O estendal da roupa*
Vai começar uma campanha que entre marquises e caixas de ar condicionado visa também acabar com os estendais da roupa. Leio que a dita campanha é patrocinada pelo ministério do Ambiente mas não consigo acreditar que tal seja verdade. O estendal da roupa não só permite muito saudavelmente secar roupa ao sol como contribui para a poupança de energia. Pretender abolir os estendais da roupa é a coisa mais pacóvia que já se viu nos últimos anos em Portugal. Como dizia o Ega em “Os Maias” levámos anos a gozar com os habitantes daquelas latitudes tropicais que apesar de verem muito bem espetavam uns óculos na ponta do nariz para se darem ares europeus. Pois ao pretendermos abolir os estendais da roupa nós estamos exactamente na mesma. Quem vive no norte da Europa certamente que terá dificuldade em secar a roupa ao sol. Em Portugal pretender abolir os estendais é além de um absurdo um desrazoamento ambiental. Coisa própria de cabecinhas que têm uma visão do ambiente tipo papel de embrulho verde: muita declaração de amor pelos ursos polares, muita aflição pelas alterações climáticas, muita cesta design cheia de produtos eco-gourmet… e lá em casa o contador somando kilowatts para evitar aquela coisa sem charme algum da roupa à janel e que não se vê no estrangeiro que queremos ser.
*PÚBLICO, 17 de Setembro

Assim é que a malta gosta: tudo igual. Fazendo lembrar o Mao e as roupinhas da população, para ninguém se destacar. ehehheheh
Mas por falar em campanhas, ao segundo dia, já descobri duas coisas. O programa eleitoral do PS é encontrar novos ministros, após a demissão em directo, no passado fim-de-semana. A segunda coisa, é que a campanha eleitoral do PS assenta na maledicência e nas campanhas negras contra Ferreira Leite.
Ora, isto revela bem quem ganhou o debate entre o Primeiro e a Ferreira Leite. No primeiro dia de campanha, tivemos os assessores a desmentir as palavras do Primeiro. E depois tivemos o candidato a Primeiro a reinterpretar, de um forma poética, sem dúvida o que o Primeiro tinha dito no dia anterior. Ao segundo dia, por causa da pesada derrota no debate, o Primeiro volta ao tempo do TGV e da submissão aos interesses espanhois, porque não teve capacidades e traquejo para saber ganhar um debate televisivo.
Como eu já tinha dito aqui. Os debates não se ganham como se fosse um concurso para saber quem era mais elegante e bem vestido. Mas segurar eleitorado, conquistar indecisos e influenciar os eleitores. Tudo isso foi conseguido pela Ferreira Leite.
anti-comuna
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também acho mal. Mas se a coisa não fosse patrocinada pelo mnisterio do ambiente e fosse contra a conversa de HM seria outra. Mas é melhor ão acreditar nessa do MA
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Penso que a campanha é para acabar com os estendais fora dos edifícios…e não para acabar com os estendais em si..eu tenho estendal, numa pequena zona da cozinha, a “lavandaria” lá de casa…
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A MFL diz, que TGV é um favor a Espanha
Foi um favor á MFL, o emprego que o banco lhe deu
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#1.
Como é que se vai “segurar eleitorado, conquistar indecisos e influenciar os eleitores” na televisão, com uma má imagem televisiva?
Porque uma boa imagem, não é só a elegância e o guarda-roupa, como pretende. Tem muito a ver com a capacidade de comunicação de algo afável ao telespectador. Como é que ela o pode conseguir, com um discurso virulento, na maioria dos casos?
Mas se vc. acha que ela deu uma boa imagem, é porque deu uma boa imagem… para si.
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Iberia
Iberia
Iberia
Morte ao estado portugues.
Viva o Glorioso Rei de Espana.
portugal provicia de Espanha.
Coveiro de Portugal
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“Foi um favor á MFL, o emprego que o banco lhe deu.”
O que comprova que séria. Não mistura actividade profissional com política. E que, na defesa dos interesses nacionais, ela não se preocupa com quem lhe pagou salários anteriormente.
Ou seja. A tal “velha” tem um ponto a favor dela. A sua ideia e experiência mostram que não é pressionável, nem subornável.
Quando se é sério…
anti-comuna
PM Aliás, não é por acaso que a troupe do Primeiro acham que é acintoso assentar a campanha dela na Verdade. Porque, implícito, sentem que do outro lado está um mentiroso. Uma chatice, é o que é. Ora, se os adversários dela sentem-se com complexos de inferioridade, porque defendem um mentiroso (aquela forma como demitiu os ministros em directo são uma imagem genuína do tipo de carácter do Primeiro), sentem que o slogan dela é acintoso e um ataque directo ao politiqueiro que, ainda, se senta no poder.
