Previsão
7 Dezembro, 2009
Nos próximos 15 anos Portugal só conseguirá cumprir os critérios da moeda única (défice menor que 3% e dívida abaixo dos 60%) com programa maciço de privatizações.
50 comentários
leave one →
Nos próximos 15 anos Portugal só conseguirá cumprir os critérios da moeda única (défice menor que 3% e dívida abaixo dos 60%) com programa maciço de privatizações.
E por que não reduzir o número de funcionários públicos? Podíamos começar por reduzir o número de juntas de freguesia para metade, fundir alguns concelhos, reduzir o número de deputados, e por aí fora. Pegava-se em parte do dinheiro que se gastaria no TGV ou nas auto-estradas, pagavam-se umas indemnizações e punha-se fora quem está a mais. Onde já se viu, mais de 700 mil funcionários públicos? Só Barcelos tem 89 freguesias e Lisboa mais de 50!
GostarGostar
portugal bateu no fundo.
esborrachou-se.
não tem tecnologia para sair da crise. nem justiça. nem acordos salariais possiveis face ao leste europeu, onde os trabalhadores t~em o 12º ano de esclaridade.
o estado vai vender tudo. talvez até as forças armadas.
antes assim que esta merda
GostarGostar
Comentador #2, na Europa de Leste têm o 12.º ano e bem feito, não é como aqui onde o fazem nas Novas Oportunidades e saiem de lá sem saber nada para além de dizer olá e bom dia em inglês, abrir e fechar um PC e fazer uma biografia das suas vidas medíocres.
GostarGostar
‘Tá maluco….Privatização do quê? Do BPN????
GostarGostar
E quem é que vai querer comprar?
.
ccz
GostarGostar
E quem é que vai querer comprar?
.
ccz
GostarGostar
Só se aproveita a CGD.
GostarGostar
Ouvi no outro dia uma conversa na rádio a propósito da Queda do Muro de Berlim. Uma das coisas que me interessou foi constatar que, segundo os membros do painel, portugueses que viviam em Berlim nessa altura, a “superioridade” da educação dos países da cortina de ferro era um mito que, aparentemente, se tinha propagado até hoje. Diziam ainda que a preparação académica era menos que medíocre quando equiparada com a educação da Alemanha Ocidental.
Desde esse momento que tenho dúvidas quanto à alegada elevada escolarização desses povos bem como da sua aparente melhor preparação para se adaptarem à crise.
GostarGostar
Para o JM a privatização é resposta para tudo. É manifestamente de quem não aprendeu nada com a crise financeira…
GostarGostar
João Miranda, a ler as estrelas. Não seria melhor deitar os búzios ?
GostarGostar
tenho algumas poupanças prontas a ser investidas!! quero comprar sobretudo cgd
GostarGostar
Não tenho dúvidas que a solução para o gigantesco problema que temos à nossa frente – a crescer desmesuradamente à razão de 30 mil euros por minuto (ver Pinho Cardão)- também passa por aí. Mas não chega.
GostarGostar
Na Europa (antiga de leste) o nível de preparação escolar era melhor que em Portugal. Isso não tenham dúvidas mas também não tenham duvidas que isso não era nem é dificil pois que aqui quase já não há preparação escolar nenhuma.
Entretanto faliram , esborracharam-se, estenderam-se ao comprido, económica e socialmente em regimes impossiveis de suportar e manter.
Conheço alguns casos em áreas diferentes de conhecimento,tais como veterinária, enfermagem e medicina assim como de engenharia civil que deixam muito a desejar em termos de conhecimentos técnicos.
A qualidade geral parece-me que era muito baixa.
Mesmo assim diria ….quem dera aos tugas.
GostarGostar
A ideia que tenho, pelo facto de já ter empregue vários imigrantes de Leste, é de que a formação varia um pouco de país para país. Por exemplo, os romenos e os búlgaros tem uma formação muito inferior aos ucranianos, aos checos ou aos russos. Os búlgaros e os romenos não são muito diferentes dos empregados portugueses, mas o mesmo não se pode dizer de forma alguma dos russos, dos ucranianos, dos polacos ou dos checos que são incomparavelmente melhores.
