P
O editorial de apresentação da nova direcção do Público (que só agora li) é assaz estranho:
1) Se é natural que uma nova direcção pretenda efectuar mudanças, profundas ou não, estranha-se o espírito de «reborn» adoptado, como se o mundo, em especial o da imprensa, não tivesse mudado nos últimos 20 anos ao mesmo tempo que se mitifica um tempo particular, o do seu início, atribuindo-lhe um cariz purista.
2) Fazer tal retorno ao pretenso purismo invocando um texto publicado em outro jornal, da autoria de ex-director que já nem sequer faz parte do jornal, é caso para perguntar «então porque não o convidaram para director?»;
3) o ressabiamento contra o director que agora saiu é notório e fica mal a quem lhe sucede;
4) criticar desde logo os jornalistas que se mantêm no quadro do jornal e com quem vão trabalhar por terem, alegadamente, levado a uma situação de «credibilidade ameaçada» não é começo que se recomende para quem vai dirigir uma equipe.
5) «Daremos expressão a todos os pontos de vista, mas afirmaremos os nossos.»Ah, afinal continua a haver ideologia. E acaso pode-se conhecer desde já a mesma?
6) A colectivização dos editoriais e das diferentes correntes de pensamento no interior do jornal é péssimo sinal. Se até aqui qualquer trabalhador do jornal, em caso de discordância com o editorial (assinado pelo director, uma forte marca de independência que vinha do tempo da fundação), sempre poderia dizer «isso é a opinião do director», mantendo a sua autonomia e nunca o comprometendo, agora vê a sua liberdade reduzida porque os editoriais, produzidos numa espécie de Comité Central, «expressarão o pensamento (…) deste jornal»;
O que sempre se deveria evitar e não augura nada de bom.
Leituras relacionadas: «O legado de José Manuel Fernandes no Público», por André Azevedo Alves; «Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida», por Daniel Oliveira;

Gostei muito dessa do “comité central”…
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Pois..
O legado de JMF…enfim…ter feito pior não era impossivel mas complicado;
VJS seria bem vindo ao Publico, foi com ele que o Publico se entranhou em mim, que só nos ultimos tempos vim a estranhar;
Já tinha lido o post do Daniel no Arrastão..desconheço BR e desconfio de editoriais em forma de bolo (apesar de entender a essência de, pois um editorial deve ser exactamente isso, a opinião manifesta de um jornal, ou dos responsáveis pelo mesmo, no entanto a ausência de uma assinatura individual no fim causa-me estranheza- a velha história Gabriel, prezo muito a minha assinatura e julgo que os outros devem prezar do mesmo modo!)…no entanto, conforme o Daniel…tenho agora alguma esperança no Público, sentimento que se ia desvaneçendo nos ultimos tempos!
…E mantenham o Provedor…gosto do tipo!
Abraço
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Os editoriais não assinados são comuns em quase todos os jornais de referência do Mundo. Por isso são editoriais e não apenas colunas de opinião. Não são a voz do conjunto dos jornalistas, mas são a voz do jornal. Vá a quase todos os jornais que gosta e veja se assim não é.
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pois será Daniel (3), mas eu prefiro artigos assinados. E era uma característica do Público que lhe ficava bem e que agora se perde num estranho e acéfalo anonimato.
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Dizem eles : “Daremos expressão a todos os pontos de vista, mas afirmaremos os nossos”.
Todos os pontos de vista!? Com o jornalista Ricardo Garcia no tal “comité central” deve ser verdade…! O homem nunca publicou uma opinião contrária à linha oficial do IPCC.
É verdade que o JMF também era um fanático do aquecimento global, por isso agora vamos ver se a censura era do JMF, se do RG.
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E afinal que foi a toupeira?Aquela formiguinha que espiou para a esquerda fracturante…
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Exactamente Daniel, e espremido o juice cada um escolhe o que lê…e este fim levava-nos para uma outra discussão mais profunda quanto aos deveres deontológicos de um jornal e da devida imparcialidade deste!
No entanto aguardo agora pelos editoriais referentes à situação política deste Nosso Portugal, na generalidade das muitas côres que o compôem…e especial atenção aos editoriais sobre a crise Israel – Palestina, muita curiosidade nessa tomada de posição “do jornal”.
