Superficialidade, umbiguismo e trapalhada
1. Parte-se de um conceito errado de igualdade (que pressupõe que grupos de duas pessoas devem ter igualdade de direitos de acesso a um estatuto que tem uma função certificadora e, portanto, discriminatória). Consequências da superficialidade intelectual que afecta muitos dos defensores do casamento gay.
2. Ignora-se a natureza e a história da instituição casamento bem como as suas diversas funções (contrato, certificado, tradição) e tenta-se fazer do casamento uma instituição que serve meia dúzia de pessoas. Melhor exemplo de umbiguismo não há.
3. Resolve-se o suposto problema com uma lei que essa sim é discriminatória (casais com o mesmo estatuto legal passam a ter diferentes direitos). Não se percebe qual era afinal a questão de princípio. Percebe-se que os argumentos são instrumentais
4. Aprova-se a coisa num ambiente político degradante. Questões de princípio e supostamente de consciência a serem votadas com disciplina de voto. Embora a disciplina de voto não se aplique a todos. Há deputados com consciência que têm liberdade para votar livremente e outros com falta de consciência que são obrigados a seguir a consciência do chefe.

1. Parece-me que a questão de fundo é sempre a mesma: o que é afinal o casamento? Como se dizia na Faculdade: “os Autores divergem”…
2. Há quem julgue que o casamento gay não vai atribuir maior respeitabilidade e menor discriminação aos nubentes. Possivelmente até será o contrário. Problema deles.
3. Tanto hoje como daqui a mil anos uma mulher casada com outra mulher será sempre naturalmente diferente de uma mulher casada com um homem.
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Crónica de Luis Fernando Verissimo, que publica semanalmente na Folha de S. Paulo:
__________
– Mãe, vou casar!
– Jura, meu filho ?! Estou tão feliz ! Quem é a moça ?
– Não é moça. Vou casar com um moço. O nome dele é Murilo.
– Você falou Murilo… Ou foi meu cérebro que sofreu um pequeno surto psicótico?
– Eu falei Murilo. Por que, mãe? Tá acontecendo alguma coisa?
– Nada, não.. Só minha visão que está um pouco turva. E meu coração, que talvez dê uma parada. No mais, tá tudo ótimo.
– Se você tiver algum problema em relação a isto, melhor falar logo…
– Problema ? Problema nenhum. Só pensei que algum dia ia ter uma nora… Ou isso.
– Você vai ter uma nora. Só que uma nora… Meio macho. Ou um genro meio fêmea. Resumindo: uma nora quase macho, tendendo a um genro quase fêmea…
– E quando eu vou conhecer o meu. A minha… O Murilo ?
– Pode chamar ele de Biscoito. É o apelido.
– Tá ! Biscoito… Já gostei dele… Alguém com esse apelido só pode ser uma pessoa bacana. Quando o Biscoito vem aqui ?
– Por quê ?
– Por nada. Só pra eu poder desacordar seu pai com antecedência.
– Você acha que o Papai não vai aceitar ?
– Claro que vai aceitar! Lógico que vai. Só não sei se ele vai sobreviver… Mas isso também é uma bobagem. Ele morre sabendo que você achou sua cara-metade… E olha que espetáculo: as duas metade com bigode.
– Mãe, que besteira … Hoje em dia… Praticamente todos os meus amigos são gays.
– Só espero que tenha sobrado algum que não seja… Pra poder apresentar pra tua irmã.
– A Bel já tá namorando.
– A Bel? Namorando?! Ela não me falou nada… Quem é?
– Uma tal de Veruska.
– Como ?
– Veruska…
– Ah !, bom! Que susto! Pensei que você tivesse falado Veruska.
– Mãe!!!…
– Tá…, tá…, tudo bem… Se vocês são felizes. Só fico triste porque não vou ter um neto…
– Por que não ? Eu e o Biscoito queremos dois filhos. Eu vou doar os espermatozóides. E a ex-namorada do Biscoito vai doar os óvulos.
– Ex-namorada? O Biscoito tem ex-namorada?
– Quando ele era hétero… A Veruska.
– Que Veruska ?
