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Boas notícias

15 Outubro, 2009

De acordo com as previsões de quatro institutos alemães, a economia portuguesa deverá sofrer em 2009 uma contracção de 3,2%.


A boa notícia é que o empobrecimento do nosso país será menor do que o da média europeia, de acordo com as mesmas previsões, o que permitirá a Portugal convergir.
Como percebo quase tanto de previsões económicas como de aruspicação (às vezes nem as distingo), penso que seria interessante que, à semelhança do que sucede com as sondagens, as notícias que divulgam as primeiras viessem acompanhadas de uma espécie de ficha técnica, com a indicação das previsões anteriores e dos resultados reais.

18 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Outubro, 2009 20:50

    se a velha tem sido eleita isto passaria a feito notável

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  2. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Outubro, 2009 20:51

    o santana também se queixa das sondagens. estão verdes, não prestam.

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  3. noimo's avatar
    15 Outubro, 2009 20:52

    A MENTIRA COMO INSTRUMENTO DE MANIPULAÇÃO DA OPINIÃO PÚBLICA

    É falso que o salário mensal na Administração Pública seja superior, em 75%,ao do sector
    privado como divulgaram os media

    RESUMO DESTE ESTUDO DE EUGÉNIO ROSA, ECONOMISTA

    Na semana de 13/17 de Julho de 2009, a Agência Lusa, e depois a maioria dos órgãos de
    comunicação, incluindo a TV, acabaram por colaborar numa gigantesca operação de
    manipulação da opinião pública. Para isso, foi utilizado um estudo divulgado no Boletim
    Económico – Verão de 2009 do Banco de Portugal, que, segundo os autores da noticia,
    provava que “os funcionários públicos auferem um salário mensal claramente acima dos seus
    congéneres do sector privado e o diferencial aumentou ao longo do tempo, passando de 50%
    em 1996 para quase 75% em 2005” Desta forma, ficava justificada a politica deste governo
    contra os “privilegiados” da Administração Pública (uma ajuda para a campanha eleitoral
    de Sócrates), por um lado, e, por outro lado, preparava-se já a opinião pública para que
    o futuro governo continuasse a reduzir as condições de vida destes trabalhadores. Uma
    análise objectiva de todo o estudo do Banco de Portugal, e não apenas de alguns dados
    retirados do seu contexto, revela que a notícia dada pelos media é falsa.

    Na pág. 65 do referido estudo do Banco de Portugal encontra-se a passagem anterior que
    foi utilizada pelos media no seu ataque à Administração Pública. Mas logo a seguir, na
    pág. 66, do mesmo estudo chama-se a atenção que “ Os diferenciais brutos que temos vindo
    a referir podem ser indicadores erróneos de desigualdade salarial, já que remunerações
    mais elevadas podem ser justificadas, por exemplo, por uma maior dotação de capital
    humano”, ou seja, por uma maior escolaridade e qualificação. E logo na mesma página do
    estudo refere-se que “a proporção de funcionários públicos que reportam educação
    universitária ronda os 50% em 2005, enquanto no sector privado esta corresponde a pouco
    mais de 10%”. Mas tudo isto foi ocultados pelos media.

    Utilizando os valores dos rendimentos auferidos pelos trabalhadores por conta de outrem
    de acordo com o seu nível de escolaridade obtidos através do “Inquérito às despesas das
    famílias 2005/2008” realizado pelo INE, e tendo em conta a percentagem de trabalhadores
    no sector público e no sector privado em cada nível de escolaridade, conclui-se que só o
    efeito da escolaridade mais elevada que existe na Administração Pública, explica que o
    salário médio ponderado anual nesta seja superior em 58% ao do sector privado. Por outras
    palavras, devido ao facto de 50% dos trabalhadores da Administração Pública terem
    formação superior, enquanto no sector privado são apenas 10%, e como os trabalhadores com
    formação superior auferem, em média, um salário muito mais elevado do que aqueles que
    apenas possuem o ensino básico ou secundário, o salário médio ponderado na Administração
    Pública teria de ser superior em 58% ao do sector privado.

