O problema da adopção (II): a questão dos “tubarões e das tubaronas”*
Tal como é antevisto aqui e aqui, já se anuncia este debate: “Francisco Assis manifestou-se ontem aberto à possibilidade de ser iniciada uma “discussão” sobre o problema da adopção“.
Entretanto, desenha-se uma corrente que, para justificar a adopção por casais homossexuais, invoca um direito à parentalidade (e à maternidade): “O deputado (Miguel Vale e Almeida), tenciona, a médio prazo, organizar no Parlamento uma conferência sobre parentalidade. Uma iniciativa que, inevitavelmente, voltará colocar na agenda o problema da adopção por casais do mesmo sexo. E outros: o direito (actualmente proibido) das mulheres solteiras recorrerem à reprodução medicamente assistida”.
E Paulo Corte-Real mais explicitamente: “(…) defende que a adopção e o casamento são “situações distintas”, mas garante continuar a lutar pela “igualdade de direitos na parentalidade, o que não só inclui a adopção como também outros aspectos como o acesso por parte de casais de lésbicos à Procriação Medicamente Assistida“.
Conviria recordar, apenas para re-centrar o enfoque adequado nesta questão e inevitável debate que se anuncia, que esse agora denominado “direito à parentalidade” – no fundo, e se bem percebo a intenção de Vale e Almeida e de Corte-Real, o direito de qualquer pessoa ou casal, heterossexual ou homossexual, poderem ser pais ou mães, biologicamente, através da reprodução medicamente assistida ou por via da adopção – conduz automaticamente ao denominado “poder paternal”. Este, mais do que um direito, é um “poder-dever”.
Essa parentalidade e o poder-paternal são direitos, de facto, mas para serem exercidos não pelo seu titular em função dos seus próprios interesses, mas funcionalizadamente, em função dos interesses de terceiros (as crianças). Por isso, são também e simultaneamente deveres.
Ou seja, a discussão deverá partir da perspectiva da criança (e do respectivo direito a uma boa paternidade e maternidade), e não a partir do interesse (ou direito ) de alguém querer ser pai ou mãe, porque sim, e porque se acha dicriminado, por exemplo, pela natureza ou pela lei!!
Assim sendo, a preocupação dos activistas da adopção por casais homossexuais, ou da reprodução medicamente assistida por homossexuais (sozinhos ou em casal), deveria ser a seguinte: convencer a sociedade de que o superior interesse da criança será sujeitar-se a uma parentalidade de (só) pais ou de (só) mães, ou a uma monoparentalidade. Pelo menos, deveriam pôr o acento tónico do respectivo discurso no rebater da ideia de que existe uma natural apetência para a consideração dos dois lados da vida, para que, em geral, o crescimento equilibrado e livre de uma criança se faça tendo essas (inevitáveis e naturais) referências masculinas e femininas.
Claro está que existem situações da vida que levam a que seja preferível uma criança crescer só com um pai ou só com uma mãe ou com pais adoptivos, sejam eles homossexuais ou heterossexuais; claro está que existem situações em que, no interesse da criança, será mil vezes melhor ter uma família adoptiva homossexual do que não ter nenhuma ou ter uma má família heterossexual.
Mas importa convencer a sociedade de que estas situações não são excepcionais ou especiais, existindo uma equivalência, no interesse da criança, entre umas e outras situações (ou seja, famílias heterossexuais, monoparentais, homossexuais, etc.).
Por isso, creio que o acento tónico colocado num direito à parentalidade, por si só e sem mais, na perspectiva na existência de uma alegada discriminação legal que se quer combater, é um mau começo para quem, como Vale e Almeida e Corte-Real, pretende provocar o debate em causa.
Espero que me convençam, na perspectiva das crianças e em tese geral (descontando, como é evidente, os casos concretos especiais) que o modelo de socialização e de crescimento de uma criança é igualmente bem servido quer por referências heterossexuais ou homossexuais, mono ou bi-parentais.
Sublinho: em tese geral (pois a lei e a decisão legislativa deverão ser gerais e abstractas). E, já agora (antecipando-me) sem se invocar o velho argumentário da homofobia e quejandos….
* Expressão da minha filha (4 anos) para justificar a sua vontade em ir ao Oceário: queria ir ver os “tubarões e as tubaronas”

Não há discussão. A adopção vai ser legalizada hoje.
GostarGostar
.
A AR deve ser dissolvida.
.
GostarGostar
.
A AR deve ser dissolvida.
.
GostarGostar
a miséria dos pobres e desempregados não conta para nada
o importantes são os casamentos a cheirar a merda
GostarGostar
Parece que os outros vos fazem muitas impressão. O que que a cada um de vós trás de mal duas lésbicas serem casadas? Estes comemtadores têm que pagar pos isso? Palhaços
GostarGostar
#1. “Não há discussão. A adopção vai ser legalizada hoje”.
Não, não vai.
De todo o modo, a discussão a que me refiro é mais de caracter antropológico/sociológico e de valores de referência do que político – legislativa. Uma deveria preceder (e chegar a um relativo consenso ou aceitação) a outra…
GostarGostar
Qual reprodução médicamente assistida qual carapuça .É o contribuinte a pagar .
Querem ter filhos ? fodam-se ,não emprenham ,são deficientes reprodutivos ,são parelhas biolócicas fracas .A natureza não perdoa .Comprem um cão .
GostarGostar
.
Baldebinos, ao contrário parece que os outros é que vos fazem muita impressão para os quererem imitar. Casamento ? Ou a seguir terá de se discutir um novo instituto para os heterossexuais ? Guarde lá os seus odios e espirito primario de ‘vingançazinhas’ para si porque ninguém vos odeia nem se quere vingar.
.
GostarGostar
Eu não sou contra o casamento entre seres humanos do mesmo sexo,é para mim, irrelevante.
Contudo,sinceramente, cheira-me um pouco a contrafacção.
GostarGostar
PMF:
Eu não disse que a carta na manga era esta?
Fartei-me de escrever isto e deixei links por todo o lado (incluindo Portugal Contemporâneo) que o objectivo é a “família alternativa” muito mais que o casório.
E ainda ontem escrevi isso no post do JM- eles querem as barrigas de aluguer para comprarem filhos a imigrantes (e essas mães não entram no casório gay) e PMAs para fufas como se uma delas fosse impotente (e os pais que fornecem o que a natureza não permite a elas- também ficam fora do dito casamento.
E depois as criancinhas ficam malucas e eles, para justificarem as doenças mentais do mundo às avessas – egoísta e caprichoso- que estão a construir, dizem que quem está às avessas é quem é normal.
E é por isso que já foi aprovada a educação sexual obrigatória, decretada pelo Ministério- seja para ensino público seja para privado.
Porque nessa educação sexual obrigatória a começar pelo ciclo preparatório o que vão fazer é doutrinar a cabeça das criancinhas para lhes fazer crer que ser homo ou hetero é a mesmíssima coisa- trata-se apenas de opções.
E, quem disser ou pensar o contrário, fica logo marcado desde a infância com o estigma do “discriminador”.
