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Polémicas nucleares

26 Outubro, 2009

“Eu pergunto: “Nuclear por que não?”” – Desconheço o que terão respondido os presentes no Casino da Figueira da Foz quando há dias ouviram esta declaração de apoio à opção nuclear formulada sob a forma de pergunta pelo ex-Presidente da República Ramalho Eanes. Mas a reacção foi certamente bem mais pacata do que aquela que rodearia uma declaração semelhante há quinze ou vinte anos. O nuclear não só não gera hoje discussões apaixonadas em Portugal como surge quase como inevitável. Curiosamente no desfazer desse tabu detecta-se o protagonismo daqueles que detêm um poder não executivo, como é o caso dos presidentes da República: note-se que a opção pelo nuclear não só mereceu o apoio expresso do antigo presidente Eanes como, nas últimas presidenciais, no debate travado por Cavaco Silva e Jerónimo de Sousa, ambos os candidatos consideraram a opção pela energia nuclear como uma hipótese que não podia ser excluída. Por contraste os primeiros-ministros ou candidatos a tal têm evitado até agora publicamente esta questão pois ainda não devem estar completamente esquecidas as atribulações que a opção pelo nuclear trouxe ao I Governo Constitucional liderado por Mário Soares. Aliás entre os mais perplexos com a pacatez que rodeou esta conferência do general Ramalho Eanes no Casino da Figueira da Foz devem estar os cardeais portugueses. Por um daquelas ironias em que Portugal é fértil, a Igreja Católica portuguesa parecia ter feito no início deste ano do mesmo Casino da Figueira uma espécie de sala de imprensa. Logo em Janeiro, o cardeal-patriarca participou aí numa tertúlia onde entendeu por bem avisar as jovens portuguesas: “Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam.” Um mês depois o convidado do Casino da Figueira foi o cardeal D. José Saraiva Martins que não só disse estar totalmente de acordo com a posição de D. José Policarpo sobre o casamento de católicas com muçulmanos como a propósito da homossexualidade declarou que a mesma “não é normal”. Não me espanta que as opiniões de D. José Saraiva Martins e de D. José Policarpo tenham aberto noticiários, pese essas opinões em 2009 não obrigarem ninguém, nem sequer os católicos. O que me inquieta é que no mesmo ano de 2009 a opção pelo nuclear, que afectará todos nós não suscite grande interesse. É certo que o desempenho seguro das centrais nucleares, os desmandos políticos de boa parte dos países produtores de petróleo ou dotados de reservas de gás e o clima de terror apocalíptico criado pelo combate ao aquecimento global transformaram mediaticamente a energia nuclear de entidade satânica repositório de todos os perigos numa tecnologia santificada como amiga do ambiente. Mas daí a vê-la transformada em nota de rodapé vai um passo que até deve surpreender Deus, ou os cardeais por Ele.

25 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    26 Outubro, 2009 10:38

    Cá para mim, defendo a fusão nuclear. 100% limpa e sem riscos de radiactividade. Só é pena que ainda não esteja em laboração a nóvel central de Cadarache.

    “Outra grande forma de energia é a nuclear – energia presa dentro do núcleo de cada átomo. Uma das leis da natureza é que a energia não pode ser criada nem destruída, mas apenas mudar a forma. A massa dos corpos pode ser transformada em energia.
    O famoso cientista Albert Einstein criou a seguinte fórmula matemática: E=mc2, significa que a energia (E) é igual á massa (m) vezes a velocidade da luz (c) ao quadrado.
    Os cientistas usaram a fórmula de Einstein para descobrir a energia nuclear e construir bombas atómicas.
    Segundo os antepassados gregos a partícula mais da natureza era o átomo. Eles não chegaram a conhecer a natureza das partículas que constituem o átomo. Tal como aprendemos no capítulo 2, os átomos são constituídos por um núcleo (que contém neutrões e protões) cercado de electrões que giram à volta deste tal como a terra gira à volta do sol.