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Gabriel, dicava bem porque quase todos os editorais eram escritos por José Manuel Fernandes. E a verdade é que a direita acha intolerável que os directores dos jornais não sejam todos (sem excepção) de direita. E isso sim, é que é estranho para quem defende o pluralismo.
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Daniel (8), não vejas só com um olho, lê o que escrevo: «assinado pelo director, uma forte marca de independência que vinha do tempo da fundação», o que certamente incluirá anteriores directores, pelo que a questão de concordar ou deixar de concordar com os mesmos será irrelevante, pois, como afirmo, aprecio quem dá a cara pelo que escreve, que assume o que diz e não se esconde atrás de um anonimato colectivo acéfalo.
já o que a dita «direita» e o que a mesma ache «intolerável» julgo serem cenários de ficção que, confesso, me deixam indiferente.
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Também creio que o dito pluralismo existirá quando eu diga A e tu digas B.
Ou quando um director escreva editorial X e jornalista possa escrever artigo ou opinião sentido contrário, como sucedia.
O pluralismo deixa de existir quando o jornal passa ter uma voz oficial cozinhada no anonimato de um qualquer colectivo sem rosto.
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Ó Gabriel, descobriu agora que os editoriais não assinados são “estranhos e acéfalos”, ou sempre os considerou assim?
´
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É verdade que o JMF também era um fanático do aquecimento global, por isso agora vamos ver se a censura era do JMF, se do RG.
Pelo menos no twitter uma vez ou outro vi-o a linkar coisas contrárias.
JMF era um bom contraponto a muitas coisas no jornal. Para mim isso era factor de equilíbrio, ainda assim limitado. Agora parece que vai tombar apenas para um lado. Não dou grande futuro ao jornal se assim for.
Daniel oliveira está obviamente contente. Boa parte do sucesso do BE veio das alas esquerdistas deste e de outros jornais. Mesmo a história do Louçã ter sabido antes dos demais a história dos emails das escutas mostra muita coisa para quem for inteligente em descodificar.
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acho um piadão do caraças a estes gajos, todos querem mandar no pasquim, mas ninguém lá mete dinheiro. façam uma vaquinha e comprem aquela porra que o belarmino vende.
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Dei-me ao trabalho de ler o que DO escreveu no arrastão sobre o Publico. Entre outras coisas, diz que é amigo da nova directora, simplesmente amigo, mas não sabe nada sobre o seu pensamento politico; isto diz tudo sobre a “honestidade intelectual” com que DO abordou o assunto: à DO, que diz umas parvoices num execravel programa da SICn aos sábados à noite, na companhia de três idiotas, mais uma intelectual frustrada, que acha o Mário Soares o máximo, e nos brinda no Expresso com umas crónicas que espelham a opinião dele sobre os mais diversos assuntos, que são duma pobreza confrangedora. Não tenho procuração para defender o JMF, com cujos editoriais concordava ,dumas vezes, e discordava doutras, mas pelo menos todos sabiamos o que podiamos esperar dele; de quem eu desconfio, e muito, é de quem já começou a dizer que vai ser uma referencia de imparcialidade, mas que nem os amigos sabem qual o seu pensamento politico. Não conheço a nova directora do Publico; no entanto, a ter em conta o que ela escreve na “Pública” aos domingos, fico de pé atrás. Por mim que sou leitor do Publico, vou-lhe dar o beneficio da dúvida; mas acho que não estamos a começar nada bem. Conheço o VJS como jornalista desde os tempos do Comércio do Funchal, do qual fui assinante enquanto foi possivel; respeito-o como jornalista, embora muitas vezes discordando dele. Por isso aconselho-o a não se precipitar com a história das escutas, porque pode ainda não ter acabado.
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#11 JMF era um bom contraponto a muitas coisas no jornal ???
Pois, tmos opiniões exatamente opostas quanto à idoneidade e brio jornalistico dessa personagem…quem acompanha o Público desde a sua fundação sabe facilmente ver do que falo!
No seguimento do pensamento da importância da assinatura naquilo que produzimos ou criamos…um elogio e o único que lhe reconheço..JMF assinava as buçalidades que pensava !
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Não são a voz do conjunto dos jornalistas, mas são a voz do jornal.
O senhor esquece que esses jornais seguem e apoiam uma linha ideológica, não navegam em todas as águas como os tugas, e por isso o editorial não precisa de ser assinado.
Ao que parece aqui também vai ser assim, vão ser todos de um socialismo socrático.