– Namorada da Bel…
– “Peraí”. A ex-namorada do teu atual namorado… E a atual namorada da tua irmã. Que é minha filha também… Que se chama Bel. É isso? Porque eu me perdi um pouco…
– É isso. Pois é… A Veruska doou os óvulos. E nós vamos alugar um útero.
– De quem?
– Da Bel.
– Mas . Logo da Bel?! Quer dizer então… Que a Bel vai gerar um filho teu e do Biscoito. Com o teu espermatozóide e com o óvulo da namorada dela, que é a Veruska…
– Isso.
– Essa criança, de uma certa forma, vai ser tua filha, filha do Biscoito, filha da Veruska e filha da Bel.
– Em termos…
– A criança vai ter duas mães : você e o Biscoito.E dois pais: a Veruska e a Bel.
– Por aí…
– Por outro lado, a Bel…,além de mãe, é tia… Ou tio…. Porque é tua irmã.
– Exato. E ano que vem vamos ter um segundo filho. Aí o Biscoito é que entra com o espermatozóide. Que dessa vez vai ser gerado no ventre da Veruska… Com o óvulo da Bel. A gente só vai trocar.
– Só trocar, né ? Agora o óvulo vai ser da Bel. E o ventre da Veruska.
– Exato!
– Agora eu entendi! Agora eu realmente entendi…
– Entendeu o quê?
– Entendi que é uma espécie de swing dos tempos modernos!
– Que swing, mãe?!!….
– É swing, sim! Uma troca de casais… Com os óvulos e os espermatozóides, uma hora no útero de uma, outra hora no útero de outra…
– Mas..
– Mas uns tomates! Isso é um bacanal de última geração! E pior… Com incesto no meio…
– A Bel e a Veruska só vão ajudar na concepção do nosso filho, só isso…
– Sei!!!… E quando elas quiserem ter filhos…
– Nós ajudamos.
– Quer saber? No final das contas não entendi mais nada. Não entendi quem vai ser mãe de quem, quem vai ser pai de quem, de quem vai ser o útero, o espermatozóide… A única coisa que eu entendi é que…
– Que.. ?
– Fazer árvore genealógica daqui pra frente… vai ser f…
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é demasiado nojo fíosico
o casamenmto com cheiro a merda
Marcial «eros leva no cu»
podem apagar como é hábito
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1- A modernidade/pseudo modernidade tem vindo a ser constantemente apregoada a tudo o que se denomina de “mudanças”,mas tem um vicio latente de confundir continuamente respeito com igualdade de direitos,o facto de um grupo (desvio padrão) ser diferente não lhe confere automaticamente direitos semelhantes em prol do mito de modernidade,contudo o mais importante seria a propensão a respeito e realçando o comportamento “habitual”,mas o que se denota é a paranóia de querer igualdade para tudo,quando um dos erros patentes é a própria e continua falta de respeito para com os mesmos.Um completo nonsense modernista,que apenas traça o caminho ambíguo já percorrido á milénios, onde as sociedades insistem em errar nos mesmos pontos (sociedades ou elites? eis a questão).
2-Confunde-se frequentemente instituições tradicionais com retrocesso,numa falsa vaidade modernista e não rigor intelectual.
3-Mais umas questões de politiquice que mais problemas criam que os que resolvem.
4-Num Governo onde se tem colete de forças da U.E.,um passado democrático algo dúbio e um presente onde vigoram erros crassos típicos portugueses aliados a uma falta de rigor quase cómica, é notório que medidas populuchas serão as primeiras a ser implementadas,assim se atordoam as massas,com pão e Circo.
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Total sensação de nojo.Qualquer bordel tem hoje mais dignidade do que a histérica casa de putas em que se tornou S.Bento.
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Então, o que sugere o João se os homessexuais quiserem certificar a sua relação?
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Vocês , os mais antigos, decerto
lembtar-se-ão, nos prédios de Lisboa,
no tempo do Vasco Gonçalves:
***** O nosso 1º é doido ! *****
E DIZEM QUE A HISTORIA NUNCA SE REPETE …
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Bom,Tina,eu também sou João e sou homem sexual.
Venho aqui trazer o meu preblema.eu vivo com uma ovelha há uns anos e não vejo que a nossa situação seja contemplada na nova lei.
Tanto eu como a minha ovelha,a Piscoisa,somos muito felizes e gostaríamos de ver terminarem as descriminações.