    Mas as razões das diferenças salariais não resultam apenas do efeito escolaridade. Na
    pág. 68 do estudo reconhece-se “que a disparidade salarial bruta entre os dois sectores
    apresentada na última secção é largamente explicada pelas diferenças nas características
    da mão de obra”. Assim, segundo o estudo divulgado pelo Banco de Portugal, devido a essas
    características verifica-se, “em termos do salário mensal, que a diferença passou de 10%
    em 1996, para 15% ou um pouco mais na década que se seguiu” (pág. 68), portanto valores
    muito inferiores aos 50% e 75% divulgados pelos media. E mesmo esta diferença 15% não
    corresponde à realidade.

    Em 2006, o governo de Sócrates, contratou a CAPGEMINI, que é uma das maiores empresas do
    mundo de serviços de consultoria, para fazer um “Estudo Comparativo de Sistemas de
    Remuneração entre os Sectores Público e Privado”. E as conclusões a que esta empresa
    chegou desagradaram o governo de tal forma que ele fez desaparecer o estudo apesar do seu
    elevado custo para o erário público (em 2006, na Assembleia da República, durante o
    debate do Orçamento do Estado, em que participamos, solicitamos ao ministro das Finanças
    que fornecesse o estudo aos deputados, o que ele recusou). Segundo o estudo da CAPGEMINI,
    por categorias profissionais as remunerações dos trabalhadores da Administração Pública
    eram inferiores aos do sector privado nas seguintes percentagens: (1) Grupo técnico :
    entre -188% e -156%; (2) Grupo Técnico-profissional: entre -75% e -46%; (3) Grupo
    administrativo: entre -89% e -55%; (4) Grupo de auxiliares : entre -19% e – 27%; (5)
    Grupo de operários : entre -26% e -65%. O estudo divulgado pelo Banco de Portugal apenas
    analisa por categorias profissionais um grupo de trabalhadores: os com formação superior.
    E, em relação a este grupo, chega a conclusões opostas às divulgadas pelos média.
    Segundo o Banco de Portugal, os salários destes trabalhadores eram em 2005, em média,
    inferiores aos do sector privado em -5,9% (quadro 4, pág. 76). E há profissões em que a
    penalização é muito maior. Por ex., os salários dos trabalhadores de informática da
    Administração Pública eram inferiores aos do sector privado em -13,8%; os dos economistas
    em -18,6%; e os salários dos não especialistas em -9,3%. Se a análise for feita para os
    trabalhadores do 3º Quartil, portanto os com formação superior e com qualificação mais
    elevada, a penalização sobe de -5,9%, referida anteriormente, para -25,9%. Portanto, os
    salários destes trabalhadores da Administração Pública são, em média, inferiores em
    -25,9% do sector privado segundo o próprio estudo do Banco de Portugal. E no período
    2005/2008, a desigualdade salarial agravou-se ainda mais, pois os salários na Função
    Pública aumentaram apenas 7,5%, enquanto os do sector privado subiram 13,5%. A questão
    que se coloca agora é esta: Terão os órgãos de comunicação que divulgaram aquela noticia
    falsa, manipulando assim a opinião pública, a honestidade de a corrigir informando com
    objectividade os seus leitores? . Vamos ver.

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  4. noimo's avatar
  5. per caso's avatar
    per caso permalink
    15 Outubro, 2009 21:17

    Só admira não ser mais, ó Loureiro, à vista da recepção de caloiros, em Guimarães, hoje, frente à muralha que diz “Aqui Nasceu Portugal”, postos de joelhos, a cantar “Heróis do Mar, Nobre Povo, Nação Valçente e Imortal”, quais escravos atrasados, beatos, a vergonha deste povo, que assim vota xuxa, a condizer.

    E, porém, não estou a ver Sócrates nessa pose de sujeição gratutuita, parva, quando uma mera tarde de domingo por fax resolve o curso, já ao tempo em que nem havia o Magalhães.

    Mas é triste, revoltante de se ver, a maltosa, “às aramas, àrmas”, tal em Fátima, “abé, abé, abé, maria”!
    Que grande atraso, ó Starfield Cabral.
    E custa a crer.

    Tanto que, na impossibilidade de tirar dali o carro, no meio da estrada, fui-me ao lado, à tasca, beber um copo, tentar esquecer o nojo, que não passou, porque as ovelhas, valentes, ali continuavam, bé, bé, a berrar.