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O Daniel é aquele que participa no programa da noite da língua porca ou má língua? Aquele que tem uma compulsão palratória,que não consegue estar calado por uns segundos? Aquele que tem sempre razão sobre todos os assuntos,um dos maiores tudólogos da europa e quiçá do mundo?
Pois,mas a questão em na apreço trata-se de um retrocesso! E não adianta apontar exemplos piores para justificar este passo atrás. Claro que é uma questão menor,nas outras veremos,o tempo desvela tudo. Pena é que esta gente que defende o bando de esquerda tenha sempre a memória fraca,quando a realidade os desmente,metem-na num sepúlcro.
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A ideia que tenho de “Editorial”, é algo escrito como emanando da direcção do jornal, dando a conhecer a sua orientação e ideias.
Ora isto é um pouco diferente da opinião pessoal de alguém que vai assinar um editorial, mesmo sendo da direcção do jornal. Porque a direcção passa e o jornal fica, com uma identidade própria. Pelo menos assim acontece com os grandes jornais.
Eu habituei-me ao Público do VJS e com ele “vivi” até aparecer o JMF. Quando reparei que já pouco o lia, deixei de comprar.
Voltou agora a estar poisado por aí, à mão.
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O Piscoiso (17) confirma que o problema era a opinião do anterior director e não a existência de opinião no editorial.
Nem percebo porque tem tanta dificuldade em o dizer.
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…e eh pá…sabem, por instantes derramei para aqui com trivialidades e banalidades, interrompendo um instante que se eterniza desde a manhã de ontem!!
António Sérgio, O Bom Lobo, O Mestre deixou-nos cedo, tão cedo tão cedo, cedo demais…o resto, o resto neste momento são banalidades, não interessa nada, e não haverá outro igual!
Fiquem bem
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Que o Daniel Oliveira esteja contente com a saída do JMF não deve fazer estranhar ninguém, e a poucos interessará. Que o Público passe a dar ainda mais eco ao BE aí sim, preocupo-me eu e todos aqueles que anseiam pelo permanente exercício do contraditório, e pela possibilidade de exercer a faculdade de escolher. Contra a bovinidade e o unanimismo, esses sim, acéfalos.
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Gabriel Silva,
Muito bem!
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Se este episódio favorecesse um governo PSD,esta gente da língua suja vinha logo à morteirada. As opiniões que dão à luz não são para levar a sério. A conversa do patrono deles,o socretino,com o engº(verdadeiro) P.Azevedo é esclarecedora do que inspira estas manobras torpes para amordaçar a imprensa.
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O Piscoiso já disse e re-disse que não lia o Público e que o lia, sendo que, nos intervalos, volta a não lê-lo, regressando depois à sua leitura. “N” vezes. Nem sequer é capaz de dizer que o “seu” problema com o Público era, e só, o JMF. Troca-tintas e lambe-botas é o que ele é (se alguém ainda tinha dúvidas).
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Nem percebo porque o Gabriel tem pruridos com cozinhados vindos da cozinha A e não da cozinha B. Por mais individualista que pareça uma delas, não passa de um cozinhado para satisfação de uma clientela específica.
O Belmiro decidiu, está decidido.
O jornal é dele.
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O Público é o melhor jornal diário !
Tem um razoável e por vezes bom Ípsilon às sextas-feiras; teve um excelente Mil Folhas também às sextas, ‘obra’ do Eduardo Prado Coelho; a revista dominical está banal.
O mundo de Daniel Oliveira está irremediavelmente dividido por um muro Esquerda (vs) Direita. Não conseguirá compreendê-lo, transpô-lo nem derrubá-lo — é a sua matriz, a sua ‘marca de água’ que o ‘leva’ ao Expresso, àquele caquético(!) Eixo do Mal, e que o exibe publicamente.
Para esse comentador, o Público de JMFernandes era mau e tendencioso (esquece-se do que precisa publicamente ‘esquecer’…); para a sua amiga BReis (de quem até é amigo mas não sabe o que ela pensa politicamente,,,), o Público estará salvo e…actuante.
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Ó Piscoiso,não percebes ou preferias que os restantes não percebessem? Fica-te bem esse espírito de bando.
