Não se esqueçam que as melhores são as piores
«’Trata-se de um estudo psicolinguístico porque se pretende analisar o que é que se passa na mente da criança, enquanto aprende, explica o investigador» – Interessante seria complementar esse estudo outro, psicolinguístico ou não. Mais precisamente perceber o que se passa na mente dos professores, pedagogos e burocratas do pedagoguês para que logo na 1ª classe se baixem as expectativas e portanto a exigência em relação a alguns alunos. As escolas onde se aprende menos são também as escolas onde se ensina menos, se exige menos e se espera menos. E na verdade só um tolo tenta contrariar esta atitude pois fazer o contrário implica estragar as estatísticas, dar cabo dos objectivos e arranjar problemas para si e para os colegas. Assim se os meninos dão erros não se corrigem os erros. Discute-se a razão de ser dessa norma ortográfica. Afinal, perguntam, qual é o problema dos erros? A criança expressa-se pior por dar erros? Vão ler o que se escreveu nos anos 70 a 90 sobre os erros ortográficos e perceberão como chegámos aqui. Só tenho pena de ter pedido os contactos dos inspectores ministeriais e demais orientadores que nos anos em que fui professora me alertaram para o facto de que assinalar erros ortográficos, anda por cima a vermelho!, traumatizava os alunos e era uma prática antiquada. Também não viam interesse algum na leitura em voz alta dos textos. A única coisa que os mobilizava era o ensino do que designavam como árvores de Chomsky. Em abono do Chomsky diga-se que o senhor jamais suporá a influência que teve na criação deste luso arquipélago de semi-analfabetos.

‘….nos anos em que fui professora …..´está explicado o porquê…
eu tento evitar as generalizações, mas fico sempre em pânico quando os meus filhos têm profes mulheres de cabelos curtos.
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Estão no 4.º ano e são poucos os que sabem quando devem aplicar a palavra correcta numa frase, quando essa palavra é homófona. “Nós” e “noz”, “vês” e “vez”, apesar da pronúncia serigual, a grafia e o significado são diferentes. “Esperar-se-ia que todas ascrianças soubessem”, considera Jo-sé Junca de Morais, neuropsicólo-go e coordenador científico do Estudo longitudinal: níveis de referência de desenvolvimento da leitura e da escrita – do 1.º ao 6.º ano de escolaridade. “Falta prática intensiva de leitura”, diz.
O Plano Nacional de Leitura (PNL) pode contribuir através do trabalho que tem vindo a desenvolver junto dos alunos, desde o pré-escolar, mas também a fazer propostas às famílias e ao Ministério da Educação, continua o investigador da Universidade Livre de Bruxelas. Os primeiros resultados são hoje apresentados na 3.ª conferência internacional do PNL, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
O estudo está a ser feito junto de três escolas da região de Lisboa, a primeira com alto rendimento escolar, a segunda com rendimento médio-alto e a terceira com baixo rendimento. São analisadas duas turmas por cada ano escolar, do 1.º ao 6.º anos, por escola, num total de meio milhar de estudantes. O objectivo é “ter uma ideia de como é que os alunos lêem” em vários domínios, das competências fonológicas à leitura de palavras. São cerca de 40 testes, de leitura, compre-ensão e escrita, adequados a cada ano. Trata-se de um estudo psicolinguístico porque se pretende analisar o que é que se passa na mente da cri-ança, enquanto aprende, explica o investigador.
Para já, as conclusões – Junca de Mo-rais salvaguarda que a análise não é representativa, já que está a ser realizada em apenas três escolas – são que há grandes disparidades entre as escolas. Por exemplo, na avaliação feita ao 1.º ano, no final do 1.º período, os alunos da escola com o rendimento mais baixo conhecem apenas seis a dez letras, enquanto os que se encontram na escola com rendimento alto sabem já o alfabeto. Estas disparidades reflectem-se no final do ano lectivo, altura em que todos os alunos voltam a ser submetidos a nova bateria de testes. “As crianças da escola com rendimento baixo fizeram progressos mas não estão ao nível das outras”, explica.