    E fiz marcha atrás, com os outros, sem deixar de atirar, “parolos, seus atrasados, ó Sr. agente, você vê isto?, que vergonha, cum carago, porra, um hino canta-se de pé.”

    “É assim ou não é?”
    E ele, “eh, o município deu autorização…”

    “Ah, sim, pois lá dê, outro xuxa, ihihi, atrasado que ele é.”

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  6. ruy's avatar
    15 Outubro, 2009 21:24

    Serão os mesmos institutos que prevêm um Défice de 9,2% do PIB para este ano?

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  7. o sátiro's avatar
    15 Outubro, 2009 21:28

    A pesada herança que Sócrates-maioria absoluta deixa ao Sócrates-maioria relativa:

    http://www.oje.pt/noticias/economia/defice-entre-65-e-75-diz-catolica

    Défeice orçemental e dívida pública astronómica.

    Depois de gritar pela “vitória extraordinária” nas legislativas, agora quer a todo o custo que a oposição o ajude a desfazer as asneiras grossas dos últimos 4 anos!!!

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  8. o sátiro's avatar
    15 Outubro, 2009 21:29

    Oops
    “défice orçamental”

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  9. Desconhecida's avatar
    Anonima33 permalink
    15 Outubro, 2009 21:48

    A jogar à batalha naval. Submarino ao fundo, que o porta-aviões, mais dia menos dia já era.
    Já interessa pouco quem faça as previsões.

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  10. Amêijoa Fresca's avatar
    15 Outubro, 2009 22:22

    Isso é “bota-abaixismo”, pois com certeza! Dirão alguns…

    Essa notícia falaciosa
    será logo desmentida,
    pela realidade viciosa
    da prosápia incontida.

    A prosápia ficcionista
    revelará os culpados,
    esta gente oportunista
    usa motivos ensopados.

    São seres muito sensíveis
    a verdades verdadeiras,
    ganhando tons irascíveis
    as desprezíveis zunideiras.

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  11. Eduardo F.'s avatar
    Eduardo F. permalink
    15 Outubro, 2009 23:15

    Fonte: Lusa (15-10-2009)

    «Para a Moodys, na próxima legislatura os maiores obstáculos ao crescimento da economia serão “a fraca competitividade e o seu impacto no potencial de crescimento do país”, agravada pela “persistente falta de vontade política para levar a cabo reformas dirigidas a este problema”. »

    «Portugal ainda tem o mercado [de trabalho] altamente regulado, com leis laborais restritivas, uma força de trabalho relativamente pouco qualificada e um sistema judicial ineficiente”, apontou à Lusa o director associado da Fitch Ratings, Douglas Renwick. Esta é uma das razões, aliás, para projectar uma recuperação “ligeiramente mais lenta do que a da média da zona euro e um regresso às baixas taxas de crescimento da última década (um a dois por cento) de 2011 para a frente”. »

    «A Standard & Poor’s, por outro lado, considera que o próximo Governo terá no baixo potencial de crescimento da economia, no fraco desempenho do investimento e no grande défice da balança corrente os principais condicionalismo à recuperação económica. O Governo, está limitado pelo “mau estado das finanças públicas”, a braços com um “grande défice orçamental e uma dívida pública muito grande”.

    As projecções da Standard & Poor’s apontam para uma contracção de quatro por cento do Produto este ano e de 1,2 por cento em 2010 “devido ao fraco potencial de crescimento da economia” e projecta um défice das contas públicas de sete por cento este ano e de 6,8 no próximo, melhorando gradualmente até aos 4,4 por cento em 2012.»

    Sabem o que é que isto quer dizer, para além da confirmação do que os “bota-abaixistas” vêm dizendo há muito tempo? É que se aproxima uma nova redução do rating da República, dificultando ainda mais o acesso ao crédito a toda a economia portuguesa e a aumentar os respectivos spreads.

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  12. Desconhecida's avatar
    ourição permalink
    15 Outubro, 2009 23:30

    Enquanto o inginheiro esconde os números e procura vitimizar-se da oposição não querer fazer-lhe o jogo há que fazer algo elementar ao nível da função pública – greve de braços caídos.

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  13. N S F's avatar
    N S F permalink
    16 Outubro, 2009 00:57

    .

