O gajo*
Não sei se, como contam os seus próximos, Mário Soares ainda se refere nestes termos a Cavaco Silva. Mas é importante esclarecer que chamar-lhe gajo não me parece nada depreciativo tanto mais que o termo gajo, na fulanização que tem implícita, dá conta daquilo que Cavaco Silva tem sido em Portugal: uma espécie de intruso, um tipo com quem volta e meia se esbarra e que suscita quase sempre uma pergunta meio irritada: “Mas o que quer este gajo?”
É preciso que se perceba que o espaço do poder governamental é em Portugal naturalmente socialista. Não por uma qualquer malfeitoria dos socialistas mas sim porque foram os socialistas os grandes vencedores políticos e morais do momento que fundou os compromissos do regime, o 25 de Novembro de 1975. O socialismo que o PS prometia aos portugueses pareceu-lhes tão paternalmente bondoso quanto o Estado Social anunciado por Marcelo Caetano, com a vantagem acrescida de se livrarem de que alguém os dissesse de direita ou estalinistas, pois se ser de direita permaneceu como algo de pejorativo já ser de esquerda, desde que daquela esquerda delimitada pelo PS, tornou-se um traço distintivo pela positiva. A isto que já de si não é nada pouco juntou-se a extraordinária mais valia da aristocrática concepção do poder do pater familias dos socialistas portugueses, Mário Soares. Ver Soares a deslocar-se é talvez o que temos de mais próximo com o que terá sido a naturalidade aristocrática com que D. Carlos devia passear em Vila Viçosa. Mas Soares não trouxe para os socialistas portugueses apenas a concepção de que o poder lhes é naturalmente devido, cultivou-lhes o espírito de corte: há um séquito que lhe repete as graças, as conversas com os grandes do mundo, a maravilha dos quadros que lhe ornamentam as casas, a grandiosidade da biblioteca e, não menos importante, reage ao primeiro sinal de crítica àquele que definem como pai da democracia. Aliás uma das características mais comuns ao PS português é essa noção enraízada de família. Não por acaso o PS foi durante anos um partido de famílias cujos apelidos em muitos casos remontavam à I República e onde, ao contrário do que sucedia nas outras formações políticas à direita e à esquerda do PS, os filhos, desde a mais tenra infância, se reviam e revêem ideologicamente nos pais.
Por isso um dos momentos mais simbólicos das últimas eleições é aquele em que Soares terá passado, segundo a definição da propaganda do PS, o testemunho a Sócrates lançando o slogan “Sócrates é fixe”, adaptação desse outro “Soares é fixe” que fixa o momento em que Soares além de fixe foi também feliz e vencedor. É óbvio que Sócrates não é fixe – coisa que está longe de ser defeito! – e Soares não ignorará que aquele que definiu como seu sucessor não acerta uma única vez quando tenta falar dos livros que diz que leu ou dos filmes que diz que viu. Mas o testemunho que passou de Soares para Sócrates nada tem a ver com os gostos ou com as ideias mas sim com a concepção do poder como coisa da sua gente.
Naturalmente Cavaco não tem um partido assim atrás de si (o que sendo uma notória fraqueza em momentos como o actual foi também o traço que lhe permitiu chegar a Presidente da República) e de alguma forma ele e Guterres foram os únicos que até agora ousaram enfrentar este statu quo: Cavaco porque não se coibiu de ganhar eleições aos socialistas e Guterres porque não fez tudo o que estava ao seu alcance para manter os socialistas no poder, acabando por se demitir. Por isso, do ponto de vista rosa, Cavaco nunca passará de um gajo e Guterres de um traidor. Quanto a Guterres só o futuro dirá em que medida o PS lhe perdoará o pecado original de ter deixado o poder. O presente esse acontece entre o PS e o gajo. Ou mais institucionalmente falando entre o Governo e a Presidência da República. Ou se se preferir dar nomes às coisas entre Sócrates e Cavaco Silva. Cavaco, que tem o imenso orgulho dos tímidos, aposta sobretudo em que a razão lhe será reconhecida a posteriori, como aconteceu com o Estatuto dos Açores. Resta saber se Cavaco ainda tem tempo pois na relação com os outros poderes não basta a um Presidente da República denunciar os seus motivos de indignação como bem perceberia Cavaco Silva se lesse o discurso de renúncia que um Presidente da República, o general Spínola, redigiu nesse mesmo Palácio de Belém num dia 29 de Setembro, não de 2009 mas sim de 1974. É necessário que o Presidente da República, qualquer que ele seja, tenha consciência do seu tempo de acção. Coisa que Soares teve quando percebeu que podia avançar contra o então primeiro-ministro Cavaco Silva e que teve sobretudo Jorge Sampaio naquele arco temporal que vai do momento em que deu posse a Santana Lopes até àquele instante em que o demitiu. Para já Cavaco tem razão no essencial e Sócrates tem o tempo (e a corte) a seu favor. Mas nada disto é suficiente para saber quem vai ganhar e sobretudo para que o país confie nas instituições.
