Dezasseis pessoas foram constituídas arguidas pela suspeita da prática de crimes de fraude fiscal e branqueamento que lesaram o Estado em mais de dois milhões de euros, foi hoje anunciado pela Polícia Judiciária. Os crimes terão sido cometidos entre 1997 e 2006, através de “um elaborado e complexo esquema ilícito de facturação cruzada entre empresas do sector da construção civil”.
A PJ adianta, em comunicado, que no âmbito da investigação, desenvolvida pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga, foram recolhidos dados que apontam para um esquema que teve como objectivo “ludibriar o Estado para obtenção de vantagens patrimoniais elevadas”.
Os crimes foram cometidos através de sociedades constituídas propositadamente para o efeito, com sede fiscal em Felgueiras, Esposende, Fafe e Espanha.
De acordo com a Judiciária, o principal arguido, um empresário do ramo da construção civil, de 39 anos, dedicava-se desde 1997 à constituição de sociedades na mesma área, através das quais mantinha o esquema de facturação cruzada. “Através da simulação de negócios”, o arguido ocultava os “valores efectivamente recebidos”, conseguindo uma “importante diminuição da receita tributária (IVA e IRC)” e “elevadas vantagens patrimoniais à custa do Estado”.
O arguido agiu com o apoio de alguns familiares e de um técnico oficial de contas, entre outros, conseguindo ao longo de nove anos burlar o Estado em mais de dois milhões de euros.
Nota: ainda bem que a PJ detecta estes casos e os leva à justiça. Bem haja, porque “grão a grão enche a galinha o papo”. Mas o que são dois milhões de euros face a “negociatas de Estado” de dezenas, senão centenas de milhões, feitas nas nossas “barbas” e em toda a legalidade? http://www.criticademusica.blogspot.com/search/label/Portul%C3%A2ndia
Manuel José Godinho, o único detido no âmbito da Operação Face Oculta e que hoje será ouvido pelo juiz de instrução criminal de Aveiro, é conhecido pela rápida ascensão empresarial, pelos donativos que reparte por várias instituições do concelho de Ovar e pela extrema dedicação ao clube da terra natal, o Sporting Club de Esmoriz.
O empresário, de 55 anos, começou com um pequeno negócio de sucatas que herdou do pai. Primeiro em instalações de familiares, depois num pavilhão junto à Salvador Caetano de Ovar e, há pouco mais de um ano, transferiu-se para um moderno edifício instalado na zona industrial ovarense.
Comprava frequentemente sucata à CP e era habitual deslocar-se com os seus funcionários às estações para transportar o material. Há mais de 15 anos, era um simples sucateiro, hoje tem um império em vários negócios que causa estranheza.
A sua ascensão começou com a recolha de sucata na limpeza dos terrenos da zona Oriental de Lisboa onde viria a ser construída a Expo ’98. Houve, no entanto, uma directiva comunitária que subitamente lhe abriu um novo mercado. Durante várias décadas, Godinho comprou a baixo custo as velhas travessas de madeira do caminho-de-ferro, que a União Europeia mais tarde viria a obrigar a tratar como matéria-prima secundária. O empresário passou, assim, a deter um mercado mais valorizado.
Godinho movia-se bem junto das chefias intermédias e do pessoal da fiscalização da Refer. O PÚBLICO apurou que eram frequentes os almoços entre o seu pessoal e o da Refer e que tentou, inclusive, contratar operários de via daquela empresa pública para trabalhar para ele nas horas de expediente da empresa e aos fins-de-semana em empreitadas ganhas à própria Refer.
Foi uma prática continuada deste tipo que levou ao despedimento por justa causa de um quadro da Refer do Alentejo que, hoje, trabalha para José Godinho. Quem o conhece assegura que é uma pessoa discreta e recatada. Levanta-se cedo para trabalhar, joga futebol com familiares, amigos e funcionários aos domingos de manhã num campo que tem numa das suas casas, e raramente nega contributos pedidos pelas instituições de Ovar.
Mas é ao futebol de Esmoriz que dedica mais atenção e mais dinheiro. Não perde um jogo em casa. “O Esmoriz sobrevive, há muitos anos, à custa do sr. Godinho, que é uma pessoa bondosa e fantástica em todos os aspectos”, garante Francisco Baptista, ex-treinador do clube e que lidou com o empresário durante 12 anos. “Ajuda as instituições de caridade e as pessoas mais carenciadas”, acrescenta. É sócio benemérito dos Bombeiros de Esmoriz e recentemente deu um donativo para a obra das piscinas da cidade. “Tem contribuído com todas as obras desportivas, culturais e humanitárias do concelho de Ovar”, adianta Jacinto Oliveira, comandante dos bombeiros esmorizenses.
Manuel Oliveira Dias, provedor da Misericórdia de Ovar, confirma a dedicação do empresário. “É uma pessoa que mostra receptividade em colaborar com as instituições, com um bom relacionamento social e que procura ser discreto na forma de ajudar”, comenta.
Os carros topo de gama e as várias casas que possui são os sinais exteriores de riqueza mais evidentes. Também é público que anda armado. Os dois filhos, de 31 e 26 anos, trabalham nas suas empresas.
Em Junho passado, Godinho foi constituído arguido num processo de suspeita de fraude fiscal, através da emissão de facturas falsas, na ordem dos 11,6 milhões de euros. Ontem, a empresa de Ovar funcionou normalmente, mas ninguém esteve disponível para prestar declarações, tal como os elementos do clube de futebol que se juntaram para mais um treino. Da parte de fora do estádio, um dos cartazes dos patrocinadores pertence obviamente a uma das empresas de Godinho: à O2 Tratamento e Limpezas Ambientais, SA. idem 30.10.2009 – 09:13
# Anónimo 5,
Nada disso embora custe muito ao nosso Saramago, nós conhecemos o novo testamento onde se ensina o amor ao próximo e o perdão, mas acontece que para uma sociedade ser Justa, todos devem dar um contributo dentro das normas estabelecidas, aqueles que querem ditar normas mas não as cumprem embora as imponham aos outros, têm de ser afastados até em nome da tal ética republicana. Mas existem outros com funções mais proeminentes do que Vara que parecem funcionar de forma censurável.
#5 – ninguém quer ficar com lixo, mas se alguém lhe pega, todos reclamam propriedade. é o bragasucatas2. tentem comprar ou vender alguma coisa à administração pública ou ep e vejam a quantidade de ilegalidades que têm de preencher só para apresentar proposta.
9#
Bem, vamos directos ao assunto dos submarinos que obviamente visam Portas, ainda não percebi do que o acusam, andam com muitos rodeios, mas quanto a concretizar nada,será que têm disfunção de argumentos. De qualquer modo a ética do comportamento em funções públicas não é um jogo entre clubes. O estado actual do país deve-se fundamentalmente à governação Socialista pois tem governado quase sempre, ou será que a culpa é do Santana?
#14 – “O estado actual do país deve-se fundamentalmente à governação Socialista pois tem governado quase sempre…”
a roubalheira bcp, bpn & bpp, foi uma invenção socialista para enterrar o cavaco & associados. no miguel bombarda fazem reparações tolstola a preços módicos.
“…ou será que a culpa é do Santana?”
não, porque até nisso era incompetente. aparentemente contentava-se com despesas de representação, bar aberto & frívolidades. mas talvez um dia se desembrulhem as contas de lisboa e da ffoz, depois se verá.
#14
Penso que será o mesmo anónimo (9), afinal falou dos submarinos e não concretizou.
Quanto ao BPN e BPP, o que tem? Quem cometeu crimes deve ser punido, qual a dúvida.
