Paulo Bento
29 Setembro, 2009
Como Paulo Bento se recusava a sentar Polga no banco (ou na bancada), Duarte Gomes fez a ambos o favor de os obrigar a isso.
Cavaco tentou, desajeitadamente fazer o mesmo a Sócrates, dizendo-lhe para não se atrever a propor-lhe certos nomes para o novo governo. O método do árbitro de futebol foi, porém, muito mais eficaz e muito menos confuso para os adeptos na bancada.
11 comentários
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visão e perspectiva interessante mas muito rebuscada igualmente!
Perdeu a face simplesmente!
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o discurso do cavaco foi escrito pelo lima, o clandestina de belém.
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#1 O estilo rebuscado não é novidade na presidência(esta ou as anteriores). Prefiro acreditar nesta versão à do Alzheimer.
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Será que o CAA tem jurisprudência para sentenciar no caso das «investigações» ao dossier dos submarinos , no dia seguinte à obtenção da maioria relativa do PS, para condicionar a estratégia de Paulo Portas e do CDS?
Gostava de saber de tão ilustre sumidade politica, professoral e intelectual se essa «estratégia» é da responsabilidade da velha ou dos socretinos, ou mais remotamente, uma estratégia do Tio Patinhas…
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Ouvi dizer que Dias Ferreira terá telefonado à irmã a dizer-lhe que perdeu por culpa do árbitro.
O Paulo Bento até terá dado uns chutos no televisor quando viu os resultados.
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Mesmo a propósito de escutas, aquele novo treinador do benfica, tem cara de Bimbo, será que não é um espião camuflado de treinador?
Será que estará a passar informações aquele desprezível clube do norte? A provar-se esta teoria, há que despedir o homem antes do Natal.
E que não acredito em padrinhos, mas que os há, há.
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Caro Paulo,
Vou tentar fazer uma descrição abreviada dos factos que estão por detrás desta situação, abstendo-me de fazer os comentários e as questões que se me colocam.
1. Cavaco, após o caso dos Açores e da sua misteriosa comunicação ao país, perde a confiança no governo e deixa cair a ideia de cooperação estratégica.
2. Em Abril de 2008, o homem de confiança do Presidente, e segundo o e-mail a mando do Presidente, marca um encontro com um jornalista do jornal Público e “planta” uma notícia de suspeição de vigilância do governo à presidência, entregando um dossier sobre um assessor do 1ºministro e montando uma história de vigilância de forma consubstanciar as tais suspeitas.
3. A 23 de Abril de 2008, o jornalista do Público em contacta outro jornalista que está na Madeira, pede-lhe que investigue a situação e, segundo o e-mail, chega a conclusão que a história não tem fundamento.
4. Em princípios de Agosto de 2009, surgem notícias, na comunicação social, que assessores de Belém colaboram com a elaboração do programa do PSD e alguns deputados do Partido Socialista pedem esclarecimentos a Belém.
5. O Presidente fica incomodado com estas notícias e não percebe como vem a público essa participação dos assessores no programa do PSD e permite que através das suas fontes anónimas que se volte ao assunto das suspeitas de vigilância.
6. A 18 de Agosto de 2009, sai uma notícia no Jornal Público que a Presidência suspeita que está a ser vigiada pelo governo.
7. O Presidente não desmente a notícia e permite que o caso seja alimentado e aproveitado politicamente pelo PSD e pelo tema da asfixia democrática.
8. O Público, no dia a seguir, faz uma notícia com as suspeitas que tinham sido levantadas pelo homem de confiança do Presidente quanto ao tal assessor na viajem à Madeira e que o próprio Público já tinha confirmado serem infundadas.
9. Em plena campanha eleitoral, Francisco Louça acusa que Fernando Lima, o tala homem da confiança de Cavaco, está por detrás das notícias das suspeitas,
10. O Provedor do Público escreve que o jornal Público deu, no caso das suspeitas de vigilância, notícias infundadas e põe em causa as fontes que os jornalistas invocam.
11. Um e-mail interno do Público é publicado no Diário de Notícias onde é revelado os pormenores de como, há 17 meses atrás, Fernando Lima tentou “plantar” uma notícia de suspeitas de vigilância à Presidência.