    Fissão nuclear
    O núcleo de um átomo pode ser separado. A fissão nuclear significa separar o núcleo dos átomos. Quando isto acontece dá-se uma tremenda reacção química libertando grande quantidade de energia luminosa e calorífica. Quando o núcleo do átomo é separado lentamente, a energia gerada pode ser transformada em energia eléctrica. Se a fissão nuclear for brusca dá-se uma explosão criando-se assim a bomba atómica.
    Numa central nuclear os átomos do urânio são separados. Este metal raro é extraído do subsolo através de minas. O urânio é trabalhado e repartido por pequenas balas colocadas num longo varão. O varão está dentro de um reactor que controla a separação atómica e sua reacção.
    As partículas separadas de um átomo vão ao encontro de outros átomos separando-os; gera-se assim um processo de separação nuclear corrente. Os varões servem para controlar a quantidade de urânio emitida para o reactor, de forma a que a separação dos núcleos não atinja grande velocidade.
    Se a reacção não fosse controlada poderia dar-se uma explosão atómica. No entanto, isto é difícil de acontecer porque numa bomba atómica é necessário juntar durante muito tempo elementos de urânio – 235 ou plutónio em quantidade e forma precisa. Estas condições não estão presentes num reactor nuclear.
    A reacção também gera radiação nuclear sendo mortal para a vida humana. Por este motivo, o reactor é isolado com uma espessa camada de betão.
    A energia calorífica resultante da separação nuclear pose ser usada para aquecer água e produzir electricidade. Assim, a energia nuclear é transformada em energia eléctrica.
    A água quente é canalizada para outra secção onde vai aquecer tubos cheios de água de forma a produzir vapor. O vapor dá potência à turbina, que ligada ao gerador cria energia eléctrica.

    Fusão nuclear
    Outra forma de energia nuclear é a fusão. A fusão significa juntar pequenos núcleos de forma a constituir um núcleo maior. O sol usa a fusão de átomos de hidrogénio para obter outro composto químico: o hélio. A fusão nuclear liberta luz, calor e radiação.
    Os cientistas ao longo dos anos tentam controlar a fusão nuclear de forma a produzir energia eléctrica. No entanto, é muito difícil restringi-la num espaço específico.
    O melhor da fusão nuclear é que a radiação nuclear não é tão mortal como a libertada na separação nuclear.”

    in http://www.abcdaenergia.com/enervivas/cap07.htm

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  2. Miguel Madeira's avatar
    26 Outubro, 2009 11:07

    “Cá para mim, defendo a fusão nuclear. 100% limpa e sem riscos de radiactividade.”

    Se o anónimo já tiver descoberto um meio de utilizar a fusão nuclear (sem ser pelo recurso à fissão como detonador)…

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  3. Visto de fora aka Outside's avatar
    Visto de fora aka Outside permalink
    26 Outubro, 2009 11:21

    #2 Concordo.

    Sou muito céptico neste tema. Exponencie-se o investimento na energia eólica e energia solar no qual Portugal, excepcionalmente tem grandes condições de retorno do investimento.

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  4. balde-de-cal's avatar
    balde-de-cal permalink
    26 Outubro, 2009 11:44

    em 1981 um falecido amigo meu examinou a água do tejo junto à ponte de Rodão com contador de partículas de origem nuclear.
    verificou a existència de excesso de radioactividade proveniente da central de Almaraz

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  5. Euroliberal's avatar
    Euroliberal permalink
    26 Outubro, 2009 11:44

    Muito bem ! Tanto o Irão como Portugal têm direito à energia nuclear !

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  6. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    26 Outubro, 2009 11:59

    O Euroliberal tem direito a levar com uma bomba atómica na tola.

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  7. Piscoiso's avatar
    26 Outubro, 2009 12:00

    O nuclear não é tabu.
    O problema é o da eliminação do resíduo radioactivo.

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  8. PMG's avatar
    PMG permalink
    26 Outubro, 2009 12:05

    Concordo com o #3 e com a fissão do #1.
    A energia eólica, solar ou das ondas, representam energias realmente limpas e sem riscos, no entanto são insuficientes; não antevejo um país coberto por aparelhos. Por outro lado ainda não está estudada a quantidade de CO2 produzido pelos sistemas fotovoltaicos.
    A energia nuclear assume-se assim como uma alternativa viável, limpa e segura – partindo do principio que os desastres de outros assim como o desenvolvimento tecnológico, tenham ensinado e despertado para os cuidados a ter com este sistema.
    O que não ajuda em nada são os Velhos do Restelo e o que parece ser prática corrente neste país: as discussões e os estudos infindáveis, que mais do que contribuir para o esclarecimento geram a dúvida e a desconfiança em relação a qualquer mudança ou inovação.
    Neste caso, como noutros, há o exemplo e a prática de outros (que continuam bem vivos).

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  9. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    26 Outubro, 2009 12:06

    .
    O petróleo temm origem abiótica. è inesgotável.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Origem_inorg%C3%A2nica_do_petr%C3%B3leo

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  10. Piscoiso's avatar
    26 Outubro, 2009 12:09

    Tal como não se vê um país coberto de eólicas e painéis solares, não se encontra também nos 90 mil quilómetros quadrados da superfície do país nenhum espaço de aceitabilidade para localizar uma central nuclear.