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Quando Belmiro de Azevedo disse há uns tempos atrás numa entrevista à RTP, que se o governo queria o jornal dele que o pagasse, estava a falar a sério; o Publico já lá canta, e daqui por uns tempos vamos todos perceber para onde foi o dinheiro. De resto o filho Paulo já deu umas dicas. Ou há moralidade, ou comem todos. Se calhar o JMFernandes devia dizer as verdadeiras razões que o levaram a sair da direcção do jornal, para os arautos da verdade, como a nova directora, em vez de andarem a apregoar tão boas intensões, dissessem que estão dispostos a fazer o servicinho que esperam deles. E para principio de conversa, deviam investigar como é possivel um tipo que recebeu um Mercedes 500SL que custa 180 mil euros, vir pra tv dizer que é muito sério, quando foi apanhado com as calças na mão. Quem é que o mandou falar na televisão? Investigar estas coisas é que é jornalismo à séria. Ou investigar quem é que mandou um email interno para fora da redacção do Público, e quem o entregou ao DN, e ao Expresso. A nova directora não sabe? nem quer saber? Mas eu como leitor do jornal não sei, mas quero saber. Mas a Senhora, já veio dizer que é assunto encerrado. Pobre jornal.
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MJRB…Subscrevo integralmente a análise ao P.
não obstante o jornalismo praticado por JMF é abjecto !!!
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Eu era leitor do Público desde o primeiro número e deixei de o ser a partir de hoje.
Detesto a imprensa socretina (i.e., socrática+cretina) que prolifera em Portugal e a que o Público acaba de juntar-se (o editorial de ontem não deixa margem para dúvidas…).
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muitos dos editoriais de JMF eram para dar a conhecer as posições de Bush, do PSD/CDS e, logo, não é de admirar a tristreza que vai por aqui.
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O sr. Daniel Oliveira diz que a responsabilidade do editorial é colectiva, não do director.
Deve tratar-se da última novidade em matéria de direito da comunicação social.
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Todos os jornais têm uma linha editorial que é dimanada pela sua administração, o seu Director pode e deve assinar o seu artigo editorial, muito embora, quase todos os bons jornais de referência europeus os dispensem.
Ora se a nova directora optou pela sua renuncia, deduz-se que talvez a administração de Belmiro de Azevedo, tenha feito algum negócio para a sua alienação, o que de algum modo se explique a sua não distribuição à borla nos seus Hipermercados.
Cps
S.G.
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O caminho para unanimidade da esquerda na Comunicação Social continua a construir-se. E a história do País dos últimos 10-15 anos também é muito isso. Aliás se formos a ver todos os regimes em Portugal tentam construir a unanimidade especialmente quanto mais inseguros se sentem.
Como resultado também não é de estranhar o estado em que o País está, pois Má informação = Más escolhas.
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POIS NÃO AUGURA NADA DE BOM.
Logoa agora que a direita tinha, pela primeira vez, um jornal de referência ( o que é issso?).
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2/3 dos jornalistas que compôem a redacção do Público é de esquerda. Esse desequilíbrio nota-se especialmente na secção política do jornal onde pontificam os nomes de São João de Almeida e Leonete Botelho que não poderiam ser mais simpatizantes do actual governo e, em geral, dos partidos de esquerda, incluindo, em especial, o bloco.
Donde, os editoriais de JMF serviam, de facto, de contraponto ao tom político do resto do jornal, o que me levava a qualificar o Público ainda como um jornal com pluralismo político.
Depois desta mudança – e subscrevo tudo o que o Gabriel Silva escreve a propósito do lamentável editorial de ontem -, chega ao fim uma era em que o Público restava ainda no jornalismo português como um espaço de confronto de ideias políticas e como um jornal independente, à margem do jornalismo sensacionalista e do oficioso. Não só a tendência esquerdista de 2/3 da redacção será confortada por uma direcção também ela de esquerda, como, e isso é que é ainda mais preocupante, o editorial de ontem inaugurará uma nova era em que o Público se apresentará como um gémeo siamês, eventualmente mais culto e elitista, do jornalismo praticado no DN: oficioso, simpático com o poder e genericamente acrítico.
A julgar pelas edições de ontem e de hoje, é o que acontecerá, razão pela qual perderão, no meu caso, um leitor.