Mas esse facto não iliba o PS de ter governado 11 anos, nos últimos 14, ou seja não pode
deixar de se assumir como o principal (claro que não único) responsável pela actual situação pantanosa do país.
Já agora que parece tão xuxa Sr. anónimo, explique-me algo que nunca compreendi, porque é que Jaime Gama fez o maior elogio da história do pós 25 de Abril a Alberto João?
Ministério Público admitiu, ao abrir a investigação à compra dos submarinos, que o dinheiro deste negócio possa ter financiado o CDS. O CM sabe que esta é a principal linha de investigação do inquérito que está aberto há um ano e que partiu dos indícios recolhidos no caso Portucale, incluindo duas escutas a Abel Pinheiro em conversas com Paulo Portas.
O próprio caso Portucale, um outro inquérito em que é investigada a viabilização de um projecto turístico do Grupo Espírito Santo (GES) na herdade da Vargem Fresca, Benavente, começou com suspeitas de uma operação de branqueamento de dinheiro a partir de um depósito numa conta do CDS aberta numa agência do BES. O facto de a entidade beneficiária dos depósitos ser um partido político em que os seus responsáveis exerciam, à data dos factos, cargos políticos nos governos PSD/CDS, obrigou à abertura do inquérito.
Na prática, todo o caso Portucale nas suas diversas componentes – submarinos, projecto turístico de Benavente, alteração do PDM de Gaia para viabilizar construções em terrenos de sociedades do GES, Casino de Lisboa e Autodril/Grão-Pará – está relacionado com o financiamento do CDS e a sua relação com eventuais contrapartidas prestadas por membros dos governos PSD/CDS.
Os investigadores querem saber se o depósito de 1 060 250 (um milhão sessenta mil duzentos e cinquenta euros) nas contas do CDS em montantes que não ultrapassassem os 12 500, entre 27 e 30 de Dezembro de 2004, representou ou não uma vantagem para o partido pelo facto de Paulo Portas, líder do partido e ministro da Defesa à época dos factos, ter entregue o fornecimento dos submarinos ao consórcio alemão German Submarine Consorcio (GSC). As notícias publicadas sobre a compra dos submarinos e os indícios recolhidos durante a investigação do Portucale suscitam aos procuradores a necessidade de aprofundar o caso na medida em que “são aproximadas no tempo” aos depósitos em numerário na conta do CDS. Esta dúvida é documentada com duas escutas telefónicas feitas a Abel Pinheiro, empresário e responsável pelas finanças do CDS, e Paulo Portas. As duas conversas escutadas são apontadas pelo Ministério Público como indiciadoras da existência de acordos ou de ‘compromissos secretos’ quanto ao concurso dos submarinos.
O despacho dos procuradores Rosário Teixeira e Auristela Pereira, que separou o caso dos submarinos do inquérito sobre o projecto turístico Portucale, em Julho do ano passado, assinala outros factos, para lá das escutas. A intervenção da Escom, empresa do Grupo Espírito Santo, no processo de negociação e angariação de contrapartidas relacionadas com a aquisição dos submarinos, e os 30 milhões de euros que recebeu por tais serviços, são também factos sob investigação.
PARA QUEM FORAM OS 30 MILHÕES PAGOS POR ALEMÃES?
A intervenção da ESCOM na qualidade de parceira e de promotora da candidatura do consórcio alemão de submarinos junto do Estado português suscita dúvidas por parte dos investigadores, que procuram esclarecer se houve ou não lugar ao pagamento de comissões. Um dos pontos de partida para esta frente da investigação está no facto de os montantes pagos pelo consórcio alemão à ESCOM ter ultrapassado os 30 milhões de euros, um valor aparentemente desproporcionado face àquilo que o Ministério Público considera ser a real intervenção da empresa no negócio.
A investigação constata que a ESCOM é administrada por um dos arguidos no inquérito Portucale, Luís Horta e Costa, que é, para o Ministério Público, um dos principais suspeitos no que chama promoção ilícita de interesses do grupo GES, liderado por Ricardo Salgado. Os investigadores querem saber se há uma ligação entre os submarinos e os depósitos na conta do CDS, sublinhando que foi preterida a proposta francesa e que esta teria melhores condições. É neste pano de fundo que cabem as escutas a conversas de Abel Pinheiro com Portas, que foram reforçar as suspeitas da existência de acordos ou de ‘compromissos secretos’.
Essas suspeitas estavam já presentes nas buscas feitas à ESCOM e à Espírito Santo Ressources, onde foi recolhida documentação do contrato dos submarinos e das contrapartidas. Esta documentação, apurou o CM, apontará no sentido de ter havido uma imposição da presença da ESCOM como intermediária desejada pelos representantes do Estado português. A documentação permitiu ainda identificar a utilização da ESCOM, sobretudo a empresa-mãe com sede nas ilhas Virgem britânicas, e outras participadas no Reino Unido e Portugal, para a ocultação dos intervenientes e dos beneficiários finais de negócios e de circuitos financeiros, em particular quanto ao pagamento de comissões com permanência no tempo e sem aparente explicação na lógica da associação entre a GSC e a ESCOM.
MP DIZ QUE HÁ MUITO POR ESCLARECER
Na análise feita há um ano aos factos recolhidos durante a investigação do caso Portucale o Ministério Público considerou haver “muito por esclarecer” no processo de aquisição e contrapartidas dos submarinos para a Marinha. Em consequência decidiu abrir um processo autónomo em relação ao inquérito do Portucale e ordenar mais diligências. Os procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) ordenaram à Polícia Judiciária que fosse analisada toda a documentação encontrada nas instalações da ESCOM e pedida ao Ministério da Defesa bem como que fosse solicitada a colaboração internacional a vários países com o objectivo de reconstituir o circuito financeiro das verbas recebidas pela ESCOM. O Ministério Público quer saber a natureza, valor e a quem foram feitos pagamentos a título de comissões e apreciar os trabalhos efectivamente desenvolvidos pela ESCOM na negociação de contrapartidas.
EMPRESAS ENVOLVIDAS
ESCOM
Esta empresa é a holding da família Espírito Santo para o sector não financeiro. Os seus circuitos financeiros e o dinheiro que recebeu são essenciais para a investigação dos submarinos.
ESPART
Esta é a empresa central do GES para o sector imobiliário e alguns dos seus administradores são arguidos no processo. Uma parte da intermediação dos interesses investigados tem a ver com negócios desta empresa no sector turístico.
E.S. RESSOURCES
As buscas feitas no âmbito do processo inicial que vieram a adquirir relevância para abrir o inquérito dos submarinos atingiram também a Espírito Santo Ressources, onde foi recolhida documentação relacionada com o contrato dos submarinos e respectivas contrapartidas.
PORMENORES
21
Telefones e telemóveis estiveram sob escuta. Os visados foram sobretudo Abel Pinheiro e um dos funcionários do CDS bem como administradores de várias empresas do Grupo Espírito Santo.
14
São os volumes do processo Portucale. Nos autos estão já milhares de documentos apreendidos, desde os recibos dos depósitos nas contas do PP ao contrato de aquisição dos submarinos.
166
Apensos ao processo Portucale englobam todo o material da transcrição das escutas telefónicas, um elemento central e decisivo dos dois inquéritos. Uma parte transitou para os submarinos.
44
São as testemunhas, incluindo os ex-ministros Morais Sarmento e Telmo Correia e Miguel Relvas. Os arguidos são 14 e alguns são suspeitos no caso dos submarinos, que ainda não tem arguidos.
