Idade para ter juízo*
É o que tem certamente Portugal. Já os portugueses ou estão senis ou endoideceram de vez e resolveram indignar-se com umas declarações de Maitê Proença sobre Portugal. À parte a senhora cuspir, que é uma coisa nojenta e bem escusada, Maitê tem todo o direito de pensar aquilo, de o repetir à exaustão e de amanhã o negar ou reafirmar. O problema não é Maitê nem o que ela pensa ou diz. O problema somos nós que interpretamos como uma declaração de interesse mundial qualquer elogio feito por um estrangeiro ao nosso país ou a nós mesmos portugueses. Existem aliás em Portugal grupos profissionais, como os cineastas e os arquitectos, que têm sabido tirar um extraordinário partido desta nossa idiossicrasia pois têm consciência que ser elogiado “lá fora” – e o lá fora pode ser logo ali na Extremadura espanhola – é o melhor expediente para passar a ser apreciado e apoiado “cá dentro”. Felizmente para nós a dita Maitê não sabe nada de Portugal pois nesse caso teria muito que contar sobre um país onde o patriotismo é mal visto e onde foi necessário que um brasileiro se tornasse seleccionador para que cantássemos o hino com orgulho. Indignarmo-nos com as palermices da Maitê como se elas fossem uma ofensa a Portugal é apenas o reverso de sermos portugueses envergonhados.
PÚBLICO

Chegam cá, são tratados como reis, são convidados para tudo o que é evento, são condecorados, agraciados, bajulados, adorados, venerados e depois ainda dizem o que dizem acerca daqueles que tão bem os receberam.
Nós portugueses sabemos muito bem fazer a distinção entre uma brincadeira de mau gosto e um comentário depreciativo.
Portanto, vai bardamerda mais o pedido de desculpas e, da próxima vez, apaga os vídeos que andares para aí despudoradamente a fazer.
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absolutamente de acordo com a sua opinião. mas perfeito, perfeito era não escrever nada sobre o assunto.
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Se o facto de escarrar num monumento nacional (simbólicamente fazendo o mesmo em cima de nós) não a incomoda, é lá consigo.
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A questão, para HM, deve ser de género.
Porque Maitê é actriz.
Se fosse o actor Frota, credo!
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Pois…aqui há uns anos houve um episódio parecido com um cantor brasileiro, daqueles correctos e que merecem nome no jornal. Também disse coisas desagradáveis sobre os portugueses e estes, algum tempo depois, encheram os coliseus para o ouvirem cantar. Fui um deles, aliás. Mas não me esqueci da palermice do que o cantor disse sobre nós.
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O interessante neste fenómenos mediáticos é outra coisa: o assunto da sinhora não devia ser notícia porque a mesma sinhora é completamente irrelevante, seja de que ângulo for ( até mesmo esse…).
Portanto, ainda assim, há quem dedique espaço e atenção ao assunto e aquilo que não merecia notícia, passa a sê-lo precisamente por causa disso e os comentários tergiversam para outro fenómeno: sobre a irrelevância da notícia.
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O Blasfemias anda a descobrir as vantagens de desligar comentários… blasfemias, ma non troppo.
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Pena que a caixa de comentários do post acima esteja fachada. O facto de esse livro, como outros nunca ter chegado a Portugal, não ter havido tradução, diz muito da nossa cultura literária. Não ha´um único sítio em Lisboa onde comprar literatura estrangeira actualizada. Comprei esse livro quando saiu, estive, na Fnac 4 meses à sua espera. É um dos melhores livros que li toda a minha vida e, que releio. A Tailândia é apenas um capítulo do livro que é grande e muito, mas muito mais que isso. Para a Tailândia vão também os heterossexuais à procura de raparigas menores para as conhecidas mensagens. FM fez o melhor programa sobre Lisboa, 24 horas em Lisboa, no canal 5 francês. A filha de Le Pen montou o circo e, a esquerda francesa foi atrás.