Como dizia o Lenine, dêem-me uma criança de 8 anos que eu farei dele um comunista para o resto da vida.
GostarGostar
E outra coisa que o CN não entende, quando acredita que o problema é o casamento ser coisa do Estado.
Não é isso. Não se tira o Estado de umas coisas mantendo-o nas outras.
Porque não há força da sociedade para manter uma regra fora da decretada pela lei positiva.
E, se não houver figura legal de casal (para homo) não há direito de adopção nem sequer de 2 mulheres serem consideradas casal com problemas de saúde de infertilidade para poderem recorrer a PMA.
E é precisamente pelo facto da lei condicionar todos os detalhes da vida e nada fora dela poder fazer o mesmo que eles se agarram à casuística para conseguirem o mundo às avessas.
Se acabasse o casamento como figura legal, nem idade havia, nem nº de pessoas, nem sequer havia impedimentos para todas as aberrações que eles agora querem conquistar por via do Poder partidário e da lei positiva.
GostarGostar
Mas o que é trágico é outra coisa-
Esta questão espelha de forma inequívoca a fusão do socialismo com o liberalismo.
Se quiserem eu explico.
GostarGostar
Ou seja, como o Dragão escreveu num post profético (a propósito de outra questão- mas com a mesma ideia subjacente) o século XXI está a completar o que as luzes geraram de forma separada e antagónica-
Vamos assistir ao liberalismo socialista e global.
GostarGostar
Temos aqui a Revolução Francesa de mãos dadas com o Adam Smith- Temos Marx e Neo-trotskismo num projecto comum.
E esse projecto consegue a maior monstruosidade possível- criar um mundo globalizado pelo dinheiro e disseminar o colectivo com identidade histórica, familiar, tradicional- numa amalgama de euzinhos hedonistas e egoístas- liberais por dentro- vermelhos por fora.
GostarGostar
Portanto agora que se podem casar os gays vão precisar do apoio dum pelotão de senegaleses pagos pelo SNS para “engravidarem”…
GostarGostar
Mas eu deixo aqui uma aposta:
tal como o aborto já foi considerado uma questão de saúde no mesmíssimo pé de igualdade com a gravidez- e o SNS fornece “tratamento” à borla para ambos, duas fufas vão conseguir passar por marido e mulher e inseminarem lá dentro o que por via natural se recusam.
E vai haver PMAs para esta anormalidade. Duas gajas que metem lá para dentro toda a maquineta e godmiché anormal, com nojo de meterem o que a natureza fez para terem filhos, vão passar por doentes inférteis e ter SNS à borla para fazerem filhos.
E se isto não é coisa mais aberrante que nem o comunismo dos filhos do Estado conseguiu, então não sei o que é aberração.
E conseguem-no porque o liberalismo dá o empurrão que faltava ao socialismo- a ideia que apenas existem “eus” com direito ao “quero, posso, faço e mando”.
GostarGostar
E apendendo com as lições do processo Casa Pia querem meter a criançinha em casa por “adopção”…
GostarGostar
Sim, os gays vão conseguir o que o projecto do mannerbund pink nazi não conseguiu- terem filhos comprados aos escravos.
E isto também é a consequência natural da fusão global do socialismo com o liberalismo.
GostarGostar
No pink nem os compravam- os escravos existiam para os fornecer.
No mannerbund gvay socialista/liberal gbobal- vai haver troca de mercado para tudo.
E isto porque já destruíram a família, a religião, a identidade pátria, o sentido histórico, a pequena escala da ordem social autónoma e o povo.
GostarGostar
E nem o projecto das utopias das crianças filhas do colectivo conseguiu esta monstruosidade.
Faltava-lhes o motor do “progresso” e das leis do mercado. E faltava-lhe a destruição do colectivo com História por um colectivo feito had-oc, sem cabeça visível- feito mero decreto de papel.
O mundo orwelliano é este. Não foi preciso qualquer ditadura ou qualquer fascismo de Estado.
Foi preciso precisamente o inverso- a destruição de todas as identidades na fusão de uma gigantesca mentira- o “cidadão global”.
GostarGostar
errata: ad hoc.
GostarGostar
10% dos gays têm SIDA.Cada um custa por mês aos impostos mais de 2000 euros.É só um professor no topo de carreira…
Agora com o casa descasa, com a importação da gays estrangeiros,com os “adoptados” a servir de aquecimento para as “chuvas douradas” vai ser um regabofe.E retrógrado vai sofrer para pagar isso tudo…
GostarGostar
O problema e talvez o propósito para esta politiquice de casamento entre homosexuais, é um ocupar o tempo com uma polémica que alimentará uma infinidade de novas que destroem uma quantidade de valores/tradições sociais de regeneração natural em prol da tão apelidada “pseudo modernidade”,que nada mais é, que uma tentativa de evoluir abolindo tudo,quer seja bom ou mau,romper com os pilares de uma sociedade dita normal.
Mas o mais interessante é usarem estas minorias como escudo,no fundo para fins políticos quando as mesmas são tudo menos respeitadas,lá está, confunde-se igualdade de direitos com respeito,e embora possam vir a existir direitos semi iguais o respeito pelas mesmas será ilusório e as falhas certamente nunca serão colmatadas.
Muito,e agora falando num contexto mais global,muito gostam estes grandes papões globais de reger-se por ideologias de “animais” como Thomas Malthus que defendia uma crise alimentar á escala mundial para eliminar pobres,dois séculos depois vemos o que se passa nos nossos dias ,abolir toda e qualquer explanação da evolução sem ser a oficial de Charles Darwin,o resto é censura,como a censura cientifica mundial que se vive,e depois, acrescentaria dois “diabos” Albert Pike e Aleister Crowley,basicamente se forem feitas as pontes entre este ciclo de animais entre outros,notar-se-á que certamente alguém andou em pleno século XX e agora XXI a adoptar tais ideologias.Talvez estes papões tenham outras crenças…
O Estado,organizações,Uniões entre outros mecanismos de confusão, cada vez mais tem o direito de interferir directamente em afazeres particulares de valores intrínsecos da sociedade,lentamente vão esbarrando barreiras e qualquer dia chegamos á tal meta,uma total falta de valores,esbarrada com um totalitarismo global como regime, entre outros bónus.
GostarGostar
Mas eu quase chorei a ouvir o latim dos deputados em especial da mulher do Paulo Pedroso e do Louçã…esses ingenheiros sociais do homem novo e mulato gay e com adoptados lá em casa…
GostarGostar
Mas será que ninguém sabe que Vale de Almeida e Paulo Corte Real vivem juntos há uma carrada de anos e estão a adoptar uma criança? Porque é que que os próprios não começam por disser isso?
GostarGostar
O que é preciso é desmontar-lhes a base.
E a base é a ideia de igualdade.
Mas é mentira- este casório monogâmico é falsamente monogâmico porque apenas visa criar castas homossexuais.
GostarGostar
Poerguntem-lhes qual o papel da mãe do filho comprado pelo casal gay.
Façam a pergunta que as futuras criancinhas também vão fazer. Quem é a minha mãe.
