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16 Outubro, 2009
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43 comentários leave one →
  1. Piscoiso's avatar
    16 Outubro, 2009 13:20

    Porquê 3?

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  2. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    16 Outubro, 2009 13:38

    quem escolhe nenhum destes tem que votar em mais dois destes?

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  3. Piscoiso's avatar
    16 Outubro, 2009 13:43

    Já consegui maneira de escolher 4.
    Escolher 5 já é mais difícil, mas vou continuar a tentar.

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  4. Falcão peregrino's avatar
    Falcão peregrino permalink
    16 Outubro, 2009 14:29

    Ainda bem que na lista não está nada relacionado com imigração e nacionalidade.Temos que ser solidários com o mundo.Temos que ganhar menos para que outros ganhem mais mesmo que não sejam necessários e só se limitem a “escolher-nos”
    As invasões pacíficas são enriquecedoras.Vamos ter mais mesquitas, mais bruxos e acima de tudo genes frescos.Que a juventude local está destinada a arrumar carros…

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  5. Falcão peregrino's avatar
    Falcão peregrino permalink
    16 Outubro, 2009 14:32

    Aliás é um problemazinho invisível.A ex-cintura industrial, a antiga “cintura de aço”, agora transformada na cintura negra.Que uns dizem ser base da guerrilha urbana em desenvolvimento.Cá.Uma riqueza…

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  6. Paulo Quintela's avatar
    16 Outubro, 2009 14:33

    Falta aí uma opção.

    Quais os 3 principais sectores em que é indispensável a presença do Estado enquanto prestador de serviço público?

    * Salvar a banca privada quando os gestores metem a pata na poça.

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  7. Falcão peregrino's avatar
    Falcão peregrino permalink
    16 Outubro, 2009 14:35

    Ainda bem que o BE e o Vale de Almeida aí estão para tratar do “casamento gay” nesta legislatura.Apanhar no cu é a salvação da classe operária e camponesa…e dum preto claro está!

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  8. Desconhecida's avatar
    Zé Leitão permalink
    16 Outubro, 2009 14:48

    3 não chegam.
    Segurança, Educação, Saúde e Transportes.
    Acrescento, em generalidade, que o Estado tem que providenciar QUALQUER serviço, a que as populações não tenham acesso.
    Infelizmente cá em Porugal, há regiões do país que são muto atrasadas no que rspeita a acessos básicos.

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  9. JCP's avatar
    JCP permalink
    16 Outubro, 2009 15:08

    Foi o Miranda que fez o quadro?

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  10. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    16 Outubro, 2009 15:09

    “8 Zé Leitão

    E quem é que paga isso tudo, quem é?

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  11. O Socrates lixou-se's avatar
    O Socrates lixou-se permalink
    16 Outubro, 2009 15:12

    se inclui a opção “nenhum destes” também devia incluir a opção “em todos eles”..

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  12. que vergonha's avatar
    que vergonha permalink
    16 Outubro, 2009 15:16

    Eu voto na comunicação social, para acabar com a prestação miserável e antidemocratica com que a Imprensa escrita tratou o Bloco de Esquerda nas autárquicas antes de se saber os resultados. Senão vejamos:

    http://blocodemarvila.blogspot.com/2009/10/e-agora

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  13. Pedro do Blog's avatar
    16 Outubro, 2009 15:16

    #6
    Mesmo que isso implique que as pessoas fiquem sem o dinheiro que lá têm?
    Essa medida de salvar bancos não se trata de salvar o banco em sí, mas sim a economia, a confiança na economia e os próprios cidadãos.

    O grande erro dos EUA foi terem deixado o Lehman cair.

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  14. que vergonha's avatar
    que vergonha permalink
    16 Outubro, 2009 15:18

    Eu voto na comunicação social, para acabar com a prestação miserável e antidemocratica com que a Imprensa escrita tratou o Bloco de Esquerda nas autárquicas durante a campanha. Senão vejamos:

    Agora sim o link:

    http://blocodemarvila.blogspot.com/2009/10/imprensa-escrita-nas-autarquicas.html

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  15. Desconhecida's avatar
    Critico permalink
    16 Outubro, 2009 15:21

    Embora não esteja ai economia porque é obvio, na minha optica 3 que ai estão sem duvida merecem ser aprofundadamente melhorados.