Quanto a Maytê Proença, não me interessa, é figura de vaudeville, oca, sem nada na cabeça. Adora a terrinha para vender as suas prosas básicas. Foi muito feio o que fez. Quem tem filhos em idade escolar precisa de bons exemplos, a nós Pais nem dá muito trabalho explicar, é má educação. Por mim fique no Brasil e leve o novo Miguel Faz Falta.
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Ufa, ao fim de meses, pela primeira ve estamos de acordo.
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Só mesmo em Portugal é que meia dúzia de pessoas, nitidamente afectadas pela alta consideração em que se têm a si próprias, ao invés de condenar quem tem atitudes reprováveis preferem denegrir quem muito justamente se sentiu ofendido. Provincianos! Pensam ser metropolitanos mas não passam de aldeões…
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Cara Helena,
Eu sou daqueles que não precisei de Scolari para cantar o Hino por isso poderei ter uma opinião diferente.
Eu, pessoalmente, estou-me a marimbar para o que pensam os brasileiros dos portugueses, termos fama de burros no Brasil para mim não é novo. Termos fama de miseráveis em Espanha também não me assusta. Sermos associados a Favelados na Suiça não é preocupante.
O que me chateia é que esta senhora que vem cá chular as donas de casa com as vendas dos seus livros à la Rebelo Pinto e as suas peças ocas como ela venha para cá escarrar num dos nossos mais importantes monumentos nacionais para um sketch de um programa televisivo. O que ela pensa sobre os portugueses é lá com ela, até porque tem alguma razão. Só um povo burro é que dava dinheiro a esta senhora e a sua sensaborona Arte. Só uma classe jornalística e cultural burra e que se desprovia de sentido critico baseado numa bajulação muito tuga de tudo o que vem de fora é que é bom é que a condecora e convida para todos os eventos sociais possiveis.
Outra coisa que me pasma é como é que os blasfemos defendem tanto esta senhora e porquê. Ofendem que quem como eu pensa opinando que é um exagerado e um hipócrita e minorizam uma agressão clara a um elemento de orgulho nacional por um estrangeiro.
Saudações
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Sobre o postal seguinte, o do Fred Miterrand e Conh Bendit e ainda Sarkozy que convidou aquele para ministro quando já sabia do livro que afinal leu e gostou, haveria mais a dizer, mas não percebo porque estão encerrados os comentários.
Ainda assim, para quem saiba e quiser ler francês, pode ler uma entrevista do próprio Fred Miterrand Aqui, no site da revista Marianne
A revista Marianne é das poucas que vale a pena ler para perceber como o jornalismo pode ser uma coisa interessante.
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Além da entrevista ainda podem ler porque é que os franceses estão contra o neo-liberalismo que pretende privatizar os Correios e os italianos se manifestam em massa pela liberdade de expressão.
Portugal continua abúlico e a votar num perigoso indivíduo cuja entrevista ontem, à Visão, é manifestamente a la Vale e Azevedo. Leiam, leiam…
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Entretanto li as razões para o fecho de comentários: injúrias pessoais e inanidades escritas.
Não me parece suficiente, uma vez que nesta caixa podem ser reproduzidos igualmente e em todas as caixas haverá ferreiras para os replicar. É uma questão de tempo e oportunidade. No entanto, ninguém aqui censura os ferreiras, injuriadores profissionalizados. O que aliás, acho bem porque se hão-de cansar de tal tarefa.
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Pois é, afinal, aquela coisa que se diz das loiras parece ser verdade. Mas, já agora, para aqueles “tugas” que ainda escarram para o chão – e ainda são muitos – vejam como ficam mal na fotografia. Até dói!…
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Há idades para ter juízo? Desconhecia. Mas se há, então não o temos desde os descobrimentos: um país a viver de uma politica de transporte, sem se preocupar com a produção que o havia de preparar para o futuro. Esse mesmo país que já por volta de 1300 e tal dava mostras de fazer más escolhas políticas, económicas e porventura sociais.