Mais do que com os métodos dos professores – embora esses também sejam importantes e seja necessária formação, aponta -, José Junca de Morais considera que o problema está no facto de as crianças não terem feito o pré-escolar, nem actividades em casa, com os pais. “Deve ser isso que está na origem das diferenças. Há crianças que no 1.º ano já têm uma certa bagagem cultural e conhecem vocabulário”, esse conhecimento facilita a aprendizagem, defende.
No 2.º ano de escolaridade há progressos, que podiam ser “mais acelerados”. “Dá-nos a impressão que não lêem o suficiente, que falta prática de leitura. É importante que adquiram a habilidade de ler sem dificuldades”, explica o investigador, acrescentando que “se a pedagogia fosse boa, os alunos estariam mais bem preparados na leitura”.
Para já, ainda falta inquirir os alunos dos 3.º, 5.º e 6.º anos, o estudo só estará concluído no próximo ano, altura em que se poderão fazer recomendações “sobre a maneira de agir na sala de aula, que tipo de conhecimentos devem ter os professores sobre a aprendizagem da língua e da leitura”. Para já, os conselhos são gerais: aos pais e aos educadores de infância, o investigador recomenda actividades orais; aos professores do 1.º ciclo que tenham um “conhecimento claro e aprofundado do que é o alfabeto, o sistema de escrita e o código ortográfico da língua portuguesa”.
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Concordo.Hoje em dia a juventude estraga-se com o excesso de psicólogos e teorias rebuscadas, procuram definir problemas e criam novas lacunas, e claro a tradicional desculpabilização por tudo.
Chegou-se ao ridículo de um pai não poder dar uma lapada quando o filho merece como complemento da educação “Ai uma lapada é algo extremamente desumano” por favor… eu não serei velho e recebi poucas, mas as as que merecia e será por isto que hoje sou o que sou, sei destingir o bem do mal,mas hoje entrou-se no cumulo de desculpabilizar tudo aos meninos e claro quando um deles faz uma bestialidade é o tal argumento dejecto “Ah ele coitadinho tem problemas”.
Este eduques é ridículo,aprendi a escrever antes do 1º ano, hoje nem no 4º alguns…com sorte sabem a tabuada no 9º.
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#3…o problema não é o excesso de psicólogos (ainda bem que os há) e respectivas teorias. O problema está na menor exigência das escolas (públicas e privadas) e também nos próprios pais que se demitem do seu papel e portam-se mais como “colegas e amigos” dos filhos do que como educadores.
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Um resultado que este estudo nunca produzirá: O atraso na capacidade de leitura dos alunos apresenta significativa correlação com a tendência de baixa exigência curricular a que se vem assistindo ao longo dos anos, aliada a uma desculpabilização e desresponsabilização de quem tem a tarefa de educar as crianças: pais, professores e ME.
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Chomski é esquerda. Esquerda é igualdade proclamada. Igualdade é mito. Mito é engano. Engano é miséria. Miséria é o que temos. Intelectual e espalhada.
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Chomski devia ser lido e criticado pelo bom senso comum. A Esquerda devia mudar para a realidade nua e crua e abandonar a igualdade como mito fundador da política. O mito devia ser entendido como realmente se estudam os mitos gregos:no seu contexto e como parábolas do Homem e dos seus problemas. O engano seria menor e a miséria tenderia a esbater-se um pouco mais. Intelectualmente seríamos mais sólidos e coerentes.
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O Jaime Nogueira Pinto que não é de esquerda, no outro dia escreveu no i como era o seu tempo de escola e o que aprendia com as pedagogias que então eram as adoptadas.
Abandonando a violência do professor sobre o aluno que então era norma, devíamos regressar á pedagogia desse tempo: ensinar, ensinar, ensinar; exigir aprendizagem, testar e formar desse modo. Desde muito cedo. Aos seis anos, ler e escrever o rudimentar e depois de quatro anos, zero erros na escrita. Zero erros como objectivo a atingir, o que era o caso de então. Matemática, idem nas operações básicas com números, fracções e problemas.