GostarGostar
Privatizações? Fujam vêm aí os capitalistas!
GostarGostar
GostarGostar
O problema com Portugal são o portugueses e educação.
Os baixos níveis de educação se reflete na economia do país.
Isso é comprovado com dados estatísticos
olhar para o futuro de Portugal tudo o que temos a fazer é olhar para o actual estado da educação
Você pode culpar a esquerda você pode culpar o direito você pode culpar Sócrates,mas os Dados Estatísticos silêncios todos…..
Portugal’s math problem: failing grades equal slower growth
Feb 12: Chipidea Microelectronica SA, a Lisbon-based semiconductor designer, is hiring most of its engineers in Belgium, Poland and China. “The reason we opened engineering centers in other countries was to have access to trained personnel we couldn’t find in this country,’’ Chairman Jose Franca said last month in a speech at an awards ceremony for young scientists and engineers. The shortage has Portugal hurrying to correct one of the root causes: the disastrous state of math education.
Over 64% of ninth-graders failed a standardised math test last year. In 2003, Portugal’s math scores ranked ahead of only Greece, Turkey and Mexico in the 30-member Organisation for Economic Cooperation and Development.
That’s bad news for Portugal as it attempts to transform its economy from one that relies on low wages to attract employers to one in which educated workers increase productivity. The Bank of Portugal estimates that the economy grew 1.2% last year, the slowest in the EU. “The generation of new firms is very slim in Portugal,’’ said Nuno Crato, president of the Portuguese Mathematics Society and a professor at Lisbon’s Higher Institute for Economy and Management. “We don’t have enough people trained, enough people knowledgeable in new technologies.’’ Math proficiency dropped even as the government almost doubled spending on education to 6.1 billion euros ($7.9 billion) over the past decade. During that period Portugal installed computers in classrooms and reduced the average class size by more than 20%.
The education ministry in 2005 increased training for primary-school math teachers and tightened job requirements to prevent those who failed math from teaching it. In a country where the ministry traditionally keeps tight control over instruction, schools are being allowed to experiment with math curricula to find out what works best. The goal is to force schools to take responsibility for student performance, said Valter Lemos, secretary of state for education. “We hope this year there will already be some results,’’ he said. “Our goal of getting to the average of the OECD results will take a few years.’’ The results from the national test reinforced concerns that Portugal won’t be able to catch up with the rest of Europe, after five years in which economic growth lagged behind.
Portugal’s economy expanded less than 1% annually from 2002 through 2005, leaving it the poorest of the 15 countries that made up the EU before its 2005 expansion. In 2002, Portugal ranked 23rd among the…
http://www.financialexpress.com/news/portugals-math-problem-failing-grades-equal-slower-growth/58720/
GostarGostar
Viva o facilitismo e as Novas Oportunidades!!!
GostarGostar
Privatizações não chegam porque está tudo falido. A CGD também, porque não? São mestres da contabilidade criativa e sabemos das dívidas dos amigos Visabeira entre tantos tantos outros.
Restará apenas (como no passado) entregar o país aos credores: espanhois, ingleses, franceses, alemães e outros.
Os sindicalistas, que pena, terão de ir trabalhar para as obras. Os funcionários públicos desaparecem porque não existirá mais nada público para funcionalizar. E o resto dos portugueses irão servir à mesa dos novos senhores.
Isto é o custo de quase 40 anos de experimentação socialista.
GostarGostar
“The Bank of Portugal estimates that the economy grew 1.2% last year”
É o mesmo BdP que em Março de 2005 calculou o défice para o ano todo. É o mesmo BdP que em Novembro de 2009 fica admirado com o défice de fim de ano que não conseguia prever. É constâncio, é PS.