E, no caso das fufas, com direito a inseminação artificial como se fossem doentinhas, perguntem-lhes qual o lugar do pai no tal família que se acham no direito de criar.
E no caso das crianças orfãs que vão querer adoptar como se fosse um direito deles e não um direito das crianças que perderam pai ou mãe perguntem-lhes o que essas crianças vão perguntar- porque é que não têm direito à nova mãe ou novo pai que perderam.
Serão filhos de um deus menor para lhes fazerem deles objectos a prazo para fornecimento de castas que nem os parentes reais que eles ainda têm querem incluir nessa nova aberração a que chamam “família alternativa”?
GostarGostar
Crítico,
Há um gigantesco engano quando se pensa que é o Estado que interfere nos valores ou no que é privado.
É o inverso, são os valores que praticamente acabaram. É a célula familiar e o sentido de bem comum que também tende a acabar.
E, como a natureza tem horror ao vazio, algo vai ocupar esse lugar vago.
Ocupa-o os simulacros semânticos ditados pelos lobbies globais (todas as organizações LGBT são globais- não são nacionais) e lei positiva que se torna mero instrumento de causas no vazio deixado pelo abandono da moral e pela anomia social.
GostarGostar
O paradoxo até foi referido pelo José Gil em recente entrevista no jornal.
Não foi a este propósito mas serve também para o ilustrar.
Não existe opinião pública. No seu lugar temos a fabricação mediática.
E é esse “som de fundo” de megafone mediático que consegue colocar um povo a servir interesses de meia dúzia de pessoas e o Estado a servir os de partidos.
E consegue-se mudar os costumes de uma sociedade precisamente porque ela praticamente não existe- é mais um efeito de caixa de imagens, onde a realidade passou a ser virtual.
Ninguém pergunta quantos “casais homo” precisam urgentemente da lei mudada e dos costumes de um povo alterado para poderem casar e formar “família alternativa”.
Isso seria perguntar pela base real de algo que é mera fabricação de causa, de conquista de terreno, de caça a voto, de proselitismo de poder e pagamento de tributo entre grupos colados ao Poder nesta farsa a que se chama democracia.
E depois chamem terceiro-mundistas e bárbaros aos outros. É esta a famosa superioridade de valores da dita “Civilização Ocidental”-
Tem apenas um nome- anomia-
GostarGostar
#28
Cara Zazie,em parte concordo,em parte não com o seu comentário.Existem uma infinidade de factores que contribuíram para esta constante caminhada para esta “ausência de valores”,o polvo é muito maior que se pensa,e tem-nos acompanhado há séculos,todas estas organizaçõezecas não passam de pequenitos pões onde cada uma faz a sua parte,estas mesmas funcionam em base de pirâmide,ou seja os conhecimentos implícitos nas patentes mais altas são inócuos para a base,e isto funciona praticamente em todas as sociedades (não direi todas porque poderia cometer um erro básico),e tal pode ser notado desde um banco a outra instituição qualquer.Com isto,na minha opinação queria explicar que varias áreas,desde entretenimento (com mensagens implícitas subliminares muito interessantes), politicas que ajudam a tal,organizações,etc etc as peças do puzzle lentamente vão sendo juntas.
Tem toda a razão quando diz que não é o Estado que trouxe as sociedades a tal ponto,mas tal ajuda quando um individuo não tem uma educação em condições,que o insentive a questionar a realidade, a não depender de média ou ideia pré concebidas para formular uma opinião,e tal já seria um grande passo para “isto” ser evitado.
E sem duvida,os valores,se forem sólidos,não será certamente um Estado que os delineará concerteza.
GostarGostar
A pergunta a fazer creio que é outra.
Quem é o Estado nos nossos dias?
Quando se fala em Estado, cá, está-se a falar de quê?
Está-se a falar de partidos no Poder!
Quando se fala em lobbies e directivas está-se a falar em quê?
Está-se a falar nessa gigantesca mentira que foi enunciada por Kant e que o liberalismo conseguiu dar forma- está-se a falar no Poder Global.
E ele está cheio de organizações “humanistas” que têm com único fim terraplanar o mundo numa amálgama jamais pensada- a tal utopia da fusão de todas as culturas, de todas as identidades- numa única imagem- o cidadão livre.
Esse dito cidadão livre é a outra face da moeda do “Homem Novo” que as utopias socialistas quiseram construir. (antes delas foi a terraplanagem imperial napoleónica).
E é aqui que entra o liberalismo a conseguir completar o que o socialismo só conseguia de forma parcelar.
A face invisível do “progresso económico” também cria estes monstros.
GostarGostar
Quanto aos valores é simples- a partir do momento em que a ubris comanda o sucesso e o sucesso se sobrepõe ao sentido da própria vida, não há valores para nada.
A lei era moral por vir de uma tradição moral que lhe é anterior- Sempre foi assim, desde que o mundo é mundo.
Começou a deixar de o ser a partir das luzes e a Revolução Francesa abriu as portas para a substituição dos valores pela lei jacobina em nome da “liberdade, igualdade e fraternidade”.
Está aqui a consequência do jacobinismo- Matando Deus tudo é permitido.
O vazio passa a ser preenchido pelo ditame da lei totalitária, vinda do nada.
Vinda de uma coisa que nos domina- a moda. Isto é posmodernismo e hiperealidade.
É simulacro.
E só me encanita que os teóricos tenham raiz marxista e fora dela mais ninguém tenha pegado neles.
GostarGostar
Não me canso de dizer:
Um casamento, consumado, entre a Zazie e o João Miranda, dava um ET giríssimo.
Boa tarde.
GostarGostar
#31
Cara Zazie,Touché!Este sistema está tão confuso que se acaba por ter imensas duvidas em quem é de facto o puppetmaster,se familias da Black Nobility,se sociedades secretas,se jesuitas,se os tão badalados “illuminati”,uma coisa é certa,tudo isto é real.
GostarGostar
Quer ver onde está a prova que não é o Estado que se intromete nos valores da sociedade mas o inverso, a sociedade que deixa de o ser?
Quem é que pode afirmar que uma mudança de lei destas vá obrigar as pessoas normais a deixarem de o ser?
Quem é que pode, de facto, afirmar que a aberração dos filhinhos das fufas e dos maricas é problema que interfere com quem é normal e tem filhos pela única forma natural que a natureza proporciona?
Na verdade, se pensarmos como os liberais- ninguém.
Basta o tal “cordão sanitário” de que fala o CN. Basta barricarmo-nos e colocarmos os filhos longe da contaminação doutrinária.
E basta isto numa sociedade que deixou de o ser.
Pelo simples facto de ter feito desaparecer a responsabilidade colectiva e o bem comum.
GostarGostar
O cidadão x adopta uma criança hoje.
O mesmo cidadão casa no dia seguinte, com pessoa do mesmo sexo.
O petiz é-lhe retirado?
O juiz pôs clausulado em contrário?
Se pôs, a união sexual de facto,não registada, é vedada ao referido cidadão?
É só buracos…
Espero que a zazie e o João Miranda, concordem comigo.
GostarGostar
Não sei porque motivo me coloca a par do JM nesta questão.
