Discussão (Re)Alçada
30 Outubro, 2009
“A avaliação de professores não é um fim em si mesmo, nem deve constituir um núcleo central da política educativa. A avaliação dos docentes é apenas um meio para que os nossos filhos tenham melhores professores, que os ensinem e habilitem melhor.”
Ontem, na Rádio Renascença.
46 comentários
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No início tudo será edílico. O ‘casamento’ ocorreu só há três dias….
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Errata:
“ilídico”.
(malvado sono…)
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Vai continuar o blablabla, blabla. Sem Liberdade de Escolha da Escola a avaliação não existe. Não passará de uma farsa.
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Eu cá pr’a mim mandava fazer um gulag para reeducar os professores.
Que gentinha mais irritante!
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Quando vejo bandeirinhas verdes hasteadas à porta das escolas, indicando que é um local amigo do ambiente, e depois sou informado das resmas e resmas de papel que são gastas diariamente em relatórios sobre meninos e meninas que deviam estar em campos de reeducação estilo chineses, apetece-me deitar fogo aquilo tudo.
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“Ela tem piolhos crónicos” – reunião de Conselho de Turma. Como a escola não tem autoridade alguma, a assistente social não consegue fazer nada, e a menina não pode ser prejudicada nos seus estudos pela negligência da mãe, e porque seriam gastas resmas e resmas de papéis em estratégias infrutíferas iguais às que foram aplicadas aos muitos irmãos de pais diferentes, os piolhos são assim aceites na escola.
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Lá vamos voltar à mesma como a lesma. Continuar-se-à alegremente a pôr a carroça à frente dos bois
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o sucesso dos escrevinhadores de estórias
e o insucesso escolar
“me cago en los politicos socialistas
és solo mierda”
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E como é que nós sabemos que os nossos filhos aprendem melhor se não existem exames nacionais?E que tal avaliarem os professores pelos resultados de tais examens nacionais como havia no “outro tempo”?Aquele do obscurantismo…
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Sinceramente discordo que uma avaliação dos professores sejam exactamente o que faça melhorar o ensino em Portugal. E.g.: a Finlândia deixou de se preocupar com isso quando percebeu que os problemas de ensino eram de currículo, disciplina e de índole motivacional dos alunos e que a avaliação de professores não tinha impacto nenhum significativo ( em termos númericos).
Como não sou professor, até poderia achar que o problema do ensino seria deles. Mas depois começo a relembrar-me que até ao inicio dos anos 80 tinhamos 15% de analfabetos e que desde os tempos do Passos Manuel, o desprezo da sociedade pela educação é transversal a todas as pessoas ( e que nada melhor do que dar o exemplo em casa, para que os filhos continuem a Que os idiotas programas escolares das disciplinas e a má organização curricular provavelmente são bem mais significativos e importantes.
Que sem um ambiente de disciplina na sala de aula, não se aprende como deve ser.
Que grande parte dos jovens seguem o Capitalismo realista e que não se esforçam uma palha para aprender coisas muito complexas.
Perante isto, acho que a avaliação dos professores é uma parte muito pequena do problema e vai ser sempre residual.
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Erro no post (irra que a pressa da hora do almoço continua forte)
“e que nada melhor do que dar o exemplo em casa, para que os filhos continuem…a seguir o exemplo dos pais).
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Se a noção de promoção na carreira, for para contemplar os melhores, será indispensável uma avaliação.
Se a promoção for por antiguidade, só por coincidência se promovem os melhores.
É uma grande chatice um avaliador ser avaliado.
A MULA DA CORPORATIVA
A MULA DA CORPORATIIIVA…
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Piscoiso, só se a carreira tiver vários patamares…e…será que isso é necessário na profissão docente do secundário? No superior, parece-me evidente, no secundário,exceptuando cargos directivos não vejo a utilidade de parcelar a carreira. Logo, de existir a avaliação para promoção na carreira.
Mas mesmo ai, e se a carreira é nacional, porque razão avaliar um professor numa escola X com características muito diferentes de uma outra escola Y a 500 km de distância?
Na empresa onde trabalho, avaliamos para a promoção porque somos um circuito fechado. Nas escolas, com as movimentações constantes mantendo-se dentro de uma carreira única, a avaliação não é reprodutível o suficiente para promover os melhores.