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Com esse sistema de ensino, o ISCTE fechava em poucos anos ou regressava ao objectivo para que Marcelo Caetano o criou: dar ocupação a esquerdistas utópicos.
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3#
Em parte concordo, mas temos vindo a observar que os psicólogos estão cada vez mais activos e correlacionados com esta temática, e como tal influenciam e pendem maioritariamente das vezes para a desculpabilização.
É certo que se tem denotado uma grande demissão das obrigações enquanto pais mas tal é reflexo da sociedade em que vivemos (materialismo,falta de sentido de esforço e empenho e facilitismo incluído etc..) e depende de inúmeros factores e poucos que permitam uma correcta desculpabilização, é mais fácil oferecer uma consola ao filho por chumbar pela 5ª vez no 9º que educa-do e saber dizer não, porque dizer não está também na essência de ser pai e apesar de não ser pai dou valor a tal, e não basta faze-los, há que educa-los e não dar a professores esse papel, de educar filhos dos outros.
É mais fácil também deixar uma filha de 13 anos ir á discoteca para serem “pais cool” mas esquecem-se depois dos consequentes.
Ja ouvi casos de alunos que com 16 anos e mais andam em 8ºs e 9ºs e mesmo assim tem tudo de mão beijada dos pais,sendo assim a culpa não é só do Estado e a educação “horribilis” que emana.
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engano …4#
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há muito a dizer em relação a estudos, prescrições prdagógicas e práticas. é crticável a falta de exigência que se constata nas escolas e a demissão dos pais tanto quanto à instrução como à educação dos seus rebentos… sem exigência, mas ajuda também, os resultados nunca passarão de medíocres para quem parte já com dificuldades ou insuficiências.
seria absolutamente necessário a generalização dum ciclo pré-escolar, público e gratuito, de pelo menos dois anos, para todas as crianças… que, actualmente, só é frequentado por quem pode pagar infantários que, ainda por cima, ainda pecam pela falta de qualidade. talvez seja esta a fase de ensino em que o país mais tem de investir, para que as reformas necessárias nas outras fases possam ter um resultado mais profícuo e duradoro.
agora, em relação aos erros ortográficos assinalados a vermelho: para que serve assinalar erros a vermelho ou a amarelo, se não se explica a um aluno qual a razão do erro, muitas vezes por não perceberem o que justifica as diferentes grafias de homófonas? e isso constatei-o com frequência, assinalando o erro a vermelho como a cor de rosa!…
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12. Pode explicar o que levou a que se escrevesse acção e não ação ou assão. Mas a única forma de aprender que se escreve acção e não assão ou ação é escrevendo e lendo.
Helena Matos
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“Árvores de Chomsky” ahahaha serão chaparros?
Mas é verdade- dizem que é traumático assinalar erros e o vermelho foi excluído por causa disso.
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mau exemplo, Helena… aí escarrapacha-se no nariz do crianço a boa ortografia e espera-se que, ao longo da escolaridade, leia o suficiente para que com a frequência a coisa se entranhe… embora possam ser perceptíveis as diferenças fonéticas entre acção e ação, mas, bom, passons!…
agora, com outros exemplos, por exemplo, o do artigo, o nós e noz ou o trás e traz… explicar ajuda a memorizar.
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Em casa dos meus meus pais havia um grosso dicionário de capas pretas, que estava partido em duas partes separadas, pois a encadernação não suportara tanto manuseamento. A separação era na letra “O” e faltavam algumas folhas daquela letra. Ainda hoje, acho que dou mais erros em palavras começadas por “O”.
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# 13
Claro. Puro bom senso!