*PÚBLICO

Ele não tinha razão no estatuto dos Açores , porque aquilo que ele disse e fez ..não foi aquilo que depois foi alvo de criticas do TC. Porque é que dizem que ele tinha razão? Não tinha.
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o mais importante é saber durante quanto mais tempo vão os contribuintes portugueses sustentar e aturar a família soares.
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Pela clarividencia deste artigo de HM o dia já começa bem.E no dia 5 de Outubro vou celebrar com mais serenidade o fim da Monarquia e o inicio do fim da actual Républica…Dois em Um a tender para o infinito deste nosso País/Nação.
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««Ele não tinha razão no estatuto dos Açores , porque aquilo que ele disse e fez ..não foi aquilo que depois foi alvo de criticas do TC. »»
Não percebi. Para o presidente ter razão tem que ter a mesma posição que o TC e sobre os mesmos tópicos? E se o presidente achar pertinente outros tópicos que nada têm a ver com constitucionalidade?
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Excelente artigo. A Helena Matos topa bem os xuxas, em especial o Soares e o seu clã.
Quando escreve que “uma das características mais comuns ao PS português é essa noção enraízada de família” suspeito até que estaria a pensar, como alguns de nós, numa daquelas famílias sicilianas. Aliás, nada nos garante que a sigla PS não pretenda traduzir, veladamente é claro, Partido Seita.
Cavaco Silva terá muita dificuldade em lutar contra esta seita se não aceitar o apoio de todos quantos apreciam a liberdade e a democracia.
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Não fora o pendor claramente comprometido e faccioso do texto e eu tirava-lhe três vezes o chapéu. Sem dúvida um dos seus melhores escritos por estas bandas. E já agora, de socialista para bloguista, está redondamente enganada nas considerações sobre Guterres.
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“Para o presidente ter razão tem que ter a mesma posição que o TC e sobre os mesmos tópicos?”
Por exemplo. Considera que o presidente tem razão por exemplo com aquela coisa de que estava mal ter de ouvir se quiser ou escutar os deputados das ilhas antes de os demitir e que isso era rebaixar o presidente? Eu não
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JoaoMiranda
A ideia de que o presidente tinha razão , é dada como prova disso o chumbo do TC. É ou não é? É. So…. I rest my case.
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««A ideia de que o presidente tinha razão , é dada como prova disso o chumbo do TC. »»
O facto de X não provar Y não implica que Y seja falso.
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««Considera que o presidente tem razão por exemplo com aquela coisa de que estava mal ter de ouvir se quiser ou escutar os deputados das ilhas antes de os demitir e que isso era rebaixar o presidente? Eu não»»
É a opinião de um anónimo. Vale o que vale. Não mostra que o presidente não tinha razão.
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#9 e muito menos implica que seja verdadeiro. E o que se escuta nos media é que o PR tinha razão por causa do X
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O “gajo” se calhar até concordava com O X
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Não leio o Público, mesmo que injectado em blogues,
até ao fim do mês.