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  16. Falcão peregrino's avatar
    Falcão peregrino permalink
    16 Outubro, 2009 15:23

    Portugal tem quinto défice comercial mais grave da UE

    O que é isso comparado com o melhor acolhimento do mundo…

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  17. N S F's avatar
    N S F permalink
    16 Outubro, 2009 15:24

    Por que não todos quando é evidente que a intervenção é necessária em todos os sectores apresentados e mais alguns.
    O Estado tem que providenciar assistência em tudo o que faz falta à sociedade.

    Nuno

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  18. Falcão peregrino's avatar
    Falcão peregrino permalink
    16 Outubro, 2009 15:25

    Ideia para o Louçã:

    Incluir a nacionalização de África no programa do BLOCO!

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  19. Desconhecida's avatar
    Zé Leitão permalink
    16 Outubro, 2009 15:25

    #10 Pi-Erre

    O Estado evidentemente, ou seja, todos os portugueses.

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  20. Falcão peregrino's avatar
    Falcão peregrino permalink
    16 Outubro, 2009 15:27

    Por acaso falta na lista o que eu ainda quero:
    4 gajas boazonas, uma casa espaçosa tendo em conta o tamanho da “família”, e uns subsídios que permitam viver com dignidade…

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  21. Falcão peregrino's avatar
    Falcão peregrino permalink
    16 Outubro, 2009 15:28

    PS
    Não peço camelos porque é o que mais por aí há…

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  22. Falcão peregrino's avatar
    Falcão peregrino permalink
    16 Outubro, 2009 15:31

    E já agora quero a casa social ou em Nafarros ou no Vau.Confio inteiramente nas escolhas do Marocas…

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  23. Falcão peregrino's avatar
    Falcão peregrino permalink
    16 Outubro, 2009 15:33

    Cos dinheiros do PS fazem-se milagres…

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  24. Falcão peregrino's avatar
    Falcão peregrino permalink
    16 Outubro, 2009 15:38

    Segundo uns só com o PPC a 1º é que a coisa ficava ainda melhor…

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  25. Falcão peregrino's avatar
    Falcão peregrino permalink
    16 Outubro, 2009 15:38

    Se calhar era distribuida a “erva” de borla…

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  26. ouroboro13's avatar
    16 Outubro, 2009 15:43

    Só votei na Segurança. Suponho que a segurança inclua a Defesa, justiça e segurança interna. Só estas áreas justificam a presença do estado perto dos 100%. Na defesa, por exemplo, as áreas de manutenção, como se fez com as OGMA e finalmente se está a fazer com o Arsenal do Alfeite, podem ser atribuídas a privados. Uma parte das prisões também, ou pelo menos a sua gestão. Falta regulamentar a investigação judicial privada, ou a fiscalização da liberdade condicional, por exemplo. E na segurança interna, na prática também já assim acontece.

    Em tudo o resto a presença do estado devia variar entre 90 e 0%. E quanto mais próximo dos 0% melhor.

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  27. Tio Estanislau's avatar
    Tio Estanislau permalink
    16 Outubro, 2009 15:44

    Porra

    Vocês andam sem imaginação

    Vaõ-se masturbando

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  28. Desconhecida's avatar
    alambanzado permalink
    16 Outubro, 2009 15:49

    Por acaso falta na lista o que eu ainda quero:
    4 gajas boazonas, uma casa espaçosa tendo em conta o tamanho da “família”, e uns subsídios que permitam viver com dignidade…

    BOA EXIGÊNCIA, PARA QUEM NÃO TEM TUSA !!!!

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  29. Henry's avatar
    Henry permalink
    16 Outubro, 2009 15:50

    SEGURANÇA, DEFESA e JUSTIÇA.

    Para o resto o Estado não deve prestar serviços mas sim assegurar que os mais pobres possam aceder a eles.