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Tenho 25 anos e na Primária tive uma professora com perto de 65 anos, que já fora professora dos meus pais. Não seguia os programas e ensinava à «moda antiga». No final da primeira classe já todos sabíamos ler e escrever, e quem não sabia era reprovado. Diariamente tínhamos trabalhos de casa: uma cópia de um texto, problemas de matemática e por vezes composições e conjunções de verbos. Regularmente fazíamos ditados, e por cada erro havia que escrever a palavra, se bem me recordo, 20 ou 30 vezes. Na quarta classe, já conjugávamos os verbos em todos os tempos verbais, tanto simples quanto compostos, e tínhamos a gramática na «ponta da língua». E fomos obrigados a decorar as serras, as capitais de distrito ou os rios de Portugal, várias datas históricas, etc. Outro facto curioso: entrávamos às oito horas mas saíamos à uma da tarde. Havia assim tempo para aprender e brincar. Recordo-me também de por incentivo dessa professora ler Aquilino Ribeiro, Alves Redol, devorar livros de contos tradicionais e de lendas de Portugal, passar tardes a desfolhar e a ver imagens de monumentos em livros de História e de Arte…
Quando cheguei ao quinto ano, parte da minha turma era formada por antigos alunos da referida professora, mais cerca de 10 alunos de outra escola primária, famosa pelos seus métodos lúdicos (visitas de estudo, exposições de trabalhos de artes visuais dos alunos, e até me recordo de um desfile de moda «ecologista» com sacos de plástico). Pois bem, nesse ano 9 alunos provenientes da outra escola primária reprovaram. Os que vinham da minha escola primária tiveram bom aproveitamento e actualmente a maioria está na universidade ou já se licenciou.
Do convívio que tenho com os meus primos mais novos e daquilo que observo no quotidiano, sinto que cada vez mais há uma progressiva infatilização social e um adiar crónico de posturas mais maduras para idades mais avançadas. E isto pode soar a lugar comum, mas a verdade é que os jovens sabem cada vez menos.
Experimentem a fazer a comparação de manuais de Secundário de agora e de há 20 anos atrás. Verão que agora os manuais são muito coloridos, com pouco texto, muitas imagens, esquemas e «bonequinhos», alguns até parecem à primeira vista livros infantis. Verão também que os manuais mais antigos têm muito texto, poucas imagens, ausência quase total de cores aqui e acolá e ausência total de «mascotes», bonecos e outros desenhos imbecis disseminados pelo livro.
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Concordo Zazie (àparte a educação nos dia de hoje não ser prestada com a mesma exigência e rigor e acompanhamento- e não gosto de falar nestes termos que me sinto automaticamente velho saudosista)…aqueles textos, cópias, ditados, rasurados a vermelho bold…ainda hoje me traumatizam…mas são técnicas de…e o mais importante é realmente que havia um esforço mais visivel no aperfeiçoamento da escrita e leitura no 1º ciclo do que há hoje !
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A questão é que todo o aparelho dirigente do ME é eduquês.
A questão é que as Escolas Superiores de Educação (públicas e privadas) são dirigidas por eduqueses.
A questão é que as universidades, através de departamentos “via ensino”, foram totalmente invadidas de eduquês.
Os professores têm todos a mesma formação quer trabalhem nos sectores público, privado ou cooperativo. Todos.
O que se salvou(a), no SNE, é que existia nas escolas uma cultura de transmissão dos professores mais velhos e experientes aos mais novos e o eduquês não fez excessiva “mossa”.
Nestes últimos quatro anos e tal o objectivo sempre politicamente omisso destes bárbaros da 5 de Outubro seria justamente quebrar a espinho aos professores dentro das escolas, aqueles que teriam capacidade de os enfrentar nesse intuito de espatifar de vez o Ensino.
O que é espantoso é que foram osprofessores a opor-se a esse desígnio tenebroso – quando as (pseudo) “elites” os apupavam e os cercavam por todos os lados colocando-se a favor desse monstruso objectivo subjacente a todas as medidas.
Pergunto. Que posição tomaram pessoas como a helenafmatos nessa contenda?
Embarcou também na manipulação de que o que estava em jogo eram “interesses” – privilégios de uma corporação ???!
OU NÃO?
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Outro fenómeno paradoxal:
Em 1973 os alunos do secundário, levavam para a escola meia dúzia de livros, se tanto ( os do ensino técnico e comercial, nem isso). Cabiam naquelas capas em napa, com efígies em relevo dos nossos artistas das letras, os clássicos.