Eu não sou liberal, sou conservadora. Não acredito no benefício do desaparecimento do Estado, porque não acredito que as máfias feudais sejam melhores e também não acredito que a lei seja absolutamente maléfica.
Ou seja. A sua pergunta é retórica. O que cada um faz na cama nunca foi forma de atgribuição de parentesco.
E esta questão diz apenas respeito a essa ideia básica que sempre existiu desde que o mundo é mundo- formas de atribuição de parentesco.
Nunca dois homens foram tidos por pai e mãe e marido e mulher; e nunca duas mulheres foram tidas pelo mesmo.
Não servem como base da atribuição de parentesco, porque só existe uma família- a biológica.
Conheço caso de filhos de um casal em que ele passou a gay e que hoje vive com outro homem.
Nenhum desses filhos passou a chamar mãe ao amante do pai. Não precisou de perder a mãe para o pai fazer o que bem lhe apetece na cama.
GostarGostar
Zazie,
Ver post nº 9. Bom fim de semana.
GostarGostar
Eu elogiei o JM por outra razão e creio que ficou clara.
Ele sabe mostrar que a dirferença entre “o natural” e “o artificial”.
Possivelmente por ser biólogo, essa forma dos organismos vivos terem formas de organização com elos que não podem ser feitos ad hoc.
E consegue fazer a passagem desse sentido de “sedimentação e organização da natureza” para a sedimentação e organização das estruturas biológico-sociais.
E isso implica mostrar como as utopias são falsas- trazem sempre com elas uma nova distopia, precisamente por negarem o tempo. Por quererem ser estruturalistas e mero produto da razão- sem passado natural que não é mero capricho humano.
GostarGostar
Mas mais nada.
A partir daqui ele salta para o anarquismo neoliberal. E eu nada tenho a ver com essa outra utopia da terra queimada.
GostarGostar
Bom fim-de-semana.
Tem aqui a explicação.
Eu não acredito nos valores de formação espontânea, bastando para isso acabar com as organizações que acabaram por ser enquadradas pela lei e pelo Estado.
Pela simples razão que seria a loucura total, pois nem sequer existe uma religião única com poder de unificar uma sociedade.
Dava caos para todos os gostos.
O problema é outro.
É que este caos anarquista que os neoliberais consideram ser salvação da tradição (leia-se retomar dos valores morais e religiosos, em afastando o Estado da família)
está a ser conseguido pelos socialistas à custa do inverso!
À custa do Estado e da lei, que vieram ocupar um espaço moral que eles próprios bem ajudam a destruir
ehehehe
Ou seja- os socialistas conseguem o mundo às avessas por também se terem tornados neoliberais.
E os neoliberais, quer queiram, quer não- deram a base para tudo- a utopia da globalização do carcanhol e o egoísmo como base da vida.
GostarGostar
“Se acabasse o casamento como figura legal, nem idade havia, nem nº de pessoas, nem sequer havia impedimentos para todas as aberrações que eles agora querem conquistar por via do Poder partidário e da lei positiva.”
Zazie
E porque é que alguém haveria de considerar tais “aberrações” como “casamento”?
O que as pessoas consideram casamento ou não seria uma questão disputada no jogo social do “prestígio “ou “des-prestígio”.
Na verdade, a liberdade de “casar” será igual à liberdade dos religiosos em considerar apenas “casamento” aquilo que algum tipo de autoridade reconhecido pelas pessoas, como casamento ou não.
Acho que lhe está a escapar qualquer coisa.
A crença que este Estado Moderno ainda pode servir para proteger algum tipo de noção de “conservantismo natural” é a maior das utopias e engano.
GostarGostar
Penso discordar de algumas das premissas que sustentam o post.
1) Decerto que a adopção é decretada, tendo em vista o interesse da criança. Mas uma coisa é a adopção, outra coisa inteiramente diferente é o direito dos casais se candidatarem à adopção. Da mesma forma que uma coisa é o poder paternal e outra coisa inteiramente diferente é o direito a constituir família.
A questão que se coloca é saber se, reconhecendo a generalidade das pessoas e o próprio Estado que pode ser do interesse da criança em circunstâncias excepcionais ser entregue a casais homossexuais, é lícito ao Estado vedar essa possibilidade, à partida e em abstracto, negando o direito à candidatura à adopção por casais gays. Isto é, da circunstância de o interesse da criança ser o critério de decisão da adopção não se retira que tal interesse postule que se vede em abstracto o direito à candidatura à mesma por parte de casais gays.
2) Quanto à inconstitucionalidade do diploma aprovado pelo PS, ela parece evidente a partir do momento em que, postulando a igualitarização de uma diferença (entre casais que podem procriar e os que não podem), não pode vir depois, em “venire contra factum proprium” – em contradição, pois, com esse juízo – criar casamentos diferentes, consoante o acesso à parentalidade é permitido ou negado.
Donde, podem ser arguidas duas inconstitucionalidades: por um lado, no confronto entre gays solteiros e gays casados, os segundos serão tratados desfavoravelmente, porque ao contrário dos primeiros, não se podem candidatar à adopção; por outro lado, no confronto entre hetero casados e gays casados, os primeiros podem candidatar-se à adopção e os segundo, não. A primeira desigualdade ainda é mais incompreensível que a segunda, especialmente se se tiver em conta que o casamento é suposto propiciar um melhor desenvolvimento da criança do que a família monoparental.
GostarGostar
O ponto #9 também diria o mesmo se fosse apenas uma questão retórica.
Mas o que tenho vindo a dizer é que o dito casório é mais que isso- é um pé legal para abrir portas ao mundo às avessas, criando castas e usando terceiros que não foram tidos nem havidos.
E ninguém se vai responsabilizar pelos danos e consequências nas crianças.
E ninguém pede sequer responsabilizações precisamente por o egoísmo comandar e toda a gente se estar pouco lixando para os filhos dos outros.
Crianças não dão voto. Isto é batalha de caça de poder- quem conta é quem vota- os LGBT são o lobby mais poderoso juntamente com o lobby maçónico.
GostarGostar
CN,
Eu já lhe respondi mil vezes.
Não me interessa muito a figura do casamento.
Nesta questão apenas me interessa as consequências sobre as crianças- e nenhum liberal tem resposta para isso, em abolindo a lei do casório.
Porque as leis estão encadeadas. Em acabando uma acabam outros impedimentos.
E v.s apenas teorizam o tal “cordão sanitário” para o v. núcleo familiar.
E eu não sou liberal porque acredito na necessidade moral do bem comum.
GostarGostar
Eu tenho um odio, (proporcionalmente igual,ao que ele tem por Sócrates, ao Pacheco Pereira).
Acho-o profundamente desonesto inclectualmente, e isso é, na minha opinião, um dos grandes males da actualidade.
Contudo, acho estranho que na blogosfera, ninguém tenha comentado uma apreciação pertinente que ele fez ontem na sic.n.
A probablidade de as crianças serem mais expostas aos pederastras com os homosexuais.
Isto, na minha opinião, não é uma questão moral ou política, é uma questão quimíca.
Bom fim de semana.