    BOAS NOTÍCIAS?
    Esta malta não sabe ler? Nem fazer contas?
    Estão no fundo mais cedo do que contam.

    Nuno

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  14. ALberto's avatar
    ALberto permalink
    16 Outubro, 2009 01:56

    Achei curioso o comentário #3.
    Não disponho de dados para confirmar ou desmentir tal situação, que descreve.
    Mas vejo claramente o problema na Administração Pública.
    Ora, em geral, nem sequer me passa pela cabeça, defender que menos formação, ou mais baixos graus académicos são melhores. Não é isso que está em questão.

    Agora, o que acontece no Privado, além do valor de mercado, as empresas tem um pensamento que no Público/Marxista, deve parecer bizarro, que é o seguinte: Um trabalho de maior valor para a empresa, corresponde a um salário mais alto. (Claro, sempre compensado pelos valores de mercado)
    Mas a título de exemplo, de uma empresa onde saí à poucas horas, compare-se estes 3 casos:
    – Os motoristas, que rondam a escolaridade 9º ano (Os mais velhos pouco mais tem que a 4ª Classe, enquanto um ou outro mais novo, chegam a ter 10º, 11º) são os que tem valor mais elevado.
    – O técnico informático, não licenciado, mas com alguma formação superior, e alguns anos de experiência, e especializado no ambiente de trabalho que suporta o funcionamento da empresa, encontra-se num nível médio.
    – Os funcionários que tratam a contabilidade do dia-a-dia, e asseguram o funcionamento administrativo geral, licenciados na área, são os que recebem menos.

    Um escândalo, devem alguns pensar.. sobretudo os do Público!

    Acontece que no Privado, o trabalho/remuneração, tem tendência a estar associado a essa coisa de.. valor! Sem motoristas, o técnico ia ver páginas para o IEFP… sem sistemas de informação, os administrativos voltavam ao lápis,papel e maquina de calcular..

    Não estou a desvalorizar a formação e graus. Acontece é que na realidade desta empresa, é assim que se procede a cadeia de valor.
    O técnico poderá sempre procurar um melhor posto, noutra empresa que valorize ainda mais os sistemas de informação, ou até mesmo terminar a sua licenciatura para “saltos maiores”.
    Os licenciados, que estão nos administrativos, enfim, muitos dos seus colegas de faculdade, estão bem melhores posicionados…
    Enquanto os motoristas, até podem encontrar uma empresa que lhes pague melhor, mas certamente são os que estão mais condicionados..

    Agora, não vão pedir aquela empresa, que tem a sua própria forma de valor e rendimento, que lhes pague mais X apenas porque detém um grau académico superior!

    Pode-se ser um excelente crânio, Doutorado em Física Nuclear, mas certamente a “Empresa de Limpezas do Sul, Lda”, irá preferir e remunerar muito melhor, a Srª Adelaide, de 42 anos, com a 4ª classe, que trabalha no ramo à mais de 20 anos..

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  15. N S F's avatar
    N S F permalink
    16 Outubro, 2009 02:52

    14.ALberto disse
    16 Outubro, 2009 às 1:56 am
    .

    Tenho a impressão que você anda distraído, ou não está cá ou não percebe nada do que se passa à sua volta…

    Nuno

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  16. Anonimo's avatar
    16 Outubro, 2009 13:24

    # 14

    “Um trabalho de maior valor para a empresa, corresponde a um salário mais alto.”

    No sector público é suposto ser igual. A questão que se coloca é o número de profissionais por sectores de actividade.
    Pense nos sectores do Ensino (básico, secundário, politécnico e universitário), no sector da Saúde (médicos de todas as especialidades e enfermeiros)e no sector da Justiça (juízes e magistrados do MP). Faça as contas do número de profissionais altamente especializados SOMENTE nestes 3 sectores. Pense depois nas Forças Armadas, na Agricultura e Pescas, nas Polícias, na Diplomacia e outros sectores. É um exercício básico.

    “Um trabalho de maior valor para a empresa, corresponde a um salário mais alto.”
    Claro! De outro modo a empresa tenderia a desaparecer, verdade?