Sempre que vamos ao café ou à missa,os étcetro sexuais olham-nos de lado.É uma situação intolerável.
Estamos até a pensar ir ao programa da Júlia Pinheiro do PS.
Lanço aqui um réptil ao sr Sócrates.Que se lembre que se gosta do Dioguinho,eu também amo a minha Piscoisa.Temos os mesmos dereitos.
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Estudo da Anacom
Mais de 90 por cento dos beneficiários do e.iniciativas já tinham computador
07.01.2010
Estudo encomendado pela Anacom indica que maioria já tinham computador
Entre 91 e 96 por cento das pessoas que aderiram aos vários programas das e.iniciativas já tinham computadores em casa, na sua grande maioria computadores de secretária, revela um estudo pedido pela Autoridade Nacional de Comunicações.
http://www.economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1416673
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# 6 Tina
O que é certificar uma relação?
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“O chefe manda !” — “mai nada !”
(Acredita nesses — e noutros deputados– quem quer ou quem é muito sonso).
Acho piada às notícias desde ontem: a disciplina de voto e os dois ou três deputados do PS que podem votem livremente, “podem criar mal-estar e fracturas no PS”… Nada mais falso.
Esses deputados não sabiam ao que iam quando aceitaram candidatar-se ?
E o PS-de-Sócrates desconhecia a ‘independência’ desses deputados mais a sua apetência para votar essa lei ?
Tretas…
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Os gays e lésbicas querem “casar-se”?Mas então não vêm que a classe operária e camponesa espera por isso há milénios?Andam a gozar com os sindicatos e partidos de esquerda?E constitucionalistas interessadas?Porra que coitados dos tractoristas que não se podem casar com o mecânico, o montador de estofos com o montador de pneus da VW de Palmela.Mas afinal lá por serem classe média com empregada doméstica não podem apanhar no cu?
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Eu só estou à espera de ver com quem os gajos se vão casar.O larilas do Maria II com quem?
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Antigamente ia-se à caça com furão.Agora os coelhos saem dos armários…
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# 12
A partir de agora ,a sigla PCP vai significar Pró Casamento Paneleiro…
As voltas que o “Álvaro” não dará no túmulo…
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João Miranda,
Discordo de muito daquilo que diz no post, mas o que mais me chama a atenção é a sua declaração de que o casamento tem uma função certificadora.
Qual é a função certificadora do casamento? Eu não lhe conheço nenhuma. Quando um casal anuncia que quer casar que tipo de provas tem que dar para aceder ao casamento? Que eu saiba, nenhuma.
O João Miranda anda a disparar argumentos contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo como se fosse uma metrelhadora. Sacrifica a qualidade em prol da quantidade. Opções.
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Claro que os argumentos a favor da aberração são de grande qualidade.
Que comédia!
Querem forçar toda a gente a aceitar a decadência e a anormalidade como padrão.
Vão dar banho ao canídeo!
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17# o casamento sendo um contrato típico de natureza pessoal, encerra impedimentos vários. Vc não pode casar com a sua mãe! por exemplo……
O P. da Igualdade, segundo a óptica das minorias, serve para tudo. CUIDADO!!!
Depois não venham em falar em abusos….
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Ou somos liberais ou não somos liberais que raio. Mas por aqui só há “liberais.”
De resto quando alguém usa a “tradição” para argumento para alguma coisa é porque nada tem a dizer sobre o assunto.
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´
#19 ,
Eu não disse que o casamento não era um contrato. O que eu disse é que não é um certificado de coisa nenhuma.
Um certificado é uma garantia de que quem o possuiu tem algo que quem o não possuiu não tem. E qualquer processo de certificação exige que seja feita uma prova. Não há nada que alguém casado tenha que um não casado não tenha ou não possa ter. E que eu saiba não há nenhum exame escrito que seja preciso passar para casar. Não percebo portanto a concepção do casamento como um certificado.
No tempo dos meus avós, o casamento era efectivamente um certificado. Ai da mulher que ousasse manter um relacionamento sexual ou que tivesse filhos fora do casamento. O casamento já foi um instrumento de opressão, um instrumento certificador da “moral e dos bons costumes”. Hoje, não é. E ainda bem que não é.