GostarGostar
Não importa se é do PS,A realidade é que Portugal terá sempre uma economia ruim, porque a situação português com a educação principalmente com a matemática ou a ciência
Isto é provado uma e outra vez com os dados estatísticos
GostarGostar
JP Ribeiro
“Isto é o custo de quase 40 anos de experimentação socialista.”
Parar de culpar os socialistas, porque a realidade é que as pessoas portugueses.
GostarGostar
#24
então do que é que o Ministério está à espera para:
– reintroduzir o estudo da gramática de forma aprofundada no ensino primário;
– proibir o uso de calculadora até ao 9.º ano;
– introduzir exames escritos e orais na quarta classe;
– reintroduzir a introdução à História e Geografia de Portugal no ensino primário (isto é, saber as datas dos principais acontecimentos históricos, os nomes dos rios, das serras ou das principais cidades do país, localizar no mapa, etc);
– proibir os telemóveis nas salas de aula;
– reintroduzir a literatura no ensino secundário;
– reintroduzir o ensino de Química e Física A SÉRIO no Secundário (e tirarem a treta da abordagem humanística da Física e da Química que entrou há uns anos nos novos programas);
– acabar com a Área Projecto, que só rouba tempo de estudo das disciplinas onde se deve investir;
– reintroduzir as provas globais;
– abrir escolas técnico-profissionais como deve ser, com estufas, oficinas, fornos e outros equipamentos e separar de vez o ensino técnico do ensino para prosseguimento de estudos;
– introduzir exame de acesso à profissão para os professores;
entre muitas outras coisas.
GostarGostar
E já que estamos no tema do futuro de Portugal e da educação, é imporant notar que os imigrantes que entram em Portugal está tornando a situação ainda mais difícil,considere em que a maioria de migrantes provenientes
Estou baseando esta na lógica e de dados estatísticos,e não a xenofobia.
percentagem legal residentes estrangeiros
http://en.wikipedia.org/wiki/Immigration_to_Portugal
anafalbetismo língua portuguesa
http://www.sic.inep.gov.br/index.php?Itemid=28&id=486&option=com_content&task=view
Trends in International Mathematics and Science Study
http://en.wikipedia.org/wiki/Trends_in_International_Mathematics_and_Science_Study
GostarGostar
`*24
Propostas a considerar,sim senhor.
E acabar com os Governadores Civis? Sempre se poupavam uns tostões…
GostarGostar
Afoito,
é a mentalidade socialista do Estado-paizinho, que tira de todos para dar aos amigos (que alguns chamam de “mais necessitados”), que nos tem deixado na miséria.
Não começou há quarenta anos mas há mais de um século. Há quase quarenta anos começou a engenharia social, desta vez sem vergonha, que transformou um país empreendedor numa catrefa de pedintes de mão estendida para o governo que dá.
GostarGostar
Afinal qual é a diferença entre um Mobutu que passava cheques pessoais do Tesouro do seu país, para o Sócrates (ou os outros que o antecederam) que entregam adjudicações sem concurso?
GostarGostar
23#
Eu não vou fingir que compreendo perfeitamente o problema com a educação em Portugal ou sugerir o Ministério deve fazer, mas vou lembrar-lhe que, após o TIMSS e PISA resultados mostraram que Portugal classificados segundo menor país da Europa em matemática e ciências, perdendo apenas para Grécia, o Ministério estava afirmando que se o estudo foi feito apenas com alunos de escolas privadas que Portugal teria feito muito melhor nos resultados
Meu sentimento é que isto é absolutamente verdadeiro.
Public Schools: Make Them Private
by Milton Friedman
http://www.cato.org/pubs/briefs/bp-023.html
GostarGostar
Caro anonimo 22
Esqueceu-se de referir a introdução da espada e do elmo. E das esporas. a navegação pelas estrelas, não lhe ocorreu? Mas pelo menos as técnicas do lavradio tem que ser… Boa opinião!
GostarGostar
JP Ribeiro,
Um país empreendedor?.?!!!
Quase rebolei a rir…
GostarGostar
Claro, estave a referir-se à siderurgia nacional, certo?
Ou seria ao algodão???
