End pac!
16 Outubro, 2009
Uma manifestação de agricultores franceses tem o mesmo significado como se em 1788 a nobreza tivesse protestado contra a insuficiência de valor dos seus títulos nobiliárquicos.
21 comentários
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Uma manifestação de agricultores franceses tem o mesmo significado como se em 1788 a nobreza tivesse protestado contra a insuficiência de valor dos seus títulos nobiliárquicos.
Não foi mais ou menos assim que começou a revolução francesa? O rei queria lançar impostos sobre os proprietários de terras (que eram quase todos nobres) e convocou uma “assembleia de notáveis” para perguntar o que achavam do assunto; eles opuseram-se e, a dada alturar, um deles disse que só os Estados Gerais tinham autoridade para lançar esse imposto. Assim, o rei decidiu convocar os Estados Gerais (e o resto todo a gente sabe).
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Miguel,
aqui são os beneficiários do imposto(pac), os nobres agricultores, que querem o querem aumentar ainda mais.
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Não percebo o post.
“tem o mesmo significado como” Quer dizer o quê? significa o quê? significa como? como?
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“End pac”??? O que os agricultores querem é mais pac (política agricola comum); querem quotas, precos garantidos e subsídios.
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Olhe que a Revolução Francesa teve, também, muito a ver com isso.
Se ler com atenção o «Sprit des Lois» do Barão (!) de Montesquieu, dar-se-á conta que o autor o que defende, é a reabilitação política da nobreza francesa, contra o absolutismo da Monarquia dos Bourbons.
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É difícil trocar ideias sobre este tema com alguém que, como o Gabriel Silva, parece só entender a agricultura numa perspectiva de produção intensiva, logo, avaliável, apenas, pela rentabilidade possível e imediata. Claro que me apetece brincar com tal visão, mas limito-me a desafiá-lo a imaginar uma sociedade sem agricultura, garantindo, mesmo assim, qualidade paisagística, reserva estratégica alimentar e uma população a viver de algo mais do que de rendimentos do Estado. Permita que me antecipe a uma possível observação sua: não, não é o que se faz em Portugal, nem o que a PAC defende.
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Zé Bonito,
estou pouco ligando para se a agricultura é intensiva, passiva ou reflexiva, nem se a mesma é avaliável pela rentabilidade imediata ou futura.
Cada agricultor que avalie se a mesma é rentável ou se ele se dispoe a investir na mesma sem obter retorno, problema dele.
A pac nada tem a ver com a existencia ou não de agricultura, mas é sim um sistema que fomenta a pobreza, o desperdício, os preços mais caros, as práticas mais ineficientes, a escassez de diversidade, a ausencia de alternativa.
O que este agricultores pretendem é o aumento de subsídios, querem aumento administrativo de preços para continuar a produzir aquilo que é ineficiente, mesmo com uma taxa de subsídios de mais de 50% do preço final e querem o seu rendimento garantido com os impostos. Que se acabe com esse escandalo e roubo e que cada um produza o que bem entende.
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Falta de imaginação
Auto fagia
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Estes agricultores são ineficientes.
Eles ainda não perceberam que a agricultura desenvolve-se mais eficientemente nos super-mercados.
Há já alguma que vem embrulhada em filme plástico.
Aqui para nós, eles não tem uma visão generalista dos assuntos. Sniff
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“cada um produza o que bem entende”
Ora assim é que se fala! Mas eu acho que o que eles queriam mesmo era produzir papoilas para o ópio e a heroina. Dava-lhes muito mais rendimento a eles, e cada um de nós que fizesse a sua hortita se quisesse (o Gabriel lá teria de aprender o que é agricultura intensiva, passiva ou reflexiva). Os burocratas de bruxelas é que não aceitam a agricultura livre.
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gostei de ver nas tv’s estrangeiras, palha a arder nas proximidades do extarordinário restaurant Le Fouquet’s.
O terraço deve estar ‘cheiroso’ para apreciar o chá das 05 ou os mariscos acompanhados por uma cerveja ‘fina’ ou um branco “made in France”…
Os agricultores franceses (tal como os portugueses, outro caso) têm razão !
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Caro #12,
Mais os portugueses do que os franceses…. os franceses ainda tem um Ministro que distribui subsídios, os portugueses têm um que só os manda de volta…
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12,
“É”…muitos portugueses esquecem-se facilmente do tormento destes últimos quatro anos com um ministro que desperdiçou(com o beneplácito, frieza, desculpabilização de Sócrates) cerca de 800 mil contos(!), mais a sua errática e condescendente política “europeia” e nenhum(!) projecto para a agricultura e pescas !