As pessoas não casam para poderem ir para a cama, nem para ter filhos, nem para terem direitos sucessórios. As pessoas casam porque gostam umas das outras, procuram um projecto de vida em comum e querem que a sociedade reconheça esse projecto em comum. Este reconhecimento social de um projecto de vida comum é a única coisa que advém do casamento que não pode ser encontrado fora dele. E um projecto de vida comum não implica filhos (pessoas em idade não procriativa não são menos casadas que as restantes), nem implica ter sexo diferente (o amor entre duas pessoas do mesmo sexo não é diferente do amor entre duas pessos de sexo diferente).
O significado social que o casamento hoje tem é perfeitamente compatível com uma união entre duas pessoas do mesmo sexo. O casamento não é um certificado de heterosexualidade.
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“Qual é a função certificadora do casamento? Eu não lhe conheço nenhuma. Quando um casal anuncia que quer casar que tipo de provas tem que dar para aceder ao casamento? Que eu saiba, nenhuma.”
Tente casar com a sua irmã, com a mãe, com um filho, com uma pessoa já casada, com um homem, com duas mulheres, com uma pessoa que não queira casar consigo, com uma menor …
Mas, mais importante, a principal barreira à entrada do casamento, que reforça a função certificadora, é o facto de ele ter um custo social e psicológico que nada tem a ver com provas.
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É suposto que num blogue liberal se pugne pela liberdade.
A liberdade abrangente, extensível ao diferente, se é que outra liberdade há.
Sejam homossexuais, católicos ou benfiquistas.
Nada mais bonito que ver um casal de benfiquistas homossexuais, embrulhados num mesmo cachecol.
Ai Jesus!
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Porque é que eu não posso casar com duas ou mais mulhereres? Só desta forma me realizarei e sentir-me- ei feliz.
A homossexualidade não é pressuposto do casamento, por conseguinte não pode ser tratada da mesma maneira e não pode ser elevada a requisito do casamento. A defesa do contrário é confundir tudo!
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#22,
“Tente casar com a sua irmã, com a mãe, com um filho, com uma pessoa já casada, com um homem, com duas mulheres, com uma pessoa que não queira casar consigo, com uma menor …”
Portanto para si, o casamento é um certificado de que os conjuges não mantêm entre si uma relação de irmãos, pais – filhos, maior de idade – menor de idade ? Que eu saiba nada disso muda se os conjuges tiverem o mesmo sexo. Pais vão continuar a não poder casar com filhos e mães vão continuar a não poder casar com filhas.
“Mas, mais importante, a principal barreira à entrada do casamento, que reforça a função certificadora, é o facto de ele ter um custo social e psicológico que nada tem a ver com provas.”
Explicite o que é que o casamento certifica. Quais é que são explicitamente os custos sociais e psicológicos do casamento?
Eu por mim repito aquilo que o casamento não é : o casamento não é um certificado de heterosexualidade. E não sendo um certificado de heterosexualidade não há mais nenhuma razão para não ser alargado a casais do mesmo sexo.
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««Portanto para si, o casamento é um certificado de que os conjuges não mantêm entre si uma relação de irmãos, pais – filhos, maior de idade – menor de idade ? Que eu saiba nada disso muda se os conjuges tiverem o mesmo sexo.»»
Irrelevante para a discussão. O que estava em discussão era se:
– o casamento tem função certificadora?
– tendo função certificadora faz sentido usar o argumento da igualdade para a ele aceder?
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João Miranda,
O que está em discussão é :
– o casamento tem função certificadora SÓ APLICÁVEL A DUAS PESSOAS DE SEXO DIFERENTE?
– tendo função certificadora faz sentido usar o argumento da igualdade ENTRE HETEROSEXUAIS E HOMOSEXUAIS para a ele aceder?
Estas é que são as questões. As partes de que o João Miranda se “esqueceu”, são muito importantes! Se o casamento tiver uma função certificadora que só seja aplicável a duas pessoas de sexo diferente, então o João Miranda tem toda a razão do mundo.
Acontecete que não tem. O casamento não é um certificado de heterosexualidade.
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Espectacular como só se discute e interessa discutir é a forma e não a essência e conteúdo !