GostarGostar
Por outro lado, sou pragmática- não sou dada a perder tempo em conjecturas que não são viáveis e nenhum país as vai fazer.
Para que me serve especular com o benefício de se acabar com o casamento legal, se ninguém vai fazer isso?
É disparate. Seria acabar com séculos de História e consequências sociais que já estão entrosadas na vida das sociedades.
Sem lei não havia sociedade que se aguentasse.
Imagino que nem entre os papuas, quanto mais na Europa.
GostarGostar
Mas o CN colocou o dedo na ferida:
«A crença que este Estado Moderno ainda pode servir para proteger algum tipo de noção de “conservantismo natural” é a maior das utopias e engano.»
É um facto.
E eu sou descrente.
E, apesar de ter uma gigantesca admiração pelo Papa, acho que ele também se engana quando cavalga a onda da utopia global.
GostarGostar
Eu sou conservadora.
E isso significa ser o oposto do revolucionário.
Agrada-me a figura da Antígona.
Resta-nos resistir, já que tudo empurra para o abismo.
e o mundo cada vez mais me parece “deles”.
E a fusão entre as utopias saída do dogma da Razão das Luzes é este- o “socialismo liberal” à escala mundial.
GostarGostar
Mas, acho que há um gigantesco engano teórico em que os liberais também embarcaram.
O grande perigo orwelliano não vem de “fascismos” de Estados Nacionais- vem do seu desmembramento numa escala gigantesca.
O Estado Nacional ainda vai ser uma relíquia.
Estas leis não são produto de nenhum Estado tuga, são produto cada vez mais da ausência de sentido Nacional e de sentido de Pátria.
São meras importações americanas e coisas que já conseguem tornar-se dogma em directivas da ONU e da UE.
GostarGostar
Qual foi o grande argumento para se aprovar a lei do aborto?
Foi ou não foi o argumento de que até já era uma directiva da EU por considerar que Portugal era um país troglodita por ainda considerar que matar uma vida não é bem moral?
GostarGostar
Mesquita:
Essa treta do perigo de as crianças serem abusadas pelos papas maricas e mamas fufas é palhaçada de circo para desviar o que importa.
Não se trata de nenhum perigo desses. Trata-se de criar uma monstruosidade onde as figuras maternas e paternas nem nome têm.
Trata-se de uma loucura à Loretta da Vida Brian dos Monty Python.
E trata-se de destruir o sentido da maternidade e paternidade ao se legalizarem castas com direitos de família, para as quais vão contribuir terceiros que não entram nesse casamento.
GostarGostar
Zazie,
Eu não tenho nenhumama formação técnica para comentar o assunto.
Como não sou o João Miranda, não o vou fazer.
Contudo, acho estranho o silêncio geral sobre o tema.
Boa tarde,
“eu vou com as aves”.EA.
GostarGostar
Que silêncio?
Eu ando há mais de 2 anos a dizer que a treta era esta, quando meio mundo só se lembrava dos “direitos sexuais” ou da discriminação do casório.
Disto é que ninguém falava. Porque a aldrabice dos lobbyes é cada vez mais requintada.
Eles vão conquistando terreno paulatinamente.
E criam espantalhos para desviar a atençáo.
Esse dos abusos sexuais é uma fantasia a que o Cesariny chegou a responder num forum LGBT.
Em pleno palco, onde foi chamado para ser homenageado, o Cesariny disse que a palavra gay era a palavra mais triste que conhecia.
E depois desmontou toda esta palhaçada de casório e família e afirmou, em passos de dança, que afilhados sempre os tiveram.
ehehe
Conta quem assistiu que a gayzada até bufava mas tiveram de ouvir e entupir.
GostarGostar
Ah, e quanto à idade dos “afilhados” também sempre foi básico- é ao que deitam a mão.
No caso que eu referi, do tal casal com filhos em que ele deu em gay e vive há uns bons anos com outro gajo, no Natal é um ver se te avias em prendas para um espectro bem abrangente de “afilhados que ambos partilham”.
Claro que os filhos não são partilhados.
Ou seja- a família é sempre uma e os filhos até acabam defendidos de toda a promiscuidade se as pessoas tiverem ética e souberem que as aparências são absolutamente imprescindíveis para a vida em sociedade.
Os filhos “sabem” da vida do pai, mas não têm de participar dela. E muito em menos em pé de igualdade com os outros afilhados de uso comum entre pai e seu amante.
E a base e ordem familiar mantem-se pelas boas relações com a mãe. Relações de aparência e de nunca misturarem o que é íntimo com o o que é familiar.
O grande problema deste casório e dita família alternativa também é esse- trazem a intimidade para a lei e impõe-na como valor social.
GostarGostar
A Zazie usa as expressões “liberalismo” e “neo-liberalismo” à toa. Não sabe o que isso seja.
GostarGostar
Pois não.
Sabes tu que aprendeste a cartilha e dogma de nunca se poder usar a palavra neoliberalismo.
Se não fosses calhau, como o nick indica, tinhas percebido que eu fiz a distinção com base cronológica.
Não se pode falar em neoliberalismo saído das luzes.
E, quando emprego o termo no sentido de globalização do capital, é absolutamente indiferente.
A globalização é liberal- os teóricos é que são neoliberais.
GostarGostar
Até disse mais, mas o calhau nem percebeu-chamei neo-troskismo- precisamente porque a ideologia neoliberal tem esta fundação de esquerda, em particular na América.
Mas v.s são uma cambada de papagaios toscos. Não pensam. Acham que corrigem erros nos outros apenas por a cantiga lhes parecer diferente da que aprendem aos gurus.
GostarGostar
A adopção fica para outra altura em que o inginheiro esteja a sentir-se apertado pela conjuntura económica ou por um outro escândalo
GostarGostar
e até que ponto não querem as crianças para dar “sal” à relação ? ou agarrar um esquivo parceiro?
um meio ,um instrumento , a criança , no meio dessas relações assim um bocado pró instáveis antes da meia idade , quando a testosterona baixa e calçam as pantufas.
e , não sei , mas acho que os miúdos devem ser socializados no Todo e não numa só parte.
GostarGostar
José Barros, supra, #43:
Vamos por partes:
1) “(…) Isto é, da circunstância de o interesse da criança ser o critério de decisão da adopção não se retira que tal interesse postule que se vede em abstracto o direito à candidatura à mesma por parte de casais gays”.
Ora, a questão é mesmo essa: em abstracto, qual o modelo normativo que servirá de referencial para melhor corresponder (repito, em abstracto e no plano dos modelos) ao interesse da criança? Existe alguma opção de política legislativa que tente corresponder a tal modelo? Para mim, parece-me consensual (por enquanto) que tal modelo (repito mais uma vez: modelo/critério de referência normativo) corresponde ao da família com pai e mãe (heterossexuais). Este reflectirá aquilo que corresponde à diversidade/dualidade corrente da vida (masculino/feminino), permitirá a apreensão de valores e de comportamentos de vida mais amplos (precisamente femininos e masculinos) e, consequentemente, uma maior liberdade (no sentido de mais opções futuras ou de opções porventura – se é que isto será assim! – menos condicionadas). Por muito “homofóbico” que isto possa (no “mainstream” actual) parecer, julgo que é o ponto de partida do Dto. da família que ainda vamos tendo e, mais do que isso, o reflexo mais fiel da realidade de vida que temos institucionalizada.