PROTAGONISTAS DO INQUÉRITO
A investigação está centrada no CDS-PP e na liderança de Paulo Portas. Luís Nobre Guedes, Abel Pinheiro e Telmo Correia fazem parte do seu grupo mais restrito e pessoas de grande confiança política e pessoal.
PAULO PORTAS (Líder do CDS e ex-min. Defesa)
DECISÃO DE COMPRAR AOS ALEMÃES SOB ESCRUTÍNIO
Era ministro da Defesa e líder do partido à época dos factos. Nunca foi ouvido em nenhum dos processos – submarinos e Portucale – mas a sua decisão no primeiro caso está sob escrutínio do MP.
LUÍS NOBRE GUEDES (Ex-ministro do Ambiente)
DESPACHO CRITICA MAS ARQUIVA SUSPEITAS
Foi investigado no Portucale por corrupção e abuso de poder mas viu o caso ser arquivado. O MP critica a sua acção no despacho mas considera não haver relevância criminal nos factos apurados.
TELMO CORREIA (Ex-ministro do Turismo)
FIGURA CENTRAL NO CASO DO PROJECTO PORTUCALE
É uma das figuras centrais na viabilização do projecto Portucale mas sobre si não recai a proposta de constituição de arguido. O Ministério Público tem ainda de se pronunciar sobre se acusa ou não.
ABEL PINHEIRO (Responsável financeiro)
VISTO COMO INTERMEDIÁRIO DE INTERESSES
Principal figura desta investigação, e apontado como um intermediário de interesses entre o Grupo Espírito Santo e os ministros do CDS no Governo. Arguido no caso Portucale e suspeito nos submarinos.
OS HOMENS DO GES
No processo dos submarinos vão continuar a ser investigados os administradores José Manuel Sousa, Luís Horta e Costa e Carlos Calvário
OS CRIMES INVESTIGADOS
O Ministério Público quer saber se houve crimes de corrupção activa e passiva para acto ilícito, ainda sem ter suspeitos da eventual autoria desses crimes
INVESTIGAÇÃO COMPLEXA
A razão da separação dos dois processos está no carácter mais moroso e complexo que o Ministério Público atribui ao caso dos submarinos
#17
Resposta sem sentido.
#18
Quanto às afirmações seguintes vou fazer uns telefonemas, depois respondo.
Mas já agora inclua nos seus textos o que foi publicado na imprensa sobre a Fundação para a
Prevenção e Segurança, é que se não, ficamos com dúvidas, se só condena o compadrio
no espectro partidário que não é o seu.
Quanto aos submarinos. foi a pedido seu. Não há afirmações, há informações, da imprensa, avivando consciências
Quem se põe a jeito, para não condenar o compadrio do espectro partidário que é o seu, é vc.
E será que o Zé Godinho e o Sócrates alguma vez foram sócios nalguma empresa?
Podiam não ter sido … mas não era a mesma coisa!
Beijinhos desde o olho do furacão,
#20
Será que aquela rapaziada do CDS se deixou o influenciar pela velho grupo Socialista que se enredou nos Casos de Macau e Emaudio? Será que estes Socialistas para além de fazerem escola no PS também conseguiram noutros partidos?
Aos olhos dos cidadãos, há dois pesos e duas medidas na prática judicial
O país nem reagiu à notícia de uma semana, anestesiado pelos sucessivos casos que têm
abalado a confiança dos portugueses na Justiça. Concluído o inquérito ao suposto
favorecimento de Fátima Felgueiras por um juiz do Supremo Tribunal Administrativo,
chegou-se a um relatório com quase uma centena de páginas de transcrições de escutas
telefónicas entre a foragida presidente da Câmara Municipal de Felgueiras e o magistrado,
onde este transmite instruções à autarca para fugir à acção judicial que sobre ela impede
por suspeitas de corrupção enquanto responsável máxima do executivo concelhio. Mais: o
insigne jurista promete-lhe interceder junto de outros magistrados para os pressionar a
abafar o processo. Quanto à acção movida a Felgueiras com vista à perda do mandato em
consequência do processo de corrupção, o mesmo juiz pede-lhe que ela o avise do envio dos
autos para o Tribunal Administrativo do Porto, para que ele accione logo influências
junto do Ministério Público (e a verdade é que a autarca foi aí absolvida, com base no
decisivo depoimento do magistrado em audiência, como sua testemunha de defesa). Vem a
saber-se ainda que, já como vereadora em Felgueiras, 10 anos antes, a autarca vira ser
arquivado semelhante processo contra si, também no mesmo tribunal portuense e
aparentemente após diligências do mesmo magistrado. Como se tudo isto não bastasse,
apurou-se agora que, no espaço de uma hora antes de a autarca fugir para o Brasil, há ano
e meio, aparentando saber por antecipação que ia ser detida nesse dia, houve dez chamadas
telefónicas do Tribunal Tributário do Porto, onde o magistrado disporia de gabinete,
supostamente para Felgueiras (e mais uma para o seu ex-marido). Note-se que não estamos a
falar de um magistrado qualquer, mas de um juiz-conselheiro. Em que outros processos terá
sujado as mãos, ao longo de uma carreira que o levou ao topo? São situações como esta que
levam a concluir que algo está podre no reino da Justiça e que, aos olhos dos
portugueses, existe definitivamente uma prática judicial (implacável) para os cidadãos
anónimos e outra (com inúmeras escapatórias) para quem pode dispor de influência social.
In Grande Reportagem de 9 de Outubro de 2004 – OS PASSOS EM VOLTA de Joaquim Vieira”
O arquitecto Fernando Pinto de Sousa (*1), pai do primeiro-ministro, foi contratado pelo GEPI,
no período em que este era dirigido por António Morais, para fazer a fiscalização de dez
empreitadas adjudicadas por aquele serviço do Ministério da Administração Interna.
Na quarta-feira, o PÚBLICO noticiou que Pinto de Sousa, com escritório na Covilhã, foi
responsável pela fiscalização do quartel da GNR de Castelo Branco, uma obra adjudicada em
1999 à Conegil – a empresa do grupo HLC que abandonou essa e mais sete empreitadas do
GEPI sem as acabar, deixando, quando faliu em 2003, uma dívida de 1,6 milhões de euros ao
MAI.
A empresa da mãe do primeiro-ministro, que está a ser investigada no âmbito do Freeport,
surge envolvida num processo de corrupção na Câmara da Amadora, o qual abarca outras
figuras relevantes do PS http://www.sol.sapo.pt/forums/20/1162503/ShowThread.aspx
*1) Profissão – Professor do ensino básico/secundário na Covilhã
# 20
Ao ler o que acabou de colocar sobre o caso dos submarinos também verifiquei mais uma vez o suposto envolvimento do BES, talvez seja por isso (má consciência) que Ricardo Salgado veio defender as grandes Obras Públicas de Sócrates.
E para aqueles, como Carlos Noronha, que tentam “relativizar” acontecimentos do presente lembrando que o “outro lado” também tem telhados de vidro, deixo aqui mais um exercício de memória que contraria o maniqueísmo primarista dos auto-denominados anti bota-abaixistas.
Destaco dois parágrafos da notícia do Correio da Manhã referente ao lançamento do “Menino de Ouro do PS”:
«Há duas coisas que não podemos escolher: os nossos pais e a terra onde nascemos”, clarificou Dias Loureiro, destacando que o “lado dos afectos foi o que mais me emocionou” no livro que esteve dois anos a ser elaborado antes de ser levado à estampa pela Esfera dos Livros. O antigo secretário-geral do PSD avançou ainda a “generosidade” de Sócrates, que consegue “aproveitar as dificuldades”. No final colheu palmas de uma plateia socialista.