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Caro ASL
não puxe muito pela cabeça do piscoiso. ele não pisca nada destas coisas
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Nunca se sabe. O Vara anda nelas todas, mas, esperto, sonso, como o chefe dele, nunca se sabe, ao fim, nada, porque outros sonsos iguais estão com eles. E é já uma mafia extensa, à portuguesa. Razão tinha aquela paz de deus, quando já farto de ver a sujeira, se virou para o boys e disse, basta, já basta de bosteira, que isto está feito um pântano de corrupção, sacanço e roubalheira.
E muitos o entenderam, mas continua igual o abuso, comprada a justiça da troca de amigos em que todos ganham.
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“Poucas estatísticas são mais falíveis que as do sucesso escolar, antes de mais porque é um conceito impossível de quantificar. O primeiro impulso é para se associar a noção de sucesso escolar às classificações dos alunos. Contudo, estas assentam num equívoco que até agora não foi resolvido por nenhum governo e que o actual veio agravar. Até há 20 anos, as classificações estavam directamente relacionadas com as aprendizagens. Contudo, com o advento da escola inclusiva, o paradigma tem vindo a alterar-se progressivamente. Actualmente, as classificações, sobretudo, até ao 3º ciclo e nos cursos profissionalizantes, não reflectem apenas as aprendizagens dos alunos, centrando-se também na sua progressão, de acordo com as suas possibilidades e capacidades.
Ora, entre estas duas realidades vai um abismo e não pode haver estatísticas sérias se não sabemos o que estamos a medir. O conceito de escola inclusiva é incompatível com a existência de exames, sobretudo, nacionais. Por sua vez, os exames nacionais constituem um instrumento independente de avaliação dos alunos e é hoje consensual que devem existir. Há aqui uma contradição que não pode deixar de ser urgentemente resolvida.
O mundo empresarial exige uma escola onde haja aprendizagens efectivas e padronizadas, de forma a que os futuros trabalhadores ou empresários possam competir num mercado cada vez mais globalizado. Neste paradigma, os exames são a cereja em cima do bolo, permitindo aferir de forma padronizada essas aprendizagens.
Contudo, o País também exige que não haja exclusão e abandono escolar, o que só é possível numa escola onde cada um possa aprender ao seu ritmo, tendo em atenção o contexto, social, cultural e familiar do aluno. Ora, se cada um aprende ao seu ritmo, as aprendizagens não podem ser padronizadas e, portanto, também não pode haver exames, que, por definição, avaliam conhecimentos-padrão.
O actual sistema de ensino vive nesta ambiguidade, o que lhe vale a acusação, merecida, de facilitista. A culpa não é dos alunos nem dos professores, mas da indefinição do modelo de sistema de ensino. Se um professor privilegia os alunos com mais dificuldades, terá necessariamente de diminuir o grau de exigência das matérias a leccionar. Consegue assim combater o abandono escolar e obter sucesso estatístico, mas as aprendizagens, com o nível e profundidade desejadas, não são realizadas. O nívelamento por baixo prejudica os alunos com maiores capacidades, que se queixam e com razão.
Ao invés, se um professor tenta nivelar o nível de ensino por cima, de forma a garantir um ensino de qualidade, privilegia os melhores alunos e conduz os piores alunos a maus resultados estatísticos (embora o ensino ministrado possa ser de qualidade). Consegue assim dar uma boa preparação a uma parte dos alunos que conseguem acompanhar o ritmo da formação, mas obtém insucesso estatístico, porque alguns alunos não corresponderam à exigência das aprendizagens. Queixam-se os alunos com mais dificuldades e com razão.
Como se vê, a coexistência do ensino inclusivo, centrado no aluno, com o ensino padronizado, centrado nos conteúdos programáticos, na mesma turma, não produz resultados optimizados e a sua manutenção pressupõe um preço a pagar pela sociedade, que terá sempre de ser tolerante com os resultados estatísticos. Contudo, o que vimos nestes últimos três anos é que o País está sujeito ao primado das estatísticas, numa obcesão, nem sempre salutar, de ficar a par dos valores médios da União Europeia.