Conservadorismo puro…(mesmo eu com bastantes reservas em relação a este tema tenho presença de espirito para saber e sentir que em nada me afecta ou prejudica esta alteração e que não tenho o direito a rejeitar a outros os direitos que me são concedidos presentemente).
A única evidência é que a sociedade portuguesa (e não é este um mal só nosso) não está “evoluída” sociológicamente para que os “filhos” de casais homosexuais tenham uma vida escolar/social sem preconceitos inatos e evidentes na infância.
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Tina,
Se os gays querem adoptar criancinhas, porque sim, porque está na moda, o melhor seria continuarem a comprar caniches.
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««O que está em discussão é :»»
Convinha ler o post. O que é dito no post é que o princípio da igualdade (enquanto princípio universal) não pode ser usado porque o casamento tem uma função discriminatória. O post é uma crítica àqueles que usam a igualdade como argumento decisivo para o acesso a uma instituição que é suposto ser discriminatória. Não faz sentido pelo simples facto que existe o direito de estabelecer instituições discriminatórias.
Reconheço que o Ricardo queira discutir outras coisas, nomeadamente se o casamento deve certificar heterossexualidade, mas o post não discute esse ponto.
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O casamento paneleiro é que tem função certificadora: certifica que ambos são paneleiros.
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João Miranda,
” O que é dito no post é que o princípio da igualdade (enquanto princípio universal) não pode ser usado porque o casamento tem uma função discriminatória.”
1 – Se o casamento tem uma função descriminadora, diga qual é. O João Miranda já deixou claro que para si o casamento é um certificado. Mas ao longo de várias intervenções, nunca disse o que é que o casamento certifica Diga-me por favor o que é que ele certifica, para que se evitem os mal entendidos.
2 – Se isto fosse verdade, o príncipio da igualdade não podia ser usado nunca. Só adianta invocar um princípio de igualdade perante uma discriminação. Onde é que o João Miranda viu alguma vez ser invocado o princípio da igualdade numa situação em que a igualdade é reconhecida? Que fim poderia ter tal exercício???
3 – O casamento não é um certificado de heterosexualidade. Mas a lei está escrita como se efectivamente o seja. É por isso que é preciso mudar a lei.
4 – Eu li o post. Li as linhas, e as entrelinhas.
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««Só adianta invocar um princípio de igualdade perante uma discriminação. »»
O que eu estou a discutir não é se adianta ou não, mas sim se tem lógica invocar o princípio de igualdade numa instituição cuja natureza é discriminatória.
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Claro que o casamento é discriminatório.A “gaja” passa a poder só a ter direito a sexo do respectivo macho.
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“O que eu estou a discutir não é se adianta ou não, mas sim se tem lógica invocar o princípio de igualdade numa instituição cuja natureza é discriminatória.”
Só tem lógica invocar o princípio da igualdade face a realidades cuja natureza é descriminatória.
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««Só tem lógica invocar o princípio da igualdade face a realidades cuja natureza é descriminatória.»»
Toda a gente concorda com isso. A discordância está na alegação:
“tem lógica invocar o princípio da igualdade face a toda e qualquer realidade cuja natureza é discriminatória”
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Está-me a dar argumentos a favor da minha proposta de abolição do estado civil.
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O que eles querem é que se lhes dê corda,que se fale deles.
Estas panasquices foram todas planeadas com antecipação,há uma agenda gay que está na mente do PM e dos colegas infiltrados no poder,o lobby está na mó de cima.
Que eu saiba o cú não é um orgão reprodutor,o que,queiram ou não,é um desvio.É engraçado ver a esquerda sem causas a emendar o trabalho de deus.
Repetiram o referendo ao aborto quando as sondagens lhes davam vitória.Do outro lado estão uns imbecis que não sendo gays,acabam por levar mais no cú!
Porque não pedem os derrotados um novo referendo? Têm a mesma legitimidade,ou será que vão ser descriminados?
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Zenóbio,
Precisamente devido ao problema da adopção e para não ter que alterar a lei do casamento especificamente para homossexuais, concordo com a proposta do PSD.