Assim sendo, o próprio conceito de família monoparental é tradicionalmente visto como um minus (daí o qualificativo) e não como algo de diferentemente alternativo, relativamente ao modelo normativo de família. Daí que na adopção a dita família heterossexual (ou seja e com mais rigor: pai e mãe) tenha preferência, em igualdade de circunstâncias sociais, patrimoniais e de ideoneidade, relativamente à dita monoparental.
Assim sendo, discordo de si: da circunstância de o interesse da criança ser o critério de decisão da adopção pode retirar-se que tal interesse postula que se dê preferência, em abstracto, às candidaturas de casais heterosessuxais relativamente às candidatura por parte de casais gays ou de uma só pessoa.
Dito de outro modo, são os valores institucionais que podem ser discutidos: a questão poderá passar por equacionar tais valores e/ou por reescrevê-los, redesenha-los, no sentido relativista e, por conseguinte, destruturante (uma verdadeira revolução que se faz, agora, não pela “luta de classes”, mas pela desconstrução institucional e/ou pela afirmação de quadros institucionais alternativos).
Ou seja, a questão que teria que ser respondida (e tem sido, agora implicitamente com as opções legislativas que se avizinham) é a de se saber se é, ou não, equivalente (natural e socialmente e como critério educacional) uma família heterossexual (pai e mãe, em rigor), homossexual ou monoparental, para a construção de um modelo normativo!
2) Quanto ao seu ponto 2 (a questão da insconstitucionalidade) – a partir do momento que se toma a opção legislativa hoje mesmo aberta e agora, num plano já subsequente à discussão dos modelos normativos que tentei explicitar atrás (ou seja, num plano já meramente jurídico-legal) – claro que tem razão.
Note: continuo a entender que o Direito não é ideologicamente neutro; bacteriologicamente puro, sob o ponto de vista ideológico. Assim sendo, há que fazer, no plano da política legislativa, opções. Opções de valores, institucionais e modelos filosóficos e de “vida”. Aceito que hoje se abriu caminho a uma opção institucional e a uma visão de vida diferente da nossa tradicional cosmovisão. Eu continua a achar que, em termos de modelo, é sempre melhor continaur a ver o mundo, naturalmente (porque essa diversidade existe), com “tubarões e tubaronas”. Agora, se a opção foi noutro sentido, de facto, há que ser coerente e abrir a lógica da adopção, sob pena de inconstitucionalidade….
Para mim, de facto, não se tratava, rigorosamente, de uma questão de discriminação – ou melhor, tão somente de uma discussão em termos de discriminação – mas sim, de opções institucionais e valorativas….
Note que, no quadro que agora se abre, não me repugna, por argumento de identidade de razão, institucionalizar legalmente os casamentos polígamos (como refere a Helena Matos, em post infra)…. Pergunto, é, também, uma questão de discriminação, a sua (ainda) não consagração legal?
GostarGostar
Numa terra onde não se adota pretos pequeninos, nem grandes,
esta paneleiragem vai adotar o què?
Numa terra onde não s adota crianças com deficiencias, vai-se adotar o que?
Numa terra onde as crianças com 8 anos já são regeitadas para adoção a paneleiragem vai dotar o quê?
Coisas reiais que fazem haver um parque de 15.000 a 20.000 de adotaveis e só 15% tenham a sorte de o vir a ser!
O que pensam que vão fazer estes paneleiros com tanta segregação?
Nas escolas publicas ou privadas quando aparecerem dois ou duas paneleiras para registar uma criança, julgam que os vão aceitar?
Se querem ser a paneleiros de machos ou femeas, que o sejam, mas nuncca pensem que vão de mão dada a empurar o carrinho de uma criança, porque não vai ser nos proximos 5o anos que isso vai ser aceite, especialmente com o abandono escolar (elas e els querem è rebaldaria, não assumir responsabilidades de familia) olhem para os exemplos existentes!
GostarGostar
Se há filhos de casais heterossexuais que acabam sendo homossexuais, é bem plausível que os “filhos” de casais homossexuais possam ser bons heterossexuais.
GostarGostar
#61,
Há uma questão mais que óbvia que nenhum de v.s refere.
Uma criança abandonada, é sempre alguém que perdeu um pai ou uma mãe. Ou ambos.
Seria uma brutal crueldade achar-se que em troca de uma mãe que perdeu lhe iam dar um barbudo.
E o mesmo em sendo o contrário- a criança que perdeu o pai, receber em troca duas mamalhudas a quem iria chamar pai e mãe em função da “dominação sexual” dos jogos de cama das fufas.
GostarGostar
Vai para a casota, ó coisa pisca que nada tens a dizer.
Esta nojeira da adopção e das PMAs não tem ponta por onde se pegue.
Como é que o José Barros justifica duas gajas saudáveis, sem o menor problema de engravidarem, terem direito a inseminação artificial porque lhes enoja tudo o que cheire e órgão masculino, apesar de brincarem com godemichés?
E um filho destas práticas sexuais de quem tem uma paranóia com o sexo oposto, ao ponto de recusar entrada natural no corpo mas querer choco para brincar às casinhas é gente normal para criar um ser humano?
Que brinquem com os caniches e deixem as heranças aos restantes animais domésticos mas não gozem com a nossa cara.
GostarGostar
Quando Roma estava decadente e dissoluta, caíram perante aqueles a quem apelidaram de Bárbaros.
GostarGostar
O problema é que a ditadura do politicamente correcto já trabalhou tanto as cabecinhas de meio mundo, que agora até confundem o direito à sua vida privada com serem família e comprarem filhos de forma contra-natura.
Eu estou-me pouco lixando para o que cada um faz na cama. E até podiam incluir animais de grande porte que não me aquecia nem arrefecia.
Agora transformarem essas pancadas e verdadeiras fobias ao que é natural, numa cena afrodisíaca de IRS e casório para depois querem choco e filhinhos iguais aos que os fizeram, é loucura absoluta.
E é imbecilidade andar meio mundo com medo de dizer o óbvio- que a homossexualidade não é a norma.
Por esse simples facto, apenas deve existir educação da sociedade para não os perseguir ou discriminar.
Mas mais nada. Absolutamente mais nada. O resto de dinheiros e IRS é coisa absolutamente contratual e tanto direito têm eles por foderem, como poderiam ter duas velhinhas ou irmãos que vivam juntos sem foderem um com o outro.
GostarGostar
A zazie ao falar em barbudos e mamalhudos, está a referir-se a machos e a fêmeas, quando é sabido que um homossexual ou uma lésbica, estão mais próximos do sexo oposto.
Não vou falar de hormonas, porque pode ser considerado pornográfico.
GostarGostar
E quem diz 2 diz 3 ou 4. Diz o que couber dentro de casa porque existe muito tipo de coabitação para alem do casalinho.