Sendo assim, há que tirar ilacções: se o País quer resultados maximizados, terá de separar os dois tipos de ensino, seja a nível de escola ou de turma. A indefinição do actual sistema não satisfaz nem governos, nem alunos, nem professores, acabando estes por ser injustamente responsabilizados por resultados que são uma consequência do próprio sistema. Criar escolas de nível não me parece possível em termos de aceitação social, restando assim a hipótese de formação de turmas de nível dentro da mesma escola.
A ideia igualitarista de que todos os alunos têm capacidade para aprender as mesmas matérias durante um ano lectivo é uma ficção. Não há estratégias, professores ou políticas educativas que consigam contornar esta impossibilidade. E quando, por vezes, nalgumas escolas ditas modelo se fala em grande sucesso, estamos a falar de sucesso estatístico conseguido com medidas paleativas. Em Educação, não há milagres.
Queixa-se o Ministério da Educação de que os resultados escolares dos alunos são muito inferiores à média europeia. Em primeiro lugar, porquê tanta estranheza e incomodidade? Por acaso, a economia portuguesa está ao nível da União Europeia? A indústria? A agricultura? A Justiça? O sistema de saúde? Ora, se todos os sectores do País têm índices abaixo da média da União Europeia, porque carga de água a Educação haveria de ter índices iguais ou melhores?
Naturalmente, os níveis de desenvolvimento são sempre condicionados pelo contexto e pela herança do passado. Os pais dos nossos alunos têm habilitações médias iguais aos do resto da União Europeia? Portugal continua com 9% de analfabetismo, flagelo que nos países do Norte da Europa foi erradicado há 100 anos! As condições de vida dos alunos portugueses são iguais às dos alunos da União Europeia? A verdade é que muitos alunos portugueses continuam a vir para a escola mal alimentados, mal vestidos e a viver em casas abarracadas, sem qualquer dignidade e conforto. A assistência na saúde dos alunos portugueses é igual à da média da União Europeia? Ora, Portugal não tem sequer uma rede de saúde mental a nível nacional. As crianças e jovens portugueses com problemas comportamentais e de saúde mental, e muitos são, ou não fossem também os mais maltratados da Europa, esperam meses por uma consulta que, geralmente, nem sequer tem continuidade. Ou, pura e simplesmente, nem sequer têm assistência.
Quem conhece a realidade educativa em Portugal sabe que estas são as reais causas do insucesso escolar. É raríssimo um aluno de classe média, com uma família equilibrada e pais que lhe dêem a devida atenção, ter maus resultados escolares. Se dúvidas houvesse de que o problema do ensino não passa pela qualidade do corpo docente, esta simples constatação desmontaria tal tese.
Mário Lopes
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=3b1be272-e05b-4e57-ae03-7719058cb703&edition=89
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Pisca-coiso # 12
O professorado tem dois tipos de habilitações de base para poder ter acesso á carreira: a habilitação académica e a habilitação profissional.
A habilitação académica, regra geral, confere o grau de licenciado em domínios especifícos disciplinares que confere uma habilitação suficiente ou própria, ou de subsector de Ensino. A habilitação profissional ou pedagógica é, regra geral, de dois anos. A possibilidade de entrada na carreira (via concursal) requer a dupla formação e aprovação nos cursos. As notas obtidas nos dois cursos marcam toda a vida dum professor, já que é com essas notas que o professor entra ou pode ser excluído anos a fio de obter colocação, apesar de estar diplomado. Ou muito simplesmente ficar muito mal colocado anos a fio. Muitos professores desistem, simplesmente.
Ao contrário do que sempre se quis fazer passar para a opinião pública, as regras de base são muito rígidas. As notas dos cursos da formação inicial (académica e profissional) entram na qualificação profissional durante toda a sua carreira, a par de outros itens nos quais o tempo de serviço prestado também conta.
Muitas tarefas educativas exigem outras especializações. A grande maioria dos professores tem Cursos Superiores Especializados em vários domínios (supervisão pedagógica, educação especial, administração escolar, orientação educativa,etc), especializações em instituições de ensino superior, no mínimo de dois anos. Saiem com nota de curso e igualmente a classificação lhe proporciona um conjunto de acessos (ou não) ao desempenho de funções específicas altamente especializadas na escola, para os quais estão habilitados.