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uma coisa que não dá para perceber é o facto, conhecido, de Belmiro/Sonae não morrer de amores por este PS e o Blasfémias/comentadores estarem preocupados por o Público se ir transformar em mais um DN 🙂
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Olha, é a mesma coisa que v.s mais de 40 anos depois da morte de Salazar, ainda andarem com a pancada de combaterem o facismo por causa dos males do partido único e da censura.
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Na volta é como eu digo, o v. azar com a ditadura era apenas por não ser uma boa ditadura de esquerda.
Se fosse, era uma maravilha- e quem não gostasse de controle estatal a tudo, azar.
Mas esta lógica em democracia apenas mostra como v.s são uma fraude.
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Até o Aviador gosta- para combater a “Direita”.
Estão a ver como só dão razão a quem vos chama sociais fascistas.
É que mesmo isso que são. Não tem sequer a menor estima pela liberdade, e dissolvem o Poder na “sociedade como se estivesse tudo a par e com os mesmos meios a mandarem uns nos outros.
Basta trocar a palavra Direita por Esquerda para uma sociedade inimiga passar a ser a v. utopia.
E sempre foi assim e ainda eram mais perigosos quando tinham a URSS a apoiar o mesmo.
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E já fazem contas ao paraíso de se ter mais 8 anos de inginheiro e de socialismo- e quem vota contra nem é português.
A ditadura das percentagens ainda é mais imbecil.
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intervalo para rir 🙂
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o luto que vai por aqui.. parece que o JMF morreu e a solidão e o receio apoderaram-se dos acólitos! mete dó. Por outro lado a esquerda regozija apenas por revanchismo. Uma especie de queda do bush do pasquim. Não se preocupem tudo continuará um pouco na mesma.
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É, por acaso eu nem gosto do JMF. Mas ainda menos da ditadura de informação.
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Já v.s pelam-se por uma boa ditadurazinha da v. informação, confessa lá.
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Dó metem v. os totalitaristas que se penduram numa coisa que detestam- a liberdade e a pluralidade informativa.
Quando acham que o poder é v. a ver se não fazem tudo para perpetuar mentiras e esconder corrupções.
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para não falar da liberdade e pluralidade para manipular a opinião pública, fazer fretes políticos, calúniar, difamar, acusar e julgar publicamente, livre de taxa de justiça e responsabilidade coberta pelo direito de protecção das fontes.
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Daniel Oliveira vai buscar protagonismo e dinheiro, numa sociedade capitalista(!) a dois órgãos de informação “à diteita”: Expresso e SICN.
Argumentará que esses órgãos de informação não são de “direita” mas do “centro”, ou que nesta sociedade “capitalista, livre e democrática”, “combate por dentro” o regime para “alertar as massas” — não colhe. Não convence. É incompatível com o que o BE apregoa dentro e fora do Parlamento.
DOliveira e o BE sempre foram o ‘berloque’ de estimação de quase toda a comunicação social. Também nesse especial apoio é que está a sua “força”. Fora dele, tem sómente a câmara de Salvaterra de Magos, uns poucos vereadores e deputados municipais, mais a excitação urbana e uns sindicalistas activos.
(Tivesse o PCP essa parcimónia e apoio da comunicação social, e por certo o BE não teria tanta ‘implantação’).
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ai,ai,ai que são uns totalitários 🙂
e não gostar dos editoriais do sr JMF faz de mim um perigoso soviético!
eu sou mais adepto do futebol total!
e se mudassem da k7 para o cd?
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Um soviético, talvez não. Aí pró albanês, provavelmente.
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#53…tiveste graça!
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54,
Dado que vc sabe quem consome o Expresso e a SICN, vá chamar “burro” aos do BE e do PC que vc encontrar aos sábados com o saquinho com o Expresso. Como encontrará poucos, talvez interprete o seu tempo perdido como próprio dum idiota.
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Os albaneses não gostam de JMF,
preferem çomlek.
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já tu és mais tipo “político alemão de origem austriaco” 🙂
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o destinatário, como é evidente, é o #53
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#56 – lê o ivan petrovich pavlov, quando começares a babar-te, estás perto.
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Obviamente o meu comentário 62
é para o “comentador” 60
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Parece que apagaram o meu comentário #325.