Não era com certeza a Angola, pois não?
GostarGostar
25#
Concordo com você sobre os estados socialista
O que é importante a lembrar é que a educação é a raiz do problema de Portugal
GostarGostar
Fortuna,
se percebesse de neurociências e de formação da estrutura cognitiva de uma criança, e se soubesse como eram os programas de Física, Química e de Biologia e como são agora entederia as minhas propostas.
GostarGostar
#24
Sim, acabar com os Governadores Civis também é uma óptima ideia.
GostarGostar
Aproximamo-nos de um triste «final de festa». Toda a razão tem o Professor Adriano Moreira quando fala da eminência de Portugal se tornar num «Estado exíguo». Os exageros despesistas dos últimos anos levaram-nos a esta situação.
Vou dar um exemplo que conheço:
Sou de um pequeno concelho do norte do Distrito de Viseu: em 1985 tinhamos uma população que ultrapassava os 8.000 habitantes; a Câmara da época decidiu – perante uma «chuva de críticas» – integrar mais um vereador a tempo inteiro.
De 1989 até 2009, a população diminuiu para quase metade da de 85 e a Câmara passou a ter 4 membros a tempo inteiro (presidente; dois vereadores e um assessor).
Após as recentes autárquicas passou a ter 6 elementos a tempo inteiro (presidente, dois vereadores a tempo inteiro, um chefe de gabinete, assessor do presidente e assessor do vice-presidente).
Nos últimos 24 anos a minha Câmar teve Presidentes: CDS; PSD e agora PS.
GostarGostar
Isto aqui no Blasfémias começa a perder o cariz liberal e a tornar-se demasiado reaccionário. Vamos lá ver se nos entendemos quanto ao país empreendedor…
Quando os ingleses sairam, a pontapé, dos Estados Unidos deixaram 17 universidades. Dois séculos depois, quando os Portugueses deixaram as colónias do ultramar deixaram um embrião de universidade em Luanda que practicamente não funcionava. Zero, portanto. Este é o país empreendedor, Ok!
O mesmo país que nos anos setente tinha zero virgula zero qualquer coisa de alunos nos liceus de Lisboa e Porto que aprendiam os rios do minho a timor e onde o resto das crianças trabalhava desde a primeira infancia e dormia com os animais.
Quando se puserem a falar de matemática, aproveitem para mostrar que sabem números, porque a português são fracos… É só conversa da treta.
GostarGostar
“então do que é que o Ministério está à espera para:”
Mas julga que o Ministério está cá para “educar ou ensinar” alguém? O Ministério está cá primeiro para servir quem lá trabalha
e depois para estupidificar e formar dependentes, porque só assim o Estado mantém o poder sobre as pessoas.
GostarGostar
Ó fortuna (#35), tu, nos anos 70 andavas “a dormir com os animais”, fazias parte dos “zero virgula zero qualquer coisa”, ou ainda andavas de “coiso para coiso” e, portanto, ainda não existias pelo que estas memórias só podem sair da ignorância do “ensino” pós-25?
GostarGostar
O Estado podia começar pelas pequenas coisas e por as autarquias a poupar dinheiro. Ora vejamos:
– muitas autarquias dão todos os anos milhares de euros a associações locais que se limitam a organizar caçadas, festarolas ou torneios de póquer e afins; essas associações deviam ser pagas apenas pelos sócios, e portanto não deviam receber nem um tostão;
– várias autarquias organizam excursões a Fátima, ao Algarve ou até mandam autocarros para comícios e campanhas políticas; assim, estes gastos deviam ser proibidos, e essa função de organizar passeios de fim-de-semana prolongado devia ser entregue a pequenos empresários locais que decidissem investir nessa área;
– os gastos a contratar artistas para festas de Verão deviam ser supendidos: quem fosse ver Ágata ou Quim Barreiros devia pagar bilhete à entrada, e a organização dessas festas podia ser entregue a comissões de moradores ou a empresas locais de organização de eventos;
– várias autarquias dão-se ao luxo de colocar em estradas rurais iluminações dignas de uma avenidade de uma cidade; tendo em conta que muitas têm dívidas à EDP, toca a tirar as luzes a mais e a poupar na electricidade;
– A comunna de Milão tem 9 divisões administrativas; o concelho de Lisboa tem mais de 50 freguesias… redução imediata do número de freguesias em vários concelhos: só Barcelos tem mais juntas de freguesia que o Algarve;
– alguns concelhos podem ser perfeitamente fundidos sem prejuízo nenhum para os cidadãos: é o caso de Vila Real de Santo António e Castro Marim, só para dar um exemplo… entretanto, poupavam-se dezenas de salários por cada concelho a menos.