Os professores frequentam com regularidade acções e cursos de formação. Existe um mínimo de formação/por ano que lhe é exigido frequentar. Sai com nota dos cursos de formação que obedecem ás exigentes regras do organismo responsável – o conselho técnico-científico da formação de professores. Estas notas sempre contaram para a avaliação do seu desempenho profissional.
Acresce que uma elevada percentagem tem duplas licenciaturas (ou mais) como formação inicial ou de base, mestrados e doutoramentos.
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Prontos, está explicado
porque um professor não quer ser avaliado.
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eu não disse? ainda por cima (e por baixo) julga-se com piada
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Pois, como o Dr. julga que julgo ter piada,
a avaliação não serve para nada.
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Venho só lembrar que as escolas onde os meninos têm melhores notas são aquelas cujos meninos têm melhores pais (e mais ricos): as privadas!
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#16
««Se dúvidas houvesse de que o problema do ensino não passa pela qualidade do corpo docente, esta simples constatação desmontaria tal tese.»»
EXTRAORDINÁRIA frase, esta. E ninguém diz nada?
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“…são aquelas cujos meninos têm melhores pais…”
como é que isso se mede e quem certifica? os pais têm de ser barões ou podem ser baras, com canudo ou 7º ano de caparica?
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«Saiem com nota de curso e igualmente a classificação lhe proporciona um conjunto de acessos»
O problema é mesmo esse. Os que saiem onde nunca deviam ter entrado.
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O problema passa precisamente por onde entram- nessas tais
avaliações” e «acções e cursos de formação mais restante folclore pedagógico de onde depois saiem » estes chavões.
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Eu defendo os professores (enquanto grupo porofissional) da gigantesca farsa da avaliação socretina.
Mas sei que ninguém imagina em que consiste essa patranha.
E também sei que é patranha velha que nenhum professor se atreve a contar.
Ou contam apenas baixinho e mostram essas grelhas de avaliação e acções de formação que são uma gigantesca mentira.
Eu quase que já estive para publicar algumas que pessoas conhecidas me enviaram.
Apenas me contive porque, de facto, não tenho nada a ver com assunto e é coisa que pode comprometer muita gente.
Mas posso dizer que já criei meros blogues- coisa que qualquer criança faz, para as tais acções de formação e avaliação porque as magníficas “formadoras” nem a trampa de um blogue sabem criar.
E depois, ainda uma dessas magníficas formadoras teve a lata de dizer que colocar um vídeo do youtube no blogue era coisa para profissional. O máximo que sabia era largar o link.
Eu fiz aquilo à borla porque a pessoa é conhecida e lá precisava da notinha da avaliação.
Mas isto é que é escondido há décadas e continua a ser a mesma mentira que tranquiliza os espíritos mais liberais.
Os palonços acreditam que alguém é avaliado sem sequer perguntarem como, em função de quê e para quê.
Se perguntassem eram capazes de vir para a rua a gritar contra mais essa formatação pedagógica que é capaz de formatar e estragar muito professor.
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formatar, formatação foi pleonasmo mas estava a fazer outra coisa.
Imagino que o Paulo Morais nunca tenha perguntado a si próprio em que consistia essa expressão :”avaliar professores”.
Está lá o verbo que dá para tudo. Ficam todos felizes imaginando selecção natural e qualidade de produto. Como numa qualquer fábrica onde devem ter estudado.
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Já prometi a mim mesma que um dia publico a parte teórica das minhas pedagógicas.
Nunca usei aquilo para nada, não devo também nada a ninguém e fiz a maior burla que eles merecem.
Um dia publico a treta que inventei, sem nunca pegar num livro, nem fazer um único trabalho de campo e que me proporcionou a melhor nota da turma- 18 valores- e não foi pela Independente ou pela Aberta.
Foi albardar o burro à vontade do dono- mera ficção escrita em directo com personagens absolutamente inventados.
Dando-lhes o que eles queriam. Os chavões que nem precisam de se abrir um livro de um qualquer meco que nunca li.
Como o Gaston Mialeret acerca de cujas pedagogias consegui inventar 6 folhas de teste e ter mais outro 18. Nunca tive sequer curiosidade em saber o que o homem disse.
Mas a pedagoga achou excelente a minha recensão das pedagogias desse guru.