E este casal é mentira.
Então se adoptarem uma criança que ainda tem mãe, que lugar é que essa mãe tem no casório dos maricas?
Que lugar têm os fornecedores dos filhos que os idiotas não podem fazer sozinhos, precisamente porque a Natureza criou homens e mulheres com capacidades diferentes para se poderem reproduzir?
GostarGostar
ò imbecil, tu acaso chamavas mãe a um homem e pedias para te dar mama em criança?
Acaso foste feito por duas fufas ou por 2 maricas?
Acaso o mundo existia se esta pancada desta mentira fosse verdade?
Acaso eles existiam se não tivessem tido pai e mãe?
Acaso a puta do casamento é alguma instituição feita para dar felicidade e amor às pessoas?
Sem se casarem não se podem amar?
E acaso quem não foi chamado para nada disto tem culpa e a sociedade deve fechar os olhos e estar-se nas tintas para asconsequências nos filhos que daí vierem,
Então não andavam estes caralhos todos com a psicanálise na boca ainda há bem pouco tempo?
E não era em nome da psicanálise e do complexo de édipo que ainda é obrigatório estudar em psicologia e faz parte até da formação das psicos dos tribunais que tudo se explicava?
Como é que ainda hoje se atribui o dito poder paternal nos tribunais?
Quem é que faz relatórios para além das assistentes sociais?
São as psicos. E a psicologia é considerada ciência precisamente à conta da interpretação da formação da identidade por via da figura materna e paterna.
GostarGostar
A natureza não deu a possibilidade a duas pessoas do mesmo sexo de se reproduzirem, por isso quer a adopção quer a reprodução medicamente assistida são anti-natura; se hoje se defende a natureza e o ambiente veja-se a discussão em torno das questões ambientais, não se percebe a defesa de formas anti-natura em todos os sentidos de procriação.
No que diz respeito à adopção e à procriação medicamente assistida o invocar o interesse da criança é uma hipocrisia, pois nunca ninguém estudou ou avaliou o efeito no desenvolvimento
Da personalidade de crianças quando educadas por casais homossexuais.
Já agora existe um tema que via apenas aflorado por Pacheco Pereira que é a Pederastia que
convém discutir.
GostarGostar
Churrilho de insultos e preconceitos.
O insulto é para afastar os outros do palco, que o seu exibicionismo exige como um direito.
O preconceito… é um conceito prévio.
GostarGostar
Eu deixei links por todo o lado e tenho posts no Cocanha com relatórios do que já acontece lá fora.
Até existem centros de apoio e tratamento psicológico para filhos de gays, lésbicas e transgénicos.
E a loucura é tão grande que, ao mesmo tempo que tratam as consequências dos caprichos do mundo às avessas, vão montando negócios de clínicas para fornecimento de filhos a LGBTs.
Mais- já há bruto negócio de compra de filhos por causa de um fenómeno social- os maricas e as fufas tendem a ter um nível social mais elevado porque vivem cheios de tachos.
Basta olharmos para as nossas figuras públicas e políticos para se perceber que é assim.
Dantes subia-se na horizontal por oferta hetero. agora sobem à cãzana por petisco homo.
GostarGostar
Sim filho, pré-conceito é precisamente o que eles querem vender.
Querem vender o pré-conceito que a Natureza fez o homem e a mulher diferentes para depois serem “preconceituosos” e discriminarem os homens por não virem com trompas e as mulheres por não nascerem com pila.
é esta a anormalidade que os Montgy Python gozaram na Vida de Brian.
Estes imbecis querem inventar preconceitos numa diferença genética e terem filhos, sem o poderem, apenas para lutarem de forma simbólica contra essa “discriminação”.
Mas a anedota é outra. V,s deviam flagelar-se por terem andado a vida inteira com o mesmíssimo “preconceito” e nunca se terem lembrado desta trampa quando a utopia da revolução prometia um mundo novo.
Afinal de contas, v.s só se lembraram desta causa por mera moda copiada da américa.
Nem no PREC apareceu um destes valentes lutadores pelo choco a incluir esse direito ao lado do pão, paz terra, bacalhau.
GostarGostar
piscoiso, fofo, posso adotar-te?
GostarGostar
Coitado Piaget está a dar voltas no túmulo e Freud está no além muito baralhado.
GostarGostar
#66
Em poucas palavras este comentário disse tudo.
Dos tempos do Imperador César Augusto até Rómulo Augusto muito decaiu o Império Romano.
“Quem não aprende com a História está condenado a repeti-la”.
GostarGostar
Essa é a parte macaca e já há psicólogos a dizerem que criaram um monstro com estas novas teorias de sexualidade alternativa.
Mas o que eu pergunto é outra coisa- porque é que esta anormalidade burguesa do casório e da famelga, que sempre foi alvo de desprezo da esquerdalhada- e por isso mesmo andaram a fazer leis para destruir o casamento, é uma causa de esquerda?
Não é a esquerda que passa a vida a invocar o bem comum, o colectivo, o social e a paridade de direitos, lutando contra as discriminações sociais?
Então como podem justificar que queiram criar a figura do casamento monogâmico, deixando de fora dele os de segunda, o proletariado que lhes vai fornecer os filhos?
E os filhos acaso são propriedade privada dos pais?
Não é a puta da esquerda que diz que defende sempre os mais fracos e os que nem voz têm para se defender?
E agora vão querer usar esses mais fracos para apenas imitarem o hedonismo liberal que defende o egoísmo de cada “euzinho” como motor da vida?
Esta é que é a gigantesca mentira. Porque eles falam em igualdade no que biologicamente é diferente e nunca poderá deixar de o ser, mas não defendem um casamento colectivo com os escravos que lhes vão dar os filhinhos.
Aí só se lembram do casalinho e dos privilégios e caprichos de casta.
GostarGostar
Aparece no Cinebolso, vou estar lá a partir das 22h. beijos
GostarGostar
Caro PMF,
Percebo os seus argumentos e aceito-os como bons.
Isto é, parece-me absolutamente legítimo que o Estado (a comunidade) estabeleça, em abstracto, os requisitos do acesso à adopção por recurso a valorações que, em termos biológicos e sociológicos, se terão de ter por correctas. Designadamente, que a família tradicional constitui, nesses termos, o espaço ideal para a educação de uma criança, proposição indisputável por muito politicamente correcto que se queira ser. Que tal fixação em abstracto dos critérios de acesso à adopção possa levar a algumas injustiças relativas – mesmo em face do interesse primordial da criança – não me parece relevante, tanto mais que a adopção do critério oposto – isto é, da fixação em concreto desses requisitos – não assegura que tais injustiças não venham a ocorrer, muito pelo contrário. Por outras palavras, sendo o processo de adopção dos mais incertos relativamente à justiça da decisão judicial (precisamente pelo facto de essa mesma justiça só poder ser apurada posteriormente ao decretamento da adopção), a fixação em abstracto de critérios (mais) seguros parece-me razoável.