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  11. PMG's avatar
    PMG permalink
    26 Outubro, 2009 12:16

    #10.
    Já tenho ouvido discussões sobre o tema e é a primeira vez que leio que não há local; as questões q geralmente se levantam são sempre a segurança e o depósito dos resíduos.

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  12. atom's avatar
    atom permalink
    26 Outubro, 2009 12:21

    Com a central de Almaraz refrigerada pelas águas do Tejo, Portugal tem todos os inconvenientes da energia nuclear, e nenhum dos seus benefícios. Portanto, é do mais elementar bom senso discutir a razoabilidade de uma central nuclear que possa ajudar na satisfação das nossas necessidades de energia eléctrica.

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  13. Desconhecida's avatar
    K2ou3 permalink
    26 Outubro, 2009 12:31

    Palavras sábias, e ..cépticas.

    (tenho a impressão que isto começa a entrar nos eixos)

    “O que me inquieta é que no mesmo ano de 2009 a opção pelo nuclear, que afectará todos nós não suscite grande interesse. É certo que o desempenho seguro das centrais nucleares, os desmandos políticos de boa parte dos países produtores de petróleo ou dotados de reservas de gás e o clima de terror apocalíptico criado pelo combate ao aquecimento global transformaram mediaticamente a energia nuclear de entidade satânica repositório de todos os perigos numa tecnologia santificada como amiga do ambiente. Mas daí a vê-la transformada em nota de rodapé vai um passo que até deve surpreender Deus, ou os cardeais por Ele.”

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  14. Piscoiso's avatar
    26 Outubro, 2009 12:36

    #11.
    Quem o disse foi o Penedos, presidente da REN (Rede Energética Nacional), o que prova que a possibilidade da instalação de uma central nuclear já é encarada no terreno.
    A localização, como deve saber, não é apenas um ponto no mapa.

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  15. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    26 Outubro, 2009 12:46

    Sou contra a opção nuclear de Portugal.
    Sem apresentar as razões, de tão óbvias que são, oferece-me dizer o seguinte: como sempre, cá estamos nós num processo de mimetismo de outras nações.
    Os outros têm TGV; nós temos que ter…! Os outros têm Centrais Nucleares; nós temos que ter…! Os outros têm estádios; nós temos que ter! Os outros são uns idiotas; nós temos que ser …!
    São uns parolos estes governantes Portugueses!

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  16. Desconhecida's avatar
    Kolchak permalink
    26 Outubro, 2009 12:47

    O último anónimo sou eu!

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  17. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    26 Outubro, 2009 13:51

    Fusão nuclear, petróleo abiótico…Pelos vistos não há nenhuma crise energética no horizonte, temos aqui entre os comentadores grandes especialistas em energia…

    Estou surpreendido ainda não ter aparecido nenhum a defender os carros movidos a água ou a economia do Hidrogénio. Lololol

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  18. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    26 Outubro, 2009 14:52

    17 Anónimo

    Sou a favor do hidrogénio.
    Problemas há 2: a produção de hidrogénio (requer imensa quantidade de energia) e a sua instabilidade (basta uma faísca muito fraca de um isqueiro). E mais alguns…

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  19. Alexandre's avatar
    Alexandre permalink
    26 Outubro, 2009 15:00

    Diz o Piscoiso: “não se encontra também nos 90 mil quilómetros quadrados”

    Área toal de Portugal: 92.391 Km quadrados

    Óh cromo, achas mesmo que uma central ocupa Portugal inteiro?

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  20. e-ko's avatar
    26 Outubro, 2009 15:06

    de vez em quando lá vem nuclear e o seu lobby à ordem do dia… o nosso problema de dependência energética nunca será resolvido pelo nuclear. a electricidade não substitui a necessidade de carburantes fósseis.

    com o nuclear levantam-se problemas sérios de segurança e vivemos num torrão muito dado a tremores telúricos e é por isso que estamos limitados geográficamente quanto à implantação duma central e confinados à zona de Trás-os-Montes por ser a menos sísmica.

    a nossa cultura de segurança aproxima-se do grau zero e tais centrais não se compadecem de atitudes irresponsáveis que nos caracterizam.

    toda a tecnologia envolvida é extramamente cara e entregue “chave na mão” e sem retorno significativo para criação de riqueza cá na terra.

    depois há a questão dos resíduos, tratamento e armazenamento… e em vez de só virmos a energia “limpinha” que sai desses geradores, devíamos informar-nos sobre o que se passa nos bastidores dessas centrais:

    http://tempsreel.nouvelobs.com/actualites/environnement/20091012.OBS4326/edf_dement_transporter_des_dechets_nucleaires_en_russie.html

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  21. Alexandre's avatar
    Alexandre permalink
    26 Outubro, 2009 15:22

    correcção ao 19:

    Ó piscoisa, erro meu, li o teu comentário à pressa. LOL

    Cumprimentos às tias

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  22. Desconhecida's avatar
    Satã permalink
    26 Outubro, 2009 16:26

    “Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam.” disse Sua Eminência.