Hoje, é mochilas com quilos às costas, de livros que supostamente deveriam constituir um acrescento maior de saber.
Nada de nada. São apenas edições para que depois a Porto Editora e a Asa e assim dêem a ganhar umas coroas a condes de algibeira que investem na media capital.
Porca miseria.
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Anónimo #20:
Quem são os criminosos dessa actuação mostrenga?
O ISCTE!
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é evidente que os nossos grandes editores andaram a encher-se à conta das escolioses doa miúdos… com a cumplicidade dos professores, que eram presenteados com agendas ou outros livrecos, e a ignorância crassa que tem presidido, há umas décadas não é só de agora, ao funcionamento, a diversos níveis, do ME.
mas os tempos são outros e parece que agora um burro carregado de livros já não é um doutor!…
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“Hoje, é mochilas com quilos às costas, de livros que supostamente deveriam constituir um acrescento maior de saber.”
Mas então, não basta levar o “Magalhães”, com textos digitalizados? Ainda se usa papel?
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Tal como o Anónimo, também pergunto: “Onde estavam as elites quando o LOBBY das “ciências” da educação chegou ao PODER?
Não AFIRMARAM que os professores queriam apenas GARANTIR as regalias?
Agora queixam-se de quê? Não era isto o que queriam? Lembrem-se, os MELHORES, já ABANDONARAM o barco! Os últimos, pelo menos na região de Lisboa, saíram nestes últimos quatro anos!
Portanto, agora, quem quiser oferecer um ENSINO de qualidade aos seus filhos que vá para a fila dos 7 ou 8 colégios de qualidade e prepare-se para gastar em propinas mensais cerca de €650 por filhos!!
Podem escrever nos jornais e até barafustar nas televisões, atribuindo todos os nomes que bem entenderem aos professores que lá trabalham, porque os 650 euros mensais por filho lá terão que pagar, senão matriculem os vossos filhos na “escola” pública que rapidamente será a “escola” de quem não pode pagar outra coisa!!!
PS (não estou a falar do partido, credo…) A autora deste post denunciou SEMPRE o lobby das “ciências” da educação.
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Outra doida!!!
http://www.youtube.com/watch?v=w7eyBvPvNd4&feature=player_embedded
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A Sinistra Ministra Isabel Alçada
23 October 09
… era uma e meia da tarde, já estava eu a telefonar para Londres, para o Filipe, sempre querido, sempre amigo do meu coração, eternamente infantil, que ainda estava no seu eterno encanto de alma ledo e cego, para lhe dizer, e passo a citar, “olha, a P*** da tua prima foi escolhida para nos foder… (sic)”, e como o outro não percebesse, tive de lhe dizer, “é Ministra, agora…”, e ele, “mas Ministra de quê?…”, e eu, ” Da Educação, a única Pasta, tirando a da Cultura, onde cada um pode ser Ministro…”
Isto é a fase dos “fait-divers”, porque, logo a seguir, fui caindo na Real: Lurdes Rodrigues era uma mulher obcecada, primária, que tinha sabido o que custava subir na vida, a partir do nada, e aqui fica feito o elogio possível, a quem não me merece nenhum respeito, porque nunca se soube fazer respeitar, mas, vá lá, sou cavalheiro. Isabel Alçada é pior, é secundária, cínica, ambiciosa, pretenciosa, “snob”, e com o pior estádio de quem tem “pedigrée”, que é achar que tem mesmo “pedigrée”, e quem não tiver não… existe. É secundária, e dá-te, por meia leca, e a sorrir, uma, duas, três, facadas nas costas. A coisa é substancialmente grave, no momento de derrapagem do Sistema de Ensino. Pode perguntar-se o que é que uma gaja, casada com o Rui Vilar, patrão da Gulbenkian, vem fazer num terreiro deste, onde tudo são trincheiras, minas e atiradores furtivos. A primeira resposta é evidente e é ditada pela vaidade dura e pura, como é típica destas gajas que vêm das bases do Ensino e não se habilitaram academicamente, senão, acima de umas duvidosas cuspidelas curriculares, e esta tem várias. A segunda é redundante: como não tem qualquer ideia para o Ensino, exceto nivelar o lixo por cima, mas está cheia de ideias para si, era o perfil ideal para o cargo, e foi.