    O Estado ao criar monopólios ou quasi monopólios cria uma mentalidade de rendeiro nos médicos, enfermeiros, professores, “artistas”, jornalistas sujeitos à pressão política mas não à procura dos clientes…

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  30. O Socrates lixou-se's avatar
    O Socrates lixou-se permalink
    16 Outubro, 2009 16:08

    #14 não vale a pena chamar a atenção para as deturpações da comunicação social porque esta malta so quer tagarelar e butar verborreia 🙂

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  31. Falcão peregrino's avatar
    Falcão peregrino permalink
    16 Outubro, 2009 16:09

    Ó 28
    Mas julgas que por aqui a escala é a do Miguel Vale de Almeida ou quê?Que deve ter tido um retrocesso da tusa da ponta para o fundo da tripa?
    Manda cá a tua companheira, se tiver aparência,e ELA logo te diz como foi…

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  32. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    16 Outubro, 2009 16:30

    26.

    “Em tudo o resto a presença do estado devia variar entre 90 e 0%. E quanto mais próximo dos 0% melhor.”

    “entre 90% e 0%”, Ouroboro13? Que raio… não achas que esse lado de esquedro da escala ainda está muito socialista e assim? Não seria melhor colocares “entre os 3% e os 0%”? Como diria ali em cima um colega, eu quero saber o que vão fazer com o MEU dinheiro, e não quero cá que me ameacem ficar com 90% do meu rico dinheirinho para satisfazer comunas e malandros que não sabem tratar de si.

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  33. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    16 Outubro, 2009 16:54

    Saúde: não vejo razão nenhuma para que o Estado gaste o MEU dinheiro. Cada um deve ser responsável por tomar conta de si e por ter saúde. Tenham cuidado com os acidentes e com a alimentação e não me macem. Quem quer, vai ao privado.

    Educação: não tenho nada que educar os filhos dos outros com o MEU dinheiro.

    Cultura: O MEU dinheiro vai, quando muito, para conservar os monumentos nacionais, castelos, sobretudo, para eles não cairem.

    Infra-estruturas básicas. Estradas, é? Os privados sabem construir estradas melhor do que ninguém Quem quer passar nas estradas, paga. Não pago as deslocações de ninguém com o MEU dinheiro.

    Requalificação urbana: Nem sei o que isso é, e tresanda a comunismo, planeamento quinquenal e coisas assim.

    Transportes: a mesma resposta das estradas

    Segurança: Forças armadas para protecção do país contra o exterior. O resto pode bem ser empregue a empresas privadas. Não pago a segurança dos outros com o MEU dinheiro.

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  34. Dr Jekill's avatar
    Dr Jekill permalink
    16 Outubro, 2009 18:56

    “E quem é que paga isso tudo, quem é?”

    ok. então deixo de pagar impostos, pode ser?

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  35. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    16 Outubro, 2009 19:59

    “ok. então deixo de pagar impostos, pode ser?”

    Pode.

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  36. anonimo's avatar
    16 Outubro, 2009 22:43

    ó Mãe, os outros meninos não querem brincar comigo!
    Depois do animal feroz e do dialogador compulsivo, eis que surge Sócrates, o pândego.

    “Eu respondo pela minha iniciativa, os outros partidos pela atitude que decidiram assumir”.

    Que confiança pode merecer um partido disponível para se coligar com todos os outros?
    http://31daarmada.blogs.sapo.pt/3333101.html

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  37. Pedro's avatar
    Pedro permalink
    16 Outubro, 2009 23:22

    Já que não incluíram alguns que considero essenciais (Justiça, por exemplo), porque é que a única hipótese alternativa aos enunciados é “NENHUM destes”?