António Vitorino, dirigente socialista, começou a sua intervenção por avisar que dispensaria alguns dos pontos do seu comentário, tal era a convergência de ideias com Dias Loureiro. Enalteceu o lado comunicacional de Sócrates e lembrou que Tony Blair também chegou a ser considerado apenas um bom comunicador. E, no entanto, mudou o Partido Trabalhista britânico. Vitorino classificou Sócrates como um “político moderno”, contemporâneo dos fundadores do regime democrático em Portugal.»
Governo: Gestor acumula cargo com presidência do Turismo de Portugal
Luís Patrão ganha 7000 euros por mês na TAP
O ex-chefe de gabinete de José Sócrates ganhou, em 2008, como vogal do Conselho Geral e
de Supervisão (CGS) da TAP 98 mil euros. Com este salário anual, referida no Mapa de
Remunerações dos Órgãos Sociais, Luís Patrão, que é também presidente do Instituto de
Turismo de Portugal (ITP) desde Maio de 2006, recebeu da TAP, durante 14 meses, um
ordenado mensal fixo de sete mil euros, valor superior ao vencimento do próprio
primeiro-ministro.
Luís Patrão acumula três cargos desde que trocou a chefia do gabinete de José Sócrates
pela presidência do ITP: a par da liderança do IPT, onde terá um salário mensal de cerca
de 10 mil euros, Patrão é membro do CGS da TAP e vogal da administração da ENATUR, onde
não tem remuneração.
Como vogal do CGS da TAP, Patrão tem, tal como os restantes seis vogais desse órgão, um
salário mensal fixo de quatro mil euros, a que acresce um ordenado mensal complementar de
três mil euros por ser membro da comissão especializada de sustentabilidade e governo
societário, nos termos do Estatuto Remuneratório do mandato 2006-2008. No ano passado,
essa comissão fez, segundo o relatório de Sustentabilidade da TAP, cinco reuniões para
tratar de assuntos da TAP, SGPS e outras tantas para abordar temas da TAP, SA. Ao todo,
em 14 meses de salário, aquela comissão realizou dez reuniões, com uma taxa de
participação de 91 por cento.
O CM tentou falar ontem com Luís Patrão, através do assessor de imprensa, mas tal não foi
possível até ao fecho da edição.
Será justiça ou operação cirúrgica da central socretina?
“MP
Buscas em escritórios de advogados no âmbito do caso dos submarinos
O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) está a
realizar buscas em dois escritórios de advogados no âmbito do processo
de aquisição dos dois submarinos U-214, avança a Sábado. Em causa
estão suspeitas de corrupção, tráfico de influências e financiamento
ilegal de partidos políticos.
A operação do Ministério Público começou esta manhã por volta das 10h
em Lisboa e ainda estará a decorrer nas sedes da Vieira de Almeida &
Associados e na Sérvulo & Associados, segundo a Sábado.
Os dois escritórios de advogados terão intervindo no negócio de 875
milhões de euros assinado, em Abril de 2004, pelo então ministro da
Defesa Paulo Portas.
Entre outros documentos, o MP está à procura do contrato de
financiamento associado à aquisição dos submarinos.
Portas responde a Louçã: «Lança impropérios e tem mau perder»
Líder do CDS-PP fala do caso dos submarinos
Paulo Portas não se sente atingido pelas declarações de Francisco Louçã, que sugeriu às
autoridades procurarem documentos sobre o caso dos submarinos em casa do líder do CDS-PP.
Na Madeira, Portas começou por dizer que se trata de uma história mal contada e
considerou que o bloquista ainda não se conformou com o facto de não ter conseguido ser a
terceira força política no Parlamento.
«O doutor Louçã ainda não se refez do facto de não ter sido o terceiro partido. Até subiu
de votos, mas acho que esse tipo de declarações mostram algum ressentimento e até mau
perder. Desata a fazer impropérios contra este e contra aquilo, mas não acho que seja
assim que ele lá vai. Só ofende quem a gente deixa», disse Portas aos jornalistas.
Quanto ao alegado desaparecimento de documentação relacionada com o processo de aquisição
dos submarinos ao Germain Submarine Consortion, considera que a informação surge nos
jornais sempre nesta altura:
« A história está mal contada, porque o contrato de financiamento foi a visto do Tribunal
de Contas. Ora, só vai a visto o que existe. O Governo que me sucedeu fez uma análise
desse contrato. Se analisou é porque existiu. O ministro das Finanças, segundo a imprensa
de ontem, fez uma análise deste contrato no início deste ano. Se analisou é porque
existe. O Estado português está a fazer os pagamentos parcelares de acordo com este
contrato. Se faz, é porque existe.»
Bem, aqui a coisa é esta: não se trata puto do PSD mas tão só de negociatas de malandrecos.
Por ter testemunhado e em tribunal, sei que o partido socialista tem lá muito disso e nos estratos com mais dinheiro.
Ia escrever nos “níveis” mais elevedos mas “nível” é coisa que os socialistas não têm – por isso se lhes chama “chuchalistas” por que eles chupam e chupam bem.
Agora percebo o que o Guterres queria dizer com o pântano… A sua alma católica não aguentou assistir ao “assentar arraiais” do polvo xuxo-maçónico, e deu “de slide” logo que arranjou um pretexto.
É preciso esgravatar mais. Não esqueçam a questão da “fripòr”… Anda um bocadito engavetada.
Para que servem as empresas publicas, os gestores publicoe etc etc
Vai para 5 anos este roubo ia de vento em poupa e o Socrates espertalhão ou dormia ou a experiencia da Friportus anestisiava-o?
Surpresos??
Mas como é que estes senhores e senhoras que entram e saem da Assembleia, que entraram e saíram de sucessivos governos e que tão bem ganham , lá nos surprendentemente bem pagos empregos que têm,têm a lata de nos dizer que esta dos submarinos é mais carota do que alguma vez pensaram??
o bolo ficou bem na fotografia. já o mesmo não se pode dizer da família da noiva.
GostarGostar
não há casamento que não dê em sucata.
GostarGostar
Empreiteiros
Dezasseis pessoas foram constituídas arguidas pela suspeita da prática de crimes de fraude fiscal e branqueamento que lesaram o Estado em mais de dois milhões de euros, foi hoje anunciado pela Polícia Judiciária. Os crimes terão sido cometidos entre 1997 e 2006, através de “um elaborado e complexo esquema ilícito de facturação cruzada entre empresas do sector da construção civil”.
A PJ adianta, em comunicado, que no âmbito da investigação, desenvolvida pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga, foram recolhidos dados que apontam para um esquema que teve como objectivo “ludibriar o Estado para obtenção de vantagens patrimoniais elevadas”.
Os crimes foram cometidos através de sociedades constituídas propositadamente para o efeito, com sede fiscal em Felgueiras, Esposende, Fafe e Espanha.
De acordo com a Judiciária, o principal arguido, um empresário do ramo da construção civil, de 39 anos, dedicava-se desde 1997 à constituição de sociedades na mesma área, através das quais mantinha o esquema de facturação cruzada. “Através da simulação de negócios”, o arguido ocultava os “valores efectivamente recebidos”, conseguindo uma “importante diminuição da receita tributária (IVA e IRC)” e “elevadas vantagens patrimoniais à custa do Estado”.
O arguido agiu com o apoio de alguns familiares e de um técnico oficial de contas, entre outros, conseguindo ao longo de nove anos burlar o Estado em mais de dois milhões de euros.