Não “se achasse” e não passaria de uma mera espécie de vendedora ambulante do Círculo de Leitores de Lombadas, mas as “Mulheres de Vermelho”, o braço maçónico feminino deve ter achado que era a hora ideal de a sua acólita avançar, e avançou. Parece-me vê-la, de escola em escola, a vender as “Aventuras da Professora Tijuca de Perna Aberta nas Moitas de Oitavos, à Boca do Inferno”, onde passavam os camionistas, e vazavam os colhões, isto, “da capo”, repetido tantas vezes até as criancinhas, e os leitores para criancinhas, adormecerem.
Agora que é Ministra, substituirá Eça e Camões pelas suas/delas bostadas (Ana Maria Magalhães) e… e esta é a minha grande esperança, pôr livros dela no programa, em vez dos horrores do Saramago: sofrem menos os jovens e quem tem de os ensinar, embora a ignorância da Língua permaneça estacionária, e isso é bom, execelente, “moderno”. Com sorte, e louvando a Bíblia, talvez o Loby Maçónico, com o austero apoio gulbenkeniano a transforme no próximo Nobel da Literatura. A verdade é que se o Saramago tem, por detrás de si, uma fantástica máquina de propaganda, distribuição e venda de lixo, esta não a tem melhor, e noutro nível, não diria “tia”, mas mais “chic”, e nesse patamar eu gosto de discutir, ou seja, temos tudo para nos odiarmos de morte, à cabeça: ela, porque eu nunca a li, nem lerei; eu, porque talvez aconteça que um dos seus assessores lhe ponha, um dia, debaixo do nariz o que eu penso da figura, e a madame não é como a Lurdes, que estava sempre a jeito e ao nível de enxovalho; esta tem um Obama lá dentro, e não admite brincadeiras, é menina de processos disciplinares e perseguições, uma espécie de Margarida Moreira, mas de bairros finos, pelo menos na conceção dela de… “fino”.
Por mim, estou-me, como o Ferro Rodrigues, “cagando”: estou, literalmente, a entrar numa novelíssima fase da minha vida, e isabéis alçadas já eu como, e comi, muitas ao pequeno almoço, desde que me conheço, e assim continuarei.
Num parêntesis, e no esterco que é este “novo” governo de Sócrates, que está todo errado, já que o erro maior está na pessoa do escolhido para Primeiro Ministro, e tudo o resto são meros declives consequentes, uma palavra de elogio para a menina Canavilhas, bem simpática, uma mulher da Cultura, e pianista, o que faz dela, em hipótese, e, neste caso, em tese, uma alma sensível e um bom caráter. É. Faz parte das minhas curiosidades biográficas ter-lhe atribuído um prémio (!), mas hoje não estou para grandes histórias: recordo, com saudades, um regresso de Castelo Branco, onde concordávamos que o melhor “Requiem” de Mozart era o do Hogwood, com as suas vozes infantis, e sequência heteróclita.
Quanto à Alçada, não sei se irei escrever muito mais, já que não vai demorar muito, a ela, conseguir pôr na rua, não 100 000, mas 150 000 professores, e isso vai ser adorável. Porém, como é uma senhora, eu, que seleciono as palavras ao milímetro, quero despedir-me com uma flor, mas uma flor especial, que só se dá a narizes empinados como o dela: querida Isabel Alçada, a nova Sinistra Ministra, receba deste seu Arrebenta, com carinho, amor, devoção e respeito, uma flor, mas uma flor de uma das palavras que mais execro em Português: uma flor de… chulé. Melhor, um título que até podia ser dela: “Aventuras de uma Oportunista toda Perfumada numa Flor de Chulé”. Arrebenta
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no fim ele diz: que todos tivémos uma dificuldade enorme em aprender a língua nacional…
Pascal Quignard, La Barque silencieuse (Mediapart)Enviado por Mediapart. – Videos de noticias alternativas
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