Atente à História e a Geografia. Estamos longe do mundo. Vivemos ditaduras: primeiro os espanhóis Filipes, depois Salazar que deixou Portugal às escuras de conhecimento.
Séculos de má governação contra anos de uma, ao menos aparente, liberdade democrática são, e esquecemo-nos disso, um desequilibrio grande de tempo. Não quero com isto desculpabilizar o povo que só não vive hoje dessa mesma politica de transporte de outrora, porque lhe faltam as riquezas vindas de terras alheias para lhe pagar os luxos e as necessidades. Quero é entendê-lo.
E as mentalidades precisam de gerações e gerações para mudarem.
Porque reagir a uma critica tem de ser necessariamente esconder “vergonha” e não pode ser esse “cantar do hino” que de que escreve? E porque não pode o futebol, com o seu seleccionador brasileiro, ser o motor de arranque para esse mesmo “orgulho”? É, a meu ver, um motivo tão válido quanto outros. Quando há tantos problemas de fundo a precisarem de um povo mais interventivo, não fossem as bandeiras mostrarem-se só em alturas de jogos da selecção e, pessoalmente, não teria nada contra elas.
Por questões da mais pura e elementar educação, Maité não devia cuspir dentro de um país que a tem ajudado a ganhar dinheiro para o caviar. Assim como quando se vai jantar a casa de um amigo, a comida é intragável e ao ser-se instado sobre se está a gostar, se esconde a verdade e se diz “está óptimo”. Imagina concerteza o quadro.
E que ela seja livre de pensar sobre toda e qualquer matéria o que entenda por bem, ninguém o questiona, pese embora o facto de não ser nada abonatório fundamentar uma opinião com base num esteriotipo e no mais total desconhecimento da História daqueles que diz também serem seus antepassados e depois passar essa imagem ao mundo. Isso é, a meu ver, criticável.
Portanto, dê a Helena aos portugueses o direito de se indignarem quando o considerem necessário, sem os criticar. Caso contrário, vão ter vergonha por antecipação de expressarem opinião sobre o que quer que seja! Depois eles é que não são livres, está a ver?
A critica caústica e gratuita do nós para nós é outra das coisas que tem vindo a matar Portugal.
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“Maitê tem todo o direito de pensar aquilo, de o repetir à exaustão e de amanhã o negar ou reafirmar.”
Pois tem. E eu tenho o de lhe responder que, se não gosta deste país, lhe agradeço que não nos visite.
Confesso que o sketch não me chegou a indignar. Em todos os países há placas ao contrário, a história do hotel é claramente inventada (ou exagerada) e sinceramente, aquilo tudo tem tanta falta de gosto, de interesse e de nível que qualifica mais a Maitê do que aos Portugueses.
Quanto ao seu post, recomendo-lhe um pouco mais de mundo… Acha mesmo que os outros países de pequena (e não só) dimensão reagem ao sucesso dos seus lá fora? Veja só o exemplo dos espanhóis face ao sucesso de qualquer “ibérico” no estrangeiro… acha mesmo que os brasileiros sabem lá o próprio hino? Talvez passem a cantá-lo quando tiverem um estrangeiro qualquer na selecção…
E acha mesmo que os portugueses reagiram de forma diferente da dos outros povos? E, ironia das ironias, nunca lhe passou pela cabeça que nos outros países, perante a mesma situação, bloggers fazem posts iguais ao seu achando que a reacção dos seus conterrâneos é única no mundo e sintoma de provincianimo.
Sinceramente, quem é mais “português envergonhado”? Os portugueses que dizem à Maitê para ficar em casa, ou quem tem vergonha da reacção desses portuguêses.
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“Mas se há, então não o temos desde os descobrimentos: um país a viver de uma politica de transporte, sem se preocupar com a produção que o havia de preparar para o futuro. Esse mesmo país que já por volta de 1300 e tal dava mostras de fazer más escolhas políticas, económicas e porventura sociais.”