“Tou” como o outro: PQP !!!
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Gabriel Silva:
No seu post, relacionava as manifestações de agricultores, com a situação que antecedeu a Revolução Francesa e em que a sociedade senhorial estava moribunda. A menos que o seu objectivo fosse outro, a sua “iamgem” queria dizer que a agricultura europeia está morta. Foi isso que contestei no meu comentário. Quanto à PAC, os grandes prejudicados com a sua aplicação foram…agricultores. Todos aqueles que, fora de centros de decisão como a França ou a Alemanha, viram os seus produtos condenados e substituídos por subsídios. A PAC foi o travão de impediu que em toda a Europa mediterrânica se conseguisse uma reforma da agricultura, virada para produtos de maior valor acrescentado. Mas pode ter a certeza que, independentemente de amúos de conjuntura, os burocratas de Bruxelas vão defender a política Agrícola Comum até ao limite do possível.Se quer compará~-la a alguma coisa, talvez com a “Santa Aliança” que combateu os ideais da Revolução Francesa e tentou, até ao limite do possível, a manutenção dos privilégios da velha ordem senhorial.
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«A menos que o seu objectivo fosse outro, a sua “iamgem” queria dizer que a agricultura europeia está morta.»
não, nada tem a ver com «agricultura», mas com a indigna defesa de privilégios e benesses à custa dos outros.
«Quanto à PAC, os grandes prejudicados com a sua aplicação foram…agricultores. »
curioso, não vejo nenhuma a queixar-se dela ou a reivindicar a sua abolição.
Vejo-os é a pedir mais subsídios, mais protecção, mais quotas, mais arreios, em vez de mais liberdade.
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Mr. a caro Gabriel Silva,
e os sucessivos governos da UE têm-se portado bem, mesmo muito bem, para com os agricultores ? França foge à regra ?
Não estão esses governos dependentes das ‘malhas’ de Bruxelas ?
Não têm alguns desses governos contribuído para a destruição da agricultura, dificultado regionalmente a sua evolução e cerceado os rendimentos dos agricultores ?
São (só) os subsídios que os levam a protestarem ?
O que nos diz sobre o (ainda) ministro português ?
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MJRB,
«e os sucessivos governos da UE têm-se portado bem, mesmo muito bem, para com os agricultores ? »
os subsiodependentes agricultores são um poderosos lobby junto dos governos, em especial em frança, peloque as decis~eos desses governos ao nivel da ue são, basicamente para lhes manter a chucha.
Mas qual «destruição da agricultura»?
«cerceado os rendimentos dos agricultores»? só pode estar a a brincar. Cerca de metade do rendimento médio dos agricultores europeus é subsídios directos ou indirectos, os produtos agrícolas na Europa são 30% mais caros do que se comprados no mercado (pelo que os contribuintes pagam duas vezes). Se os agricultores não vivessem de subsídios e da mama dos impostos, produziam o que bem entendiam e o rendimento dependeria apenas do seu trabalho e risco. Assim, vivendo da chupeta, são uma espécie de rendeiros, pelo que algum corte nos subsídios apenas pecará por ser pouco.
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Tanto-tanto (!) dinheiro gasto desnecessariamente pela UE em inutilidades, como volumosas despesas de representação, informação fátua, convites a órgãos de comunicação social, tv’s, mega-eventos em Estrasburgo e em Bruxelas, edições que poucos leem, etc, etc, etc, e não há a necessária disponibilidade de verbas e de sensatez para um bem vital da comunidade europeia, para os seus cidadãos, como a agricultura, pescas, ambiente, etc ?
Só há “quotas” ? — não há pessoas/consumidores e produtores ?
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«e não há a necessária disponibilidade de verbas»?
há, há, cerca de 40% do orçamento da União europeia, coisa pouca assim para os 200 mil milhões de euros ano.
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A PAC tem constituído o expoente da irracionaliddae económica. A coisa funciona mais ou menos assim:
1 – A UE Subsidia a produção;
2 – Os agricultores respondem em conformidade produzindo em quantidade excessiva para o mercado europeu;
3 – De seguida, a UE subsidia a comercialização no mercado internacional ou, em alternativa, armazena os produtos em excesso a expensas do orçamento comunitário (já aconteceu haver necessidade de alugar armazéns suíços por esgotamento dos armazéns da UE).
Resultado: uma esquizofrenia dispendiosíssima.
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Mr. Gabriel Silva,
Grato pela informação.
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