De Acordo
Aos Estados que tem línguas oficiais, parece razoável estabelecerem acordos internacionais com outros estados que partilham a mesma língua, uniformizando a ortografia. As vantagens parecem óbvias do ponto de vista cultural, diplomático, estratégico e económico. Tanto mais que cada um poderá continuar a escrever como entender, pois, tirando os estudantes, ninguém é penalizado por erros ou dissonâncias voluntárias, aparte eventual «censura social», mas que leva o seu tempo a ser estabelecida. Não vejo razão para polémica nenhuma. E os académicos que se insurgem contra certas soluções técnicas, aparecem «um pouco tarde». Deveriam ter agido antes de 1990 (20 anos de atraso….). A única dúvida que se coloca é do porquê do governo português demorar tanto a iniciar planos para a introdução dessa reforma ortográfica no ensino oficial.

o desgoverno está mais interessado no casamento da paneleirada
lembra a história do espermatozoide coxo a quem os outros derasm prioridade um dia e que paru repentinamente com o grito horroroso: -é cu
parecia o Quinca berro de água
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… Ainda por cima no caso de Portugal, é a lingua é provavlemente o activo mais estratégico que temos e que partilhamos com outras nações. o Português é das poucas linguas faladas nos 2 hemisférios, e na Europa, América do Sul, África e um pózito na Ásia. Esse facto apenas é partilhado na UE pelo Inglês, Espanhol e eventualmente o Francês (apesar desta lingua ter muito menos falantes…). Das poucas coisas em que somos grandes.
Não entender isto é hipotecar um pouco mais o nosso país…
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«porquê do governo português demorar tanto a iniciar planos para a introdução dessa reforma»
É tudo natural.
É da natureza do português,
mesmo do ‘português técnico’.
«Ou bem que os portugueses não fazem nada, ou bem que vão até ao último pormenor e, chegados aí, largam tudo como de costume» – “O quinto império”
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Por que o idioma mais falado, a ocidente, o inglês não foi, ainda, “uniformizado”?
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Alice: porque não precisa. Nunca teve um “cisma” de ortografias como o Português teve entre Brasil e Portugal. Para mais, tem uma fonte uniformizadora tremenda: Os EUA. Especialmente a produção cinematográfica. Mas lá porque a língua “top dog” não precisa de atenção especial para ser dominante não significa que as restantes não precisem de esforço para serem relevantes.
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“Por que o idioma mais falado, a ocidente, o inglês não foi, ainda, “uniformizado”?”
Por acaso, se o inglês fosse uniformizado como o português foi, isto é, escrita mais próxima da fala, ajudaria muito a aprendizagem. Por exemplo, vamos considerar a rídicula palavra em inglês “committee”. Só os dois “és” é que são precisos. A língua ideal seria aquela sem repetição desnecessária de sílabas, sem sílabas mudas, sem acentos e sem género.
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#4 Por que o idioma mais falado, a ocidente, o inglês não foi, ainda, “uniformizado”?
Talvez por ser demasiado grande e importante de tal modo que concorre noutro campeonato. Mas essa não é a comparação certa. A comparação correta é com as Línguas do nosso campeonato: Francês, Espanhol, Alemão, Árabe. Todos estas têm uma ortografia unificada apesar de todas elas terem maiores diferenças no uso do que o pt-pt e o pt-br. Talvez não tenham é tanta gente mesquinha e quintaleira a usá-las.
Já agora, o Inglês é também a única língua que pretere uma das suas duas versões; o en-us é sempre usado em organismos internacionais em deterimento do en-uk, com excepção da Communwealth, por razões óbvias.
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«Aos Estados que tem línguas oficiais, parece razoável estabelecerem acordos internacionais com outros estados que partilham a mesma língua, uniformizando a ortografia.»
A questão é que nenhum desses estados o fez, excepto Brasil e Portugal, onde grassa o analfabetismo.
Coincidência?