Espera aí… em 1300 estávamos a tomar as decidões que nos permitiram a liderança global durante 2 séculos e fala de más escolhas políticas, económicas e sociais?
As más escolhas começaram a ser feitas em 1500 (impulsionadas pela pressão espanhola: expulsão dos judeus e fanatismo religioso) e não em 1300.
E diga-se, os holandeses e depois os ingleses fizeram o mesmo que nós (apostar no comércio e marinha mercante) até além de 1800. As diferenças começam a partir dessa altura.
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Aqui à uns anos aquando da fuga de Fátima Felgueiras para o Brasil, houve um advogado Brasileiro da dita senhora, que ao chegar ao aeroporto disse: “a justiça em Portugal ainda funciona com base “em princípios salazarentos”
Foi o carmo e a trindade. Aquilo parecia que o mundo ia acabar. Toda a gente, incluse o presidente Sampaio, vieram a terreiro contestar as declarações do senhor.
Ouvindo o Bastonário da ordem dos advogados no Gato Fedorento a dizer “Fujam da Justiça Portuguesa”, sou levado a pensar que afinal o dito senhor tinha TODA A RAZÃO.
Já dizia Caius Julius Caesar (100-44 AC) “Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar.
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“À parte a senhora cuspir,..”
Mas isso foi mesmo o problema!… Ou a Helena acha que as pessoas teriam ligado tanto se não fosse por esse gesto? Preocupada ficaria eu se depois de uma provocação destas, os portugueses não respondessem de volta.
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“À parte a senhora cuspir, que é uma coisa nojenta e bem escusada, Maitê tem todo o direito de pensar aquilo, de o repetir à exaustão e de amanhã o negar ou reafirmar.”
Ou seja, a senhora não pode cuspir, pode falar e pensar mas não cuspir. O porteiro tinha razão quando a mandou engolir.
É verdade, a senhora pode pensar aquilo mas quem se indigna não. Quem se indigna não o pode fazer contra a senhora, a não ser que seja porque ela cuspiu.
Boa!
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A Anónima33 ( grau curioso), disse:
“Salazar que deixou Portugal às escuras de conhecimento”. Ai deixou? Como isso? Algum intelectual português da época deixou de ler os marxistas todos por causa do Salazar? Algum português médio que nisso tivesse interesse deixou de ler os livros em francês que havia sobre tudo?
Já se deu ao cuidado de ver catálogos de livros das editoras de 1969, por exemplo e para não recuar mais tempo?
Claro que não se deu a esse cuidado, mas eu tenho esses catálogos e sei que essa frase que escreveu é uma mistificação completa, uma mentira acabada e provo-o se quiser.
Se bem entende, coloco no meu blog cópias de páginas e páginas desses catálogos com todas as obras literárias e de conhecimento essenciais e que os outros países desenvolvidos liam e tinham.
Arre!
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Mais: há mais ignorância e desconhecimento agora do que nesse tempo! E não estou a exagerar.
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também não havia censura e a pide era uma associação cultural ali para os lados da antónio maria cardoso onde a malta costumava jogar à bisca depois do s. carlos.
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#24:
Lá vem a confusão do costume, a mistificação habitual. Havia censura e repressão política. E não se poderia escrever tudo o que a oposição pretendia, para depor o regime. Era proibido dizer mal dos próceres do regime.
Mas quem queria saber, sabia. Quem queria ler, lia. Quem gostava de conhecer, conhecia. Os livros proibidos pela censura do regime eram poucos, muito poucos. E nunca alguém se queixou, na oposição de não ter conseguido ler esses livros proibidos e que impediam o conhecimento.
Basta ler os suplementos literários dos jornais de final dos anos sessenta, para perceber isso muito bem. Alguns autores de oposição escreviam e eram lidos e as suas obras objecto de crítica literária.