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A tentativa de alteração dos poderes presidenciais por esta forma ínvia foi um péssimo precedente. Outros PR’s lembrar~~ao isso
Helena matos
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quando o problema se chama cavaco silva, a helena desvia as atenções para mário soares e entretem-se a despir gajos. enfim, conversas de gajas nuas ao gosto do intelectual blasfêmeo.
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15- O que pretende dizer com isto?
a) entretem-se a despir gajos.
b) conversas de gajas nuas ao gosto do intelectual blasfêmeo.
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Esse texto é muita lindo, mas onde é que encaixa aí o facto de o ps ter votado em Manuel Alegre para presidente mais do que em Soares? Não bate coma teoria. Esse texto é uma falsidade. Não bate com a realidade.
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O Cavaco não tinha atrás de si um partido que metade era capaz de dizer não queremos outro candidato. Agora já tem, mas não tinha. O PS tinha. Já se tinha libertado do papá. Era só um amigo.
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Este texto é absurdo. Você está a esquecer-se que o povo VOTA em eleições livres e escolhe q
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Este texto é absurdo. Você está a esquecer-se que o povo VOTA em eleições livres e escolhe quem lhe apetece
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Ó Piscoiso
Só gostas de ler o Publico através do DN,,,
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A carraça pestilenta continua a piscoisar o Blasfémias.
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#16 –
a) ataques pessoais, má língua, diz que disse and so forth
b) o prato do dia aqui no tasco
às ordens para qualquer esclarecimento adicional, também temos serviço de transcrição fonética, do u know what i mean or shall i send u a skecth?
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Um “gajo” intrusivo
para o poder socialista,
sendo um pouco efusivo
este termo simplista.
O socialismo aristocrático
instalado nesta democracia,
tem no poder “socrático”
um exemplo de autocracia.
Neste denso arvoredo
desta viscosa democracia,
este abominável desenredo
revela a imunda “merdocracia”.
E sobre engolir sapos…
A apreciada vivacidade
por batráquios viscosos,
reflecte a loquacidade
de políticos achacosos.
A ementa gastronómica
desta classe dirigente,
é deveras económica
e sobretudo indigente.
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Temos que entender que é uma historiadora que está a escrever. De Guterres para a frente não entendeu mais nada. Mas tirando o cunho cacaquista, o texto está muito bom.
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no velório do Dr Adão e SIlva no GOL
a multiddão dos vadios do Bairro Alto brindou-o com vários mimos linguisticos onde: marocas, maroscas, maricas são os mais delicados
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“É preciso que se perceba que o espaço do poder governamental é em Portugal naturalmente socialista.”
???…naturalmente, por isso Cavaco teve duas maiorias absolutas expressivas.
Helena, gosto das suas “nuances”, sobretudo, quando se trata de disfarçar o mal-estar de Cavaco Silva
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Pois.
Cavaco, coitado, sempre é mais parecido com Salazar do que Soares.
Soares é mais pró Churchil.
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23 – o inglês em escrita fonética é assinatura?
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O Presidente tem, e sempre teve, razão!
terá dito? “nunca tenho dúvidas e raramente me engano”?
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#30 e também disse qualquer coisa como 2 pessoas perante os mesmos factos pensam da mesma maneira.
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Se vivessemos num regime monárquico nada disto acontecia. O povo português teria como Chefe de Estado um cidadão que se preocuparia apenas em ser um simbolo vivo de toda a história de Portugal e legítimo representante de 100% dos portugueses. Em vez disso temos um qualquer que se quis candidatar, que, no caso em apreço, não vale mais do que 50,qualquer coisa por cento apenas dos portugueses que votaram e que frequentemente é motivo de polémicas prejudiciais para o país. De resto ste não é pior nem diferente dos dos seus três antecessores.
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#32
Se vivêssemos num regime monárquico não havia problemas com emails! Consta que o homem não tem, nem quer ter, tv nem computador.
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#28
Pois.
O Piscoiso é mais pró Carraça Pestilenta.
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Says Piscoiso :
“Cavaco, coitado, sempre é mais parecido com Salazar do que Soares.
Soares é mais pró Churchil.”
