“Contas da liberdade” *
Mahmoud Vahidnia é um iraniano de 20 anos tido como um génio após ter vencido as Olimpíadas da Matemática. Recentemente esteve num encontro entre estudantes da Universidade Sharif e o líder supremo Ali Khamenei, transmitido em directo pela televisão.
Com enorme audácia, Vahidnia desafiou o Ayatollah reprovando a censura e a compulsiva repressão de qualquer dissidência do regime. Durante mais de 20 minutos, de improviso, defendeu a liberdade, tornando-se num herói da oposição (apesar do directo ter sido interrompido, claro).
Depois disso, Vahidnia desapareceu. Temeu-se o pior. Mas as últimas notícias indicam que ainda não foi preso. Vahidnia ensina-nos que o quociente de coragem para denunciar o poder é bem diferente quando faltam os rudimentos da liberdade.
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Tal e qual o estudante liceal, perdão, universitário Sócrates inesperadamente a defender a liberdade aquando da apresentação da sua tese na UIndependente, perante os docentes e ‘colegas’.
Foi um escândalo ! — mas não desapareceu.
(Estávamos então sob o ‘jugo’ barrosista/PSD).
Quanto ao iraniano, ninguém lhe tocará. Vencer umas Olimpíadas da Matemática dá-lhe um estatuto intocável.
Quanto muito, poderá ser encontrado a ‘meditar’ no Caspian Sea.
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Adenda:
Obviamente o estudante iraniano merece justa homenagem e se no limite dum ‘acidente’ surgir uma petição internacional, a assinatura.
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rectângulo ibérico
repubulica horrida
memento mori
nacional-socialismo
gestapo
schutzstaffen (ss)
scheisse
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Enfim, pura coragem. É o que falta por cá…
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aqui também há lápis azul para comemorar o muro?
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Um tipo corajoso: teve sorte, em vez de viver numa democracia imperfeita, de não residir numa ditadura nazi-sionista. Dado que tem a religião errada, nem sequer teria direito de entrar na capital ou de passar o muro e se o fizesse passaria a ser um dos 11.000 presos políticos sem julgamento, alguns há 35 anos, dessa ditadura abjecta, a entidade nazi-sionista…
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#8
Mousepad azul…wireless!
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#5
Já pus os óculos!
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o moço já deve ter acesso a uma porta ubs, bahnhofstrasse 8001 zürich, schweiz.
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“o quociente de coragem para denunciar o poder é bem diferente quando faltam os rudimentos da liberdade”.
Isto aqui é o Gato Fedorento, não?
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ó2! (até parece sucata) se pagares arranja-se um acidente, e se pagares melhor até pode ser em directo, a cores, com declarações de familiares e amigos. vendes às tvs e ganhas uma pipa de massa, compras uma ilha, pode a ser a da madeira e deixas de escrever aqui, porque tens mais com que te entreteres. caso não sejas tão empreendedor, podes ficar pelas assinaturas e se não acontecer nada, utiliza-as na chispalhada do poste anterior.
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Achei piada à frase:
“Depois disso, Vahidnia desapareceu.”
Desapareceu de onde? Deixou de comentar como anónimo no Blasfémias?
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oh dúzia! tens olho para a coisa. põe-te a pau que o contraditório tem limite de cotas e graus de intensidade, para protecção dos assinantes e besuntas da causa.
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Este estudante iraniano deve ser o Charrua lá do sítio!.
Aqui, com a ditadura socretina, a coisa não ánda melhor.
Há mais liberdade e variedade de imprensa em Teerão do que em Portugal.
Essa é que é a verdade!
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Bem sei que alguns conceitos simples acerca de blogues são difíceis de serem compreendidos por certos frequentadores deste espaço. Assim, uma vez mais, tentarei ser claro:
1. Quem escreve opinião em blogues que possuem caixas de comentários abertas, ao contrário da visão da turba, não se está a colocar numa posição passiva de receber com imundices por parte de quem resolve comentar;
2. A liberdade de expressão não significa nem determina qualquer direito a injuriar ou de aguentar estoicamente com dejectos expelidos por quem aqui passa;
3. Insultos, difamações, calúnias, insinuações e ofensas de qualquer tipo, não se acolhem no conceito de debate nem merecem a protecção do direito à discussão livre e aberta;
4. Transformar a caixa de comentários de um blogue numa parede de casa de banho pública – e, ainda por cima, afirmar o direito à liberdade de expressão por essa linda obra – suja inapelavelmente a intenção de quem quer ler alguma coisa que valha a pena.
Assim, continuarei a apagar os comentários sujos ou meramente ignóbeis dos ‘profissionais’ da coisa que por aqui pululam. Ou, quando não tiver tempo ou paciência para isso, fecharei a caixa de comentários.
É pena, bem o sei, mas a higiene acima de tudo.
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