Pior que isso era na URSS e geralmente os que vem sempre com a história da PIDE e da Censura, não querem admitir que nesses países a repressão era exponencialmente maior e sem discussão séria acerda dessa verdade. A Censura nem se fala: não passava nada na fronteira. Nada de nada que os guardas zelosos não proibissem. Livros ocidentais, zero. Zero absoluto.
Por cá, havia à venda, livremente, em francês tudo o que interessava aos intelectuais da altura e que lutavam por um regime tipo URSS.
Que se pode dizer de pessoas assim?
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Os que se queixavam de censura e repressão, depois do 25 de Abril tiveram toda a liberdade de publicar os livros reprimidos pela temível censura.
Só me lembro de um que já foi escrito bem depois disso: O único animal que. do Abelaira. Triste país o nosso…que nem sequer memória viva dessas coisas preserva. Só mistificadores e batoteiros políticos.
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Eu nas semanas e meses a seguir ao 25 de Abril lia avidamente a revista Vida Mundial à espera do estrondo literário que a Pide e a Censura proibira. Esperava e esperava…nada de nada.
Não havia nada a esperar. E agora, temos estes letrados de véspera a reinventar a História no revisionismo habitual.
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Estes pobres de espírito nem sequer uma obra como o Esteiros foram capazes de reproduzir com a actualidade do tempo que viveram. Sobre a guerra no Ultramar como fugiram dela, não tiveram tomates de gente a valer para escrever uma simples novela sobre o assunto.
E depois vêm para aqui mostrar a apagada e vil tristeza.
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“Se bem entende, coloco no meu blog cópias de páginas e páginas..”
Ai !! Filho
Quem é que lê essa merda ???
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Quem é o António Maria Cardoso ???
É o matulão que joga no Benfica ???
Ai!! José, você tem uma memória
E de sexo ?? Como é que vamos ????
Ummmm !!!!
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” lia avidamente a revista Vida Mundial ”
Ainda não havia a Play Boy, nem a Coca Cola
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lia avidamente a revista Vida Mundial
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#29:
“Quem é que lê essa merda ???” Não é preciso ler. Para analfabetos bastam imagens.
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Sobre a guerra no “ultramar”
Como perguntava o outro: Onde é que estavas quando do 25.4 ???
Eu estava na Guiné. Fui desmobilizado em 75
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Estávamos a falar de livros, de obras literárias ou de conhecimento sobre o Ultramar. Coisas a sério e escritas por quem deveria saber e anda por aí a dizer que dantes não havia conhecimento e e que eram um tempo de trevas.
É sobre isso, os meus comentários. Sobre a ausência de quem saiba escrever sobre isso e depois venha dizer que o problema era dantes…
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Os que escreveram o cancioneiro do Niassa também estavam obscurecidos pelo obscurantismo? Estavam nas trevas do conhecimento?
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Força Maitê.
Os portugueses são uns broncos.
Vocês têm o Lulla, um cara legal.
E nós temos um falso inginheiro ignorante!
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12.José disse
16 Outubro, 2009 às 12:00 pm
.
Foi uma óptima ideia divulgar aqui esta revista que é excelente.
Nuno
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E vende-se por cá. Tenho-a comprado desde o primeiro número, já lá vão uns anitos, quando era dirigida por Jean-François Khan que antes dirigira a L´Évenement du jeudi. Como gosto de guardar tudo, é ver o que isto representaria se não tivesse deitado alguns números fora. Do que me arrependo, mas é assim.
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“Lá vem a confusão do costume, a mistificação habitual. Havia censura e repressão política. E não se poderia escrever tudo o que a oposição pretendia, para depor o regime. Era proibido dizer mal dos próceres do regime.”
lá vem a baralhação do habitual e o branqueamento dos costumes. a liberdade de expressão era condicionada à política, moral e costumes do regime e tudo o que fosse fora disso dava direito a repressão. portanto, não havia liberdade.
