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Resultados obtidos pelo Estado empreendedor

21 Agosto, 2009

Aqueles que defendem um Estado empreendedor gostam de falar de projecto Power Point, que são sempre bonitos enquanto projectos, mas que nunca se concretizam como anunciado. A rede de abastecimento do carro eléctrico pode parecer uma ideia muito bonita, mas falhará se o tal carro eléctrico não se concretizar ou se se concretizar num número reduzido e irrelevante de unidades. O investimento em energia solar pode parecer muito sofisticado, mas não passa de importação de tecnologia que nem sequer incorpora alguma inovação.

Mas não precisamos de olhar para o futuro para avaliar a performance empreendedora do Estado, em particular dos governos PS. Basta olhar para os projectos em que o Estado apostou no passado, como promotor directo, sponsor ou financiador. Por exemplo, a Qimonda que faliu, a Aerosoles que está em risco de falência, o Via CTT, o projecto das células combustíveis, os estádios de Aveiro, Leiria e Algarve, o Megamail ou o Terravista.

17 comentários leave one →
  1. JP Ribeiro's avatar
    JP Ribeiro permalink
    21 Agosto, 2009 10:11

    A especialidade deste governo PS é a de ser empreendedor com o dinheiro dos outros. Um mega empreendedor como o ministro Pinho (o da dupla Pinho & Lino, Lino & Pinho)que não seria capaz de gerir a loja da família, foi capaz de gerir projectos de alta tecnologia e investimentos de milhões, convencido que era um empresário de génio.

    Além de terem falido o país ainda nos querem vender mais projectos…C H E G A…

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  2. Desconhecida's avatar
    K2ou3 permalink
    21 Agosto, 2009 10:32

    Já sabemos que não vai dar em nada, mas vai criar para ai 30 “assentos de sustentação”, desculpem, empregos.

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  3. henrique pereira dos santos's avatar
    henrique pereira dos santos permalink
    21 Agosto, 2009 11:15

    Caro João Miranda,
    Acho que deveria distinguir, na energia solar, a água quente da fotovoltaica. Na primeira o Estado pode ter alguma influência sem problemas, por exemplo, equipando escolas, hospitais, quartéis, ou criando soluções facilitadoras para a sua instalação em prédios de habitação colectiva e por aí fora porque o retorno é interessante num prazo por volta de sete anos e existe uma elevada incorporação nacional (incluindo painéis de concepção nacional). Outra coisa é a fotovoltaica que tem estado a ser apoiada pela manipulação do tarifário. Nada que seja absurdo, na minha opinião que reconhece uma falha de mercado neste sector, mas que precisa de ser contabilizado e avaliado, coisa que é difícil quando se assume que todo o investimento em renováveis é intrinsecamente bom, o que não é verdade.
    Mas parece-me essencial separar estas duas coisas que são realidades completamente distintas.
    henrique pereira dos santos

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  4. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    21 Agosto, 2009 11:22

    ««Na primeira o Estado pode ter alguma influência sem problemas, por exemplo, equipando escolas, hospitais, quartéis,»»

    Mas isso o Estado não faz. São centenas de edifícios púbicos que poderiam ter água quente solar e não têm. Porquê? O Estado é mau a fazer gestão corrente do seu património, mas tem sempre projectos megalómanos para o resto da sociedade.

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  5. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    21 Agosto, 2009 11:25

    ««Outra coisa é a fotovoltaica que tem estado a ser apoiada pela manipulação do tarifário. Nada que seja absurdo, na minha opinião que reconhece uma falha de mercado neste sector,»»

    Não há falha de mercado nenhuma. O fotovoltaico é caro porque as células fotovoltaicas são caras. Enquanto não se inventarem novos métodos de produção, continuará a ser assim.

    A manipulação do tarifário implica que o produtor vende à rede a um preço que é 6 vezes superior ao preço que a rede vende ao consumidor. Isso não faz sentido.

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  6. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    21 Agosto, 2009 11:43

    Isto explica tudo:

    http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2009/08/cosa-nostra.html

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  7. Desconhecida's avatar
    queque permalink
    21 Agosto, 2009 11:45

    A rede de abastecimento do carro eléctrico é uma boa anedota!
    Os homenzinhos andam distraidos…
    Como não me apetece escrever muito, basta a gente lembrar-se de quanto tempo é preciso para carregar a bateria dum telemóvel…

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  8. Manuel Castro's avatar
    Manuel Castro permalink
    21 Agosto, 2009 11:57

    Ó Miranda será que sabes do que falas quando falas da Aerosoles???? ou quando falas da Qimonda???? ou falas por falar…..

    aposto que falas por falar pois da realidade de qualquer uma destas situaçoes nao conheces peva….

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  9. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    21 Agosto, 2009 12:20

    O Manuel Castro falou por falar.

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  10. anonimo's avatar
    21 Agosto, 2009 13:03

    “A rede de abastecimento do carro eléctrico é uma boa anedota!
    … basta a gente lembrar-se de quanto tempo é preciso para carregar a bateria dum telemóvel…” – 7

    Quantas horas (ou dias) para um carro poder realizar uns 100Kms (?)