Churchill que pintava aguarelas, que escrevia bem, tinha sentido de humor, fumava charuto, era pró gordo, e era muito corajoso, além de bom estratega, comparável com José S. que não pinta nem escreve, não tem uma ideia sua, é um homem de bastidores, não tem o menor sentido de humor, etc.etc.
nem nos melhores sonhos lilás dos biógrafos complacentes.
O Cavaco mais para o Salazar? O Salazar comentava tudo, comentava sobre tudo . fazia política e comentava-a. E tinha excelentes informadores ; -)) Além disso, sabia escrever bem.
Piscoiso algo pisca mal na sua coisa.
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Não sei o que tem contra Mário Soares, uma coisa deve ser, dor de cotovelo. Não se queira comparar com Mário Soares, faz-me lembrar a raposa e as uvas. Quem escreve isto nunca votou PS, na era de Soares, e votou nestas eleições e nas de dois mil e cinco, pelo efeito Sócrates. Há muita gente que dizendo mal de outros pensam que isso lhe dá notoriedade, quanto a mim só os enfraquece e, costumo dizer que quem desdenha quer comprar. Cada vez compreendo mais a parábola: pai perdoai-lhes, não sabem o que fazem, como há-de saber o que dizem.
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Excelente artigo da Helena Matos.
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“Mário Soares, Presidente da República, foi impulsionador, subscritor e accionista de fundações e sociedades anónimas que receberam «donativos» e «contribuições» de empresários (…). Que esse dinheiro foi dado em circunstâncias tais que os dadores se acharam no direito de alimentar expectativas de «contrapartidas», «uso de contactos» e «abertura de portas» para negócios particulares (…). “Na mais conhecida dessas sociedades anónimas, a Emaudio, fundada já com Mário Soares em Presidente da República, este detinha a maioria do capital, 60%, através de um testa de Ferro, Rui Mateus”.
Rui Mateus
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Há uma diferença fundamental em relação ao Churchill: este tinha grande experiência militar.
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Não foi o D. Carlos que quando viu o Imperador da Alemanha disse para os que o rodeavam: “Lá está o gajo!”?
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O “gajo” é uma frase idiomática de Macau.
Lá havia muitas frases idiomáticas.
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“Para já Cavaco tem razão no essencial e Sócrates tem o tempo (e a corte) a seu favor”
O que quer a Helena Matos dizer? Tem razão no essencial?? Mas o que é para si o essencial(pode não o ser o mm para os outros)??
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O seu artigo é um bom retrato do regime. A Helena é que os topa bem.
A Helena e um tal de Rui Mateus, que publicou um livro: “Contos proibidos, memórias de um PS desconhecido”, do qual não há rasto. Nem do autor, nem do livro. Alguém sabe onde param?
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o representante mais caduco da famiglia soares esta cada vez ou mais aldrabão ou mais alucinado porque esta sempre a afirmar-se republicano mas devia gostar da monarquia
o homem não descola,acha que o pais é dele so porque pisou a bandeira em londres
desde que fez 90 anos passou a ser um caso do foro medico
gostava de saber que fez este artista para os amigos lhe chamarem pai da democracia
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Mário Alberto Nobre Lopes Soares GCol TE GCC • GColIH (Lisboa, 7 de Dezembro de 1924) é um político português.
Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1951, e em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1957.[carece de fontes?]
O pai, João Lopes Soares foi sacerdote, pedagogo e ministro na I República, tendo também combatido o regime salazarista. Fundador do Partido Socialista de Portugal, em 19 de Abril de 1973, Mário Soares foi um dos mais famosos resistentes ao Estado Novo, pelo que foi preso doze vezes, deportado em São Tomé até se exilar em França, onde desenvolveu trabalho em várias universidades.
A 28 de Abril de 1974, depois da Revolução de 25 de Abril, desembarcou em Lisboa, vindo do exílio em Paris no chamado “Comboio da Liberdade”. Foi recebido, entre uma multidão de portugueses. Dois dias depois, esteve presente na chegada a Lisboa de Álvaro Cunhal. Ainda que tivessem ideias políticas diferentes, subiram de braços dados, pela primeira e última vez, as ruas da Baixa Pombalina e a avenida da Liberdade.