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Estive a dar uma olhadela para essa coisa a que se chama, pomposamente, Programa de Governo, e encontrei estas pérolas delirantes:
«A primeira prioridade do Governo na sua estratégia para modernizar o país passa por «liderar na revolução energética», por exemplo eliminando as importações de electricidade até 2020» .
ou
«Assegurar a cobertura de 50 por cento dos cosnsumidores nacionais até 2015 e 80 por cento até 2020 pela rede inteligente de distribuição de electricidade [e] terminar, a prazo, com a comercialização de lâmpadas incandescentes». Lá para 2060???
Vamos ver o que o Público nos dará para ler sobre o dito cujo Programa.
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Duas simples perguntas…
O Expresso ao fazer editoriais colectivos também tem uma perspectiva “colectivista” sobre as opiniões jornalisticas? Acha que só por esse motivo se deve por em causa a independência e o profissionalismo dos jornalistas sérios que trabalham para estes dois jornais?
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Caixa do Público de 03-11-2009: «O Governo insiste na limitação de mandatos do primeiro-ministro».
Vão-se cumprindo as mais negras expectativas.
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Na empresa onde trabalho chegou-se à conclusão que eram raros os que liam as jornais que circulavam Em reunião alvitrou-se fazer um inquérito, que resultou em dispensar os jornais portugueses e manter 5 ou 6 ingleses, franceses e alemães. A coisa resultou na poupança de uns pouco de miles de euros.
Quase nada nada, mas a beneficiar uns quantos que precisavam e com a vantagem de ninguém andar a consumir leitura imprópria.
Nuno
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Arranjem dinheiro (não deve ser difícil visto que estão bem com o capital, banqueiros, homens do dinheiro, os “muitos bom” que merecem grande ordenado, o lobby judeu, as petrolíferas, os acessores da presidência, a Opus Dei, o Medina Carreira e a Sarah Pallin), enfim, mexam-se e façam um por exemplo O Diário do Atlântico. Convidem o Zé Manel como director e editorialista, a Tina para servir os cafés, e não se fala mais nisso OK?
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Tal como no TGV e nas autoestradas paralelas, é notável assistir ao comportamento da extrema-esquerda nesta questão. Paciência, afinal a imbecil ignorância é o maior património dessa esquerda caviar.
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Não sei se repararam na capa do Público de hoje. Que o BPN oferecia prendas. Vai ler-se e nada aparece de novo ou significativo. Parece que o BPN oferecia garrafas de vinho no Natal. Enfim ! Fala-se de caixas de prata, mas não se diz mais nada sobre o assunto. Tudo demasiado supérfluo, demasiado forçado. Há uma agenda é ?
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Ainda não percebi porque não compram o José Manuel Fernandes, fazendo com ele o tal jornalismo independente neoconeiro.
Até lhes avanço um título:
O SÚPLICO
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José Matos (63)
«O Expresso ao fazer editoriais colectivos também tem uma perspectiva “colectivista” sobre as opiniões jornalisticas?»
sim, como decorre dos próprios termos usados na pergunta.
«Acha que só por esse motivo se deve por em causa a independência e o profissionalismo dos jornalistas sérios que trabalham para estes dois jornais?»
Num sistema em que os editoriais são assinados, a pessoa que o faz assume a responsabilidade do que diz, e quem, trabalhando na mesma organização deles discorda, sempre manterá a sua autonomia para escrever em sentido diverso ou mesmo contrário, sendo tal evidente para o público leitor.
No sistema inverso, em que um colectivo anónimo produz a voz oficial do jornal, os restantes trabalhadores são automáticamente identificados com a mesma, ainda que pessoalmente o não desejassem, passando para o público leitor a ideia de que não poderão expressar-se em sentido contrário, ou no mínimo que tal divergência será fortemente desencentivada de se expressar publicamente na medida em que o jornal já pronunciou a sua verdade sobre o assunto.
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Ó Gabriel, vc sabe muito bem que o Jesualdo é do Benfica, o que não o impede de ser um bom treinador do Porto.
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Aproveito para desejar bom trabalho à nova equipa do Público.
Os jornais são o rosto dos jornalistas e dos leitores, o Público até agora era o rosto do solitário JMF. Um jornal quando ganha uma marca politica e se apresenta com uma só cara, acaba por ficar só a tentar justificar a sua falta de independência.
Este Público não era o nosso, esperemos que o próximo o seja.
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Anónimo, fui assessor de imprensa do BE e posso lhe garantir que o Público (e não apenas o seu director) era o jornal com o qual o BE tinha, de longe, piores relações. Muito melhores tinha com comunicação social que supostamente lhe era mais distante. Exactamente porque JMF instalou no jornal um espírito de jornalista-activista, que, independentemente do lado para o qual pendiam os jornalistas, se fazia sentir na forma como trabalhavam.