    Fantástico! O carro do Pinho dos cornos …

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  11. Piscoiso's avatar
    21 Agosto, 2009 13:27

    O que para aqui vai.
    O tempo de carregamento de uma bateria depende de uma série de factores, sendo os principais a intensidade debitada pelo carregador e a carga(Ah) da bateria a carregar.
    Comparar um automóvel com um telemóvel, é comparar um carro de bois com um apito.

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  12. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    21 Agosto, 2009 14:05

    O sistema de carregamento da Nissan não se baseia na carga da bateria mas na troca de bateria.

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  13. Jorge's avatar
    21 Agosto, 2009 14:46

    «O tempo de carregamento de uma bateria depende de uma série de factores, sendo os principais a intensidade debitada pelo carregador e a carga(Ah) da bateria a carregar.»

    Isto não é exacto. Em primeiro lugar, depende do tipo de bateria (iões de lítio, níquel-cádmio, chumbo-ácido, etc.). Além disso, existem questões relacionadas com o aquecimento da bateria durante a carga, o que limita a intensidade máxima da corrente de carga.

    Este site tem o seu interesse:
    http://batteryuniversity.com/partone-12.htm

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  14. Jorge's avatar
    21 Agosto, 2009 14:53

    O ciclo de desenvolvimento (concepção) de um novo carro baseado em motores de combustão ou explosão é de quatro anos. Este período é válido apenas para tecnologias maduras, logo para um novo produto como o carro eléctrico é de esperar que o ciclo de desenvolvimento seja bem mais longo. Neste momento existem protótipos (logo, o ciclo de desenvolvimento ainda vai no seu caminho). Agora veja-se quando se começou a falar de carros eléctricos (2008, excluindo as anteriores notícias de ocasião) e logo se perceberá que em 2012 não haverá produção maciça de carros eléctricos. Apontar 2012 como data para uma rede de abastecimento de veículos eléctricos apenas serve o calendário eleitoral do PS.

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  15. JCP's avatar
    JCP permalink
    21 Agosto, 2009 19:23

    Oh João já toda a gente percebeu que o Estado é um estupor… abaixo o Estado!

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  16. henrique pereira dos santos's avatar
    henrique pereira dos santos permalink
    21 Agosto, 2009 19:48

    Caro João Miranda,
    Comentário 4
    A razão para o Estado não fazer isso é prosaica: para equipar os seus edifícios é preciso fazer despesa agora e ter proveitos depois. Ora este Governo caracteriza-se por fazer opções inversas: gastar agora e esperar que alguém pague no futuro. O problema portanto não é o Estado mas o Governo. É por isso que tem optado por manipular o tarifário, que é uma opção cujo custo é assumido pela economia e não pelo Estado, não afectando o défice. Acho mais útil clarificar a irracionalidade desta opção de Governo que limitar-se a dizer que o Estado é intrinsecamente pernicioso para a economia.
    Comentário 5
    Há uma falha de mercado na gestão do risco energético de médio/ longo prazo. Conheço o argumento de que no longo prazo estamos todos mortos e portanto isso não é problema, mas se não adoptar esse ponto de vista o que acontece é que não há grande estímulo para a redução do risco energético para cada operador. O resultado é que face à volatilidade dos preços do petróleo, se de repente precisarmos de ter fontes alternativas de energia demora bastante tempo até que estejam comercialmente maduras. É defensável um estímulo público no sentido de favorecer o desenvolvimento deste tipo de energias para aumentar a velocidade da sua maturação (o que evidentemente tem um custo para a economia). Faz sentido, por isso, o estímulo tarifário, o que não faz sentido é negar o seu custo e não discutir o ponto de equilíbrio que garanta o estímulo à maturação das tecnologias sem constituir uma renda pública apropriada pelos produtores.
    henrique pereira dos santos

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  17. Desconhecida's avatar
    Anonimo permalink
    23 Agosto, 2009 00:55

    .
    Tanta treta para quê ? Simplesmente a Governação anda a iludir os cidadãos com filmes de ‘carrinhos electricos’ porque não quere LIBERALIZAR A PRODUÇÃO DAS ENERGIAS e COMBUSTIVEIS (alcool, biodiesel, nuclear etc).
    .
    Está-se nas tintas para resolver o deficit externo dos Portugueses em que o peso da importação das energias é gigantesco. Essa do deficit externo só serve para iludir papalvos para sacarem mais Impostos. Tal qual a obrigração de todos usarem derivados de petroleo, monopolio da produção e distribuição de energia electrica e demais da “LEI DO CONDICIONAMENTO INDUSTRIAL” salazarista que a Democracia ditatorialmente é filha muito mais ‘papista que o papa’

    .
    A unica questão a discutir politicamente é a LIBERALIZAÇÂO DA PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DA ENERGIA. Nada mais. O resto são ‘filmes’.
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    Declaração de interesses: assino ‘anonimo’ tal como os de ‘nick name’ porque não me interessa fazer propaganda pessoal, não sou vaidoso nem ‘armante’ e não tenho interesse de ‘palco ou holofotes’. Não há medos nem NET, toda a gente está localizada e identificada.
    .

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