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  38. Pizarro's avatar
    Pizarro permalink
    17 Outubro, 2009 01:23

    Só há 1.. segurança

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  39. anónimo's avatar
    17 Outubro, 2009 12:46

    Privado pesa 13,5%

    Um dado curioso é que o ensino privado pesa mais em Portugal do que na média da OCDE em
    todos os graus de ensino. + No primeiro ciclo do ensino básico, o privado representa 8,5
    por cento (2,9 por cento na OCDE). No terceiro ciclo, o peso do privado baixa para os 5,5
    por cento (3 por cento na OCDE), voltando a subir no secundário para os 13,5 por cento
    (5,3 por cento na OCDE). Só no México e no Japão, e nalguns graus de ensino nos Estados
    Unidos, é que o sector privado tem mais peso do que em Portugal.
    http://www.ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1399604&idCanal=58

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  40. gina's avatar
    17 Outubro, 2009 13:46

    9 de Março de 2008

    Com conteúdos e qualidade muito diversos, as medidas de política educativa do actual
    Governo manifestam, em qualquer caso, um princípio unificador bastante preciso: retirar
    direitos (“privilégios”, no entendimento dos responsáveis governamentais), poder e
    auto-estima aos professores dos ensinos básico e secundário. Intrigado com esta estranha
    coerência, terminava José Gil a sua coluna na Visão de 21 de Fevereiro com a seguinte
    inter­rogação: “Nisto tudo, porquê tanto ódio, tanto desprezo, tanto ressentimento contra
    a figura do professor?” Procurando contribuir para responder à pergunta, direi que a
    atitude governamental em causa, para se poder apre­sentar com tanta convicção e
    coerência, teve de basear-se em alguns equívocos, que passo a tentar enunciar. Um
    primeiro equívoco consiste em admitir que a sociedade portuguesa oferece aos jovens
    condições homogeneamen­te favoráveis de acesso e de relacionamento com a escola, tornando
    por isso fácil e padronizável a acção pedagógica. Partindo deste equívoco, o corolário
    político extraído pela actual equipa ministerial foi o de que os alegados maus
    re­sultados obtidos no sistema educativo português são direc­tamente imputáveis aos seus
    protagonistas maissalientes: os professores e os órgãos de gestão dasescolas.A verdade é
    que, para sustentar tal posição, é precisoacreditar que: a sociedade portuguêsa não é
    marcada por fortes desigualdades económico-sociais; é estatisticamente irrelevante a
    proporção de crianças e jovens a viverem em situação de pobreza ou em famílias com
    horizontes de em­prego precários; não há défices de instrução e de literacia muito
    elevados entre a população adulta, portanto entre os pais de muitos alunos que hoje
    frequentam a escola; não há falta de tempo nem de preparação de muitos encarregados de
    educação para o acompanhamento escolar dos filhos; não há espaços residenciais
    estigmatizados nem formas de socialização desviantes a eles associadas; não hádiluição de
    factores de motivação para o trabalhoescolar induzidos pelo consumismo e por ilusões
    deascensão social difun­didas no campo dos media e dasindústrias culturais e de lazer;
    não há carências nem falta de coordenação entre instituições de apoio social às
    populações e grupos escola­res mais desfavorecidos; não há desmotivação dos jovens para o
    prosseguimento de estudos por falta de perspectivas profissionais valorizadoras das
    aprendizagens escolares; não há pressão para a saída precoce da escola em direcção a
    postos de trabalho precários e muito pouco qualificados (em Portugal ou até emEspanha);
    etc.O segundo equívoco é, em grande medida, uma pro­jecção do primeiro no modo de
    conceber o quotidiano concreto das escolas e desdobra-se, também ele, em múl­tiplas
    crenças: os equipamentos escolares têm sempre grande qualidade; as turmas reais têm a
    dimensão que lhes atribuem as “médias” oficiais; é estável, transparente e coerente a
    malha de regulamentação das actividades lectivas de iniciativa governamental (raramente
    avalia­das, aliás) a que os professores têm de se adaptar; não há alunos com dificuldades
    acumuladas nas turmas; há acompanhamento permanente a esses alunos por parte de equipas
    pluridisciplinares devidamente preparadas e estáveis; há muito tempo disponível no
    horário dos professores para se relacionarem com os colegas, para prepararem
    conscienciosamente as aulas e para se en­contrarem consigo próprios no quadro de
    estratégias de autoformação consistentes e estimulantes; a sala de aula é um espaço de
    transmissão da mensagem pedagógica sem resistências nem dissidências por parte dos
    recep­tores, e onde a indisciplina é pontual epassageira; não há sofrimento nem forte
    incidência deburnout entre os docentes; etc. Assumidas estas ficções sobre a sociedade
    portuguesa e as suas escolas concretas, basta que se assuma também o pressuposto
    (individualista/subjectivista) segundo oqual a acção dos professores depende
    exclusivamente de qualidades e intenções que lhes são “próprias”, e não sobretudo, como
    acontece na prática social em geral, da estrutura de limitações e oportunidades com que
    seconfrontam – basta que se assumam aquelas ficções eeste pressuposto para se começar a
    acreditar, e depoisa jurar, que os problemas da escola portuguesa começam e acabam na
    inabilidade, preguiça, “corporativismo”, desleixo, desinteresse dos professores,
    responsabilizando-os publicamente por isso. Foi esta a armadilha intelectual em que se
    deixou caira equipa ministerial, quase desde o momento em que iniciou funções. Daí à
    hostilização sistemática dos professores, ha­bilmente mediada pelo ataque às suas
    estruturas sindicais, não foi senão um passo. (…)Numa altura em que os teóri­cos da
    organização e gestão empresarial defendem cada vez mais a importância do envolvimento e
    participação criativa dos trabalhadores (encarados como actores “re­flexivos”),
    desconfiando dos que teimam em racionalizar e controlar os comportamentos no espaço do
    trabalho sem ter em conta a pluralidade e riqueza das suas dimensões humanas, a obsessão
    “gestionária”do Governo no modo de conceber a actividade docente (actividade relacional
    por excelência) tem o seu quê de anacrónico – e pode vir a ter consequências muito
    negativas, se não forem revistas alguns dos seus fundamentos e modos de concretização.”
    José Madureira Pinto
    Professor de Sociologia (UP)
    Publicado no jornal Público