Nota: ainda bem que a PJ detecta estes casos e os leva à justiça. Bem haja, porque “grão a grão enche a galinha o papo”. Mas o que são dois milhões de euros face a “negociatas de Estado” de dezenas, senão centenas de milhões, feitas nas nossas “barbas” e em toda a legalidade?
http://www.criticademusica.blogspot.com/search/label/Portul%C3%A2ndia
GostarGostar
Outro caso de sucesso
Manuel José Godinho, o único detido no âmbito da Operação Face Oculta e que hoje será ouvido pelo juiz de instrução criminal de Aveiro, é conhecido pela rápida ascensão empresarial, pelos donativos que reparte por várias instituições do concelho de Ovar e pela extrema dedicação ao clube da terra natal, o Sporting Club de Esmoriz.
O empresário, de 55 anos, começou com um pequeno negócio de sucatas que herdou do pai. Primeiro em instalações de familiares, depois num pavilhão junto à Salvador Caetano de Ovar e, há pouco mais de um ano, transferiu-se para um moderno edifício instalado na zona industrial ovarense.
Comprava frequentemente sucata à CP e era habitual deslocar-se com os seus funcionários às estações para transportar o material. Há mais de 15 anos, era um simples sucateiro, hoje tem um império em vários negócios que causa estranheza.
A sua ascensão começou com a recolha de sucata na limpeza dos terrenos da zona Oriental de Lisboa onde viria a ser construída a Expo ’98. Houve, no entanto, uma directiva comunitária que subitamente lhe abriu um novo mercado. Durante várias décadas, Godinho comprou a baixo custo as velhas travessas de madeira do caminho-de-ferro, que a União Europeia mais tarde viria a obrigar a tratar como matéria-prima secundária. O empresário passou, assim, a deter um mercado mais valorizado.
Godinho movia-se bem junto das chefias intermédias e do pessoal da fiscalização da Refer. O PÚBLICO apurou que eram frequentes os almoços entre o seu pessoal e o da Refer e que tentou, inclusive, contratar operários de via daquela empresa pública para trabalhar para ele nas horas de expediente da empresa e aos fins-de-semana em empreitadas ganhas à própria Refer.
Foi uma prática continuada deste tipo que levou ao despedimento por justa causa de um quadro da Refer do Alentejo que, hoje, trabalha para José Godinho. Quem o conhece assegura que é uma pessoa discreta e recatada. Levanta-se cedo para trabalhar, joga futebol com familiares, amigos e funcionários aos domingos de manhã num campo que tem numa das suas casas, e raramente nega contributos pedidos pelas instituições de Ovar.
Mas é ao futebol de Esmoriz que dedica mais atenção e mais dinheiro. Não perde um jogo em casa. “O Esmoriz sobrevive, há muitos anos, à custa do sr. Godinho, que é uma pessoa bondosa e fantástica em todos os aspectos”, garante Francisco Baptista, ex-treinador do clube e que lidou com o empresário durante 12 anos. “Ajuda as instituições de caridade e as pessoas mais carenciadas”, acrescenta. É sócio benemérito dos Bombeiros de Esmoriz e recentemente deu um donativo para a obra das piscinas da cidade. “Tem contribuído com todas as obras desportivas, culturais e humanitárias do concelho de Ovar”, adianta Jacinto Oliveira, comandante dos bombeiros esmorizenses.
Manuel Oliveira Dias, provedor da Misericórdia de Ovar, confirma a dedicação do empresário. “É uma pessoa que mostra receptividade em colaborar com as instituições, com um bom relacionamento social e que procura ser discreto na forma de ajudar”, comenta.
Os carros topo de gama e as várias casas que possui são os sinais exteriores de riqueza mais evidentes. Também é público que anda armado. Os dois filhos, de 31 e 26 anos, trabalham nas suas empresas.
Em Junho passado, Godinho foi constituído arguido num processo de suspeita de fraude fiscal, através da emissão de facturas falsas, na ordem dos 11,6 milhões de euros. Ontem, a empresa de Ovar funcionou normalmente, mas ninguém esteve disponível para prestar declarações, tal como os elementos do clube de futebol que se juntaram para mais um treino. Da parte de fora do estádio, um dos cartazes dos patrocinadores pertence obviamente a uma das empresas de Godinho: à O2 Tratamento e Limpezas Ambientais, SA. idem 30.10.2009 – 09:13
GostarGostar
O caso das sucatas parece só ser relevante por causa de uma vara. O que dá ideia que nã querem nada, só querem é vingança.
GostarGostar
# Anónimo 5,
Nada disso embora custe muito ao nosso Saramago, nós conhecemos o novo testamento onde se ensina o amor ao próximo e o perdão, mas acontece que para uma sociedade ser Justa, todos devem dar um contributo dentro das normas estabelecidas, aqueles que querem ditar normas mas não as cumprem embora as imponham aos outros, têm de ser afastados até em nome da tal ética republicana. Mas existem outros com funções mais proeminentes do que Vara que parecem funcionar de forma censurável.
GostarGostar
#5 – ninguém quer ficar com lixo, mas se alguém lhe pega, todos reclamam propriedade. é o bragasucatas2. tentem comprar ou vender alguma coisa à administração pública ou ep e vejam a quantidade de ilegalidades que têm de preencher só para apresentar proposta.
GostarGostar
Pântano Guterres Dixit,expressão muito actual.
GostarGostar
#6 – “Mas existem outros com funções mais proeminentes do que Vara que parecem funcionar de forma censurável.”
submarinos novos & usados.
GostarGostar
Esse bolo deve ter sido para o casamento de um mecânico de automóveis.
GostarGostar
A Operação Face Oculta tem a ver com a sucata? Não? Hum… Tem a ver com a escolha do próximo líder? Está bem…
GostarGostar
#9 submarinos novos e usados
O António Vitorino poderá esclarecer.
GostarGostar
9#
Bem, vamos directos ao assunto dos submarinos que obviamente visam Portas, ainda não percebi do que o acusam, andam com muitos rodeios, mas quanto a concretizar nada,será que têm disfunção de argumentos. De qualquer modo a ética do comportamento em funções públicas não é um jogo entre clubes. O estado actual do país deve-se fundamentalmente à governação Socialista pois tem governado quase sempre, ou será que a culpa é do Santana?
GostarGostar
#14 – “O estado actual do país deve-se fundamentalmente à governação Socialista pois tem governado quase sempre…”
a roubalheira bcp, bpn & bpp, foi uma invenção socialista para enterrar o cavaco & associados. no miguel bombarda fazem reparações tolstola a preços módicos.
“…ou será que a culpa é do Santana?”
não, porque até nisso era incompetente. aparentemente contentava-se com despesas de representação, bar aberto & frívolidades. mas talvez um dia se desembrulhem as contas de lisboa e da ffoz, depois se verá.
GostarGostar
9,
Um país, dois sistemas.
Venda de sucata vs. compra de sucata. Onde está a disfunção?
GostarGostar
#14
Penso que será o mesmo anónimo (9), afinal falou dos submarinos e não concretizou.
Quanto ao BPN e BPP, o que tem? Quem cometeu crimes deve ser punido, qual a dúvida.
Mas esse facto não iliba o PS de ter governado 11 anos, nos últimos 14, ou seja não pode
deixar de se assumir como o principal (claro que não único) responsável pela actual situação pantanosa do país.
Já agora que parece tão xuxa Sr. anónimo, explique-me algo que nunca compreendi, porque é que Jaime Gama fez o maior elogio da história do pós 25 de Abril a Alberto João?