Mas, assim se vê, a força dela: é séria. E não se rebaixa com pressões dos castelhanos. Boa!
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Helena,
A medida é só de sensibilização, e pelo que sei é feita pro bono por um conjunto de entidades (por ex. a RTP passará gratuitamente a publicidade, os outdoors foram feitos à borla e o espaço cedido).
Mas de facto, o seu argumento é relevante. Resta saber se vão criticar os estendais todos, indiscriminadamente, ou se passa por encontrar soluções esteticamente mais interessantes para locais que se entendem ser os mais nobres das cidades.
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Trata-se de uma falsa questão, pois é a própria morfologia dos edifícios que facilita (ou impede) a colocação de marquises, de aparelhos de ar-condicionado e de estendais da roupa.
Quanto a estes últimos: essa questão só se coloca quando os prédios não têm “traseiras” – e, mesmo assim, nem sempre.
Vejam-se [aqui] fotos de prédios de várias épocas com e sem marquises.
E repare-se: quantos deles tem estendais da roupa à vista (na fachada principal, entenda-se)?
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as energias solar e eólica ainda não pagam impostos.
precisam de levar com um fotão nos cornos
ou de um ciclone que os leve para a PQP
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“17 de Setembro”?
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“A medida é só de sensibilização, e pelo que sei é feita pro bono por um conjunto de entidades (por ex. a RTP passará gratuitamente a publicidade, os outdoors foram feitos à borla e o espaço cedido).”
A RTP é paga com o dinheiro dos meus impostos. Não têm o direito de se meterem neste tipo de campanhas.
Que usem as televisões privadas.
anti-comuna
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ora bolas! a dona maria vai deixar de poder corar ao sol as manchas dos lençóis de belém. ainda vão ser acusados de falta de coragem.
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Há outra aspecto que os promotores descura. É este tipo de colorido, marquises, estendais, etc. que dão o ar peculiar a Lisboa, em comparação com outras cidades com tanta luz como Lisboa.
A esse aspecto, basta recordar, que são estes tipos de peculariedades que fazem de Lisboa uma das cidades mais bonitas do mundo. Mas sem uma Alfama com estendais ou barulho, deixa de ser Lisboa e passa a ser uma cópia de Berlim, Marselha ou até mesmo Madrid.
Deixem a cidade pulsar e viver. Com os seus erros e tudo, que é isso que faz dela uma cidade agradável para todos.
anti-comuna
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Foi um favor á MFL, o emprego que o banco lhe deu – anónimo
Patético.
O problema agora é alguém, enquanto administrador de uma empresa privada, trabalhar num banco espanhol.
Não é um primeiro-ministro de Portugal endividar em 15 ou 20% do PIB (quando já estamos com um endividamento de 100% do produto interno bruto) para fazer linhas de TGV que interessam mais ao governo espanhol do que ao país. Já para não falar no aumento brutal de impostos que será necessário para alimentar a panóplia de elefantes brancos que constam do programa do PS.
Sejamos sérios: o PM é o maior inimigo do TGV: endividou o país até à medula (de 64% para 100% do PIB em quatro anos), voltou
a esfrangalhar as contas públicas (défice actual de 7%), aumentou a carga fiscal (de 34 para 38% em quatro anos), com tudo isso ajudou ao aumento do desemprego (de 6,8 para 7,4 antes da crise e para 9,2 depois da crise). Se Sócrates, depois desta linda obra, pretende avançar com o TGV, então transforma-se no maior inimigo do país.
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O “estendal” de disparates vem desta senhora
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Uma senhora muita seria
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Este ano tive que instalar ar-condicionado em casa – fracção numa Av. de Lisboa – porque as árvores que climatizavam o prédio, mediante um ecran verde, fresco e sombrio nas horas de maior calor, foram arrancadas dos passeios pelas obras do Metro e substituídas por cabines telefónicas da PT – com imigrantes a falar aos gritos ás 3 e 4 da madrugada – e caixas de esmola da Emel. (Sendo que umas e outras passam a noite a produzir muito ruído, pois existe um grupo socio-profissional que dá pancadas em todas as cabines e caixas Emel na esperança de soltar alguma moeda.)
Com o arranque das árvores a diferença de temperatura no verão dentro de minha casa subiu 12 graus, pois o alçado em vez de se manter á sombra passou a estar exposto ao sol entre as 12 e as 20 horas.
Com menos abate de arvores em Lisboa não seriam necessários tantos aparelhos de ar condicionado. O problema não é proibir a consequência. Será evitar a causa.
Quanto aos estendais, é a parvoíce típica de uma geração urbana que está convencida que os cágados comem alpista.
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lê o corpo da noticia, nao te fiques so pelo titulo
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deixem os patos bravos por os entendais de roupa a seu belo prazer.