(bloquearam-me o nick, outra vez e desta foi pelo IP)
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Avaliar professores para quê ? Tudo isso não passa de modernices . No meu tempo professor era aquele que tinha o 20 sem contestação , daí nunca lhe ser permitido atribuir ao aluno mais de 19 por mais que ele fosse muito bom. Será que o dogma deixou de o ser ?
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#23
“O que faz uma boa escola não é o edifício, nem os professores; o que faz uma boa escola são os alunos e esses são o reflexo dos pais”_Palavras do director da escola (ESACMCG) que ficou em 1º lugar, no ranking.
Pais empenhados (e com bons genes) precisam-se!
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#29.
Ou seja, se a escola é numa palhota e os professores são uns gajos a despejar bibliografia, é irrelevante. O que interessa são os genes dos alunos.
Donde a educação é uma questão genética.
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Mude-se de povo.
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“Donde a aducação é, SOBRETUDO, uma questão genética”.
Até o povo sabe que “Sem ovos não se fazem omeletes”, mas não é preciso mudar o povo…Mude-se a sua classe dirigente…
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AHHH, o problema da educação, para a Lili, está na classe dirigente.
Se o povo sabe que “Sem ovos não se fazem omeletes” e elegeu a classe dirigente que lá está… lá está, tem de se mudar o povo.
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Em conclusão:
1 – Não é necessário haver bons professores porque só os genes e o “contexto” familiar explicam o sucesso escolar ou a falta dele. Ou seja, a qualidade dos professores é irrelevante.
2 – Assim sendo e aceitando que é preciso confinar as crianças a um espaço controlado adentro de um perímetro durante o dia, deve com toda a certeza ser possível encontrar vigilantes mais baratos do que aqueles provenientes de professores licenciados quando não bi-licenciados ou multi-licenciados, mestres ou doutores.
3 – É de supor assim que surjam várias vozes a defender o encerramento das Escolas Superiores de Educação por manifesto desperdício de dinheiros públicos.
4 – É deste modo resolúvel o paradoxo da avaliação que todos acham essencial mas que ninguém pretende aplicar.
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O povo “escolheu” de entre os que se propuseram para serem escolhidos e, mesmo assim, a GRANDE MAIORIA ou não escolheu ou ecolheu outros…
Mesmo considerando a MINORIA (face ao número total de eleitores) que votou PS,era bom que se fizesse um referendo para vermos se a escolha dos membros do governo eram consensual…
(Esta é a anedota de fds, eu sei…Mesmo os assessores do governo precisam de momentos de humor… e de se sentirem os mais…qualquer coisa…)
#35
“1 – Não é necessário haver bons professores porque só os genes e o “contexto” familiar explicam o sucesso escolar ou a falta dele. Ou seja, a qualidade dos professores é irrelevante.”
É propositado ou é mesmo malandrice?
Falou-se da necessidade de empenho dos pais e dos filhos, condição sem a qual não há bom ensino…
Continuem a minar a credibilidade dos docentes, junto da sociedade…Belo trabalho!…
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Mas alguém escolhe programas e pedagogias que são sempre as mesmas por muito que mudem os governos?
Vs. acreditam que os professores trabalham para os alunos?
Para isso era preciso que os deixassem. Muito antes de trabalharem para os alunos eles trabalham para os burocratas que nem precisam de ensinar.
E esses burocratas, sim- vendem teorias completamente erradas que têm sempre uma finalidade- um sentido- uma ideologia.
A grande agravante é que por cá este formato não tem alternativa porque o Estado não reconhece paralelismo pedagógico a nenhuma escola (seja estatal ou privada) que não siga esses programas- essas pedagogias.
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Podem existir escolas com outras ideias e outro pensamento acerca da formação dos alunos.
Mas essas são asfixiadas pela concorrência estatal e cada vez existem menos.
O que fica em alternativa é uma formação que não dá equiparação a grau de ensino ou ir para escola reconhecida pelo Estado (mesmo que particular).
Estas opções são difíceis porque o próprio mercado de trabalho não tem horizontes muito largos e segue precisamente o mesmo- quer os funcionários com os cursos oficiais.
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Ali em cima o Anónimo #17 mostrou o que é preciso para se ser professor.
Foi pena que não apresentasse exemplos e mostrasse em que consiste toda essa formação.