GostarGostar
Tinha duas hipóteses. Ou isso ou o Curral das Freiras.
GostarGostar
Recortes da Imprensa – Área Militar
In CM
Inquérito ao caso dos submarinos
20.07.2007
Ministério Público admitiu, ao abrir a investigação à compra dos submarinos, que o dinheiro deste negócio possa ter financiado o CDS. O CM sabe que esta é a principal linha de investigação do inquérito que está aberto há um ano e que partiu dos indícios recolhidos no caso Portucale, incluindo duas escutas a Abel Pinheiro em conversas com Paulo Portas.
O próprio caso Portucale, um outro inquérito em que é investigada a viabilização de um projecto turístico do Grupo Espírito Santo (GES) na herdade da Vargem Fresca, Benavente, começou com suspeitas de uma operação de branqueamento de dinheiro a partir de um depósito numa conta do CDS aberta numa agência do BES. O facto de a entidade beneficiária dos depósitos ser um partido político em que os seus responsáveis exerciam, à data dos factos, cargos políticos nos governos PSD/CDS, obrigou à abertura do inquérito.
Na prática, todo o caso Portucale nas suas diversas componentes – submarinos, projecto turístico de Benavente, alteração do PDM de Gaia para viabilizar construções em terrenos de sociedades do GES, Casino de Lisboa e Autodril/Grão-Pará – está relacionado com o financiamento do CDS e a sua relação com eventuais contrapartidas prestadas por membros dos governos PSD/CDS.
Os investigadores querem saber se o depósito de 1 060 250 (um milhão sessenta mil duzentos e cinquenta euros) nas contas do CDS em montantes que não ultrapassassem os 12 500, entre 27 e 30 de Dezembro de 2004, representou ou não uma vantagem para o partido pelo facto de Paulo Portas, líder do partido e ministro da Defesa à época dos factos, ter entregue o fornecimento dos submarinos ao consórcio alemão German Submarine Consorcio (GSC). As notícias publicadas sobre a compra dos submarinos e os indícios recolhidos durante a investigação do Portucale suscitam aos procuradores a necessidade de aprofundar o caso na medida em que “são aproximadas no tempo” aos depósitos em numerário na conta do CDS. Esta dúvida é documentada com duas escutas telefónicas feitas a Abel Pinheiro, empresário e responsável pelas finanças do CDS, e Paulo Portas. As duas conversas escutadas são apontadas pelo Ministério Público como indiciadoras da existência de acordos ou de ‘compromissos secretos’ quanto ao concurso dos submarinos.
O despacho dos procuradores Rosário Teixeira e Auristela Pereira, que separou o caso dos submarinos do inquérito sobre o projecto turístico Portucale, em Julho do ano passado, assinala outros factos, para lá das escutas. A intervenção da Escom, empresa do Grupo Espírito Santo, no processo de negociação e angariação de contrapartidas relacionadas com a aquisição dos submarinos, e os 30 milhões de euros que recebeu por tais serviços, são também factos sob investigação.
PARA QUEM FORAM OS 30 MILHÕES PAGOS POR ALEMÃES?
A intervenção da ESCOM na qualidade de parceira e de promotora da candidatura do consórcio alemão de submarinos junto do Estado português suscita dúvidas por parte dos investigadores, que procuram esclarecer se houve ou não lugar ao pagamento de comissões. Um dos pontos de partida para esta frente da investigação está no facto de os montantes pagos pelo consórcio alemão à ESCOM ter ultrapassado os 30 milhões de euros, um valor aparentemente desproporcionado face àquilo que o Ministério Público considera ser a real intervenção da empresa no negócio.
A investigação constata que a ESCOM é administrada por um dos arguidos no inquérito Portucale, Luís Horta e Costa, que é, para o Ministério Público, um dos principais suspeitos no que chama promoção ilícita de interesses do grupo GES, liderado por Ricardo Salgado. Os investigadores querem saber se há uma ligação entre os submarinos e os depósitos na conta do CDS, sublinhando que foi preterida a proposta francesa e que esta teria melhores condições. É neste pano de fundo que cabem as escutas a conversas de Abel Pinheiro com Portas, que foram reforçar as suspeitas da existência de acordos ou de ‘compromissos secretos’.
Essas suspeitas estavam já presentes nas buscas feitas à ESCOM e à Espírito Santo Ressources, onde foi recolhida documentação do contrato dos submarinos e das contrapartidas. Esta documentação, apurou o CM, apontará no sentido de ter havido uma imposição da presença da ESCOM como intermediária desejada pelos representantes do Estado português. A documentação permitiu ainda identificar a utilização da ESCOM, sobretudo a empresa-mãe com sede nas ilhas Virgem britânicas, e outras participadas no Reino Unido e Portugal, para a ocultação dos intervenientes e dos beneficiários finais de negócios e de circuitos financeiros, em particular quanto ao pagamento de comissões com permanência no tempo e sem aparente explicação na lógica da associação entre a GSC e a ESCOM.
MP DIZ QUE HÁ MUITO POR ESCLARECER
Na análise feita há um ano aos factos recolhidos durante a investigação do caso Portucale o Ministério Público considerou haver “muito por esclarecer” no processo de aquisição e contrapartidas dos submarinos para a Marinha. Em consequência decidiu abrir um processo autónomo em relação ao inquérito do Portucale e ordenar mais diligências. Os procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) ordenaram à Polícia Judiciária que fosse analisada toda a documentação encontrada nas instalações da ESCOM e pedida ao Ministério da Defesa bem como que fosse solicitada a colaboração internacional a vários países com o objectivo de reconstituir o circuito financeiro das verbas recebidas pela ESCOM. O Ministério Público quer saber a natureza, valor e a quem foram feitos pagamentos a título de comissões e apreciar os trabalhos efectivamente desenvolvidos pela ESCOM na negociação de contrapartidas.
EMPRESAS ENVOLVIDAS
ESCOM
Esta empresa é a holding da família Espírito Santo para o sector não financeiro. Os seus circuitos financeiros e o dinheiro que recebeu são essenciais para a investigação dos submarinos.
ESPART
Esta é a empresa central do GES para o sector imobiliário e alguns dos seus administradores são arguidos no processo. Uma parte da intermediação dos interesses investigados tem a ver com negócios desta empresa no sector turístico.
E.S. RESSOURCES
As buscas feitas no âmbito do processo inicial que vieram a adquirir relevância para abrir o inquérito dos submarinos atingiram também a Espírito Santo Ressources, onde foi recolhida documentação relacionada com o contrato dos submarinos e respectivas contrapartidas.
PORMENORES
21
Telefones e telemóveis estiveram sob escuta. Os visados foram sobretudo Abel Pinheiro e um dos funcionários do CDS bem como administradores de várias empresas do Grupo Espírito Santo.
14
São os volumes do processo Portucale. Nos autos estão já milhares de documentos apreendidos, desde os recibos dos depósitos nas contas do PP ao contrato de aquisição dos submarinos.
166
Apensos ao processo Portucale englobam todo o material da transcrição das escutas telefónicas, um elemento central e decisivo dos dois inquéritos. Uma parte transitou para os submarinos.
44
São as testemunhas, incluindo os ex-ministros Morais Sarmento e Telmo Correia e Miguel Relvas. Os arguidos são 14 e alguns são suspeitos no caso dos submarinos, que ainda não tem arguidos.
PROTAGONISTAS DO INQUÉRITO
A investigação está centrada no CDS-PP e na liderança de Paulo Portas. Luís Nobre Guedes, Abel Pinheiro e Telmo Correia fazem parte do seu grupo mais restrito e pessoas de grande confiança política e pessoal.