Amelita Leitosa
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O problema desta gente que faz estas leis é que 99% deles, para além de problemas graves de raciocínio, nunca lavou ou teve que secar uma peça de roupa.
Para além do facto que muitos deles têm a electricidade paga pelo contribuinte (já sem questões ambientais ao barulho)
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Nunca Portugal se ligou à Europa por Madrid. Contra a ‘periferização’ sempre os comboios para Paris passaram longe de Madrid. TGV Lisboa Madrid é a capitulação incondicional dos vende-pátrias socretinos. Que proibam os estendais também se percebe: os socretinos gostam de mostrar as cuecas, mas na televisão. É mais parolo. Entre a senhora aldrabona compulsiva que nos desgovernou nestes 4 anos e a outra senhora a escolha não é difícil. Fora com o vale e azevedo do ps.
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Antigamente (anos 40-50-60), quando os prédios eram construídos como deve de ser, não havia nenhum desses problemas porque geralmente um quarteirão incluía um generoso pátio interior. Basta ver no Google Earth, por exemplo, a zona das avenidas novas. Donde que as traseiras dos apartamentos geralmente tinham varanda (que se podia fechar ou não, não fazia diferença) e respectivo estendal. A parte da frente dos edifícios era planeada da maneira a não existir varanda, ou a existir tornava-se difícil enquadrar uma marquise, não só mas também por motivos estéticos.
Isso das varandas/marquises nas fachadas dos prédios é uma invenção dos arquitectos durante o frenesim de construção suburbana (incluindo aquelas zonas dentro de Lisboa ao mesmo estilo) dos anos 70-80-90. Não venham agora chatear as pessoas, muitas delas já segundos e terceiros compradores do apartamento, quando estas já têm mais com que se chatear, nomeadamente ter que pagar o seu próprio chão via IMI.
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A teoria da “influência espanhola” da Manuela F. Leite parece-se cada vez mais com os argumentos republicanos contra a reforma do sistema de saúde: não são mais do que a invocação injustificada de um medo ancestral – no nosso caso, do jugo espanhol (que, de resto, nem Espanha quereria exercer, neste momento, porque não temos NADA a acrescentar-lhe senão gatos ao saco) e no caso americano, do “socialismo”. Este tipo de argumentação, que se enfia à colherada pela parte límbica do cérebro porque não resistiria, de outro modo, ao exame racional é própria de outros quadrantes políticos de má fama. Cuidado com o caminho que se trilha.
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Os ciganos estendem logo na manhã seguinte o lençol à varanda para provar que a noiva estava virgem.
Também vai ser proibido?
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# 17
Este ano tive que instalar ar-condicionado em casa – fracção numa Av. de Lisboa –
Eu ainda não instalei ar condicionado, por falta de verba.
Ainda bem que o Sr. tem a dita verba.
Mas, não há bela sem senão… , já pensou no que vai poupar em aquecimento no inverno ?
Quanto aos imigrantes…, é não fazer o TGV, já não terão trabalho e irão embora prá Santa terrinha …
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A vergonha de uma sociedade narcisista e sem educação não entende o que é a Liberdade do outro.
Quem não tolera o estendal da roupa do vizinho tolera o quê?
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Helena, espero que se possa pagar anualmente a multa, pois não o vou mudar nem um milímetro onde sempre secou naturalmente a roupa. Andam a marrar de cornos no ar e eu nem estendi roupa vermelha.
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Outro exemplo. Preferem fazer uma “central solar” do que encorajar a seca do bacalhau ao sol. Antes, os ecologistas promoviam energias alternativas e diminuição do consumo. Era o tempo dos 3 RRR, sendo justamente o 1* REDUZIR. Depois, o movimento foi apropriado pelos economistas (novas oportunidades de negócio, dizem) e o 1* R caiu, naturalmente. São os eco-consumistas! São concerteza primos de Al-Gore, que recebeu o Nobel por defender o bio-combustivel industrial (crime contra a humanidade) e por chefiar a equipa que teve a brilhante ideia de por países pobres a vender emissões inexistentes!
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Num país que permitiu a extinção de uma das espécies mais emblemáticas da sua fauna, o lince-ibérico, que quase não tem florestas com árvores da nossa flora autócne (carvalho-inglês, carvalho-negral, carvalho-cerquinho, azereiro, etc), onde na reserva agrícola e ecológica um pequeno negócio não pode ser executado mas um PIN, que devido às suas dimensões apresenta um impacto ambiental muito superior, já pode avançar, num país com os centros das cidades desabitados e onde as áreas urbanas não páram de crescer desordenadamente, num país assim , o Min. do Ambiente preocupa-se com os estendais da roupa…
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