2010 AECPES
2010 será o Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social.
Seria um excelente momento para estudar o fenómeno da exclusão sem preconceitos ideológicos de esquerda, para conceber e implementar mecanismos de combate efectivo á pobreza e também para avaliar as políticas que vêm sendo seguidas.
Em particular em Portugal, seria bom que se compreendesse qual o percurso de progressão social dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção, que são cada vez em mais e os mesmos. Também é urgente apurar quantas pessoas saíram da pobreza, por acção da intervenção de algumas das instituições que se dedicam a este combate. Julgo que poucas, até porque se acabam os pobres, que vão fazer os dirigentes destas instituições e os seus protegidos? Estes, pelo menos, não correm o risco de pobreza.

“Seria um excelente momento para estudar o fenómeno da exclusão sem preconceitos ideológicos de esquerda…”
Esta frase parece já enfermar de um preconceito ideológico.
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Certamente que o Professor Doutor Alfredo Bruto da Costa, eminente estudioso dos fenómenos da pobreza e da exclusão social, e actual Presidente do Conselho Económico e Social disporá, ou saberá de quem disponha, desses dados para fornecer a outros estudiosos.
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#1
Totalmente de acordo.
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Estudem a pobreza e as suas causas estudem.Mas não se olvidem da Lei da Nacionalidade esse milagre dos pães que transforma bons selvagens em cidadãos pobres e carregados de desigualdades.
Trabalhem muito, sejam empreendedores que impostos são precisos!Desde logo para pagar as “frotas” de audis escavacados com excesso de velocidade e de whisky e depois os diferentes que os ex-descolonizadores, agora numa de missionarismo laico nos oferecem às dezenas de milhar todos os anos…
PS
Só não nacionalizam é mais Gulbenkens…
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Mas olhem que fé o que não falta aos laicos que nos governam.Até acreditam que mandar soldados(sem aqueles gritos de nem mais um…)para locais exóticos como o Afeganistão os vai encher de “orgulho” por participarem em cruzadas fracassadas à partida…
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Incluir-me-ei nos consumidores da informação que Paulo Morais reclama pois também acho necessário escrutinar a eficácia com que são aplicados os nossos impostos.
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“dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção, que são cada vez em mais e os mesmos.” ah pois são , reproduzem-se que nem coelhos. ninguém diria que até têm plasmas para se entreterem à noite e pílulas grátis.
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O combate à pobreza sempre foi um rico negócio.
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Para as respostas sugiro os livros:
(1) Um olhar sobre a pobreza, de Alfredo Bruto da Costa e outros, Gradiva, 2008.
(2) Distribuição do rendimento, desigualdade e pobreza, de Carlos Farinha Rodrigues, Almedina, 2007.
O rendimento mínimo não serve para tirar pessoas da pobreza mas para atenuar pobreza extrema. (2)
Os pobres não são sempre os mesmos. Ao longo dos anos 1995-2000 houve cerca de 46% de todos os residentes em Portugal que passaram pela pobreza, pelo menos durante um ano. Apenas cerca de 6,5% dos residentes esteve na pobreza durante todo o período. Durante cada ano cerca de 20% dos indivíduos são pobres. (1)
Mais alguns dados: (1)
30,8% dos pobres são pessoas que trabalham por conta de outrem;
21,6% dos pobres são reformados;
18% dos pobres são pessoas que trabalham por conta própria;
Os desempregados e outros inactivos representam apenas 10,3% dos pobres; os restantes cerca de 20% de pobres são pessoas com algum tipo de actividade seja doméstica, em formação ou trabalho familiar.
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#9
“O rendimento mínimo não serve para tirar pessoas da pobreza mas para atenuar pobreza extrema.”
Muito Obrigado pelo seu contributo.
Não concordo com a visão que cita. Em meu entender, é mesmo esta uma das causas da eternização do problema.
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“O rendimento mínimo não serve para tirar pessoas da pobreza mas para atenuar pobreza extrema.”
O RSI completa os rendimentos de uma família até um limiar que é inferior ao limiar de pobreza. Logo não pode tirar ninguém da pobreza.
Sobre o RSI, um guia da Seg Social.
Sobre a definição de pobreza, a intervenção de Luís Capucha nesta audição.
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É só mais um “Dia” para aumentar o Poder do Estado e assim termos mais pobreza e mais corrupção para nascerem mais observatórios, comissões, entidades reguladoras, supervisores, organizações não governamentais pagas com dinheiro do Governo e muita chantagem sobre as empresas…claro com muitos lugares para boys e girls. Enquanto houver dinheiro de alguém que esteja disposto a ser escravo e pague a conta.
“O combate à pobreza sempre foi um rico negócio.”
Ora aí está.
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