“Mas quem queria saber, sabia. Quem queria ler, lia. Quem gostava de conhecer, conhecia. Os livros proibidos pela censura do regime eram poucos, muito poucos. E nunca alguém se queixou, na oposição de não ter conseguido ler esses livros proibidos e que impediam o conhecimento.”
quem queria saber e ler, sabia que tinha de ler às escondidas. os livros proíbidos eram poucos porque as editoras não arriscavam a publicá-los. claro que a oposição andava mais preocupada em passar despercebida do que a reclamar livros proibidos.
“Basta ler os suplementos literários dos jornais de final dos anos sessenta, para perceber isso muito bem. Alguns autores de oposição escreviam e eram lidos e as suas obras objecto de crítica literária.”
final dos anos sessenta, quer cinco anos em quarenta de ditadura. deves ter acordado no 69.
“Pior que isso era na URSS e geralmente os que vem sempre com a história da PIDE e da Censura, não querem admitir que nesses países a repressão era exponencialmente maior e sem discussão séria acerda dessa verdade. A Censura nem se fala: não passava nada na fronteira. Nada de nada que os guardas zelosos não proibissem. Livros ocidentais, zero. Zero absoluto.”
o salazar e o marcelo diziam o mesmo, o problema eram os comunistas e por via das dúvidas tudo o que fosse mais de uma pessoa era considerado ajuntamento subversivo. o zelo da alfandega russa era semelhante à portuguesa, os russos censuravam as fotografias e os portugueses os textos que não percebiam.
“Por cá, havia à venda, livremente, em francês tudo o que interessava aos intelectuais da altura e que lutavam por um regime tipo URSS.”
claro que sim, quem é que não comprava o avante no quiosque dos restauradores.
“Que se pode dizer de pessoas assim?”
julgam que os outros são parvos ou que têm a memória curta
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“o zelo da alfandega russa era semelhante à portuguesa”..
Podia escolher outra frase para escrever sobre a ignorância facciosa, mas esta serve perfeitamente.
É por estas e por outras que continuamos a ser os otários da Europa. Com intelectuais deste calibre…
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alguma vez foste à urss? quando? não estarás a confundir com aquela viagem à viúva solano. otário é nome de família ou título nobiliárquico?
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Nenhuma revista ocidental entrava na URSS, para ser vendida nos armazéns do povo ou noutros lugares. Nenhuma, a não ser no comité central, para os brejhneves se deleitarem com as gajas do ocidente. Mas isso não vi e não sei. Sei o que contam os que lá estiveram e os que contam coisas como o historiador Orlando Figes.
E depois há outra coisa bem mais grave: se por cá houvesse um partido salazarista, os vários ferreiras rasgavam as vestes de trapo intelectual. Mas pode haver um partido comunista que o proibiria imediatamente. E chamam-se democratas.
E no entanto, o PCP ainda hoje defende regimes de uma repressão sem qualquer comparação em termos de ferocidade com o salazarismo.
Isto tem alguma lógica? Tem. Para os ferreiras tem toda a lógica da sua inteligência.
Porranto, revisionismo histórico à la ferreira é bastamente dispensável.
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Grande texto Helena, o seguinte:
Fico com pena que tenha tido que desligar os comentários e, assim, eu tenha ficado impedido de colocar lá este comentário.
Os homens-de-mão de serviço estão cada vez mais desesperados (e malcriados) e isso só pode ser bom sinal. Eh, eh, eh…
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#43 – tá melhor, na volta dá-te um ataque de ternura e começas aos beijos aos brazneves, mas não foi isso que te perguntei. o que eu queria saber é se alguma vez tinhas privado com os serviços alfandegários da urss ou se é diz que disse e recortes de jornal. o teu amigo orlando factura uma nota preta a vender conspirações russas ao mi6 e com os restos faz livros e dá aulas de salada russa com pastéis duma (outra) história.
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claro que sim, quem é que não comprava o avante no quiosque dos restauradores.
Ninguém, e agora também não.