12. O Director do Público acusa o SIS de interceptarem correspondência interna do seu jornal.
13. O Presidente recusa comentar o e-mail exposto no Diário de Notícias, mas dá a entender que há problemas de segurança.
14. Manuela Ferreira Leite usa as palavras do Director do Público e consubstancia a ideia de asfixia democrática com as suspeitas de escutas que o SIS faz aos jornais.
15. Na mesma noite, o director do Público, confrontado com os resultados públicos de uma auditoria interna aos sistemas informáticos, informa que o e-mail não foi interceptado por fontes externas e nega o envolvimento do SIS.
16. O provedor do Público escreve novamente e insinua que o jornal Público tem uma agenda oculta para prejudicar o governo e beneficiar o PSD.
17. Um deputado do PS, com base no desmentido do próprio director do Público, exige um pedido de desculpas de alguns dirigentes do PSD que insinuaram que o SIS estava a mando do governo a fazer escutas à comunicação social.
18. Cavaco Silva afasta Fernando Lima da assessoria para a comunicação social.
19. Cavaco fala ao país e diz que nunca teve suspeitas de escutas e que Fernando Lima não fala pelo seu nome e que tudo o que se passou não foi mais do que uma manipulação do Partido Socialista para colar o Presidente ao PSD.
20. Pela voz de Silva Pereira, o governo e o PS, desmentem ponto por ponto as acusações de manipulação do Presidente da República e sugere que o mal tem de ser resolvido pela raiz.
Tirem as vossa próprias conclusões…
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Acabo de ouvir, na RTPN, Jerónimo de Sousa, Para quem a culpa inteira desta bronca é do Partido Socialista.
Suponho que concordam que este comuna é uma credível.
Os chuchas estão à rasca… se calhar, o Pinócrates não vai ser indigitado… hehehehehe
Zé Nuno
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Acabei de ouvir o CAA na RTPn e fiquei pasmado com tal inteligência de um professor universitário (como está o ensino!!).Diz CAA, que o senhor PR não deve tomar diversas atitudes, sob pena da sua não reeleição.
Desde quando as atitudes do Sr PR devem estar condicionadas á sua reeleição?
O CAA é o melhor reflexo do Zé (que fazia falta a Lisboa).
Digam-me por favor em que Universidade lecciona CAA, para não deixar o meu filho ter esse SR como professor.
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A Nova Desconfiança Estratégica
Há dois melodramas democráticos em curso, o do PM, que em recursos dramáticos náo fica atrás do PM e obviamente o do PR.
Mas, por mais que o clone Silva Pereira fale em manipulação (por parte de Belém) e tente pressionar Belém, quem tem, de facto, o acesso ao botão para fazer explodir a bomba atómica é Belém.
O PR pode não indigitar o novo PM. de facto eleito democraticamente, de modo incontestável, com maioria relativa.
O que vai fazer o PS para evitar sacxrificar o seu resultado “extraordinário”? Sacrifica Lello e Junqueiro e o terceiro horrível elemento? Desfazia-se de um trio comprometedor, de facto. É apetecível descartar-se deles agora e o PM em nome da harmonia conjugal da futura operação re-estratégicas é perfeitamente capaz de fazê-lo.
Imolados esses três cordeiros sacrificiais ficaria a salvo l’honneur dos dois conventos.
E beijos e abraços, com timing certo, suceder-se-iam. E que melhor que fotonovelas democráticas, com zangas, extremismos, situações à beira do precipício, e depois, fim feliz?
O que dá ter televisões a apalermar os tele-cidadãos é que inevitavelmente a vida sócio-política fica contaminada e apalermada.
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Manuela Moura Guedes, José Manuel Fernandes, Aníbal Cavaco Silva e Paulo Portas.
Parece-me que os 21 deputados já incomodam, principalmente o BE bem informado sobre o Fernando Lima (pasmai).
Reparem nos timings, quem se mete com o PS,leva!!!!!!
Parece-me que da Presidência falaram em vigilância, que por sua vez não implica escutas.
Se não percebem a diferença perguntem aos Serviços Secretos.
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