PAULO PORTAS (Líder do CDS e ex-min. Defesa)
DECISÃO DE COMPRAR AOS ALEMÃES SOB ESCRUTÍNIO
Era ministro da Defesa e líder do partido à época dos factos. Nunca foi ouvido em nenhum dos processos – submarinos e Portucale – mas a sua decisão no primeiro caso está sob escrutínio do MP.
LUÍS NOBRE GUEDES (Ex-ministro do Ambiente)
DESPACHO CRITICA MAS ARQUIVA SUSPEITAS
Foi investigado no Portucale por corrupção e abuso de poder mas viu o caso ser arquivado. O MP critica a sua acção no despacho mas considera não haver relevância criminal nos factos apurados.
TELMO CORREIA (Ex-ministro do Turismo)
FIGURA CENTRAL NO CASO DO PROJECTO PORTUCALE
É uma das figuras centrais na viabilização do projecto Portucale mas sobre si não recai a proposta de constituição de arguido. O Ministério Público tem ainda de se pronunciar sobre se acusa ou não.
ABEL PINHEIRO (Responsável financeiro)
VISTO COMO INTERMEDIÁRIO DE INTERESSES
Principal figura desta investigação, e apontado como um intermediário de interesses entre o Grupo Espírito Santo e os ministros do CDS no Governo. Arguido no caso Portucale e suspeito nos submarinos.
OS HOMENS DO GES
No processo dos submarinos vão continuar a ser investigados os administradores José Manuel Sousa, Luís Horta e Costa e Carlos Calvário
OS CRIMES INVESTIGADOS
O Ministério Público quer saber se houve crimes de corrupção activa e passiva para acto ilícito, ainda sem ter suspeitos da eventual autoria desses crimes
INVESTIGAÇÃO COMPLEXA
A razão da separação dos dois processos está no carácter mais moroso e complexo que o Ministério Público atribui ao caso dos submarinos
GostarGostar
#17
Resposta sem sentido.
#18
Quanto às afirmações seguintes vou fazer uns telefonemas, depois respondo.
Mas já agora inclua nos seus textos o que foi publicado na imprensa sobre a Fundação para a
Prevenção e Segurança, é que se não, ficamos com dúvidas, se só condena o compadrio
no espectro partidário que não é o seu.
GostarGostar
Quanto aos submarinos. foi a pedido seu. Não há afirmações, há informações, da imprensa, avivando consciências
Quem se põe a jeito, para não condenar o compadrio do espectro partidário que é o seu, é vc.
GostarGostar
E será que o Zé Godinho e o Sócrates alguma vez foram sócios nalguma empresa?
Podiam não ter sido … mas não era a mesma coisa!
Beijinhos desde o olho do furacão,
GostarGostar
#20
Será que aquela rapaziada do CDS se deixou o influenciar pela velho grupo Socialista que se enredou nos Casos de Macau e Emaudio? Será que estes Socialistas para além de fazerem escola no PS também conseguiram noutros partidos?
GostarGostar
#20
A fundação para a Prevenção e Segurança era apenas o preludio para muito do que a criatividade de Vara era capaz.
GostarGostar
Mãos sujas na justiça
Aos olhos dos cidadãos, há dois pesos e duas medidas na prática judicial
O país nem reagiu à notícia de uma semana, anestesiado pelos sucessivos casos que têm
abalado a confiança dos portugueses na Justiça. Concluído o inquérito ao suposto
favorecimento de Fátima Felgueiras por um juiz do Supremo Tribunal Administrativo,
chegou-se a um relatório com quase uma centena de páginas de transcrições de escutas
telefónicas entre a foragida presidente da Câmara Municipal de Felgueiras e o magistrado,
onde este transmite instruções à autarca para fugir à acção judicial que sobre ela impede
por suspeitas de corrupção enquanto responsável máxima do executivo concelhio. Mais: o
insigne jurista promete-lhe interceder junto de outros magistrados para os pressionar a
abafar o processo. Quanto à acção movida a Felgueiras com vista à perda do mandato em
consequência do processo de corrupção, o mesmo juiz pede-lhe que ela o avise do envio dos
autos para o Tribunal Administrativo do Porto, para que ele accione logo influências
junto do Ministério Público (e a verdade é que a autarca foi aí absolvida, com base no
decisivo depoimento do magistrado em audiência, como sua testemunha de defesa). Vem a
saber-se ainda que, já como vereadora em Felgueiras, 10 anos antes, a autarca vira ser
arquivado semelhante processo contra si, também no mesmo tribunal portuense e
aparentemente após diligências do mesmo magistrado. Como se tudo isto não bastasse,
apurou-se agora que, no espaço de uma hora antes de a autarca fugir para o Brasil, há ano
e meio, aparentando saber por antecipação que ia ser detida nesse dia, houve dez chamadas
telefónicas do Tribunal Tributário do Porto, onde o magistrado disporia de gabinete,
supostamente para Felgueiras (e mais uma para o seu ex-marido). Note-se que não estamos a
falar de um magistrado qualquer, mas de um juiz-conselheiro. Em que outros processos terá
sujado as mãos, ao longo de uma carreira que o levou ao topo? São situações como esta que
levam a concluir que algo está podre no reino da Justiça e que, aos olhos dos
portugueses, existe definitivamente uma prática judicial (implacável) para os cidadãos
anónimos e outra (com inúmeras escapatórias) para quem pode dispor de influência social.
In Grande Reportagem de 9 de Outubro de 2004 – OS PASSOS EM VOLTA de Joaquim Vieira”
GostarGostar
«Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem tu és»
Armando Vara, Fátima Felgueiras, José Sócrates e Virgílio de Sousa com, entre outros, um tal António Morais. Aqui em mais um exercício de memória.
GostarGostar
O arquitecto Fernando Pinto de Sousa (*1), pai do primeiro-ministro, foi contratado pelo GEPI,
no período em que este era dirigido por António Morais, para fazer a fiscalização de dez
empreitadas adjudicadas por aquele serviço do Ministério da Administração Interna.
Na quarta-feira, o PÚBLICO noticiou que Pinto de Sousa, com escritório na Covilhã, foi
responsável pela fiscalização do quartel da GNR de Castelo Branco, uma obra adjudicada em
1999 à Conegil – a empresa do grupo HLC que abandonou essa e mais sete empreitadas do
GEPI sem as acabar, deixando, quando faliu em 2003, uma dívida de 1,6 milhões de euros ao
MAI.
Morais, GEPI e construtora da Covilhã fizeram moradia de Armando Vara
http://www.ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1291685&idCanal=21
Compra da tal casa por um preço “simpático” à offshore Henron International N.V
das Antilhas
http://www.ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1365947&idCanal=12
A empresa da mãe do primeiro-ministro, que está a ser investigada no âmbito do Freeport,
surge envolvida num processo de corrupção na Câmara da Amadora, o qual abarca outras
figuras relevantes do PS
http://www.sol.sapo.pt/forums/20/1162503/ShowThread.aspx
*1) Profissão – Professor do ensino básico/secundário na Covilhã
GostarGostar
# 20
Ao ler o que acabou de colocar sobre o caso dos submarinos também verifiquei mais uma vez o suposto envolvimento do BES, talvez seja por isso (má consciência) que Ricardo Salgado veio defender as grandes Obras Públicas de Sócrates.
GostarGostar
E para aqueles, como Carlos Noronha, que tentam “relativizar” acontecimentos do presente lembrando que o “outro lado” também tem telhados de vidro, deixo aqui mais um exercício de memória que contraria o maniqueísmo primarista dos auto-denominados anti bota-abaixistas.