    Como sabe depende dos sectores de actividade das empresas. A título de mero exemplo. Uma empresa de construção civil especializada em construção de pontes. Os engenheiros civis especialistas em pontes terão que ser muito bem pagos, bem como o operariado que inevitavelmente terá que ser muito especializado e muito bem pago.
    Outro exemplo. Limpezas industriais. Um bom encarregado do sector pode ser um excelente profissional do sector e ter um ecelente vencimento e ter uma baixa/média escolaridade. Neste caso, o nível de escolaridade não é factor decisivo conjugado com alta especialização(até é contraproducente um nível de escolaridade superior!) mas o valor especialista é-o. Uma empresa bem gerida valoriza um bom encarregado e os bons profissionais através de salários condicentes com o valor para a empresa – a empresa pode recorrer ainda a outros factores para motivar e satisfazer os seus trabalhadores, alias, como é prática comum no privado e nunca contabilizado na alínea “salário” – há milhentas formas desde atribuição de viatura de serviço, férias pagas, telemóvel e facturação, etc, etc, etc.

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  17. Anonimo's avatar
    16 Outubro, 2009 13:46

    # 14

    Na sequência do meu comentário anterior (# 16) um exemplo. Neste post. Tome nota dos aspectos “salariais” …

    “Os privilegiados do jornalismo caseiro
    O programa da RTP Prós & Contras, de ontem, mostrou a quem precisava de ver e ouvir, o que são os nossos directores de informação, pública e privada. Tudo a mesma igualha, mesmo que gradativamente distinta de outra que dá pelo nome de João Marcelino.
    Para marcar a diferença, o director do Expresso mencionou em tonalidade depreciativa, a pertença de Marcelino ao jornalismo desportivo. Tal menoscabo suscitou a intervenção do provedor da tv, o sociólogo Paquete de Oliveira que há vinte anos fazia exames de admissão ao CEJ, sobre temas de sociologia preparados na Revista de Ciências Sociais.

    O panorama do jornalismo de informação que nos foi apresentado por esses representantes da fina flor dos media portugueses é pouco brilhante e a basura da discussão sobre as fontes, a sua credibilidade, importância e respeito deontológico que lhes é emprestado, mostrou que há clivagens importantes entre os jornalistas tradicionais e os arrivistas vindos do fast food informativo dos golos, transferências, competições em catadupa e campeonatos de várias ligas.

    No entanto, um pormenor, entre vários, escapou e assume relevo de tomo: quanto ganham os jornalistas e que é feito do estatuto socio-profissional dos mesmos?

    Todos os que ali estavam ganhavam seguramente mais do que o presidente da República, pelo cargo que exerce e alguns, incluindo até as reformas todas.

    Portanto, que leque salarial terão esses órgãos informativos? Quanto ganham aqueles oito jornalistas que José Manuel Fernandes mencionou e que estão na sua redacção do Público, comparativamente ao director e adjuntos da publicação?
    Quanto ganham os jornalistas da TVI e da SIC e da TSF e da Antena Um e do Diário de Notícias e do Correio da Manhã e do Expresso e do Sol que fazem o produto final que se vende nas bancas ou se consome virtualmente? Quanto ganham em relação a quem dirige?

    Pouca gente sabe, porque tal é segredo. Na RTP vai-se sabendo que jornalistas do gabarito intelectual de um José Alberto Carvalho, Judite de Sousa, ou José Rodrigues dos Santos, ganham pouco, nem sequer 3 mil euros por mês, segundo consta. Mas levam para casa no fim do mês, mais do triplo e em alguns casos seis vezes mais…pagos pela entidade pública e fatalmente com as compensações do Orçamento de Estado.
    Isto vale o quê e para quê?
    O que justifica que Judite de Sousa ou José Alberto Carvalho ganhem várias vezes o salário base, em pagamentos tipo bónus, para fugir à regulamentação?
    Será para lhes pagarem o serviço que prestam à estação pública de tv? Para lhes conferir independência, ou pelo contrário, para os cativar na dependência atávica ao poder do momento?

    Em Maio deste ano, o blog Um Homem das Cidades, dava conta de uma entrevista de Mário S. acerca deste tema. Dizia assim, a velha raposa aquando de um outro programa Prós & Contras, de 27.4.2009:
    http://www.portadaloja.blogspot.com/

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  18. BZ's avatar
    16 Outubro, 2009 15:00

    Atenção ao Índice Caranguejo!

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