    Vou ser o advogado do Policarpo. Acho de uma sensatez profunda e de fino humor negro. Só alterava o “casar.” Sou mais Policarpista do que o Policarpo. Proponho “namorar”. A diferença entre um muçulumano, sem desprimor deles e do seu Alá (também Meu íntimo amigo, passe a perífrase) e uma ocidental portuguesa, é como entre uma baleia e um mosquito.

    Namorar só por si dá bota. Mas casar com um muçulumano é desastroso. Não me venham com equações de primeiro, segundo ou terceiro grau sobre a igualdade entre os povos e os benefícios da globalização. Com, razão ou sem ela, há culturas que são mais impermeáveis aos valores das outras. A Igreja se tem experiência de algo (além da imensa lista de pecados que Me são atribuídos), dada a longa escala temporal de conflitualidade, é do Islão. Diria mesmo mais como o caríssimo Dupont,(o que tem o bigode sem vírgula), a Igreja conhece melhor o Islão do que a Deus. Posto isso, saúdo Sua Eminência que se dá ao cuidado de advertir a esseméssica juventude lusa, a tudo submissa, dos perigos que corre.

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  23. Desconhecida's avatar
    Satã permalink
    26 Outubro, 2009 16:49

    A opção nuclear ou a poção nuclear? Não quero fazer jogos fáceis de significante (mas o que seria da literatura sem as derivas, sem os jogos barrocos do significante? Uma escola de província perpétua com profes a dar “explanações” e os economistas a brandir os seus cifrões, que acabam sempre por levar a um neo abismo qualquer . obrigado Jcd).
    Os bruxos do modernismo no entanto tem um catálogo de poções sempre renováveis para afligir os povos.
    A pergunta é: o que é um demagogo? Pois bem. É um simulador de soluções, um satanazim. Porque entre très falsas soluções inventa uma quarta.
    Uma falsa solução para a energia são as barragens, que impedem o livre e natural correr dos rios, que são como artérias da natureza. Imagine-se um corpo humano cheio de stents, com impedimentos ao natural fluxo sanguíneo. Não é preciso ser nenhum Galeno ou Vesálio para descortinar plenamente que implode.
    A escala gigantesca das barragens sobretudo é lesiva. Produz muito? Pois produz. Mas, já que sois numeristas e contadículos, façam-se outras contas. Ao que lesa. Nem falo dos valores estéticos, para Mim soberanos.
    Outra sancho-pançesca solução . friso e sublinho o pançesca – é a dos moinhos de moer electricidade, transformados em pastor grego, pela obra e graça de lhes chamar a Eólica. Quem viaja por Espanha amaldiçoa a eólica. Então não há monte nem montanha em que não se descortine o raio de uma fiada de “energias alternativas” a dar e a dar, com uma monotonia de sísifo, a moer as montanhas. São horríveis visualmente. Dilaceram as alturas. Põe técnica por todo o lado. Não há um recanto do mundo a salvo do assalto da técnica, é o que é.
    Quanto a quilómetros e quilómetros quadrados de espelharia para a famosa “energia solar” é preciso ser singularmente deficiente visual. O progresso não consiste, a meu ver, em anular e apagar sistematicamente a natureza, cobri-la com o manto de maia da técnica, e inverter a realidade.
    E chegamos á quarta poção que a aspirante a dadora de poções técnicas nos propõe, em mais um desafio, de queixo levantado, olhos postos no futuro( como se o futuro proposto pela modernidade técnica não fosse um afunilamento constante do horizonte mental e do outro propriamente dito): o nuclear.
    Que o ponha no quintal dela. Até agora não apareceu nenhuma maneira convincente de dispor dos resíduos nucleares. A não ser mandá-los para os babuínos de África que engolem tudo o que a técnica, e o lixo que esta produz sans sourciller , ou para a Rússia, cheia de neos proletariados rancorosos e acolhedores, necessitadíssimos de rublos, capazes de vender a alma da Santa Rússia por uns míseros nucleo-euros.

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  24. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    26 Outubro, 2009 19:12

    «Tanto o Irão como Portugal têm direito à energia nuclear !»

    ahahahhahahaha

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Trackbacks

  1. E já que vamos falar de energia nuclear nos próximos tempos « BLASFÉMIAS

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