Porque se mostrasse- se a generalidade dos pais soubesse a aldrabice em que consiste toda a formação dos professores acrescentada ao curso que tiraram- vinham para a rua em revolta.
Mas não sabem e eles escondem porque também não querem que lhes tirem essas brincadeiras com que vão subindo tarimba.
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De cursos de bordado para professoras de matemática a astrologia e viagens à serra da estrela ou aprender a tirar fotografias automáticas, há de tudo.
E há um negócio paralelo entre formadores, ministério e pedagogos.
A máfia interessa a todos. É a maior vigarice do sistema de ensino.
Mas não há quem denuncie isto nos jornais, na tv, nos blogues.
Ninguém. Os que estão contra os profs até ficam contentinhos se lhes disserem que vão ser avaliados com essas patranhas- porque nunca quiseram saber em que consiste a avaliação e a formação pedagógica dos ditos professores.
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Alguém leu uma tese de doutoramento em Ciências de Educação?
Sabem que teses é que já se fazem? Até já se pode ser Doutor em Educação de visitas de Estudo.
Parece gozo mas é verdade. Metam o nariz no ISCTE e está aí o cancro do ensino.
Está aí a mega fraude que não vai a voto e que é negócio absolutamente impune.
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E agora, com a reforma socretina até são os que já nem sabem o que estudaram há décadas e apenas tiraram essas brincadeiras de jogos florais que passam a categoria superior.
Depois o resto é por capacidade de voto de toda a tropa fandanga da autarquia. Até há quem compre votos para isso.
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“Ali em cima o Anónimo #17 mostrou o que é preciso para se ser professor.” – 39
Claro.
“Foi pena que não apresentasse exemplos e mostrasse em que consiste toda essa formação.” – 39
Não me diga que são os professores que são responsáveis por formação sem qualidade? Já agora era só o que faltava (…)
Mas, como quer acabar com essa má formação que se instalou em sectores específicos dos ensino politecnico e universitário (totalmente identificados), se os ministros, secretários de estado e chefias de topo e intermédias do ME que mandam no ME são do grupo da tal (de)formação???!!!
Tem piada!
“Porque se mostrasse- se a generalidade dos pais soubesse a aldrabice em que consiste toda a formação dos professores acrescentada ao curso que tiraram- vinham para a rua em revolta.” – 39
Decerto, queria dizer – Já se teriam juntado aos professores na rua, em manifestações.
Concordo.
Cada ME leva o seu “lobbi do ensino superior” (o tal que dá a formação e acredita essa formação)consigo para dentro da estrutura do ME (…)
Acresce, que o problema da falta de qualidade do Ensino Superior (de há uns anos para cá) é comum a toda a formação universitária, todos os cursos e especializações.
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#36
A Lili queixa-se que eu participo na campanha dos que «(…)[continuam] a minar a credibilidade dos docentes, junto da sociedade.
Então a Lili não percebe que são comentários como os seus aqui,
aqui,
aqui ou
aqui é que descredibilizam os professores enquanto classe?
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“Metam o nariz no ISCTE e está aí o cancro do ensino.” – 41
Infelizmente, existem mais cancros. Vejamos os seus representantes no actual (des)governo empossado:
Lobbi 1
João Trocado da Mata – empossado Secretário de Estado da Educação
Sociólogo do ISCTE (www.cies.iscte.pt/en/investigadores/ficha.jsp?pkid=155)
Do: Plano Tecnológico da Educação – http://www.sg.min-edu.pt/faq2005_02.htm – Estatísticas e “magalhães”
Lobbi 2
José Alexandre da Rocha Ventura Silva – empossado Secretário de Estado Adjunto e da Educação
“Ciências da Educação” da Universidade de Aveiro (www2.dce.ua.pt/docentes/ventura/curriculo.asp)
Do: CCAP
Lobbi 3
Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar – empossada Ministra da Educação
“Grupo da Bosta(on)” da(s) Escola Superior de Educação
http://www.portugal.gov.pt/pt/GC18/Governo/Perfis/Pages/MariaIsabelGiraodeMeloVeigaVilar.aspx
DO: PNL
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A verdade é esta para que serve ser professor numa sociedade de mongos, onde só existem mongramas…futebóis..e Fátima…? Tempo perdido mais vale ir para África ..lá sempre têm ânsia em aprenderem..cá népia..
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