia… Assim dizem, pelo menos!
Agora nunca iria disputar uma eleição com uma mega máquina partidária como o PS ou o PSD, porque o financiamento, os tempos de antena, a exposição mediática, as influências e os lobbys, claramente favorecem PS e PSD, como aliás se tem visto… Em detrimento de pequenos partidos “invisíveis”!
Se as condições de4 campanha eleitoral fossem iguais para todos… Mas em Democracia existem uns mais iguais do que outros, por isso é que estas aventesmas “perpetuam” no poder…
E porque convém a toda a classe política que a Lei do Limite de mandatos não vá avante, depois é o que se vê…Barõezinhos por todo lado agarradinhos ao tacho e às influências, cheios de vícios!!!
A lei limite dos mandatos, não deixava nenhum assentar poeira, nem colar ao tacho… É sempre a rodar… Mas isso é Democrático demais dar o lugar aos outros!!! Democracia mas nem tanto!!!
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LR você tem tanto de Liberal como eu de Chinês…ahahahaha
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Tiago Mouta,
O meu ponto (e não percebo o que tem isto de iliberal) é que a limitação de mandatos coarcta a liberdade do eleitor e do candidato. Os chamados “dinossauros”, especialmente a nível autárquico, têm todos obtido legitimidade eleitoral. Se os eleitores os preferem, com que direito vem o legislador limitar as candidaturas? E a nível local, o peso das máquinas partidárias pode não ser decisivo, pois temos múltiplos casos de candidaturas de independentes vencedoras. Não releva para este efeito a existência de eventuais casos de corrupção, que devem ser resolvidos ao nível judicial. O que está errado é pretender resolver a ineficácia da justiça ou impôr a “renovação de caras” com a limitação de mandatos.
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O LR tem razão a um nível académico, teórico.
Mas erra ao não querer entender que aquilo que defende só existe como “tipo ideal” e que a realidade é sempre mais complexa.
Na verdade cai no típico pensamento mágico da esquerda marxista, contrapondo um ideal utópico à sempre insatisfatória realidade.
E, LR, a realidade é esta:
1-Num conjunto significativo de pessoas, é enorme a percentagem de quem faz escolhas pouco informadas, quer porque se está nas tintas, quer porque foi condicionado, quer porque foi ameaçado, quer porque foi coagido, ou cooptado.Nem todos são esclarecidos e independentes como o LR.
2- Com os actuais meios de comunicação e as técnicas de manipulação de massas, é relativamente fácil fazer com que muita gente se apaixone pela trela.
3-Somos primatas vagamente sociais, respondemos a sinais e força que são arquetípicos, e quem detém o poder, pare sempre com vantagem, mesmo que não abuse desse poder em seu benefício, o que nem sempre é verdade.
4-Não há pessoas insubstituíveis. Quer dizer, há, mas os cemitérios estão cheios delas.
5-As grandes empresas fazem rodar os seus quadros superiores por boas razões.
Dito isto, uma democracia, em minha opinião, só terá a ganhar se o poder rodar pelo máximo numero de pessoas possível. É aliás uma das vantagens da democracia…o poder está ao alcance de todos, ou pelo menos a percepção de que isso é verdade. O que, noutro nível, evita que os indivíduos que prezam o poder e o prestígio, evoluam para formas violentas de o alcançar.
Em minha opinião, a Constituição devia limitar os cargos eleitos a 2 mandatos, mas não consecutivos.
Sim, afecta a liberdade de escolha daqueles que, como o LR, fazem escolhas informadas.
Mas o mundo do LR, não é o mundo real.
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De resto LR, uma das características mais importantes que permite classificar um regime como “democrático” é justamente a alternância.
Há um estudo interessante de Przeworsky et al ( Democracy and Development), que evita classificar como “democracia” países onde, até à data do livro, não tinha havido alternância, embora a possibilidade teórica existisse.
Referia como exemplo o México, na altura dominado pelo estranho Partido Revolucionário Institucional (que nome contraditório!).
É tb por estas razões que dificilmente se poderão classificar como “democracias”, os regimes caudilhistas que estão a nascer na América Latina, pivoteados por Hugo Chavez.
Ou, por exemplo, Moçambique, onde em todas as eleições “ganhou” a Frelimo, embora quem por lá andasse, como eu, tenha a perfeita noção de que as eleições são, no mínimo, pouco justas.
Só para dar um exemplo, há tempos um amigo meu foi expulso em 24 horas, porque “teve contactos” com a Renamo, como se a Renamo não fosse um partido legítimo no país.
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Caro Luís ramos,
“A limitação de poderes não se faz com limitação de mandatos e ela pode coexistir perfeitamente com a total liberdade de candidaturas (salvaguardando naturalmente as inibições do foro judicial). A limitação de poderes faz-se através dos contrapesos entre diferentes órgãos de soberania.”
Porque é que a limitação de poderes se deve fazer exclusivamente por contrapesos entre diferentes orgãos? O argumento da contracção da liberdade não colhe. Todas as regras coarctam alguma liberdade, nomeadamente o direito à propriedade. O direito de propriedade limita o meu acesso aos bens dos outros, mas essa limitação é claramente compensada (na minha opinião e creio que também na sua) pela protecção que cria aos meus bens (e no limite à minha liberdade). Os fortes não precisam de regras, basta-lhes a força. Por isso é que o Liberalismo antes de ser um regime económico (ao contrério do que afirma a esquerda parola) é um regime político, cujo expoente máximo é o estado de direito.
Outro aspecto colateral a esta discussão é a legitimidade eleitoral. Desculpe que lhe diga e espero que não o esteja a ofender, mas nas eleições em Portugal é muito rara a ocasião em que existe a possibilidade de escolher o que quer que seja. E mesmo aquilo se escolhe (por exemplo o 1º ministro) é diminuto em relação aos poderes que se legitimam com tal acto. Um bom indicador do que lhe digo são as candidaturas autárquicas em que facilmente se verifica, que quase sempre os partidos desistem de propor alternativas. A principal tarefa política dos nossos partidos é distribuir lugares e só muito raramente lutar por eles (uma honrosa excepção foi a 1ª candidatura de RR no Porto, que o Luís conhece muito melhor do que eu. Nos restantes casos limitam-se a gerir as contingências (não é preciso ir longe, em Matosinhos o PSD não vai conquitar a CM, porque nada fez por isso ao longo de décadas). Política em Portugal é fundamentalmente “esperar pela nossa hora”. Não é por acaso que temos o PR que temos. Sem dúvida o mais completo e bem sucedido político no activo e uma total nulidade (de resultados).
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