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  41. SG's avatar
    18 Outubro, 2009 11:39

    Caramelo #33.
    Explique-me, por favor, de onde vem o seu dinheiro. Não porque não acredite que o ganhe trabalhando honestamente, mas porque duvido que o tenha conseguido sem recurso a bens/serviços/activos/infra-estruturas que são da comunidade que não foram pagas por si. Será que tinha conseguido ganhar esse SEU dinheiro se estivesse sozinho no deserto ou fosse eremita?

    Logo, pelo menos o seu custo de utilização deve pagar. Os impostos são isso.

    Depois, porque é que vive num país com mais pessoas? Porque não se isola e fica com o seu dinheiro. Assim, já não vai ter que suportar as despesas de saude, educação, segurança, defesa, obras públicas, etc…

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  42. SG's avatar
    18 Outubro, 2009 11:47

    SAUDE: o que preocupa as pessoas não é tanto que o Estado providencie quem trate da sua saude, mas sobretudo quem a vai pagar.
    O sistema de Bismark, que existe em países como a Alemanha, França, Holanda, é mais justo porque respondabiliza directamente o cidadão pela sua saude e ao mesmo tempo introduz um elemento de competitividade entre os prestadores que aumenta a qualidade. Há um seguro público de saúde para o qual todos descontam, mas não é obrigatório utilizar estruturas publicas de saúde, reduzindo a pressão sobre o estado de proviodenciar redes inteiras de restaçaõ de serviços.
    O nosso sistema, copiado do NHS inglês, de Bevridge, e também existe em Espanha além de inviável economicamente, leva a que os cidadãos se desresponsabilizem e exijam tudo, mesmo o irreal. Por isso é que em Inglaterra o HNS já faliu e em Portugal as coisas caminhasm nesse sentido. Cada vez é maior a fatia para individualmente pelos cidadãos e não se vislumbra possibilidade de controlar.

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  43. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    19 Outubro, 2009 10:28

    41.

    SG,

    Estava a brincar, desculpe se o assustei. Eu até consigo fazer uma tese complexa a favor da ausência do Estado na Defesa, com recurso a um pacote de filósofos americanos. não custa nadinha, garanto-lhe. Um abraço.

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