Durante o período revolucionário que ficou conhecido como Processo Revolucionário em Curso (PREC) foi o principal líder civil do campo democrático, tendo conduzido o Partido Socialista à vitória nas eleições para a Assembleia Constituinte de 1975.
Foi ministro dos Negócios Estrangeiros de Maio de 1974 a Março de 1975.
Mário Soares foi um dos impulsionadores da independência das colónias portuguesas.
Em Março de 1977 iniciou o processo de adesão de Portugal à CEE e subscreveu, como primeiro-ministro, o Tratado de Adesão, em 12 de Julho de 1985.
Foi primeiro-ministro de Portugal nos seguintes períodos:
I Governo Constitucional entre 1976 e 1977;
II Governo Constitucional em 1978;
IX Governo Constitucional entre 1983 e 1985.
Presidente da República entre 1986 e 1996 (1º mandato de 10 de Março de 1986 a 1991, 2º mandato de 13 de Janeiro de 1991 a 9 de Março de 1996).
Deputado ao Parlamento Europeu entre 1999 e 2004. Foi candidato a presidente do parlamento, mas perdeu a eleição para Nicole Fontaine, a quem não teve problema em chamar “dona de casa” (no sentido pejorativo do termo).
Fundador da Fundação Mário Soares – 1991.
Em 13 Dezembro de 1995 assume a Presidência da Comissão Mundial Independente Sobre os Oceanos; em Março de 1997 a Presidência da Fundação Portugal África e a Presidência do Movimento Europeu; em Setembro a Presidência do Comité Promotor do Contrato Mundial da Água. Como ex-presidente da república, é também Conselheiro de Estado.
Foi, em 2005, aos 80 anos, o segundo candidato – após Jerónimo de Sousa pelo PCP – a assumir a candidatura à Presidência da República (o que seria um inédito terceiro mandato) após algumas crispações no PS, principalmente com o seu amigo de longa data Manuel Alegre. Na eleição, a 22 de Fevereiro de 2006, obteve apenas o terceiro lugar, com 14% dos votos.
Em 2007 foi nomeado presidente da Comissão de Liberdade Religiosa.
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Os que votaram num indivíduo de 80 anos, são os mesmos que chamam velha a uma candidata de 70. Coerências.
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#35.
“Cavaco, coitado, sempre é mais parecido com Salazar do que Soares.
Soares é mais pró Churchil.”
é uma ironia dirigida a HM, que tem obra publicada sobre Salazar.
Diria que Cavaco é tão parecido com Salazar, como Soares com Churchil, ou um carro de bois com um apito.
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Soares é mais pró Churchil.
Coitado de Churchil, nesta altura revolta-se de nojo dentro da sepultura.
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Já agora, ponha lá também o nojo do Salazar na sepultura.
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Esquecia-me de dizer que o artigo está EXCELEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEENTE. Parabéns!
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48 # Tina
“Coitado de Churchil, nesta altura revolta-se de nojo dentro da sepultura.”
Bolas, bolas, nem na sepultura o deixam em paz. Já viu o que é uma pessoa estar morta, quietinha na sepultura, e depois vir alguém e compara-la com o Mário Soares?
Se querem comparar alguém com o Mário Soares, comparem assim tipo, o Kadafi ou o Chavez, que ele até se sente lisonjeado.
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#50 Tina
Diga lá ao pessoal da caserna qual foi a escala que escolheu para achar o artigo excelente , é que já experimentei quase todas e no que diz respeito a altura a conclusão que obtive entre a Torre Eiffel e a Torre de Belém foi que a segunda quase não se vê .
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52 #
Sr General, o sítio para as pessoas que julgam que são cabines telefónicas, Jesus Cristo, Napoleão, Almirantes e afins, não é aqui.
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Antes ads eleições, a poderosa máquina de papagaios e moluscos dos “media” assestou baterias em Cavaco.
O Baldaia e o Marcelino entraram em autêntica paranóia histérica…
Pior que as mulheres com ataque de nervos!