2) O problema surge evidentemente a partir do momento em que o Estado permite ao casamento aos pares homossexuais e, com isso, dá à comunidade e a tais pessoas o sinal de que vê tais relações em completa paridade com as relações entre pessoas de sexo diferente. A partir daí surge a contradição insanável que resulta na violação do princípio constitucional da igualdade. Ou seja, mudando-se o parâmetro de aferição dessa violação – visto que o casamento passa a ser também um espaço ao qual os gays podem aceder – necessariamente que a desigualdade relativamente à adopção passa a ser arbitrária e, como tal, inconstitucional. Não por acaso temos o triste destino de ser o único país no mundo que permite o casamento gay sem admitir do mesmo passo a adopção. O meu comentário não se destinava tanto a dizer a minha posição sobre o problema da adopção, mas a assinalar a contradição valorativa que a decisão de hoje encerra.
Relativamente à primeira, posso dizer que não me chocaria permitir-se a adopção por pares gays, desde que subordinada naturalmente a inexistência de candidatos heterossexuais elegíveis. Assim como também não me repugna minimamente que o acesso à adopção seja negado, desde que, do mesmo passo, se negue também o direito ao casamento. Aceitar este e negar aquela é que resulta no absurdo jurídico que o tribunal constitucional terá de resolver.
GostarGostar
Como é que o José Barros justifica duas gajas saudáveis, sem o menor problema de engravidarem, terem direito a inseminação artificial porque lhes enoja tudo o que cheire e órgão masculino, apesar de brincarem com godemichés? – Zazie
Eu não justifico nada. Quanto à procriação medicamente assistida, a lei actual nega o acesso ao mesmo por parte de pares lésbicos. O que naturalmente está em concordância a impossibilidade de adopção por parte das mesmas pessoas. O que não está em concordância com essas duas impossibilidades é a possibilidade do casamento, precisamente porque este visa a constituição de família. Donde, proíba-se tudo ou então permita-se tudo.
Esta solução meias tintas é que vai dar muitos problemas aos tribunais e resultar em muitas chatices para gays, crianças e “tutti quanti”.
GostarGostar
O JB tem razão mas esta contradição era mais que previsível por terem querido legalizar uma coisa diferente, dando-lhe um nome igual ao de outra.
ou seja- o casamento existe e faz parte da Constituição no sentido da protecção da família.
E, o problema, é que a família deriva de atribuições de parentesco que são as que a Natureza permite.
ou seja- não existe família tradicional ou família alternativa- existe apenas uma forma de família biológica e, no máximo, poderá é existir casamento monogâmico ou polígamo. Ou nem existir casamento por lei.
Mas, no caso das PMA a questão ainda é mais contra-natura e também viola o sentido da sua função e necessidade.
Como é que duas mulheres podem ir ao médico e dizerem que uma delas precisa de fazer inseminação artificial porque a outra não tem esperma fértil?
Alguém é capaz de responder a esta anormalidade sem se rir?
E o que mais faz falta à saúde mental é a lucidez do riso.
GostarGostar
Mas, no caso do problema da infertilidade derivar da “esposa”, palavra que eu pagava para ver a outra fufa “marido” com revistas da Gina, a tentar estimular-se na clínica, para deixar a semente para a inseminação familiar.
“:O))))))
GostarGostar
Ò piscoiso,responde à Zazie,ou ficaste sem palavras por seres um idiota que macaqueia tudo o que o PS vulsa?
Mostra lá a valia dos teus argumentos,pois os da Zazie são sólidos.
GostarGostar
José Barros, supra 80:
“… assinalar a contradição valorativa que a decisão de hoje encerra”.
De acordo. É isso mesmo.
GostarGostar
Quem é que disse que Portugal é o único país no mundo onde existe casório gay e não existe direito à adopção?
É falso. Em Espanha também não é permitido. O truque aí foi de apenas consentirem a adopção dos filhos já existentes antes do novo casório homo.
Mas nem se trata de uma contradição valorativa.
Trata-se de um erro de espécie. Não é a palavra casamento que transforma uma ligação de um falso casal, numa ligação de casal.
O erro foi este e v.s continuam a confundir as variadíssimas formas de vida dentro da família com a possibilidade biológica e natural de se poder criar uma família inviável.
E esse erro é tão óbvio que é facilmente perceptível pelo tal valor simbólico e conservador que querem piratear como se se tratasse de um direito que a sociedade retirou, quando não há direito que conceda o que a Natureza não permite.
Repito- o que sempre esteve em causa tem apenas um nome- relações de parentesco.
GostarGostar
É o mesmo que se dizer que um grupo de camelos se sente discriminado por não poder andar debaixo de água como os peixes.
A falta de guelras não é uma injustiça social- é uma diferença biológica.
GostarGostar
Li com muito interesse as tuas palavras.
De facto, a natureza é discriminatória, irremediavelmente.
Só na razão iluminada é possível tentar ultrapassar essa impossibilidade que a natureza fabricou ao longo dos milénios….andou ela tantos anos a especializar…para agora haver uns maduros a ficcionar sobre uma base hermafrodita impossível na espécie humana…só espiritualmente podemos ultrapassar a vida ou a morte…..como sucede com a exortação a Osíris no livro dos mortos dos egípcios…
Estou de acordo com a tua inquietação e no geral, em meu entender, tocas nos pontos fundamentais desta sociedade condicionada por uma propaganda que tudo cerca e que diariamente, injecta o seu veneno subordinante até ao lugar isomorfo do caos.
cumps
GostarGostar
Mas na novilíngua desta esquerdalhada frouxa ainda era capaz de aparecer outro camelo a transformar essa falta numa discriminação da direita reaccionária que tem preconceitos contra os camelos que não sabem nadar.
GostarGostar
Referia-me à Zazie.
GostarGostar
Aos anos que o Cronenberg já falava disto.
A ficção científica já era.
Hoje a utopia é que é a realidade perdida (como dizia o Baudrillard que estes sacanas veneram mas se esquecem de ler para o que não lhes interessa).
Mas há alguém que lhes faça estas perguntas entre toda essa maltosa hiper-colunável que escreve nos jornais e tem direito a programa de tv?
Não há.
E não há porque são uns ignorantes.
Nesse aspecto a esquerdalhada bem se pode rir à grande e à francesa. Não tem contraditório político por analfabetismo.
GostarGostar
E o José Gil tem mais que razão- não existe opinião pública porque o que comanda é o simulacro mediático.
Mas é pena que não toque nestas questões.
E eu aposto que as sabe pensar. Mas não vai tocar-lhes pelo mesmo motivo. A formação dele é de esquerda.
Há dogmas lixados e não existe intelectualidade em Portugal.
É apenas esta a conclusão a que chego.
GostarGostar
Dizia o Ortega y Gasset ….neste tempo, são os aristocratas que têm ideias e que as impõem através das massas…ignaras.
Os foguetes do iluminismo …as heroicidades individuais do liberalismo….pretendem iluminar a caverna de Platão onde as gentes sob a luz do estupor ficam encandeadas e cada vez mais baralhadas….neste caos ignominioso.
O Eduardo Lourenço fala num Esplendor do Caos……e nós temos que nos sentar a cismar na linha do horizonte.
cumps
GostarGostar