O que não há dúvida que o João disse que estava muito certo é o facto de Sócrates obrigar os deputados a votarem como ele quer. O mais ridículo disto tudo é que abre excepções a alguns… Por aqui se vê como Sócrates não tem nenhuns princípios por um lado e não se importa de impôr a sua vontade àqueles mais fracos, que não têm coragem de o enfrentar. Sócrates é como um grande pesadelo tornado realidade.
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Caro João Miranda,
1. Sim faz todo o sentido utilizar o argumento da igualdade neste caso. Caso a sua argumentação fosse válida, então também o seria para outro factor biológico qualquer, como o tom da pele por exemplo. Neste caso o casamento civil (não sei porque se esquecem sempre de colocar a parte “civil” quando se fala deste tema) é o unico contrato em que define quais serão os dois contraentes pelo seu genero. Quanto à questão certificadora gostava que me esclarecesse um pouco melhor a que se refere, pois pelas suas palavras parece-me que todos os contratos têm uma natureza certificadora, pelo que, uma vez mais, pela sua argumentação não se poderia utilizar o argumento da “igualdade” para nenhum contrato.
2. Bem, aqui parece que é você ignora a história e o conceito do casamento civil. Assim como você negligencia a principal função do casamento civil: o de o individuo B declarar perante a sociedade e para todos os efeitos legais que o individuo A pasa a fazer parte da sua familia. E o contrato de casamento civil aplica-se apenas ao individuo A e B e não a futuros individuos. Mais o casamento civil, não é nem nunca foi uma instituição. O casamento civil é, e sempre foi, um contrato.
3. Concordo consigo que, ao não simplesmente apagar a referência a homem e mulher e deixar tudo o resto, mas sim não permitir a adopção que continuamos a ter uma lei discriminatória. Não é o que defendo, mas é melhor ter uma lei que apenas tem uma das discriminações, do que deixar as duas discriminações vigentes. Melhor, melhor era acabar com as duas discriminações. Mas o caminho faz-se caminhando…
4. Aqui concordo parcialmente consigo. Temas como estes deveriam ser com liberdade de voto. No entanto, em questões de programa eleitoral não é anormal que se obrigue a uma disciplina de voto. Não esquecer que também votamos no programa aquando das eleições, pelo que também não veria como sendo algo normal numa democracia representativa que, por exemplo, todos os deputados de um determinado partido votassem contra uma medida que estivesse no programa desse partido aquando das eleições.
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No meio desta acalorada discussão ninguém se lembrou da necessária implementação de uma terceira casa de banho, a juntar às duas obrigatórias nos estabelecimentos comerciais.
A não ser assim, e a bem da não descriminação, vou passar a utilizar todos os espaços destinados ao pessoal feminino.
Um conselho aos politicos que se irão debruçar (sentados…claro) sobre o assunto.
Esta terceira casa de banho de utilização dos, com ou sem pilinha,para além de devidamente identificada, deverá estar munida de uma sanita e um mictório.
A bem da Nação.
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É só engraçadinhos. Oh Marialvas, façam uma piquena ou média empresa de conteúdos humorísticos.
Se é pra comentar o JoaoMiranda e as suas falácias, deixo o pequeno, mas heterossexual, contributo:
1 – Certificadora? É a primeira vez que tal vejo, mas se quer ir por aí, pode dizer-se que se certifica um casal com um novo estatuto em relação aos não-casados. O que isto tem a ver com a orientação sexual e o direito dos LGBT a serem tratados pelo Estado de forma igualitária, não percebo. Poeira
2 – As tradições mudam, e ainda bem. Há que adaptar. Não percebo porque é que o casamento passa a servir “meia dúzia” de pessoas, se o intuito é alargar o nº de pessoas elegíveis para tal. Não considero que a luta por direitos civis seja umbiguismo. Mais poeira
3 – Acredito que quem se bateu, argumentou e deu a cara por este direito, quisesse igualmente consagrar a adopção. No entanto, os governantes não vos querem matar do coração, e querem que isto seja alcançado passo a passo, de dez em dez anos. Não percebo, mais uma vez, o que isto tem a ver com os argumentos dos pró-casamento.
4 – Politiquices que nada têm a ver com o resto.
Deixem-se de preconceitos e de tentar argumentar contra a conquista de direitos civis por parte de minorias excluídas. Ainda por cima, não vos vai ao bolso, para que é que vos interessa?
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