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Esse palerma não é exemplo de nada. É o doente mental do Ferreira da Carvalhosa que escreve à Côncia- nomes próprios e palavras a seguir a ponto final, em minúsculas.
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olha a zaira, o poço das víboras, prima da obra de bordalo pinheiro ainda visível na praça da fruta das caldas.
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Vai lavar a loiça morcão, que já são horas de desorelhares daqui para fora.
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O Ferreira da Carvalhosa faz lembrar o cão priáptico do David Lynch.
24 horas seguidas, atrelado ao Blasfémias, a rosnar de raiva a tudo o que não é comunista.
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O Orlando Figes foi o autor do Livro Negro do Comunismo. Fez-lhe tanta mossa que não tiveram outro remédio senão copiarem a ideia( está-lhes nos genes porque copiaram toda a tecnologia do ocidente dos últimos 70 anos) e encomendaram um Livro Negro do Capitalismo, patético e a acusar a CIA de todos os males do mundo.
O Livro Negro do Comunismo tinha um subtítulo: a tragédia de um povo. O russo, claro.
Estes ferreiras estão sempre nas tintas para o povo porque o que defendem é o comité central. O povo em cuecas…
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#51 – o maravilhoso mundo a preto e branco de wolfgang josé na oh! preta & oh! branca “o pífaro mágico”, ideal para iniciação à masocaria lusitóina, em promoção na loja.
se vires por aí o palma apresenta-lhe as minhas nazdorovias.
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“está-lhes nos genes porque copiaram toda a tecnologia do ocidente dos últimos 70 anos”
os cámones nunca roubaram nada dos alemães, os japócas nunca copiaram o ocidente e os chinas nunca fizeram contrafacção. eu também sou assim, quando não concordo com os gajos chamo-lhes comunistas, o salazar fazia o mesmo.
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Agora traveste-se de mulher. Deve ser efeito do avental de lavar a loiça.
Este tarado é mesmo o cão raivoso do Lynch. Um priáptico mental.
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Boa.
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Pena é náo se poder comentar “Os indulgentes” de H.Matos. Esse sim, tem matéria de sobra. Mas deve fazer engulhos a muito boa gente.
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O meu nome é Coutinho e não “Outinho”
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# 56 Isabel Coutinho
La Mauvaise Vie de François Miterrand não é uma autobiografia, como diz a Helena Matos, é um romance com inspiração numa biografia. O que é singularmente diferente, portanto não é para tomar à letra. Os vícios pedófilos do personagem na Tailândia não coincidem necessariamente com as paixões secretas, confessáveis ou não, do escritor Mitterrand.
Lawrence Durrell, no Quarteto de Alexandria,também visita um bordel de miúdos, que desabam sobre ele como piranhas. E isso não quer dizer que Lawrence Durrel seja pedófilo – é simplesmente um ficcionista. Será que vou ter que chegar ao enxovalho de definir o que é um autor de ficção contraposto a um memorialista?
Por outro lado é óbvio que o divino marquis de Sade, que faz parecer andorinhas a maior parte dos libertinos, não foi sempre sádico. O teatro da Imaginação existe, e por vezes os seus prazeres são mais fortes e salerosos dos que os dos teatros da realidade.
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Os jornalistas portugueses investigam pouco, são radicalmente expeditivos e tem a moraleja rápida e o dedinho condenatório sempre pronto a sair do avental, do burel, ou da camisinha ideológica.
Quando, por mero acaso, chegam à reflexão, reflectem com as ideias dos outros, e não conseguem elevar-se à ideia própria.
Sem independência intelectual, nem estudo avisado do que jornalistam, como considerá-los senão como papagaios cíclicos, que com todo o psicatismo se auto-e-inter plagiam?
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psitacismo
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les choses sont bien plus autres que ce que l’on croit
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Puto,
Cohen-Bendit gabou-se do mesmo, e não foi em nenhum romance. Hoje é um respeitável deputado do Parlamento Europeu.
Poderá chamar-se “civilizado” a um mundo que tolera a pedofilia?
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