Isto são só algumas ideias. Sugerem algo mais?
GostarGostar
“Para o JM a privatização é resposta para tudo. É manifestamente de quem não aprendeu nada com a crise financeira…”
parece que ainda há quem não vê à frente a crise dos Estados. Que aliás fomentou a crise financeira com juros baixos para financiar o próprio Estado.
Os Estatistas têm-se dedicado a especular e a gastar o dinheiro dos filhos e dos netos, por isso precisaram de juros baixos.
GostarGostar
Caro 32,
De facto, percebo pouco de neurociências e da formação da estrutura cognitiva da criança (cá em casa isso é mais com a patroa) mas há uma coisa que eu sei; todo o meu percurso escolar foi feito na escola publica excepto o colégio até à quarta classe. O dos meus filhos está a ser feito na escola pública desde sempre e o que observo é que o nivel a que cada um se encontra, para o respectivo grau, é infinitamente superior ao que era o meu, da minha senhora, dos nossos familiares e amigos e em geral da nossa geração, para o mesmo grau. Comparando então com a geração anterior, a tal dos rios até Timor, nem se fala. Muitas vezes nos perguntamos se será responsabilidade exclusiva da escola, qual o contributo do contexto familiar, qual o peso das novas tecnologias e da mediatização? Enfim… Não temos respostas definitivas, mas por certo que a escola tem alguma responsabilidade. Isto é claro, excluindo o cenário de eu ser muito, mas mesmo muito, burro.
GostarGostar
Ó Eleutério Vergas,
Que é isso de andar de “coiso para coiso”?
Não foi a mim que puseram vergas no nome…
Não sabiam de qual era, generalizaram…
GostarGostar
Fortuna, para começar, aconselho-o a moderar a arrogância. A tal geração que fala dos rios até Timor, tinha em vários aspectos uma melhor formação que a geração actual, tanto no ensino da língua como da matemática. Tenho vários manuais escolares da altura em casa, e por acaso já fiz a comparação entre os conteúdos então leccionados e os actuais. E fiz também essa comparação para outros graus de ensino. E a conclusão a que cheguei é que houve uma degradação em vários aspectos.
GostarGostar
Fortuna, eu andei sempre na escola pública, e a partir de um determinado nível sinto que fui prejudicado por tal. Porquê? Porque o ensino facilitista prejudica os alunos médios e bons para tentar beneficiar os maus. Como não se podia dificultar muito para os meninos passarem, fui enviado para exame nacional com metade da matéria de Matemática por leccionar, pois o que interessava é que os meninos tivessem só 10. Com médias de testes de 18, 19 ou 20, tinha muitas vezes de me contentar com o 17, enquanto via quem tinha médias de testes de 7 ou 8 terem 10 no final do ano graças a um trabalho extra. No 11.º ano, na minha turma de inglês muitos não sabiam sequer conjugar verbos no presente, e a Filosofia, para não complicar muito, falava-se de ambiente, de religião e dos perigos do Bush. Na altura, para ingressar em Medicina, tive de pagar durante um ano um colégio privado para repetir o 12.º ano, explicadores para recuperar as bases várias disciplinas e Cambridge School para aprender o que em cinco ano de escola pública não me ensinaram a inglês. Sou do interior, onde não existem alternativas, como sucede em Lisboa ou Porto. A minha família teve condições para me pagar esta formação «extra» em Lisboa, mas quantas famílias não têm? A filha da minha empregada de limpeza está no oitavo ano numa escola pública, onde os professores pelo que me consta não primam pela qualidade, e as colegas da jovem andam quase todas em explicadores para compensar a má qualidade do ensino. Como a senhora não tem possibilidades de pagar um explicador, sou eu que ainda vou tirando umas dúvidas e ficando escandalizado com o que é o ensino actual de discplinas como a Matemática ou o Francês.