Arrogante e prepotente, Sókas nem percebeu o suicídio.
Agora veio o Almeidinha alertar para a necessidade de bom relacionamento entre PR e Sókas!!!
E logo os mesmos papagaios e moluscos passaram a gritar q Sókas queria bom relacionamento com o PR.
Então? Sókas derrotava tudo! Levava tudo na frente..ganhava a toda a gente!!!
Coitadinho, ainda vai ter que lamber muito o rabo ao Cavaco
com a ajuda dos papagaios(as) e moluscos(as)
Vão enaltecer as virtudes do diálogo (???) do Sókas
Do bom relacionamento, blá, blá…..
Cá os esperamos….mais o desastre orçamental
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“Mário Soares está ainda longe de ter sido o responsável, como se diz, por
vivermos neste simulacro de democracia. O que se passou foi que, no segundo
1.º de Maio depois de 74, quando Soares se pretendia juntar aos comunistas,
foi por estes rejeitado. Só mais tarde, e por ter percebido que se não se
afastasse do PC teria a sorte que tiveram as dezenas de centros regionais
daquele partido, que foi terem ido pelo ar na sequência de reacções
populares, aproveitou para inventar o chamado socialismo democrático, que
nunca ninguém percebeu muito bem o que é, mas que é do que tem vivido até
agora.
Soares, como governante, foi ainda pouco menos que uma nulidade. Nos
Governos Provisórios foi o desastre que se sabe. Em 1978 foi demitido pelo
Gen. Eanes por má governação. Em 1983-85 frustrou completamente os acordos
de coligação com o PSD, que permitiriam a Portugal desenvolver-se e
modernizar a economia. Em 1983-85, com Soares no poder, a inflação chegou a
uns impensáveis 24% e o défice desses governos alcançou a vergonhosa marca
de 12%! O País estava quase sufocado pela dívida externa e viveu, até essa
data (1985), praticamente com as estruturas do Estado Novo e com empréstimos
do FMI”.
Rui Mateus
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Soares está tão desesperado, que se tornou numa figura patética, num bobo de uma corte de trapos velhos
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Em Paris “Soares vivia desafogadamente, leccionando na Universidade de Vincennes e, sobretudo, enquanto consultor do Banco d’Outre Mer de Manuel Bulosa(condição imposta a Caetano por ele não o ter aceite para ministro). Este emprego, que era a sua principal fonte de rendimento só seria revelado, pelo próprio, em 1983.
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Mr Levy,
Quando fala de Almirantes isso é alguma indirecta em relação ao submarinos. Só para o esclarecer que a minha arma é a artilharia e a especialidade costeira .
Que não fiquem dúvidas quanto ao poderia bélico , tubo peça de 265mm. Não se assuste estou-me a referir a calibre e não ao comprimento.
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Os tentáculos da ‘família’ socialista começam a revelar-se de forma cada vez mais evidente.
Tudo controla e tudo quer controlar. Pela mentira, pelo medo, pela ameaça, pela chantagem, pela manipulação. Nunca esteve tão forte e mais forte vai ficar porque não há quem lhe consiga fazer frente. E com esta percepção, a ganância socialista aumenta. E com a ganância, os limites vão ficando cada vez mais esbatidos até que desaparecem. Para os socialista, os fins, mais do que nunca, justificam os meios. Porque é agora ou nunca.
Pobre Portugal, que quando acordar vai desejar voltar a dormir. E de vez.
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58 #
Cá a mim parece-me que a sua arma é a parvoíce.
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Quem é a Helena Matos? Irrelevante, evidentemente.
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Também gosta de bolo-rei?
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Par os incultos que por aqui pululam gajo significa alguém indistinto…um qualquer…os japoneses adoptaram este vocábulo Gaijin ..estrangeiro…portanto este tratamento é mesmo injurioso e depreciativo..vejamos o Marocas vem da Burguesia ..o Cavaco é filho de um agricultor..isso nunca lhe perdoarão…nunca…
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# 47
OK. Percebi. Mas era uma asana complicada.
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