Gabriel, é evidente que o problema é político. Só assim se compreende que aqui não tenha sido levantada essa questão em relação ao Expresso e ao DN, que têm editoriais não assinados. Assim como o Le Monde, o Finatial Times, o El Pais e praticamente todos os jornais de referência.
Um director não faz contraponto a jornalistas. Dirige jornalistas. O Público tinha, quando foi fundado, uma linha editorial. Essa linha editorial, sendo mais ou menos centrista, um pouco mais à esquerda, fazia contraponto ao Expresso e, na altura, ao DN (o DN é sempre de quem está no poder, e na altura estava Cavaco). No entanto, nunca o Público teve um director que assumisse tantas guerras ideológicas e políticas como José Manuel Fernandes. Recordo que o Público, com Vicente Jorge Silva, apoiou a guerra de Juguslávia. No entanto, isso não fez com que quem contra ela estava se afastasse do jornal. Porque o fez com a ponderação que se espera de um director do jornal. Sem distorcer factos ou mesmo mentir, como várias vezes fez (posso deixar links), de forma indiscutível, José Manuel Fernandes. VJS era, antes das suas posiçoes políticas, jornalista. JMF, formado na escola da Voz do Povo, era, antes de mais, um activista. Só depois um jornalista.
Ora, os jornais portugueses, por falta de mercado (posso enviar-lhe um texto académico que escrevi sobre este tema) tenderam sempre a não se acantonar excessivamente em espaços ideológicos. Na verdade, JMF não se limitou a escrever as suas posições. Muitas das vezes insultou os seus leitores de esquerda, usando um estilo absolutamente normal em colunas de opinião individuais mas pouco habitual (em Portugal e em quase todo o lado) em editoriais. Sem contar com o seu envolvimento directo em actividades políticas (há uma velha história com Cavaco bem interessante).
Quanto ao que disse, aqui fica a lista de directores: José Marcelino, Henrique Monteiro, Martim Avilez, José Manuel Fernandes, José António Saraiva. Todos entre o centro-direita e a direita. Não é estranho, num país que, digamos por facilidade, metade de esquerda?
Quanto a um leitor que acha estranho que eu não conheça em profundidade o pensamento político de Bárbara Reis apesar dela ser minha amiga, só lhe posso dizer uma coisa: falo muito de política com muitos dos meus amigos. Com outros nem tanto. E tenho imensos amigos jornalistas (na verdade, por causa do meu percurso profissional, talvez sejam a maioria dos meus amigos) com os quais falo muitas vezes de jornalismo e poucas das posiçoes políticas que eles tenham. Posso lhe dizer que sei, por muitas conversas, o que Bárbara Reis acha do que deve ser Público. Gosto muito de jornais. Mais até do que de política. Dediquei-lhes mais tempo da minha vida do que à luta política. E nunca os vi como um mero prolongamento desta. Pode ir procurar trabalhos meus, como jornalista (e não como opinador) e verificará com toda a certeza isso.
Quanto aos senhores que aqui se dedicam a insultar as pessoas com quem debatem (sem que os insultos tenham qualquer relação com o debate), adoro que se incomodem tanto com um suposto programa de “má língua”.
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Caro Daniel,
«Gabriel, é evidente que o problema é político. Só assim se compreende que aqui não tenha sido levantada essa questão em relação ao Expresso e ao DN, que têm editoriais não assinados».
Em primeiro lugar não levantei tal questão sobre esses jornais pela simples razão de que não são jornais que eu leia, salvo um ou outro artigo online. Eu escrevo e faço apreciações sobre o Público, que é o meu jornal, na medida em que como leitor o possa considerar também meu.
Em segundo lugar, nenhum desses jornais tinha, desde a sua fundação, tal como explicado pela nova directora, uma marca distintiva de forte personalidade e liberdade, como era o caso dos editoriais assinados. O meu texto faz menção e destaca tão significativa e negativa alteração.