Destaco dois parágrafos da notícia do Correio da Manhã referente ao lançamento do “Menino de Ouro do PS”:
«Há duas coisas que não podemos escolher: os nossos pais e a terra onde nascemos”, clarificou Dias Loureiro, destacando que o “lado dos afectos foi o que mais me emocionou” no livro que esteve dois anos a ser elaborado antes de ser levado à estampa pela Esfera dos Livros. O antigo secretário-geral do PSD avançou ainda a “generosidade” de Sócrates, que consegue “aproveitar as dificuldades”. No final colheu palmas de uma plateia socialista.
António Vitorino, dirigente socialista, começou a sua intervenção por avisar que dispensaria alguns dos pontos do seu comentário, tal era a convergência de ideias com Dias Loureiro. Enalteceu o lado comunicacional de Sócrates e lembrou que Tony Blair também chegou a ser considerado apenas um bom comunicador. E, no entanto, mudou o Partido Trabalhista britânico. Vitorino classificou Sócrates como um “político moderno”, contemporâneo dos fundadores do regime democrático em Portugal.»
(*) – Realce meu
GostarGostar
“Escapou-me” o link. As minhas desculpas.
GostarGostar
Pergunta essencial – Qual a “vara”, onde vai(ão) parar o(s) processo(s)?
GostarGostar
Vara de recos???
GostarGostar
Governo: Gestor acumula cargo com presidência do Turismo de Portugal
Luís Patrão ganha 7000 euros por mês na TAP
O ex-chefe de gabinete de José Sócrates ganhou, em 2008, como vogal do Conselho Geral e
de Supervisão (CGS) da TAP 98 mil euros. Com este salário anual, referida no Mapa de
Remunerações dos Órgãos Sociais, Luís Patrão, que é também presidente do Instituto de
Turismo de Portugal (ITP) desde Maio de 2006, recebeu da TAP, durante 14 meses, um
ordenado mensal fixo de sete mil euros, valor superior ao vencimento do próprio
primeiro-ministro.
Luís Patrão acumula três cargos desde que trocou a chefia do gabinete de José Sócrates
pela presidência do ITP: a par da liderança do IPT, onde terá um salário mensal de cerca
de 10 mil euros, Patrão é membro do CGS da TAP e vogal da administração da ENATUR, onde
não tem remuneração.
Como vogal do CGS da TAP, Patrão tem, tal como os restantes seis vogais desse órgão, um
salário mensal fixo de quatro mil euros, a que acresce um ordenado mensal complementar de
três mil euros por ser membro da comissão especializada de sustentabilidade e governo
societário, nos termos do Estatuto Remuneratório do mandato 2006-2008. No ano passado,
essa comissão fez, segundo o relatório de Sustentabilidade da TAP, cinco reuniões para
tratar de assuntos da TAP, SGPS e outras tantas para abordar temas da TAP, SA. Ao todo,
em 14 meses de salário, aquela comissão realizou dez reuniões, com uma taxa de
participação de 91 por cento.
O CM tentou falar ontem com Luís Patrão, através do assessor de imprensa, mas tal não foi
possível até ao fecho da edição.
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=E9D4D0F0-B109-406F-8C41-7EB1A778D320&channelid=00000090-0000-0000-0000-000000000090
GostarGostar
# 18
20.07.2007 (!)
Será justiça ou operação cirúrgica da central socretina?
“MP
Buscas em escritórios de advogados no âmbito do caso dos submarinos
O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) está a
realizar buscas em dois escritórios de advogados no âmbito do processo
de aquisição dos dois submarinos U-214, avança a Sábado. Em causa
estão suspeitas de corrupção, tráfico de influências e financiamento
ilegal de partidos políticos.
A operação do Ministério Público começou esta manhã por volta das 10h
em Lisboa e ainda estará a decorrer nas sedes da Vieira de Almeida &
Associados e na Sérvulo & Associados, segundo a Sábado.
Os dois escritórios de advogados terão intervindo no negócio de 875
milhões de euros assinado, em Abril de 2004, pelo então ministro da
Defesa Paulo Portas.
Entre outros documentos, o MP está à procura do contrato de
financiamento associado à aquisição dos submarinos.
SOL”
http://www.sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=149422
Portas responde a Louçã: «Lança impropérios e tem mau perder»
Líder do CDS-PP fala do caso dos submarinos
Paulo Portas não se sente atingido pelas declarações de Francisco Louçã, que sugeriu às
autoridades procurarem documentos sobre o caso dos submarinos em casa do líder do CDS-PP.
Na Madeira, Portas começou por dizer que se trata de uma história mal contada e
considerou que o bloquista ainda não se conformou com o facto de não ter conseguido ser a
terceira força política no Parlamento.
«O doutor Louçã ainda não se refez do facto de não ter sido o terceiro partido. Até subiu
de votos, mas acho que esse tipo de declarações mostram algum ressentimento e até mau
perder. Desata a fazer impropérios contra este e contra aquilo, mas não acho que seja
assim que ele lá vai. Só ofende quem a gente deixa», disse Portas aos jornalistas.
Quanto ao alegado desaparecimento de documentação relacionada com o processo de aquisição
dos submarinos ao Germain Submarine Consortion, considera que a informação surge nos
jornais sempre nesta altura:
« A história está mal contada, porque o contrato de financiamento foi a visto do Tribunal
de Contas. Ora, só vai a visto o que existe. O Governo que me sucedeu fez uma análise
desse contrato. Se analisou é porque existiu. O ministro das Finanças, segundo a imprensa
de ontem, fez uma análise deste contrato no início deste ano. Se analisou é porque
existe. O Estado português está a fazer os pagamentos parcelares de acordo com este
contrato. Se faz, é porque existe.»
«Nunca nenhuma autoridade me fez qualquer pergunta. O que eu vejo é que aparecem umas
notícias sobre esse assunto, emergem e depois submergem, em momentos politicamente
significativos», concluiu.
http://www.tvi24.iol.pt/politica/paulo-portas-submarinos-louca/1092890-4072.html
GostarGostar
.
Bem, aqui a coisa é esta: não se trata puto do PSD mas tão só de negociatas de malandrecos.
Por ter testemunhado e em tribunal, sei que o partido socialista tem lá muito disso e nos estratos com mais dinheiro.
Ia escrever nos “níveis” mais elevedos mas “nível” é coisa que os socialistas não têm – por isso se lhes chama “chuchalistas” por que eles chupam e chupam bem.
Nuno
GostarGostar
Agora percebo o que o Guterres queria dizer com o pântano… A sua alma católica não aguentou assistir ao “assentar arraiais” do polvo xuxo-maçónico, e deu “de slide” logo que arranjou um pretexto.
É preciso esgravatar mais. Não esqueçam a questão da “fripòr”… Anda um bocadito engavetada.
GostarGostar
GostarGostar
Para que servem as empresas publicas, os gestores publicoe etc etc
Vai para 5 anos este roubo ia de vento em poupa e o Socrates espertalhão ou dormia ou a experiencia da Friportus anestisiava-o?
GostarGostar
http://apombalivre.blogspot.com/2010/01/ai-submarinos-submarinos-quanto-obrigas.html
ai submarinos submarinos a quanto obrigas
Surpresos??
Mas como é que estes senhores e senhoras que entram e saem da Assembleia, que entraram e saíram de sucessivos governos e que tão bem ganham , lá nos surprendentemente bem pagos empregos que têm,têm a lata de nos dizer que esta dos submarinos é mais carota do que alguma vez pensaram??
GostarGostar