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Ao dizer “estabelecerem acordos internacionais com outros estados que partilham a mesma língua, uniformizando a ortografia” parece-me que há aqui uma contradição: partilham a língua sem partilhar a ortografia? Nada tenho contra o Acordo, mas temo que seja inútil. Vivi no Brasil e a impressão que me ficou é que o “brasileiro” já é uma língua diferente do português (sobretudo nem sequer na ortografia, aspecto menor) e a tendência não é para recuar. Por vontade dos brasileiros, deixava de haver “Língua portuguesa” para haver Língua da maioria, isto é “Língua brasileira”. Já não falta muito.
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#Por exemplo, vamos considerar a rídicula palavra em inglês “committee”.
Está errada. Apesar da preservação da etimologia, a verdade é que na generalidade dos casos as letras dobras em palavras em inglês alteram a abertura ou vocalização da vogal anterior.
“committee” = cómiti
“comitee” = câumaiti
Depois, não é certo que uma ortografia fonética ajude assim tanto a aprendizagem. O facto de se saber que se colocam letras mais ou menos como se fala dá origem menor preocupação com a escrita, logo, a um sem fim de erros ortográficos; em contrapartida, o facto de ter de se fazer um esforço para saber escrever bem uma palavra faz com que se fixe melhor essa palavra não se escreva errado depois.
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6.tina disse
8 Janeiro, 2010 às 12:26 pm
“Por que o idioma mais falado, a ocidente, o inglês não foi, ainda, “uniformizado”?”
Por acaso, se o inglês fosse uniformizado como o português foi, isto é, escrita mais próxima da fala, ajudaria muito a aprendizagem. Por exemplo, vamos considerar a rídicula palavra em inglês “committee”. Só os dois “és” é que são precisos. A língua ideal seria aquela sem repetição desnecessária de sílabas, sem sílabas mudas, sem acentos e sem género.
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Absolutamente ERRADO.
Uma Língua (quanto à escrita) tem de obedecer a parâmetros muito diferentes da obtusa facilidade.
São a coerência com a sua fonte, aqui
o Latim, por isso escrevemos *opção*,com critérios, embora artificiais, com sejam a da consoante indicativa da abertura da vogal quelhe segue, como seja em
acepção, e assim sucessivamente.
EU DIGO, A BRINCAR, que os culpados do Brasil já ter uma Língua bem diferente do Português ,foram precisamente os DOMINICANOS, no seu
modo laxista de ensinar os indígenas.
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Licas,
Está enganado, os brasileiros aprenderam muito bem. O brasileiro é muito próximo do português do Século XVI e XVII, aquando da colonização. O português europeu é que mudou bastante desde então.
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Preocupa-me mais a ideia iluminada do ILTEC de aproveitar o acordo ortográfico para rever a ortografia de acordo com a pronúncia Lisboeta (quando o deveria fazer de acordo com a pronúncia culta, em particular a considerada padrão que é a de Coimbra).
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“As vantagens parecem óbvias do ponto de vista cultural, diplomático, estratégico e económico.”
Vantagens??? Óbvias??? Se são óbvias, diga lá algumas, (vantagens=vantagens reais, não conversa da treta) se faz favor. É que são tão óbvias que não as vejo.
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O brasileiro é uma língua com origem no português.
– Que português?
– O de colonos portugueses analfabetos que ensinaram a escravos africanos.
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Também eram analfabetos aqueles que vieram do Norte ensinar os do Sul a falar portugues e os do Sul aprenderam.
E haviam nobres no Brasil, quem é que acha que mandava nas colónias.
Mais, a língua voltou a aproximar-se do português europeu no início do século XIX, com a presença da casa real portuguesa e da corte. Estes não eram analfabetos.
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“ninguém é penalizado por erros ou dissonâncias voluntárias”
e pelas “dissonâncias involuntárias”? Com tanta confusão. não iram faltar.
José Simões
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Está errada. Apesar da preservação da etimologia, a verdade é que na generalidade dos casos as letras dobras em palavras em inglês alteram a abertura ou vocalização da vogal anterior.
“committee” = cómiti
“comitee” = câumaiti
Tem razão. Obrigada pela explicação.
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