Nos outros, desconheço se é prática ancestral ou não.
e sim, concordo que é questão política, mas não nos termos em que o fazes. Em 20 anos, certamente terei discordado e concordado milhares de vezes com os editoriais, fosse quem fosse o seu director. It’s not the point. Natural que com mudança de director a mesma mudasse o seu enfoque. Nada a dizer, a não ser a habitual critica discordante/concordante, quando fosse o caso. Mas lamentavelmente, e é isso que eu refiro, a nova direcção, pretende resguardar-se no anonimato, não assume o que escreve, esconde a sua linha editorial por detrás de um amorfo colectivo e introduz uma voz oficial do jornal. Politicamente, o Público fica mais pobre e os seus jornalistas mais limitados. Thats it.
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ainda…
«Quanto ao que disse, aqui fica a lista de directores: José Marcelino, Henrique Monteiro, Martim Avilez, José Manuel Fernandes, José António Saraiva. Todos entre o centro-direita e a direita. Não é estranho, num país que, digamos por facilidade, metade de esquerda?»
Faltam os directores dos dois jornais mais vendidos, Octávio Ribeiro e José Leite Pereira.
Não sabia que o centro-direita estava tanto à esquerda, certamente uma das razões da esquizofrenia politica/partidária presente.
«Não é estranho, num país que, digamos por facilidade, metade de esquerda?»
A ser assim, pelos vistos será totalmente indiferente ao eleitorado a influência ou tendência politica dos directores de jornais, pelo que a coisa não será propriamente um problema.
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«Gabriel, é evidente que o problema é político. Só assim se compreende que aqui não tenha sido levantada essa questão em relação ao Expresso e ao DN, que têm editoriais não assinados».«Assim como o Le Monde, o Finatial Times, o El Pais e praticamente todos os jornais de referência.»
Em primeiro lugar não levantei tal questão sobre esses jornais pela simples razão de que não são jornais que eu leia, salvo um ou outro artigo online.
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Todo o comentário #74. são citações contidas nos comentários #71. e #72.
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Distorce-se a essência de…
Um jornal, modestamente e sinceramente também, o “meu” Jornal, o Publico, que os restantes não os leio, observo as “gordas” à distância, não me incomodam…deve continuar a ser marca d’Agua, simbolo de imparcialidade e côerência, prestação simples e contextualizada dos factos reais, é isso que procuro e que julgo me deve ser prestado no Publico.
Como já observei e o Daniel (apesar de no meio do seu discurso partidariamente afecto) igualmente, da continua e constante leitura do Publico, da sua evolução à vista de um leitor afecto e diariamente ligado desde a sua criação, independentemente do conflito esquerda/direita que divide e opôe o nosso Portugal, José Manuel Fernandes prestou um infeliz tributo durante o seu tempo como responsável pelo Público (editoriais obscenos e abjectos, prtidariamente transparentes, parcialmente espelhados!) com a cereja no topo do bolo sendo a sua infeliz prestação na defesa da honra da casa (caso escutas), que, sem argumentos para se remeteu ao silêncio ou simplesmente mascarou o evidente para qualquer ser pensante e observador dessa casa.
Não entendo, repito, um editorial em forma de bolo, escondido sem assinatura pessoal, representativo de todo um JORNAL, o meu Jornal…aumenta e exponencia as responsabilidades em cada dia, em cada frase, em cada linha, em cada palavra e o Publico (por mais que tenha eu esperança que possa agora reaproximar-se do jornalismo e ideais jornalisticos praticados na sua génese VJS) possa agora, devido a esse editorial conjunto ficar refém desse acto, para o qual, devido a essa responsabilidade e imagem conjunta de, não haverá contemplações ou perdões.
Tenho muita esperança num Público sem aquela ave rara editorial mas não deixo de desconfiar destas invenções pós-modernistas, nas quais não me revejo, de editoriais representativos de todo um grupo de profissionais!
Assinaturas são importantes e fundamentais numa sociedade que cada vez mais ignobilmente se esquece dos valores deontológicos que são base e carácter e honra, o resto, o resto são acessórios, superficialidades e aparências, barros de diversas tonalidades atiradas às paredes de todos nós…e disso, disso há muito e demais por aì…e começo a ficar farto da excepção ser cada vez mais rara e menos regra!…enfim utopias e ilusões que não abandono!
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Nunca li o editorial não assinado de um jornal, e muitos leio, como o representativo de todo o grupo de profissionais que lá trabalha.
Para mim é mais a marca da empresa, que dá o título ao jornal.
Os trabalhadores passam e a empresa fica.
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