GostarGostar
Pois, a experiencia de cada um… Tenho pena de não saber com quem estou a falar, não a verdadeira identidade, mas um nick…
No meu caso é mesmo o meu nome, mas anonimo não ajuda muito às respostas, mas enfim.
Vamos por partes. Eu não discuto que o meu avô e o meu pai tinham uma optima formação em várias áreas e que sabiam todos os rios até timor. Mas quando pergunto ao meu pai se os amiguinhos com quem brincava lá na quinta tambem sabiam, ele sabe bem que não sabiam e nem precisa de responder. Porque eles só tinham tempo para brincar para agradar ao filho do senhor doutor, o resto era para trabalhar. ainda no meu tempo era assim.
Acontece que eles sabiam os rios até timor, mas a minha filha sabe os rios até aos montes urais. Eles sabiam os rios de cor e não sabiam mais nada das terras que attravessavam. A minha filha relaciona a paisagem com a envolvente cultural e os respectivos contributos para a formação da europa politica. Não me pergunte se é só a escola, ou a escola mais a internet, ou mais a televisão. Eu não sabia os rios até timor, não sei os rios da europa até aos monter urais e nem quero saber, porque tenho aquelas manias do conhecimento vivenciado e depois tinha que lá ir e era uma chatice.
GostarGostar
Relativamente a essa discussão sobre a escola publica, parece-me evidente que numa escola universal e gratuita, que pretenda chegar a todos, o nivel de resposta aos alunos melhores vai ser deficitária. É o preço a pagar para chegar a todos. Uma escola excelente para todos colocar-nos-ia no primeiro lugar do mundo e isso não é possivel nem país latino, periférico e onde, como disse antes, em quinhentos anos de aventura ultramarina não se conseguiu sequer criar uma universidade.
Claro que para entrar em medicina precisou de explicações. Eu tambem precisei para entrar em arquitectura, mas como lá em casa isso não era bem visto tive direito a poucas e a muitas horas de estudo, que bem me custaram.
Procurando não divergir, eu não digo que não tenha razão, o que me irrita são as perspectivas saudosistas em relação a modelos que não eram nada. é mais ou menos como dizer que a saúde é optima nos USA porque se esteve uma vez na clinica Mayo. Pois é, mas e para os 50 milhões de gajos que não tem acesso a quaisquer cuidados de saúde, tambem será optima???
GostarGostar
João Miranda, nos eu melhor…
Ministro da economia e finanças…
GostarGostar
oh não!… nem pensem em privatizar a Galp… ou já se esqueceram do que disse o Berardo? pois, o home disse ca costa tuga está cheia de pitrol e que está a fazer investimentos na coisa… é só esperar uns dois ou três anitos e depois ficam todos os problemas de défice e dívida pública… mais odéfice das medidas dociais resolvidas…
cuidado cas privatizações… nada de exageros liberais ou lá se vai a galinha dos ovos de ouro pró aviário dos privados… quanto mais não seja os ovos de ouro do pitrol da costa brasileira de ca Golpe é accionária!…
GostarGostar
Caro João Miranda,
Há uma outra maneira de proceder a um ganho de cerca de 20% de productividade em PT. Terminar com esse absurdo que são 14 salários para 12 meses de trabalho.
Fim do subsídio de férias e 13 mês já.
Cumprimentos,
Paulo
GostarGostar
Até que enfim que o Miranda disse uma verdade! só sobrevivemos nos
27, se vendermos os aneis e assim poderá refazer-se o tecido do país!
GostarGostar